Letícia Coutinho Lopes 1

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Transcrição:

Ossos e Articulações Profa. Letícia Coutinho Lopes Moura Tópicos da aula A. Ossos B. Articulações 2 A. Ossos Modelagem, Remodelagem Óssea Crescimento e Desenvolvimento Ósseos Anormalidades de Desenvolvimento nas Células, na Matriz e Estrutura Ósseas Doenças Associadas a Diminuição da Massa Óssea Fraturas 3 Letícia Coutinho Lopes 1

Modelagem e Remodelagem Óssea 4 Modelagem e Remodelagem Óssea A- Osteoblastos ativos sintetizando matriz óssea B- Osteoclastos absorvendo osso 5 Anormalidades de Desenvolvimento nas Células, na Matriz e Estrutura Ósseas Malformações congênitas disostoses (mutações genes homeobox migrações células mesenquimais) Ausência dos ossos, Ossos supranumerários, Ossos inapropriadamente fusionados Anormalidades na organogênese óssea displasias (mutações na transdução de sinais ou na MEC) Cartilagem e tecidos ósseos de modo global 6 Letícia Coutinho Lopes 2

Anormalidades de Desenvolvimento nas Células, na Matriz e Estrutura Ósseas Doenças causadas defeitos em hormônios e mecanismos de transmissão de sinais: Acondroplasia síntese defeituosa cartilagem nas placas de crescimento (mutação FGFR3 inibe proliferação da cartilagem) Doenças associadas a defeitos em proteínas estruturais extracelulares: Osteogênese imperfeita síntese anormal de colágeno do tipo I fragilidade óssea e suscetibilidade a fraturas Doenças associadas a defeitos nas vias metabólicas: Osteopetrose redução da absorção óssea alteração na formação ou função dos osteoclastos - osso denso remodelamento ósseo defeituoso (osteoclasto) 7 Anormalidades de Desenvolvimento nas Células, na Matriz e Estrutura Ósseas Radiografia esqueleto feto com osteogênese imperfeita letal tipo II. Inúmeras fraturas de todos os ossos, encurtamento dos membros 8 Anormalidades de Desenvolvimento nas Células, na Matriz e Estrutura Ósseas Radiografia extremidade superior indivíduo com osteopetrose. Ossos com esclerose difusa e metáfises da ulna e rádio mal formadas 9 Letícia Coutinho Lopes 3

Doenças Associadas a Diminuição da Massa Óssea Osteoporose decréscimo massa óssea fraturas ósseas (multifatorial) Osteoporose desuso membro ou todo esqueleto doença óssea metabólica (primária ou secundária) Osteoporose senil perda das funções dos osteoblastos Osteoporose pós-menopausa aumento da atividade dos osteoclastos (ausência de estrogênio) 10 Doenças Associadas a Diminuição da Massa Óssea 11 Doenças Associadas a Diminuição da Massa Óssea Corpo vertebral osteoporótico encurtado por fratura de compressão 12 Letícia Coutinho Lopes 4

Fraturas Classificadas: Completa ou incompleta Fechada tecido subjacente intacto Composta fratura se estende para a pele subjacente Cominutiva osso é fraturado em pequenos fragmentos Deslocadas osso fraturado não está alinhado Fratura patológica (local de doença prévia ex: tumor maligno) Fratura por estresse (ex: aumento da atividade física pesos repetitivos ossos) Trauma fratura óssea rompe vasos sanguíneos associados Calo ósseo de tecido mole 13 Fraturas 14 Ossificação endocondral ossificação (extremidades fraturadas são ligadas por um calo ósseo) Excesso de tecido fibroso, cartilagem e osso produzidos no calo inicial suporte de peso subsequente reabsorção do calo por locais não estressados restaura tamanho e forma original do osso Cicatrização interrompida por diversos fatores: Fraturas deslocadas ou cominutivas Imobilização inadequada (movimentação constante no local da fratura constituintes normais do calo não se formem) Excesso de mobilidade ao longo da lacuna da fratura porção central do calo degeneração cística ou pseudo-artrose Infecção (fraturas cominutivas e abertas) obstáculo à cicatrização Níveis inadequados de cálcio ou fósforo, deficiências de vitaminas, infecções sistêmicas, diabetes e insuficiência vascular reparação óssea reduzida Fraturas Fratura fíbula formação acentuada calo após 6 semanas 15 Letícia Coutinho Lopes 5

B. Articulações Artrites 16 Osteoartrite Doença articular degenerativa mais comum Degeneração cartilagem articular doença inflamatória Doença idoso superior a 65 anos sem causa Osteoartrite secundária jovem deformidades do desenvolvimento; diabetes, e obesidade acentuada Joelhos e mãos mulheres; quadris homens Morfologia: Crescimento, proliferação e desorganização dos condrócitos Aumento de água na MEC e diminuição de proteoglicanos (turgor e elasticidade) 17 Osteoartrite Patogenia Cartilagem articular movimentos livres articulações e espalha carga (permite ossos subjacentes suportem choque e peso) Elasticidade e força tênsil (proteoglicanos e colágeno tipo II produzidos condrócitos Estresse mecânico e envelhecimento desgaste Fatores genéticos suscetibilidade à osteoartrite Níveis elevados estrogênio aumento densidade óssea Curso Clínico Dor contínua, profunda, exacerbada pelo uso, amplitude de movimentos limitada 18 Letícia Coutinho Lopes 6

Osteoartrite A- fibrilação e rachaduras horizontais e verticais B- Osteoartrite grave 1- exposição osso subcondral; 2- Cisto subcondral; e 3- Cartilagem articular residual 19 Artrite Reumatóide Doença inflamatória sistêmica, crônica afeta vários tecidos (articulações) Sinovite proliferativa não supurativa evolui para destruição da cartilagem articular e do osso subjacente artrite incapacitante Artrite simétrica afeta pequenas articulações mãos e pés, tornozelos, joelhos, cotovelos e ombros Aparência de pannus proliferação de células de revestimento sinovial associada a células inflamatórias edema dos tecidos moles periarticulares Cartilagem subjacente ao pannus sofre erosão bem como o osso subarticular Nódulos reumatóides subcutâneos afeta face extensora do antebraço ou outras áreas sujeitas a pressão mecânica massas firmes,indolores, ovais ou arredondadas 20 Artrite Reumatóide - Patogenia 21 Letícia Coutinho Lopes 7

Artrite Reumatóide Morfologia- A- lesão articular; B- hipertrofia sinovial acentuada com formação de vilosidades; C- agregados linfóides na sinovia 22 Artrite Reumatóide Morfologia nódulo reumatóide, subcutâneo com área de necrose cercada por macrófagos e células de inflamação crônica 23 Artrite Reumatóide X Osteoartrite 24 Letícia Coutinho Lopes 8

Acúmulo quantidades excessivas ácido úrico metabolismo purina Artrite aguda agregados cristalinos (tofos) deformidade articular crônica Gota primária 90% casos defeito metabólico congênito causa hiperuricemia Gota secundária 10% casos não é desordem clínica predominante Morfologia Artrite aguda cristais de urato monossódico longos, finos, forma de agulha Artrite tofácea crônica evolui da precipitação repetitiva de cristais de urato Tofos agregados de cristais de urato circundados por reação inflamatória (linfócitos, macrófagos e células gigantes) Nefropatia gotosa complicações renais múltiplas deposição de urato 25 A Amputação hálux - Tofos brancos envolvendo articulações e tecidos moles B Tofo gotoso agregado de cristais de urato circundado por fibroblastos reativos, células inflamatórias mononucleares e células gigantes 26 27 Letícia Coutinho Lopes 9

Patogenia Níveis elevados de ácido úrico superprodução, redução da excreção ou ambos Ácido úrico produto catabolismo purina 28 Patogenia 29 Curso Clínico Mais comum em homens Geralmente não causa sintomas antes dos 30 anos 4 estágios: hiperuricemia assintomática; artrite aguda gotosa; gota intercrítica e gota tofácea crônica Artrite aguda dor excruciante e eritema 50% dedão, 90% peito do pé, tornozelo, calcanhar ou pulso Tratada período intercrítico assintomático Progressão para gota tofácea crônica doença multilante grave Manifestações renais cólica renal associada a passagem de cálculos e pedras 30 Letícia Coutinho Lopes 10

Referências Bibliográficas KUMAR, Vinay; ABBAS Abul k.; FAUSTO Nelson; ASTER Jon C., Robbins & Cotran Patologia Bases Patológicas das Doenças. 8 ed. São Paulo: Elsevier, 2010. KUMAR, Vinay; ABBAS Abul k.; FAUSTO Nelson; MITCHELL Richard, Robbins Patologia Básica. 8 ed. São Paulo: Elsevier, 2008. RUBIN, Emanuel; Rubin Patologia: Bases Clinicopatológicas da Medicina. 4 ed. São Paulo: Guanabara Koogan, 2006. Imagens - www.studentconsult.com 31 Letícia Coutinho Lopes 11