Exercícios complementares às notas de aulas de estradas (parte 9)

Documentos relacionados
Notas de aulas de Estradas (parte 9)

a) Sabendo disso, preencher o diagrama de Superelevação adotando o método de BARNETT (α 1 =0,25% e α 2 =0,50%), deixando os cálculos no pautado.

Noções de Topografia Para Projetos Rodoviarios

Universidade do Estado de Mato Grosso UNEMAT. Estradas 1 Projeto geométrico. 4 Elementos Planimétricos

-ESTRUTURA VIÁRIA TT048. SUPERELEVAÇÃO e SUPERLARGURA EXERCÍCIOS

+ (1) Superelevação. Considerando dois eixos, um paralelo a superfície de rolamento (eixo x) e outro perpendicular (eixo y), temos então: No eixo x:

Exercícios das notas de aula de Estradas (parte 13)

Notas de aulas de Estradas (parte 4)

Notas de aulas de Estradas (parte 8)

Estrada de Rodagem Curvas Concordância Vertical

AULA 11 ESTRADAS I 11/11/2010 CONCORDÂNCIA VERTICAL CONCORDÂNCIA VERTICAL CONCORDÂNCIA VERTICAL

PROJETO GEOMÉTRICO DE RODOVIAS

Estrada de Rodagem Curvas Concordância Horizontal Circular

Procedimento para a Implantação de Sinalização de Regulamentação de Velocidades nas Rodovias Estaduais

SUPERELEVAÇÃO E SUPERLARGURA

Prof. Vinícius C. Patrizzi ESTRADAS E AEROPORTOS


Tópicos laboratoriais e/ou exercícios (9. o Parte)

ACIDENTES E SEGURANÇA EM CURVAS DESCENDENTES Novo Critério de Regulamentação de Velocidade

INTERSEÇÕES PROJETO GEOMÉTRICO

FATEC Faculdade de Tecnologia de Pavimentação Departamento de Transportes e Obras de Terra - Prof. Edson 1- RAIO MÍNIMO DE CURVATURA HORIZONTAL

a) veículos não-articulados: máximo de 14,00 metros;

SISTEMAS DE TRANSPORTES TT046

PROJETO DE ESTRADAS Pr P of o. D r D. An A d n e d r e so s n o n Man a zo n l zo i

Funções de uma rodovia

SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL NO ESTADO DE MINAS GERAIS AUDIÊNCIA PÚBLICA

Estrada de Rodagem Curvas Concordância Horizontal Curvas de Transição

AULA 3: PAVIMENTAÇÃO RODOVIÁRIA

Prof. Vinícius C. Patrizzi ESTRADAS E AEROPORTOS

INFRAESTRUTURA RODOVIÁRIA. Msc. Cleto Regis

CURVAS HORIZONTAIS CIRCULARES: DETERMINAÇÃO DO Rmin

PROJETO E CONSTRUÇÃO DE ESTRADAS

Noções de Topografia Para Projetos Rodoviarios

CAPÍTULO 01 NÚMERO N

INTRODUÇÃO AO PROJETO DE RODOVIAS 1/2.

APRESENTAÇÃO PREFÁCIO INTRODUÇÃO CAPÍTULO 1 ELABORAÇÃO DO PROJETO NOÇÕES GERAIS 1

Estrada de Rodagem Distância de Visibilidade 2ª Parte

UNICAP Universidade Católica de Pernambuco Prof. Eduardo Oliveira Estradas 1

Projeto Geométrico de Rodovias. Estudo de Traçado

CRITÉRIOS PARA ADOÇÃO DE DISPOSITIVOS DE CONTENÇÃO VEICULAR

Noções de Topografia Para Projetos Rodoviarios

Classificação das vias PROJETO GEOMÉTRICO

Dispositivos Auxiliares

Traçado de Estradas. Aula de hoje: Desenvolvimento de Traçados. Prof. Paulo Augusto F. Borges

ELEMENTOS GEOMÉTRICOS DAS ESTRADAS

-ESTRUTURA VIÁRIA TT048 SUPERELEVAÇÃO

Física 1 - EMB5034. Prof. Diego Duarte MRUV - Parte 1 (lista 2) 8 de agosto de v(t) = v 0 + at (1) x(t) = x 0 + vt at2 (2)

Universidade do Estado de Mato Grosso UNEMAT. Estradas 1 Projeto geométrico

Aula 5 Desenho Topográfico

Programa Analítico de Disciplina CIV310 Projeto Geométrico de Estrada

Notas de aula de Estradas (parte 13)

Universidade do Estado de Mato Grosso UNEMAT. Estradas 1 Projeto geométrico. 7 Curvas Verticais

CAPÍTULO 09 ESTUDOS DE CAPACIDADE - INTRODUÇÃO

Universidade do Estado de Mato Grosso UNEMAT. Estradas 1 Projeto geométrico. 3 Estudos de traçado

ELEMENTOS BÁSICOS PARA O PROJETO DE UMA ESTRADA DISTÂNCIA DE VISIBILIDADE

ANÁLISE DE CAPACIDADE E NÍVEL DE SERVIÇO DE RODOVIAS DE PISTA SIMPLES

UNICAP Universidade Católica de Pernambuco Prof. Glauber Carvalho Costa Estrada 1. Projeto Geométrico das Estradas. Aula 5.

PROJETO E CONSTRUÇÃO DE ESTRADAS

Estrada de Rodagem Veículos de Projeto

IMPLANTAÇÃO DE FAIXA ADICIONAL NA MG-354 NO TRECHO DE PATOS DE MINAS A PRESIDENTE OLEGARIO

Introdução à Cinemática Escalar, Movimento Uniforme (MU) e Movimento Uniformemente Variado (MUV)

Notas de aulas de Estradas (parte 5)

Universidade do Estado de Mato Grosso UNEMAT. Estradas 1 Projeto geométrico. 7 Curvas Verticais

Critérios de Projeto e Concordância de Curva Horizontal Simples

3.1.1 Tráfego Rodoviário

PTR 2378 Projeto de infra-estrutura de vias de transportes terrestres

Universidade do Estado de Mato Grosso UNEMAT. Estradas 1 Projeto geométrico

UNICAP Universidade Católica de Pernambuco Prof. Glauber Carvalho Costa Estradas 1

Elementos e Classificação das Rodovias Brasileiras

Estudo de Tráfego. Introdução; Importância do Estudo de Tráfego; Estudo de Tráfego; Considerações do Método; Exemplo.

Avaliação dos Pavimentos Flexíveis: Avaliação das Solicitações de Tráfego

Notas de aulas de Estradas (parte 10)

ESTUDOS DE TRAÇADO. Classificação das rodovias. Quanto à posição geográfica

INTRODUÇÃO AO PROJETO DE RODOVIAS 2/2.

CAPÍTULO 10 CAPACIDADE - MULTILANE

Concordância de Curvas Verticais

IEC0001 INTRODUÇÃO À ENGENHARIA CIVIL ESTRADAS

Movimento fev retilíneo e uniforme. 01. Resumo 02. Exercícios de Aula 03. Exercícios de Casa 04. Questão Contexto

MT DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM

ELEMENTOS BÁSICOS PARA O PROJETO DE UMA ESTRADA

PTR 2378 Projeto de infra-estrutura de vias de transportes terrestres

Inclinações das Ruas e das Estradas

Estrada de Rodagem Superlargura e superelevação

PROJETO GEOMÉTRICO DE RODOVIAS

PTR 2378 Projeto de infra-estrutura de vias de transportes terrestres

Construção ou Readequação de Acesso na Faixa de Domínio da BR-101

INTRODUÇÃO AO PROJETO DE RODOVIAS 1/2.

Notas de aulas de Sistemas de Transportes (parte 11)

CAPÍTULO 11 TWO LANES

PROJETO DE ESTRADAS Pr P of o. D r D. An A d n e d r e so s n o n Man a zo n l zo i

A IMPORTÂNCIA DOS DADOS DE TRÁFEGO CARACTERÍSTICAS DO TRÁFEGO

RESOLUÇÃO No 75/98. II - cópia do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo - CRLV;

PROJETO GEOMÉTRICO DE RODOVIAS CÁLCULO DE VOLUMES. Curso: 7º Período - Engenharia de Agrimensura e Cartográfica. Prof. Paulo Augusto F.

Pavimentos de Estradas I PLANO DE ENSINO

Transcrição:

1 Exercícios complementares às notas de aulas de estradas (parte 9) Helio Marcos Fernandes iana Tema: Superlargura

1. o ) Calcular a superlargura a ser acrescentada no trecho curvo de uma pista de quatro faixas, sendo dados os seguintes elementos de projeto: a) aio da curva no trecho circular: = 50 m; b) elocidade de projeto: = 80 km/h; c) Para a pista de referência de projeto, tem-se que a largura das faixas de tráfego na tangente é 3,50 m. Assim sendo, a largura básica da pista de referência com duas faixas na tangente é L B = 7,00 m; d) Número de faixas de tráfego na pista que será projetada: n = 4; e e) Um veículo de projeto com as seguintes características: Largura do veículo: L =,60 m; Distância entre os eixos do veículo: E = 6,00 m; e Distância entre a frente do veículo e o eixo dianteiro (ou balanço dianteiro): F = 1,00 m. OBS. Para L B = 7,00 m, pela tabela, tem-se G L = 0,90 m. esposta: equação: A fórmula geral para cálculo da superlargura é expressa pela seguinte S. L E. G L F.(F.E) L B em que: S = superlargura (m); G L = folga lateral do veículo em movimento (m); L B = largura básica da pista em tangente (m); ainda, já foram definidos: L (m); E (m), F (m), (km/h) e (m).

3 Dividindo a equação em três partes, obtêm-se: E (6,00) i). L. GL.,60 0,90 7,144 m..50 ii) F.(F.E) (50) 1,00(1,00.6,00) 50,06 m iii) 80 LB 50 7,00 56,494 10. 50 m então, S = 7,144 + 50,06 56,494 = 0,68 m Logo, para 4 faixas de trânsito, tem-se: S = 1,5.S = 1,5.(0,68) 1,0 m. o ) Em uma rodovia de duas faixas de trânsito, de mão dupla, a polícia rodoviária constatou que em um espaço de cinco anos ocorreram três colisões entre veículos em uma determinada curva. Diante dos fatos, um engenheiro foi contratado para uma perícia (ou exame) técnica da qualidade da curva. Assim, inicialmente o engenheiro resolveu investigar a qualidade da curva quanto à superlargura da pista, e levantou (ou obteve) os seguintes dados periciais: i) Colisões na curva (dados fornecidos pela polícia rodoviária). 1. o Colisão: caminhão com caminhão (veículo CO colidiu com veículo CO).. o Colisão: ônibus com caminhão (veículo CO colidiu com veículo CO). 3. o Colisão: caminhão com automóvel de passeio (veículo CO colidiu com veículo P). ii) Não há sinalização de limite de velocidade na curva. iii) elocidade de projeto da rodovia é de 100 km/h (dado fornecido pelo DNIT).

4 iv) aio do trecho circular da curva é aproximadamente 350 m (dado obtido a partir de uma planta de um levantamento topográfico recente efetuado na própria pista na escala 1 :.000). v) A largura da pista tanto na tangente como na curva é constante e igual a 7,0 m. Pede-se verificar se a pista em questão necessita de superlargura na curva, e qual deverá ser o acréscimo MÍNIMO de largura em cada faixa de tráfego no trecho da curva, caso haja necessidade de superlargura? esposta: i) erificação se há necessidade de acréscimo de superlargura na pista. a) Introdução (determinação do veículo de projeto). Com base nos dados da polícia rodoviária o engenheiro concluiu que a curva não está sendo segura para os veículos de projeto tipo CO (comercial rígido), face ao número de acidentes envolvendo este tipo de veículo. b) Cálculos e conclusão. Para veículo CO, em pistas com largura básica L B = 7,0 m, pode-se utilizar a fórmula reduzida para o cálculo da superlargura, a qual é expressa pela seguinte equação: em que: S CO 16,08 = velocidade de projeto (km/h); = raio da curva circular (m); e S CO = superlargura (m). 37,1 0,0

5 então, S CO 16,08 (350) 37,1 100 350 10. 350 350 0,0 S CO = 0,46 m, conclui-se que a curva necessita de superlargura!!! Na prática, aproxima-se o valor da superlargura para múltiplo de 0,0 m. Então, a favor da segurança o valor é aproximado para um valor acima do calculado, que seja múltiplo de 0,0 m, assim adota-se: S CO = 0,60 m ii) alor mínimo de largura a ser acrescentado em cada faixa de trânsito da pista no trecho da curva. Como a pista tem duas faixas de trânsito, então o valor MÍNIMO a ser acrescentado em uma faixa de trânsito = S CO / = 0,60/ = 0,30 m 3. o ) Pede-se calcular a superlargura para uma curva circular de uma pista de duas faixas de trânsito pela fórmula de oshell-palazzo, sedo os seguintes dados: a) elocidade de projeto da rodovia = 100 km/h; b) aio da curva circular = 500 m; c) Largura da pista na tangente L B = 6,60 m; e d) Distância entre os eixos do veículo de projeto (CO) que utilizará a pista = 6,10 m. esposta: Pela fórmula de oshell-palazzo, tem-se que: em que: S n.( E ) E = distância entre os eixos do veículo (m); = raio da curva circular (m); = velocidade de projeto ou diretriz (km/h); e n = número de faixas de rolamento.

6 Logo: S.(500 S.(500 (500) 100 (6,10 ) ) 10. 500 50.000 37,1) 10,33 S =.(500-499,96) + 0,447 = 0,08 + 0,447 = 0,57 m Na prática, aproxima-se o valor da superlargura para múltiplo de 0,0 m. Então, a favor da segurança o valor é aproximado para um valor acima do calculado, que seja múltiplo de 0,0 m, assim adota-se: S = 0,60 m