GIRS: Gerência Integrada de Redes e Serviços



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Transcrição:

GIRS: Gerência Integrada de Redes e Serviços Este Tutorial apresenta os conceitos básicos de Gerência Integrada de Redes e Serviços (GIRS) como defina pela UIT sob o título de TMN(Telecommunications Management Network). José Antonio Dias Engenheiro de telecomunicações formado na UFF, pós-graduado em Sistema, professor do MBA da FGV, possui grande experiência no mercado de telecomunicações e é especialista em Gerência de Redes e Serviços e ambiente de Billing. Atualmente trabalha na Unisys do Brasil Ltda. Duração: 15 minutos Publicado em: 13/12/2002 www.teleco.com.br 1

GIRS: Introdução Até bem pouco tempo e mesmo depois da privatização da Telebrás, a palavra competição ainda representava um cenário a ser vivido. Essa perspectiva foi fortemente influenciada pelo modelo de privatização adotado no Brasil que fez com que as empresas entrantes tivessem grandes dificuldades de se consolidar. Podemos verificar a atual posição das operadoras de telefonia fixa que pertenciam à Telebrás contra as espelhos, cuja relação de clientes é praticamente 10 para 1. No caso das operadoras móveis essa relação é menor, mas ainda assim é significativamente favorável as empresas da banda A. A pergunta é: Como uma empresa pode melhorar esta relação? Evidentemente a resposta é: oferta de serviços que incentive o cliente ao uso, qualidade do serviço oferecido, boa imagem perante o público, preços e vantagens, qualificação de investimentos, baixos custos operacionais e receita otimizada. Com essa resposta surge uma outra pergunta: E como fazer? Para essa pergunta a resposta é muito mais longa, porém ela passa obrigatoriamente por três caminhos: criatividade, integração e controle. Redes de Telecomunicações O passado mais recente das telecomunicações no Brasil era de uma rede puramente de voz a qual tinha a companhia de uma rede de dados(determinística e de pacotes), que conviviam separadamente devido às tecnologias existentes. Depois surgiram as tecnologias celulares e mais recentemente a tecnologia IP/VoIP. Todas essas redes têm suas formas próprias de operar, cálculos de capacidades diferentes, gerenciamento diferenciado, ofertas de serviços distintos e qualidades de serviços também distintos, por mais tênues que sejam. Por outro lado estão aparecendo algumas novidades, com nomes que expressam preocupações: NGN(Next Generation Network), Redes Convergentes etc. Esses nomes a bem da verdade preocupam pela sua complexidade de OPERAÇÃO, mas traz esperanças no tocante a oferta de novos serviços. Sob o ponto de vista de Operação as empresas contam com os Sistemas de Gerência de Rede que é a ferramenta vital para a consolidação de uma posição estratégica neste mercado. Neste ponto somos radicais NÃO HÁ CONDIÇÕES DE ADMINISTRAR UMA EMPRESA DE TELECOMUNICAÇÕES SEM A EXISTÊNCIA DE UM SISTEMA DE GERENCIA INTEGRADA DE REDE. Mesmo quando se trata de uma rede de voz comportada existe uma complexidade que envolve toda a empresa, pois a gerência de rede influi em todas as áreas da operadora e não so na área de operações. www.teleco.com.br 2

GIRS: O que é? A gerência integrada de rede teve a sua organização física e funcional definida no ITU-T(International Telecommunications Union-Telecommunications Standardization Section), sob o título de TMN(Telecommunications Management Network) e possui uma recomendação básica com o título de Recomendação 3010. No Brasil são usados os termos: Gerência de Redes ou Gerência Integrada de Redes e Serviços(GIRS). Optaremos pelo segundo pois é mais abrangente. Os padrões definidos para a Gerência de Rede e Serviços referem-se a um modelo de Arquitetura Funcional e interfaces. A GIRS representa um conjunto de sistemas necessários ao suporte ao gerenciamento da rede de telecomunicações e aos seus serviços, incluindo-se as atividades de projeto, planejamento, provisionamento, instalação, manutenção, operação, administração e logística. A figura acima mostra o relacionamento da GIRS com a rede de telecomunicações. www.teleco.com.br 3

GIRS: Arquitetura O conceito da GIRS é de uma estrutura organizada para interconexão entre sistemas de gerência e equipamentos de telecomunicações, cujo objetivo é a troca de informações de gerenciamento através de interfaces padronizadas, com protocolos e mensagens bem definidos. A GIRS permite a uma empresa operadora a possibilidade de receber, localizar e corrigir problemas de falhas em equipamentos, controle do tráfego telefônico, provisionamento de recursos e serviços, controle de segurança, faturamento e qualidade do serviço, entre outras atividades, através de uma Gerência Centralizada. Este sistema permitirá solucionar problemas de falhas com grande velocidade, muitas vezes através de envio de comandos remotos, controlar todo o fluxo de tráfego na rede podendo fazer re-roteamento e/ou restrição de tráfego, bem como controlar a qualidade do serviço. O modelo GIRS é dividido, didaticamente, em três arquiteturas: Arquitetura Funcional Trata das funcionalidades de seus componentes e fornece os meios para o transporte e o processamento das informações relacionadas ao gerenciamento da rede de telecomunicações. Arquitetura da Informação Permite que as informações trocadas pelos sistemas de gerência seja estruturada como objetos gerenciados, os quais suportam as funcionalidades de gerência e representam os recursos da rede de telecomunicações em termos de dados e funções. Arquitetura Física É a parte que permite a implementação física de uma rede de gerência de acordo com o modelo do ITU-T. A figura abaixo apresenta uma arquitetura física. www.teleco.com.br 4

Blocos Funcionais da Arquitetura Física Os blocos funcionais que fazem parte dessa arquitetura física são: OS Sistemas de Operação DCN Redes de Comunicação de Dados MD Dispositivo de Mediação NE Elementos de Rede QA Adaptador Q WS Estações de Trabalho Qx/3 interfaces X/F interfaces responsáveis pelo recebimento e processamento das informações de gerência a fim de monitorar, coordenar ou controlar as atividades das redes e dos serviços de telecomunicações responsável de transportar de modo seguro, as informações entre os diversos elementos da GIRS. responsável por viabilizar o fluxo de informações entre os elementos de rede(ne) e os sistemas de gerência (OS) de forma a garantir a interoperabilidade. representam equipamentos ou agrupamento de equipamentos que possuem ou não interfaces padronizadas. viabiliza a conexão de equipamentos não padronizados à rede. é o meio de comunicação entre um usuário/operador têm acesso aos recursos da GIRS. permitem garantir a interconectividade dos dispositivos conectados. Além disso existem os protocolos padronizados e que são utilizados para garantir a integridade das informações nas transações entre sistemas. www.teleco.com.br 5

GIRS: Camadas de Gerência A estrutura da GIRS está dividida em Camadas visando a minimização da complexidade natural da gerência em um empresa prestadora de serviços de telecomunicações. Essas camadas estão conceitualmente divididas em: Camada de Elemento de Rede Representa o nível mais baixo da gerência de rede e corresponde aos componentes físicos da rede, tais como: equipamentos e recursos de rede. Camada de Gerência de Elemento de Rede É composta por sistemas relacionados diretamente às atividades de gerenciamento dos elementos de rede(ne) as quais são: supervisão, monitoração do estado de funcionamento, controle dos sistemas de coleta, de desempenho e de bilhetagem. Esse nível de camada pode estar associado a um equipamento, a um agrupamento de elementos, a uma região de operações ou outras sub-divisões organizacionais existentes em uma empresa operadora. Camada de Gerência de Rede Essa camada é a principal no tocante ao gerenciamento da rede pois pode gerenciar: elementos de rede, grupamento de elementos de rede, sub-redes ou redes, isto é, permite uma visão sistêmica de todas a rede da empresa operadora. Como exemplo podemos citar a gerência de toda a rede de telefonia móvel de uma empresa celular. Como elemento figurativo, para uma melhor compreensão podemos visualizar uma situação do tráfego de carros em uma cidade quando estiver se configurando um grande congestionamento no qual tem um guarda tentando solucionar o problema em uma localidade(gerência de elemento de rede) e recebe a ajuda de um helicóptero que tem a visão de uma área mais ampla onde atuam outros guardas. www.teleco.com.br 6

O helicóptero é a figura da Gerência de Rede, pois pode enviar instruções para vários guardas tendo como base toda a visão do problema. Camada de Gerência de Serviço É responsável por gerenciar os níveis de serviços prestados ao cliente, bem como previsão, modificação e interrupção de serviços, além de toda a relação com clientes e outros níveis administrativos. Os seus principais sistemas são: operação, administração e manutenção de serviços, cadastro de usuários, relacionamento com o cliente, provisionamento de serviços e informações sobre faturamento. Camada de Gerência de Negócio Trata do negócio que e a atividade fim da empresa que vem a garantir a sua missão. Essa camada permite, através dos seus dados, a definição dos planos de empresa, dos planos de marketing, pesquisa de mercado e busca de novos negócios. www.teleco.com.br 7

GIRS: Serviços e Funções Um serviço de gerência é considerado como uma área de atividade de gerenciamento que fornece suporte à Operação, Administração, Manutenção e Provisionamento(OAM&P) de uma rede gerenciada, descrito a partir da percepção do usuário dos requisitos funcionais. Dentre os Serviços de Gerência, citados na Recomendação M.3200 do ITU-T, estão: Administração do cliente Gerência de Tráfego Administração de tarifação e cobrança Gerência da Rede de Transporte Gerência de Comutação Administração da QoS (Quality of Service) Desempenho da Rede Gerência SS#7 Gerência da Força de Trabalho Gerência de Materiais, dentre outros. As Funções de Gerência estão organizadas segundo a utilização das áreas funcionais: Gerência de Desempenho realiza a avaliação do funcionamento dos equipamentos de telecomunicações(ne) e o estado operacional da rede e seus componentes. Gerência de Falhas permite a detecção, reconhecimento, isolamento e correção dos eventos de falhas que indicam operações anormais de equipamentos, redes ou sistemas. Gerência de Configuração realiza as funções de controle, identificação, coleta e alimentação de dados para os elementos de rede(ne) e viceversa. Gerência de Contabilização viabiliza a medição do uso dos serviços e recursos da rede e envia os dados coletados para os sistemas de billing. Gerência de Segurança permite a prevenção, controle e detecção do uso improprio de recursos de rede e sistemas. www.teleco.com.br 8

GIRS: Considerações Finais Os Desafios da Gerência de Rede em uma Rede Convergente No passado a Gerência de Rede tratava separadamente o tráfego de voz e de dados, os quais apesar dos seus problemas operacionais, eram de certa forma tranqüilos pois o comportamento dessas redes eram conhecidos. Apesar disso, faltava uma cultura de gerenciamento de rede, investimentos, controle de processos e ferramentas disponíveis. Desta forma as perdas por um gerenciamento inadequado eram grandes pois as empresas não percebiam a Gerência de Rede como uma ferramenta importante do negócio. Fazer gerenciamento a qualquer custo não é um bom negócio, desenvolver planejamento e projetos sem dados bons pode representar gastos com aquisições desnecessárias, desenvolver campanhas de Marketing sem conhecer a possibilidade de sucesso sob o ponto de vista operacional é temeroso e discutir negócio sem base sólidas de dados não é o melhor caminho. Anteriormente o gerenciamento da rede era muito focado em ações reativas, isto é se existia um alarme na Rede, procurava-se solucioná-lo, se ocorria congestionamento de tráfego idem. Ocorre que a Gerência de Rede como dito anteriormente, influi em toda a empresa pois entre outras funções ela coleta, trata e disponibiliza dados/informações para ela mesma, para a área de Projeto, Planejamento, Billing, Marketing e Negócio. Poderemos perceber a complexidade de gerenciamento e o que ela pode trazer de queda nos custos operacionais de uma operadora através de um simples exemplo. Algumas vezes ocorre um alarme na rede, o qual espalha-se provocando outros alarmes em função das suas interdependências. Isto é um alarme provoca outro alarme em cadeia. Devemos perceber que a topologia de uma rede de telecomunicações nos mostra variadas formas de interdependências entre sistemas. Assim, quando a operadora não possui no seu sistema de gerência de rede uma ferramenta de Correlação de Alarmes, a qual consegue detectar a causa raiz daquela série de alarmes, o que acontecerá é o despacho de várias Ordens de Serviço para várias localidades cujo problema não está sob o seu controle. Como resultado teremos: tempo excessivo para solução do problema,utilização de mão de obra e recursos desnecessários, frustração com o resultado, desconforto entre equipes, perda de tráfego em alguns casos e mal serviço prestado aos assinantes. Imaginem quanto custaria uma ocorrência deste tipo. A bem da verdade isso acontece hoje em todos os dias. Acontece, que a situação vem se tornando cada vez mais difícil, pois as redes estão cada vez mais complexas e as exigências cada vez maiores. Com a chegada cada vez mais próxima das Redes Convergentes, os antigos e atuais operadores, gerenciadores, projetistas e planejadores de redes terão que mudar os seus métodos de como fazer. Como exemplo podemos pensar nas antigas tabelas de tráfego telefônico e a sua aplicabilidade nos dias de hoje onde não se terá apenas tráfego de voz, mas também VoIP(voz sobre IP), dados, conteúdo etc. Deveremos jogar fora as tabelas de Erlangs? Como planejar o tráfego que irá cursar na rede, como controlar os dados menos determinísticos como falha, quais as novas métricas que terei que usar, como será o meu SLA(Service Level Agreement), como irei coletar os dados de billing, como irei cobrar, como o marketing irá oferecer serviços para os seus clientes? www.teleco.com.br 9

Tudo são perguntas que deverão ser respondidas. E urgentemente. Portanto as empresas operadoras terão de olhar para dentro de casa e iniciar imediatamente algumas ações que lhe permitirá seguir na direção do sucesso no atual ambiente cada vez mais competitivo: conhecer a tecnologia convergente que está chegando seja VoIP, NGN etc., rever o seu negocio redesenhar os seus processos, em especial os processos de gerência de rede pesquisar novos sistemas de gerência aplicáveis ao novo cenário estudar a melhor integração entre sistemas. A desintegração é a maior fonte de perdas e custos preparar equipes com bons conhecimentos em gerência de rede, na tecnologia de uso e em sistemas telefônicos preparar os gestores da rede para serem gestores de redes e de negócios OLHAR A GERÊNCIA DE REDE COMO UMA ÁREA DE LUCRO E NÃO COMO UMA ÁREA DE CUSTOS. Conclusão De qualquer forma as empresas operadoras de telecomunicações terão que se voltar para usar convenientemente os DADOS que coletam e tratam, transformando-os em INFORMAÇÃO e com mais algum trabalho transforma-los em INFORMAÇÕES INTELIGENTES. A cultura reinante atualmente é o uso de dados os quais são limitados pela sua própria natureza, algumas vezes o dado é suficiente por si só, mas nem sempre o são sem um tratamento e inclusão de outros dados. Por exemplo o dado 30 nada tem a me informar, mas se eu o complemento e informo que é 30 Erlangs, ele já me dá mais informação, se incluo 30 Erlangs em um Rota DDD, ele fica mais claro, se informo ainda que é 30 Erlangs na Rota RJ-SP, melhor ainda e por aí vai. O problema hoje é que as empresas têm muitos dados, mas poucas informações. Podemos usar as afirmações de um cronista esportivo, João Saldanha, que dizia: pênalti é tão importante que deveria ser batido pelo presidente do clube. Fazendo um paralelo, queremos aconselhar: INFORMAÇÃO É TÃO IMPORTANTE QUE UMA DIRETORIA DE INFORMAÇÃO (não é tecnologia da informação-ti) DEVERIA SER CRIADA E SER ALOCADA NA PRESIDÊNCIA DAS EMPRESAS. www.teleco.com.br 10

GIRS: Teste seu Entendimento 1) Assinale a alternativa correta. A GIRS é apenas um instrumento de marketing das operadoras. O modelo da GIRS é dividido em arquitetura funcional, da informação e física. O TMN ainda não foi padronizado pela UIT. A GIRS é aplicada apenas em redes de voz. 2) Assinale a alternativa errada. Desenvolvimento de equipamentos é uma função da Gerência de redes. A estrutura da GIRS está dividida em Camadas. Gerencia de configuração é uma função da Gerência de redes. Administração de tarifação e cobrança é um serviço de Gerência de redes. 3) Assinale o bloco funcional que não faz parte da arquitetura física da GIRS. DCN NT Qx/3 QA www.teleco.com.br 11