Diabetes - Introdução Diabetes Mellitus, conhecida simplesmente como diabetes, é uma disfunção do metabolismo de carboidratos, caracterizada pelo alto índice de açúcar no sangue (hiperglicemia) e presença de açúcar na urina (glicosúria). Ela se desenvolve quando há uma produção inadequada de insulina pelo pâncreas ou utilização inadequada de insulina pelas células do corpo. CAMPOS, 2000
Diabetes - Introdução A etiologia da condição é muito complexa, mas fatores potencialmente contribuintes são: 1) Aumento na quantidade de tecido adiposo; 2) Diminuição da massa magra; 3) Diminuição da atividade habitual; 4) Aumento da atividade simpática. SHEPHARD, 2003
Prevalência de Diabetes Mellitus, por grupo etário, na população brasileira de 30 a 69 anos Faixa Etária % 30 39 anos 2,7 40 49 anos 5,52 50 59 anos 12,66 60 69 anos 17,43 Fonte: (Sociedade Brasileira do Diabetes, 1986-1989)
Tipos de Diabetes Existem vários tipos de Diabetes, mas as formas mais comuns são: Diabetes Mellitus Insulino-Dependente DMID Tipo I; Diabetes Mellitus Não-Insulino-Dependente DMNID Tipo II; Diabetes Gestacional;
Sinais e Sintomas do DIABETES Sede excessiva; Aumento do volume da urina; Aumento do número de micções; Surgimento do hábito de urinar a noite; Fadiga, fraqueza, tonturas; Visão borrada; Aumento do apetite; Perda de peso.
Sinais e Sintomas do DIABETES Sintomas visuais; Sintomas cardíacos; Sintomas circulatórios; Sintomas ortopédicos.
Cuidados Gerais com os Pés
Cuidados Gerais com os Pés 1. Examine seus pés diariamente: se for necessário peça ajuda a um familiar ou use um espelho. 2. Avise seu médico se tiver calos, rachaduras, alterações de cor ou úlceras. 3. Vista sempre meias limpas preferentemente de lã ou algodão. 4. Calce apenas sapatos que não lhe apertem, preferencialmente de couro macio. Não use sapatos sem meias. 5. Sapatos novos devem ser usados aos poucos. Use-os nos primeiros dias apenas em casa por no máximo duas horas. Compre-os de preferência no final do dia. SBD & CBO, 1999
Cuidados Gerais com os Pés 6. Nunca ande descalço mesmo em casa. 7. Laves seus pés diariamente, com água morna e sabão neutro. Evite água quente. Seque bem os pés, especialmente entre os dedos. 8. Após lavar os pés use um hidratante a base de lanolina, mas não aplique entre os dedos. 9. Corte as unhas de forma reta, horizontalmente. 10. Não remova os calos, nem procure corrigir unhas encravadas. Procure um tratamento profissional. SBD & CBO, 1999
Atividade Física e Diabetes O Melhor Remédio!!!
Atividade Física e Diabetes Desde o século dezoito, o exercício vem sendo defendido como instrumento benéfico no tratamento de pacientes com diabetes mellitus (DM). Como ocorre em indivíduos sem diabetes, pacientes com DM apresentam um aumento na utilização periférica da glicose associado com um aumento na sensibilidade periférica a ação da insulina que persiste por 12 horas ou mais após o final do exercício. Sociedade Brasileira do Diabetes
Atividade Física e Diabetes No paciente com DM tipo 2, a ocorrência freqüente de resistência à insulina, obesidade, anormalidade no perfil lipídico e doença cardiovascular, tornam o exercício um potente coadjuvante aliado na terapêutica e com baixo risco de hipoglicemia. No paciente com DM tipo 1, o risco de hipoglicemia ou de piora da hiperglicemia e cetose conseqüentes ao exercício merecem uma abordagem mais cautelosa. Sociedade Brasileira do Diabetes
Musculação e Diabetes Dentro das células existe o que chamamos de transportadores de glicose ou GLUT. As fibras musculares contêm GLUT 1 e GLUT 4, onde grande parte da glicose durante o repouso penetra na célula via GLUT 1. Com altas concentrações sangüíneas de glicose ou de insulina, como ocorre após comer ou durante o exercício, as células musculares recebem glicose pelo transportador GLUT 4. A ação de GLUT 4 é mediada por um segundo mensageiro, estimulado talvez pela contração muscular que permite a migração da proteína GLUT 4 intracelular para a superfície afim de promover a captação de glicose. O fato de que GLUT 4 se movimenta até a superfície da célula através de um mecanismo em separado que depende da insulina é consistente com as observações de que os músculos ativos podem captar glicose sem Insulina. McARDLE, et al, 2003
Musculação e Diabetes Sabendo que a contração muscular estimula a translocação do transportador de glicose para a membrana celular e por sua vez facilita a entrada de glicose para dentro da célula independente da concentração de insulina plasmática, isso significa que os exercícios com pesos ajudam no processo da tentativa de manter a glicemia constante tornando os diabéticos com a glicemia normalizada. O que explica esse estímulo da translocação do GLUT 4 para a superfície da membrana via contração muscular, seria sinalizado pelo aumento da quantidade de cálcio livre para o processo de contração muscular e esse mesmo cálcio que participa do processo de contração muscular estimula esses transportadores de glicose facilitando a entrada da mesma independente da quantidade de insulina circulante.
Metodologia da Atividade Física Resistência Muscular Localizada (RML) Atividade Física Características Treinamento Aeróbico: caminhar, nadar, correr, remar, andar de bicicleta Freqüência Duração Intensidade 3 ou 4 vezes/ semana Ou todos os dias 20-30 minutos diários Ou 45-60 minutos (3-4 vezes/semana) RML = 30% - 85% 1RM Moderada: 50%-80% da Fcmáx. segundo a condição física, idade e grau de treinamento do indivíduo
Algumas Sugestões Não deixar pesos e halteres soltos pelo chão; Possibilitar acesso fácil às máquinas; Facilitar o deslocamento dos idosos pela sala de musculação, evitando escadas, utilizando-se rampas; O ambiente deverá ser suficientemente amplo, com uma altura de pé direito mínima de 250 cm; Temperatura ambiente entre 22 e 25º Celsius e uma umidade relativa do ar entre 40 e 65%; Um indivíduo em atividade produz uma quantidade de calor que varia entre 2 a 12 indivíduos em repouso, dependendo da intensidade; Usar roupas leves e apropriadas à prática desportiva e que possibilite a colocação do manguito dos freqüencímetros e dos eletrodos de ECG.
Cuidados para prevenir Hipoglicemia Em geral, a dose de insulina regular diminui em cerca de 30% a 40% no dia do exercício físico; Deve-se evitar o treinamento específico na região do corpo onde for aplicada a insulina; Atividades prolongadas podem necessitar a ingestão de 15 g de carboidrato a cada 30 min de exercício; Ter em mãos uma fonte de carboidrato durante a realização das atividades; Adultos devem iniciar exercício com a glicemia 100 mg/dl; Crianças e adolescentes com glicemia 120 mg/dl; Atividade intensa e prolongada deve-se diminuir a dose de insulina antes da atividade e ingerir um lanche. Fonte: Barreto & Negrão (2006)
Parâmetros glicêmicos para início do Exercício (ACSM/ADA) Glicemia (mg/dl) Até 80 Conduta Não realizar exercício 80 100 * Ingerir carboidrato, medir novamente a glicemia 100* - 250 Realizar exercício Acima de 250 ou acima de 300 Não realizar exercício * 120 para adultos e adolescentes Fonte: Barreto & Negrão (2006)
Atividade Física não é tudo. Mas tudo é nada sem Atividade Física. Prof. Jeferson Porto (82) 9302 3887