CAPÍTULO 01 NÚMERO N
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- Thomaz Igor Rico Barbosa
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1 CAPÍTULO 01 NÚMERO N O parâmetro de tráfego é um dado necessário ao dimensionamento de pavimentos, uma vez que o mesmo é função basicamente do índice de suporte do subleito e do tráfego do trânsito sobre o mesmo 1. CONCEITO NÚMERO N É o número de repetições (ou operações) dos eixos dos veículos, equivalentes às solicitações do eixo padrão rodoviário de 8,2 tf durante o período considerado de vida útil do pavimento. 2. CÁLCULO ADOTADO PELO DNER O Parâmetro N número de repetições do eixo padrão é determinado utilizando-se a seguinte expressão: Nn = 365 x TMDA x FV x FR x FD Onde: 365 = número de dias de um ano TMDA = Tráfego Médio Diário Anual na rodovia FV = Fator de Veículos FR = Fator Climático Regional (adotado = 1,0) FD = Fator Direcional (considerado como sendo 50% no caso de rodovia de pista simples) A expressão acima é decorrente do Método de Projeto de Pavimentos Flexíveis do DNER, elaborado em 1966 pelo Engenheiro Murilo Lopes de Souza e revista em Na metodologia indicada pelo DNER, consideram-se apenas os caminhões e ônibus (veículos comerciais), como sendo os únicos veículos existentes na corrente de tráfego. Justifica-se pelo fato de que os automóveis apresentam um efeito muito pequeno em função de seu peso muito baixo. Assim sendo, a expressão pode ser escrita: Nn = 365 x (TMDA ÔNIBUS x FV ÔNIBUS + TMDA CAMINHÕES x FV CAMINHÕES )x FR x FD 3. TIPOS DE EIXOS a) EIXOS SIMPLES: conjunto de duas ou mais rodas, cujos centros estão em um plano transversal vertical ou podem ser incluídos entre dois planos transversais distantes de 100 cm, que se estendem por toda a largura do veículo. Podem ser de dois tipos:
2 DE RODAS SIMPLES: com 2 rodas, uma em cada extremidade; DE RODAS DUPLAS: com 4 rodas, sendo duas em cada extremidade (4 pneus) b) EIXOS TANDEM (RODAS DUPLAS): dois ou mais eixos consecutivos, cujos centros estão distantes de mais de 100 cm e menos de 200 cm, e ligaos a um dispositivo de suspensão que distribui a carga igualmente entre os eixos (balancim). O conjuntos desses eixos constitui um eixo tandem. Podem ser: TANDEM DUPLO: 2 eixos com 2 rodas em cada extremidade (8 pneus), sendo nos fabricantes nacionais, o espaçamento médio de 1,36 m TANDEM TRIPLO: 3 eixos, com 2 rodas em cada extremidade (12 pneus) c) OUTROS EIXOS: EIXO DUPLO NÃO EM TANDEM: com 2 eixos, rodas duplas (8 pneus), mas com espaçamento entre eixos superior a 2,00 m EIXO DUPLO ESPECIAL: típico dos TRIBUS, compreendendo conjunto de 2 eixos, seno um com rodas duplas e outro com rodas simples (6 pneus)
3 TABELA 1:TIPOS DE VEÍCULOS
4 TABELA 2: TIPOS DE VEÍCULOS COM DESCRIÇÃO DOS EIXOS
5 4. FATOR CARGA É o coeficiente que, multiplicado pelo número de eixos que circulam, dá o número equivalente de eixos padrões. 4.1 FATOR DE EQUIVALÊNCIA DE CARGA É o fator que fornece a carga equivalente de 8,2 tf, ou 18 kps, ou 80 KN. Métodos para sua determinação: - USACE U. S. Army Corps of Engeneers, conhecido como CE Corpo de Engenheiros (foram reproduzidos no Método de Pavimentos Flexíveis do DNER Engenheiro Murillo Lopes de Souza) - AASHTO - American Association Standard Highway and Transportation Officials (foram reproduzidos no Procedimento DNER-PRO e HDM) Existem outros métodos, mas no presente curso serão apresentados e adotados apenas os métodos USACE e AASHTO Cada veículo comercial (ônibus/caminhão) possui limitações de carga a transportar e esses limites são fixadas pela Lei da Balança. A lei, no entanto, embora determine o limite de carga, permite uma tolerância (em média, 7,5%) As tabelas adiante mostram os limites de carga por eixo definidos pela lei da balança e os limites com tolerância.
6 TABELA 3: CARGA LEGAL CARGA POR EIXO PELA LEI DA BALANÇA
7 TABELA 4: CARGA MÁXIMA LIMITES COM TOLERÂNCIA 5. FATOR DE EIXO É o coeficiente que corresponde ao número de eixos (conjuntos) do caminhão. 6. FATOR DE VEÍCULO O fator de veículo é calculado a partir da pesagem de eixo simples e tandem, por categoria de veículo. É computada a freqüência de cada por eixo, em cada categoria.
8 Através de um fator de equivalência, calcula-se a equivalência em relação ao eixo padrão de 8,2 tf, determinando assim, o fator carga. Multiplicando-se o Fator Eixo pelo Fator Carga, obtém-se o Fator de Veículo FV=FE X FC 6.1 CÁLCULO DO FATOR DE VEÍCULO Para o cálculo dos Fatores de Veículos (FV) os valores dos pesos de cada eixo são convertidos em valores equivalentes pela utilização de Fatores de Equivalência. São apresentados adiante, os gráficos e tabela para a determinação dos Fatores de Equivalência de cargas pelo método de USACE.
9 Relativamente ao método AASHTO, os Fatores de Equivalência são determinados pelas expressões abaixo: 4,32 P FEq = para eixos simpres de rodas simples 7,77 4,32 P FEq = para eixos simples de rodas duplas 8,17 4,14 P FEq = para eixos tandem duplo 15,08 4,22 P FEq = para eixos tandem triplo 22,95 Onde: FEq = Fator de Equivalência para a carga P em relação ao eixo padrão rodoviário de 8,2 tf. O Professor Marcílio Augusto Neves, na sua Apostila do Curso de Cálculo do Número N para Dimensionamento de Pavimento de setembro/2002, promovido pela Associação Brasileira de Pavimentação/Escola de Engenharia Mackenzie/Universidade Presbiteriana Mackenzie, determinou os Fatores de Veículos (FV) para diversos tipos de veículos considerando-se estarem os mesmos: - Vazios; - Com Carga Legal (Lei da Balança) - Com Máxima Carga Tolerada
10 TABELA 5: F.V. PARA CAMINHÕES VAZIOS
11 TABELA 6: F.V. PARA CARGA LEGAL (DNER)
12 TABELA 7: F.V. PARA CARGA MÁXIMA (COM TOLERÂNCIA)
13 Para a determinação do Número N é necessário conhecer: - TMDA do trecho por tipo de veículo; - Composição dos veículos por tipo e classe - Fator Climático Regional (adotado atualmente = 1) - Fator de Veículo dos diversos tipos e classes de veículos; - Fator de Distribuição Direcional do Tráfego - Ano de Abertura da Rodovia; - Ano de Projeto da Rodovia O fator de Distribuição Direcional do Tráfego para Rodovias de Pista Simples é igual a 50% para todos os tipos de veículos. Para rodovias de pista dupla, deve-se considerar o tráfego incidente na faixa de tráfego mais solicitada, conforme o quadro adiante inserido. O número N de um determinado ano é calculado pela expressão: Nn = 365 x (TMDA ÔNIBUS x FV ÔNIBUS + TMDA CAMINHÕES x FV CAMINHÕES )x FD x FR
14 TABELA 8: FATOR DE DISTRIBUIÇÃO DIRECIONAL DO TRÁFEGO PARA RODOVIAS
15 EXERCÍCIOS 1) Calcular o fator de veículo da pesagem realizada abaixo
16 2) Calcular o fator de veículo da pesagem realizada abaixo
17 3) Calcular o fator de veículo da pesagem realizada abaixo
18 4) Seja calcular o número N de uma rodovia de pista simples, para um determinado ano n (ano 2016) com o seguinte tráfego: TMDA Tráfego Médio Diário Anual ANO AUTOM. ONIBUS CAMINHÕES Considerar que os ônibus da presente rodovia são exclusivamente do tipo 2C. COMPOSIÇÃO DE CAMINHÕES LEVES MÉDIOS PESADOS CARRETAS 35,8% 31,8% 25,1% 7,3% São considerados Carretas, tanto os Semi Reboques como os Reboques (a incidência a ser considerada deverá ser: 99% de semi reboques e 1% de reboques). COMPOSIÇÃO DOS CAMINHÕES CLASSE TIPO % Leve 2C 100% Médio 2C(20) 62.55% Pesado SemiRebo-que Reboque 3C(20) 3C(20) 3C(22) 4C 2S1 2S2 2S3 3S1 3S2 3S3 2C2 2C3 3C2 3C % 4.92% 92.62% 2.46% 11.20% 82.30% 6.50% 100% Considerar que todos os caminhões transitam com carga dentro dos limites de Carga Lega
19 5) Seja calcular o número N de uma rodovia de pista dupla, 2 faixas de tráfego em cada pista, para um determinado ano n (ano 2016) com o seguinte tráfego em cada pista: TMDA Tráfego Médio Diário Anual ANO AUTOM. ONIBUS CAMINHÕES Considerar que os ônibus da presente rodovia são exclusivamente do tipo 2C. COMPOSIÇÃO DE CAMINHÕES LEVES MÉDIOS PESADOS CARRETAS 24,3% 27,3% 36,1% 12,3% São considerados Carretas, tanto os Semi Reboques como os Reboques (a incidência a ser considerada deverá ser: 99% de semi reboques e 1% de reboques). COMPOSIÇÃO DOS CAMINHÕES CLASSE TIPO % Leve 2C 100% Médio 3C(20) 100% Pesado SemiRebo-que Reboque 3C(22) 4C 2S1 2S2 2S3 3S1 3S2 3S3 2C2 2C3 3C2 3C % 10.26% 11.20% 82.30% 6.50% 74,34% 25,66% Considerar que todos os caminhões transitam com carga dentro dos limites de Carga Máxima Tolerada.
20 6)
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