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PROCESSO Nº ORIGEM: SEÇÃO JUDICIÁRIA DO RIO DE JANEIRO REQUERENTE: INSS REQUERIDO:

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RECURSO ESPECIAL Nº SP ( )

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Transcrição:

RELATORA : MINISTRA ELIANA CALMON EMENTA TRIBUTÁRIO IMPOSTO DE RENDA SOBRE VERBAS INDENIZATÓRIAS TRÂNSITO EM JULGADO FAVORÁVEL AO CONTRIBUINTE LEVANTAMENTO DE DEPÓSITO POSSIBILIDADE. 1. Reconhecida, por decisão judicial transitada em julgado, a não-incidência do imposto de renda sobre os valores recebidos pelo contribuinte, é lícito o levantamento integral da quantia por ele depositada em Juízo. 2. Recurso especial improvido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça "A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a)-Relator(a)." Os Srs. Ministros Castro Meira, Humberto Martins, Herman Benjamin e Carlos Fernando Mathias (Juiz convocado do TRF 1ª Região) votaram com a Sra. Ministra Relatora. Brasília-DF, 27 de maio de 2008 (Data do Julgamento) MINISTRA ELIANA CALMON Relatora Documento: 785635 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 12/06/2008 Página 1 de 5

RELATÓRIO A EXMA. SRA. MINISTRA ELIANA CALMON (RELATORA): Trata-se de recurso especial interposto com fulcro na alínea "a" do permissivo constitucional, contra acórdão do TRF da 1ª Região que manteve o indeferimento do pedido de conversão, em renda da União, de parte dos valores depositados em Juízo pelo recorrido com o objetivo de evitar a retenção, na fonte, do imposto de renda incidente sobre verbas tidas por ele como indenizatórias. Eis a ementa que resumiu o julgado (fl. 66): PROCESSO CIVIL TRIBUTÁRIO - IMPOSTO DE RENDA VERBAS INDENIZATÓRIAS RESTITUIÇÃO DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. 1 Não havendo a Agravante requerido, no processo de conhecimento, o abatimento da restituição feita por ocasião da declaração de ajuste anual de Imposto de Renda, preclusa a matéria, não pode fazê-lo no momento do levantamento dos depósitos, sob pena de violar a coisa julgada. 2 Agravo de Instrumento não provido. Opostos embargos de declaração pela recorrente, restaram rejeitados. Inconformada, a FAZENDA NACIONAL aponta violação do art. 473 do CPC, defendendo que a preclusão só ocorre em relação às questões decididas no processo, o que não ocorreu em relação à possibilidade de dedução, nos cálculos de liquidação, dos valores do imposto de renda já restituídos por ocasião da declaração de ajuste anual. Sustenta, ainda, contrariedade ao art. 741, V e VI, também do CPC, ao fundamento de que a lei processual permite que os embargos do devedor versem sobre excesso de execução. Sem contra-razões, subiram os autos, admitido o especial na origem. É o relatório. Documento: 785635 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 12/06/2008 Página 2 de 5

RELATORA : MINISTRA ELIANA CALMON VOTO A EXMA. SRA. MINISTRA ELIANA CALMON (RELATORA): De início, não conheço do recurso especial quanto à alegada violação ao art. 741, V e VI, do CPC, pois, ao contrário do que entende a recorrente, a controvérsia dos autos não diz respeito à possibilidade de se alegar excesso de execução como matéria de defesa, em sede de embargos do devedor. Incide, no particular, a súmula 282 do STF. Prequestionada, ainda que implicitamente, a questão federal tratada pelo art. 473 do CPC, passo ao exame do recurso. Consta dos autos (fl. 06) que, em cumprimento à decisão liminar, o recorrido depositou em Juízo o valor correspondente ao imposto de renda sobre parcela por ele recebida a título de abono, cuja natureza jurídica pretendia discutir judicialmente, e que, em momento posterior, restou reconhecida como indenizatória por sentença de mérito que transitou em julgado em 23/05/2002. Diante disso, o recorrido requereu o levantamento da quantia então depositada, no que foi atendido pelo magistrado de primeira instância, tendo origem, então, o agravo de instrumento cujo acórdão é impugnado pela Fazenda Nacional. O cerne da controvérsia, portanto, reside em saber se é possível a conversão, em renda da União, a título de abatimento da restituição feita por ocasião da declaração de ajuste anual, de parte do valor depositado pelo recorrido. O Tribunal de origem assim se manifestou sobre a questão: Ora, a agravante não provou, nem alegou, haver requerido, no processo de conhecimento, o abatimento da restituição feita por ocasião da declaração de ajuste anual de Imposto de Renda, sendo assim, preclusa a matéria, não pode fazê-lo agora, sob pena de violar a coisa julgada. Não vejo como possa acolher a pretensão fazendária. Com efeito, o art. 473 do CPC dispõe expressamente que "é defeso à parte discutir, no curso do processo, as questões já decididas, a cujo respeito se operou a preclusão." No caso concreto, mais do que mera discussão nos autos, houve o trânsito em Documento: 785635 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 12/06/2008 Página 3 de 5

julgado da decisão que reconheceu a não-incidência do imposto de renda sobre os valores recebidos pelo recorrido. Assim, e considerando que a quantia depositada em Juízo refere-se apenas à parcela do imposto de renda questionada, conforme esclarecido à fl. 06, correta a decisão que determinou o seu levantamento integral pelo recorrido. Saliento, por fim, como bem observou o acórdão recorrido, que a questão suscitada pela Fazenda Nacional restou acobertada pela coisa julgada, nos exatos termos do art. 474 do CPC. Com essas considerações, nego provimento ao recurso especial. É o voto. Documento: 785635 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 12/06/2008 Página 4 de 5

CERTIDÃO DE JULGAMENTO SEGUNDA TURMA Número Registro: 2007/0075213-1 REsp 940138 / DF Números Origem: 200301000013694 9400046863 PAUTA: 27/05/2008 JULGADO: 27/05/2008 Relatora Exma. Sra. Ministra ELIANA CALMON Presidente da Sessão Exmo. Sr. Ministro CASTRO MEIRA Subprocurador-Geral da República Exmo. Sr. Dr. JOSÉ FLAUBERT MACHADO ARAÚJO Secretária Bela. VALÉRIA ALVIM DUSI AUTUAÇÃO ASSUNTO: Execução - Contra a Fazenda Pública - Execução de Sentença CERTIDÃO Certifico que a egrégia SEGUNDA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão: "A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a)-Relator(a)." Os Srs. Ministros Castro Meira, Humberto Martins, Herman Benjamin e Carlos Fernando Mathias (Juiz convocado do TRF 1ª Região) votaram com a Sra. Ministra Relatora. Brasília, 27 de maio de 2008 VALÉRIA ALVIM DUSI Secretária Documento: 785635 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 12/06/2008 Página 5 de 5