TCEnet e TCELogin Manual Técnico
1. O que há de novo O TCELogin está na sua terceira versão. A principal novidade é o uso de certificados pessoais do padrão ICP-Brasil. O uso desses certificados permite simplificar as interações com o TCE-RS. O acesso ao TCEnet, por exemplo, pode ser feito pelo administrador através de seu certificado ICP-Brasil. Isso significa que não é mais necessário protocolar um formulário impresso com a respectiva documentação comprobatória. Entretanto, o TCEnet continuará a emitir certificados do TCE-RS. Isso significa que os operadores de sistemas que não possuem certificado ICP-Brasil poderão continuar a usar os sistemas assim como têm feito até agora. Os operadores que por acaso possuírem certificado ICP-Brasil poderão usá-lo para aceder aos sistemas do TCE-RS. Além disso, todas as senhas de sistemas serão unificadas. Isto é, para cada usuário (identificado pelo seu CPF) haverá apenas uma senha e esta senha poderá ser usada em todos os sistemas que o usuário tiver permissão de uso. 2. Introdução O Tribunal de Contas do Estado, a fim de otimizar seus processos internos e externos, tem disponibilizado cada vez mais serviços através da rede mundial de computadores a Internet. Porém, ao utilizar a Internet, torna-se necessário o uso de procedimentos que garantam a autenticidade, a privacidade, a integridade e a segurança dos dados trafegados entre o Tribunal de Contas e os órgãos da administração pública direta e indireta do Estado do Rio Grande do Sul e dos municípios, incluindo-se os consórcios públicos. Para que estes procedimentos sejam realizados de forma padronizada, o Tribunal de Contas do Estado define uma estrutura de certificação digital, denominada TCEnet. Essa estrutura irá permitir o acesso aos sistemas, aplicações e programas informatizados disponibilizados pelo Tribunal de Contas do Estado, através de um certificado digital, denominado e-tcenet. O objetivo deste documento é descrever a forma de uso do TCEnet, a forma de obtenção do e-tcenet, e o seu uso pelos órgãos envolvidos.
3. Função O TCEnet tem a função de proteger a comunicação entre os órgãos jurisdicionados e o TCE-RS. Os certificados não estão ligados a nenhuma aplicação ou pessoa específica. Além do certificado, o usuário precisa digitar uma senha pessoal. Dessa forma, o TCE-RS consegue identificar não apenas o órgão, como também a pessoa que estiver utilizando um sistema. Essa senha adicional é gerenciada pelo sistema TCE- Login. Os usuários que possuírem certificados pessoais ICP-Brasil podem usá-los em substituição à combinação e-tcenet e senha. 4. Papéis Para gerar um certificado, é necessário identificar algumas pessoas: Administrador o administrador em exercício do órgão (como o prefeito ou o presidente da câmara municipal); Responsável Operacional funcionário do órgão com perfil técnico que irá guardar a senha do certificado, instalá-lo nas máquinas das pessoas que farão uso do mesmo, e habilitar operadores para os sistemas. É importante salientar que o Responsável Operacional não precisa ser, necessariamente, usuário de um sistema e que, além disso, ele terá a função de instalar o certificado nas máquinas das pessoas que utilizarão os sistemas do TCE-RS, como o SISCOP (Sistema para Controle de Obras Públicas) e a BLM (Base de Legislação Municipal). 5. Utilização do TCEnet O administrador precisa, antes de qualquer outra ação, ser identificado no SISCAD. Esse novo sistema do TCE-RS é usado para gerir as pessoas vinculadas aos órgãos jurisdicionados. Ademais, o administrador precisa, necessariamente, de um certificado ICP-Brasil. Uma vez identificado no SISCAD, o administrador pode utilizar o TCEnet, identificando-se com seu certificado pessoal. No entanto, todas as operações do TCEnet disponíveis aos administradores também estão disponíveis aos Responsáveis Operacionais. Portanto, o administrador tipicamente indicará Responsável Operacional (ou vários) e delegará a ele as tarefas relacionadas ao TCEnet. É importantíssimo ler a documentação, incluindo as Instruções Normativas. Uma vez ciente dos passos a seguir, é preciso:
Gerar um certificado; Solicitar o envio de email com a senha; Buscar o certificado no sítio do TCE-RS; Instalar o certificado nas máquinas dos operadores de sistemas. 6. Formulário de solicitação Não existe mais um formulário de solicitação. Tampouco é necessário protocolar documentação no TCE-RS com a finalidade de obter um certificado do TCEnet. Estando identificado no SISCAD, um administrador pode imediatamente utilizar o TCEnet para executar todas as operações relacionadas aos certificados: gerar; revogar; gerar recibo; recuperar senha; e fazer download. Ele pode também delegar essas tarefas aos Responsáveis Operacionais, indicado pessoas no SISCAD. Tendo sido cadastrados no SISCAD, tanto administrador como Responsável Operacional podem usar o TCEnet, identificando-se com seus respectivos certificados ICP-Brasil. 7. Gerar certificado Gerar um novo certificado é simples. Basta indicar um motivo e premir o botão Gerar. Após alguns instantes, o sistema indicará o sucesso da operação ou o motivo da falha (na hipótese remota de que um erro ocorra). 8. Recuperar Senha Uma vez gerado o certificado, é preciso recuperar a senha. Basta proceder à tela de Recuperar Senha e premir o botão Enviar, antes conferindo o código do órgão (entre parênteses, conforme a próxima figura).
A senha será enviada apenas para o email registrado no SISCAD da pessoa que estiver usando o TCEnet. Ela será enviada sem o número que identifica o órgão. 9. Download do certificado A tela de download é pública (não requer autenticação). Por isso, é preciso informar tanto o código do órgão como a senha do certificado. A cada tentativa fracassada de obter o certificado, o sistema registra o erro e aguarda 30s antes de permitir uma nova tentativa. 10. Instalação do certificado Com o número do órgão e a respectiva senha, o Responsável Operacional deverá buscar o certificado e instalá-lo (ver o manual específico, conforme a versão do navegador). Se for preciso instalar o certificado em várias máquinas, talvez seja mais cômodo guardá-lo numa pasta, disquete ou pen-drive. De qualquer forma, é preciso ter o cuidado de não deixar a senha livremente disponível para outras pessoas.
O arquivo do certificado precisa ser instalado em cada máquina que for utilizada para operar sistemas do TCE-RS. Não basta instalar o certificado numa máquina e tentar operar o SISCOP a partir de outra, por exemplo. 11.Recibo Para saber qual a situação do certificado de um órgão, basta buscar a opção de emissão do Recibo. Essa opção é pública, então não é necessário apresentar a senha do certificado. Basta identificar o órgão, como na figura abaixo. O sistema apresentará um resumo da situação do último certificado gerado para o órgão, na última linha, um indicador do status atual. Esse indicador pode ser: Válido: se o certificado estiver em uso; Revogado: se ele foi cancelado prematuramente; Expirado: se o prazo de validade tenha passado sem que um novo certificado tenha sido solicitado. Ademais, o sistema identifica o último responsável operacional, para que seja possível encontrar a pessoa portadora da senha.
12.Revogação Essa funcionalidade exige autenticação, por segurança. Além disso, o responsável operacional deverá apresentar novamente a senha e um motivo. O sistema apresentará uma tela como a da próxima figura. Pode-se selecionar um dentre três motivos comuns para revogação ou preencher um campo texto livremente. O sistema revogará o certificado imediatamente e os usuários não poderão utilizar os sistemas que exigem certificação, como o SISCOP e a BLM, até que um novo certificado seja gerado.
A geração de um certificado novo automaticamente revoga o certificado anterior. Então, em condições normais, não é necessário revogar um certificado explicitamente. Havendo suspeita de comprometimento de segurança, sugere-se entrar em contato com o TCE-RS imediatamente. 13. TCELogin O TCELogin é um sistema de autenticação auxiliar cuja função é identificar a pessoa que estiver usando um sistema. O certificado digital tem as funções de identificar o órgão e estabelecer uma comunicação segura. Com o TCELogin, tem-se também um controle individual dos operadores. É ele que controla, inclusive, o acesso ao TCEnet. Os dois sistemas são complementares. Há duas formas de identificar-se no TCELogin a fim de usar um sistema do TCE- RS. Pode-se usar um certificado pessoal ICP-Brasil ou um e-tcenet com uma senha pessoal. No primeiro caso, o TCELogin busca o registro do usuário conforme o CPF gravado no certificado e identifica a quais órgãos ele está vinculado e a quais sistemas possui permissão de acesso. Caso o CPF esteja vinculado a dois órgãos ou mais, o operador terá que escolher a qual órgão deseja vincular-se na sessão corrente. Pa-
ra operar os sistemas em nome de outro órgão, o operador deverá encerrar sua sessão (inclusive fechando o navegador) e iniciar uma nova sessão. No segundo caso, o certificado e-tcenet identifica o órgão e o usuário identifica-se digitando seu CPF e sua senha. As senhas antigas foram removidas, mas basta usar o botão Lembrar Senha para que uma nova senha seja criada (desde que o usuário tenha a devida permissão). No futuro, quando novos certificados forem gerados, as senhas permanecerão intactas: elas pertencem aos usuários. Na versão anterior do TCELogin, havia uma senha diferente para cada usuário em cada sistema. Agora, cada usuário possui apenas uma senha para aceder a todos os sistemas aos quais tiver permissão. O primeiro passo, para um usuário que nunca usou o sistema, é solicitar ao administrador ou ao Responsável Operacional o seu cadastro no SISCAD. A seguir, ele deverá solicitar uma senha, conforme a próxima figura:
A senha é um tanto longa e difícil de memorizar. Então, o sistema oferece a possibilidade de trocá-la. Tendo o certificado instalado em sua máquina e uma senha do sistema, o próprio operador pode trocar sua senha, usando a tela da próxima figura (a partir do botão Alterar senha da tela inicial). Assim como pode alterar sua própria senha, o operador pode também solicitar o reenvio da senha a partir do botão Lembrar senha, da tela inicial. Basta informar seu CPF que o sistema enviará a senha cadastrada. O cadastro dos operadores é manipulado apenas no SISCAD. Por isso, o TCELogin não oferece mais a possibilidade de cadastrar, ativar, e desativar usuários. Para reforçar a segurança, o TCELogin exige que as senhas tenham uma certa complexidade: elas precisam ter ao menos 8 caracteres e misturar letras e números. Além disso, as senhas devem ser trocadas a cada ano.