AMBIENTAÇÃO EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E AÇÃO TUTORIAL AULA 01: AMBIENTAÇÃO TÓPICO 03: HISTÓRIA E FUNDAMENTOS DA EAD VERSÃO TEXTUAL DO FLASH Você conhece a origem da Educação a Distância? Como se iniciaram os trabalhos educacionais nessa modalidade? Quais eram os meios de divulgação dos materiais didáticos? Como se dava a relação professor-aluno? Ao longo deste tópico, trataremos sobre essas e outras questões. Caso haja alguma dúvida ou você se interesse pelo aprofundamento do tema, poderemos continuar esta conversa por meio de debates em fórum ou trocando mensagens. Vamos Juntos? MULTIMÍDIA Assista ao vídeo que trata, de maneira breve, sobre a História da Educação a Distância. Perceba o quanto essa evolução está relacionada aos paradigmas apresentados no Tópico 02 desta aula. Para assistir o vídeo acesse o ambiente SOLAR. OBS.: Alguns recursos de multimídia utilizados em nossas aulas, como vídeos legendados e animações, requerem a instalação da versão mais atualizada do programa Adobe Flash Player. Para baixar a versão mais recente do programa Adobe Flash Player, clique aqui! [2] Quando falamos em EaD, nos remetemos ao século XVIII e a um jornal em Boston (EUA), onde matérias de ensino eram postadas em anexo às suas páginas. Outros autores, contudo, situam o início da EaD no século XIX, ano de 1881, quando a Universidade de Chicago disponibilizou, por meio de correspondência, um curso de língua hebraica. A correspondência foi uma tecnologia inovadora nesta época, tendo sido utilizada na difusão da Educação para as pessoas que não tinham acesso à mesma. Em 1939, a Marinha e o Exército brasileiros utilizavam cursos de atualização por correspondência, com a finalidade de preparar seus oficiais para admissão à Escola de Comando do Estado Maior. O Instituto Universal Brasileiro, como entidade de ensino livre, oferece desde 1941 cursos por correspondência e é considerado um dos pioneiros no Brasil (MARTINS; POLAK, 2000). Em um momento seguinte, a EaD foi profundamente impulsionada pela associação de tecnologias de comunicação, como o rádio e a televisão, aos materiais impressos remetidos pelo correio. A inclusão dessas mídias favoreceu ainda mais a disseminação e a democratização do acesso à Educação, em diferentes níveis, permitindo atender a um grande contingente de pessoas.
O Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia, por exemplo, planejou e executou diversos programas de rádio e televisão educativos assim como inovações na formação de professores. Surgiu em 1969 e findou em 1977 atendendo a mais de 78.000 pessoas. Diante das elevadas taxas de evasão e repetência dos alunos das escolas públicas, como também do alto índice de professores leigos no sistema educacional brasileiro, desenvolveu-se, em 1985, o projeto FUNTEVÊ. Seu objetivo era atender a uma clientela do interior brasileiro, com vários níveis de escolarização. A utilização de diferentes mídias (Meios de comunicação, suportados pela tecnologia, que veiculam algum tipo de mensagem.) auxiliou no cumprimento dos objetivos do projeto. Foram utilizados rádio, TV, material impresso e vídeos. Os responsáveis pela formação eram as secretarias de estado e as prefeituras municipais. Clique nas miniaturas a seguir para ilustrar diferentes tecnologias utilizadas na EaD ao longo dos tempos: Outra experiência de organização tecnológica e educacional que trouxe grandes contribuições para o desenvolvimento da EaD foi a concretização das universidades abertas, entre as décadas de 1960 e 1970. A ideia surgiu a partir da integração de diversas tecnologias com o intuito de oferecer um ensino de alta qualidade a um custo reduzido. Uma variedade de mídias (guias impressos, orientações por correspondência, transmissões por rádio e televisão, audioteipes gravados, conferências por telefone, entre outros) passou a ser utilizada para atender aos mais variados estilos de aprendizagem. Nesse período, foi criado no Brasil o Programa Nacional de Teleducação (Prontel) cujo objetivo era coordenar a teleducação em nosso país.
OBSERVAÇÃO Precisamos salientar que os avanços tecnológicos em si não apresentavam grandes mudanças na metodologia de abordagem ao conhecimento. Os esforços se concentravam, principalmente, na pesquisa de novas mídias e na adaptação do material existente aos novos recursos que iam surgindo. Com o desenvolvimento dos computadores (final de 1970 e início da década de 1980) as diferentes mídias, então utilizadas na EaD, passaram a ser integradas, surgindo assim o conceito de multimídia. Atualmente, muitos cursos a distância são apresentados neste formato, permitindo ao aluno um maior poder de ação sobre os materiais didáticos, ao contrário do que acontecia anteriormente na EaD. Nos anos iniciais, os produtos multimídia foram veiculados, predominantemente, em CD-ROM e em disquetes. MULTIMÍDIA Integração de várias mídias (texto, imagem, som, vídeo), num sistema computacional, para a veiculação de informação de maneira interativa. MULTIMÍDIA Assista ao vídeo "Metodologia ou Tecnologia" e observe criticamente o uso da tecnologia na educação na situação apresentada. Para assistir o vídeo acesse o ambiente SOLAR. O advento das redes de computadores, especialmente da World Wide Web (WWW) e das tecnologias de comunicação da Internet, a partir da década de 1990, marcou o início de uma nova fase da EaD. Essas tecnologias proporcionaram, principalmente: o acesso remoto aos cursos multimídia e a possibilidade de uma comunicação em via-dupla, implicando uma maior interação entre os participantes (Kenski, 2006; Belloni, 2001). Atualmente, o formato de EaD que vem crescendo consideravelmente é aquele que se utiliza de Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) ou "Escolas Virtuais", no dizer de Kenski (2006, p.55). ABORDAGENS DA EAD A EaD pode ser compreendida por um continuum de diferentes abordagens diante da visão estabelecida por Valente e Silva (2006). Essas abordagens se relacionam diretamente à forma como se dão as relações entre os professores e os alunos da EaD. BROADCAST
Neste extremo, temos uma abordagem mais tradicional denominada broadcast, que utiliza a tecnologia apenas para repassar informações aos estudantes. A abordagem broadcast nao prevê interações entre os participantes de cursos a distância, inclusive entre o professor e o aluno. Isto dificulta o acompanhamento pedagógico para identificar até que ponto o aluno está aprendendo ou apenas memorizando o conteúdo apresentado. Assim, o projeto educacional não disponibiliza ferramentas para este acompanhamento. Em geral, cursos desenvolvidos nesta abordagem objetivam atender a um número elevado de pessoas, e entregar-lhes informações organizadas e sistematizadas. ESCOLA VIRTUAL Valente e Silva (2006) citam ainda a ESCOLA VIRTUAL, uma abordagem intermediária, caracterizada pela utilização da tecnologia para "virtualizar" a escola tradicional. Em uma escola virtual as interações acontecem, mas ainda estão fundamentadas em relações hierárquicas pouco colaborativas, nas quais o professor ainda é o detentor do saber. ESTAR JUNTO VIRTUAL Na abordagem denominada estar junto virtual o conhecimento é mediado pela tecnologia, mas encontros constantes entre os diferentes
atores da EaD, são o fundamento para o aprendizado coletivo. Esta seria uma abordagem mais progressista, na qual o contato entre o professor, alunos, e alunos entre si é constante. As interações são viabilizadas pela Internet e a mediaçao dos conhecimentos é feita por todos os participantes, levando-os a uma reflexão crítica sobre os temas propostos, num processo dialético caracterizado pela espiral do conhecimento. Diante dessa visão progressista de Educação a Distância, podemos defini -la, de acordo com Moore e Kearsley (2007), como sendo: O processo de ensino e aprendizagem planejado que exige tecnologias e metodologias especiais, capazes de contemplar os processos de comunicação e interação entre os sujeitos envolvidos. Vale ressaltar que a tecnologia por si só não é capaz de promover uma aprendizagem com significado. Os professores precisam propor metodologias que envolverão diferentes usos das tecnologias disponíveis. A aproximação com o aluno e os saberes que surgem dessa relação são fontes inesgotáveis de informação que se transformam em conhecimento. Concluímos este tópico, afirmando que para alcançarmos o formato de EaD que conhecemos atualmente, uma longa trajetória teve que ser percorrida. E por estar sempre associada aos avanços tecnológicos, a EaD experimentou e ainda experimenta mudanças constantes, sendo aperfeiçoada a cada nova etapa. Dessa forma, repensar o conceito de EaD faz parte da construção desse conhecimento. Para tanto, apresentamos a seguir uma questão que é norteadora para o estudo. REFLEXÃO Qual seria então uma boa alternativa para a construção de uma EaD bem fundamentada pedagogicamente e que tire o maior proveito dos avanços tecnológicos? Nossa primeira aula chegou ao fim. A seguir, conheceremos algumas habilidades na ação tutorial que você, futuro tutor de Educação a Distância, precisará desenvolver para ter sucesso em suas ações. Desejamos que este êxito se estenda ao longo de toda a sua prática como professor-tutor. REFERÊNCIAS BELLONI, M. L. Educação a Distância. Campinas: Editora Autores Associados, 2001. KENSKI, V. M. Tecnologias e ensino presencial e a distância. Campinas: Papirus, 2006.
MARTINS, O.B.; POLAK, Y. N. S. Fundamentos e Políticas de Educação e seus reflexos na Educação a Distância. Curitiba: MEC/SEED, 2000. MOORE, M. G.; KEARSLEY, G. Educação a Distância: uma visão integrada. São Paulo: Thomson Learning, 2007. VALENTE, J.A.; SILVA, T.M.T.G. A capacitação de servidores do Estado via cursos online.in: SILVA, M.(org.) educação online. São Paulo: Loyola, 2006. FONTES DAS IMAGENS 1. http://www.adobe.com/go/getflashplayer 2. http://www.adobe.com/products/flashplayer/ Responsável: Profª. Nidia Maria Barone Universidade Federal do Ceará - Instituto UFC Virtual