AÇÃO PRIVADA SUBSIDIÁRIA DA PÚBLICA



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Transcrição:

AÇÃO PENAL

AÇÃO PRIVADA SUBSIDIÁRIA DA PÚBLICA - AUTORIZAÇÃO CF/88 art. 5, LIX -AUTORIZAÇÃO CPP ART. 29 CPP - INÉRCIA DO MP ART. 46 CPP X PUNIÇÃO ART. 801 CPP. - PRAZO PARA AJUIZAMENTO: 06 MESES (ART. 38 CPP) - PEDIDO DE ARQUIVAMENTO PROPOSTO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO, O OFENDIDO PODER OFERECER QUEIXA-CRIME? NÃO - MIRABETE: DIZ QUE PODERIA EXISTIR ANTES DA APRECIAÇÃO PELO JUIZ. - NUCCI: DISCORDA: MANIFESTAÇÃO DO PROCURADOR GERAL DE JUSTIÇA E RAZÕES MOTIVADORAS - POSSIBILIDADE quando for requisitadas diligências a autoridade policial de forma protelatória pelo MP, não efetivando a regra do art.16docpp. - FUNÇÃO DO MP (assistente litisconsorcial)- aditar a queixa, repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva, interpor recurso e intervir em todos os atos do processo, e em caso de negligência do querelante retomar a ação principal(art. 60 CPP). - PERDÃO: não pode pois possui natureza pública

ESPÉCIES DE AÇÃO PENAL PRIVADA AÇÃO PENAL PRIVADA pode ser dividida (P. OPORTUNIDADE) em: EXCLUSIVAMENTE PRIVADA iniciativa incube a vítima ou seu representante legal (CADI)- ART. 31 CPP. PERSONALÍSSIMA- iniciativa incube somente a vítima.ex. art. 236 do CP. SUBSIDIÁRIA DA PÚBLICA quando o MP não oferece DENÚNCIA dentro do prazo previsto no art.46docpp. FRASE: SOMENTE SE PROCEDE MEDIANTE QUEIXA

SUCESSÃO DA MENORIDADE NO CONTEXTO DO OFERECIMENTO DE QUEIXA - ORDEM DE SUCESSORES: CADI - PRAZO: 06 MESES DO DIA EM SOUBRE DA AUTORIA OBS: ESTANDO A VÍTIMA CIENTE DA AUTORIA É COMO SE OS SUCESSORES SOUBESSEM. - REGRA DO ART. 31 DO CPP se a vítima faleceu sem saber quem foi o autor, o prazo decadencial começa fluir quando os sucessores tiverem ciência da autoria. - VÍTIMA FALECE NO TRANSCURSO DO PRAZO DECADENCIAL: 06 MESES NÃO SE MODIFICA. EX. 03 MESES CALUNIA (VÍTIMA) E 03 MESES SUCESSORES - COMOFICAASUCESSÃODECOMPANHEIRO?Art.3doCPP. - CURADOR ESPECIAL ausência de representação menor de 18 anosoudoentemental.(art.33cpp) - REPRESENTANTE LEGAL amigo do infrator, juiz nomeia um curador especial - VÍTIMAPOBRE:oart.5,CF/88,obrigaoestadoaprestarassistência jurídica integral e gratuita, desde que seja pobre na acepção jurídica do termo. O juiz nomeia profissional de sua confiança.

São as petições iniciais da ação pena pública e privada; (art. 24, CPP) Requisitos formais da denúncia ou da queixa, são de acordo com o art. 41 do CPP: a) A EXPOSIÇÃO (DESCRIÇÃO) DO FATO CRIMINOSO e das CIRCUNSTÂNCIAS: quando o MP denunciar o acusado, torna-se indispensável que o promotor narre ao magistrado o fato principal (como o agente matou a vítima) e as qualificadoras envolvidas (motivo fútil, como se deu a crueldade na execução). A omissão pode ser feitaatéasentença(art.569cpp) b) QUALIFICAÇÃO DO ACUSADO OU ESCLARECIMENTOS PELOS QUAIS POSSA SER IDENTIFICADO (determinação física do acusado): o acusado será individualizado, onde será admitido traços físicos, caso não seja possível obter sua identificação. Pode ser feita a qualquer tempo (art. 295,CPP).

c) CLASSIFICAÇÃO DO CRIME: a correta classificação jurídica do fato (capitulação legal) não é requisito essencial, pois não vinculará a defesa e o juiz, que inclusive poderá dar ao fato definição jurídica diversa ( art. 383 do CPP). O acusado defende dos fatos alegados. d) ROL DE TESTEMUNHAS (QUANDO HOUVER): o representante do MP (ou QUERELANTE) deverá arrolar testemunhas na denúncia(ou queixa), sob pena de preclusão. OBS: art. 44 do CPP procuração minuciosa- queixa crime. OBS: FALTA DE ASSINATURA mera irregularidade na denúncia e na QUEIXA- CRIME, impede o recebimento pelo juiz por tratar-se de direito individual da vítima. - QUAL A PARTE PRINCIPAL DA DENÚNCIA E DA QUEIXA? É a exposição do fato criminoso e de todas as suas circunstâncias. - INÉPCIA DA INICIAL ausência dos requisitos do art. 41 do CPP,devendoojuizrejeitá-lanoinício art.395,i,cpp.

REJEIÇÃO DA DENÚNCIA OU QUEIXA: art. 395, CPP. INC I- for manifestamente inepta: a peça apresentada contém narrativa incompreensível dos fatos, ou não identifica suficientemente o réu, ou deixa de observar os requisitos do art.41docpp INC II faltar pressuposto processual ou condição para o exercício da ação penal: falta de capacidade para ser parte, capacidade postulatória, ilegitimidade de parte. Ex. queixa crime onde não existe procuração do advogado e denúncia oferecida por estagiário, ausência de representação da vítima. INC III-faltar justa causa para o exercício da ação penal: falta de suporte probatório a amparar a acusação, prescrição, atipicidade da conduta ou ausência de autoria e materialidade. RECURSO: RECURSO EM SENTIDO ESTRITO (ART. 581, I, CPP); e 10 DIAS APELAÇÃO.

- DENÚNCIA OU QUEIXA GENÉRICA Quando o MP simplesmente reproduz o tipo penal sendo considerada inepta. É admissível somente em casos excepcionais, quando se imputa a vários coautores e ou partícipes a prática do delito, sem individualizar, exatamente, a conduta de cada um, mas pelo menos apontando provas suficientes que todos cometeram o crime. - DENÚNCIA OU QUEIXA ALTERNATIVA- é aquela que imputa ao acusado uma conduta e dois crimes incompatíveis, o que produz a inépcia da inicial. Ex. roubo e receptação. - OBS: a denúncia ou queixa alternativa e genérica prejudica a ampla defesa, porque não sabe realmente qual conduta deverá se defender.

CONCISÃO DA DENÚNCIA OU QUEIXA deve se limitar a apontar os fatos cometidos pelo acusado, sem juízo de valoração ou apontamento doutrinários ou simples, para que realmente possa entender o que ele fez, por isso deve ser sucinta. RETIFICAÇÃO DA DENÚNCIA OU QUEIXA CRIME NO SEU RECEBIMENTO não pode o Magistrado quando receber a denúncia realizar sua alteração, pois poderá configurar um julgamento antecipado em desfavor do acusado.caso,omp,façanarrativadefurtoenocasoé de roubo, deverá deixar a ação prosseguir ou rejeitar, para que outra seja proposta.

RECEBIMENTO OU REJEIÇÃO PARCIAL DA DENÚNCIA OU QUEIXA O JUIZ PODE FAZER DESDE QUE NÃO ANTECIPE O MÉRITO DA AÇÃO PENAL, DEVENDO FUNDAMENTAR NAS PROVAS COLHIDAS NO INQUÉRITO POLICIAL. ADITAMENTO DA QUEIXA PELO MP ART. 45 CPP O MP pode aditar a queixa para nela incluir circunstâncias que possam influir na caracterização do crime e na sua classificação ou ainda na fixação da pena. NÃO PODERÁ ADITAR PARA IMPUTAR AOS QUERELADOS NOVOS CRIMES, OU INCLUIR OUTROS OFENSORES. OBS: MAS SE O OFENDIDO NÃO OPTOU POR PROCESSAR OUTROS OFENSORES, OCORRE A RENÚNCIA TÁCITA, E TODOS AQUELES QUE FIGURAM NA QUEIXA SERÃO BENEFICIADOS. OBS: O OFENDIDO PODERÁ REALIZAR O ADITAMENTO QUANDO NÃO CONHECE A IDENTIDADE DO COAUTOR OU PARTICIPE. PRAZO PARA ADITAMENTO: 03 CONTADOS DO RECEBIMENTO DOSAUTOSPELOMP ART.46,&2,CP.

ADITAMENTO DA DENÚNCIA PELO MP A denúncia pode ser aditada para retificação de dados, inclusão de ilícitos penais ou para inclusão de novos acusados, podendoserfeitonosmoldesdoart.569,cpp. PRAZO PARA OFERECIMENTO DA DENÚNCIA E CONTAGEM: -ART.46CPP-05PRESOE15SOLTO; - SOLTO: PODE OFERECER ATÉ RECAIR PRAZO PRESCRICIONAL, OU O OFENDIDO EM SEU LUGAR ART.29CPP; - PRESO: ULTRAPASSADO 05 CINCO DIAS SERÁ SOLTO, CONTAGEM EXISTE A PARTIR DA ABERTURA DE VISTAS PELO MP. -OBS:ART.798,&4,CPP.

RECONHECIMENTO DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE ART. 61 DO CPP em qualquer fase do processo, inclusive de ofício pelo Juiz. Ex. REQUERIMENTO DO MP, DO QUERELANTE OU DO RÉU - juiz manda atuar em apartado e determina a manifestação de todos e se necessário produz prova. MORTEDORÉU ART.62DOCPP.DEVEOUVIROMPE DEPOIS DECLARAR EXTINTA A PUNIBILIDADE NECESSIDADE CERTIDÃO DE ÓBITO. CERTIDÃO DE ÓBITO FALSA DECLARADA EXTINTA A PUNIBILIDADE, NÃO PODE SER REABERTO O CASO, SOB PENA DE CARACTERIZAR REVISÃO CRIMINAL EM FAVOR ASOCIEDADEOQUEÉVEDADO