FAN Anticorpos Antinucleares

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1 FAN Anticorpos Antinucleares 1. Introdução A presença de anticorpos direcionados para antígenos próprios, auto-anticorpos, é uma característica das doenças auto-imunes. Auto-anticorpos são imunoglobulinas normais, que fazem parte do repertório do sistema imune de pessoas saudáveis. Sendo assim, apresentam significado patológico apenas na presença de doença, quando encaixam-se em critérios diagnósticos que utilizam parâmetros não apenas laboratoriais, mas também clínicos, histológicos e radiológicos (1). 2. Evolução da pesquisa do fator antinuclear (FAN) A descoberta das células LE por Hargraves, em 1948, marcou o início da pesquisa moderna sobre a patogênese do Lúpus e do descobrimento dos anticorpos antinucleares. A formação destas células é resultado da fagocitose por neutrófilos de restos nucleares sensibilizados por anticorpos para DNA e histonas. Encontra-se positiva em apenas 60 % a 80 % dos casos de LES em atividade. A pesquisa de células LE é um teste obsoleto, amplamente substituído pela imunofluorescência (2). A técnica de imunofluorescência indireta foi adaptada para a pesquisa de auto-anticorpos, em 1957, por Fries. Esta técnica baseia-se na ligação dos anticorpos antinucleares presentes no soro do paciente, com vários substratos celulares fixados em lâmina, que contêm os antígenos nucleares e citoplasmáticos. Diversos substratos antigênicos foram utilizados, como, por exemplo, corte de fígado ou rim de rato, imprint de fígado de camundongo, leucócitos humanos e diversas linhagens celulares. Estes substratos foram substituídos largamente por células HEp-2 (FAN-HEp2). Estas células imortalizadas originam-se de carcinoma laríngeo humano e crescem em monocamadas sobre lâminas de vidro. As vantagens do uso de células HEp-2 são (1,2): possuem antígenos humanos não encontrados em tecidos de roedores e em maior concentração. Os antígenos SSA/Ro e centromérico estão presentes em grandes quantidades nestes substratos e ausentes no fígado de rato; apresentam todas as fases de divisão celular; possuem uma relação núcleo/citoplasma em favor do núcleo, o que facilita o reconhecimento de vários rearranjos fluorescentes; possuem vários nucléolos, permitindo avaliar sua forma de apresentação nos padrões nucleolares; têm um citoplasma rico em fibrilas e organelas, fundamentais no reconhecimento dos padrões citoplasmáticos

2 3. Padrões do FAN-HEp2 Os resultados do FAN-HEp2 são liberados de acordo com padrões morfológicos distintos e com a quantidade de auto-anticorpos que é determinada pelo título. A utilização da célula HEp-2 permitiu o reconhecimento de mais de 30 padrões nucleares e citoplasmáticos. O Primeiro Consenso Nacional para a Padronização dos Laudos de FAN em células HEp-2 padronizou as leituras de FAN, corrigindo a nomenclatura divergente até então utilizada (vide quadro 1). O II Consenso Nacional para Padronização dos Laudos de FAN em HEp-2 abordou as associações de cada padrão de fluorescência observado com um ou mais antígenos celulares e as possíveis associações clínicas de cada padrão/autoanticorpo com doença específica, além de abordar padrões mistos. Por fim o II Consenso indica que os laudos dos padrões citoplasmáticos presentes que passaram a ser considerados como FAN positivos, a fim de se valorizar estes achados (3,4). Quadro 1: Padrões de FAN-Hep2 (3,4) Padrões nucleares Padrões citoplasmáticos Padrão homogêneo Padrão tipo membrana nuclear Padrão pontilhado - Pontilhado pleomórfico - Pontilhado do tipo pontos isolados - Pontilhado grosso - Pontilhado grosso reticulado - Pontilhado fino - Pontilhado centromérico - Pontilhado fino denso Citoplasmático fibrilar: - Citoplasmático fibrilar linear - Citoplasmático fibrilar filamentar - Citoplasmático fibrilar segmentar Citoplasmático pontilhado: - Citoplasmático pontilhado polar - Citoplasmático pontilhado c/ pontos isolados - Citoplasmático pontilhado fino denso - Citoplasmático pontilhado fino - Citoplasmático pontilhado reticulado Padrões nucleolares Nucleolar homogêneo Nucleolar aglomerado Nucleolar pontilhado Padrões relacionados ao aparelho mitótico Centríolo Ponte intercelular Fuso mitótico: - NuMA 1 - NuMA 2 Padrões mistos Misto do tipo nucleolar homogêneo e nuclear pontilhado grosso com placa metafásica decorada em anel (cromossomos negativos) Misto do tipo Nuclear e Nucleolar pontilhado com placa metafásica positiva Misto do tipo citoplasmático pontilhado fino denso a homogêneo e nucleolar homogêneo Misto do tipo nuclear pontilhado fino com fluorescência do aparelho mitótico Os quadros 2, 3 e 4 incluem a definição dos possíveis auto-anticorpos presentes em cada padrão com a respectiva relevância destes para a clínica reumatológica. Deve-se frisar que essas associações antigênicas são relativas, em sua maioria. Portanto, a relevância clínica do padrão de fluorescência fornece uma orientação provisória, que deve ser confirmada mediante testes imunológicos específicos para identificação dos autoanticorpos sugeridos no teste de FAN-HEp2 (4)

3 Quadro 2: Padrões nucleares de FAN HEp-2, principais auto-anticorpos associados e associações clínicas mais freqüentes (4). Padrões Nuclear pontilhado centromérico Nuclear homogêneo Relevância clínica por auto-anticorpos Anticorpo anti-centrômero Esclerose Sistêmica forma CREST; Cirrose Biliar Primária. Anticorpo anti-dna nativo Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES). Anticorpo anti-histona Lúpus induzido por drogas; LES idiopático. Anticorpo anti-cromatina (DNA/Histona, nucleossomo) Artrite Reumatóide (AR); Artrite Idiopática Juvenil, importante associação com uveíte na forma oligoarticular; Síndrome de Felty; Cirrose Biliar Primária. Nuclear tipo membrana nuclear contínua Nuclear pontilhado pleomórfico/pcna Nuclear pontilhado fino denso Nuclear pontilhado tipo pontos isolados com menos de dez pontos Nuclear pontilhado tipo pontos isolados com mais de dez pontos Nuclear pontilhado grosso Anticorpo anti-lamin e contra envelope nuclear lamins Hepatites auto-imunes; Raramente associado a doenças reumáticas (algumas formas de LES e esclerodermia). Anticorpo contra núcleo de células em proliferação LES. Anticorpo anti-proteína p 75 kda Pode ser encontrado em indivíduos saudáveis, Cistite Intersticial, Dermatite Atópica, Psoríase e Asma. Anticorpo anti-p80 coilina Não apresenta associação clínica definida. Anticorpo anti-sp100 (anti-p95) Cirrose Biliar Primária; pode ocorrer em diversas outras condições clínicas. Anticorpo anti-sm LES. Anticorpo anti-rnp LES; Esclerose Sistêmica (ES); AR; critério obrigatório no diagnóstico da Doença Mista do Tecido Conjuntivo (DMTC). Nuclear pontilhado fino Anticorpo anti-ssa/ro Síndrome de Sjögren Primária (SS); LES; Lúpus neonatal e Lúpus Cutâneo Subagudo. Anticorpo anti-ssb/la Lúpus neonatal; LES; SS. Anticorpo anti-mi-2 Dermatomiosite, embora raramente ocorra na polimiosite do adulto. LES: Lúpus Eritematoso Sistêmico. AR: Artrite Reumatóide. DMTC: Doença Mista do Tecido Conjuntivo. ES: Esclerose Sistêmica. SS: Síndrome de Sjögren Primária

4 Quadro 3: Padrões citoplasmáticos e relacionados ao aparelho mitótico, principais autoanticorpos associados e associações clínicas mais freqüentes (4). Padrões Citoplasmático fibrilar linear Relevância clínica por auto-anticorpos Anticorpo anti-actina Hepatite auto-imune, Cirrose. Anticorpo anti-miosina Hepatite C, Hepatocarcinoma, Miastenia Gravis. Quando em títulos baixos ou moderados podem não ter relevância clínica definida. Citoplasmático fibrilar segmentar Citoplasmático pontilhado polar Citoplasmático pontilhado fino Citoplasmático pontilhado com pontos isolados Anti-α-actinina, anti-vinculina e anti-tropomiosina Miastenia Gravis, Doença de Crohn e Colite ulcerativa. Quando em títulos baixos ou moderados podem não ter relevância clínica definida. Anticorpo anti-golginas Raro no LES, SS e outras doenças auto-imune sistêmicas. Relatado na Ataxia Cerebelar Idiopática, Degeneração Cerebelar Paraneoplásica, infecções virais pelo vírus Epstein Barr (EBV) e pelo vírus da imunodeficiência Humana (HIV). Quando em títulos baixos ou moderados podem não ter relevância clínica definida. Anticorpo anti-histidil t RNA sintetase (Jo-1) Anticorpo marcador de Polimiosite no adulto. Descrito raramente na Dermatomiosite. Anticorpo Anti-EEA1 e anti-fosfatidilserina Não há associações clínicas bem definidas. Anticorpo anti-gwb SS; também encontrado em diversas outras condições clínicas. Citoplasmático pontilhado reticulado Citoplasmático pontilhado fino denso Citoplasmático fibrilar filamentar Aparelho mitótico tipo centríolo Anticorpo anti-mitocôndria Cirrose Biliar Primária; Esclerose Sistêmica. É relativamente comum o encontro deste padrão na ausência de anticorpos anti-mitocôndria. Raramente associado a anticorpos encontrados na Polimiosite. Anticorpo anti-vimentina e anti-queratina Anti-queratina é o anticorpo mais importante em doença hepática alcoólica. Descritos em várias doenças inflamatórias e infecciosas. Quando em títulos baixos ou moderados podem não ter relevância clínica definida. Anticorpo anti-α-enolase Em baixos títulos não tem associação clínica definida. Em altos títulos é sugestivo de Esclerose Sistêmica. Aparelho mitótico tipo ponte intercelular Aparelho mitótico tipo NuMA1 Aparelho mitótico tipo NuMA2 Anticorpo anti-β-tubulina Pode ser encontrado no LES e na DMTC. Outros anticorpos ainda não bem definidos podem gerar o mesmo padrão. Anticorpo anti-centrofilina ou NuMa1 SS; descrito também em diversas outras doenças auto-imunes. Anticorpo anti-hseg5 Diversas condições auto-imunes com baixa especificidade. LES: Lúpus Eritematoso Sistêmico. DMTC: Doença Mista do Tecido Conjuntivo. SS: Síndrome de Sjögren Primária

5 Quadro 4: Padrões nucleolares de FAN HEp-2, principais auto-anticorpos associados e associações clínicas mais freqüentes (4). Padrões Nucleolar aglomerado Nucleolar pontilhado Relevância clínica por auto-anticorpos Anticorpo anti-fibrilarina ( U3-nRNP) Esclerose Sistêmica (ES), especialmente com comprometimento visceral grave, entre elas a hipertensão pulmonar. Anticorpo anti-nor-90 ES; também descrito em outras doenças do tecido conjuntivo, porém sem relevância clínica definida. Anticorpos anti-rna polimerase I ES de forma difusa com tendência para comprometimento visceral mais freqüente e grave. Nucleolar homogêneo Anticorpo anti-pm/scl Síndrome de Superposição da Polimiosite com Esclerose Sistêmica. Raramente encontrado em casos de Polimiosite ou Esclerose Sistêmica sem superposição clínica. Outros auto-anticorpos mais raros podem apresentar esse padrão. ES: Esclerose Sistêmica. O soro do paciente com doença auto-imune pode apresentar vários auto-anticorpos diferentes. Sendo assim, é freqüente o achado de padrões mistos: periférico e homogêneo, periférico, homogêneo e pontilhado, traduzindo a presença de mais de um auto-anticorpo, ou de apenas um auto-anticorpo específico (4). Vide Quadro 5. Quadro 5: Padrões mistos, principais auto-anticorpos associados e associações clínicas mais freqüentes (4). Padrão Misto do tipo Nucleolar homogêneo e nuclear pontilhado grosso com placa metafásica decorada em anel (cromossomos negativos) Misto do tipo Nuclear e Nucleolar pontilhado com placa metafásica positiva Relevância clínica por auto-anticorpos Anticorpo anti-ku Superposição Polimiosite e Esclerose Sistêmica. Podem ocorrer no LES e Esclerodermia. Anticorpo anti-topoisomerase I (Scl-70) ES forma difusa. Mais raramente pode ocorrer na Síndrome CREST e superposição Polimiosite/Esclerodermia. Misto do tipo citoplasmático pontilhado fino denso a homogêneo e nucleolar homogêneo Misto do tipo nuclear pontilhado fino com fluorescência do aparelho mitótico Anticorpo anti-rrnp LES é mais freqüentemente relacionado à Psicose Lúpica. Anticorpo anti-numa1 SS; pode ocorrer também em outras condições auto-imunes ou inflamatórias crônicas. LES: Lúpus Eritematoso Sistêmico. ES: Esclerose Sistêmica. SS: Síndrome de Sjögren Primária

6 4. Interpretação O FAN-HEp2 é um teste de triagem, sendo que a interpretação dos seus resultados deve ser feita com referência à história do paciente e ao estado da doença clínica. Um teste positivo para FAN-HEp2 isolado não é diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), sendo necessário observar os critérios diagnósticos da American Rheumatology Association (ARA). Podem também estar presentes, em geral em títulos mais baixos (< 1:160), em outras doenças reumáticas: Artrite Reumatóide, Esclerodermia, Síndrome de Sjögren e Hepatite auto-imune. Além disto, vários medicamentos podem ocasionar FAN-HEp2 positivo: Hidralazina, Carbamazepina, Hidantoína, Procainamida, Isoniazida, Metildopa, AAS, dentre outros (1, 10,11). Indivíduos jovens normais apresentam 37,7% de FAN-HEp2 falso-positivo no título 1/40, 13,4% na diluição 1/80, 5% a 1/160 e 3,3% a 1/320 (5). A incidência de resultados falso-positivos aumenta gradativamente em pacientes acima de 40 anos, que têm uma freqüência maior de auto-anticorpos relacionados ao uso de drogas e anticorpos anti-histonas (1,6). Após a adoção do HEp2 como substrato, um número crescente de reações positivas em indivíduos normais ou naqueles com diferentes processos inflamatórios específicos e inespecíficos, e que não guardam nenhuma relação com doenças reumáticas auto-imunes, têm sido detectadas (4). Em geral, valores acima de 1:320 são considerados significativos na avaliação de uma doença auto-imune, entretanto, valores elevados também podem ser encontrados, ocasionalmente em pacientes sadios (7,8). Outro fato a ser ressaltado na presença de FAN-HEp2 positivo é a possibilidade de elevações transitórias dos títulos em indivíduos com processos infecciosos agudos (5,9). Um teste FAN-HEp2 negativo é uma evidência contra o diagnóstico de LES, entretanto, podem ocorrer reações falso-negativas em alguns pacientes com anti-ssa/ro isolado, anti-jo-1, anti-p ribossomal, baixos títulos de anticorpos ou na presença de imunocomplexos. A possibilidade de um indivíduo apresentar LES ativo com FAN-HEp2 negativo é menor que 1%. Nesta situação, os pacientes devem ser avaliados de acordo com a suspeita clínica quanto à presença anti-ssa/ro e anti-cardiolipina (4). O quadro 6 enumera as causas de falso-positivo e falso-negativo do FAN-Hep2 para LES. É importante lembrar que não existe relação entre os títulos de FAN-Hep2 e a atividade da doença. Sendo assim, este ensaio não tem utilidade como teste de acompanhamento dos pacientes (1). Quadro 6 : Reações falso-negativas e falso-positivas com FAN-HEp2 (1,5,6) Reações falso-negativas Reações falso-positivas Presença de anticorpos anti-ssa/ro, uma vez que o mesmo pode ser eliminado durante o processo de fixação das células na lâmina. A HEp-2 tem maior sensibilidade para identificação desses anticorpos em relação ao fígado de rato, entretanto, falso-negativos podem ocorrer. Anticorpos anti-dna de fita simples (ss-dna) podem tornar-se inacessíveis após a formação da fita dupla. Presença de imunocomplexos ou baixos títulos de anticorpos. Durante o uso de corticóide ou outra terapia imunossupressora deve-se repetir o exame 3 meses após a retirada do medicamento. Neste caso, o exame deve ser repetido 3 meses após a retirada do medicamento. Anticorpos anti-nucleares em títulos mais baixos (geralmente < 1:160) não são específicos para nenhuma doença do colágeno e podem ocorrer na artrite reumatóide, esclerodermia, síndrome de Sjögren, hepatite auto-imune e indivíduos saudáveis. Anticorpos heterófilos. Drogas: Hidralazina, Carbamazepina, Hidantoína, Procainamida, lsoniazida, Metildopa, ASS, Minoxidil, Quinidina, entre outros. Cerca de 25% a 50% dos pacientes com doença inflamatória crônica, nas infecções virais agudas, neoplasias ou estresse psicológico. Ocorrência espontânea de auto-anticorpos naturais pode ser encontrada em indivíduos assintomáticos. Mieloma múltiplo e Crioglobulinemia

7 Deve-se ainda lembrar da possibilidade de variações dos títulos do FAN-HEp2 quando realizado em laboratórios ou dias diferentes. A taxa de concordância de resultados de uma mesma amostra, em dois laboratórios diferentes, varia de 50% a 71,8% (12,13). 5. Testes específicos para detecção dos auto-anticorpos Após um teste de triagem positivo (FAN-HEp2) deverá ser feita a pesquisa dos auto-anticorpos separadamente. Alguns destes testes são marcadores diagnósticos e outros, marcadores prognósticos ou indicadores de determinadas características clínicas. Para esta finalidade, várias técnicas podem ser utilizadas, como a imunodifusão, hemaglutinação, ELISA e imunoblot (14,15,16,17) Anticorpos anti-dna de cadeia dupla ou nativo (ds-dna): anticorpos contra ds-dna são encontrados em cerca de 40 % a 70 % dos pacientes com LES ativo. É o único auto-anticorpo que foi claramente implicado na patogênese do LES, com formação de imunocomplexos, deposição renal, inflamação local e glomerulonefrite. Sendo assim, sua presença está relacionada com maior probabilidade de acometimento renal. O ds-dna é encontrado no LES e sua presença é um dos critérios da ARA para o seu diagnóstico. Porém, não é específico, podendo ocorrer em baixos títulos na Artrite Reumatóide (AR), Hepatite Crônica Ativa, Lúpus induzido por drogas, Síndrome de Sjögren, Doença Mista do Tecido Conjuntivo (DMTC), Miastenia Gravis e infecções, como a esquistossomose e malária. São várias as metodologias disponíveis para detectar os anticorpos anti-dna, sendo a imunofluorescência em Crithidia luciliae a melhor, devido à rara ocorrência de reações falso-positivas. Níveis crescentes ou altos títulos de anticorpos anti-dsdna associados a baixos níveis de complemento quase sempre significam exacerbação da doença ou doença em atividade. Entretanto, os títulos de anti-dsdna podem permanecer elevados, mesmo com a remissão clínica da doença. A avaliação clínica é o melhor parâmetro para determinação da atividade do LES (6,17) Anticorpos anti-dna de cadeia simples (ss-dna): anticorpos anti-dna de fita simples (ss-dna) são anticorpos diretos contra as bases púricas e pirimídicas. Está presente em 52% dos pacientes com LES, porém não é um teste específico para nenhuma doença, pois mostra-se positivo em 57% dos casos de Lúpus induzido por drogas, 58% dos casos de Hepatite Crônica Ativa, 40% dos casos de Mononucleose Infecciosa, 60% dos casos de AR, 7% dos casos de glomerulonefrites crônicas e 15% dos casos de Cirrose Biliar Primária. Devido a sua baixa especificidade, tem pouca utilidade na avaliação das doenças auto-imunes. Entretanto, pode ser útil nos pacientes com suspeita de LES, com FAN-Hep2 persistentemente negativo (18) Anticorpos anti-histona: histonas são proteínas associadas ao DNA genômico e as suas subunidades são chamadas nucleossomas. Anticorpos anti-histonas ocorrem no Lúpus induzido por drogas em 96% dos pacientes, juntamente com anticorpos para o ss-dna. No LES pode ser encontrado em 50 % a 70% dos pacientes e na AR, em 20% dos casos. A procainamida é a droga mais comumente envolvida na síndrome Lúpus-símile" (20) Anticorpos anti-proteínas nucleares (ENA): são anticorpos dirigidos contra proteínas ribonucleares pequenas, extraíveis pela salina (ENA): RNP, Sm, SSA/Ro, SSB/La, Scl-70 e outros. Não há vantagem na sua solicitação em conjunto. Devem ser solicitados isoladamente, conforme indicação clínica (1) Anticorpos anti-sm: o anticorpo anti-sm possui alta especificidade para o LES, porém com sensibilidade de apenas 25 a 30%, quando a técnica utilizada é a imunodifusão radial ou imunoprecipitação. Quando realizado por imunoensaio enzimático, reações - 7 -

8 falso-positivas podem ocorrer em 23% dos pacientes com AR, 25% dos com Esclerose Sistêmica (ES), 9% das polimiosites e 2% dos indivíduos normais. Alguns estudos associam a sua presença com nefrite branda de curso benigno, outros o associam com envolvimento do SNC e exacerbação clínica da doença (14,21) Anticorpos anti-rnp: o anticorpo anti-rnp é dirigido contra a fração nuclear das ribonucleoproteínas (sn-rnp). Aparece em baixos títulos em 30 % a 40 % dos pacientes com LES, lúpus discóide, AR, síndrome de Sjögren (SS) e lúpus induzido por droga. Altos títulos de RNP, na ausência de anti-sm, são fortemente sugestivos de DMTC, quando ocorrem em 95 % a 100 % dos casos. Há uma menor prevalência de acometimento renal em pacientes com este auto-anticorpo (20,21) Anticorpos anti-ssa/ro: os anti-ssa/ro são anticorpos contra o antígeno Ro, que é uma proteína citoplasmática ligada ao RNA, cuja função é desconhecida. Está presente em cerca de 90% dos pacientes com Síndrome de Sjögren primária (SS), e 15% dos casos de SS associado à AR. No LES é detectado em 40% dos casos, onde marca as seguintes formas clínicas: Lúpus eritematoso neonatal; Lúpus eritematoso subcutâneo; Deficiência homozigota de C2 e C4; LES com FAN falso negativo (o antígeno SSA/Ro pode ser lavado durante a fixação celular levando a resultados negativos na imunofluorescência); LES com pneumonite intersticial. Pode estar presente em até 15% da população normal (21,22) Anticorpos anti-ssb/la: o antígeno SSB/La é uma proteína celular ligada a RNAs pequenos. A presença do anti-ssb/la está fortemente associada à SS, ocorrendo em cerca de dois terços dos pacientes com esta desordem e no LES, em 10% a 15%. Pacientes com LES e anticorpos anti-ssa/ro e anti-ssb/la têm uma evolução mais leve da doença em comparação com aqueles sem o anti-ssb/la. A técnica utilizada para a dosagem destes anticorpos é a imunoprecipitação. A taxa de detecção aumenta bastante quando são usados o teste ELISA, a hemaglutinação e o imunoblot (21,22) Anticorpos anti-scl-70 (anti-topoisomerase I): estes anticorpos são contra a proteína DNA topoisomerase I. Ocorrem em 75% dos pacientes com esclerose sistêmica progressiva na sua forma difusa (ESP). Podem ser encontrados em pacientes com fenômeno de Raynaud, antes do surgimento das manifestações clínicas da ES (9,12) Anticorpos anti-jo-1: estes anticorpos são direcionados para a enzima histidil-t-rna sintetase e estão presentes em mais de 30% dos pacientes com Polimiosite. É raro em pacientes com Dermatomiosite (aproximadamente 10%) e em outras doenças reumáticas. Existem evidências de que os títulos de anti-jo-1 podem variar de acordo com a atividade da miosite e que sua quantificação pode ser útil no seguimento destes pacientes. É considerado o anticorpo marcador de mau prognóstico da polimiosite e está associado à Alveolite Fibrosante e SS (20) Anticorpos antifibrilarina (U3-RNP): são anticorpos contra a fibrilarina nucleolar e encontrados em pacientes jovens com esclerodermia. As técnicas utilizadas para sua detecção são o imunoblot e a imunodifusão (16) Anticorpos anti-rna polimerase I: ocorrem em 4 % a 20 % dos pacientes com ES, sendo que em 13% na forma difusa. Detectados por imunoblot (16) Anticorpos anti-nor-90: relacionado com esclerodermia e fenômeno de Raynaud. A realização de imunoblot é necessária para sua identificação (15) Anticorpos anti-pm-scl (PM-1): os anticorpos anti-pm-scl ocorrem tipicamente em pacientes com a síndrome de sobreposição polimiosite/esclerodermia, mas também na polimiosite e esclerodermia isoladas. Estão associados com bom prognóstico (16,23)

9 5.10. Anticorpos anti-ku: são anticorpos dirigidos contra um par de proteínas chamadas P70/80. São encontrados em 50% dos pacientes com Doença de Graves, na esclerodermia (14 % a 40 %), LES (1 % a 19 %) e na síndrome de sobreposição esclerodermia-polimiosite (26 % a 55 %). Foram recentemente identificados em 23 % dos pacientes com hipertensão pulmonar primária, doença freqüentemente associada ao fenômeno de Raynaud, anticorpos antinucleares e vasculite pulmonar (20) Anticorpos anti-ki: encontrados em 10% dos pacientes com LES associado com sinovite, pericardite, hipertensão pulmonar e alta prevalência de envolvimento do SNC. São pouco específicos, sendo também encontrados na Tireoidite de Hashimoto e na doença pulmonar intersticial isolada (14) Anticorpos anti-mi-2: são anticorpos que reagem com proteínas nucleares não identificadas. Aparecem na dermatomiosite (Dm), com sensibilidade de 20%. Podem ser vistos na Dm do adulto, Dm juvenil ou Dm associada à neoplasia e na Cirrose Biliar Primária (14) Anticorpos anti-hsp-90: têm sido encontrados em 50% dos pacientes com LES e 2 a 6% dos com Polimiosite. A Hsp-90 é uma proteína de membrana e citoplasmática associada com a função dos linfócitos T e secreção de linfocinas, estando aumentada no soro de pacientes com LES (26) Anti-PCNA: é muito específico para Lúpus, não sendo detectado em outras doenças reumáticas. É encontrado em 3% a 6 % dos pacientes com LES e, apesar de específicos, não mostram associação com nenhuma característica clínica (15) Anti-Centrômero: são anticorpos dirigidos contra o cinetocore do aparelho mitótico. Ocorrem em 22% a 36% dos pacientes com esclerose sistêmica. Sua presença correlacionase com fenômeno de Raynaud, e está presente em 98% da forma CREST (Calcinose, fenômeno de Raynaud, dismotilidade esofageana, esclerodactilia e telangectasias). Reportado em 22% a 36% dos casos de esclerodermia. Também descrito em casos de Tireoidite de Hashimoto (15). 6. Referências bibliográficas 1. Pardini R. Laboratório nas Doenças Reumáticas. In: Moreira C, Carvalho MAP. Reumatologia. Diagnóstico e Tratamento. 2 ed. 2001; von Mülhlen CA, Nakamura RM. Clinical and laboratory evaluation of systemic rheumatic diseases. In: Henry JB. Clinical Diagnosis and management by laboratory methods. 20 th ; Pfrimer IAH, Francescantônio PL, von Mühlen CA. Primeiro Consenso Nacional para Padronização dos Laudos de FAN HEP-2. Padronização da Nomeclatura de acordo com o Primeiro Consenso Nacional Brasileiro. 4. Francescantônio PL, Cruvinel WM, Guimarães FNC. Segundo Consenso Brasileiro de Fan HEp-2. Definições para a padronização da pesquisa de autoanticorpos contra constituintes do Núcleo (FAN HEp- 2), Nucléolo, Citoplasma e Aparelho Mitótico. 5. Tan EM, Feltkamp TEW, Smolen JS, et al. Range of antinuclear antibodies in "healthy" individuals. Arthritis Rheum. 1997; 40: Egner W. The use of laboratory tests in the diagnosis of SLE. J Clin Pathol. 2000; 53: Vaile JH, Dyke L, Kherani R, et al. Is high titre ANA specific for connective tissue disease? Clin Exp Rheumatol. 2000: Wang DY. Serial antinuclear antibodies titre in pleural and pericardial fluid. The European Respiratory Journal. 2000; 15: Craig WY, Ledue TB, Johnson AM, Ritchie RF. The distribution of antinuclear antibody in normal children and adults. J Rheumatol. 1999; 26: Hietarinta M, Lassila O. Clinical significance of antinuclear antibodies in systemic rheumatic diseases. Ann Med. 1996; 28: Kavanaugh A, Tomar R, Reveille J, et al. Guidelines for clinical use of the antinuclear antibody test and tests for specific autoantibodies to nuclear antigens. Arch Pathol Lab Med. 2000; 124: Nakamura RM, Ivor L, Hannon WH, et al. Quality assurance for the Indirect immunofluorescence test for Autoantibodies to Nuclear Antigen (IF-ANA); Aproved Guideline. NCCL5 1996; 16: Kern P, Kron M, Hiesche K. Measurement of antinuclear antibodies: assessment of different test systems. Clin Diagn Lab Immunol. 2000;

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