Dados do Ensino Médio

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Transcrição:

Dados do Ensino Médio População de 15 a 17 anos (2010): 10.357.874 (Fonte: IBGE) Matrículas no ensino médio (2011): 8.400.689 (Fonte: MEC/INEP)

Dados do Ensino Médio Dos 10,5 milhões de jovens na faixa etária de 15 a 17 anos, apenas 47,7% mantêm adequada a relação idade/série. Em 2009, segundo a PNAD, na faixa de 18 anos, idade em que já deveriam ter concluído o Ensino Médio, somente 37% conseguiu completar esta etapa. Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Os Determinantes do Fluxo Escolar entre o Ensino Fundamental e o Ensino Médio no Brasil (2010) mostra que 70% dos jovens matriculados no Ensino Médio provêm de famílias com renda familiar per capita de até um salário mínimo.

Dados do Ensino Médio Em termos de progressão, o estudo da FGV indica que: 83% dos jovens concluintes do Ensino Fundamental se matriculam no primeiro ano do Ensino Médio na idade considerada correta ou adequada; 65% no segundo ano; e 55% no terceiro ano. Os demais o fazem com distorção idade série;

Dados do Ensino Médio IDEB do Ensino Médio: Em 2005, o índice do Ensino Médio era 3,4. Em 2007, o índice foi 3,5 e a meta 3,4; Em 2009, o índice alcançado foi de 3,6 e a meta era 3,5. Meta 2021: 5,2

Desafios do Ensino Médio As transformações da sociedade, da economia e do mundo do trabalho pressionam as escolas secundárias para que considerem novas abordagens de ensino. A preparação de jovens para a educação superior já não é um objetivo exclusivo ou adequado. Com as instituições tradicionais tais como a família ou as organizações religiosas, encontrando-se, cada vez menos, em posição de garantir apoio às gerações jovens, é necessário encorajar a transição da cultura de dependência para a cultura da autonomia.

Desafios do Ensino Médio A inclusão de numerosas disciplinas se traduz em sobrecarga curricular que pode ter reforçado a tradição prejudicial do aprendizado por meio da memorização ou pode dificultar a conexão entre essas disciplinas e os currículos. É necessário transmitir, de maneira holística, os conhecimentos, habilidades e atitudes que permitirão aos jovens atuarem de maneira eficaz no trabalho e na vida, especialmente, para que sejam capazes de enfrentar os paradoxos, conflitos e mudanças ao longo da vida.

Ensino Médio: o plano legal Finalidades previstas na LDB: A consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos... A preparação básica para o trabalho e a cidadania... O aprimoramento do educando como pessoa humana... A compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos...

Projeto Currículo do Ensino Médio Protótipo curricular de ensino médio orientado para o trabalho e as demais práticas sociais

Protótipo curricular de ensino médio O Protótipo propõe: Currículo organizado a partir de um Núcleo de preparação básica para o trabalho e demais práticas sociais: principal estratégia de integração curricular (O que seria este núcleo, composto de professores do ensino médio?) Nova estrutura curricular Nova forma de alocação do tempo e do espaço escolar

Mecanismos de integração curricular Um Núcleo de preparação básica para o trabalho e as demais práticas sociais. Quatro áreas de conhecimento. Quatro dimensões articuladoras: trabalho, ciência, cultura e tecnologia. Funcionalidade do Núcleo e das Áreas. Metodologia de ensino e aprendizagem. Avaliação

O Núcleo de preparação básica para o trabalho e as demais práticas sociais Reúne os objetivos de aprendizagem diretamente ligados à preparação básica do jovem pelo e para o trabalho entendida como o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores necessários a todo tipo de trabalho; É também a partir do Núcleo que, espera-se, alunos e professores possam atingir os objetivos de aprendizagem relacionados a outras práticas sociais. Promotor de atividades de diagnóstico (pesquisa) e de intervenções transformadoras (trabalho) associadas às 4 dimensões articuladoras do EM: trabalho, ciência, cultura e tecnologia.

O Núcleo de preparação básica para o trabalho e as demais práticas sociais (continuação) Com foco no trabalho e na pesquisa, o Núcleo deverá ser operado por todos os professores e todos os alunos. Ocupará 25% do tempo curricular, ou seja, pelo menos 200 horas/ano para um ensino médio de pelo menos 800 horas/ano.

As áreas de conhecimento A definição dos objetivos de aprendizagens tem como referência os objetivos do Núcleo de preparação básica para o trabalho e as demais práticas sociais e a matriz do novo Enem. Desenvolverão conhecimentos próprios e aprendizagens que garantirão a formação dos estudantes e subsidiarão as atividades e aprendizagens do Núcleo.

As áreas de conhecimento (continuação) As questões, problemas ou variáveis de investigação surgem das áreas de conhecimento, que segmentam o real e o saber já construído sobre ele. Essas questões são integradas e sistematizadas tendo como referência as dimensões do trabalho, da cultura, da ciência e da tecnologia. Dividida entre as dimensões, dará origem às ações de pesquisa e de transformação desenvolvidas no Núcleo. O Núcleo também irradiará demandas que orientarão o planejamento das atividades das áreas. A interação entre a parte e o todo é assim garantida.

As áreas de conhecimento (continuação) Podem ser organizadas de diferentes formas: Linguagens e códigos: mesmo sem divisão por disciplinas, se reconhecem nos objetivos de aprendizagem as origens disciplinares. Matemática: os conteúdos disciplinares se agrupam em função dos objetivos da preparação básica para o trabalho e as demais práticas sociais (Núcleo). Ciências da Natureza: há tanto objetivos gerais da Área, quanto específicos para Física, Química e Biologia. Ciências Humanas: os objetivos se organizam em focos temáticos como trabalho, tempo, espaço e ética.

Elementos de integração - EM

Metodologia de ensino e aprendizagem A opção metodológica fundamental para atingir os objetivos curriculares previstos envolve: Participação efetiva dos estudantes no desenvolvimento de suas capacidades e na construção do seu conhecimento. Projetos de investigação (pesquisa) e de intervenção (trabalho), com ampla participação dos estudantes. As aulas, conduzidas pelos professores, subsidiárias às atividades do Núcleo. Participação conjunta dos professores e estudantes na execução dos projetos.

Avaliação como recurso de integração curricular Avaliação de processo e que combine processos internos e contínuos com processos externos que envolvem indicadores nacionais ou internacionais; Uma autoavaliação combinada com avaliação pelos colegas e pelos docentes visando promover maior autonomia dos estudantes;

Condições mínimas para implantação Interesse e adesão voluntária por parte das instituições de ensino/sistemas. Criação do Núcleo articulador, com pelo menos 25% do tempo curricular dedicado a ele; Nova organização do horário de aulas, do calendário escolar e das formas de avaliação; novos enfoques metodológicos; Disposição dos gestores da escola e dos professores para formas participativas de gestão, com envolvimento efetivo dos estudantes no planejamento curricular (levantar problemas, fazer diagnóstico, propor projetos de intervenção, demandar conhecimentos das Áreas etc); Docentes predominantemente em tempo integral em uma mesma escola, devidamente contratados; Infraestrutura adequada para funcionamento;

Desafios e Perspectivas Formar professores dispostos para essa experiência é um desafio, mas em contrapartida dá-se a perspectiva dessa formação ocorrer na prática escolar, em que educadoreseducandos sejam realidade vivida. Superar práticas anacrônicas, entraves estatutários e outros obstáculos é um desafio, mas em contrapartida abre-se a perspectiva de dar realidade a uma escola criativa, generosa e necessária. Que tipo de educação queremos assegurar?

Muito obrigado pela atenção de vocês! Marilza Regattieri marilza.regattieri@unesco.org.br