LOGÍSTICA Professor: Dr. Edwin B. Mitacc Meza edwin@engenharia-puro.com.br www.engenharia-puro.com.br/edwin
Introdução
A A logística sempre existiu e está presente no dia a dia de todos nós, nas mais diversas atividades, ou seja, se desejamos adquirir um produto ou se planejamos as tarefas a serem realizadas durante o dia é a que permite que tudo aconteça. Segundo Antônio Galvão Novaes, autor do livro e Gerenciamento da Cadeia de Distribuição, na sua origem, o conceito de estava essencialmente ligado às operações militares. 3
A Ao decidir avançar suas tropas, seguindo uma determinada estratégia militar, os generais precisavam ter, sob suas ordens, uma equipe que providenciasse o deslocamento, na hora certa, de munição, alimentos equipamentos e socorro médico para o campo de batalha. 4
A Foi o que também ocorreu nas empresas durante um bom período de tempo. Uma indústria precisa transportar seus produtos da fábrica para os depósitos ou para as lojas de seus clientes; precisa também providenciar e armazenar matéria prima em quantidades suficientes para garantir os níveis de fabricação planejados. Por outro lado, em razão das descontinuidades entre o ritmo de produção e de demanda, precisa manter produtos acabados em estoque. 5
A Essas operações eram antigamente consideradas atividades de apoio, inevitáveis. Os executivos entendiam então que, no fundo, tais operações não agregavam nenhum valor ao produto. Dentro da organização empresarial, esse setor era encarado como um mero centro de custo, sem maiores implicações estratégicas e de geração de negócios.. 6
A ONTEM Na Antiguidade, as mercadorias que as pessoas desejavam não eram produzidas onde elas gostariam de consumi las ou não eram acessíveis quando as desejavam. Alimentos e outros bens de consumo estavam amplamente dispersos e disponíveis em abundância apenas em certos períodos do ano. As pessoas tinham que consumir as mercadorias imediatamente nos locais onde as encontravam, ou precisavam transferilas para um local de sua preferência e armazená las para uso posterior. 7
A ONTEM Entretanto, devido à ausência de um sistema de transporte bem desenvolvido e de sistemas de armazenagem, o movimento de mercadorias era limitado ao que um indivíduo podia transportar e a armazenagem de perecíveis era possível apenas por um curto período de tempo. Essas limitações dos sistemas de movimentação e de armazenagem forçaram as pessoas a viverem perto das fontes de produção e a consumirem uma estreita gama de mercadorias 8
A HOJE Mesmo hoje, em algumas áreas do mundo, o consumo e a produção estão em regiões geográficas muito limitadas. Exemplos impressionantes ainda podem ser observados em alguns países da Ásia e da África,ondegrandepartedapopulaçãoviveem pequenas aldeias, e a maioria do que necessitam é produzida em uma vizinhança próxima. Algumas mercadorias são trazidas de outras áreas. A eficiência produtiva e o padrão de vida são geralmente baixos nesse tipo de economia. O principal motivo para isso éafaltadesistemas logísticos bem desenvolvidos e baratos que possam encorajar uma troca de mercadorias com outras áreas produtivas do país. 9
A HOJE Quando o sistema logístico melhorou, o consumo e a produção começaram a separar se geograficamente. As regiões se especializaram nas mercadorias que poderiam ser produzidas com mais eficiência. O excesso de produção poderia ser transportado de forma econômica para outras áreas produtivas ou consumidoras, enquanto que os produtos necessários que não fossem produzidos no local seriam importados. 10
A ONTEM e HOJE Ontem a era vista como um mero gerador de custos dentro da empresa e hoje ela é considerada uma atividade estratégica dentro das organizações. 11
A e a Cadeia de Suprimentos
Conceito de é o processo de gerenciamento estratégico da compra, dotransporte edaarmazenagem de matériasprimas, partes e produtos acabados (além dos fluxos de informação relacionados) por parte da Organização e de seus canais de marketing, de tal modo que a lucratividade atual e futura sejam maximizadas mediante a entrega de encomendas com o menor custo associado. A é essencialmente a orientação eaestrutura de planejamento que procuram criar um plano único para o fluxo de produtos e de informação ao longo de um negócio. 13
A Cadeia de Suprimentos (Supply Chain Management) A Cadeia de Suprimentos apoia se na estrutura logística e procura criar vínculos e coordenação entre os processos de outras organizações existentes no canal, ou seja, fornecedores, clientes eaprópriaorganização. Éagestãodasrelações a montante e ajusante com fornecedores e clientes para entregar mais valor ao cliente, a um custo menor para a cadeia de suprimentos como um todo. Montante = que soma, importância. Jusante = sentido em que fluem as informações. 14
O Conceito da Cadeia de Suprimentos É uma rede de organizações conectadas e interdependentes, trabalhando conjuntamente, em regime de cooperação mútua, para controlar, gerenciar e aperfeiçoar o fluxo de matérias primas e informação dos fornecedores para os clientes finais. O foco da Cadeia de Suprimentos: Está no gerenciamento das relações, de modo atingir um resultado mais lucrativo para todas as partes da cadeia. Está na cooperação e na confiança e no reconhecimento de que devidamente gerenciado, o todo pode ser maior que a soma de suas partes. 15
... entendendo a evolução Atividades Separadas Atividades logísticas desempenhadas por diversas áreas. se restringe ao armazém e transportes. Fluxo de informações é deficiente. Busca por eficiência departamental não existe sinergia. Integrada Integração das atividades sob a mesma responsabilidade. Criação do Departamento de. Preocupação com o fluxo de informações. Busca pela redução do custo total da empresa visão sistêmica. Cadeia de Suprimentos Integração das atividades logísticas entre diversas empresas. Iniciativas como ECR, Quick Response e CPFR. Troca de informações entre empresas. Buscapelareduçãodo custo total da cadeia e satisfação do consumidor. EVOLUÇÃO DA LOGÍSTICA 16
... Resumindo (Council of Supply Chain Management Professionals ) Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos, engloba o Planejamento ea Gestão de todas as atividades envolvidas em Identificar Fornecedores, Comprar, Fabricar, e Gerenciar as atividades logísticas. Inclui também a Coordenação e a Colaboração entre os parceiros do canal, que podem ser Fornecedores, Intermediários, Provedores de serviços e clientes. Seu objetivo é agregar o maior valor possível ao CONSUMIDOR A é a parcela do processo da cadeia de suprimentos que planeja, implanta e controla o fluxo eficiente e eficaz de matérias primas, estoque emprocesso,produtosacabadoseinformaçõesrelacionadas,desdeseu ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender aos requisitos dos clientes. é parte do Supply Chain Management 17
Vantagem Competitiva
A e o Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos podem ser uma vantagem competitiva para as empresas? 19
... A condução eficaz da logística e do gerenciamento da cadeia de suprimentos pode fornecer importante fonte de vantagem competitiva, ou seja, uma posição de duradoura superioridade em relação aos concorrentes, emtermosdepreferência do cliente, pode ser obtida mediante o melhor gerenciamento da logística e da cadeia de suprimentos. Exemplos: Tempo de entrega de produtos adquiridos (entregas rápidas); Embalagemdeproteçãodeumproduto(maior resistência); Agilidade no processo de compras; Informações confiáveis sobre o produto; Serviços especiais; etc. 20
... A fonte de Vantagem Competitiva está: 1. Na capacidade da organização de se diferenciar aos olhos do cliente e de seus concorrentes; 2. Em operar a um custo menor e, portanto, com maior lucro. Buscar uma vantagem competitiva sustentável e defensável tem sido a preocupação de todo administrador que esteja consciente das realidades do mercado. Não é mais aceitável supor que bons produtos vendem por si mesmos nem é aconselhável imaginar que o sucesso de hoje estará garantido amanhã. 21
... Fundamentalmente, o sucesso comercial deriva ou de uma VANTAGEM DE CUSTO ou de uma VANTAGEM DE VALOR ou ainda de ambas. Em qualquer setor, o concorrente que mais lucra tende a ser o produtor de custo mais baixo ou o fornecedor que entrega o produto com maior diferenciação percebida. 22
Vantagem de Custo Em muitas atividades haverá aquele concorrente que será o produtor de baixo custo, e geralmente ele terá o maior volume de vendas no setor. Quanto mais... Melhor Tradicionalmente, sugere se que o principal caminho para a redução de custos é com o ganho em maiores volumes de venda, e de fato não há dúvida quanto a íntima relação entre participação de mercado e custos relativos. É preciso reconhecer, no entanto, que a logística e o gerenciamento da cadeia de suprimentos podem oferecer grande número de meios para aumentar a eficiência e a produtividade, e assim contribuir significativamente para a redução dos custos por unidade. 23
Vantagem de Valor Em marketing se diz que: os clientes não compram produtos, compram benefícios. Dito de um outro modo, o produto é adquirido não por si mesmo, mas pela promessa daquilo que oferecerá. Esses benefícios podem ser intangíveis, isto é, relacionam se não a aspectos físicos do produto, mas a coisas como imagem ou serviço. Ou então, o que está sendo oferecido pode ser visto como algo que supera seus concorrentes em algum aspecto funcional. 24
Quais são os principais meios pelos quais se pode obter essa diferenciação de valor? Diferentes grupos de clientes no mercado inteiro atribuem importância diferente a diferentes benefícios. Por exemplo: um automóvel de luxo está direcionado a um segmento do mercado, enquanto o carro popular está direcionado a um outro segmento diferente do automóvel de luxo. Cada uma delas procura satisfazer as necessidades de segmentos de benefício bem diferentes. Agregar valor mediante diferenciação é um meio bastante eficiente de se obter uma vantagem competitiva no mercado. 25
Vantagem de Valor Outra forma eficiente como meio de agregar valor é o SERVIÇO. Cada vez mais os mercados tornam se mais sensíveis ao serviço e isso, obviamente, traz desafios para o gerenciamento logístico A vantagem de valor com o serviço significa que cada vez mais torna se difícil competir com base na marca ou imagem corporativa. Além disso, há uma crescente convergência de tecnologia nas categorias de produtos e, portanto geralmente não é mais possível competir com base em diferenças de produto. 26
Vantagem de Valor Sendo assim, o SERVIÇO está vinculado ao processo de desenvolvimento de relacionamentos com os clientes por meio da ampliação da oferta, que pode assumir muitas formas entre as quais o serviço de entrega, serviços pós venda, pacotes de financiamento, suporte técnico, etc. 27