Página: 1 de 5 1. OBJETIVO Descrever a metodologia adotada pelo MARIS para a execução dos serviços de transporte, embarque e desembarque dos Práticos na Barra e Porto de Santos, bem como, os serviços de apoio à execução das manobras botes de amarração. 2. APLICAÇÃO Este procedimento se aplica ao MARIS, CO, PRATI, GEGER e GEROP. 3. DEFINIÇÕES CO Centro de Operações; GEGER Gerência Geral; GEROP Gerente Operacional MARIS Setor Marítimo; PRATI Práticos; PVMS Port & Vessel Monitoring System SM - Solicitação de Manutenção; 4. DESCRIÇÃO DAS ETAPAS 4.1 PLANEJAMENTO PARA UTILIZAÇÃO DAS EMBARCAÇÕES Para a execução das atividades do MARIS, o planejamento das embarcações é realizado da seguinte forma: Duas lanchas de barra, duas de porto e uma terceira de reserva e dois botes baseados na Estação de Praticagem em operação; As demais embarcações ficarão em stand by na bóia ou em manutenção preventiva ou corretiva, de acordo com as necessidades. 4.2 EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS DE TRANSPORTE, EMBARQUE E DESEMBARQUE DOS PRÁTICOS E APOIO A MANOBRA. 4.2.1 GENERALIDADES 4.2.1.1 Os mestres da lancha de barra, responsáveis pelos turnos devem ficar atentos às manobras a serem executadas constantes da Pauta de Serviços de Praticagem, via computador e repassá-las aos demais marítimos. Caso o computador esteja inoperante, a listagem de Manobras Programadas deve ser obtida junto ao C.O. 4.2.1.2 O mestre da lancha de barra responsável pelo turno, efetua a distribuição das manobras programadas aos outros mestres do setor e boteiros da ponte. Área MARIS Elaborado Funcionário JOSÉ LUIZ Rubrica Área GEGER Aprovado Funcionário GERALDES Rubrica
Página: 2 de 5 4.2.1.3 O mestre que está entrando, informa-se com o mestre que está deixando o serviço sobre as manobras em andamento, mantendo o monitoramento durante o seu serviço por meio de PVMS, e sobre as ocorrências relativas ao estado operacional da lancha. Mestre de barra: verifica manobras de saída em andamento. Mestre de porto: verifica manobras de entrada e mudanças em andamento. 4.2.1.4 O mestre /boteiro que está saindo escritura e assina o Diário de Bordo e o que está entrando, confere seus registros. Esse diário serve para controle de horas, abastecimento, manobras e quaisquer ocorrências com relação aos serviços realizados, principalmente quanto a avarias nas embarcações durante sua operação. 4.2.1.5 O mestre /boteiro que está entrando de serviço, executa o Check List Diário pertencente ao Diário de Bordo, efetuando os registros necessários. Esse Check-List serve para verificar o estado operacional da embarcação. Qualquer anomalia constatada deverá ser registrada no Diário de Bordo, sendo o CO e ESTAL informados para devidas providências. Caso a anomalia seja sanada pelo MARIS, este fato deverá ser registrado no Diário de Bordo, sem a necessidade de efetuar uma SM. Se houver necessidade de solicitar alguma manutenção corretiva, o MARIS deverá preencher uma SM em meio eletrônico. Nota 1: Nas situações em que o Mestre ou Marinheiro boteiro verificar uma anormalidade da embarcação registrada no Diário de Bordo e, com seus próprios recursos técnicos, corrigir a citada anormalidade, sem utilizar mão-de-obra do estaleiro, deverá lançar no Diário de Bordo, durante seu turno de serviço, a regularização da anormalidade (o pronto da embarcação). 4.2.1.6 Os mestres devem manter contato permanente no rádio, com o CO, para verificação das manobras confirmadas. 4.2.2 EMBARQUE E DESEMBARQUE 4.2.2.1 Os embarques e desembarques de Práticos são efetuados da seguinte forma: a) Lancha de Barra: embarques e desembarques na Barra. b) Lancha de Porto: embarques e desembarques no Porto. 4.2.2.2 Nas atividades de embarque e desembarque, os mestres devem conduzir suas lanchas até o navio promovendo a aproximação segura ao seu costado, considerando dentre outras, as condições de velocidade do navio, mar e vento, conforme expertise adquirida, ao longo de sua atividade.
Página: 3 de 5 4.2.2.3 Após a condução dos embarques e/ou desembarques os mestres devem retornar à ponte, e aguardar as próximas confirmações. 4.2.2.4 Cabe ao marinheiro da lancha de barra auxiliar o embarque e desembarque do prático, bem como se submeter às determinações do mestre. Deve o mesmo, nas ocasiões de embarque e desembarque de práticos, permanecer no convés da lancha, equipado com colete salva-vidas, cinto de segurança e bóia circular, para atender qualquer situação de emergência, que ocorra com o prático. 4.2.2 SERVIÇOS DE APOIO A MANOBRA DE ATRACAÇÃO 4.2.2.1 Áreas de Atuação Quando vários serviços se desenvolvem de forma contínua ao longo de todo o porto de Santos, um dos botes exercerá sua atividade na área compreendida entre a COSIPA e o Armazém 12, incluindo o Terminal da Ilha Barnabé. O outro bote exercerá sua atividade, na área compreendida entre o Armazém 12 e o Armazém 39, incluindo os Terminais da margem esquerda. Quando houver acúmulo de serviços em uma das áreas, os dois botes exercerão suas atividades nessa área. 4.2.2.2 Desenvolvimento das Atividades Cabe aos botes aguardar as ordens do Prático (via rádio ou apito do navio) no local designado para a atracação. Quando ordenado, o Boteiro deve aproximar-se para receber o cabo de atracação, conduzindo-o até o cais e entregá-lo ao amarrador da CODESP. Concluída a amarração, e, somente após ter sido dispensado pelo Prático, o Boteiro deverá retornar para a Estação de Praticagem ou atender outra manobra conforme programação previamente recebida. Nota 2: Navios com cabo de aço sempre que possível, serão atendidos por dois botes. Nota 3: Para sua maior segurança o Boteiro deverá cumprir rigorosamente o DECÁLOGO DA SEGURANÇA PARA OS MARINHEIROS DOS BOTES DE AMARRAÇÃO. 4.3 RODIZIO DE EMBARCAÇÕES É praticado um rodízio entre as embarcações em operação e na bóia visando melhor racionalização de utilização. 4.4 MONITORAMENTO DE PROCESSO O processo de execução das atividades do MARIS será monitorado pelo Encarregado do Setor Marítimo, ou por pessoal por ele designado, através do Diário de Bordo pela verificação da execução do check-list nas embarcações em funcionamento, bem como pelo acompanhamento dos indicadores de desempenho do SGQ. 5. RESPONSABILIDADES 5.1 Encarregado do Setor Marítimo: Monitorar as atividades do MARIS através do Diário de Bordo
Página: 4 de 5 5.2 Mestre de Barra responsável pelo turno Inteirar-se da programação constante da Pauta de Serviço da Praticagem ou designar pessoa para fazê-lo; Distribuir as manobras programadas aos demais mestres e boteiros; Manter sua listagem de manobras atualizada; Manter contato com o CO em caso de dúvida, sobre as manobras programadas e as informar aos demais mestres e boteiros. Supervisionar o serviço dos boteiros, seus horários de serviço, pontualidade, execução de suas funções e conservação do material de trabalho (botes, capas de chuva, rádio, etc.); Inspecionar o preenchimento do Diário de Bordo ; Comunicar ao CO e ESTAL (no horário de funcionamento) qualquer avaria dos botes/lanchas que impeçam o desempenho de suas funções, abrindo SM, quando houver necessidade de uma manutenção corretiva. 5.3 Mestre de Barra e Porto Transportar, embarcar e desembarcar Práticos; Conduzir com segurança as lanchas; Executar o Check List Diário ; Registrar ocorrências no Diário de Bordo ; Manter contato constante com o C.O. sempre que necessário; Comunicar ao CO e ESTAL (no horário de funcionamento) qualquer avaria dos botes/lanchas que impeçam o desempenho de suas funções, abrindo SM, quando aplicável, na ausência do Mestre responsável pelo turno; Manterem-se informados dos regulamentos de tráfego, salvatagem e sinalização, disponíveis nas lanchas, consultando-os regularmente (RIPEAM e LESTA). Manterem-se perfeitamente atualizados e cumprirem com o máximo rigor as Instruções de Preenchimento do Diário de Bordo. Quando, fora do horário de expediente normal, mais de uma lancha de barra ou de porto ou mais de um bote de amarração estiverem avariados, deve ser contactado o Gerente de Logística ou o Gerente de Serviço para, de acordo com o problema ou avaria ocorrida, acionar o mecânico ou o eletricista de serviço, de acordo com a escala mensal afixada na sala dos marítimos. 5.4 Mestre de Porto Inteirar-se da programação junto ao mestre responsável pelo turno; Manter-se atualizado quanto às manobras executadas e por executar. 5.5 Marinheiro das Lanchas de Barra Permanecer na lancha, para promover a segurança do embarque e desembarque do prático, bem como se submeter às determinações do mestre.
Página: 5 de 5 5.6 Boteiros Inteirar-se a programação de manobras junto ao Mestre de Barra responsável pelo turno; Manter-se atualizado quanto às manobras executadas e por executar; Comunicar ao Mestre responsável pelo turno, qualquer avaria e/ou ocorrência com o bote; Auxiliar as manobras, transportando para terra os cabos de amarração dos navios; Aguardar as ordens do Prático no local da manobra, tanto para transportar os cabos para o cais como para dispensá-lo daquela manobra; Executar o Check List Diário, efetuando todos os registros necessários no Diário de Bordo e rubricar o mesmo; Cumprir o DECÁLOGO DA SEGURANÇA PARA OS MARINHEIROS DOS BOTES DE AMARRAÇÃO; 6. REGISTROS Identificação Armazenamento Recuperação Retenção Código Nome Local Forma Indexação Acesso Ativo Inativo F-MARIS-01 SM ESTAL 2 ANOS Descarte N/A Diário de Bordo MARIS Por Embarcação Até sua finalização 1 anterior N/A Check-list Diário MARIS Diário de Bordo Até sua finalização 1 anterior OBS: - Data; -Livre; Ordem Numérica; - Pasta A-Z; Meio Eletrônico; Armário; Quadro; Caderno; N/A Não se aplica. 7. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA DECÁLOGO DA SEGURANÇA PARA OS MARINHEIROS DOS BOTES DE AMARRAÇÃO; LESTA - Lei de Segurança para o Tráfego Aquaviário; RIPEAM - Regulamento Internacional para Evitar Abalroamento no Mar. 8. NATUREZA DAS ALTERAÇÕES Item 4.1 - Alteração no texto; 9. ANEXOS Modelo de Diário de Bordo.