Elementos de Máquinas

Documentos relacionados
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO Departamento de Engenharia Mecânica

Órgãos de Máquinas II

1- Engrenagem Cilíndrica de dentes retos - ECDR

Engrenagem Cônica Reta. - V <= 1000 pés/min; - Ruído não é importante;

Mecânica Aplicada. Dimensionamento do Par de Engrenagem

PROJETO DE ENGRENAGENS CÔNICAS E SEM-FIM. Prof. Alexandre Augusto Pescador Sardá

PROJETO DE ENGRENAGENS - CILÍNDRICAS DE DENTES RETOS E HELICOIDAIS. Prof. Alexandre Augusto Pescador Sardá

Resistência dos Materiais

Cálculo de Engrenagens Cilíndricas de Dentes Helicoidais

- de dentes helicoidais (ECDH);

Engrenagens cilíndricas de dentes rectos

Eixos e árvores Projeto para eixos: restrições geométricas. Aula 9. Elementos de máquinas 2 Eixos e árvores

APLICAÇÕES. Você vê engrenagens em quase tudo que tem partes giratórias. Transmissão de carro. Redutor de velocidade. Relógios

Cálculo de Engrenagens Cónicas

Equações diferenciais

O que é uma cremalheira?

LISTA DE EXERCÍCIOS ÁREA 3. Disciplina: Elementos de Máquina Semestre: 2016/01

Conteúdo. Resistência dos Materiais. Prof. Peterson Jaeger. 3. Concentração de tensões de tração. APOSTILA Versão 2013

Capítulo 5. Torção Pearson Prentice Hall. Todos os direitos reservados.

ELEMENTOS DE MÁQUINAS (SEM 0241)

MOLAS DE COMPRESSÃO. Prof. Julio Cézar. de Almeida Prof. Jorge Luiz Erthal

Resistência dos Materiais. Aula 6 Estudo de Torção, Transmissão de Potência e Torque

Principais propriedades mecânicas

VERIFICAÇÃO DE UMA ENGRENAGEM ATRAVÉS DE ELEMENTOS FINITOS

APLICAÇÕES. Você vê engrenagens em quase tudo que tem partes giratórias. Transmissão de carro. Redutor de velocidade. Relógios

Carga axial. Princípio de Saint-Venant

Órgãos de Máquinas II

Tensão. Introdução. Introdução

GMEC7301-Materiais de Construção Mecânica Introdução. Módulo II Ensaios Mecânicos

ANÁLISE DE FORÇA - ENGRENAGENS CILÍNDRICAS DE DENTES RETOS. Prof. Alexandre Augusto Pescador Sardá

INTRODUÇÃO. Professor Claudemir Claudino Alves. Curso Superior de Tecnologia em - Refrigeração, Ventilação e Ar condicionado

Lista de Exercício 3 Elastoplasticidade e Análise Liimite 18/05/2017. A flexão na barra BC ocorre no plano de maior inércia da seção transversal.

Problema resolvido 4.2

O que é Resistência dos Materiais?

Prof. Willyan Machado Giufrida Curso de Engenharia Química. Ciências dos Materiais. Propriedades Mecânicas dos Materiais

ELEMENTOS DE MÁQUINAS (SEM 0241)

Classificação dos parafusos quanto à função:

Resistência dos Materiais

CIDADE PASSO FUNDO INSTRUÇÕES GERAIS. a c d

ELEMENTOS MECÂNICOS FLEXÍVEIS - CORREIAS. Prof. Alexandre Augusto Pescador Sardá

ACOPLAMENTO AM. Torque kgf m L L1 L2

ACOPLAMENTO AZ. Kgf m máx. kgf m 2

Aula 6 Propriedades dos materiais

Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia. Prof.: Carlos

Carregamentos Combinados

Flexão Vamos lembrar os diagramas de força cortante e momento fletor

ROLAMENTOS. Prof. Alexandre Augusto Pescador Sardá

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Propriedades Mecânicas e Geométricas dos Perfis Estruturais. Curso de Projeto e Cálculo de Estruturas metálicas

Propriedades Geométricas de um seção Plana e Propriedades Mecânicas dos Materiais

Universidade Federal de Pelotas Centro de Engenharias. Resistência dos Materiais I. Capítulo 6 Flexão

Azevedo, Domingos de,

PROJETO DE UM CÂMBIO COM ENGRENAGENS DE DENTES HELICOIDAIS A SER UTILIZADO NO PROJETO BAJA. Resumo:

AULA 4 Materiais de Construção II

Aula 8 Uniões sujeitos à cisalhamento: parafusos e rebites

Propriedades Geométricas de um seção Plana e Propriedades Mecânicas dos Materiais

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS II 6º CICLO (EEM 6NA) Profa. Ms. Grace Kelly Quarteiro Ganharul

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO TECNOLÓGICO CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA GIOVANNI VITOR MILLI VINÍCIUS DO AMARAL MESQUITA

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA MECÂNICA

a-) o lado a da secção b-) a deformação (alongamento) total da barra c-) a deformação unitária axial

ACOPLAMENTO AC CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Torção Não-Uniforme - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE ESCOLA DE ENGENHARIA INDUSTRIAL METALÚRGICA DE VOLTA REDONDA SALETE SOUZA DE OLIVEIRA BUFFONI

Resistência dos. Materiais. Capítulo 3. - Flexão

DIMENSIONAMENTO DE UM VARIADOR DE VELOCIDADES ESCALONADO DE BLOCOS DESLIZANTES COM NOVE VELOCIDADES. Frederico Gargaglione Baumann

2 Fundamentos para a avaliação de integridade de dutos com perdas de espessura e reparados com materiais compósitos

Resistência dos Materiais Eng. Mecânica, Produção UNIME Prof. Corey Lauro de Freitas, Fevereiro, 2016.

1 Introdução 3. 2 Estática de partículas Corpos rígidos: sistemas equivalentes SUMÁRIO. de forças 67. xiii

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Muitos materiais, quando em serviço, são submetidos a forças ou cargas É necessário conhecer as características do material e projetar o elemento

Resistência dos Materiais

1. Inverta a relação tensão deformação para materiais elásticos, lineares e isotrópicos para obter a relação em termos de deformação.

AULA 4 Materiais de Construção II

ELEMENTOS ELÁSTICOS MOLAS

Torção. Deformação por torção de um eixo circular. Deformação por torção de um eixo circular. Capítulo 5:

Lista de Exercícios 05. Comportamento Mecânico dos Materiais - Parte I

Elementos de Máquinas

3. MODELOS MATEMÁTICOS PARA FORÇAS DE CONTATO E DE REMOÇÃO

Lubrificação Industrial. Prof. Matheus Fontanelle Pereira Curso Técnico em Eletromecânica Departamento de Processos Industriais Campus Lages

DIMENSIONAMENTO DE BARRA COMPRIMIDAS

Informativo Técnico Nr Nitretação a Plasma (iônica) como alternativa para cementação em Engrenagens

Eixos e árvores Projeto para eixos: restrições geométricas. Aula 8. Elementos de máquinas 2 Eixos e árvores

TORÇÃO. Prof. Dr. Carlos A. Nadal

Resistência dos Materiais

4ª LISTA DE EXERCÍCIOS PROBLEMAS ENVOLVENDO ANÁLISE DE TENSÕES

CAPÍTULO VI DESVIOS DE FORMA GEOMÉTRICA

Fundamentos da mecânica de fratura e suas potenciais. Falhas

11 - FALHA OU RUPTURA NOS METAIS

Transmissão por Correias

NOTAS DE AULAS (Práticas de Oficina)

Introdução cargas externas cargas internas deformações estabilidade

Projeto de Máquina para Ensaios de Fadiga

Capítulo 4 Propriedades Mecânicas dos Materiais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC MATERIAIS E SUAS PROPRIEDADES (BC 1105) ENSAIOS MECÂNICOS ENSAIOS DE TRAÇÃO E FLEXÃO

4 ENSAIO DE FLEXÃO. Ensaios Mecânicos Prof. Carlos Baptista EEL

Mateus de Almeida Silva. Meca 3º ano. Tipos de Rolamentos e Aplicações. Rolamento

Transcrição:

Elementos de Máquinas Engrenages Cilíndricas de Dentes Retos e Helicoidais Ramiro Brito Willmersdorf ramiro@willmersdorf.net Departamento de Engenharia Mecânica Universidade Federal de Pernambuco 2013.1

Introdução Considerações Gerais Apenas o dimensionamento mecânico; Cinemática e dinâmica já visto em Mecanismos; Revisão mais do que indicada (Cap. 13 Shigley); Engrenagens cilíndricas de dentes retos e helicoidais, o dimensionamento é idêntico; Dois procedimentos: Lewis e AGMA.

Equação de Lewis Lewis 1892 Procedimento básico para análise preliminar. σ = M I /c = 6W t l Ft 2 Semelhança de triângulos: ou t/2 x = l t/2 x = t2 4l

Equação de Lewis Lewis 1892 Procedimento básico para análise preliminar. σ = M I /c = 6W t l Ft 2 Semelhança de triângulos: ou t/2 x = l t/2 x = t2 4l

Equação de Lewis Lewis 1892 Procedimento básico para análise preliminar. σ = M I /c = 6W t l Ft 2 Semelhança de triângulos: ou t/2 x = l t/2 x = t2 4l

Equação de Lewis Lewis 1892 (Cont.) Tensão na base do dente: σ = 6W t l Ft 2 = W t F 1 t 2 /4l = W t F 1 1 t 2 /4l 4 6 Como x = t 2 /4l, Denominando y = 2x/3p σ = W t F 2 3 x = W t p F 2 3 xp σ = W t Fpy

Equação de Lewis Lewis 1892 (Cont.) Tensão na base do dente: σ = 6W t l Ft 2 = W t F 1 t 2 /4l = W t F 1 1 t 2 /4l 4 6 Como x = t 2 /4l, Denominando y = 2x/3p σ = W t F 2 3 x = W t p F 2 3 xp σ = W t Fpy

Equação de Lewis Lewis 1892 (Cont.) Tensão na base do dente: σ = 6W t l Ft 2 = W t F 1 t 2 /4l = W t F 1 1 t 2 /4l 4 6 Como x = t 2 /4l, Denominando y = 2x/3p σ = W t F 2 3 x = W t p F 2 3 xp σ = W t Fpy

Equação de Lewis Lewis 1892 (Cont.) Tensão na base do dente: σ = 6W t l Ft 2 = W t F 1 t 2 /4l = W t F 1 1 t 2 /4l 4 6 Como x = t 2 /4l, Denominando y = 2x/3p σ = W t F 2 3 x = W t p F 2 3 xp σ = W t Fpy

Equação de Lewis Lewis 1892 (Cont.) Tensão na base do dente: σ = 6W t l Ft 2 = W t F 1 t 2 /4l = W t F 1 1 t 2 /4l 4 6 Como x = t 2 /4l, Denominando y = 2x/3p σ = W t F 2 3 x = W t p F 2 3 xp σ = W t Fpy

Equação de Lewis Lewis 1892 (Cont.) Tensão na base do dente: σ = 6W t l Ft 2 = W t F 1 t 2 /4l = W t F 1 1 t 2 /4l 4 6 Como x = t 2 /4l, Denominando y = 2x/3p σ = W t F 2 3 x = W t p F 2 3 xp σ = W t Fpy

Equação de Lewis Lewis 1892 (Cont.) Usando o passo diametral P = π/p, e Y = πy σ = W t Fpy = W t P FY, onde Y = 2xP 3. Esta equação considera apenas a flexão! Considera carga na ponta do dente, que não necessariamente é a situação mais crítica.

Equação de Lewis Lewis 1892 (Cont.) Usando o passo diametral P = π/p, e Y = πy σ = W t Fpy = W t P FY, onde Y = 2xP 3. Esta equação considera apenas a flexão! Considera carga na ponta do dente, que não necessariamente é a situação mais crítica.

Equação de Lewis Lewis 1892 (Cont.) Usando o passo diametral P = π/p, e Y = πy σ = W t Fpy = W t P FY, onde Y = 2xP 3. Esta equação considera apenas a flexão! Considera carga na ponta do dente, que não necessariamente é a situação mais crítica.

Equação de Lewis Fator de Forma Y de Lewis (P = 1)

Equação de Lewis de Velocidade Existe um aumento de carga em função da velocidade de operação: Para velocidades em pés/minuto: K v = 600 + V, perfil fundido 600 K v = 1200 + V, perfil cortado ou fresado 1200 K v = 50 + V, fresado em caracol ou conformado 50 78 + V K v =, rebarbado ou retificado 78

Equação de Lewis de Velocidade Para velocidades em metros/segundo: K v = 3,05 + V, 3,05 perfil fundido K v = 6,1 + V, 6,1 perfil cortado ou fresado K v = 3,56 + V, fresado em caracol ou conformado 3,56 5,56 + V K v =, rebarbado ou retificado 5,56

Equação de Lewis Equação de Lewis σ = K v W t P FY (US); σ = K v W t FmY (SI). Recomendação de Projeto: 3p F 5p. Base para o projeto pela AGMA, e para o projeto manual. O projeto manual deve ser feito considerando a resistência estática e e a resistência à fadiga.

Equação de Lewis Equação de Lewis σ = K v W t P FY (US); σ = K v W t FmY (SI). Recomendação de Projeto: 3p F 5p. Base para o projeto pela AGMA, e para o projeto manual. O projeto manual deve ser feito considerando a resistência estática e e a resistência à fadiga.

Equação de Lewis Equação de Lewis σ = K v W t P FY (US); σ = K v W t FmY (SI). Recomendação de Projeto: 3p F 5p. Base para o projeto pela AGMA, e para o projeto manual. O projeto manual deve ser feito considerando a resistência estática e e a resistência à fadiga.

Equação de Lewis Equação de Lewis σ = K v W t P FY (US); σ = K v W t FmY (SI). Recomendação de Projeto: 3p F 5p. Base para o projeto pela AGMA, e para o projeto manual. O projeto manual deve ser feito considerando a resistência estática e e a resistência à fadiga.

Equação de Lewis Durabilidade Superficial Os dentes podem falhar sob fadiga superficial também! A tensão Hertziana entre dois cilindros é dada por: p max = 2F πbl onde F : força de compressão, l: comprimento dos cilindros e a semilargura b é: b = { 2F πl com d 1,2 : diâmetros dos cilindros. [(1 ν1 2)/E 1] + [(1 ν2 2)/E } 1 2 2] (1/d 1 ) + (1/d 2 )

Equação de Lewis Durabilidade Superficial (cont.) Usando F = W t / cos φ, d = 2r e l = F, σ 2 C = (1/r 1 ) + (1/r 2 ) πf cos φ [(1 ν1 2)/E 1] + [(1 ν2 2)/E 2] W t r 1,2 : raios de curvatura instantâneos no ponto de contato. Lembrança: só há rolamento puro exatamente no ponto primitivo. Os raios de curvatura no ponto primitivo são r 1 = d P sin φ 2 e r 2 = d G sin φ 2

Equação de Lewis Durabilidade Superficial (cont.) Usando F = W t / cos φ, d = 2r e l = F, σ 2 C = (1/r 1 ) + (1/r 2 ) πf cos φ [(1 ν1 2)/E 1] + [(1 ν2 2)/E 2] W t r 1,2 : raios de curvatura instantâneos no ponto de contato. Lembrança: só há rolamento puro exatamente no ponto primitivo. Os raios de curvatura no ponto primitivo são r 1 = d P sin φ 2 e r 2 = d G sin φ 2

Equação de Lewis Durabilidade Superficial (cont.) Usando F = W t / cos φ, d = 2r e l = F, σ 2 C = (1/r 1 ) + (1/r 2 ) πf cos φ [(1 ν1 2)/E 1] + [(1 ν2 2)/E 2] W t r 1,2 : raios de curvatura instantâneos no ponto de contato. Lembrança: só há rolamento puro exatamente no ponto primitivo. Os raios de curvatura no ponto primitivo são r 1 = d P sin φ 2 e r 2 = d G sin φ 2

Equação de Lewis Durabilidade Superficial (cont.) Agrupando as constantes elásticas no Coeficiente Elástico C p = ( 1 ν 2 π P E P 1 ) + 1 ν2 G E G Adicionando também um coeficiente dinâmico, [ Kv W t ( 1 σ C = C p + 1 )] 1 2, F cos φ r 1 r 2 Que também deve considerar a fadiga! 1 2,

Equação de Lewis Durabilidade Superficial (cont.) Agrupando as constantes elásticas no Coeficiente Elástico C p = ( 1 ν 2 π P E P 1 ) + 1 ν2 G E G Adicionando também um coeficiente dinâmico, [ Kv W t ( 1 σ C = C p + 1 )] 1 2, F cos φ r 1 r 2 Que também deve considerar a fadiga! 1 2,

Equações de Tensão da AGMA Equações de Tensão AGMA O projeto moderno de engrenagens é feito com base nas equações da AGMA. Claramente inspiradas nas eq. clássicas; Vários fatores de correção experimentais; Tensões chamadas números de tensão; Consideração detalhada de fadiga (superficial e flexional); Equações para flexão e desgaste superficial.

Equações de Tensão da AGMA Equações para Flexão USA: σ = W t K o K v K s P d F SI: K m K B J σ = W t K o K v K s 1 bm t K H K B Y J W t : força tangencial, lbf(n); K o : fator de sobrecarga; K v : fator dinâmico; K s : fator de tamanho; P d : passo diametral transversal; F (b): largura da face, in(mm); K m (K H ): fator de distribuição de carga; K B : fator de espessura de borda; J(Y j ): fator geométrico; m t : módulo transversal.

Equações de Tensão da AGMA Equações para Crateramento Superficial USA: σ c = C p SI: σ c = Z E W t K o K v K s K m d P F K H W t K o K v K s d w1 b C f I Z R Z I W t : força tangencial, lbf(n); K o : fator de sobrecarga; K v : fator dinâmico; K s : fator de tamanho; F (b): largura da face; C p (Z E ): coeficiente elástico, lbf/in 2 ( N/mm 2 ); C f (Z R ): fator de condição superficial; d p (d w1 ): diâmetro primitivo do pinhão, in(mm) I (Z I ): fator geométrico para crateramento.

Equações de Resistência da AGMA Equações de resistência da AGMA Números de tensão admissível: Não são usadas as propriedades normais do material; Gráficos e fórmulas específicas para engrenagens; Dadas em função da dureza superficial e qualidade do aço; de correção para flexão e compressão que consideram efeitos de fadiga; Os números de tensão admissível valem para Carregamento unidirecional; 10 milhões de ciclos de carregamento; Confiabilidade de 99%.

Equações de Resistência da AGMA Flexão Resistência à Flexão Aços Endurecidos por Completo S = 0,533H B + 88,3 MPa, grau 1 S = 0,703H B + 113,3 MPa, grau 2

Equações de Resistência da AGMA Flexão Flexão Aços Endurecidos Totalmente por Nitretação S = 0,568H B + 83,8 MPa, grau 1 S = 0,749H B + 110 MPa, grau 2

Equações de Resistência da AGMA Flexão Flexão Aços Nitretados

Equações de Resistência da AGMA Flexão Flexão Aços Nitretados (cont.) S = 0,594H B + 87,76 MPa, Nitralloy grau 1 S = 0,784H B + 114,81 MPa, Nitralloy grau 2 S = 0,7255H B + 63,89 MPa, 2,5% cromo grau 1 S = 0,7255H B + 153,63 MPa, 2,5% cromo grau 2 S = 0,7255H B + 291,9 MPa, 2,5% cromo grau 3

Equações de Resistência da AGMA Flexão Flexão Outros Aços

Equações de Resistência da AGMA Flexão Flexão Outros Materiais

Equações de Resistência da AGMA Flexão Flexão Bidirecional Quando houver carregamento bidirecional, a AGMA recomenda que seja usado 70% do valor da resistência S l encontrada nas fórmulas, gráficos ou tabelas.

Equações de Resistência da AGMA Compressão Resistência à Compressão Aços Endurecidos por Completo S = 2,22H B + 200 MPa, grau 1 S = 2,41H B + 237 MPa, grau 2

Equações de Resistência da AGMA Compressão Nitretação Dureza Resultante

Equações de Resistência da AGMA Compressão Resistência à Compressão Outros Aços

Equações de Resistência da AGMA Compressão Resistência à Compressão Outros Materiais

Tensões Admissíveis Flexão Tensão Admissível USA: SI: σ all = S t S F σ all = S t S F Y N K T K R Y N Y θ Y Z S t : tensão de flexão admissível, lbf/in 2 (N/mm 2 ); Y N : fator de ciclagem de tensão; K T (Y θ ): fator de temperatura; K R (Y Z ): fator de confiabilidade; S F : fator de segurança da AGMA;

Tensões Admissíveis Contato Tensão Admissível USA: SI: σ c,all = S c S H Z N C H K T K R σ all = S c S H Z N Z W Y θ Y Z S c : tensão de contato admissível, lbf/in 2 (N/mm 2 ); Z N : fator de ciclagem de tensão; C H (Z W )): fatores de razão de dureza; K T (Y θ ): fator de temperatura; K R (Y Z ): fator de confiabilidade; S H : fator de segurança da AGMA;

Geométricos Geométricos I e J (Z I e Y J ) Usados para introduzir a forma do dente na equação de tensão (analogamente ao fator geométrico Y.) Dependem da razão de contato de face: m F = F p x onde, p x : passo axial, F : largura da face. Para ECDR, m F = 0.

Geométricos Geométricos para Flexão J (Y J ) J = Y K f m N onde, Y : fator de forma (dado, não Lewis); K f : fator de concentração de tensão para fadiga; m N : razão de compartilhamento de carga no dente. Para ECDR, m N = 1,0. Para ECDH, m N = onde, p N : passo de base normal; Z: comprimento da linha de ação. p N 0,95Z

Geométricos Comprimento da Linha de Ação

Geométricos Fator J, ECDR

Geométricos Fator J, ECDH Para engrenagens de 75 dentes.

Geométricos Multiplicadores de J para ECDH Para engrenagens com números de dentes diferente de 75.

Geométricos Fator de Resistência Superficial I (Z I ) Podemos escrever 1 + 1 = 2 ( 1 + 1 ) r 1 r 2 sin φ t d P d G onde φ t é o ângulo de pressão transversal. A razão de velocidades é dada por m G = N G N P = d G d P O que leva a 1 r 1 + 1 r 2 = 2 d P sin φ t m G + 1 m G

Geométricos Fator de Resistência Superficial I (Z I ) Podemos escrever 1 + 1 = 2 ( 1 + 1 ) r 1 r 2 sin φ t d P d G onde φ t é o ângulo de pressão transversal. A razão de velocidades é dada por m G = N G N P = d G d P O que leva a 1 r 1 + 1 r 2 = 2 d P sin φ t m G + 1 m G

Geométricos Fator de Resistência Superficial I (Z I ) Podemos escrever 1 + 1 = 2 ( 1 + 1 ) r 1 r 2 sin φ t d P d G onde φ t é o ângulo de pressão transversal. A razão de velocidades é dada por m G = N G N P = d G d P O que leva a 1 r 1 + 1 r 2 = 2 d P sin φ t m G + 1 m G

Geométricos Fator de Resistência Superficial I (Z I ) (cont.) A equação para tensão de contato é [ Kv W t ( 1 σ C = C p + 1 )] 1 2. F cos φ r 1 r 2 Substituido a soma dos inversos dos raios, [ Kv W t ( σ C = C p F cos φ Rearrumando e redefinindo σ c = σ C = C p [ K v W t d P F 2 m G + 1 d P sin φ t m G 1 cos φ t sin φ t 2 m G m G +1 )] 1 2, ] 1 2.

Geométricos Fator de Resistência Superficial I (Z I ) (cont.) A equação para tensão de contato é [ Kv W t ( 1 σ C = C p + 1 )] 1 2. F cos φ r 1 r 2 Substituido a soma dos inversos dos raios, [ Kv W t ( σ C = C p F cos φ Rearrumando e redefinindo σ c = σ C = C p [ K v W t d P F 2 m G + 1 d P sin φ t m G 1 cos φ t sin φ t 2 m G m G +1 )] 1 2, ] 1 2.

Geométricos Fator de Resistência Superficial I (Z I ) (cont.) A equação para tensão de contato é [ Kv W t ( 1 σ C = C p + 1 )] 1 2. F cos φ r 1 r 2 Substituido a soma dos inversos dos raios, [ Kv W t ( σ C = C p F cos φ Rearrumando e redefinindo σ c = σ C = C p [ K v W t d P F 2 m G + 1 d P sin φ t m G 1 cos φ t sin φ t 2 m G m G +1 )] 1 2, ] 1 2.

Geométricos Fator de Resistência Superficial I (Z I ) (cont.) O fator geométrico para crateramento é e I = cos φ t sin φ t 2m N I = cos φ t sin φ t 2m N m G m G + 1, m G m G + 1, onde a razão de compartilhamento de carga é m N = para engrenagens externas, para engrenagens internas, p N 0,95Z.

Geométricos Cálculo de m N O passo normal no círculo de base é p N = p n cos φ n onde p n é o passo circular normal. O comprimento da linha de contato é dado por Z = [ (r P + a) 2 rbp 2 ] 1 2 + [ (r G + a) 2 rbg 2 ] 1 2 (r P + r G ) sin φ t onde, é claro, r b = r cos φ t.

Geométricos Cálculo de m N O passo normal no círculo de base é p N = p n cos φ n onde p n é o passo circular normal. O comprimento da linha de contato é dado por Z = [ (r P + a) 2 rbp 2 ] 1 2 + [ (r G + a) 2 rbg 2 ] 1 2 (r P + r G ) sin φ t onde, é claro, r b = r cos φ t.

Outros Coeficiente Elástico C p (Z E ) Ou calculado por C p = ( 1 ν 2 π P E P 1 ) + 1 ν2 G E G 1 2, ou tabelado.

Outros Coeficiente Elástico C p (Z E ) (cont.)

Outros Fator Dinâmico K v Considera o erro de transmisão, causado por: erros no espaçamento, perfil, acabamento; vibração do dente; magnitude da velocidade no círculo primitivo; desbalaceameto dinâmico; desgaste e deformação permanente; desalinhamento devido à deflexões lineares e angulares; fricção entre dentes. AGMA define números de qualidade Q v, que determinam as tolerâncias para uma determinada acurácia especificada. 3 Q v 7, engrenagens normais, qualidade comercial; 8 Q v 12, engrenagens precisas.

Outros Fator Dinâmico K v Considera o erro de transmisão, causado por: erros no espaçamento, perfil, acabamento; vibração do dente; magnitude da velocidade no círculo primitivo; desbalaceameto dinâmico; desgaste e deformação permanente; desalinhamento devido à deflexões lineares e angulares; fricção entre dentes. AGMA define números de qualidade Q v, que determinam as tolerâncias para uma determinada acurácia especificada. 3 Q v 7, engrenagens normais, qualidade comercial; 8 Q v 12, engrenagens precisas.

Outros Fator Dinâmico K v (cont.) onde ( K v = ( A + V A A + 200V A ) B, V em ft/min ) B, V em m/s A = 50 + 56(1 B) B = 0,25(12 Q v ) 2 3. A velocidade máxima para cada número de qualidade é dada por [A + (Q v 3)] 2, em ft/min (V r ) = [A + (Q v 3)] 2 200 em m/s

Outros Fator Dinâmico K v (cont.) onde ( K v = ( A + V A A + 200V A ) B, V em ft/min ) B, V em m/s A = 50 + 56(1 B) B = 0,25(12 Q v ) 2 3. A velocidade máxima para cada número de qualidade é dada por [A + (Q v 3)] 2, em ft/min (V r ) = [A + (Q v 3)] 2 200 em m/s

Outros Fator Dinâmico K v (cont.) Graficamente,

Outros Fator de Sobrecarga K o São aplicados de acordo com a experiência do fabricante, para cobrir: variações de torque; reações da carga; Máquina acionada Choques Choques Fonte de potência Uniforme Moderados Intensos Uniforme 1,00 1,25 1,75 Choque leve 1,25 1,50 2,00 Choque médio 1,50 1,75 2,25

Outros Fator de Condição de Superfície C f (Z R ) Aplicado à crateramento apenas. Não é tabelado, depende de: acabamento superficial devido ao processo de fabricação; tensões residuais; efeitos plásticos (encruamento) A AGMA recomenda o uso deste fator quando há desconfiança que algum efeito de superfície possa ser detrimental à vida por fadiga da engrenagem.

Outros Fator de Tamanho K s Deveria considerar tamanho do dente; diâmetro da peça; razão entre os tamanhos; largura da face; área padrão de tensão; razão entre profundidade da camada e tamanho do dente; capacidade de endurecimento e tratamento térmico. Infelizmente não há valores tabelados. Pode-se usar K s = 1, ou fazer uma análise de fadiga e ( F ) 0,0535 Y K s = 1,192 P

Outros Fator de Tamanho K s Deveria considerar tamanho do dente; diâmetro da peça; razão entre os tamanhos; largura da face; área padrão de tensão; razão entre profundidade da camada e tamanho do dente; capacidade de endurecimento e tratamento térmico. Infelizmente não há valores tabelados. Pode-se usar K s = 1, ou fazer uma análise de fadiga e ( F ) 0,0535 Y K s = 1,192 P

Outros Fator de Distribuição de Carga K m (K H ) Considera a não uniformidade na distribuição de carga na face de uma engrenagem montada não simetricamente. Supondo que F /d 2; engrenagens montandas entre mancais; F 40 in; contato ocorrendo ao longo de todo o elemento mais estreito,; então podemos usar onde, K m = C mf = 1 + C mc (C pf C pm + C ma C e )

Outros Fator de Distribuição de Carga K m (K H ) (cont.) C mc = { 1,0 para dentes coroados, 0,8 para dentes sem coroamento F 10d 0,025 F 1 in C pf = F 10d 0,0375 + 0,0125F 0,0207F + 0,000228F 2 17 F 10d 1 F 17 in F 40 in Se F /(10d) < 0,05, F /(10d) = 0,05 deve ser usado no cálculo. C pm = { 1,0 para pinhão montado com S 1 /S < 0,175 1,1 para pinhão montado com S 1 /S 0,175

Outros Fator de Distribuição de Carga K m (K H ) (cont.) C mc = { 1,0 para dentes coroados, 0,8 para dentes sem coroamento F 10d 0,025 F 1 in C pf = F 10d 0,0375 + 0,0125F 0,0207F + 0,000228F 2 17 F 10d 1 F 17 in F 40 in Se F /(10d) < 0,05, F /(10d) = 0,05 deve ser usado no cálculo. C pm = { 1,0 para pinhão montado com S 1 /S < 0,175 1,1 para pinhão montado com S 1 /S 0,175

Outros Fator de Distribuição de Carga K m (K H ) (cont.) C mc = { 1,0 para dentes coroados, 0,8 para dentes sem coroamento F 10d 0,025 F 1 in C pf = F 10d 0,0375 + 0,0125F 0,0207F + 0,000228F 2 17 F 10d 1 F 17 in F 40 in Se F /(10d) < 0,05, F /(10d) = 0,05 deve ser usado no cálculo. C pm = { 1,0 para pinhão montado com S 1 /S < 0,175 1,1 para pinhão montado com S 1 /S 0,175

Outros Fator de Distribuição de Carga K m (K H ) (cont.)

Outros Fator de Distribuição de Carga K m (K H ) (cont.)

Outros Fator de Distribuição de Carga K m (K H ) (cont.) C ma = A + BF + CF 2

Outros Fator de Distribuição de Carga K m (K H ) (cont.) Usar C e = 0,8, para engrenamento ajustado na montagem, ou quando é lapidado, ou ambos. Usar C e = 1, em qualquer outra condição.

Outros Fator de Razão de Dureza C H Ideia geral: Diâmetro do pinhão < diâmetro da coroa; Pinhão submetido a mais ciclos de carga; Para uma durabilidade equivalente, o pinhão deveria ser mais endurecido do que a coroa; Tratamentos diferentes também são possíveis; O fator C H é usado somente para a coroa para compensar esta diferença. C H é dado por C H = 1,0 + A (m G 1,0) com A = 8,98 10 3 ( HBP H BG ) 8,29 10 3 1,2 H BP H BG 1,7.

Outros Fator de Razão de Dureza C H (cont.) onde, m G = N G N P = D G D P. e H BG e H BP são as durezas Brinell da coroa e do pinhão. Além disto, A = 0, para H BP < 1.2, H BG e A = 0,00698, para H BP > 1,7. H BG

Outros Fator de Razão de Dureza C H (cont.) Graficamente,

Outros Fator de Razão de Dureza C H (cont.) Para pinhões muito duros (Rockwell C48 ou maiores), C H = 1,0 + B (450 H BG ), onde B = 0,00075e 0,0112fp e f p é o acabamento superficial do pinhão, medido como a raiz média quadrática da aspereza R a, em µin.

Outros Fator de Razão de Dureza C H (cont.) Graficamente,

Outros de Ciclagem de Tensão Y N e Z N Usados para compensar números de ciclos diferente de 10 10 6. Para flexão:

Outros de Ciclagem de Tensão Y N e Z N (cont.) Para crateramento: Obs: Não é impossível usar fórmulas diferentes para a coroa e o pinhão (para flexão e compressão).

Outros Fator de Confiabilidade K R (Y Z ) Corrige para confiabilidades diferentes de 99%. Para valores tabelados: 0,5 < R < 0,99: K R = 0,658 0,0759 ln(1 R) 0,99 R 0,9999: K R = 0,50 0,109 ln(1 R)

Outros Fator de Temperatura K T (Y θ ) Para temperaturas até 120 C, usar K T = Y θ = 1. Compensar com fatores maiores para temperaturas superiores. Considerar refrigeração ativa, se for o caso.

Outros Fator de Espessura do Aro K B Compensa uma possível fratura ao longo do aro. { 1,6 ln 2,242 m K B = B, para m B < 1,2; 1,0 para m B 1,2, onde m B = t R h T, com h t : altura do dente e t R : espessura do aro.

Outros Fator de Espessura do Aro K B (cont.) Na forma gráfica

Elementos de Máquinas Outros Roteiro de Análise Flexão, Parte 1

Elementos de Máquinas Outros Roteiro de Análise Flexão, Parte 2

Elementos de Máquinas Outros Roteiro de Análise Compressão, Parte 1

Elementos de Máquinas Outros Roteiro de Análise Compressão, Parte 2