Prof. Luis Fernando Alves
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- Iasmin Oliveira Mascarenhas
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1 1 Prof. Luis Fernando Alves
2 2 PARTE I - TEORIA 1º PASSO - COMPREENDENDO O PROBLEMA
3 1. DICAS INICIAIS 3 Compreensão do problema: é a partir dos dados nele contidos que você irá descobrir a tese e a peça a ser redigida. ATENÇÃO: Ao ler o problema, vá grifando as informações mais importantes. O enunciado pode fornecer muitos dados, dos quais alguns não importam e só irá confundir o candidato.
4 1. DICAS INICIAIS 4 ROTEIRO A SER RESPONDIDO: Qual o crime tratado pelo problema Qual o tipo de ação penal Qual o rito processual Qual o momento processual Quem é seu cliente Qual a situação prisional DICA: Sempre faça um roteiro com as questões acima, respondendo cada uma com calma.
5 2. Qual é o crime tratado pelo problema 5 Persecução penal: é a atividade do Estado voltada ao esclarecimento e punição de infrações penais (crimes e contravenções penais) Identifique o crime que está sendo imputado ao indiciado, réu ou condenado. Crime + pena -> ação penal; rito processual e tese de defesa. Crime -> quantidade de pena (pena mínima e pena máxima) -> espécie (detenção ou reclusão).
6 2. Qual é o crime tratado pelo problema 6 Tipificação da conduta determina outros aspectos processuais: Legitimidade (ação penal pública ou privada) Condição de procedibilidade (publica condicionada ou incondicionada) Competência (vara criminal comum, vara do júri ou JEcrim) Rito (ordinário, sumário, sumaríssimo ou especial) Sursis processual (pena mínima menor ou igual a 1 ano)
7 3. QUAL É A AÇÃO PENAL 7 Ação penal -> identificação da parte que você está representando + tese de defesa (nulidade p.ex.). OBS: O elenco dos principais crimes do Código Penal e legislação extravagante com os respectivos tipos de ação penal será entregue para o aluno como fonte de consulta.
8 3.1. TIPOS DE AÇÃO PENAL 8 INCONDICIONADA PÚBLICA REPRESENTAÇÃO AÇÃO PENAL CONDICIONADA PRIVADA REQUISIÇÃO PROPRIAMENTE DITA PERSONALÍSSIMA SUBSIDIÁRIA DA PÚBLICA
9 3.1. TIPOS DE AÇÃO PENAL Ação Penal Pública Titularidade do Estado MP Peça inaugural denúncia
10 3.1. TIPOS DE AÇÃO PENAL Ação Penal Pública Incondicionada Regra Geral jus puniendi (Estado) art. 24 CPP Princípios: Oficialidade (Estado MP órgão oficial); Obrigatoriedade (havendo a infração penal de ação pública, MP está obrigado a oferecer denuncia); Indisponibilidade (uma vez proposta não pode MP desistir).
11 3.1. TIPOS DE AÇÃO PENAL 11 Prazo: Art. 46 CPP Réu preso: 5 dias; Réu solto: 15 dias Dica: Sendo esse tipo de ação a regra geral, quando não houver na lei qualquer alusão à espécie de ação à qual submete determinado delito, você pode seguramente entender que ela é pública incondicionada.
12 3.1. TIPOS DE AÇÃO PENAL Ação Penal Pública Condicionada Condições da ação + condições especificas de procedibilidade a) Ação penal pública condicionada à representação Titular do direito à representação: - ofendido; - representante legal; - cônjuge, ascendente, descendente ou irmão; Previsão Legal: - Arts. 5º, 4º; 24; 25; 38 e 39 todos do CPP Destinatário: Art. 39 CPP ->- Autoridade Policial; - Ministério Público ; - Juiz
13 3.1. TIPOS DE AÇÃO PENAL 13 Prazo: 6 meses, a contar da data do conhecimento da autoria do fato. Como contar prazo? Art. 10 CP inclui o primeiro e exclui o ultimo é prazo penal. Após transcurso -> decadência -> extinção de punibilidade ( art. 109, IV CP) Retratação: até o oferecimento da denuncia art. 25 CPP Ausência de representação: nulidade absoluta ilegitimidade ad processum do MP.
14 3.1. TIPOS DE AÇÃO PENAL 14 ATENÇÃO: 1 Art. 39 caput Pode ser feita também por procurador ( poderes especiais); 2 O mais comum é que a representação seja oferecida à autoridade policial art. 5º, 4º, CPP). 3 E a decadência para o incapaz? 6 meses a partir da cessação da incapacidade.
15 3.1. TIPOS DE AÇÃO PENAL 15 b) Ação Penal Pública Condicionada à requisição do Ministro da Justiça Destaque: art. 145, parágrafo único, primeira parte CP -> crimes contra a honra do Presidente da República ou chefe de governo estrangeiro. Destinatários: Autoridade Policial; - Ministério Público ; - Juiz Titularidade: Ministro da Justiça Prazo: A lei não assinala. Assim, segue o prazo prescricional do crime.
16 3.1. TIPOS DE AÇÃO PENAL Ação Penal Privada Titularidade -> transferida ao particular Jus puniendi -> Estado -> transfere ao ofendido (representantes) substituto processual. Petição inicial-> Queixa-crime.
17 3.1. TIPOS DE AÇÃO PENAL 17 a) Ação penal privada propriamente dita O interesse do particular se sobrepõe ao interesse público, cabendo àquele segundo sua conveniência decidir pela propositura ou não da ação penal. Princípio -> oportunidade Titularidade: Ofendido: art. 30 CPP Representante legal: art. 30 CPP Curador especial: art. 33 CPP Cônjuge, ascendente, ordem: art. 31 CPP descendente ou irmão, nesta Pessoa Jurídica -> Art. 37 CPP
18 3.1. TIPOS DE AÇÃO PENAL 18 b) Ação penal privada personalíssima Legitimidade: próprio ofendido, excluída a possibilidade de outra pessoa Dois Crimes: adultério (art. 240 CP) revogado; - induzimento a erro essencial ou ocultação de impedimento para o casamento (art. 236 CP). Prazo: 6 meses -> (art. 236 CP) -> começa a contar do transito em julgado da anulação do casamento. ATENÇÃO: Prazo decadencial não se suspende e não se interrompe por qualquer razão.
19 3.1. TIPOS DE AÇÃO PENAL 19 b) Ação Penal Privada Subsidiária da Pública Art. 5º, LIX CF -> Na inércia do MP em casos de Ação Penal Pública, o particular assume a legitimidade para interpor ação privada. Art. 29 CPP ATENÇÃO: é apenas o silencio, a demonstrar a desídia do órgão ministerial, que enseja o oferecimento da ação penal privada subsidiária da pública. Prazo: 6 meses. Termo inicial -> o dia que se esgotar o prazo do MP
20 3.2. Como saber qual o tipo de ação para cada crime 20 Art. 100 CP: A ação penal é pública, salvo quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido. Quando a lei quiser excepcionar deverá fazer expressamente. EXEMPLO 1: Ao descrever o crime de violação do segredo profissional, o art. 154, em seu parágrafo único, acrescenta que somente se procede mediante representação.
21 3.2. Como saber qual o tipo de ação para cada crime 21 EXEMPLO 2: Capítulo V titulo I parte especial crimes contra a honra (calunia, difamação e injuria) art. 145 nos crimes previstos neste capitulo somente se procede mediante queixa, salvo quando, no caso do art º, da violência resulta lesão corporal.
22 3.2. Como saber qual o tipo de ação para cada crime 22 EXEMPLO 3: O capítulo IV do titulo II ( crimes contra o patrimônio) trata do crime de dano. O art. 163 descreve no caput o dano simples e no parágrafo único a forma qualificada. Os subseqüentes artigos 164, 165 e 166 tratam outras modalidades e por fim o art. 167 cuida da ação penal, dispondo que nos casos de dano simples, dano qualificado por motivo egoístico e do crime do art. 164 somente se procede mediante QUEIXA.
23 3.2. Como saber qual o tipo de ação para cada crime 23 ATENÇÃO: Súmula 714 é concorrente a legitimidade do ofendido, mediante queixa, e do Ministério Público, condicionada a representação do ofendido, para ação penal por crime contra a honra de servidor público em razão dos exercício de suas funções.
24 3.3. Teses de defesa relacionadas à ação penal 24 se privada a ação deve checar: Eventual nulidade, por ilegitimidade de parte; Eventual extinção de punibilidade (decadência, renuncia ou perdão); Eventual falta de justa causa
25 4. QUAL O PROCEDIMENTO? 25 PROCEDIMENTO momento processual / endereçamento da sua peça / peça. ORDINÁRIO PROCEDIMENTOS SUMÁRIO SUMARISSIMO ESPECIAIS
26 4.1. COMO SABER O PROCEDIMENTO PARA CADA CRIME 26 PRIMEIRO Verificar se a pena máxima cominada ao crime em questão é menor ou igual a dois anos. Se for rito sumaríssimo, independente de estar previsto procedimento especial para aquele tipo de crime, salvo Lei Maria da Penha. OBS: verificar eventual causa de aumento ou diminuição de pena e concursos de crimes.
27 4.1. COMO SABER O PROCEDIMENTO PARA CADA CRIME 27 SEGUNDO Se o crime for superior a dois anos verificar se está previsto em algum procedimento especial. OBS: O fato de o delito constar na lei especial e não do Código Penal não implica automaticamente que obedeça a algum rito especial. O CTB por exemplo traz figuras típicas e segue o rito do CPP.
28 4.1. COMO SABER O PROCEDIMENTO PARA CADA CRIME 28 TERCEIRO crime cuja pena seja superior a dois anos e não havendo previsão de rito especial, você deverá verificar a pena máxima: Se inferior a 04 (quatro anos) e superior a 02 (dois anos) rito sumário; Se igual ou superior a 04 (quatro) anos rito ordinário.
29 5. QUAL O MOMENTO PROCESSUAL 29 Momento processual indica qual é a peça processual. Para saber o momento processual é preciso antes saber qual é o rito processual.
30 5. QUAL O MOMENTO PROCESSUAL 30 Divisão dos momentos processuais: Momento 1 Antes da ação penal Momento 2 instancia) Durante a ação penal ( 1ª Momento 3 Durante (sentença recorrível) a ação penal Momento 4 instância) Durante a ação penal ( 2ª Momento 5 Processo findo sem trânsito Momento 6 Processo findo ( ação de execução) Vide Lei de Execução Penal. Ver também lei nº /03 -> criou o Regime Disciplinar Diferenciado - RDD
31 5. QUAL O MOMENTO PROCESSUAL 31 Momento processual analisar também o último ato processual praticado. Ex: se o réu acaba de ser citado, o próximo passo é apresentar resposta à acusação. Ex: O juiz acaba de rejeitar a queixa crime. O momento processual, é portanto, prazo para recurso desta decisão Recurso em sentido estrito.
32 6. QUEM É SEU CLIENTE 32 Cliente pessoa a quem é imputada a prática da infração penal -> Defesa Cliente vitima da infração -> acusação Ação Penal Pública Três situações: Você deverá atuar em nome do réu (maioria dos casos); Você deverá atuar em nome do assistente de acusação; Você deverá atuar em nome do ofendido se MP for omisso ação penal privada subsidiária da pública
33 6. QUEM É SEU CLIENTE 33 Ação penal privada Duas situações: Você deverá atuar em nome do réu/querelado Você deverá atuar em nome do autor/querelante
34 7. QUAL A SITUAÇÃO PRISIONAL 34 Situação prisional se estiver preso poderá apresentar as seguintes peças dependendo da situação; Habeas corpus relaxamento de prisão em flagrante liberdade provisória revogação da prisão preventiva ou temporária.
35 BIBLIOGRAFIA 35 ESCOBAR, Fernanda Maria Zichia; VANZOLINI, Maria Patrícia. Como se preparar para a 2ª fase penal, exame de ordem, teoria e prática. Volume único. 9ª edição. Editora Gen, 10ª edição.
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