Histórico. Erradicação da Varíola

Documentos relacionados
Histórico. Imunização. Tipos de Imunização. Imunização ativa 14/09/2009

ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM PROF. CARLOS ALBERTO

IMUNIZAÇÃO NA CRIANÇA E NO ADOLESCENTE

Imunizações Prof. Orlando A. Pereira FCM - Unifenas

ATUALIZAÇÃO EM SALA DE VACINA

IMUNIZAÇÕES. Dra Joelma Gonçalves Martin Departamento de Pediatria Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP

Introdução da segunda dose da vacina contra o sarampo aos 15 meses de idade.

REVISÃO VACINAS 15/02/2013

Importância e Descoberta

TÓPICOS BÁSICOS DE IMUNOLOGIA

ENFERMAGEM IMUNIZAÇÃO. Calendário Vacinal Parte 26. Profª. Tatiane da Silva Campos

CURSO TÉCNICO EM ENFERMAGEM SAÚDE COLETIVA

Coberturas vacinais e homogeneidade, crianças menores de 1 ano e com 1 ano de idade, Estado de São Paulo,

11. - NCEE UFRJ). S.P.L.,

VA P CINAS ARA CRIANÇAS Dourados

Imunização. Prof. Hygor Elias. Calendário Vacinal da Criança

ATUALIZAÇÃO DO CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO

NOVO CALENDÁRIO NACIONAL DE VACINAÇÃO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA 2016

Imunização ativa e passiva

Dra. Tatiana C. Lawrence PEDIATRIA, ALERGIA E IMUNOLOGIA

Atualização Imunização 2017

Sala de Vacina. Afastar o refrigerador da parede, pelo menos 20 cm; Verificar a temperatura 2 vezes ao dia;

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO PEDRO DA ALDEIA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE. Criança

Vacinação em prematuros, crianças e adolescentes

UTILIZAÇÃO DAS DIFERENTES VACINAS PNEUMOCÓCICAS CONJUGADAS

Imunização. Prof.ª Hygor Elias. Alterações no Calendário Vacinal. Varicela HPV Febre Amarela

Vigilância das Doenças Preveníveis por Imunização Vacinação do Profissional de Saúde

CARTILHA DE VACINAÇÃO. Prevenção não tem idade. Vacine-se!

Maria Etelvina de Sousa Calé

CALENDÁRIO VACINAL Superintendência de Vigilância em Saúde Gerência de Imunizações e Rede de Frio

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro UNIRIO IMUNOPROFILAXIA. Dra. Cleoncie Alves de Melo Bento Profa. Adjunta Disciplina de Imunologia

Vacinas e Imunoterapia

SETOR DE VACINAS HERMES PARDINI TREINAMENTO VACINAS EQUIPE CALL CENTER. Enfº Adalton Neto Enfª Ana Paula

CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO DA REDE PÚBLICA DE SANTA CATARINA Última atualização em 05 de janeiro de 2016

IMUNOPROFILAXIA. Dra. Rosa Maria Tavares Haido Profa. Adjunta Disciplina de Imunologia

IMUNOLOGIA. Prof. Fausto de Souza Aula 10: Imunização Passiva e Ativa Vacinas

Vacinas. Tem na Previnna? Ao nascer 1 mês. 24 meses 4 anos. 18 meses 2 anos/ 12 meses. 15 meses. 5 meses. 4 meses. 8 meses. 3 meses. 6 meses.

VACINAS A SEREM DISPONIBILIZADAS PARA AS CRIANÇAS MENORES DE CINCO ANOS DE IDADE NA CAMPANHA DE MULTIVACINAÇÃO 2016.

ENFERMAGEM IMUNIZAÇÃO. Política Nacional de Imunização Parte 4. Profª. Tatiane da Silva Campos

CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO CRIANÇA ATÉ 6 ANOS DE IDADE

IMPORTANTE. Os imunobiológicos devem ser mantidos no REFRIGERADOR com temperatura entre -2 e +8 C.

Imunizações FUNSACO 2009

Data: / / Município: Código (IBGE) EAS: Código (CNES)

COBERTURAS VACINAIS: IMPORTÂNCIA

VOCÊ CONHECE A HISTÓRIA DA VACINA?

Você conhece a história da vacina?

CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO PARA O ESTADO DE SÃO PAULO

A ENFERMAGEM E A SAÚDE PÚBLICA

Por que vacinas recombinantes? Vacinas recombinantes. Tipos de vacinas recombinantes. Vacinas recombinantes. Vacinas de subunidade 12/5/2011

Universidade Federal do Rio Grande FURG VACINAS AULA II. Prof. Edison Luiz Devos Barlem

Região FC especifica Ligação com os leucócitos

VACINAS Daniela H.S.Lopes Debs 2013

CAPACITAÇÃO EM IMUNIZAÇÃO PROGRAMA DE IMUNOLÓGICAS E CONCEITOS FUNDAMENTAIS DAS VACINAS. Evelin Placido dos Santos COREN:

É a aplicação da vacina dupla adulto (dt) e Tríplice bacteriana acelular (difteria, tétano e coqueluche) nas gestantes, após prescrição médica.

Programa Nacional de Imunização. Prof. Hygor Elias

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR

Prefeitura do Município de Bauru Secretaria Municipal de Saúde

CALENDÁRIOS VACINAIS. Renato de Ávila Kfouri Sociedade Brasileira de Imunizações SBIM

Disciplina Atenção Básica

MSc. Romeu Moreira dos Santos

NORMA TÉCNICA DO PROGRAMA DE IMUNIZAÇÃO

Ditos sobre vacinas. Vacinas são boas ou Ruins?

Desafios, gargalos e perspectivas em vacinas e vacinações no Brasil

VACINAÇÃO DE GESTANTES. Carla Sakuma de Oliveira Médica infectologista

Imunização: Como se sair bem mesmo com tantas atualizações Prof.ª Natale Souza

Imunização em Adolescentes Claudio Abuassi

FARMACOPEIA MERCOSUL: VACINAS PARA USO HUMANO

Reinaldo Menezes Martins Consultor Científico, Bio-Manguinhos/Fiocruz

A BIOLOGIA MOLECULAR NA PRODUÇÃO DE IMUNOBIOLÓGICOS

CURSO ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM P/ EBSERH AULA Nº 3 - PARTE I - IMUNIZAÇÃO

Escola: Nome: Turma: N.º: Data: / / FICHA DE TRABALHO 1A. amena atmosfera organismos. protetora temperatura solo. rochas água radiações

ADULTO TAMBÉM TOMA VACINA!

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas últimas décadas. houve um crescimento da dengue em nível mundial de 30 vezes,

Ciências Naturais, 6º Ano. Ciências Naturais, 6º Ano FICHA DE TRABALHO 1A. Escola: Nome: Turma: N.º: Conteúdo: Micróbios. Escola: Nome: Turma: N.

As Ações de Imunizações e o Programa de Saúde da Família

Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 1.946, DE 19 DE JULHO DE 2010

Transcrição:

Histórico Inserção contra Febre Amarela Erradicação da Pólio Erradicação da Varíola

Revolta da vacina 1904

Vacinação Em 1973, houve a criação do Programa Nacional de Imunização PNI. Este articula, sob um único comando, um conjunto de práticas anteriormente dispersas em vários órgãos e instâncias do governo. O Programa Nacional de Imunização segue o sucesso da Campanha de Erradicação da Varíola e abre uma nova etapa na história das Políticas Públicas, no campo da prevenção. Em 1989, ocorreram os últimos casos de Poliomielite no Brasil. Em 1994, o Brasil recebe um certificado Internacional de Erradicação da Poliomielite pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Hoje, o PNI não está restrito às conquistas contra a Pólio. Doenças que afligiam milhares de crianças brasileiras estão controladas: as formas graves de Tuberculose, o Tétano, o Sarampo, a Coqueluche, a Difteria, a Rubéola e a Febre Amarela.

Imunização

Definição Conjunto de métodos terapêuticos destinados a conferir ao organismo um estado de resistência, ou seja, de imunidade, contra determinadas enfermidades infecciosas. Que tem por finalidade principal a redução da morbidade e da mortalidade infantil por doenças imunopreveníveis. (FUNASA, 2001, p.49)

Sala de Vacinação Rede de Frio

A) Planta física A sala de imunobiológicos deverá ser utilizada somente para conservação e aplicação dos mesmos. Não é permitido que nessa sala se realizem outros procedimentos. O tamanho da sala varia de acordo com o número da clientela atendida. Essa sala deve conter uma pia, balcão para preparo dos imunobiológicos e pisos laváveis.

B) Procedimentos para utilização de refrigeradores As prateleiras devem ser limpas e organizadas; utilizar bandejas perfuradas para arrumar as vacinas; não guardar vacinas na porta ou na parte de baixo da geladeira; o congelador deve conter gelo reciclável, bem como termômetro na parte central; vacinas próximas de vencer devem ser posicionadas na frente.

C) Ordem de arrumação das vacinas Primeira prateleira Vacinas contra vírus Segunda prateleira Vacinas contra bactérias e vírus Terceira prateleira Soros

D) Controle da temperatura Temperatura mínima atingida Temperatura máxima atingida Temperatura no momento da observação

Como as vacinas funcionam! Antígeno: porção ou produto de um agente biológico capaz de estimular a formação de anticorpos. Anticorpos: proteínas especiais do organismo que protegem contra vírus e bactéria. Memória Imunológica: a habilidade do organismo de responder ao vírus ou bactéria após a vacina ou doença; essa habilidade, frequentemente, se mantém por muitos anos.

Imunidade Natural x Adquirida A imunidade contra uma doença pode ser alcançada com a vacinação ou com a exposição a doença. O que é isto? Como funciona? A qual preço?

Imunidade Natural x Adquirida IMUNIDADE ATIVA NATURAL (DOENÇA) ARTIFICIAL (VACINA) NATURAL (TRANSPLACENTÁRIA) PASSIVA ARTIFICIAL (SOROS homólogos e heterólogos)

As vacinas e seu organismo As vacinas contém versões mortas ou enfraquecidas de vírus e bactérias; uma vez que os anticorpos são produzidos em respostas à vacina, eles se tornam parte permanente do sistema imune do seu organismo; a Memória imunológica tem duração maior para algumas vacinas do que para outras. Algumas vezes a revacinação é necessária para se manter a proteção.

Agentes imunizantes VACINA BCG HEP. B POLIO SABIN-SALK TETRAVALENTE DPT + HIB ROTAVÍRUS TRÍPLICE VIRAL INFLUENZA NATUREZA Bacilos vivos atenuados, cepas de Mycobacterium Bovis Engenharia genética parte do DNA do vírus Vírus vivos atenuados Poliovírus I, II, III Toxinas diftéricas e tetânicas inativas, bactérias inativadas (Bordetella Pertussus), associada a parte da bactéria (Haemophlilus Influenzae) unida a uma proteína. Vírus vivo atenuados do Rotavírus Humano Vírus vivo atenuados, Sarampo, Rubéola e Caxumba em cultura de ovo de galinha, contém timerol e antibiótico. Vírus inativados em cultura de ovo de galinha, contém timerol e antibiótico.

Agentes imunizantes VACINA TRÍPLICE BACTERIANA DUPLA VIRAL DUPLA ADULTO FEBRE AMARELA NATUREZA Toxóides tetânico e diftérico com a Bordetella Pertussus inativada Vírus vivo atenuado do Sarampo e da Rubéola Toxóide tetânica e diftérico, hidróxido ou fosfato de alumínio e timerol Vírus vivo atenuado da Febre Amarela

Composição da vacina a) Líquido de suspensão: constituído geralmente por água destilada ou solução salina fisiológica, podendo conter proteínas e outros componentes originários dos meios de cultura ou das células utilizadas no processo de produção das vacinas; b) conservantes, estabilizadores e antibióticos: pequenas quantidades de substâncias antibióticas ou germicidas são incluídas na composição de vacinas para evitar o crescimento de contaminantes (bactérias e fungos); estabilizadores (nutrientes) são adicionados a vacinas constituídas por agentes infecciosos vivos atenuados. Reações alérgicas podem ocorrer se a pessoa vacinada for sensível a algum desses componentes; c) adjuvantes: compostos contendo alumínio são comumente utilizados para aumentar o poder imunogênico de algumas vacinas, amplificando o estímulo provocado por esses agentes imunizantes (Toxóide tetânico e Toxóide diftérico, por exemplo).

Tipos de Vacinação

Vacina Combinada: dois agentes ou mais são administrados na mesma preparação (DPT, DT e antipólio). Vacina Associada: misturam-se as vacinas no momento da aplicação (Tetravalente). Vacinação Simultânea: duas ou mais vacinas são administradas em diferentes vias, em um mesmo atendimento.

ATENÇÃO! As aplicações simultâneas de vacinas não aumentam a frequência e a gravidade dos eventos adversos e não reduzem o poder imunogênico.

A resposta imune depende de dois fatores. Inerentes às vacinas Inerentes ao próprio organismo

Fatores Inerentes ao próprio organismo Idade; doença de base ou intercorrente; tratamento imunossupressor.

Inerentes à vacina Suspensão de bactérias vivas atenuadas (BCG); suspensão de bactérias mortas avirulentas; toxinas obtidas em culturas de bactérias, submetidas a modificações químicas ou pelo calor (toxóide tetânico e diftérico); vírus vivos atenuados (contra Poliomielite, Sarampo e Febre Amarela).

Contraindicações gerais Pessoas com imunodeficiência congênita ou adquirida; pessoas acometidas por neoplasias malignas; pessoas em tratamento com corticoides em esquemas imunossupressores ou submetidas a transfusão de sangue ou plasma; gravidez; doenças agudas febris graves.

Falsas contraindicações Doenças benignas comuns; desnutrição; aplicação contra raiva em andamento; doença neurológica estável ou pregressa, com sequela presente; prematuridade ou baixo peso; antecedente familiar de convulsão; tratamento sistêmico com corticoide, com baixas doses; alergias, exceto as reações alérgicas sistêmicas e graves; internação hospitalar.

CALENDÁRIO DE VACINA Crianças

Adolescentes

Adultos

Idosos

População-alvo do Programa de Imunizações Crianças menores de 5 anos; adolescentes; mulheres em idade fértil; adultos; idosos; grupos de risco; grupos especiais.

Eventos adversos Todo e qualquer sinal e sintoma que uma pessoa vacinada apresentar é um evento adverso pós-vacina.

Por que acontecem? Relacionados aos vacinados 1. Idade 2. Doenças concomitantes 3. Comprometimento imunológicos

Relacionados à vacina 1. Componentes da vacina/produção/predisposição orgânica dos vacinadores 2. Técnica de preparo e de aplicação das vacinas

Medidas de prevenção Triagem criteriosa idade, antecedentes de doenças, uso de medicamentos, antecedentes vacinais. Informação sobre o benefício da vacina, os eventos esperados, retorno à unidade de saúde, na presença de alguma intercorrência.

Registrar a vacina administrada e o respectivo lote. Conhecer a composição e dosagem da vacina. Cumprir normas de conservação, preparação e aplicação de vacina.

O que fazer diante de um efeito adverso após vacina? Proceder a notificação e investigação do caso.

Prestar assistência e acompanhamento adequado.