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AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.054.163 - RS (2008/0098396-0) RELATORA : MINISTRA MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA AGRAVANTE : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL INSS PROCURADOR : TATIANA SILVA DE BONA E OUTRO(S) AGRAVADO : SELVINA SANTOS DA SILVA ADVOGADO : PAULO FRANCISCO SARMENTO ESTEVES E OUTRO(S) RELATÓRIO MINISTRA MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA (Relatora): Trata-se de agravo regimental interposto pelo INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL INSS contra decisão monocrática proferida por essa relatora, que negou seguimento ao seu recurso especial, nos seguintes termos: "PROCESSO CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL AFASTADA. RESTITUIÇÃO DE PARCELAS PREVIDENCIÁRIAS PAGAS POR FORÇA DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. VERBA ALIMENTAR RECEBIDA DE BOA FÉ PELA SEGURADA. RECURSO ESPECIAL AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO. " Nas razões do recurso, pugna a autarquia recorrente pela reconsideração da decisão agravada, com o conseqüente provimento do presente regimental, para que sejam devolvidos aos cofres públicos os valores recebidos a maior em razão da tutela antecipada deferida pelo juízo monocrático. Sustenta, consoante o disposto no art. 115, inciso II, da Lei º 8.213/91, que as verbas de natureza alimentar, mesmo quando recebidas de boa-fé, se efetuadas a maior, devem ser descontadas dos benefício, garantindo apenas que o desconto seja feito de modo parcelado. Aduz, ainda, que, no julgamento da ADI 675-4/DF, o art. 130, único, da Lei nº 8.213/91, que exonera o beneficiário da previdência social de restituir os valores recebidos por força da liquidação condicionada, foi, por ferir a moralidade pública, julgado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Afirma que, nos termos do art. 273 e 475-O do Código de Processo Civil, no instituto da tutela antecipada está intrínseco o ônus da parte, mesmo que de boa-fé, de restaurar o "status quo ante", caso a decisão liminar não seja mantida ao final do processo. Por fim, requer que, na hipótese de ser deferida a devolução dos valores pagos, em face de decisão de antecipação de tutela revogada, seja o presente submetido à apreciação plenária, a fim de que, nos termos do art. 97 da CF, seja apreciada a constitucionalidade ou não dos arts. 115 da Lei nº 8.213/91, 273, 2º e 475- O do CPC. Documento: 4025692 - RELATÓRIO, EMENTA E VOTO - Site certificado Página 1 de 8

É o relatório. Documento: 4025692 - RELATÓRIO, EMENTA E VOTO - Site certificado Página 2 de 8

AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.054.163 - RS (2008/0098396-0) EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. PENSÃO POR MORTE. MAJORAÇÃO DO BENEFÍCIO AFASTADA. RESTITUIÇÃO DE PARCELAS PREVIDENCIÁRIAS PAGAS POR FORÇA DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. VERBA ALIMENTAR RECEBIDA DE BOA FÉ PELA SEGURADA. 1- Não há a violação ao art. 130, único da Lei nº 8.213/91, pois esse dispositivo exonera o beneficiário da previdência social de restituir os valores recebidos por força da liquidação condicionada, não guardando, pois, exata congruência com a questão tratada nos autos. 2- O pagamento realizado a maior, que o INSS pretende ver restituído, foi decorrente de decisão suficientemente motivada, anterior ao pronunciamento definitivo da Suprema Corte, que afastou a aplicação da lei previdenciária mais benéfica a benefício concedido antes da sua vigência. Sendo indiscutível a boa-fé da autora, não é razoável determinar a sua devolução pela mudança do entendimento jurisprudencial por muito tempo pacífica perante esse Superior Tribunal de Justiça. 3- Cabe ressaltar que, entendimento diverso desse implicaria afronta ao princípio da irrepetibilidade dos alimentos, que não agasalha a hipótese do credor dos alimentos vir a ser compelido a devolver as parcelas percebidas por força de decisão judicial. 4- Não há falar em violação ao art. 115 da Lei nº 8.213/91, pois esse regulamenta a hipótese de desconto administrativo, sem necessária autorização judicial, nos casos em que a concessão a maior se deu por ato administrativo do Instituto agravante, não agraciando os casos majorados por força de decisão judicial. 5- Agravo regimental a que se nega provimento. VOTO MINISTRA MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA (Relatora): A insurgência não merece acolhida. A pretensão da autora da ação é ver majorado seu benefício de pensão por morte para 100% (cem por cento) de seu salário-de-benefício, após as alterações promovidas pela Lei nº 9.032/95 Em primeira instância, sob os efeitos da concedida antecipação dos efeitos da tutela pelo Tribunal a quo, foi, provisoriamente, majorado o benefício. Encerrada a instrução e sobrevindo a sentença, foi o pedido julgado improcendente, tendo o juiz acatado a tese adotada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento dos RE 416.827/SC e 415.454/SC, que privilegia o princípio do tempus regit actum. Contudo, como a antecipação de tutela foi deferida em sede de agravo de instrumento, o juiz singular manteve a concessão da liminar até o trânsito em julgado da Documento: 4025692 - RELATÓRIO, EMENTA E VOTO - Site certificado Página 3 de 8

sentença. Interposto o recurso de apelação pela Autora, além de ter sido confirmada a decisão, foi revogada a tutela antecipada. O INSS, por sua vez, opôs embargos declaratórios a fim de que fosse aclarado o ponto atinente à devolução das parcelas recebidas por força da aludida antecipação, tendo o Tribunal Regional entendido que, por terem sido recebidas de boa-fé, tais quantias não poderiam ser devolvidas devido ao inegável caráter alimentar do benefício previdenciário recebido. Nesse ponto, reafirmo minha decisão singular, proferida nos seguintes termos: "A decisão que antecipou os efeitos da tutela e determinou o pagamento de diferenças, decorrentes da equivalência do benefício a 100% do valor recebido pelo falecido segurado, gozava de inegável presunção de legitimidade. O entendimento por ela esposado foi durante muito tempo controvertido, tendo em vista as sucessivas alterações na renda mensal inicial, as quais ocasionaram um conflito intertemporal de normas, qual seja, a possibilidade de ser ou não aplicável a lei mais benéfica, majorando-se o percentual de pensões concedidas sob a égide das legislações anteriores à Lei nº 9.032/95. A questão já foi anteriormente resolvida à luz do que preceitua o art. 471, inciso I, do Código de Processo Civil. Tratando-se de uma relação jurídica continuativa, passível de adequação quando houver modificação no estado de fato ou de direito, partia-se do pressuposto de que seria possível a aplicação da nova legislação. Para tanto, pouco importava se o que era exigido para a realização da hipótese normativa tivesse origem sob a vigência de lei velha. Interessava, sim, que a questão se fizesse preencher por uma dada realidade fático-jurídica, coincidente na sua existência por inteiro, com o momento temporal que entra em vigor com a nova norma, justificando assim a sua imediata incidência. Na linha desse raciocínio, tendo o segurado começado a perceber o benefício antes do advento da Lei nº 8.213/91, aplicável seria a majoração elencada no seu art. 75, na redação dada pela Lei nº 9.032/95. Não haveria falar em retroação de lei mais benéfica, mas tão-somente na sua aplicação imediata, em respeito à manutenção da isonomia entre os benefícios. Todavia, embora já tenha me filiado a tal entendimento ao analisar casos semelhantes em outras oportunidades, a questão foi recentemente tratada de modo diverso pela Terceira Seção do STJ, no julgamento dos Embargos de Divergência no REsp 665.909/SP, relatados pela Desembargadora Convocada Jane Silva. No referido caso, a Terceira Seção, por maioria, acompanhou a Relatora, que acolheu o princípio do tempus regit actum, seguindo o entendimento proferido pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento dos Recursos Extraordinários 415.454/SC e 416.827/SC, relatados pelo Ministro Gilmar Mendes (DJU de 26/10/2007). Assim, prevaleceu a tese de que, se o direito ao benefício foi adquirido anteriormente à edição da nova lei, o seu cálculo deverá se efetuar de acordo com a legislação vigente à época em que preenchidos os requisitos a ele necessários. Como se vê, o pagamento realizado a maior foi decorrente de decisão Documento: 4025692 - RELATÓRIO, EMENTA E VOTO - Site certificado Página 4 de 8

suficientemente motivada, anterior ao pronunciamento definitivo da Supremo Corte, que firmou a tese de que a Lei nº 9.032/95 somente poderia ser aplicada aos novos beneficiários que, por uma questão de imposição constitucional da necessidade de prévia fonte de custeio, fizessem jus a critérios diferenciados na concessão do benefício. Não é razoável, portanto, que se determine a restituição das parcelas recebidas de boa-fé pela segurada, em virtude da mudança do entendimento jurisprudencial por muito tempo controvertido quanto à aplicação da lei posterior mais benéfica. Deve-se privilegiar, assim, o princípio da irrepetibilidade dos alimentos, sobretudo porque não há dúvidas quanto à boa-fé da recebedora." No que concerne à violação ao art. 130, único, da Lei nº 8.213/91, que exonera o beneficiário da previdência social de restituir os valores recebidos por força da liquidação condicionada, além de não guardar exata congruência com a questão tratada nos autos, pois refere-se a valores recebidos por força de liquidação condicionada, não foi submetida à apreciação das instâncias ordinárias, o que caracteriza o óbice processual do prequestionamento, aplicando-se, por analogia, as Súmulas 282 e 211 do Excelso Pretório, verbis : "Súmula 282. É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada." "Súmula 211. Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo tribunal a quo." Com relação à infringência aos arts. 115 da Lei nº 8.213/91, 273 e 475-O do Código de Processo Civil e a alegação de que é dever da parte beneficiária da tutela restabelecer o "status quo ante", caso a decisão liminar não seja mantida ao final do processo, também não merece guarida. Essa questão foi, em processo de minha relatoria, Resp nº 991.030/RS, afetada à apreciação da Terceira Seção, com fim de pacificação de entendimento entre a Quinta e Sexta Turma. Nesse julgamento, que contou com sustentação oral proferida pelo INSS, fui acompanhada à unanimidade pelos meus pares. Ficou assentado o entendimento no sentido de que, tendo as parcelas recebidas a maior em razão da majoração do benefício de pensão por morte natureza alimentar descabida é a restituição requerida pela Autarquia. A propósito cito a ementa do julgado: PROCESSO CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. VIOLAÇÃO AO ART. 535 Documento: 4025692 - RELATÓRIO, EMENTA E VOTO - Site certificado Página 5 de 8

DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL AFASTADA. RESTITUIÇÃO DE PARCELAS PREVIDENCIÁRIAS PAGAS POR FORÇA DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. VERBA ALIMENTAR RECEBIDA DE BOA FÉ PELA SEGURADA. RECURSO ESPECIAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A questão da possibilidade da devolução dos valores recebidos por força de antecipação dos efeitos da tutela foi inequivocamente decidida pela Corte Federal, o que exclui a alegada violação do artigo 535 do Código de Processo Civil, eis que os embargos de declaração não se destinam ao prequestionamento explícito. 2. O pagamento realizado a maior, que o INSS pretende ver restituído, foi decorrente de decisão suficientemente motivada, anterior ao pronunciamento definitivo da Suprema Corte, que afastou a aplicação da lei previdenciária mais benéfica a benefício concedido antes da sua vigência. Sendo indiscutível a boa-fé da autora, não é razoável determinar a sua devolução pela mudança do entendimento jurisprudencial por muito tempo controvertido, devendo-se privilegiar, no caso, o princípio da irrepetibilidade dos alimentos. 3. Negado provimento ao recurso especial. Cabe ressaltar que entendimento diverso do aqui citado implicaria afronta ao princípio da irrepetibilidade dos alimentos, que não agasalha a hipótese do credor dos alimentos vir a ser compelido a devolver as parcelas percebidas por força de decisão judicial que, como já bem salientado, tinha, ao tempo do ajuizamento da ação, entendimento jurisprudencial favorável ao beneficiário. Nesse sentido são outros julgados deste Superior Tribunal: "PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. RECURSO ESPECIAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. RELATOR. POSSIBILIDADE. ART. 557 DO CPC. REDAÇÃO DA LEI 9.756/98. INTUITO. DESOBSTRUÇÃO DE PAUTAS DOS TRIBUNAIS. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. APLICAÇÃO DAS SÚMULAS 282 E 356/STF. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA EXATA COMPREENSÃO DA CONTROVÉRSIA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 284/STF. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. AUSÊNCIA. CONCLUSÃO LÓGICO SISTEMÁTICA DO DECISUM. CONVERSÃO DE BENEFÍCIO EM URV. AÇÃO RESCISÓRIA. RESTITUIÇÃO DOS VALORES PAGOS. INADMISSIBILIDADE. BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS. NATUREZA ALIMENTAR. IRREPETIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO DESPROVIDO. (...) VII - Inadmissível o pleito de restituição dos valores pagos aos segurados por força da decisão rescindida, em razão do reconhecimento da natureza alimentar dos benefícios previdenciários. VIII - Incide, à espécie, o princípio da irrepetibilidade dos alimentos. Precedentes. IX - Agravo interno desprovido. " (AgRgREsp 658.676/RS, Rel. Min. Documento: 4025692 - RELATÓRIO, EMENTA E VOTO - Site certificado Página 6 de 8

GILSON DIPP, Quinta Turma, in DJ 16/11/2004). "PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO POSTULATÓRIA DE BENEFÍCIO. RESTITUIÇÃO DE VALORES INDEVIDAMENTE PAGOS. IMPOSSIBILIDADE. - Em sede de ação postulatória de benefício previdenciário, fundada em indevida suspensão de pagamento de proventos, é descabido a pretensão do INSS de obter a restituição de valores pagos ao segurado por erro administrativo. - Recurso especial não conhecido." (REsp. 179.032/SP, Rel. Min. VICENTE LEAL, Quinta Turma, DJ de 28/5/2001). "CIVIL E PROCESSUAL. FAMÍLIA. AÇÃO REVISIONAL. ALIMENTOS PROVISÓRIOS. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA. ALIMENTOS DEFINITIVOS (ART. 13, 2º, LEI N. 5.478/68). AGRAVO. PERDA DE OBJETO. FALTA DE INTERESSE RECURSAL. I. Fixados os alimentos definitivos (art. 13, 2º, da Lei de Alimentos), resta sem objeto o agravo de instrumento em que se discutia os alimentos provisórios fixados initio litis, dado ao princípio da irrepetibilidade dos mesmos. II. Recurso especial não conhecido." (REsp. 302.60/SP, Rel. Min. ALDIR PASSARINHO, DJ de 30/10/2000). Ademais, o aclamado art. 115 da Lei nº 8.213/91 regulamenta a hipótese de desconto administrativo, sem necessária autorização judicial, nos casos em que a concessão a maior se deu por ato administrativo do Instituto agravante, não agraciando os casos majorados por força de decisão judicial. Ainda que assim não fosse, é imperioso ressaltar que aos servidores públicos é aplicável entendimento similar ao aqui defendido. Reza a súmula nº 106 do Tribunal de Contas da União que: "O julgamento, pela ilegalidade, das concessões de reforma, aposentadoria e pensão, não implica por si só a obrigatoriedade da reposição das importâncias já recebidas de boa-fé, até a data do conhecimento da decisão pelo órgão competente." Ex vi, se ao servidor é dado não devolver valores recebidos indevidamente, de boa-fé, não nos nos parece razoável o tratamento díspare entre esse e o segurado da previdência social. Por fim, por não ser aplicável ao vertente caso, não há razão para a apreciação da constitucionalidade do art. 115 da Lei nº 8.213/91, 273, 2º e 475- O do CPC, muito menos a sua submissão à apreciação da Corte Especial. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento: 4025692 - RELATÓRIO, EMENTA E VOTO - Site certificado Página 7 de 8

É como voto. Documento: 4025692 - RELATÓRIO, EMENTA E VOTO - Site certificado Página 8 de 8