Solubilidade por Radicais

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Transcrição:

META: Apresentar o critério de solubilidade por radicais de Galois para equações algébricas. AULA 15 OBJETIVOS: Ao final da aula o aluno deverá ser capaz de: Enunciar o critério de Galois. Exibir uma quíntica não solúvel por radicais. PRÉ-REQUISITOS Aula 14, teorema de Cauchy sobre p-grupos, grupos de permutações e o uso de derivadas para construção de Gráficos de funções.

15.1 Introdução A expressão x = b ± b 2 4ac 2a é bastante conhecida por você. É a fórmula para a solução da equação quadrática ax 2 +bx+c =0sobre os reais (poderia ser sobre corpos de característica 2). Embora muito menos conhecidas, existem fórmulas análogas para a solução de equações algébricas de grau 3 e 4. A analogia consiste em que tais fórmulas envolvem somente as operações definidas sobre um corpo (adição, subtração, multiplicação e divisão) e extração de raízes. Equações assim resolvidas (por meio de fórmulas envolvendo radicais e operações elementares no corpo) ficaram conhecidas por equações solúveis por radicais e o processo, bem como o problema de determinar tais soluções, foi chamado solubilidade por radicais. A disparidade entre a simplicidade para obtenção da fórmula para equações quadráticas e a engenhosidade e complexidade para solubilidade das equações cúbicas e quárticas instigou matemáticos de várias gerações. De 1600 A.C. à 1771. O problema tornou-se ainda mais instigante quando Ruffini e Abel exibiram independentemente quínticas (equações algébricas de grau 5) não solúveis por radicais. Isto foi em torno de 1820. Extinguia-se o sonho de se obter fórmulas radicais para resolver uma equação algébrica geral de grau n. O balde de água fria jogado por Abel e Ruffini no problema da solubilidade de equações algébricas não foi suficiente para fazer os matemáticos desistirem completamente do problema. Muito pelo contrário, apenas tornou o problema ainda mais desafiador: saber se uma dada equação algébrica de grau n 5 seria ou não solúvel por radicais. Por volta de 1830, Évarist Galois(1811-1832) resolveu 202

Estruturas Algébricas II por completo o problema exibindo seu critério de solubilidade. AULA 15 15.2 Grupos Solúveis 15.2.1 Definição Um grupo G é dito solúvel se existe uma cadeia de subgrupos G = G 0 G 1 G 2 G n 1 G n = {e} na qual cada G i é um subgrupo normal do grupo precedente G i 1 e o grupo quociente G i 1 /G i é abeliano. 15.2.2 Exemplos 1. Todo grupo abeliano G é solúvel, pois G {e} satisfaz as condições requeridas. 2. S 3 é solúvel. De fato, < (123) > é um subgrupo normal de G de ordem 3 (verifique!) e a cadeia S 3 < (123) > {e} é tal que S 3 /<(123) > é abeliano (ordem 2) e < (123) > /{e} =< (123) > é abeliano (grupo cíclico). 3. Seja F um corpo de característica zero e ω uma raiz primitiva da unidade. A extensão K = F (ζ) é o corpo de raízes do polinômio x n 1, logo normal. Desde que F tem característica zero, K é separável sobre F. Então, K é de Galois sobre F. O grupo de Galois Gal F K é solúvel. De fato, quaisquer que sejam σ, τ Gal F K, σ(ζ) e τ(ζ) são raízes de x n 1, logo são potências de ζ (ζ é raiz primitiva!). Assim, σ τ(ζ) =σ(τ(ζ)) = σ(ζ r )=σ(ζ) r =(ζ s ) r = ζ rs 203

τ σ(ζ) =τ(σ(ζ)) = τ(ζ s )=τ(ζ) s =(ζ r ) s = ζ rs donde σ τ = τ σ. Então, Gal F K é abeliano, logo solúvel. 15.2.3 Fatos 1. S n não é solúvel para n 5. 2. Imagem homomórfica de um grupo solúvel é solúvel. 15.3 Extensões Radicais 15.3.1 Definição Um corpo K é dito ser uma extensão radical de um corpo F se existe uma cadeia de corpos F = F 0 F 1 F 2 F r = K na qual para cada i =1, 2,...,r, tem-se F i = F i 1 (α i ) com αi m F i 1 para algum inteiro m. 15.3.2 Exemplos 1. Toda extensão quadrática (grau dois) é radical. (Atividade) 2. Q( 5, 7 1 2, 7 1+ 2) é extensão normal de Q. 15.3.3 Fatos 1. Seja F, E, L corpos de característica zero com F E L = E(α) e α k E. SeL é finita sobre F e E é normal sobre F, então existe uma extensão M de L que é radical sobre E e normal sobre F. 204

Estruturas Algébricas II 2. Seja F um corpo de característica zero e f(x) F [x]. Se f(x) =0é solúvel por radicais, então existe uma extensão radical normal de F contendo um corpo de raízes de f(x). AULA 15 15.4 O Critério de Solubilidade de Galois Seja F um corpo de característica zero e f(x) F [x]. Então, f(x) é solúvel por radicais o grupo de Galois de f(x) é solúvel. A prova deste resultado é parte de um curso de pós-graduação. Para o que precisaremos na próxima seção segue um esboço para a prova da condição necessária. 1. Existe uma extensão normal radical K de F contendo SF F (f(x)) (Fato 2). 2. SF F (f(x)) é normal sobre F. (Caracterização de extensões normais via corpos de raízes) 3. Gal F SF E (f(x)) é solúvel. OBS 15.1. O último item no esboço da prova acima admite a seguinte generalização: Seja K uma extensão radical normal de F,ambosde característica zero. Então, Gal F E é solúvel para todo corpo intermediário E normal sobre F. 205

15.5 Uma quíntica não solúvel por radicais O grupo de galois do polinômio f(x) =2x 5 10x +5 Q[x] é isomorfo à S 5, não solúvel. Consequentemente, a equação f(x) =2x 5 10x +5=0 não é solúvel por radicais. Deste modo, Não existe uma fórmula envolvendo somente as operações definidas no corpo e extração de raízes para a solução de uma equação algébrica geral de grau 5. Para ver que Gal F (f(x)) é isomorfo à S 5 siga os seguintes passos: 1. Usando a técnica de derivadas aprendida no cálculo I, mostre que ±1 são os pontos críticos (reais) de f(x) =0. 2. Pelo uso da segunda derivada, mostre que f(x) =0admite um único máximo relativo em x = 1, um único mínimo relativo em x =1e um ponto de inflexão em x =0.(Esboce o gráfico) 3. Conclua que a equação f(x) = 0 admite exatamente três raízes reais distintas. Use o teorema do valor médio para funções contínuas. 4. Mostre que f(x) é irredutível em Q[x]. 5. Sabemos que Gal Q SF Q (f(x))=[sf Q (f(x)) : Q] (Teorema fundamental da teoria de Galois). 6. Se α é qualquer raiz de f(x) então m α,q (x) =f(x). Logo, 206

[Q(α) :Q] =5. Assim, Estruturas Algébricas II AULA 15 Gal Q SF Q (f(x)) = [SF Q (f(x)) : Q] = [SF Q (f(x)) : Q(α)][Q(α) :Q] = 5[SF Q (f(x)) : Q(α)] Então, 5 é primo e divide a ordem do grupo Gal Q SF Q (f(x)). Pelo teorema de Cauchy, Gal Q SF Q (f(x)) admite um subgrupo cíclico de ordem 5 (ou elemento de ordem 5). 7. O grupo de Galois, considerado como um grupo de permutações das raízes de f(x), é um subgrupo de S 5. Os único elementos de S 5 de ordem 5 são os 5-ciclos. Então, Gal Q SF Q (f(x)) é um subgrupo de S 5 contendo um 5-ciclo. 8. O isomorfismo conjugação em C induz um automorfismo em SF Q (f(x)) intercalando as duas únicas raízes complexas de f(x) e fixando as outras três raízes reais. Este automorfismo como um elemento de Gal Q SF Q (f(x)) é uma transposição. 9. Deste modo, Gal Q SF Q (f(x)) é um subgrupo de S 5 contendo uma transposição e um 5-ciclo. Logo, Gal Q SF Q (f(x)) = S 5 (Atividade). Prezado aluno, chegamos ao final do curso. É compreensível o cansaço ocasionado pelo enorme esforço dispendido para chegarmos até aqui. Mas, o deleite da aprendizagem na matemática é proporcional ao quanto não trivial for o que estivermos aprendendo. Fatos não triviais não são por acaso e sua compreensão requer dedicação e perseverança. Eis o que torna a matemática um conhecimento de poucos. 207

15.6 Conclusão O critério de solubilidade de Galois resolveu um problema milenar. Somente isto já seria suficiente para tornar seu critério uma das soluções mais importantes da história da matemática. Mas, a maior importância deste critério consiste no uso de uma estrutura abstrata (grupos) para resolver um problema sem nenhuma conexão aparente. Isto não somente evidenciou o potencial da álgebra para solução de problemas mas iniciou uma nova era na matemática chamada moderna. RESUMO Grupos Solúveis Um grupo G é dito solúvel se existe uma cadeia de subgrupos G = G 0 G 1 G 2 G n 1 G n = {e} na qual cada G i é um subgrupo normal do grupo precedente G i 1 e o grupo quociente G i 1 /G i é abeliano. Não existe uma fórmula envolvendo somente as operações definidas no corpo e extração de raízes para a solução de uma equação algébrica geral de grau 5 Extensões Radicais Um corpo K é dito ser uma extensão radical de um corpo F se existe uma cadeia de corpos F = F 0 F 1 F 2 F r = K 208

Estruturas Algébricas II na qual para cada i =1, 2,...,r, tem-se F i = F i 1 (α i ) com αi m F i 1 para algum inteiro m. AULA 15 Critério de Solubilidade de Galois Seja F um corpo de característica zero e f(x) F [x]. Então, f(x) é solúvel por radicais o grupo de Galois de f(x) é solúvel. A quíntica 2x 5 10x +5 Q[x] não é solúvel por radicais. ATIVIDADES ATIV. 15.1. Faça uma pesquisa sobre as fórmulas envolvendo radicais para uma equação cúbica. Use seus resultados para determinar as raízes da equação x 3 +3x +2=0. ATIV. 15.2. Mostre que toda extensão radical é finita. ATIV. 15.3. Mostre que toda extensão quadrática é radical. ATIV. 15.4. Mostre que o corpo Q( 5, 7 1 2, 7 1+ 2) é uma extensão radical de Q. ATIV. 15.5. Seja H um subgrupo de S 5.SeHcontém um 5-ciclo e uma transposição então H = S 5. ATIV. 15.6. Use os passos para mostrar a não solubilidade por radicais da quíntica exibida no texto e construa uma outra quíntica não solúvel por radicais. 209

LEITURA COMPLEMENTAR DUMMIT, David S., FOOTE, Richard M. Abstract Algebra. John Wiley and Sons, 3.ed., USA, 2004. GONÇALVES, Adilson, Introdução à álgebra, IMPA, Projeto Euclides, 5.ed., Rio de Janeiro, 2008. HUNGERFORD, Thomas W., Abstract algebra: an introduction, Saunders College Publishing, 1990. STEWART, Ian. Galois Theory, Chapman & Hall, 3.ed, 2004. 210