CRESCIMENTO DE VOLUME 12% EM 2009 42
A Oxiteno iniciou 2009 com uma escala significativamente maior, como resultado do programa de investimentos em ampliação de sua capacidade produtiva conduzido nos últimos anos, que contribuiu para consolidar a posição de liderança da empresa no mercado de especialidades químicas na América Latina. Esse programa de investimentos inclui (i) o início da operação da unidade oleoquímica, com capacidade de produção de aproximadamente 100 mil toneladas anuais de álcoois graxos e coprodutos, (ii) a expansão da unidade de óxido de eteno em Mauá, acrescentando 38 mil toneladas anuais à capacidade de produção desse produto, e (iii) a expansão das unidades de etoxilados e etanolaminas em Camaçari, que adicionou 120 mil toneladas anuais à capacidade produtiva desses produtos. Dando continuidade a essas expansões, a Oxiteno concluiu, em outubro de 2009, a construção da nova unidade de acetatos leves na unidade de Mauá, com capacidade de 40 mil toneladas anuais. Essa nova unidade atende à demanda crescente dos acetatos produzidos pela Oxiteno, que são utilizados como solventes para tintas, e reforça a posição da companhia no mercado de solventes oxigenados no Mercosul. 43
/ RELATÓRIO ANUAL 2009 ULTRAPAR O início da produção das novas unidades resultou em um volume de vendas de 634 mil toneladas em 2009, crescimento de 12% em relação a 2008, mesmo com o cenário econômico menos favorável no primeiro semestre. O ano de 2009 progrediu com uma escala crescente das vendas, acompanhando a evolução da operação das novas capacidades, as iniciativas comerciais para substituição de importações e o reaquecimento gradual da economia. Um dos focos operacionais da Oxiteno foi a gestão ativa de seus estoques. A Oxiteno incorporou aos seus processos a metodologia Sales and Operations Planning, que permite um planejamento mais integrado das atividades de vendas, operações e suprimentos. Isso é possibilitado pela convergência e pelo compartilhamento das informações entre as áreas de vendas, compras, planejamento e produção. Em 2008, a empresa constituiu estoque adicional para atender à demanda durante o período de interrupção de operações necessário para as expansões de capacidade, período que coincidiu com o aprofundamento da crise mundial, refletindo em queda da demanda e consequentes reduções nos preços das commodities e, em menor proporção, das especialidades químicas. Ao longo de 2009, a gestão ativa de seus estoques, associada ao crescimento progressivo do volume vendido da Oxiteno, permitiu a redução e otimização dos patamares de estoque da companhia, porém com efeitos ao longo de 2009 de custos históricos de produtos vendidos maiores que os custos de reposição. A receita líquida acumulada da Oxiteno em 2009 foi de R$ 1,9 bilhão, estável em relação a 2008, apesar do aumento no volume vendido, principalmente em função da redução nos preços médios em dólares. Em 2009, o EBITDA da Oxiteno totalizou R$ 145 milhões, 31% abaixo de 2008, principalmente em função de custos históricos maiores que os de reposição e de menores margens a partir do segundo trimestre, por conta dos aumentos de custo das matérias- -primas e da forte valorização do Real. A Oxiteno estima que o efeito no EBITDA decorrente da diferença entre custos históricos e de reposição foi de R$ 78 milhões em 2009. Tendo a inovação como princípio básico, a Oxiteno busca constantemente identificar demandas no mercado de especialidades químicas que possam ser atendidas pelo desenvolvimento de novos produtos. Foi dessa forma que realizou pesquisas que resultaram no desenvolvimento de um novo solvente, o acetato de sec-butila. O produto oferece características técnicas que o credenciam como solvente de resinas, tintas, vernizes e tíneres. Em 2009, a Oxiteno implantou catalisadores de alta seletividade para a produção de óxido de eteno em Mauá e em Camaçari, que elevaram em 25% a conversão de eteno em óxido de eteno, proporcionando aumento de produtividade no uso de matéria-prima e menor produção de gás carbônico, resultando em menor impacto ambiental. Como resultado das iniciativas e dos investimentos da Oxiteno para proporcionar segurança a seus processos e conferir práticas sustentáveis às suas unidades e em treinamento de pessoal, a unidade oleoquímica, que entrou em operação no final de 2008, já é certificada nas normas ISO 9001:2008 e ISO 14001:2004. A Oxiteno também implantou em 2009, em suas unidades do México e da Venezuela, os conselhos regionais do Sistema Integrado de Gestão Oxiteno (SIGO), que têm como missão compartilhar as boas práticas de gestão das unidades localizadas no Brasil e no exterior, alinhar modelos de produção e discutir e propor melhorias contínuas em termos de qualidade, saúde, segurança e meio ambiente. 44
OXITENO \ OXITENO VOLUME DE VENDAS (mil ton) OXITENO EBITDA (R$ milhões) 544 26% 656 23% 567 11% 634 8% 192 157 210 145 74% 77% 89% 92% 2006 2007 2008 2009 2006 2007 2008 2009 Commodities Especialidades MAPA DE LOCALIZAÇÃO DAS UNIDADES DA OXITENO Naperville, IL 45
/ RELATÓRIO ANUAL 2009 ULTRAPAR OXITENO - POSICIONAMENTO NA CADEIA PETROQUíMICA......COM ESTRATÉGIA DE AMPLA COBERTURA DAS APLICAÇÕES DO ÓXIDO DE ETENO e SEUS DERIVADOS 46
OXITENO \ VISÃO GERAL e ESTRATÉGIA DA OXITENO Vantagens competitivas Único produtor de óxido de eteno no Brasil Um dos maiores produtores de especialidades químicas na América Latina Capacidade de produção superior à demanda doméstica Profundo conhecimento da tecnologia de óxido de eteno e derivados Expansões em segmentos com perspectivas de forte crescimento Cosméticos & detergentes: demanda crescente em decorrência de mais renda disponível Agroquímicos: Brasil como potência agrícola Tintas & vernizes: crescimento atrelado aos setores imobiliário e automotivo Petróleo: pré-sal Internacionalização Acesso a um mercado mais amplo Acesso a matéria-prima competitiva Preservar posição dominante de mercado na América Latina Fertilização cruzada Intercâmbio de tecnologia de produtos e processos Relacionamento com os clientes Foco estratégico em especialidades químicas Entre 1999 e 2009, o volume de especialidades químicas cresceu 168%, passando de 217 mil toneladas para 582 mil toneladas A participação de especialidades químicas no volume de vendas passou de 51% em 1999 para 92% em 2009 47