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1 LAUDO MÉDICO PERICIAL. Preâmbul. As cinc dias d mês de agst d an 2002, Perit Dr. OSCAR LUIZ DE LIMA E CIRNE NETO, designad pel MM Juiz de Direit da.ª Vara Cível da Cmarca de zxzxzx, para prceder a exame pericial em BRUNA DO NASCIMENTO, ns Auts d prcess N.º: 01/13.578, nde cnsta cm Réu Municípi, descrevend cm verdade e cm tdas as circunstâncias, que vir, descbrir e bservar, bem cm respnder as quesits das partes. Em cnseqüência, passa a exame pericial slicitad, as investigações que julgu necessárias, as quais findas, passa a declarar: Identificaçã. Bruna d Nasciment, brasileira, casada, natural de Sã Xzxzxzxx, nascida em 25/12/80, prtadra da CI RG nº 10346378-2, vivend e residind a Rua B, Lte 6, Quadra 4, Cabussú, Itabraí, de prfissã Balcnista de Cmérci. Históric. Sã as seguintes às declarações da paciente: N dia 09/11/00, a limpar a prta de sua casa cm cmpnentes de vidr, sfreu um acidente dméstic, levand crte em dis deds da mã esquerda. Fi atendida n PSA (Prnt Scrr de Alcântara), nde nã tinha médic send atendida pr mais u mens duas hras. A ser atendida, médic mandu retirar a fralda, pis ele que tinha clcad, pediu a médic que pusesse sr na ferida, pis a fralda tinha clad, e ele disse que sr custava dinheir e que era para ela mesma dar um jeit.

2 Quand puxu a fralda suju a rupa d médic que cmeçu a reclamar. A dar a anestesia cmeçu em baix da unha e deu a utra n lcal d machucad. Disse a ela td temp que ela estava era cm fricte. N final ela disse que estava passand mal. Nã lavu a ferida nem quand acabu pnt, nã passu antitetânica nem nada. A enfermeira fez curativ e nã médic. Inclusive quem falu sbre us de antitetânica fi a enfermeira. Registra que a retirar-se efetivamente desmaiu. Retiru pnt cm dez dias, e pus cmeçu a escrrer. Tentu atendiment n Prnt Scrr de Alcântara e n Hspital Luiz Palmier, send que só n SANDU é que ela fi atendida, e diagnsticaram que ela tinha vidr. Mas nã pde perar e encaminhu ela para PAM. N PAM médic disse que nã pdia perar, pis ele tinha também uma lesã de tendã, fi encaminhada entã para Clínica. Lá na Clínica pediram R$ 1 000,00 (um mil reais) a ela para perar, mas ela nã tinha dinheir, send entã encaminhada para a Santa Casa. Lá fi atendida n setr de cirurgia de mã nde cnstataram que ela tinha um pedaç de vidr na mã, tendã pres, e nerv crtad. Fez tdas as cirurgias de uma vez só, send recmendad fisiterapia que ela só pde fazer pr um temp, pis era n Ri e era difícil para ela transprte. Exame Físic. A paciente a exame é uma mulher de cr branca, que deu entrada caminhand pr seus própris meis e sem auxíli de aparelhs; está em bm estad físic, bm estad de nutriçã e aparenta uma idade física cmpatível cm a idade crnlógica. Está lúcida, rientada, n temp e n espaç, pensament tem frma, curs e cnteúd nrmal, a memória está

3 presente e preservada, humr igualmente presente e adequad às situações prpstas. Nã ntams a presença de delíris u alucinações. O exame físic direcinad demnstru. a) Cicatriz na face palmar d 4º quirdáctil esquerd; b) Dificuldade de fechar s deds da mã esquerda, vide fts; Discussã. Trata-se de um prcess de Respnsabilidade Civil, pr alegad err médic. De tds s elements acstads as Auts, destacams s seguintes trechs e dcuments de real interesse para a perícia. Alega a Autra, na inicial, que sfreu um crte prfund n ded anelar da mã direita, em 9 de nvembr de 2000, send atendida n Prnt Scrr de Alcântara pel Dr. Fernand Antôni P. de Andrade, que tend sid grsseir e mal educad, nã limpu adequadamente ded dela, assim cm também, tend iniciad a sutura nã a terminu designand uma enfermeira para cncluir seu trabalh. Em 20 de nvembr a Autra prcuru um pst de saúde para retirar s pnts quand fi cnstatad que tinha um crp estranh dentr d ded e rientada a prcurar de nv prnt scrr send que desta vez prcuru de xzxzxz nde recebeu prescriçã de medicaments. Cm nã melhrasse trnu a prnt Scrr e a hspital Luiz Palmier nã cnseguind atendiment, fi também a PAM em 23 de janeir de 2001, nde fi radigrafada e ficu cnstatada lesões ds tendões pr imperícia médica. Após iss fi recmendada ir a SAMDU para assear lcal infeccinad. Cm ist nã fi feit fi encaminhada para Clínica Xzxzxzxx, ande chegu pr vlta de 2 hras pela madrugada. Só fi atendida às nve hras e fi cnstatad pel Dr. Pabl, que a Autra pssuía lesões ns tendões casinadas pr agulhas, devid a sutura mal feita e a presença de vidrs n interir d ded, send encaminhada para Santa Casa de Misericórdia.

4 Na Santa Casa fi atendida em 2 de fevereir, nde fi cnstad err ns prcediments médics realizads, fi feit radigrafia e exames hematlógics. Em 5 de març fi perada tend tid alta n mesm dia. Teve de vltar às segundas feiras para tratament médic e depis as quartas para fisiterapia. A ré em sua peça de blquei, aduz que nã se prvu err médic algum e que se tal huvesse, nã restaram seqüelas pel que só se argüiu dan mral. Em réplica a Autra, diz que se huve peraçã para prmver assei n lcal da ferida é que huve seqüela. Que se s prcediments crrets tivessem sid efetuads crretamente, cm a retirada d crp estranh, detectad pel exame radigráfic, nã haveria necessidade da Autra buscar utra unidade de Saúde. Que se trata de prática dlsa e que a fisiterapia demnstra err médic e cnfirma. Que fique definitivamente determinad que ded lesinad é anelar (médi) da mã esquerda. Registre se também que sigla IFP usada pela Santa Casa, significa interfalangeana prximal. Em segund lugar há que se avaliar que a Autra apresentava duas lesões distintas. Uma lesã: crp estranh; segunda lesã: lesã d nerv clateral d ded anelar. Fi submetida na Santa Casa a dis events cirúrgics primeir, em 23 de fevereir para retirada d crp estranh segund, para tratar uma lesã d nerv clateral d ded e liberar tendã, que nunca esteve lesad apenas aderid, pel prcess de cicatrizaçã. Gstaríams de deixar clar, que a secçã d nerv, é uma cmplicaçã d traumatism e nã d tratament fsse ele feit de que md fsse feit e a fi à secçã e a fibrse cicatricial que se fez sbre tendã à causa desta segunda cirurgia.

5 Prtant, nã fram agulhas nem suturas mal feitas nem qualquer utra cisa, que deram causa a lesã d nerv nem a fibrse que englba tendã. Send tendã superficial, na face palmar d ded, um crte tã prfund que cause lesã d nerv, certamente chegaria a nível d tendã que mesm nã atingid, seria envlvid pela fibrse da cicatrizaçã. Ist nã tem nenhum nex cm qualidade de serviç frnecid. Ressaltams também, que em td municípi de Sã Xzxzxzxx, nã existe um serviç de cirurgia de mã, que frneça atendiment à ppulaçã carente e, prtant, a cirurgia a que fi submetida à Autra, nã pderia ser feita em Sã Xzxzxzxx de nenhuma frma. Ressalt também que nerv que fi emendad, melhr dizend submetid a uma neurrrafia, tem mens de 1 mm de diâmetr e é de difícil visualizaçã, principalmente, em cndições de sangrament. Pr utr lad este nerv é apenas sensitiv, e sua secçã leva a uma área de insensibilidade na pele e nã há perda funcinal que pssa ser determinada pr dan estrutural a nerv clateral. Prtant, muit a cntrári d quer fazer crer inicial, estes nã pssuem qualquer relaçã, cm infecçã hspitalar, falta de assei u cisas semelhantes. Quant a crp estranh, certamente deixar um crp estranh n interir de uma área crpral, nã é retrat de um bm atendiment médic, prém tems que cnsiderar alguns fatres: O vidr cmum nã é visível em radigrafias e, prtant mesm que a Autra fsse submetida a este exame n 1º atendiment, este crp estranh nã seria visualizad; Um vidr transparente, pde ser de difícil visualizaçã em mei a sangrament ativ, e cm freqüentemente acntece será expuls mais tarde, através de um granulma fistulizad para pele; Pequens fragments de vidrs verdadeiras fagulhas sã de difícil lcalizaçã e a cnduta adequada é deixar n rganism fragment

6 aguardar a frmaçã d granulma e buscar entã fragment em cndições ideais n centr d granulma, freqüentemente cm auxíli de lupas u lentes especiais de aument; Cm nã ficu registrada pel serviç da Santa Casa, qual fi tip de crp estranh retirad nem mesm a sua dimensã, fica cmpletamente difícil para nós racicinarms em cima dist par chegar a uma cnclusã sbre qual teria sid a cnduta ideal para ser seguida. Nã tems cm cmentar s atendiments n prnt scrr d Alcântara em 09 de nvembr, n pst de Saúde em 20 de nvembr, e s dis atendiments efetuads ambs n PAM sã Xzxzxzxx (fls. 15 e 16) pis nã existe nenhum dcument médic que descrevam estes atendiments, impressões ds médics, cnduta adtada, etc. Registrams prém que a radigrafia de fls. 37, demnstra a uma alteraçã a nível da falange distal, em frma menisc, na prjeçã de partes mles e que pde crrespnder a granulma que serviç da Santa Casa encntra 10 dias após. Sem qualquer tip de element para tmar pr base, nã há cm justificar a demra ds médics d Municípi, identificar e tratar crretamente um granulma de crp estranh. Assim nã há cm cmprvar um atendiment médic adequad para a Autra, em td períd que vai de 20 de nvembr épca em que prcura pst de Saúde e é a Autra encaminhada a Prnt Scrr e 23 de janeir, últim atendiment cmprvadamente frnecid pel serviç de saúde municipal. Fls. 14, Declaraçã d PSA (Prnt Scrr de Alcântara), nde cnsta que a Autra esteve naquela unidade n dia 09/11/00, cm diagnóstic de ferida crt-cntusa em quirdáctil. Atendida pel Dr. Andrade, datad de 03/04/01. Assinada pela Dra. Martins (Diretra d PSA); Fls. 15, Declaraçã de Cmpareciment d PAM (Pst de Atendiment Médic), nde cnsta que a Autra esteve naquela unidade n dia 23/01/01, às 13:00h para fim de cnsulta médica; Fls. 16, Declaraçã de Cmpareciment d PAM (Pst de Atendiment Médic), nde cnsta que a Autra

7 esteve naquela unidade n dia 23/01/01, às 9:00 h para fim de cnsulta e RX; Fls. 17, Declaraçã da Clínica Xzxzxzxx S/A., nde cnsta que a Autra fi atendida n ambulatóri de Ortpedia n dia 26/01/01, datad de 10/04/01; Fls. 18 (frente), Prntuári da Santa Casa da Misericórdia d Ri de Janeir, n nme da Autra, datad de 02/02/01, nde cnsta que a Autra era prtadra de uma lesã de nev clateral d ded anelar da mã esquerda cnsta também à interrgaçã parece apresentar granulma de crp estranh (vidr) IFP..., registra este dcument ainda hipótese diagnóstica: Crp estranh na IFP ded anelar esquerd + lesã ds claterais ; Fls. 18 (vers): Data 23.02.01: exerese(retirada) de crp estranh; Data 03.03.2001: Neurrrafia digital + Tenólise;... Data 28.03.2001: Sensibilidade distal presente + alterada; Data 04.04.2001: revisã cm melhra da sensibilidade de C de lesã tendinsa; Fls. 19; Fls. 20, Receituári d Hspital Geral n nme da Autra, nde fram prescrits s medicaments: Cataflan 50mg, Nvalgina gts, datad de 05/03/01, assinad pel Dr. Wilsn; Fls. 21 (frente e vers), Receituári d Hspital Geral, n nme da Autra, nde cnsta:... tratament cirúrgic de tenólise + neurrrafia d nerv clateral ulnar d anelar direit, datad de 26/03/01, assinad pel Dr. Reis Cirurgia Plástica Estética e Reparadra; Fls. 41-42, Quesits d Réu; Fls. 44, Quesits da Autra; Cnclusã.

8 Nã havend elements cnclusivs nã há cm perit afirmar u negar um bm atendiment médic à paciente, nem mesm n primeir atendiment pis nã fram anexads s bletins médics. Os dcuments de fls. 15 e 16 nem mesm dcuments médics sã, pis assinads pr funcináris nã médics e servem apenas cm declaraçã de cmpareciment. N entant, a tese defendida pela Autra quant a atendiment médic prestad n dia d acidente cm gênese de td s demais events pr agulhas incrretas, lesões de tendã u infecçã hspitalar, nã encntra nenhuma guarida frente a únic dcument que pdems realmente avaliar que é emitid pela santa Casa. Registrams prém a nssa estranheza que um granulma de crp estranh tivesse levad quase três meses para ser tratad, principalmente se cmprvadas as alegações de fls. 04 que efetivamente nã se fez. Send dan mral de discussã n fr exclusiv d Direit, entendems seja a sua avaliaçã e pssível quantificaçã, melhr apreciada pel sempre prudente arbítri d MM Julgadr. Respsta as quesits: Da Autra. 1) Verificar se há n bletim de atendiment médic a existência ds prcediments adtads pel prfissinal e, se este assina mesm; R: Nã existem Bletins de atendiment médic ns auts, apenas declarações e relatóris que sã puc específics; 2) Há cm se verificar n exat mment da assepcia da lesã, a presença de crp estranh; R: Depende de que tip de material seja feit crp estranh, seu tamanh, clraçã, frmat e prfundidade; 3) É cstume após sutura s prfissinais médics verificarem a mbilidade ds membrs lesinads; R: Sim;

9 4) A identificaçã d crp estranh n interir da lesã só se verifica mediante exame radilógic; R: Nã; 5) Se lcal lesinad, huvesse crreta assepcia, haveria necessidade de sfrer intervençã cirúrgica; R: A intervençã cirúrgica nã fi determinada pr cmplicaçã que dependesse de assepsia; 6) A unidade municipal a qual fi a Autra atendida é dtada de sala para cirurgia; R: Melhr dirá Sr. Diretr d Prnt Scrr de xzxzxzx, prém, nrmalmente suturas cm anestesia lcal nã sã feitas em Sala de cirurgia, que ficam espera de prcediments médic cirúrgics de mair cmplexidade; 7) Tud mais que expert pssa acrescentar para deslinde da questã; R: Vide inteir ter d Laud. D Réu. 1) Queira Dr. Perit infrmar, quais fram s trataments realizads na paciente; R: Nenhum dcument emitid pel Municípi de Xzxzxzxx abrda u descreve tratament ministrad a Autra; 2) Queira Dr. Perit infrmar se mesm devidamente medicad, pde prcess inflamatóri manifestar-se pr falta de cuidad, pr parte d paciente, tais cm, nã tmar s medicaments recmendad pel médic, nã repusar...; R: A cnduta final de qualquer paciente pde determinar um desacert e uma cmplicaçã infeccisa u inflamatória, nã tmar remédis crretamente prescrits é uma delas; mas cm nã tems nenhum dcument a respeit d tratament ministrad u de medicações prescritas, esta discussã perde sentid; 3) Queira Dr. Perit infrmar se s prcediments praticads pels prfissinais d Prnt Scrr de Alcântara e Sã Xzxzxzxx, fram crrets u incrrets? Explique; R: Nenhum dcument emitid pel Municípi de xzx Xzxzxzxx abrda u descreve tratament ministrad a Autra;

10 4) Queira Dr. Perit infrmar, se existe alguma lesã n ded anelar da mã direita d paciente, cas psitiv pde Ilustre Perit afirmar qual mtiv que casinu a lesã; R: Deficiência em tratament fisiterápic uma vez que a Autra nã deu cntinuidade a este tratament nem na Santa Casa nem em Xzxzxzxx; registrams que nã fi cnsignada lesã estrutural traumática que justificasse as seqüelas hje visíveis pis nã huve lesã d tendã apenas aderência e nerv lesad e já restaurad era sensitiv e nã mtr; registre-se também que embra nã tenhams qualquer dad a respeit, curativs prlngads u imbilizações prlngadas também pdem participar da gênese da cmplicaçã que ra se apresenta; 5) Queira Dr. Perit infrmar se paciente apresenta algum tip de seqüela; R: Sim, vide exame físic e fts; 6) Queira Dr. Perit infrmar tud mais que julgar necessári a esclareciment da lide; R: Vide inteir ter d Laud. É relatóri. --------------------------------------------- Oscar Luiz de Lima e Cirne Net CRM 52 32 861-0