Capítulo 1 Variáveis Elétricas



Documentos relacionados
Esta aula: Conceitos fundamentais: bipolos, tensão e corrente Geradores de tensão e de corrente Convenções Transferência de energia Resistores

Tensão, Corrente Elétrica e Resistência Elétrica

F-328 Física Geral III

ELETRICIDADE CAPÍTULO 1 VARIÁVEIS DE CIRCUITOS ELÉTRICOS

DEPARTAMENTO DE MECÂNICA PROF. JOSÉ EDUARDO. Grandezas. De base Derivada

Fundamentos de Física. Vitor Sencadas

Comprimento metro m Massa quilograma kg Tempo segundo s. Temperatura termodinâmica Kelvin K

Mecânica Técnica. Aula 1 Conceitos Fundamentais. Prof. MSc. Luiz Eduardo Miranda J. Rodrigues

MEF Ciências de Engenharia Química

INF Técnicas Digitais para Computação. Conceitos Básicos de Circuitos Elétricos. Aula 2

1.2. Grandezas Fundamentais e Sistemas de Unidades

PSI 2461 ELETRÔNICA DE CONTROLE INDUSTRIAL. Notas de apoio didático. Profs. Adnei Melges de Andrade e Octávio Ferreira Affonso

LEIS DE KIRCHHOFF EM CIRCUITOS DE CORRENTE CONTÍNUA

Em seguida são apresentadas as principais unidades do Sistema Internacional, com sua unidade e símbolo.

LEI DE OHM A R. SOLUÇÃO. Usando a lei de Ohm

ELEMENTOS DE CIRCUITOS

SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES (SI)

Modelagem do Transistor Bipolar

3 Unidades de Medida e o Sistema Internacional

Eletrotécnica AULA Nº 1 Introdução

Sistema Internacional de Unidades

Conceitos Básicos de Teoria dos Circuitos

Aparelhos de medida. São sete as unidades de base do SI, dimensionalmente independentes entre si, definidas para as

1 Unidades de medida: o Sistema Internacional (SI), notação científica e conversão de unidades p. 2

2 PROPRIEDADES ÓPTICAS

O que é um amplificador operacional?

Grandezas. Sistemas de Unidades. Sistemas de Unidades. Dimensões Unidades Medidas. Sistemas de Unidades. Sistemas de Unidades. Sistema Internacional

Coordenação de Semáforos

/augustofisicamelo. Menu. 01 Gerador elétrico (Introdução) 12 Associação de geradores em série

Corrente Elétrica. Professor Rodrigo Penna - - CHROMOS PRÉ-VESTIBULARES

Figuras: ALVARENGA, Beatriz, MÁXIMO, Antônio. Curso de Física-Vol. 1, Editora Scipione, 6a Ed. São Paulo (2005) Comprimento metro m

Avaliação da cadeira

PLASTOFLEX tintas e plásticos ltda. GUIA PARA CONSULTA

1 de 6 9/8/ :23. .: Unidades Legais de Medida :. O Sistema Internacional de Unidades - SI

Lei das Malhas (KVL) Lei dos Nós (KCL)

Critérios de divisibilidade em bases numéricas genéricas

Circuitos Elétricos. 1) Introducão. Revisão sobre elementos. Fontes independentes de tensão e corrente. Fonte Dependente

ELETRICIDADE 1. Aula 1 SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES

Ismael Rodrigues Silva Física-Matemática - UFSC. cel: (48)

Eletricidade 3 Questões do ENEM. 8. Campo Elétrico 11 Questões do ENEM 13. Energia Potencial Elétrica 15 Questões do ENEM 20

TABELAS ÚTEIS. Fontes: (c) 2012 Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO). Le Système international d unitès SI.

Probabilidade e Estatística. Correlação e Regressão Linear

GRANDEZAS ELÉTRICAS CONCEITOS BÁSICOS

Física. Introdução. Professor Alexei Muller.

AULÃO TERCEIRÃO. Mecânica Dinâmica, Forças Óptica geométrica - Espelhos Eletricidade Resistores, Geradores e Receptores

Física Geral. Grandezas Físicas

05/08/2014. Slides do livro FMCI - Professor Armando Albertazzi. Fundamentos da Metrologia Científica e Industrial - Capítulo 2 - (slide 2/41)

Sistema Internacional de Unidades de acordo com DL 238/94 (19/9), DR 2/95 (3/1) e DL 254/02 (22/11)

O Sistema Internacional de Unidades - SI

Eletricidade 3. Campo Elétrico 8. Energia Potencial Elétrica 10. Elementos de Um Circuito Elétrico 15. Elementos de Um Circuito Elétrico 20

Aula 7: Circuitos. Curso de Física Geral III F-328 1º semestre, 2014

2 - Análise de circuitos em corrente contínua

ANALISE DE CIRCUITOS EM CORRENTE CONTÍNUA

Aula 6: Corrente e resistência

O SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES - SI

Capítulo 9 Rotação de corpos rígidos

Exemplos de condutores: cobre, alumínio, ferro, grafite, etc. Exemplos de isolantes: vidro, mica, fenolite, borracha, porcelana, água pura, etc.

13. Oscilações Eletromagnéticas (baseado no Halliday, 4 a edição)

Capítulo 30: Indução e Indutância

2 Unidades de Medida e o Sistema Internacional

Sempre que surgir uma dúvida quanto à utilização de um instrumento ou componente, o aluno deverá consultar o professor para esclarecimentos.

Múltiplos e submúltiplos

Capítulo 26: Corrente e Resistência

OFICINA DE UNIDADES DE MEDIDA

Eletricidade Aplicada

A Estrutura Metrológica Nacional e Internacional. O Sistema Internacional de Unidades (SI) Definições e Terminologia

ELETRICIDADE E MAGNETISMO

O Sistema Internacional de Unidades

Sistema Internacional de Unidades (SI) e Medida

2 Unidades de Medida e o Sistema Internacional

Resoluções dos testes propostos

DETROIT Circular informativa Eng. de Aplicação

FENÔMENOS DE TRANSPORTE

ABREVIATURA DOS MESES NO TRABALHO. Português. janeiro jan. julho jul. fevereiro fev. agosto ago. março mar. setembro set. abril abr. outubro out.

Física. Setor A. Índice-controle de Estudo. Prof.: Aula 25 (pág. 86) AD TM TC. Aula 26 (pág. 86) AD TM TC. Aula 27 (pág.

LOQ Fenômenos de Transporte I

MAF 1292 Eletricidade e Eletrônica

Física. Setor B. Índice-controle de Estudo. Prof.: Aula 23 (pág. 86) AD TM TC. Aula 24 (pág. 87) AD TM TC. Aula 25 (pág.

Resistores. antes de estudar o capítulo PARTE I

GERAL I. Fonte de consultas: Telefone:

Apresentação da Disciplina de Física 1

Probabilidade: Diagramas de Árvore

O Universo e Composição Fundamental

SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES (SI)

RESPOSTA: C. a) só a I. b) só a II. c) só a III. d) mais de uma. e) N.d.a. RESPOSTA: C

F-328 Física Geral III

Ruído em Sistemas de Telecomunicações

Transcrição:

Capítulo 1 Varáes Elétrcas 1.1 Vsão geral da engenhara elétrca A engenhara elétrca é uma profssão empolgante e desafadora para qualquer um que tenha nteresse genuíno pela cênca e matemátca aplcada. Engenhara elétrca Ramo da engenhara relato à produção, transmssão e medção de snas elétrcos. Prncpas tpos de sstemas elétrcos Sstemas de comuncações Sstemas de computação Sstemas de controle Sstemas de transmssão Sstemas de processamento de snas Sstemas de automação Sstemas mecatrôncos Exemplo de sstema elétrco Folha 1 de 11

Crcuto elétrco Modelo matemátco que descree aproxmadamente o comportamento de um sstema elétrco. Teora dos crcutos Caso especal da teora eletromagnétca. Três hpóteses fundamentas que permtem o uso da teora de crcutos: 1) Os efetos elétrcos ocorrem nstantaneamente (sstema sufcentemente pequeno ou sstema de parâmetros concentrados). 2) A carga elétrca de todos os componentes do sstema é sempre zero. 3) Não exste acoplamento magnétco entre os componentes do sstema. Exemplo: sufcentemente pequeno. Folha 2 de 11

1.2 O sstema nternaconal de undades As undades do sstema nternaconal (SI) baseam-se em ses grandezas defndas. GRANDEZA UNIDADE BÁSICA SÍMBOLO Comprmento metro m Massa qulograma kg Tempo segundo s Corrente elétrca ampère A Temperatura keln K Intensdade lumnosa candela cd Grandezas secundáras GRANDEZA UNIDADE (SÍMBOLO) FÓRMULA DIMENSIONAL Freqüênca hertz (Hz) s -1 Força newton (N) kg.m/s 2 Energa ou trabalho joule (J) N/m Potênca watt (W) J/s Carga elétrca coulomb (C) A.s Potencal elétrco olt (V) W/A Resstênca elétrca ohm (:) V/A Condutânca elétrca semens (S) A/V Capactânca elétrca farad (F) C/V Fluxo magnétco weber (Wb) V.s Indutânca henry (H) Wb.A Folha 3 de 11

Prefxos padronzados de potênca de 10 PREFIXO SÍMB. VALOR PREFIXO SÍMB. VALOR atto a 10-18 dec d 10-1 femto f 10-15 deca da 10 pco p 10-12 hecto h 10 2 nano n 10-9 qulo k 10 3 mcro P 10-6 mega M 10 6 ml m 10-3 gga G 10 9 cent c 10-2 tera T 10 12 Exercíco 1.3 Folha 4 de 11

1.3 A análse de crcutos dento do projeto de sstemas elétrcos Noa funconaldade ou modfcação de sstema exstente Necessdade Característcas mensuráes para a solução proposta Especfcações do projeto Vsão realsta da necessdade Noos elementos: Smulação e erfcação Concepção Modelagem e Análse Construção do protótpo e testes Sstema elétrco que atende às especfcações Aperfeçoamento com base na análse Aperfeçoamento com base nas meddas Folha 5 de 11

1.4 Tensão e corrente Carga elétrca Conceto fundamental para descrção de crcutos elétrcos. Duas polardades: posta e negata. Exste uma quantdade mínma de carga elétrca (1,6022x10-19 C). Os efetos elétrcos podem ser atrbuídos à separação de cargas ou ao seu momento. Separação de cargas lea a tensão elétrca. Momento de cargas lea a corrente elétrca. Tensão elétrca é a energa por undade de carga usada para separar cargas de snas opostos. = dw dq : tensão em olts w: energa em joules q: carga em coulombs Folha 6 de 11

Corrente elétrca é a quantdade de carga que atraessa um crcuto por undade de tempo. = dq dt : corrente em ampères q: carga em coulombs t: tempo em segundos Aproxmação: o número de elétrons é tão grande que se pode assocar o conjunto de elétrons a uma grandeza contínua. Idem para corrente elétrca. (Quantos elétrons por segundo correspondem a uma corrente de 1 A? E de 1 pa?) Podemos defnr um componente exclusamente em termos da tensão entre seus termnas e da corrente que o atraessa. Exstem casos em que o comportamento nterno do componente é de grande nteresse: Se os elétrons responsáes pela corrente são elétrons lres de um metal ou os elétrons da banda de condução de um semcondutor. Folha 7 de 11

1.5 O elemento básco deal Atrbutos do elemento básco deal 1) Possu apenas dos termnas. 2) Pode ser descrto matematcamente em termos de corrente e tensão nos seus termnas. 3) Não pode ser subdddo em outros elementos. Elemento básco deal + - 1 2 Indcação da polardade da tensão e do sentdo da corrente. Valores da tensão e da corrente ersus ndcação de polardade e sentdo, respectamente. GRANDEZA VALOR POSITIVO VALOR NEGATIVO Queda de tensão do termnal 1 (+) para o termnal 2 (-). Aumento de tensão do termnal 1 (+) para o termnal 2 (-). Momento de cargas postas do termnal 1 para o termnal 2 (sentdo da seta). Momento de cargas postas do termnal 2 para o termnal 1 (contráro ao sentdo da seta). Folha 8 de 11

Conenção passa Se o sentdo de referênca para a corrente em um elemento for o mesmo que o da queda de tensão no mesmo elemento, dee ser usado um snal posto na expressão que relacona a tensão à corrente. Se não for, dee ser usado um snal negato. Exemplo 1.7 1.6 Potênca e energa O produto fnal de um sstema é mutas ezes uma grandeza não elétrca, quase sempre expressa em termos de potênca ou energa. Todos os dspostos reas apresentam lmtações quanto à quantdade de potênca que são capazes de dsspar ou fornecer. Potênca é a taxa de aração temporal da energa: p = dw dt p: potênca em watts w: energa em joules t: tempo em segundos Folha 9 de 11

Potênca assocada a um elemento básco deal. Equação álda se o sentdo escolhdo para a corrente for o mesmo que o da queda de tensão entre os termnas: p dw dw dq = = = dt dq dt Equação álda se o sentdo escolhdo para a corrente for o mesmo que o da queda de tensão entre os termnas: p = Resumo das conenções para a potênca: + - 1 2 + - 1 2 (a) p = (b) p = - - + 1 2 - + 1 2 (c) p = - (d) p = - Folha 10 de 11

Regra para determnar o snal algébrco da potênca Quando a potênca é posta (p>0), o crcuto no nteror da caxa está recebendo potênca. Quando a potênca é negata (p<0), o crcuto no nteror da caxa está fornecendo potênca. Exemplo Fgura (b): = 4 A e = -10 V. Qual o alor de p? Fgura (c): = -4 A e = 10 V. Qual o alor de p? Exercícos 1.9 e 1.11, Problema 1.25. Problemas 1.3 1.7 1.9 1.11 1.13 1.13 1.24 1.26 1.27 1.28 Folha 11 de 11