SOCIEDADE CAPITALISTA

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Transcrição:

SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO DELAINE DE ASSIS ORLANDO SOCIEDADE CAPITALISTA MARABÁ - PARÁ 2009

DELAINE DE ASSIS ORLANDO SOCIEDADE CAPITALISTA Trabalho de BACHAREL EM ADMINISTRAÇÃO apresentado à Universidade Norte do Paraná - UNOPAR, como requisito parcial para a obtenção de média bimestral na disciplina de SOCIOLOGIA Orientador: Prof. WILSON SANCHES MARABÁ - PARÁ 2009

SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO... 3 2 DESENVOLVIMENTO... 4 3 CONLUSÃO...8 REFERÊNCIAS...9

3 1 INTRODUÇÃO Neste trabalho, irei tratar do trabalho na Sociedade Capitalista sob o ponto de vista dos autores clássicos Emile Durkhein, Karl Marx e Max Weber. Da influência da sociologia enquanto ciência na sociedade. Abordarei os valores taxados na visão de cada para o trabalho e a divisão das classes sociedades, principalmente entre a burguesia propriamente dita e o proletariado.

4 2 DESENVOLVIMENTO sociologia: O trabalho e a Sociedade Capitalista e os grandes pensadores da 2.1 Emile Durkhein Durkheim foi um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento e reconhecimento da Sociologia como ciência e conforme sua visão a sociologia é taxada como ciência quando separa a prática da teoria, isto é, o fator social é sempre determinante e o estudo desses fatos sociais que norteiam o rumos da sociedade. Na concepção de Durkhein a força com que os fatos exercem sobre o individuo que os conduz a acatar ou não as regras da sociedade na qual vive, quer dizer, os fatos, os costumes, as normas de conduta, são anteriores à existência do indivíduo e as mesmas precisam ser adotadas para que haja aceitação social, sem importar a sua individualidade. Socialmente, é como se existissem dois de nós em nós: o ser individual, referente apenas a nossa pessoa e ser social que é o conjunto de crenças, de hábitos, de valores; o indivíduo faz parte da sociedade e uma parte da sociedade faz parte dele. A sociedade só existe em sua plenitude em conjunto e a solidariedade é a maneira pela qual as pessoas estão ligadas e unidas, havendo duas formas: a mecânica e a orgânica. A solidariedade mecânica é característica da sociedade pré-capitalista, na qual as ligações são por meio das crenças e costumes, há pouca divisão do trabalho, as pessoas se unem baseadas nas semelhanças, e a consciência coletiva é mais forte e extensiva a um número maior de pessoas, existindo maior consenso. Por outro lado, a solidariedade orgânica já é uma característica da sociedade capitalista moderna e sua principal característica é a divisão de trabalho, que causa interdependência entre os indivíduos e suas crenças, costumes ou preferências não aparece como co-relação. Assim sendo: indivíduos desempenham funções diferentes; existe uma dependência entre as pessoas; a divisão de trabalho é a solução pacífica para a competição na luta pela vida; e há uma margem maior de liberdade para pensar e agir. Ainda de acordo com Durkhein a divisão social do trabalho, ocupará o lugar da Igreja, do Estado e demais instituições sociais, na função de conectar o

5 indivíduo ao corpo social, promovendo a coesão na sociedade, levando-a ao progresso. Isto, por meio da especialização de funções que cria uma interdependência entre os indivíduos, e nesse contexto, ocorre o enfraquecimento da consciência coletiva e o fortalecimento do individualismo; e quebram-se as regras coletivas, em decorrência de uma maior interpretação individual ou grupal dessas regras, causando conflitos sociais. 2.2 Karl Heinrich Marx Após Marx, perceber e analisar a História é a evolução gradativa do trabalho, naquilo que corresponde a evolução do homem e a necessidade de suprir suas necessidades frente ao meio, a divisão do trabalho, gera uma relação de exploração da classe burguesa sobre o proletariado, promovendo a sua alienação, por meio da propriedade privada dos meios de produção. Neste caso, a alternativa para a classe proletariada será promover uma revolução capaz de solucionar os antagonismos sociais, eliminando a sociedade de classes. Para Marx, o homem é o primeiro ser que conquistou certa liberdade de movimentos em face da natureza. Através dos instintos e das forças naturais em geral, a natureza dita aos animais o comportamento que eles devem ter para sobreviver. O homem entretanto, graças ao seu trabalho, conseguiu dominar em parte, as forças da natureza, colocando-as a seu serviço. O desenvolvimento do trabalho na visão de Karl Marx é a condição necessária para que o homem seja cada vez mais livre mais dono de si próprio. Contudo Marx verifica que em sua atualidade, o trabalho adquiriu características diferentes das antes raciocinadas: os homens que produzem os bens materiais, alguns indispensáveis a sua própria existência, porém, não se realizam como seres humanos em suas atividades. Em Marx, a análise do papel da mercadoria dentro do sistema capitalista é que permite determinar o caráter do trabalho no mesmo. O trabalho é o caráter específico que aparece no valor da mercadoria, e, ao que interessa a esta análise, confere a mercadoria a propriedade que transita em todos entendimentos de valor que a mesma possa ter: "que é a de serem produtos do trabalho." Marx vai mais além e nos revela um fator característico de nossa sociedade: a descaracterização do produto como fruto do trabalho humano, isto é, não se conhece quem produziu apenas o que foi produzido. O valor da mercadoria

6 está em si mesmo e não transcende a isto. Segundo Karl Max o trabalho em qualquer regime econômico sucedido ao longo da História um dispêndio físico de energia, somente sob o regime capitalista vamos encontrar na força de trabalho humana a particularidade de ser fonte de valor. O valor é um fenômeno puramente social; o valor de um produto é portanto, uma função social e não função natural adquirida por representar um valor de uso ou trabalho nos sentidos fisiológicos ou técnico material. Marx modificou a análise do valor, apesar de haver utilizado vários componentes da versão clássica da teoria do valor-trabalho, desenvolveu conceitos que se tornaram muito conhecidos, como, por exemplo, o de mais-valia, capital variável, capital constante, exército de reserva industrial e outros, analisou a acumulação de capital, a distribuição da renda, as crises econômicas e outras. Para Marx, as condições de produção do sistema capitalista obrigam o trabalhador a vender mais tempos de trabalho do que o necessário para produzir valores equivalentes às suas necessidades de subsistência. Por sua vez, os trabalhadores são obrigados a aceitar as condições impostas pelos empregadores porque não dispõem de fontes alternativas de renda. O valor criado pelo tempo de trabalho excedente é apropriado pelos capitalistas. Por esses motivos, é preciso dizer que o pensamento de Marx é essencial para a compreensão do capitalismo, pois ele considerava que o capitalismo era inevitável para a evolução social humana, como também considerava que era necessário passar por ele para atingir a forma perfeita de sociedade. A diferença entre os dois valores, que se deve ao aumento da produtividade do trabalho até o ponto em que o trabalhador pode produzir mais do que seu padrão de vida mínimo é o lucro de exploração obtido pelo capitalista e chamado por Marx de mais-valia, em sua relação com o trabalho e o salário, e lucro, em sua relação com o capital investido na empresa. Diante do que foi dito, pode-se dizer que Marx considerava o trabalho e não a natureza, como principal fonte de produtos, o que levou a alguns estudiosos adotarem um modo mais superficial de ecologia: substituir recursos não-renováveis por recursos renováveis, reutilizar, reciclar e evitar desperdícios, embora se saiba que tudo isso, hoje em dia, é insuficiente para se alcançar a sustentabilidade, uma vez que mesmo os recursos renováveis podem ter seu limite de renovação ultrapassado pela expansão do consumo e mesmo a reciclagem perfeita não pode se dar sem dissipação de

7 energia. 2.3 Max Weber Para Max Weber, o capitalismo existe onde quer que se realize a satisfação das necessidades de um grupo humano, com caráter lucrativo e por meio de empresas. Ele estabeleceu como condição prévia para a existência do capitalismo moderno, a contabilidade racional do capital, como norma para todas as grandes empresas lucrativas que se ocupam das necessidades cotidianas. Por isso, as empresas deveriam se apropriar de todos os bens materiais de produção, como: a terra, aparelhos, instrumentos, máquinas, etc. como propriedades de livre disposição. Pregou também, a liberdade do mercado, com referência a toda irracional limitação do comércio, não havendo, portanto, um mercado livre de trabalho, nem de produtos. Ele achava que a exploração econômica capitalista deveria progredir, desde que a justiça e a administração seguissem determinadas pautas. Weber contribuiu esclarecendo e resolvendo vários problemas sociais e históricos e contribuiu extremamente para as ciências sociais. Em suas pesquisas, ele encontrou íntima relação do capitalismo com o protestantismo, ao afirmar que os líderes do mundo dos negócios e proprietários do capital eram protestantes.percorrendo o caminho do protestantismo, propõem-se a entender melhor o espírito do capitalismo, através do estudo dos aspectos fundamentais do sistema econômico capitalista.

8 3 CONCLUSÃO De acordo com o acima mencionado, pude perceber assim como em outrora que a luta entre as classes são evidentes, embora os valores hoje sejam outros determinados todavia o conflito é predominantes entre as classes sociais. Muito se inovou, novos cargos surgiram, novas formas de direção e organização, bem como, o tipo de trabalhador, isto é, cada Empresa e/ou segmento exigi hoje um perfil especifico de funcionários e não mais aquele tipo de funcionário padrão que atende a todas as categorias, as inovações tecnologias e também os meios de comunicação e interação proporcionou uma grande revolução no meio social e econômico. Embora hoje o meio Empresarial (classe burguesa) esteja mais consciente, busca valores éticos e também politicamente corretos ecologicamente falando, contudo, ainda existe o trabalho escravo, a produção em massa desconsiderando as conseqüências que está irá gerar ou não para a natureza e posteriormente a humanidade. A sociedade mais que capitalista é hoje individualista e competitiva, isto é, capaz de transpor barreiras a qualquer custo para se firma no mercado, a sociedade capitalista é fruto do homem que buscou no passado evoluir e o homem é hoje fruto de uma sociedade capitalista aonde o materialismo fala mais alto e valores como família, moral, religiosos e outros importantes são desconsiderados.

9 REFERÊNCIAS Todo o conteúdo deste trabalho que ora apresento foi elaborado e desenvolvido baseado no livro de sociologia fornecido pela UNOPAR, e também conforme meus conhecimentos na área e que foram adquiridos no decorrer de minhas experiências pessoais e profissionais, principalmente, por meio de estudos realizados ao longo de minha carreira.