Capitulo II - Máquinas e equipamentos



Documentos relacionados
- -Pressionando essa tecla podemos diminuir os valores a serem ajustados no menu de programação.

MANUAL DO CONSUMIDOR

ESPECIFICAÇÕES : PEÇA FIXAÇÃO SUPERIOR/INFERIOR PIVOT COM EIXO A 67 MM MEDIDAS (MM) : 165X46 VIDRO (MM) : 10 ENTALHE : M 101

MASTRO TELESCÄPICO CT1BAT

Projecto de uma mini mini-hídrica

1 Introdução. Elementos de fixação. Elementos de fixação constitui uma unidade. de 13 aulas que faz parte do módulo Elementos de Máquinas.

Yep. Nicho para Fogão 80/90-57cm. Partes do Produto. Componentes

A estrutura patenteada

MANUAL DE INSTALAÇÃO ª Edição PARABÉNS! VOCÊ ACABOU ADQUIRIR UMA PORTA DE AÇO AUTOMATIZADA SIEG. Agora vamos instalar?

Roteiro para Instrumentação da Técnica de Parafuso de Compressão

PERFIL DE JUNÇÃO REHAU VEDAR, UNIR, DESTACAR. Automotiva Indústria

MANUAL DO USUÁRIO AQUECEDOR ECOLÓGICO DE PAINEL ECOTERMIC AQC700

COMPONENTES PARA ANDAIMES PROFISSIONAIS

MÁQUINA DE COSTURA PONTO FIXO

Walsywa. Catálogo Técnico Drywall

TROFÉU CLUBE DESPORTIVO NACIONAL PROMERCH PUBLICIDADE 2011 REGULAMENTO TÉCNICO

Instruções para utilização

LIMAGEM. Introdução Noções de limagem Tipos de Lima

How To de instalação de chicotes para farol de neblina Vectra C

Catálogo Técnico CALHA DE ESCOAMENTO PALMETAL

Manual de Atualização dos Móveis Make-up - Nova Iluminação Fev/08

Descrições Técnicas (Armários)

"SISTEMAS DE COTAGEM"

Relógio de Bolinhas Montagem de Flávio Machado Desenhos de Alex Sandro

veneza Armário de automação IP 55

ESPECIFICAÇÕES PREGÃO MOBILIÁRIO 2013.

International Paper do Brasil Ltda.

CORTE DOS METAIS. Prof.Valmir Gonçalves Carriço Página 1

Sumário Serra Fita FAM

de limpeza frontal com corrente

Parte 2: Instruçes de montagem classe 806

SISTEMA DE ESTANTES MOVIPACK

EPS ABS AIRBAG CINTO DE SEGURANÇA CAPACETE CADEIRA DE BEBES

Biombos 70 e 90 Estações de Trabalho


POLIAS DE CORRENTE PARA OPERAÇÃO DE VÁLVULAS ELEVADAS. Ferro dúctil Aço inox Alumínio Aço carbono

TRANSPALETES MANUAIS MANUAL DE USO E MANUTENÇÃO CATÁLOGO PEÇAS DE REPOSIÇÃO

CAPÍTULO 7 FABRICAÇÃO DOS DORMENTES

Afiação de ferramentas

EXAUSTOR MUNTERS MANUAL DE INSTALAÇÃO EXAUSTOR MUNTERS REV.00-11/2012-MI0047P

Preparo periódico do solo arados de discos *

Pregão 003/2006 Alteração 01 ANEXO I ESPECIFICAÇÃO ESPECIFICAÇÃO DE SISTEMAS DE ARQUIVAMENTO COMPOSTO DE MÓDULOS DE ARQUIVOS DESLIZANTES

1 Introdução. 2 Material

Henflex. Henflex Índice

MANUAL DE INSTALAÇÃO INFORMAÇÕES PARA INSTALAÇÃO DA SUA PLACA

Horário Segunda a Sexta 08,00-12,00 14,00-18,00. Coordenadas: " N " W. catm@catm.pt SEIXAL

Coluna de Elevação Hidráulica

Manual Técnico e Certificado de Garantia

2 Os protótipos avaliados foram: biombos em painéis de vidro totalmente jateado (PJJ1 e PJJ4) e biombos em painéis de tecido (PT1 e PT4).

SPOT BATTERY EXCHANGER

Sistema de Esteira Porta Cabos igus Guia de Instalação

JULHO

MÁQUINA PARA COSTURAR BOCA DE SACO

Caminhões basculantes. Design PGRT

TUTORIAL FONTE LINEAR

Manual de Instalação de Portas Rollup Tipo Deslizante

Plataforma móvel de trabalho em altura Manual de Instruções

INSTALAÇÃO, LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO DAS CORRENTES TRANSPORTADORAS PROCEDIMENTO DE INSTALAÇÃO DA CORRENTE

Instruções de Instalação do Rack

GME-100C Olho Mágico Digital com campainha

Telha GraviColor. Sofisticação acima de tudo.

(11) Número de Publicação: PT A. (51) Classificação Internacional: B66C 13/08 ( ) B66F 9/04 ( )

MANUAL - POLICARBONATO POLICARBONATO CHAPAS E TELHAS TELEVENDAS. SÃO PAULO: CAMPINAS:

- Cortiça - Gráfica - Mobiliário. - Papel - Madeiras - Embalagem. - Reciclagem - Plásticos - Outras Industrias

Termoseladora Automática

PLANILHA DE FORMAÇÃO DE PREÇOS DO MOBILIÁRIO PARA INSPETORIA REGIONAL DE MOSSORÓ

Impressora HP LaserJet Série P2030. Guia de papel e mídia de impressão

Manual de Operação 1

SAMSUNG ML-3750 (MLT-D305L)

INSTRUÇÕES DE UTILIZAÇÃO

Apostila Técnica de Estantes 01 de 12

INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA. Faça uma manutenção preventiva a cada 6 meses. NUNCA USE QUALQUER OUTRO PRODUTO DE LIMPEZA.


FABRICAÇÃO. Certificação: ISO 9001 Impacto das esferas de acordo com DIN Isolamento acústico de acordo com DIN 52210

PROCEDIMENTOS E ORIENTAÇÕES DE SEGURANÇA NAS TAREFAS EXECUTADAS NA COZINHA INDUSTRIAL.

Adaptação de. PdP. Autor: Luís Fernando Patsko Nível: Intermediário Criação: 13/01/2006 Última versão: 18/12/2006

ANEXO I TERMO DE REFERÊNCIA

Impressora HP DeskJet 720C Series. Sete passos simples para configurar a sua impressora

ANEXO II - PLANILHA DE COTAÇÃO (PCT)

ANEXO 01. Figura 1 - Planta da área a ser trabalhada. DW indica os locais a serem trabalhados com drywall.

Modelo SOLO900 SOLO700 TOPO700. Carga máx kg o par 3000 kg o par 3000 kg o par. 726 mm. 702 mm (linha superior) ( 702 mm)

Instruções complementares. Centragem. para VEGAFLEX Série 80. Document ID: 44967

Instruções para Carrinho de Bebê Multifuncional SONHO

Pedro Rocha

e do operador na instalação e na manutenção. Nesse tipo de montagem, o cabo de alimentação não sofre torções nem é tracionado.

Corte e dobra. Nesta aula, você vai ter uma visão geral. Nossa aula. Princípios do corte e da dobra

TECNOLOGIAS DEMONSTRADAS NO ECHO: PRENSAS DE BRIQUETES PARA COMBUSTÍVEIS ALTERNATIVOS

Estantes Simplos para cargas ligeiras

Apresentação de Dados em Tabelas e Gráficos

Steel frame - fechamento (parte 3)

ESQUADREJADORA. Princípios principais de utilização e precauções:

AQUECEDOR A ÓLEO INSTRUÇÕES OPERACIONAIS CALDOSETTE

Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Física Gleb Wataghin. F 609 Tópicos de Ensino da Física I

Simplos. Estantes para cargas ligeiras

Curso de Engenharia de Produção. Sistemas Mecânicos e Eletromecânicos

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

WORX AEROCART MODELO WG050

Com a introdução da automatização, os calibradores no entanto, vão perdendo a sua importância dentro do processo de fabricação.

Transcrição:

Invenções, desenhos, ideias e projectos por Mário Loureiro Capitulo II - Máquinas e equipamentos 1988 - Mesa de corte de madeira Para fabricar colunas de som é necessário cortar as placas de contraplacado de 1,5x2,5m 2. Atendendo a que uma esquadrejadora apropriada em 1987 custava cerca de 5000, o autor optou por comprar a esquadrejadora que se vê ao centro, por menos de um décimo do preço, mas que não era apropriada para cortes de grandes dimensões. Imagem 2.1 - Esquadrejadora de madeira com rolos Por si só esta esquadrejadora não permitia com facilidade cortar placas inteiras de 2,5x1.5m 2 ou 1,25x2m 2, nem fazer um corte preciso, pelo que foi necessário aplicar rolos nas laterais, para permitir deslizar as placas inteiras na esquadrejadora. Para cortarmos uma tira com uma certa medida é necessário ter uma régua fixa a essa distância da face do disco e paralela a ele que faça de guia. Só temos de manter a placa encostada à régua enquanto a empurramos para que o corte fique preciso. Então fixou-se à esquadrejadora, a esteira que está mais afastada na imagem. Nesta foram aplicadas duas fitas métricas para permitirem um corte preciso através da régua que é fixada por grampos (ver em pormenor na imagem seguinte). As fitas ficaram 3mm rebaixadas em relação à face da mesa de corte para que a placa ao deslizar não tocasse nas mesmas e as danificasse.

Para calibração das fitas em termos de distância à face do disco de corte, são aplicadas anilhas de afinação entre a esteira rolante e a esquadrejadora. Consegue-se com este equipamento uma precisão em que o desvio máximo do corte é inferior a 0,5mm. Quando se cortam várias placas consecutivamente com uma dada medida o desvio máximo entre elas é inferior a 0,25mm. Imagem 2.2 - Vista em pormenor da fixação da régua Para o fabrico destas estruturas empregaram-se parte de duas esteiras rolantes que o autor comprou por concurso aos CTT de Lisboa (das antigas instalações dos correios da 24 de Julho). O restante fabrico foi feito pelo seu sócio João Manuel dos Remédios Silvestre, serralheiro profissional. 1988 - Mesa de serigrafia Para permitir fazer serigrafia que era necessária ao autor para o fabrico dos circuitos electrónicos, feitos em placas epoxy, e na impressão das frentes metálicas dos aparelhos de áudio que fabricava, concebeu a mesa de serigrafia que se exibe. A estrutura metálica foi feita na altura pelo seu sócio João Manuel dos Remédios Silvestre. Mais tarde o mesmo fabricou os quadros em aço que durante anos foram em madeira. 28

Imagem 2.3 - Mesa de serigrafia com quadro sensibilizado O porta-quadro que se vê à esquerda na imagem, fixa o quadro de serigrafia por vários parafusos de orelhas, ele tem afinação em altura, pois as placas e as frentes têm diferentes espessuras. Também permite imprimir uma caixa com mais de 100mm, pois temos de elevar o quadro pelo menos mais um a dois mm acima da face a imprimir. Também a posição do portaquadro na mesa é afinável, através da fixação feita com parafuso de orelhas, para que a posição seja a melhor face aos tamanhos variáveis das placas a imprimir. Também é rotativo para introduzir e remover a peça a imprimir. topo da mesa. O porta-quadro pode-se inverter para a impressão de caixas de grandes dimensões no Imagem 2.4 - Mesa de serigrafia com o quadro levantado Na mesa foi aplicada um trilho que permite fixar um batente através de uma porca com orelhas pelo lado inferior, e que é afinável em profundidade; eixo Y, para o posicionamento da 29

placa nesse eixo. Para batente no outro eixo X, foi feita uma braçadeira rectangular que se aperta em qualquer lado direito da mesa. Imagem 2.5 - Pormenor do trilho com batente e braçadeira rectangular Em máquinas de serigrafia emprega-se o vácuo para fixar a peça a imprimir. Podia-se aplicar tal técnica nesta mesa, através de um bloco metálico perfurado e com batentes nos dois eixos X e Y. O quadro de serigrafia tem uma tela de Nylon colada e que na realidade é uma rede. Esta rede pode ser composta por mais de 100 linhas por mm quando se exige resolução na impressão como é o caso do fabrico de circuitos impressos. Ao aplicar-se uma emulsão fotossensível na tela através de uma espátula de borracha própria para tal, esta após secar e apanhar radiação UV fica fixa e não deixará passar nenhuma tinta. Imagem 2.6 - Espátula feita pelo autor. Para secar os quadros após a aplicação da emulsão fotossensível fez-se uma estufa escura com ventilação, feita em aglomerado de madeira e que se exibe na imagem seguinte. O ventilador tem as dimensões de 120x120x40mm e é a 220VAC. A estufa serve também para resguardar os quadros. 30

Imagem 2.7 - Estufa escura concebida pelo autor. Se queremos imprimir uma dada imagem, com um fotolito a preto da mesma, que pode ser em papel vegetal, inserimos o mesmo entre o quadro e iluminamos durante minutos com luz ultravioleta (UV) como a HPR125 da Philips. Ao lavar-se o quadro, de preferência com água à pressão, a emulsão que não apanhou UV devido à sombra do fotolito sai e fica a imagem invertida desta. Para aumento da sensibilidade da emulsão pode-se diluir com água destilada uma pequena quantidade de dicromato de amónio que se mistura com a emulsão fotossensível. Se for em demasia a emulsão fixa-se toda incluindo aquela que não apanha UV. O autor concebeu ainda na mesma altura uma mesa com tampa de vidro com uma lâmpada de UV colocada no fundo ao centro para que os UV incidam o mais perpendicularmente 31

ao quadro após passarem pelo fotolito (cerca de 1m de distância). Para que a tela do quadro encoste bem o fotolito ao vidro emprega-se esponja pressionada com uma placa e pesos como transformadores. Imagem 2.8 - Mesa de exposição de UV feita pelo autor. 1989 - Concepção de cunhos sem guias para puncionadora Para fazer furos de grande diâmetro em chapa como de 20mm não é pratico empregar brocas, mesmo que sejam do tipo craniana, pois é demorado o processo, para haver produtividade tem de se fazer o furo com uma prensa balancé ou uma puncionadora. A puncionadora foi a máquina escolhida pelo autor pois é mais adequada para séries pequenas. O autor encomendou então uma puncionadora hidráulica para perfurar chapa metálica que foi fabricada na serralharia dos Casais, Coimbra. 32

Imagem 2.9 - Puncionadora hidráulica Como ferramentas de corte o autor encomendou o fabrico de cunhos com as medidas mais utilizadas em aparelhos de som. Imagem 2.10 - Desenho exemplificativo do cunho para fazer furos de 24mm Estes cunhos sem guias têm a vantagem de não estarem tão limitados na distância do furo a fazer ao bordo da chapa como acontece nos cunhos com guias. Por exemplo se quisermos fazer um furo em que a distância mínima do seu centro ao bordo da chapa for de 100mm, teríamos que ter um cunho com essa cavidade (distância do furo ao fundo do molde) o que os tornaria grandes e dispendiosos. 33

Imagem 2.11 furo a fazer a distância certa da face Este tipo de cunho pode furar peças já quinadas como calhas inox para iluminação, enquanto os cunhos com guias tem normalmente um pequeno espaçamento entre a guia e o cunho. Imagem 2.12 calha inox para pilotos Exige-se que sejam apertados a encaixarem perfeitamente um no outro, caso contrário podem-se quebrar e provocar acidente no operador com a projecção de algum estilhaço. 34

Imagem 2.13 - Cunhos para furo redondo de 14mm Mais tarde em 1992 foi feito em colaboração com o colega de licenciatura em engenharia mecânica João Paulo um batente afinável para o posicionamento do eixo Y. Para afinar o posicionamento do eixo X foi aplicada uma fita métrica bastando fixar um grampo ou um alicate de grifes para fazer de batente nesse eixo. Imagem 2.14 - Barra de posicionamento do eixo Y 35

2004 Mesa esquadrejadora de madeira - Projecto didáctico No agrupamento de Escolas da Pampilhosa do Botão havia uma ferramenta portátil de corte de madeira mas a mesma não permite trabalhos precisos, assim foi feita pelo autor e seus alunos uma estrutura que fixou a ferramenta portátil de corte, para tal foi cortada uma placa de contraplacado que foi rebaixada para a ferramenta ficar à face, nesta foram abertos uns sulcos laterais onde se colaram fitas métricas. Fixa-se com dois grampos uma barra como uma cantoneira que se exibe na imagem para guia da placa ao cortar com a medida pretendida. Imagem 2.15 - Mesa esquadrejadora 2004 Melhoria de grua de oficina O seu pai João António Loureiro fabricou a nos anos 90 uma grua para motores, mas a mesma não oferecia muita segurança devido à folga entre a barra de elevação e a coluna e à torção da estrutura aquando de motores pesados como o do Citroën CX. Para melhorá-la aplicoulhe então dois tubos de aço inclinados e barras de aço para diminuir a folga da barra articulada de elevação. 36

Imagem 2.16 - Grua de oficina melhorada 2011 Rodízios com elevação para equipamento pesado Para uma fonte de carros de choque que o autor estava a remodelar seria bom meter na mesma rodízios uma vez que ela pesa mais de 500kg. Como a mesma se destina a meter num reboque ou semi-reboque que chegam a ter chão em tijoleiras os rodízios teriam de ser largos para as não partir. pavimento. Movimentar esta fonte nestas condições é muito difícil, pode-se riscar ou danificar o Os rodízios poderiam ser de remover mas tal pode ser difícil depois de colocada no loca, devido à dificuldade de acesso. Teve a ideia de aproveitar uns rolos de esteiras rolantes que possuía há muitos anos e metê-los a elevar cerca de 10mm através de dois parafusos um em cada extremo conforme desenho. 37

Imagem 2.17 - Desenho do rodízio com o rolo elevado Imagem 2.18 - Desenho do pormenor do suporte sem rolo Foram feitos e aplicados os rodízio numa fonte de alimentação com mais de 500kg ver imagem no Capítulo IIX Electrotecnia. 38

2012 Traçador projecto didáctico Máquinas e equipamentos Desde 2008 que os alunos do autor do curso profissional de manutenção industrial fazem uma ferramenta semelhante ao desenho de 2012 que se exibe. Imagem 2.19 Desenho do traçador 2012 Estante projecto didáctico Estante destinada a arrumar materiais de refrigeração e climatização, sala 02 da ESAB, a ser executada pelos alunos do autor durante o ano letivo de 2012/2013. 39

Imagem 2.20 Estante de 2x1,5x0,75m 40