Transtornos de Aprendizagem

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Transcrição:

Transtornos de Aprendizagem TDAH Dislexia Discalculia Manual para os pais Letícia da Costa Stefanini Psicóloga - CRP 06/124609 Especialista em Neuroaprendizagem Facebook Especialistas Online

Sumário APRESENTAÇÃO...1 INTRODUÇÃO...2 TRANSTORNO DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE...3 DISLEXIA...5 DISCALCULIA...8 CONSIDERAÇÕES FINAIS...11

1 APRESENTAÇÃO Letícia da Costa Stefanini, é psicóloga clínica, especialista em Neuroaprendizagem, com experiência clínica em atendimento infantil e adolescente nas quais apresentam queixas escolares na categoria de transtornos do Desenvolvimento pelo DSM 5, na qual estuda-se o Transtorno Déficit de Atenção/Hiperatividade, e também a Dislexia e Discalculia. É idealizadora do blog e página no facebook Especialistas Online, com a participação da Dra Patrícia Cecconi, especialista em Terapia Cognitivo Comportamental. Objetivo deste e-book é trazer aos pais informações técnicas-científicas sobre os transtornos de aprendizagens citados anteriormente. Espero que possa ser útil todo o conteúdo deste informativo. Letícia C. Stefanini Psicóloga CRP 06/124609 Especialista em Neuroaprendizagem São José do Rio Preto- SP

2 INTRODUÇÃO É comum nos consultórios os pais queixarem de seus filhos sobre problemas de aprendizagem e de comportamento no ambiente escolar e em casa, relatando principalmente hiperatividade/impulsividade. Muitas das vezes esses pais desconhecem sobre o transtornos de Desenvolvimento, e especificamente sobre os transtornos de aprendizagem. Precisamos primeiro identificar a causa do problema, se a criança tem dificuldades escolares ou um transtorno de aprendizagem, que são dois conceitos bem diferentes, na qual o primeiro, refere-se ás situações externas do individuo, como por exemplo emocional abalado por algum problema familiar, a criança reagirá de forma negativa no ambiente escolar (Brennan, 1979) Já os Transtornos de aprendizagem, o indivíduo possui característica principal como um mal funcionamento no cérebro, em que áreas de determinadas conexões não são acessadas adequadamente, por isso existem diferentes formas de aprendizado, na qual uma criança aprende diferente da outra, no seu tempo, na sua forma de codificação e decodificação das apresentações simbólicas na aprendizagem. Todo mundo pode aprender. Não será no seu tempo. Cada um tem um tempo e forma diferente de aprendizado.

3 TRANSTORNO DEFICIT DE ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE O QUE É? No DSM 5 ele está classificado como Transtorno de Desenvolvimento. ALVO: Crianças e adolescentes, podendo prolongar na fase adulta caso não trate adequadamente na fase infanto-juvenil.. CARACTERISTICAS GERAIS: Frequentemente não presta atenção e comete erros por descuido em tarefas escolares, no trabalho, acadêmicas e profissionais; Tem dificuldade de manter atenção nas tarefas, não tem foco durante as aulas ou no que está fazendo, interrompe os colegas da classe; Parece estar com a cabeça nas nuvens, ou finge não escutar o que o outro diz; Frequentemente não gosta de tarefas que exijam esforço, foco e atenção; Vive perdendo coisas necessárias, no caso da escola, perde material escolar; QUANDO APRESENTA HIPERATIVIDADE/ IMPULSIVIDADE, A CRIANÇA OU ADOLESCENTE APRESENTA OS SEGUINTES SINTOMAS: Remexe toda hora na cadeira Não fica sentado por muito tempo na sala de aula; É incapaz de envolver em atividades de relaxamento; Fala demais na sala, ou em qualquer lugar; Tem dificuldade de esperar sua vez.

4 TRANSTORNO DÉFICIT DE ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE O QUE CAUSA TDAH Fatores ambientais (por ex: Bebês prematuros) Fatores genéticos e Fatores temperamentais (inibição comportamental) TRATAMENTO: Medicamento Psicoterapia COMORBIDADES: TOD- Transtorno Opositor Desafiante; Transtorno de Conduta;, Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor, etc. AVALIAÇÃO Por meio de testes psicológicos, anamnese com os pais, além de uma investigação sobre os comportamentos, como por exemplo: duração, frequência e prejuízos, sendo um prazo mínimo de duração dos sintomas de 6 meses.

5 DISLEXIA - Transtorno Especifico de Aprendizagem É um desvio de reconhecimento de palavras. Ou seja, ela tem dificuldade de leitura e escrita. Ela confunde as letras, principalmente com som semelhantes, como D e P, B e P. SINAIS DA DISLEXIA: Leitura e escrita incompreensíveis; Confusões com letras muito semelhantes (p/q, b/d); Confusões entre letras com sons ou articulação dos sons semelhantes (d / t; g/j; v/f); Inversões de silabas ou palavras (como trocar as palavras alta e lata ) Substituição entre palavras com estruturas semelhantes (como as palavras contribuiu e construiu ) Subtração ou adição de sílabas nas palavras (como caalo ao invés de cavalo ou berla ou invés de bela ) Repetição de sílabas ou palavras (ex: eu jogo jogo bola ) Dificuldade para entender o texto lido (dificuldade na compreensão de palavra, frase ou texto). O que é leitura: Ler é um processo simbólico construído pelo sujeito para compreender o mundo e a palavra no contexto

6 DISLEXIA CAUSAS SÃO MÚLTIPLAS: GENÉTICA/HEREDITARIEDADE problema hereditário mutações dos cromossomos 6 e 15 e 2 PSICOLINGUISTICA: evidência de que os indivíduos que apresentam um atraso na aquisição da linguagem experimentam dificuldades na leitura com uma frequência seis vezes superior àqueles com desenvolvimento normal NEUROBIOLOGIA - sabe-se que o cérebro desempenha diferente funções = área esquerda responsável pela linguagem, nesta zona foram identificados 3 sub-areas distintas: 1. articulação dos fonemas região inferior frontal_ 2. analise das palavras (parietal temporal_ 3. leitura automática regial occiptal- temporal) Apresentam também dificuldades na expressão oral e escrita.

7 DISLEXIA TRATAMENTO: Criança precisa saber o que ela tem. Como ajudar alguém a ler e escrever adequadamente, se a criança não sabe o que ela tem? Não existe tratamento único, especifico, mas é importante os pais estimularem e reforçarem sua criança em aprender, não acusar o erro, porque isso contribui para baixa autoestima. Na sala de aula, é importante que a criança sente-se bem próximo da mesa do professor, pra evitar distrações. Uma terapia multissensorial - são métodos que combinam a visão, a audição e o tato para ajudar a criança a ler e a soletrar corretamente as palavras. Assim, a criança começa por observar o grafema escrito, depois escreve-o no ar com o dedo, escutando e articulando a sua pronúncia. Ela pode surgir em qualquer criança. Ela terá dificuldade de leitura e escrita. Tendo origem neurobiológica, ou seja, é no cérebro que tudo isso acontece

8 DISCALCULIA Transtorno Especifico de Aprendizagem O QUE É? O distúrbio da matemática é também conhecido como Discalculia pode ser caracterizado pela baixa capacidade em manejar números e conceitos matemáticos. A criança com discalculia [...] pode ser capaz de entender conceitos matemáticos de um modo bem concreto, uma vez que o pensamento lógico está intacto, porém tem extrema dificuldade em trabalhar com números e símbolos matemáticos, fórmulas, e enunciados (ALMEIDA, 2011, p. 1). È um distúrbio de aprendizagem que interfere negativamente com as competências de matemática de alunos que, noutros aspetos, são normais. Dsm -5, 2014. CAUSAS: Os estudos efetuados nesta área são recentes e as conclusões não podem, ainda, ser generalizadas. No entanto, têm sido feitas investigações em vários domínios, como a neurologia, a linguística, a psicologia, a genética e a pedagogia (Silva, 2008b).

9 DISCALCULIA GRAUS DA DISCALCULIA 1) grau leve, quando a criança discalcúlica reage favoravelmente à intervenção terapêutica; 2) grau médio, que coexiste com o quadro da maioria dos que apresentam dificuldades específicas em matemática; 3) grau limite, quando se verifica a existência de uma lesão neurológica gerada por traumatismos que provocam um défice intelectual. Na área linguística diz que os números só podem ser interpretados com a assimilação da linguagem. Sendo assim, o discalculo apresenta deficiência na elaboração do pensamento devido a dificuldade no processo de interiorização da linguagem Na área da psicologia defende que aspeto emocional interfere no controlo de determinadas funções, caso da memória, da atenção e da percepção, por exemplo. Na área genética - apontando para a determinação de um gene responsável pela transmissão dos transtornos ao nível dos cálculos. Na área da pedagogia - vêm apontar a discalculia como uma dificuldade diretamente relacionada com os fenómenos que sucedem no processo de aprendizagem, como métodos de ensino desadequados, inadaptação à escola, entre outros.

10 DISCALCULIA DIFICULDADES EM: - na compreensão e memorização de conceitos matemáticos, regras e/ou fórmulas; - na sequenciação de números (antecessor e sucessor) ou em dizer qual de dois é o maior; - na diferenciação de esquerda/direita e de direções (norte, sul, este, oeste); - na compreensão de unidades de medida; - em tarefas que impliquem a passagem de tempo (ver as horas em relógios analógicos); - em tarefas que implicam lidar com dinheiro; INTERVENÇÃO Matemática está no nosso dia a dia.. desde ver as horas no relógio á compras no mercado recebendo o troco. Crianças que não lidam bem com números, apresentam auto estima baixa, principalmente ambiente escolar, que evita responder por medo de errar, e os colegas zoarem ele. Como os pais podem ajudar a sua criança que tem discalculia? 1. jogo de videogame/ computador níveis de fases concluídas, 2. jogando bola, contar numero de gols, analisar distancia do chute para o pênaltis 3. brincando de casinha : criança saber as dimensões do quarto das bonecas.

11 DISCALCULIA Pra terminar, quero deixar claro que discalculia é sempre (e apenas) uma descrição do atual período de desenvolvimento, aplicável por um período máximo de um ano. Como a criança está em constante desenvolvimento, as dificuldades que existem no ano anterior podem ser minimizadas no ano seguinte. CONSIDERAÇÕES FINAIS: É importante com que os pais fiquem atentos aos sintomas mencionados em todos os transtornos. Caso seu filho apresente algumas das características, procurar ajuda nunca é demais. Importante também é que os pais procurem um profissional qualificado para realizar um diagnóstico e iniciar o tratamento específico. Não existe durabilidade do tratamento, isso é de acordo com os resultados obtidos, e como é a gravidade do transtorno, se tem ou não co-morbidades. O trabalho é em conjunto com os pais, portanto, as intervenções cognitivas são para o paciente e para os pais. Letícia da Costa Stefanini Psicóloga - CRP 06/124609 Especialista em Neuroaprendizagem stefanini882@gmail.com