3. Sistema Financeiro 3.1 Mercados e Instrumentos Financeiros Brasil Mercado de Câmbio Bibliografia Feijó, C. et al. (2011), caps. 7 e 8 PMF 6 e 11 1
Câmbio Câmbio é a operação de troca de moeda de um país pela moeda de outro país. Por exemplo, quando um turista brasileiro vai viajar para o exterior e precisa de moeda estrangeira, o agente autorizado pelo Banco Central a operar no mercado de câmbio recebe do turista brasileiro a moeda nacional e lhe entrega (vende) a moeda estrangeira. Mercado de Câmbio O mercado de câmbio é regulamentado e fiscalizado pelo Banco Central e compreende as operações de compra e de venda de moeda estrangeira, as operações em moeda nacional entre residentes, domiciliados ou com sede no País e residentes, domiciliados ou com sede no exterior e as operações com ouro-instrumento cambial, realizadas por intermédio das instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio pelo Banco Central, diretamente ou por meio de seus correspondentes. Texto extraído e adaptado de http://www.bcb.gov.br/?merccamfaq 2
Agentes autorizados a operar no Mercado de Câmbio Qualquer pessoa física ou jurídica pode comprar e vender moeda estrangeira desde que a outra parte na operação de câmbio seja agente autorizado pelo Banco Central a operar no mercado de câmbio (ou seu correspondente para tais operações) e que seja observada a regulamentação em vigor, incluindo a necessidade de identificação em todas as operações. Podem ser autorizados pelo Banco Central a operar no mercado de câmbio: bancos múltiplos; bancos comerciais; caixas econômicas; bancos de investimento; bancos de desenvolvimento; bancos de câmbio; agências de fomento; sociedades de crédito, financiamento e investimento; sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários; sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários e sociedades corretoras de câmbio. Texto extraído e adaptado de http://www.bcb.gov.br/?merccamfaq 3
Agentes autorizados a operar no Mercado de Câmbio As instituições financeiras autorizadas a operar em câmbio podem contratar correspondentes (pessoas jurídicas em geral) para a realização das seguintes operações de câmbio: a) execução ativa ou passiva de ordem de pagamento relativa a transferência unilateral (ex: manutenção de residentes, transferência de patrimônio, prêmios em eventos culturais e esportivos) do ou para o exterior, limitada ao valor equivalente a US$ 3 mil dólares, por operação; b) compra e venda de moeda estrangeira em espécie, cheque ou cheque de viagem, bem como carga de moeda estrangeira em cartão pré-pago, limitada ao valor equivalente a US$ 3 mil dólares, por operação; e c) recepção e encaminhamentode propostas de operações de câmbio. Texto extraído de http://www.bcb.gov.br/?merccamfaq 4
Agentes autorizados a operar no Mercado de Câmbio Além desses agentes, o Banco Central também concedia autorização para agências de turismo e meios de hospedagem de turismo para operarem no mercado de câmbio. Atualmente, não se concede mais autorização para esses agentes. As agências de turismoainda autorizadas podem continuar a realizar operações de compra e venda de moeda estrangeira em espécie, cheques e cheques de viagem, relativamente a viagens internacionais. A Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) também é autorizada pelo Banco Central a realizar operações com vales postais internacionais, emissivos e receptivos, para liquidação pronta, não sujeitos ou vinculados a registro no Banco Central do Brasil e de até o equivalente a US$50 mil, por operação. Texto extraído e adaptado de http://www.bcb.gov.br/?merccamfaq 5
Operaçõesrealizadas nomercadode Câmbio Quaisquer pagamentos ou recebimentos em moeda estrangeira podem ser realizados no mercado de câmbio, inclusive as transferências para fins de constituição de disponibilidades no exterior e seu retorno ao País e aplicações no mercado financeiro. As pessoas físicas e as pessoas jurídicas podem comprar e vender moeda estrangeira ou realizar transferências internacionais em reais, de qualquer natureza, sem limitação de valor, observada a legalidade da transação, tendo como base a fundamentação econômica e as responsabilidades definidasna respectiva documentação. À margem da lei, funciona um segmento denominado mercado paralelo. São ilegais os negócios realizados no mercado paralelo, bem como a posse de moeda estrangeira oriunda de atividades ilícitas. Texto extraído de http://www.bcb.gov.br/?merccamfaq 6
Mercados primário e secundário A operação de mercado primário implica o recebimento ou a entrega de moeda estrangeira por parte de clientes no País, correspondendo a fluxo de entrada ou de saída da moeda estrangeira do País. Esse é o caso das operações realizadas com exportadores, importadores, viajantes, etc. Já no mercado secundário, também denominado mercado interbancário quando os negócios são realizados entre bancos, a moeda estrangeira é negociada entre as instituições integrantes do sistema financeiro e simplesmente migra do ativo de uma instituição autorizada a operar no mercado de câmbio para o de outra, igualmente autorizada, não havendo fluxo de entrada ou de saída da moeda estrangeira do País. Texto extraído de http://www.bcb.gov.br/?merccamfaq 7
Contrato de câmbio Contrato de câmbio é o documento que formaliza a operação de compra ou de venda de moeda estrangeira. Nele são estabelecidas as características e as condições sob as quais se realiza a operação de câmbio. Dele constam informações relativas à moeda estrangeira que um cliente está comprando ou vendendo, à taxa contratada, ao valor correspondente em moeda nacional e aos nomes do comprador e do vendedor. Os contratos de câmbio devem ser registrados no Sistema Câmbio pelo agente autorizado a operar no mercado de câmbio. Nas operações de compra ou de venda de moeda estrangeira de até US$ 3 mil, ou seu equivalente em outras moedas estrangeiras, não é obrigatória a formalização do contrato de câmbio, mas o agente do mercado de câmbio deve identificar seu cliente e registrar a operação no Sistema Câmbio. Texto extraído de http://www.bcb.gov.br/?merccamfaq 8
Taxa de câmbio É no mercado de ca mbio que se forma a taxa de ca mbio, ou seja, o prec o da moeda estrangeira, um dos prec os básicos da economia. A taxa de ca mbio é formada a partir das condições de oferta e de demanda. Demandam divisas os agentes econo micos que adquirem moeda estrangeira para efetuar pagamentos diversos a agentes domiciliados no exterior (importações de bens e servic os, realização de viagens ao exterior, etc.). Por outro lado, ofertam divisas os agentes econo micos que exportam bens e servic os em geral, que contratam empréstimos no exterior, etc., e que desejam internalizar os recursos no País. O BCB divulga diariamente, ao final do dia, a taxa de câmbio das negociações com moeda estrangeiras praticadas pelos bancos no mercado interbancário de câmbio. A taxa diária de referência (PTAX) é a média das taxas observadas nesse mercado ponderada pelo volume de transações. São eliminadas dos cálculos as operações cujas taxas mais divirjam da média e as que mostrem evidência de formação artificial de preço. Fonte: PMF 11 e Feijó, C. et al. (2011) 9
Política Cambial É o conjunto de ações governamentais diretamente relacionadas ao comportamento do mercado de câmbio, inclusive no que se refere à estabilidade relativa das taxas de câmbio e do equilíbrio no balanço de pagamentos. O Banco Central executa a política cambial definida pelo Conselho Monetário Nacional. Para tanto, regulamenta o mercado de câmbio e autoriza as instituições que nele operam. Também compete ao Banco Central fiscalizar o referido mercado, podendo punir dirigentes e instituições mediante multas, suspensões e outras sanções previstas em lei. Além disso, o Banco Central pode atuar diretamente no mercado, comprando e vendendo moeda estrangeira de forma ocasional e limitada, com o objetivode conter movimentos desordenados da taxa de câmbio. Texto extraído de http://www.bcb.gov.br/?merccamfaq 10
Política Cambial A compra ou venda de divisas pela Autoridade Monetária brasileira acontece, via de regra, por intermédio da realização de leilões eletro nicos de ca mbio, nos quais o BCB recebe ofertas para compra ou venda de dó lares norte-americanos, mediante entrega ou recebimento de moeda nacional, de insptuições financeiras domiciliadas no País. A atuação do BCB no mercado de ca mbio se dá por intermédio de dealers, que são escolhidos pelo critério de movimentação global com clientes, e no mercado interbancário de ca mbio. Assim, as intervenções do BCB nos mercados de ca mbio ocorrem via leilões de compra ou venda de moeda estrangeira, com a intervenie ncia dos dealers, cuja função principal é dar liquidez ao mercado interbancário como um todo e a clientes finais de operações de ca mbio, sendo obrigatória sua parpcipação nos leilões sempre que forem realizados pelo BCB. Texto extraído de PMF 11, p.26 11
Swap Cambial Swap é um instrumento derivativo que permite a troca de rentabilidade dos ativos. As operações de swap cambial realizadas pelo Banco Central (BCB) consistem na compra ou venda de um contrato padronizado de derivativo negociado na BM&FBovespa, denominado Contrato de Swap Cambial com Ajuste Periódico Baseado em Operações Compromissadas de Um Dia (SCS). Um contrato de swap tem valor final (no vencimento) equivalente a US$50.000 e valor inicial correspondente ao valor final descontado pela taxa de juro representativa do cupom cambial da operação, sendo esta o objeto de negociação dos contratos. O cupom cambial representa a taxa de juros de aplicações referenciadas em dólar, cotada no mercado nacional. Pode ser calculado como o diferencial entre a taxa de juros, em reais, e a expectativa de desvalorização da moeda nacional. Texto extraído de PMF 6, p.20-1 12
Swap Cambial o o Venda de contratos SCS pelo BCB = swap reverso = posição ativa em variação cambial mais cupom cambial e posição passiva na taxa Selic; Compra de contratos SCS pelo BCB = swap cambial tradicional (swap cambial) = posição ativa na taxa Selic e posição passiva em variação cambial mais cupom cambial Observação: Até 30 de maio de 2013, o BCB atuava por meio de um contrato denominado Contrato de Swap Cambial com Ajuste Diário (SCC), também um contrato padronizado de derivativo negociado na BM&FBovespa. A diferenc a em relação ao instrumento atual é que à quele tinha como taxa de juros doméstica a taxa dos Depósitos Interfinanceiros de um dia (taxa DI-over) em vez da Selic. Texto extraído de PMF 6, p.20-1 13
Taxa de câmbio - Livre - Dólar americano (venda) - diário Fonte: BCB 14
Reservas internacionais - Conceito liquidez - Total - mensal Fonte: BCB 15