OS BIOCOMBUSTÍVEIS E A INDÚSTRIA DO PETRÓLEO Ricardo de Gusmão Dornelles Diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis Jun/2009
MATRIZ ENERGÉTICA MUNDIAL E NACIONAL - 2008 54,9 45,1 Brasil (2008) Fonte: MME - Resenha Energética Brasileira Resultados Preliminares de 2008 (Maio/2009)
A utilização do etanol no Brasil e o meio-ambiente Economia efetiva acumulada Demanda de energética 921 milhões de bep ou 16 meses total de produção da frota nacional de petróleo de hoje. veículos leves NO PERÍODO, COM A UTILIZAÇÃO DO ÁLCOOL, FOI EVITADA A EMISSÃO DE 851 MILHÕES DE TONELADAS DE CO 2 * Considera produção diária de 1.996 mil barris (média Jan-Mar/2009) Fonte: MME 2009, BEN 2008
Contexto Energético Mundial Crise economia mundial (por quanto tempo?) Interrupção do crescimento da demanda (recessão?) Reavaliação de investimentos no setor (quais parâmetros?) Forte dependência em energéticos não-renováveis Mercado energético altamente concentrado Condições climáticas em alteração drástica (o que fazer?) O tema Energia continua na pauta dos países como um desafio importante e estratégico
Conferência Internacional sobre Biocombustíveis Participaram, a convite do governo brasileiro: 92 delegações estrangeiras; 26 organismos internacionais; e Mais de 3.000 inscritos.
Conferência Internacional sobre Biocombustíveis Principais conclusões do debate Mesmo em um cenário de predominância do petróleo como principal fonte de energia das economias modernas, os biocombustíveis são vistos como importante elemento da segurança energética; A dependência de fontes importadas de energia aumenta a vulnerabilidade dos países em desenvolvimento, ameaçando em grande medida sua prosperidade econômica e aumentando sua insegurança energética; Os biocombustíveis podem beneficiar a todos. Os exportadores serão beneficiados pela geração de divisas e os importadores por economias derivadas de redução nas importações de petróleo e diversificação da matriz energética.
Conferência Internacional sobre Biocombustíveis Principais conclusões do debate As evidências disponíveis levam a crer que a demanda por combustíveis limpos e baratos é ilimitada. A garantia de suprimento é a barreira que se deve trabalhar para superar; Considerando-se as tecnologias atualmente disponíveis, seria viável uma mistura obrigatória de 10% de etanol em toda gasolina consumida mundialmente. A medida que as tecnologias para a produção da próxima geração de biocombustíveis se tornar disponível, será possível misturar percentagens ainda maiores; A inclusão dos biocombustíveis na matriz energética demanda uma mudança de paradigma no desenvolvimento de políticas públicas, em especial nos países em desenvolvimento
Conferência Internacional sobre Biocombustíveis Principais conclusões do debate A falta de apoio político aos biocombustíveis no plano internacional é um dos principais empecilhos a serem superados. Políticas de curto prazo impedem o desenvolvimento dos biocombustíveis e, desta forma, o estabelecimento de percentagens de mistura obrigatória é necessário como parte de uma estratégia de longo prazo para a inclusão dos biocombustíveis na matriz energética global; Os biocombustíveis estão na intersecção de diversas políticas públicas: energética, social, ambiental, agrícola, econômica e tecnológica. A coordenação institucional é, assim, essencial para garantir a plena efetividade de tais políticas;
Evolução do Consumo de Etanol e Gasolina no Brasil 120 milhões de BEP CONSUMO TOTAL ETANOL (ANIDRO) + (HIDRATADO). 100 CONSUMO GASOLINA. 80 220 MIL BARRIS/DIA 60 40 20 0 1970 1972 1974 1976 1978 1980 1982 1984 1986 1988 1990 1992 1994 1996 1998 2000 2002 2004 2006 2008
90 Matriz de Combustíveis Veiculares (1990-2008) milhões de m³ GNV 80 70 60 EM VOLUME 1990 2008 ETANOL TOTAL: 11,43 21,56 ETANOL ANIDRO: 1,22 6,70 ETANOL HIDRAT.: 10,21 14,89 50 DIESEL * 40 30 20 GASOLINA 10 0 HIDRATADO ANIDRO 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Álcool Anidro Álcool Hidratado Gasolina Diesel GNV * INCLUI BIODIESEL
100% Matriz de Combustíveis Veiculares (1990-2008) Matriz de Combustíveis Veiculares - Geral GNV 90% 80% 70% 60% 50% 40% DIESEL * A PARTICIPAÇÃO RELATIVA TOTAL DO ETANOL (HIDRATADO + ANIDRO) ALCANÇA OS PATAMARES VERIFICADOS NO AUGE DO PROÁLCOOL. MAS O PERFIL DA FROTA MUDOU. 30% 20% 10% 0% GASOLINA HIDRATADO ANIDRO 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Álcool Anidro Álcool Hidratado Gasolina Diesel GNV * INCLUI BIODIESEL
Evolução da Frota Nacional de Veículos Leves É certo que haverá crescimento da participação de veículos flex-fuel no total da frota nacional de veículos leves. Qual será o combustível preferencial dos consumidores nesse cenário: etanol ou gasolina?
Energéticos Alternativas e Riscos: A perspectiva no Brasil ASPECTOS RELEVANTES Petróleo Hidrogênio Biocombustíveis Risco para Segurança Energética Custo por km Rodado Custo da Infra-estrutura Risco Tecnológico Custo Ambiental Risco da Implementação Reação dos Grupos de Interesse Dificuldade Política BAIXO MÉDIO BAIXO MÉDIO MÉDIO-ALTO MUITO BAIXO MUITO BAIXO MUITO ALTO BAIXO MUITO BAIXO MUITO ALTO BAIXO MUITO ALTO MÉDIO BAIXO MUITO BAIXO MUITO BAIXO MUITO ALTO BAIXO MÉDIO MÉDIO MUITO BAIXO MÉDIO ALTA BAIXO Tempo para fazer diferença - MUITO GRANDE -
Energéticos Alternativas e Riscos: A perspectiva Mundial ASPECTOS RELEVANTES Petróleo Hidrogênio Biocombustíveis Risco para Segurança Energética Custo por km Rodado Custo da Infra-estrutura Risco Tecnológico Custo Ambiental Risco da Implementação Reação dos Grupos de Interesse Dificuldade Política ALTO ALTO MÉDIO MÉDIO ALTO BAIXO MÉDIO MUITO ALTO BAIXO MUITO BAIXO MUITO ALTO BAIXO MUITO ALTO MÉDIO BAIXO BAIXO MUITO BAIXO MUITO ALTO BAIXO MUITO ALTO MÉDIO MÉDIO MÉDIO ALTA MÉDIO Tempo para fazer diferença - MUITO GRANDE BAIXO
Países com mistura obrigatória e percentuais Fonte: REN21 (maio/2009)
Qual o parâmetro da sustentabilidade econômica? Afinal, os biocombustíveis devem ser encarados como substitutos ou melhoradores dos combustíveis fósseis? Biocombustíveis como substitutos dos combustíveis fósseis Custo de Produção é a variável determinante Biocombustíveis como melhoradores dos combustíveis fósseis Preço é a referência para o mercado e para as políticas
Qual o parâmetro da sustentabilidade ambiental? Quanto custa para cada país reduzir seu nível de emissões? Quais são as tecnologias atualmente disponíveis para promover essa redução? Como assegurar a oferta de energia que vai garantir o crescimento de um país sem aumentar o nível de emissões? Nesse contexto... Qual é o papel dos Governos?
Perspectivas para o Etanol: Mercado Internacional Por que o etanol é uma opção para o mercado internacional? O etanol reúne todas as condições necessárias para expandir sua produção e uso em bases sustentáveis. Sustentam essa afirmação: O marco regulatório já implementado em vários países, que estabelece mandatos de mistura com a gasolina comercializada; Os principais países produtores e consumidores estão unidos em esforço de cooperação com outros terceiros países para início da produção e/uso com base nas experiências bemsucedidas; A demanda por um combustível limpo, e em condições competitivas de preço é ilimitada; O Governo brasileiro tem a disposição de cooperar com outros países para fazer a disseminação das políticas públicas aplicáveis ao setor; A logística de distribuição e comercialização brasileiras tem qualidade e baixo custo. Se o etanol está tecnicamente pronto para ser o oxigenante preferencial da gasolina no mercado internacional, o que impede as companhias de petróleo investir nesse negócio?
BIOCOMBUSTÍVEIS = OPORTUNIDADE PARA INVESTIMENTOS Temos ambiente adequado... Regulação: Marco Regulatório estável, seguro e com regras claras Tributação: Mecanismos adequados de incentivo, visando ao equilíbrio de mercado Controle de Qualidade: Especificação clara e confiança para o consumidor Financiamento: Crédito acessível para fases agrícola e industrial Infra-estrutura e Tecnologia de Produção Mão de Obra e Regulação do Mercado de Trabalho Cumprimento dos contratos As políticas governamentais exercem forte influência no clima de investimento porque têm impactos imediatos sobre os custos, riscos e barreiras à competição.