Simbolismo - autores e características

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Lista de Exercícios Aluno(a): Nº. Professor: Daniel Série: 2 ano Disciplina: Literatura Data da prova: 04/10/2014. P1-4 BIMESTRE Simbolismo - autores e características Leia com atenção o poema a seguir, em que o eu lírico descreve os sentimentos despertados por uma mulher. Dilacerações Ó carnes que eu amei sangrentamente, Ó volúpias letais e dolorosas, Essências de heliotropos e de rosas De essência morna, tropical, dolente... Carnes virgens e tépidas do Oriente Do Sonho e das Estrelas fabulosas, Carnes acerbas e maravilhosas, Tentadoras do sol intensamente... Passai, dilaceradas pelos zelos, Através dos profundos pesadelos Que me apunhalam de mortais horrores... Passai, passai, desfeitas em tormentos, Em lágrimas, em prantos, em lamentos, Em ais, em luto, em convulsões, em dores... Cruz e Sousa 01. O poema pode ser dividido em duas partes: os dois quartetos e os dois tercetos. O que é apresentado pelo eu lírico na primeira parte? E na segunda? 02. O texto trata do erotismo e de sua sublimação. Em que parte está tratado cada um desses temas? Justifique. 03. O poema apresenta uma associação comum na poesia simbolista: amor sensual e morte. Aponte as palavras ou expressões que estariam relacionadas ao amor e à morte. Aponte as palavras ou expressões que estariam relacionadas ao amor e à morte. 1

04. Explique por que o eu lírico afirma que as carnes estão "dilaceradas pelos zelos". 05. Qual é a natureza dos pesadelos e por que eles o apunhalam? 06. Nesses versos, o amor sensual é apresentado de forma negativa. Por quê? 07. O gosto pelo exotismo também marca a a poesia simbolista. No soneto, que elementos revelam essa característica dessa estética? 08. Como você interpreta o título do poema? Você vai ler a seguir um poema em prosa de Mallarmé, considerado o principal poeta simbolista francês, e um poema do simbolista brasileiro Pedro Kilkerry: Texto 1 Ele se deita no túmulo Sobre as cinzas dos astros, as indivisas da família, estava o pobre personagem, deitado, após haver bebido a gota de nada que falta ao mar. (O frasco vazio, visão, loucura, tudo o que resta do castelo? ) O Nada tendo partido, resta o castelo da pureza. Texto 2 Sobre um mar de rosas que arde Sobre um mar de rosas que arde Em ondas fulvas, distante, Erram meus olhos, diamante, Como as naus dentro da tarde. Asas no azul, melodias, E as horas são velas fluidas Da nau em que, oh! alma, descuidas Das esperanças tardias. 09.Em oposição aos limites do mundo físico e material, os simbolistas apreciam situações de viagem interior ou cósmica e buscam integração com astros e espaços materiais amplos, como o oceano, o céu, enfim tudo o que leve ao extravasamento e à transcendência do mundo real. Por vezes, chegam à transcendência mística ou religiosa. Identifique nos textos: a) uma referência a astros b) uma referência a espaços naturais amplos 2

10. Outros traços da linguagem simbolista são os estados contemplativos e a sondagem interior, manifestada no interesse pelas zonas profundas da mente (inconsciente e subconsciente), pelo sonho e pela loucura. Indique trechos que exemplifiquem essas tendências da poesia simbolista. 11. De modo geral, os simbolistas têm uma perspectiva niilista ( de nihil, "nada") da vida, isto é, uma visão pessimista, de aniquilamento. Em que trecho isso pode ser percebido? O texto a seguir é uma das melhores realizações da poesia filosófica de Cruz e Sousa. Observe o questionamento da razão e do fundamento da existência humana que nele é feito. Cavador do infinito Com a lâmpada do Sonho desce aflito E sobe aos mundos mais imponderáveis, Vai abafando as queixas implacáveis, Da alma o profundo e soluçado grito. Ãnsias, Desejos, tudo a fogo escrito Sente, em redor, nos astros inefáveis. Cava nas fundas eras insondáveis O cavador do trágico infinito. E quanto mais pelo Infinito cava Mais o Infinito se transforma em lava E o cavador se perde nas distâncias... Alto levanta a lâmpada do Sonho E com seu vulto pálido e tristonho Cava os abismos das eternas ânsias! O eu lírico do texto vive um drama existencial, representado pela ação de cavar o infinito. A propósito da primeira estrofe do soneto, responda: 12. Que verbos sugerem a ação de cavar? 13. Que instrumento o eu lírico utiliza para cavar o infinito? De acordo com o texto, o eu lírico, enquanto cava, abafa queixas e gritos da alma. Observe que, na escavação do infinito, o poeta refere-se a "Sonho", "Ânsias", "Desejos" e, na última estrofe, diz cavar os "abismos das eternas ânsias". 14. O que se supõe ser o "infinito" cavado? 15. O que provavelmente o eu lírico busca encontrar? 16. De acordo com a terceira estrofe, pode-se dizer que o eu lírico encontrou o que procura? 3

Releia a última estrofe e, com base nela, responda: 17. É possível afirmar que o processo de escavação terminou ou continua? Por quê? 18. Que sentimento acompanha o eu lírico nesse processo? Explique. As questões seguintes referem-se ao testo A catedral, de Alphonsus de Guimaraens (pág. 358 e 359). 19.No poema, o eu lírico refere-se à catedral de seu sonho. O seu aparecimento está associado a diferentes momentos do dia. Explique. 20. Como é caracterizada a catedral em cada um desses momentos? 21. Após cada estrofe mais longa, aparece um refrão. Qual a associação que nele se faz entre o sino da catedral e o eu lírico? 22. O eu lírico utiliza diferentes verbos para designar o dobre dos sinos. Quais são eles? O que eles sugerem no desenvolvimento do poema? 23. Releia: "E o sino chora em lúgubres responsos: Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!" As vogais fechadas utilizadas no refrão contribuem para a criação de uma atmosfera no poema. Caracterize essa atmosfera. 24. Há, também, uma gradação na caracterização do céu em que a "catedral ebúrnea" aparece ao eu lírico. Transcreva os adjetivos utilizados para caracterizá-lo. Explique de que maneira esses termos e sua associação a diferentes momentos do dia contribuem para intensificar a angústia do eu lírico. (Unesp-SP) As questões a seguir tomam por base um texto do poeta simbolista brasileiro Alphonsus de Guimaraens (1870-1921). Eras a sombra do poente Eras a sombra do poente Em calmarias bem calmas; E no ermo agreste, silente, Palmeira cheia de palmas. Eras a canção de outrora, Por entre nuvens de prece; Palidez que ao longe cora E beijo que aos lábios desce. Eras a harmonia esparsa Em violas e violoncelos: E como um vôo de garça 4

Em solitários castelos. Eras tudo, tudo quanto De suave esperança existe; Manto dos pobres e manto Com que as chagas me cobriste. Eras o Cordeiro, a Pomba, A crença que o amor renova... És agora a cruz que tomba À beira da tua cova. O texto em pauta, de Alphonsus de Guimaraens, apresenta nítidas características do simbolismo literário brasileiro. Releia-o com atenção e, a seguir, 25. Aponte duas características tipicamente simbolistas do poema. 26. Com base em elementos do texto, comprove sua resposta. (Unirio-RJ) Cantiga outonal Outono. As árvores pensando... Tristezas mórbidas no mar... O vento passa, brando, brando... E sinto medo, susto, quando Escuto o vento assim passar... Cecília Meireles 27. Apesar de modernista, a autora apresenta tendências de outro movimento literário, evidentes no texto. Que movimento é esse? Retire do texto uma passagem que justifique a sua resposta e, a seguir, cite a característica que ela apresenta. 28. (PUC-RS) Para responder à questão, analise as afirmativas que seguem, sobre o Simbolismo no Brasil. I. As imagens extremamente cuidadas expressam o rigor formal. II. A reação às concepções científicas encontra-se no cerne do movimento. III. Os poetas de maior expressão foram Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimaraens. IV. As imagens relacionadas à mitologia greco-latina são recorrentes no movimento. Pela análise das afirmativas, conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II b) I e IV c) II e III d) II,III e IV e) III e IV 5

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