Estação Guanabara 2001



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Anexo 1.30 Estação Guanabara 2001 1. EDIFÍCIO HISTÓRICO Endereço: Rua Mário Siqueira, Campinas SP, Brasil. Autoria: desconhecida. Data do Projeto: desconhecida. Data da Construção: 1915. Área do Terreno: 14.730,00 m 2 Área construída: 5.796,00 m 2 Uso Original: estação ferroviária, armazém e gare. Nível de Tombamento: tombamento municipal. Histórico: estação ferroviária da Estrada de Ferro Mogiana formada por gare (1915), edifício-estação em alvenaria (1883) e armazém (1883); foi desativada e permaneceu abandonada até passar a ser posse da Unicamp. Programa: estação, gare e armazém.

240 Características arquitetônicas: estação original de 1883 com 334,00 m 2 : edifício em alvenaria, térreo, com cobertura em estrutura de madeira e telhado cerâmico; armazém de 1883: com 910,00 m 2 : edifício em alvenaria, térreo, com cobertura em estrutura de madeira e telhado cerâmico; gare de 1915 com 1522,00 m 2 : edificada com estrutura metálica inglesa. 2. INTERVENÇÃO Autoria: Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci. Projeto do bloco novo de Lina Bo Bardi. Data do Projeto: 2001. Data da Construção: não foi executada. Figura 214 Estado atual da Estação Guanabara. Foto: Patricia Viceconti Nahas. Contratante: Unicamp. 2.1. INTERVENÇÃO NO PRÉDIO HISTÓRICO Área acrescida: - Uso atual: está abandonado. 2.1.1. Estação: Programa: Hall de acesso às exposições, cafeteria e livraria. Descrição da intervenção: recuperação e restauro de edifício, reforço em estrutura metálica quando necessário; as alvenarias existentes mantidas em projeto seriam descascadas a fim de deixar os tijolos aparentes. Os caixilhos, em madeira e vidro, seguiriam o padrão dos caixilhos originais. Forro de ripa de madeira. Retirada do piso Figura 215 Estado atual da Gare da estação Guanabara. Foto: Patricia Viceconti Nahas.

241 existente não original e execução de piso de concreto polido. Implantação de sanitários: alvenaria em tijolos maciços, com revestimento cerâmico e piso também cerâmico. Implantação de mobiliário para área de estar e cozinha. 2.1.2. Armazém: Programa: postos de serviços públicos municipais, estaduais (Poupa-tempo), postos bancários, internet livre. Descrição da intervenção: recuperação e restauro de edifício, reforço em estrutura metálica quando necessário; as alvenarias existentes mantidas em projeto seriam descascadas a fim de deixar os tijolos aparentes. Os caixilhos, em madeira e vidro, seguiriam o padrão dos caixilhos originais. Forro de ripa de madeira. Retirada do piso existente não original e execução de piso de concreto polido. Implantação de sanitários: alvenaria em tijolos maciços, com revestimento cerâmico e piso também cerâmico. Implantação de mobiliário para área de estar e cozinha. 2.1.3. Gare Programa: ligada ao Instituto de Artes da Unicamp, seria uma grande galeria de exposições de arte, arquitetura, memória, indústria, tecnologia e eventos contemporâneos. Descrição da intervenção: recuperação e restauro de edifício, execução de fechamento em vidro.

242 2.2. PRÉDIO NOVO Área construída: 3.992,00 m 2 Programa: teatro, sala de concertos com 1000 lugares, oficinas e salas de ensaios, Centro de Documentação e Memória, com salas de pesquisas, biblioteca, arquivos climatizados, restaurante. Características Arquitetônicas: prisma retangular pintado de branco, com dois pavimentos e teto-jardim. No térreo, estariam dispostos parte do centro de documentação, o restaurantechoperia e o teatro. No primeiro pavimento ficariam o centro de documentação, a administração e serviços. Um jardim interno rasgaria o prédio no sentido transversal e possuiria duas grandes árvores que chegariam ao teto jardim. Uma marquise de concreto aparente, com 387,00 m 2 marcaria a entrada principal do conjunto. faria a ligação entre os blocos e Figura 216 Implantação com a proposta de intervenção. Fonte: Acervo do escritório Brasil Arquitetura.

243 Figura 216 - Vista geral da proposta de intervenção com o prédio novo ao fundo. Fonte: Acervo do escritório Brasil Arquitetura. Figura 218 - Vista geral da proposta de intervenção. Fonte: Acervo do escritório Brasil Arquitetura.

Anexo 1.31 Museu Rodin Bahia 2002 1. EDIFÍCIO HISTÓRICO Endereço: Rua da Graça, 284, Bairro da Graça, Salvador BA, Brasil. Autoria: arquiteto Baptista Rossi. Data do Projeto: Data da Construção: 1911 1912. Área do Terreno: 1480,00 m 2 Área construída: 1575,00 m 2 Uso Original: residência da família Bernardo Martins Catharino. Nível de Tombamento: tombamento estadual. Histórico: o comendador Bernardo Martins Catharino, imigrante português que enriqueceu no ramo da indústria fabril, casado com Úrsula da Costa Catharino e tendo 10 filhos, construiu o palacete para residência própria. A família residiu no palacete até 1944, ano da morte do comendador. Ao longo dos anos, o terreno pertencente ao palacete foi sendo desmembrado e vendido para a incorporação imobiliária (a área inicial do terreno era de 17.000 m 2 ; hoje o terreno tem, aproximadamente, 4.800 m 2 ). Na década de 1980, uma

246 construtora comprou os fundos do terreno, com vista para o mar e construiu um edifício residencial multifamiliar. Para acessar o edifício foi necessário a abertura de uma via de acesso ao prédio, passando ao lado do palacete. Numa parceria com a prefeitura que permitiu tal operação, a construtora restaurou o palacete. Até o início do projeto para o Museu Rodin, o palacete abrigava a Secretaria Estadual da Educação e Cultura. Características arquitetônicas: O projeto original do palacete é composto de quatro pavimentos: porão (biblioteca, sala de bilhar, gabinete, adega, lavanderia, garagem e apartamento para criados); pavimento nobre (vestíbulo, salão de visitas, salão de jantar, sala de música, sala de almoço, sala de costura, gabinete, capela, aposento do mordomo, copa e cozinha); pavimento superior (10 quartos, saleta, terraço e varandas); sótão (mirante). A planta é organizada ao longo de um corredor central. O palacete foi construído em alvenaria de tijolos estruturais, possui alguns equipamentos importados como o elevador, louças sanitárias, vidros, cristais, mármores, ladrilhos e ferragens. A ornamentação dos cômodos foi realizada pelo artista Oreste Sercelli. 2. INTERVENÇÃO Autoria: Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci. Data do Projeto: 2002. Data da Construção: 2006. Contratante: Governo do Estado da Bahia. Figura 219 Palacete no início do século XX. Fonte: JORDAN, 2006, p. 66.

247 2.1. INTERVENÇÃO NO PRÉDIO HISTÓRICO 1 o Prêmio Projeto Executado Museu Rodin na 7 a Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo Área acrescida: Uso atual: museu. Programa: exposição permanente, loja, centro de documentação, administração e auditório. Descrição da intervenção: Na intervenção, como o palacete seria destinado a um espaço museológico, os arquitetos abriram os cômodos, eliminando paredes e tornando os espaços mais amplos. A existência das paredes é deixada evidente com a colocação dos batentes das portas internas que ligavam os ambientes, nas bordas. Os desenhos de piso e forro de cada ambiente também foram respeitados. O visitante que transita pelo espaço, percebe a referência da antiga compartimentação existente. O pavimento térreo (o porão do palacete) abriga o espaço de recepção, loja, sala de monitores e dependências sanitárias. No primeiro pavimento (o pavimento nobre do palacete), os espaços foram transformados em salas de exposições e biblioteca. No segundo pavimento (o pavimento superior do palacete), as intervenções nas aberturas das paredes ficam mais evidentes, uma vez que este pavimento apresentava uma planta muito compartimentada (10 quartos) e teve que ser transformado num salão contínuo. 2.2. PRÉDIO NOVO Figura 220 Vista aérea antes da intervenção. Fonte: Acervo do escritório Brasil Arquitetura. Área construída: 1.480,00 m 2 Uso: museu

248 Programa: exposição temporária, depósito, reserva técnica, oficina, bar/café. Características Arquitetônicas: O prédio novo surgiu da necessidade em se criar um espaço para reserva técnica do museu. Os arquitetos responsáveis sugeriram então, a concepção de um espaço flexível, novo, com dependências de depósito e oficina, mas também, com um espaço para exposições temporárias. O novo bloco, com características extremamente contemporâneas uma grande caixa de concreto aparente foi encravada atrás do palacete, distante uns 20,00 m. Sua aparência marca a arquitetura do nosso tempo, dialoga com o prédio antigo ao mesmo tempo que se contrapõe a ele. O volume retangular abriga, no subsolo, a casa de máquinas, reservatório, cabine primária, central de controle, reserva técnica e dependências de funcionários. O acesso a esse pavimento se dá por rampa, localizada ao lado do palacete, ou por escada, através do pavimento térreo. No pavimento térreo, num grande salão que dá para o jardim, está a sala de exposições temporárias, circundada por espaços de apoio, como bar/café, cozinha e sanitários. O mezanino possui uma circulação em U para a sala de exposições do pavimento térreo, que também pode ser utilizada como espaço museológico. É deste pavimento que se tem acesso a um terraço que aproxima o observador da escultura A Porta do Inferno, no jardim. Domos localizados na cobertura regulam a entrada de luz no salão. Figura 221 implantação do conjunto. Fonte: Acervo do escritório Brasil Arquitetura.

Figura 222 Planta do Pavimento térreo antes da intervenção. Fonte: Acervo do escritório Brasil Arquitetura. 249

250 Figura 223 Planta do Pavimento térreo depois da intervenção. Fonte: Acervo do escritório Brasil Arquitetura.

Figura 224 Planta do 1 o Pavimento antes da intervenção. Fonte: Acervo do escritório Brasil Arquitetura. 251

252 Figura 225 Planta do 1 o Pavimento depois da intervenção. Fonte: Acervo do escritório Brasil Arquitetura.

Figura 226 Planta do 2 o Pavimento antes da intervenção. Fonte: Acervo do escritório Brasil Arquitetura. 253

254 Figura 227 Planta do 2 o Pavimento depois da intervenção. Fonte: Acervo do escritório Brasil Arquitetura.

Figura 228 Planta do sótão depois da intervenção. Fonte: Acervo do escritório Brasil Arquitetura. 255

256 Figura 229 Planta do Subsolo prédio novo (1. acesso ao subsolo; 2. vestiário feminino; 3. vestiário masculino; 4. cozinha/refeitório; 5. ar condicionado; 6. acesso bombas e reservatório; 7. reservatório; 8. oficina/apoio; 9. reserva técnica; 10. depósito museu; 11. depósito café/bar; 12. depósito loja; 13. garagem; 14. controle operacional; 15. lavabo). Fonte: Acervo do escritório Brasil Arquitetura. Figura 230 Planta do Térreo prédio novo. (1. café/bar; 2. cozinha; 3. WC deficiente físico; 4. WC masculiuno; 5. WC feminino; 6. apoio; 7. sala expositiva; 8. sala expositiva; 9. pátio de esculturas; 10. acolhimento; 11. livraria do museu; 12. WC deficiente físico; 13. WC feminino; 14. WC masculino; 15. hall; 16. espera; 17. reunião; 18. monitoria; 19. sala multiuso). Fonte: Acervo do escritório Brasil Arquitetura.

257 Figura 231 Planta do Pavimento Supeiror prédio novo (1. sala expositiva; 2. sala expositiva; 3. sala expositiva; 4. passarela de acesso. 5. hall; 6. centro de documentação; 7. WC; 8. memorial do palacete; 9. exposição permanente; 10. exposição permanente; 11. exposição permanente; 12. exposição permanente; 13. exposição permanente). Fonte: Acervo do escritório Brasil Arquitetura. Figura 232 Planta de cobertura prédio novo (1. hall; 2. exposição permanente; 3. exposição permanente; 4 WC; 5. exposição permanente; 6. exposição permanente; 7. administração). Fonte: Acervo do escritório Brasil Arquitetura.

258 Figura 234 Ligação entre os prédios. Foto: Nelson Kon. Figura 233 Circulação nova no prédio antigo. Foto: Nelson Kon. Figura 235 Prédio novo. Foto: Nelson Kon.