ATUALIZAÇÃO EM SALA DE VACINA
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- Maria Júlia Clementino Valverde
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1 2014 ATUALIZAÇÃO EM SALA DE VACINA Unidade I - PNI CHIARA DANTAS VANDERLEI
2 2 APRESENTAÇÃO Avidaéumaoportunidadeenãoumaobrigação,especialmentequandosetrata devalorizaravidahumanaevitandodoençascomvacinação Lutarsemprequeasdesigualdadesnosdescriminem,elutarsemprequea igualdadenosdescaracterize. AutorDesconhecido
3 3 Este material foi elaborado a partir dos manuais do PNI(Rede de Frio, Procedimentos em Sala de Vacina, Eventos Adversos) para atualizar os profissionaisquetrabalhamcomaçõesdeimunizaçõesdesenvolvidasnosserviços desaúde.
4 4 PNI PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÕES INTRODUÇÃO Foi instituído em 1973 desde as primeiras vacinações, em 1804, o Brasil acumulou quase 200 anos de imunizações sendo que nos últimos 40 anos, com a criação do PNI, desenvolveu ações planejadas e sistematizadas. Estratégias diversas, campanhas, varreduras, rotinas e bloqueios erradicaram a febre amarela urbana em 1942, a varíola em 1973 e a poliomielite em 1989, controlaram o sarampo, o tétano neonatal, as formas graves da tuberculose, a difteria, o tétano acidental, a coqueluche. Mais recentemente, implementaram medidas para o controle das infecções pelo Haemophilus influenzae tipo b, da rubéola e da síndrome da rubéola congênita, da hepatite B, da influenza e suas complicações nos idosos, também das infecções pneumocócicas. INSTÂNCIAS Instância Federal MS CENEPI CGPNI Instância Estadual SES CVE NR Instância Municipal SMS CVE S. Imunização DS USF
5 5 OBJETIVOS DO PNI Contribuir para manutenção do estado de erradicação da poliomielite; Contribuir para o controle ou erradicação de todas as doenças imunopreveníveis; Coordenar o suprimento e a administração do Imunobiológicos. INFORMAÇÕES BÁSICAS PARA A PRÁTICA EM VACINAÇÃO A prática de vacinação envolve diversos aspectos científicos e técnico-operacionais que dizem respeito aos agentes imunizantes e à pessoa a ser imunizada. AGENTES IMUNIZANTES Natureza - a vacina é produto farmacêutico que contém um ou mais agentes imunizantes (vacina monovalente ou combinada) em diversas formas biológicas, quais sejam: bactérias ou vírus vivos atenuados; vírus inativados e bactérias mortas; componentes purificados e/ou modificados dos agentes causadores das doenças contra as quais a vacina é dirigida. Composição - o produto final elaborado pode conter, além do agente imunizante, proteínas ou outros componentes originados dos meios de cultura ou da cultura de células utilizadas no processo de produção vacina, bem como outros componentes, como liquido de suspensão, conservantes, antibióticos e outras substâncias especificadas a seguir. Líquido de suspensão - é constituído geralmente por água destilada ou solução salina fisiológica. Deve ser conservado na mesma temperatura em que as vacinas são acondicionadas. Conservantes e antibióticos - representados por pequenas quantidades de substâncias necessárias para evitar o crescimento de contaminantes (bactérias, fungos), como mercuriais (timerosal) e antibióticos (neomicina). São mais utilizados em frascos de multidoses.
6 6 Estabilizantes - são substâncias que auxiliam a proteção das vacinas de condições adversas, como congelamento, calor, alterações do ph. Também são utilizados para formar volume, quando a vacina contém quantidades mínimas de imunógenos como, por exemplo, a vacina contra o Haemophilus influenzae tipo b, que contém apenas 10 mcg do antígeno PRP. Os estabilizantes mais utilizados são açúcares (sacarose e lactose), proteínas derivadas de animais (gelatina porcina ou bovina) ou de humanos (soroalbumina humana), tampões (fosfato) e sais (NaCl). As proteínas de alto peso molecular, como gelatina parcialmente hidrolisada, apresentam maior risco de desencadear reações de hipersensibilidade. Adjuvantes - são substâncias que aumentam a resposta imune de vacinas que contêm micro-organismos inativados ou seus componentes (como, por exemplo, os toxóides tetânico e diftérico). Não são utilizados em vacinas que contêm micro-organismos vivos. Os sais de alumínio são os adjuvantes mais utilizados e podem ser utilizados de forma isolada (hidróxido de alumínio, fosfato de alumínio, sulfato potássico de 31 alumínio) ou mista. Os adjuvantes podem causar eventos adversos locais, como formação de granuloma. Manifestações alérgicas podem ocorrer se a pessoa vacinada for sensível a um ou mais dos componentes das vacinas. Origem dos produtos - laboratórios nacionais e internacionais fornecem as vacinas para o país. Embora a maioria dos produtos seja obtida a partir de cepas iniciais padronizadas provenientes de instituições de referência da Organização Mundial da Saúde OMS, e os meios ou células de cultura também estejam padronizadas, existem particularidades no processo de produção de cada laboratório, ou mesmo substâncias químicas acessórias (adjuvantes; conservantes; estabilizantes ou outras), que podem ser diferentes. Estes fatores eventualmente contribuem para que as vacinas variem discretamente no aspecto (presença de floculação) ou coloração (exemplo: vacina tríplice viral contra o sarampo, a caxumba e a rubéola - que, após reconstituição, por vezes apresenta-se com tonalidades que vão do róseo ao amarelo).
7 7 Controle de qualidade - realizado pelo laboratório produtor, deve obedecer a critérios padronizados estabelecidos pela OMS. Os lotes vacinais, após aprovação nos 4 testes de controle do laboratório produtor, são submetidos a análise pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde - INCQS, do Ministério da Saúde. Depois, a vacina é liberada para uso, garantindo a segurança, a potência adequada e a estabilidade do produto final. Conservação - os imunobiológicos devem ser mantidos em temperatura adequada. Devem ser conservados fora do congelador, em temperaturas entre +2º e +8º. É importante que Nas Unidades de Saúde as geladeiras sejam mantidas com temperaturas de +5º C. ASSOCIAÇÃO DE VACINAS A administração de vários agentes imunizantes em um mesmo atendimento é conduta indicada e econômica que, além de facilitar a operacionalização do esquema, permite, num reduzido número de contatos da pessoa com o serviço de saúde, imunizar contra um maior número de doenças. No caso de vacinas utilizadas no Programa, as associações possíveis não aumentaram a ocorrência de evento adverso, não comprometem o poder imunogênico que cada agente possui quando administrado individualmente e nem sobrecarrega o sistema imunológico. A associação de vacinas pode ser: Vacinação combinada: quando dois ou mais agentes são administrados em uma mesma preparação. Exemplos: vacina tríplice bacteriana (DTP, contra difteria, tétano e pertrussis); tríplice viral (contra o sarampo, caxumba e rubéola). Vacinação simultânea: quando várias vacinas são administradas em diferentes locais ou por diferentes vias. Assim, em um mesmo atendimento podem ser aplicadas simultaneamente as vacinas: - DTP-Hib e hepatite B ou a pentavalente pela via intramuscular; - poliomielite pela via oral; - BCG (intradérmica). * Quando não for possível a administração simultânea de vacinas em um mesmo atendimento pode ser necessário respeitar intervalos mínimos entre as aplicações.
8 8 INTERVALOS RECOMENDADOS ENTRE AS DOSES DE VACINAS QUE CONTÊM VÍRUS VIVO ATENUADO E VACINAS QUE NÃO CONTÊM VÍRUS VIVO ATENUADO Vírus Inativado, DNA e produtos de vírus ou bactérias Vírus vivo atenuado Vírus vivo atenuado Tipo de antígeno Vírus inativo, DNA e produtos Inativado, DNA e produtos de vírus ou bactérias Vírus vivo atenuado Não podem ser administradas no mesmo dia. Deve ser dado um intervalo de 30 dias entre as vacinas. Intervalo entre as doses Nenhum Nenhum Depende dos antígenos. Ideal a vacinação simultânea. EXCEÇÕES Tríplice viral (SRC) e febre amarela. (*) Observações Podem ser administradas simultaneamente ou com qualquer intervalo entre as doses. Podem ser administradas simultaneamente ou com qualquer intervalo entre as doses. Pólio e rotavírus na rotina. SCR e varicela Febre amarela e varicela Poliomielite e demais vacinas atenuadas e rotavírus durante campanhas. Recomenda-se vacinação simultânea. Caso não seja possível adotar intervalo de 30 dias entre as doses. Nenhum intervalo. Pneumocócica 10 valente (conjugada) e febre amarela. (**) Fonte: Manual de Vigilância dos Eventos Adversos à Vacinação. Ministério da Saúde. (*) Atualmente não se recomenda mais administrar SCR e FA, pelo prejuízo na resposta imunológica referente ao componente rubéola da SCR e, também, para FA. Fato que pode gerar a formação de bolsões de susceptíveis para rubéola e febre amarela. (**) Com relação à pneumo 10V e FA o prejuízo na resposta refere-se à FA. SITUAÇÕES ESPECIAIS Surtos ou epidemias: na vigência de surto ou epidemia de doenças abrangidas pelo Programa podem ser desencadeadas medidas de controle, tais como vacinação em massa da população alvo (exemplo: Estado, Município, Creches, etc) e que não precisam estar implícitas na Norma de Vacinação (exemplos: extensão da faixa etária, doses de reforço e outras).
9 9 Campanha e/ou intensificação de vacinação: são estratégicas que visam o controle de doenças de maneira intensiva ou a extensão da cobertura vacinal para complementação do serviço de rotina. Na campanha e na intensificação, as orientações para execução de vacinação são adequadas à estratégia em questão e também não necessitam estar prescritas na Norma de Vacinação. Vacinação do escolar/estudante: a frequência à escola permite a atualização do esquema vacinal de crianças, adolescentes e adultos. Neste sentido, o momento do ingresso representa uma oportunidade estratégica pra essa atualização. Infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) Atenção especial deve ser dada às vacinas com micro-organismos vivos. Crianças infectadas, reconhecidas por meio de provas sorológicas positivas, ou doentes com Aids têm contra-indicação para a vacina BCG. A vacina oral rotavírus pode ser administrada em crianças expostas à transmissão vertical do HIV e às infectadas assintomáticas, respeitando-se a faixa etária recomendada para a primeira e segunda dose. A vacina SCR não deve ser administrada em crianças com sintomatologia grave (categoria C) ou imunodepressão grave (categoria imunológica 3); caso já tenham recebido duas doses, não há necessidade de dose adicional. A vacina febre amarela pode ser indicada levando-se em conta a avaliação clínico-imunológica do paciente e a situação epidemiológica local. Recomenda-se preferencialmente a utilização da vacina injetável poliomielite. INFORMAÇÕES IMPORTANTES DAS ÚLTIMAS TRÊS DÉCADAS A varíola foi erradicada em 1973; Em 1980 iniciaram se as campanhas nacionais de vacinação; O Brasil em 1988 rumou para a erradicação da Poliomielite, sendo o último caso em Souza na Paraíba no ano de 1989 e recebendo o certificado em 1994 pela OMS; Em 1992 foi iniciado o plano de erradicação do Sarampo; Em 1993 foi implantado os CRIES; Em 1997/98 implantado para menores de um ano a vacina de Hepatite B;
10 10 Em 1998 implantada a vacina Tríplice Viral para menores de 12 anos; Em 1999 implantado a vacina HIB para menores de dois anos com ampliação de faixa etária ano a ano até menores de cinco anos em 2002; Em 1999 começa a campanha nacional contra a gripe para Idosos; Em 2002 implantado a Tetra hib para menores de 01 ano; Em 2002 implantou se como rotina Tríplice Viral para MIF de 12 até 49 anos; Em 2003 foi ampliado a faixa etária da Hepatite B de 0 a < de 20 anos de idade; Em 2006 implantado a Rotavírus; Em 2010 implantado a Pneumo 10; Em 2010 realizado a primeira campanha do H1N1; Em 2011 implantado a vacina Meningo c; Em 2012 ampliado a vacinação de hepatite B até 29 anos; Em 2012 implantado a vacina Penta para < de 1 ano; Em 2012 implantado a vacina VIP com esquema sequenciado com a VOP; Em 2013 ampliado a vacinação de hepatite B até 49 anos; Em 2013 implantado a vacina Tetra Viral para crianças de 15 meses de vida; Em 2014 implantado a vacina HPV para meninas de 11 a 13 anos de vida; Em 2014 implantado a vacina Hepatite A para > de 1 ano a < 2 anos (Agosto); Em 2014 implantado a vacina DTPa para gestantes e profissionais das maternidades(novembro). SISTEMA IMUNOLÓGICO Definição: Conjunto de células de defesa do corpo humano. Antígeno: Conjunto ou produto de um agente capaz de estimular a formação de anti- corpos específicos. Ex: Vacinas.
11 11 Anti-corpo: Soros: Substância natural produzida pelo organismo exposto a um antígeno específico no sentido de combater o agente infeccioso invasor, neutralizando os e dando resposta imunológica específica. São substâncias produzidas em laboratório onde os anticorpos já estão formados. Vacinas: Preparação contendo microorganismos vivos ou mortos ou suas frações, possuidoras de propriedades antigênicas, com a finalidade de induzir a formação de anticorpos. Poder Imunizante: Poder de conferir imunidade. Dose Imunizante: Poder de produzir imunidade. 1ª. DOSE Estimula 2ª. DOSE Produz anticorpos 3ª. DOSE Resposta imunológica eficaz Reforço Reativação da memória imunológica TIPOS DE IMUNIDADE INESPECÍFICA: Suor, pêlos, lágrimas, etc. ESPECÍFICA: Ativa Natural (Doença) Artificial (Vacina) Passiva Natural (Leite materno) Artificial (Soros) TIPOS DE SOROS Homólogos São produzidos através do plasma da mesma espécie. Extraído do plasma de doadores submetidos à imunização ativa; Heterólogos São produzidos através do plasma de outras espécies. Animais hiper imunizados: SAT, SAR.
12 12 CADEIA EPIDEMIOLÓGICA 2 Reservatório 3 Porta de Saída 1 Agente Causal Específico 4 Modo de Transmissão 6 Susceptibilidade Porta de entrada C A S O S U S P E IT O D E S A R A M P O / R U B É O L A N O T IF IC A R IM E D IA T A M E N T E A S M S IN V E S T IG A R E M A T É 4 8 H O R A S C O L E T A R S A N G U E N O P R IM E IR O C O N T A T O C O M O P A C IE N T E B L O Q U E IO V A C IN A L N O S C O N T A T O S S U S C E P T ÍV E IS
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