Análise Cinemática de Mecanismos

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Análise Cinemática de Mecanismos"

Transcrição

1 nálise inemática nálise inemática de Mecanismos 2006v3 1.1 Introdução nálise inemática de Mecanismos consiste na determinação das características cinemáticas de mecanismos já prontos ou em fase de dimensionamento (projeto). s características cinemáticas a serem determinadas são posição, velocidade e aceleração de pontos de interesse no mecanismo. Trataremos de mecanismos que se enquadram no Modelo de orpo ígido. Nesta etapa inicial do urso de Mecanismos será vista uma metodologia adequada para mecanismos planos. análise de mecanismos espaciais será vista posteriormente. análise cinemática deve ser eecutada na seguinte seqüência: análise de posição análise de velocidade análise de aceleração. Normalmente, a análise de posição é a mais complicada pois recai em sistemas de equações não lineares, dificultando a busca por uma solução analítica. É possível empregar métodos gráficos (construções com régua, esquadro e compasso), analíticos (em alguns casos), ou numéricos (computacionais). s métodos gráficos não serão tratados neste curso. No caso de mecanismos planos pode ser usada a representação polar, ou a decomposição de vetores nas direções e. No caso de mecanismos espaciais, pode ser utilizada a decomposição nas três direções de um sistema de eios ortogonais,, e z. 1.2 epresentação de Vetores de Posição s vetores de posição entre dois pontos no plano XY serão representados nesta apostila pela letra seguida de pelo menos dois índices (subscritos), sendo que o primeiro índice é a etremidade final e o segundo índice é o ponto de origem do vetor de posição, conforme mostrado na figura 1. e θ 2 = i( + 90 ) = i e i θ 2 2 iθ = e θ 2 θ D j D D θ D i Figura 1: epresentações de vetores de posição. 1

2 nálise inemática Um vetor no plano XY pode ser representado por seus componentes em X e em Y. Na figura 1 isso é mostrado claramente para D = D i + D j, onde D = Dcosθ e D = Dsenθ. utra maneira de representar um vetor no plano é pela forma polar, análogo aos fasores vistos no curso 2 de eletrotécnica. = 2 e iθ 2. elembrando a elação de Euler: e iθ = cos(θ) + i sen(θ). Então, 2 = 2 e iθ 2 = 2 [cos(θ 2 ) + i sen(θ 2 )]. Note que, da elação de Euler, i = e i90. Dessa forma, ie iθ 2 = e i90 e iθ 2 = e i(90 +θ 2 ). Então, ie iθ 2 equivale a uma rotação de +90 em relação a θ 2. onvenção para Ângulos: em cursos de mecanismos é padrão considerar um ângulo como positivo se ele for medido no sentido anti-horário a partir da direção vertical. Se medido no sentido horário deve-se utilizar o sinal de menos. É importante lembrar que a medida do ângulo de um vetor deve ser feita no seu ponto de origem e não em sua etremidade final. Todos os ângulos indicados na figura 1 estão no sentido anti-horário a partir da horizontal e, portanto, são positivos. Entretanto, observe na figura 2 como é importante medir o ângulo a partir da origem do vetor. θ 3 = e iθ 3 θ π 3 θ +π = e iθ 2 θ 2 θ = e i(θ +π) 2 2 = e 2 i (θ +π) 2 Figura 2: Notação de ângulos de vetores. omo 0 θ 2 π, então 2 = 2 e iθ 2 e o vetor no sentido oposto é 2 = 2 e i(θ2+π). omo π θ 3 2π, então = e iθ 3 e o vetor no sentido oposto é = e i(θ3 π). Equivalência entre a decomposição vetorial e a forma polar: dado um vetor no plano XY representado na forma polar por 2 = 2 e iθ 2 = 2 [cos(θ 2 ) + i sen(θ 2 )], teremos: omponente em X = Parte eal = 2 cos(θ 2 ). omponente em Y = Parte Imaginária = 2 sen(θ 2 ). 2

3 nálise inemática 1.3 Problema de Determinação da Posição Um problema típico encontrado na análise de mecanismos é o seguinte. onsidere um mecanismo de 4 elos (barras) articulado por juntas de revolução (pinos) como mostrado na figura 3. Normalmente, são conhecidos os comprimentos das barras (,, ), a distância entre os pivôs fios ( ), e o ângulo de entrada q 2. Portanto, resta determinar os ângulos θ 3 e θ 4 que dão as direções das barras 3 e 4 respectivamente. Elo 3 q 2 θ 3 θ 4 Figura 3: Mecanismo plano de 4 barras. Elo 4 resolução gráfica usando régua e compasso é muito simples, e é mostrada na figura 4. Há duas soluções possíveis dadas pelos pontos e. Por outro lado, a solução analítica se torna bastante complicada pois se baseia num sistema de equações não-lineares. raio = q 2 raio = Figura 4: Determinação gráfica das posições do mecanismo de 4 barras. método para determinação analítica consiste em encontrar uma ou mais equações vetoriais de caminho fechado (loop) e, em seguida, formar o sistema de pares de equações escalares (componentes em X e em Y) e resolver o sistema para as incógnitas especificadas. No problema em questão, o caminho fechado pode ser encontrado ligando os vértices do polígono. Eiste sempre mais que uma forma de equação vetorial para o polígono, dependendo da seqüência dos vértices escolhidos. 3

4 nálise inemática Uma possível equação vetorial, mostrada na figura 3, é: = 0. Na forma polar: e iq 2 + e iθ 3 + e iθ 4 + e i180 = 0. Equações Escalares: omponente em X: cos(q 2 ) + cos(θ 3 ) + cos(θ 4 ) + cos(180 ) = 0 omponente em Y: sen(q 2 ) + sen(θ 3 ) + sen(θ 4 ) + sen(180 ) = 0 (1.3.1a) (1.3.1b) No sistema de equações os parâmetros variáveis no tempo são: q 2, θ 3 e θ 4. Então, pode-se utilizar o conceito de funções nessas variáveis para tratar matematicamente essas equações. Denominando essas funções de f 1 e f 2 obtém-se: f 1 (q 2, θ 3, θ 4 ) = cos(q 2 ) + cos(θ 3 ) + cos(θ 4 ) + cos(180 ) = 0 f 2 (q 2, θ 3, θ 4 ) = sen(q 2 ) + sen(θ 3 ) + sen(θ 4 ) + sen(180 ) = 0 (1.3.2a) (1.3.2b) esolve-se o sistema para encontrar as incógnitas (no caso, θ 3 e θ 4 ) por método analítico (quando possível) ou por método numérico. método numérico de Newton-aphson será visto em detalhes mais adiante no curso. utra possível equação vetorial para o polígono está mostrada na figura 5, e é dada por: + = +. Esta equação vetorial está particularizando o ponto. Na forma polar: e iq 2 + e iθ 3 = e i0 + e iθ 4. Note que ao invés de usar o ângulo θ4 está sendo usado o ângulo θ 4 = θ sistema de equações escalares correspondentes será: f 1(q 2, θ 3, θ 4) = cos(q 2 ) + cos(θ 3 ) cos(θ 4) cos(0 ) = 0 (1.3.3a) f 2(q 2, θ 3, θ 4) = sen(q 2 ) + sen(θ 3 ) sen(θ 4) sen(0 ) = 0 (1.3.3b) Elo 3 θ 3 θ 4 Elo 4 θ q2 4 Figura 5: utra equação vetorial, particularizada para o ponto. É importante notar que ao resolver o sistema de equações ou deverão ser encontradas duas possíveis soluções: uma correspondendo ao ponto e outra correspondendo ao ponto da solução gráfica (figura 4). 4

5 nálise inemática 1.4 Velocidade Velocidade Linear V = d Velocidade ngular (1.4.1) dθ ω = (1.4.2) r onde r é um vetor unitário do eio de rotação instantâneo. 1.5 celeração celeração Linear = d V celeração ngular α = d ω Tranco (Jerk) (1.5.1) (1.5.2) ϕ = dα ou J = d (1.5.3) 5

6 nálise inemática 1.6 nálise de Movimento com Translação Pura Se um corpo rígido está em translação pura, então a velocidade de qualquer ponto é a mesma e corresponde à velocidade de translação, figura 6. Elo k V k V k V k z Figura 6: orpo rígido em translação. onsidere um sistema de coordenadas ortogonal XY com origem em e um corpo rígido deslizando numa rampa fia, como na figura 7. θ θ V α α Figura 7: orpo rígido deslizando por uma rampa fia. No mecanismo plano da figura 7, uma equação que define a posição do ponto é: = + + (1.6.1) e iθ = e iθ + e i0 + e i90 (1.6.2) Note que as variáveis no tempo são:, θ, e. Mas, deve também ser respeitada a relação: tan(α) = velocidade pode ser obtida como a derivada em função do tempo da posição. vetorial 1.6.1: (1.6.3) Para a equação V = d }{{} =0 + d + d = d i + d j= V i +V j (1.6.4) 6

7 nálise inemática Para a forma polar, equação 1.6.2, a derivada no tempo dos termos a esquerda da igualdade fica: d( e iθ ) = ( ) ( ) d d(iθ) e iθ + e iθ = o resultado deve ser a velocidade na direção α = V e iα (1.6.5) derivada dos termos a direita da equação é: d( e iθ ) } {{ } =0 + d( e i0 ) + d( e i90 ) = e i0 d + e i90 d = V i +V j (1.6.6) aceleração é obtida derivando-se a equação de velocidade no tempo. Para a forma vetorial: = d2 2 + d2 2 = d2 2 i + d 2 2 j= dv i + dv j= i + j (1.6.7) nalogamente, para a forma polar: e iα = e i0 d2 2 + e i90 d 2 2 = i + j (1.6.8) 1.7 Translação com Movimento elativo Se a rampa do caso anterior também se mover em translação (movimento retilíneo) com velocidade V, figura 8, será necessário considerar o movimento relativo entre o corpo rígido e a rampa. V / V V V α α Figura 8: orpo rígido deslizando por uma rampa em movimento. posição do ponto é dada pelas mesmas equações da seção anterior (ver figura 7, equação e equação 1.6.2): = + + (1.7.1) 7

8 nálise inemática e iθ = e iθ + e i0 + e i90 (1.7.2) Entretanto, agora o vetor varia no tempo, pois o ponto da rampa se move com velocidade V. s variáveis no tempo são:, θ, (que deve acompanhar o movimento de translação da rampa), e. E, também, deve ser respeitada a relação: tan(α) = velocidade absoluta do ponto é obtida derivando-se no tempo a equação 1.7.1: (1.7.3) V = d + d }{{ } + d = V + d i + d j = V = V + V / i +V / j= V + V / (1.7.4) onde V / é a velocidade relativa de (velociade de em relação a ). Para a forma polar: V = d( e iθ ) + d( e i0 ) }{{ } = V = V + d( e i90 ) = V + e i0 d + e i90 d aceleração é obtida de forma análoga, derivando a velocidade em relação ao tempo: = V + V /î + V /ĵ (1.7.5) = + /î + /ĵ = + / (1.7.6) 1.8 Movimento de otação Pura figura 9 representa a configuração de um corpo rígido (elo 2) com uma junta de revolução (pino) no ponto 2. Desta forma, o eio de rotação passa por esse ponto 2. Seja o sistema de coordenadas ortogonal XYZ com origem no ponto, conforme mostrado na figura. onsiderando o mecanismo como plano, o eio de rotação terá direção paralela à k. velocidade angular ω 2 também segue a direção k, sendo que o sentido de rotação positivo é o anti-horário, ω 2 = dθ 2 k. equação de posição é dada por: = = e iθ 2 (1.8.1) Note que 2 é invariante no tempo. 8

9 nálise inemática V ω 2 2 θ θ 2 2 Figura 9: otação pura do elo 2 por um eio de rotação passando pelo ponto de articulação 2 e com direção paralela à k. Sabemos do curso de Mecânica Geral que para um corpo rígido em rotação pura: V = ω 2 2 (1.8.2) No caso de mecanismos planos, o eio de rotação é sempre normal ao plano do mecanismo, ou seja, ω = ω k. Portanto, em mecanismos planos, a velocidade é sempre perpendicular ao vetor de posição do ponto em relação ao eio de rotação no plano do mecanismo. Derivando no tempo, obtém-se a velocidade: d(iθ 2 ) V = 2 e iθ 2 = 2 iω 2 e iθ 2 (1.8.3) Note que i = e i90. Então, V = ω 2 e i90 e iθ 2 = ω 2 e i(90 +θ 2 ) (1.8.4) Essa última epressão demonstra que a velocidade linear absoluta é perpendicular a 2. aceleração é calculada derivando-se a equação de velocidade em relação ao tempo. Da equação 1.8.3: d(iω 2 ) = 2 e iθ 2 (e iθ 2 ) + 2 iω 2 = 2 iα 2 e iθ (iω 2 ) 2 e iθ 2 = 2 iα 2 e iθ 2 2 (ω 2 ) 2 e iθ 2 = T + N }{{}}{{} tangencial normal (1.8.5) aceleração total no ponto em rotação pura possui dois componentes de destaque: o componente tangencial T, e o componente normal N, figura 10. Note que, no caso geral, o componente de aceleração 9

10 nálise inemática T α 2 ω 2 V θ N θ 2 Figura 10: celeração de um ponto num corpo rígido em rotação pura articulado no ponto. tangencial não precisa ter o mesmo sentido da velocidade linear (que neste caso é perpendicular a 2 ), enquanto que o sentido da aceleração normal é sempre para o eio de rotação. 1.9 omposição de Translação e otação Nesta seção será tratado o caso mais geral de um corpo rígido em movimento composto de translação e rotação, figura 11. Suponha que seja conhecida a velocidade angular desse corpo; todos os pontos do corpo estarão sujeitos à mesma velocidade angular. Suponha, ainda que seja conhecida a velocidade linear de um ponto. Então, com esses dois dados, será possível determinar a velocidade de qualquer ponto do corpo rígido. V = V + ω k = V + V (1.9.1) Elo k ω k V V V V Figura 11: Pontos e de um mesmo corpo rígido em movimento composto. 10

11 nálise inemática No caso do mecanismo plano da figura 11, usando números compleos: V = V + V = V + iω k e iθ (1.9.2) Diferença de Velocidade : V = iω k e iθ (1.9.3) nalogamente, a aceleração de qualquer ponto pode ser determinada desde que se conheça a aceleração de pelo menos um dos pontos do corpo rígido, a velocidade angular e a aceleração angular, conforme o esquema da figura 12. Elo k θ α k ω k Figura 12: celeração de dois pontos num mesmo corpo rígido em movimento composto. = + = + T + N = + iα k e iθ ω 2 ke iθ (1.9.4) onde é a diferença de aceleração entre dois pontos de um mesmo corpo rígido. Note que esses conceitos de diferença de velocidade e de diferença de aceleração só valem para pontos de um mesmo corpo rígido omposição de Translação, otação e Movimento elativo No caso de dois pontos em corpos rígidos distintos, deve-se usar o conceito de velocidade relativa. Veja o eemplo seguinte, figura 13, de uma barra em movimento composto de rotação e translação (caso da seção anterior) com velocidade conhecida no ponto, e com um prisma deslizando pela barra. Sejam dados a velocidade angular ω 3 do elo 3 (barra), o ângulo θ 3 do elo 3 naquele instante, e a velocidade relativa V 4/3 (velocidade de deslizamento) do elo 4 em relação ao elo 3. Deseja-se determinar a velocidade absoluta no ponto ( V ). bserve que o ponto pertence de fato ao elo 4, e, para um observador num referencial inercial (origem ), sofre a ação composta da rotação-translação da barra 3 e do deslizamento relativo do prisma 4 em 11

12 nálise inemática ω 3 α 3 Elo 3 Elo θ 3 V Diagrama de corpo livre Figura 13: Elo 3 (barra) em rotação pura e elo 4 em movimento relativo de deslizamento em relação ao elo 3 através de junta prismática. relação à barra 3. Entretanto, instantaneamente, podemos considerar o ponto 3 (projeção de na barra 3) coincidente com o ponto 4 no prisma 4. Isso é mostrado no diagrama de corpo livre (esquema mostrando os corpos separadamente). Note que 4 sempre se move com o prisma 4, enquanto que 3 é fio no elo 3 e só vale para aquele instante. Num instante posterior deve-se considerar um outro ponto 3 para coincidir instantaneamente com 4. problema de posição é resolvido primeiro, e depois o de velocidade. = + 3 e iθ 3 (1.10.1) o derivar no tempo para obter a velocidade, deve-se notar que tanto como θ 3 variam no tempo. variação de no tempo dá a velocidade conhecida no ponto ( V ). Então: V = V d[e iθ 3 ] + u seja, + d e iθ 3 = V + iω 3 e iθ 3 + V 4/3 e iθ 3 (1.10.2) V = V + V + V 4/3 (1.10.3) aceleração é obtida derivando-se a equação da velocidade no tempo. Quando se trata de pontos em corpos rígidos distintos emprega-se o conceito de aceleração relativa, analogamente ao caso da velocidade. Quando se tem movimento de deslizamento relativo junto com rotação, aparece também a aceleração de oriolis. Veja o caso esquematizado na figura 14. Derivando-se em função do tempo a equação de velocidade (eq. (1.10.2)): = d V = + d[v 4/3e iθ 3 + iω 3 e iθ 3 ] (1.10.4) 12

13 nálise inemática T Elo 4 Elo 3 θ 3 ω 3 α 3 N oriolis V N V 4/3 3 4 V V Diagrama de corpo livre Figura 14: Movimento relativo de dois elos e diagrama de corpo livre correspondente. = + dv 4/3 e iθ 3 + V 4/3 d[e iθ 3 ] + d iω 3 e iθ 3 d[iω 3 ] + e iθ 3 d[e iθ 3 ] + iω 3 (1.10.5) = + 4/3 e iθ 3 }{{} 4/3 + V 4/3 iω 3 e iθ3 + V 4/3 iω 3 e iθ3 + iα 3 e }{{}}{{ iθ3 } T oriolis ω 2 3e iθ 3 }{{} N (1.10.6) onde 4/3 é a aceleração relativa do corpo 4 em relação ao corpo 3. é a diferença de aceleração, pois os pontos e estão no mesmo corpo rígido. grupando-se os termos da equação de mesma direção resulta em: = + [ 4/3 e iθ 3 }{{} 4/3 ω3e 2 iθ3 ] + [2V }{{} 4/3 ω 3 ie iθ 3 + α 3 ie iθ3 ] (1.10.7) }{{} N T } {{ } oriolis Termos de direção radial (normal): 4/3 = 4/3 e iθ 3 celeração relativa do elo 4 em relação ao elo 3. o determinar o valor numérico de 4/3 através do sistema de equações escalares provenientes da equação vetorial pode resultar um valor positivo ou negativo. Se for positivo significa que o sentido de 4/3 coincide com o do fasor θ 3. Se for negativo significa que o sentido de 4/3 será contrário ao do fasor θ 3. N = ω3e 2 iθ 3 celeração normal do ponto 2. Sempre tem sentido voltado para o eio de rotação, ou seja, contrário ao fasor θ 3. 13

14 nálise inemática Termos de direção tangencial (θ ): oriolis = 2V 4/3 ω 3 ie iθ 3 celeração de oriolis. sentido depende dos sinais de V 4/3 e de ω 3. Se ambos forem positivos ou se ambos forem negativos o sentido de oriolis coincide com o do fasor (θ ). Se apenas um deles for negativo o sentido de oriolis será contrário ao do fasor (θ ). T = α 3 ie iθ 3 celeração tangencial do ponto 3. sentido depende do sinal de α 3 : positivo se tiver sentido anti-horário; negativo se tiver sentido horário Problema esolvido onsideremos o seguinte problema, esquematizado na figura 15, que representa o conjunto manivela - biela - pistão de um motor em V: ω 2 θ 2 Elo 3 α Elo 4 ω 2 Elo 3 θ 2 D α Elo 4 Figura 15: Mecanismo manivela-biela-pistão. Sejam dados: θ 2, ω 2, α 2,,, ângulo α do plano inclinado, D. Pede-se resolver o problema de posição, e o problema de velocidade. resolução se inicia pela escolha de um caminho fechado (loop). Por eemplo, como na figura 16. ω 2 θ 2 D Elo 3 α θ 3 Elo 4 Figura 16: epresentação vetorial de um possível caminho fechado do mecanismo manivela - biela - pistão D + D = 0 (1.11.1) 14

15 nálise inemática e iθ 2 + e iθ 3 + e i270 + D e i180 + D e i180 = 0 (1.11.2) Note que o problema tem 3 incógnitas: θ 3,, e D. Decompondo a equação anterior na parte real e na parte imaginária, obtêm-se duas equações. terceira equação necessária vem da relação geométrica entre e D : tan α = D btenha você mesmo a solução do problema de posição como eercício. problema tem dois conjuntos de soluções, representados na figura 17. (1.11.3) Note, porém, que esse ω 2 Elo 3 θ 2 D α Elo 4 Elo 4 α Elo 3 θ 3 ω 2 θ 2 Figura 17: Duas possíveis soluções da posição do mecanismo manivela - biela - pistão para um mesmo conjunto de condições iniciais. Vamos considerar apenas a solução da esquerda, ou seja, θ 3 < 90. problema de velocidade começa a ser resolvido tomando-se a derivada no tempo da equação (1.11.2): d e iθ d[e iθ 2 ] d e iθ 3 d[e iθ 3 ] + d D d[e i180 ] e i180 + D + d d[e i270 ] e i d D d[e i180 ] e i180 + D = 0 (1.11.4) Lembre que,, e D são constantes no tempo. lém disso, as direções de (vertical) e D (horizontal) também não variam no tempo. Então, ω 2 ie iθ 2 + }{{} ω 3 ie iθ3 i270 i180 + Ṙe + ṘDe }{{}}{{} V V u seja, V = 0 (1.11.5) V + V V = 0 (1.11.6) Para entender a razão do sinal negativo em V da equação anterior, note da figura que o vetor posição do ponto (vetor que liga o ponto à origem) é: 15

16 nálise inemática = + = D D (1.11.7) Para determinar as incógnitas ω 3, V, e V é necessário decompor a equação (1.11.5) nas suas partes real e imaginária. lém disso, lembrar que o pistão onde está o ponto só pode se mover na direção do plano inclinado de α, ou seja, tan α = V V = Ṙ Ṙ D = (1.11.8) Epandindo a equação (1.11.5) com a elação de Euler, ω 2 i[cos θ 2 + i sin θ 2 ] + ω 3 i[cos θ 3 + i sin θ 3 ] + Ṙ[cos i sin 270 ]+ Parte eal: +ṘD[cos i sin 180 ] = 0 (1.11.9) ω 2 sin θ 2 ω 3 sin θ 3 ṘD = 0 ( ) Parte Imaginária: ω 2 cos θ 2 + ω 3 cos θ 3 Ṙ = 0 ( ) Note que V = ṘD e V = Ṙ. esolvendo o sistema linear formado pelas equações (1.11.8), ( ) e ( ) encontram-se os valores das incógnitas ω 3, V, e V. s equações para as acelerações podem ser obtidas por derivação direta das equações ( ) e ( ), e pelo uso da relação (1.11.8): Parte eal: α 2 sin θ 2 (ω 2 ) 2 cos θ 2 α 3 sin θ 3 (ω 3 ) 2 cos θ 3 D = 0 ( ) Parte Imaginária: α 2 cos θ 2 (ω 2 ) 2 sin θ 2 + α 3 cos θ 3 (ω 3 ) 2 sin θ 3 = 0 ( ) tan α = ( ) Note que = D e =. esolvendo o sistema de equações lineares ( ), ( ) e ( ) obtêm-se α 3, e. 16

17 nálise inética 2.1 Introdução nálise inética (Dinâmica) de Mecanismos nálise inética de Mecanismos consiste na determinação das forças e torques que são importantes na geração dos movimentos do mecanismo em análise. Em geral, as forças e torques são transmitidos de um elo a outro da cadeia através das juntas. lém dessas interações entre os elos da cadeia, podem haver interações de campos eternos (peso, forças de natureza eletrostática, magnética, etc.). Em muitos casos em que o mecanismo não seja de grandes dimensões a força peso pode ser desprezada por ser muito menor que as outras forças envolvidas. Neste curso serão considerados apenas mecanismos planos. Portanto, as forças envolvidas são paralelas ao plano de movimento do mecanismo, enquanto que os torques são normais ao plano de movimento do mecanismo. Desta forma, é possível definir um sistema de coordenadas cartesiano em que os eios X e Y sejam paralelos ao movimento do mecanismo, e o eio Z seja normal ao movimento do mecanismos. ssim, todas as forças podem ser decompostas em X e Y e os torques estarão na direção Z. 2.2 Forças em Mecanismos s Leis de Newton, em particular a 2 a Lei de Newton, relaciona conceitos de Dinâmica e inemática. Entretanto, as Leis de Newton foram propostas para partículas ( pontos materiais ). Para corpos rígidos, que constituem os elos de uma cadeia cinemática, é necessário integrar o efeito em cada partícula baseando-se na Mecânica de Meios ontínuos. onsidere o elo k intermediário de um mecanismo, figura 18. Na figura estão representados o elo k e dois vizinhos conectados por juntas, elo k 1 e elo k + 1. diagrama de corpo livre representa cada elo separadamente. s juntas estão representadas pelos pontos,,, D. s centros de massa estão representados por G. s vetores de posição de cada junta ao centro de massa do elo correspondente também estão representados na figura. Diagrama de orpo Livre Y Elo k Elo k+1 k G k G k k G k k k+1 k+1 G k+1 G k+1 k D k+1 G k+1 Elo k 1 G k 1 k 1 G k 1 k 1 D k+1 k 1 G k 1 k 1 X Z Figura 18: Elos intermediários de um mecanismo. Diagrama de corpo livre. onsidere em particular o elo k com massa total m k, figura 19. Esse elo pode ser subdividido em partículas ou pontos materiais. ada um desses pontos materiais possui uma fração da massa total m k. Dois desses pontos materiais, P com massa dm P e Q com massa dm Q, estão representados na figura. 17

18 nálise inética interação entre os pontos materiais P e Q do mesmo corpo rígido k resulta num par de forças internas F P Q (força de P em Q) e F QP (força de Q em P ). Pela 3 a Lei de Newton, essas forças correspondem a um par ação-reação e, portanto, F P Q = F QP. mesmo ocorre para quaisquer pares de pontos internos do elo k. Portanto, as forças internas sempre ocorrem em pares ação-reação e a resultante de todas as forças internas é nula. F P P G k PQ GQ Q k ω k α k k Q Figura 19: Elo k e duas de suas partículas, P e Q. aceleração em Q é conhecida. Por outro lado, as forças de interação com outros corpos ou campos eternos possuem reação fora do corpo em questão. Seja uma força F P atuando no ponto genérico P cuja reação está fora do elo k. Seja dm p a massa do ponto material P e suponha conhecida a aceleração do ponto Q. Pela 2 a Lei de Newton, df P = P dm P. utras forças com reação fora do corpo k atuam em outros pontos, inclusive a força peso que é aplicada no centro de massa. Então, a resultante de todas as forças atuando em pontos do elo k, mas com reações eternas ao elo k, é dada por: P F ik = dm P (2.2.1) epare que nesta equação (2.2.1) a somatória que aparece à esquerda da igualdade representa apenas forças cujas reações são eternas ao corpo (elo k); enquanto que a integral à direita da igualdade envolve todos os pontos materiais do elo k. Nessa integração os termos representando pares de forças internas vão se anular, restando apenas as parcelas dos pontos com forças eternas. Se for conhecida a aceleração Q do ponto Q, a velocidade angular ω k e a aceleração angular α k do elo k, então é possível encontrar a aceleração em qualquer ponto P genérico distante P Q : P = Q + ω k ( ω k P Q ) + α k P Q (2.2.2) Substituindo a equação (2.2.2) em (2.2.1), e lembrando que qualquer ponto do corpo rígido k tem mesma velocidade angular ω k e aceleração angular α k : [Q F ik = + ω k ( ω k P Q) + α k P Q] dm P Q = dm P + [ ω k ( ω k P Q )]dm P + [ α k P Q ]dm P (2.2.3) = Q dm P + ω k ( P ω k Q dm P ) + P α k Qdm P 18

19 nálise inética Lembrando que: dm P = m k (2.2.4) definição de centro de massa (ponto G k na figura) é dada por: GQ = 1 m k P Q dm P = P Q dm P = GQ m k (2.2.5) Então: F ik = Q m k + ω k ( ω k GQ m k ) + α k GQ m k = m k [ Q + ω k ( ω k GQ ) + α k GQ ] (2.2.6) = m k G Portanto, a equação mostra que basta aplicar a resultante das forças com reações eternas no centro de massa do corpo para ter o efeito equivalente a todas as forças individuais. s casos mais comuns de forças com reações eternas a considerar em mecanismos são: peso, cargas aplicadas, forças em juntas, forças de atrito de partes em contato. Também, é importante observar que normalmente são determinadas as acelerações em pontos de articulação (juntas) durante a análise cinemática. ssim, é só usar a epressão Q + ω k ( ω k GQ ) + αk GQ para determinar a aceleração no centro de massa, sendo Q a aceleração conhecida numa junta Q. aso seja conhecida apenas a aceleração de um ponto em outro elo k 1 que realiza movimento relativo ao elo k, a equação para o fator p fica um pouco mais complea. onsidere, por eemplo, o caso da barra em movimento composto de rotação e translação e com um prisma se movendo por ela. Esse problema já foi considerado na seção asta substituir p por uma equação análoga à (1.10.6). omo eemplo, considere o elo k do mecanismo da figura 18. Suponha que já tenha sido feita a análise cinemática completa e que, portanto, já se conheça a aceleração no ponto de articulação entre os elos k 1 e k. Suponha também que sejam aplicadas as forças eternas P1 e P2 e o peso do elo k seja P k. Por fim, as forças eternas transmitidas pelas juntas (a força F (k 1)(k) do elo (k-1) no elo (k)) e (a força F (k+1)(k) do elo (k+1) no elo (k)). Veja a figura 20. equação vetorial de forças para o elo k é: F (k 1)(k) + F (k+1)(k) + F P1 + F P2 + P k = m k Gk (2.2.7) Mas, se for conhecida a aceleração do ponto : Gk = + ω k ( ω k Gk ) + α k Gk (2.2.8) decomposição da equação vetorial de força nas direções X e Y resulta em duas equações escalares: F (k 1)(k) + F (k+1)(k) + F P 1 + F P 2 = m k G k (2.2.9a) F (k 1)(k) + F (k+1)(k) + F P 1 + F P 2 + P k = m k G k (2.2.9b) 19

20 nálise inética F P 1 F P 2 F (k+1)(k) G k Gk k k+1 k+1 G k+1 F (k 1)(k) Gk k k G k+1 k P k F (k+1)(k) D k+1 G k+1 G k 1 k 1 G k 1 k 1 F (k 1)(k) D k+1 k 1 Gk 1 k 1 Figura 20: Diagrama de corpo livre detalhado para o Elo k. 2.3 Torques em Mecanismos. Método de Euler onsidere um mecanismo composto de vários elos, como na figura 21. torque resultante em cada elo será devido aos torques das forças com reações eternas ao elo (como na seção anterior) e também devido a torques eternos aplicados. torque resultante devido às forças internas é nulo pois o corpo deve permanecer rígido. Diagrama de orpo Livre Y T (k 1)(k) G k k G k k G k k k Elo k 1 Elo k T (k 1)(k) motor atuando na junta M Elo k+1 F M T (k)(k 1) G k 1 k 1 G k 1 k 1 k 1 G k 1 k 1 k+1 k+1 G k+1 D k+1 G k+1 G k+1 MGk+1 M D k+1 F M X Z Figura 21: plicação de torque e força eterna no mecanismo. s torques eternos (normalmente provenientes de algum tipo de motor) são dados simplesmente pelos seus valores. Por eemplo, T (k 1)(k) é o torque proveniente de um motor fio ao elo (k-1) sendo aplicado no elo (k). cada força com reação eterna aplicada num ponto material genérico P corresponde um torque (ou momento) em relação ao centro de massa G dado por P G F P. 20

21 nálise inética P G F P = P G P dm P = [ G P G + ω k ( ω k P G ) + α k ] (2.3.1) P G dm P Então, de maneira análoga ao que foi feito para o equacionamento das forças, deve-se integrar o efeito do torque de todos os pontos materiais que constituem o elo k. torque resultante T ip das forças eternas e dos torques eternos relativo ao centro de massa G k do elo k será: P T ip = G F P [P ( G = G + ω k ( ω k P G ) + α k )] (2.3.2) P G dm P desenvolvimento dessa epressão para o problema tridimensional é relativamente trabalhoso e não será feito aqui. Quem estiver interessado pode consultar, por eemplo, o livro Theor of Machines and Mechanisms, Shigle & Uicker, McGraw-Hill, 1995, capítulo 16. desenvolvimento da epressão para o caso de mecanismos planos resulta simplesmente em: T ip = I zz G k αk (2.3.3) eemplo seguinte, figura 22, considera dois elos consecutivos (k) e (k+1) de um mecanismo. Supondo que há um motor elétrico fio no elo (k) e conectado por um eio ao elo (k+1), esse motor aplicará um torque T (k)(k+1) = T M ao elo (k+1). u seja, o elo (k+1) girará impulsionado pelo eio do motor. Por outro lado, haverá uma reação T (k+1)(k) = T M no elo k. G k G k+m Gk+1 Elo k Motor Elo k+1 Figura 22: plicação de torque por um motor fio ao elo k e conectado por eio ao elo k+1. s forças e torques atuando nos elos k e k+1 estão representados em detalhe na figura 23. Note que para o elo k que contém o motor, o centro de massa a ser considerado é G k+m do corpo k e do motor em conjunto. Elo k: Forças: F (k 1)(k) + F (k+1)(k) + P k + P M = m kg k+m (2.3.4) F (k 1)(k) + F (k+1)(k) = G k+m F (k 1)(k) + F (k+1)(k) + P k + P M = G k+m (2.3.5a) (2.3.5b) 21

22 nálise inética F (k+1)(k) T (k+1)(k) T (k)(k+1) = F (k)(k+1) = T (k+1)(k) F (k+1)(k) G k G k+m G k+1 F (k+2)(k+1) F (k 1)(k) P k + P motor P k+1 Figura 23: Detalhes das forças eternas e torques eternos atuando nos elos k e k+1. Torques T M + G k+m F (k 1)(k) + G k+m F (k+1)(k) = I zz G k+m αk (2.3.6) [ T M ˆk + G F k+m (k 1)(k) G F(k 1)(k)] ˆk+ k+m [ ] + G F k+m (k+1)(k) G F (k+1)(k) ˆk = I zz G α kˆk (2.3.7) k+m k+m Elo k+1: Forças: F (k)(k+1) + F (k+2)(k+1) + P k+1 = m k+1 Gk+1 (2.3.8) F (k)(k+1) + F (k+2)(k+1) = G k+1 (2.3.9a) F (k)(k+1) + F (k+2)(k+1) + P k+1 = G k+1 (2.3.9b) Torques T M + Gk+1 F (k)(k+1) + Gk+1 F (k+2)(k+1) = I zz G k+1 αk+1 (2.3.10) T M ˆk + [G k+1 F (k)(k+1) G k+1 F(k)(k+1)] ˆk+ [ ] + G k+1 F (k+2)(k+1) G k+1 F(k+2)(k+1) ˆk = I zz G k+1 α k+1ˆk (2.3.11) utros eemplos serão vistos em aula. 22

2 Cinemática 2.1 CINEMÁTICA DA PARTÍCULA Descrição do movimento

2 Cinemática 2.1 CINEMÁTICA DA PARTÍCULA Descrição do movimento 2 Cinemática A cinemática tem como objeto de estudo o movimento de sistemas mecânicos procurando descrever e analisar movimento do ponto de vista geométrico, sendo, para tal, irrelevantes os fenómenos

Leia mais

Translação e Rotação Energia cinética de rotação Momentum de Inércia Torque. Física Geral I ( ) - Capítulo 07. I. Paulino*

Translação e Rotação Energia cinética de rotação Momentum de Inércia Torque. Física Geral I ( ) - Capítulo 07. I. Paulino* ROTAÇÃO Física Geral I (1108030) - Capítulo 07 I. Paulino* *UAF/CCT/UFCG - Brasil 2012.2 1 / 25 Translação e Rotação Sumário Definições, variáveis da rotação e notação vetorial Rotação com aceleração angular

Leia mais

CAPÍTULO 9 CINEMÁTICA DO MOVIMENTO ESPACIAL DE CORPOS RÍGIDOS

CAPÍTULO 9 CINEMÁTICA DO MOVIMENTO ESPACIAL DE CORPOS RÍGIDOS 82 CPÍTULO 9 CINEMÁTIC DO MOVIMENTO ESPCIL DE CORPOS RÍGIDOS O estudo da dinâmica do corpo rígido requer o conhecimento da aceleração do centro de massa e das características cinemáticas do corpo denominadas

Leia mais

Capítulo 2 Vetores. 1 Grandezas Escalares e Vetoriais

Capítulo 2 Vetores. 1 Grandezas Escalares e Vetoriais Capítulo 2 Vetores 1 Grandezas Escalares e Vetoriais Eistem dois tipos de grandezas: as escalares e as vetoriais. As grandezas escalares são aquelas que ficam definidas por apenas um número real, acompanhado

Leia mais

PMR-EPUSP PMR-EPUSP PMR-EPUSP PMR-EPUSP PMR-EPUSP

PMR-EPUSP PMR-EPUSP PMR-EPUSP PMR-EPUSP PMR-EPUSP Mecanismos - PM/EPUSP 1 Introdução Análise Cinética (Dinâmica) de Mecanismos A Análise Cinética consiste na determinação das forças e torques que são importantes na geração dos movimentos do mecanismo

Leia mais

PMR-EPUSP PMR-EPUSP PMR-EPUSP PMR-EPUSP PMR-EPUSP

PMR-EPUSP PMR-EPUSP PMR-EPUSP PMR-EPUSP PMR-EPUSP 1 Introdução Introdução ao Projeto de 211v1 são mecanismos compactos utilizados para movimentos cíclicos com deslocamentos de pequena amplitude, normalmente com intervalos de repouso. Comparado aos mecanismos

Leia mais

Introdução ao Projeto de Cames

Introdução ao Projeto de Cames Sumário Introdução ao Projeto de Cames 1 Introdução 1 2 Metodologia de Projeto 2 2.1 Divisão do Movimento em Etapas...................................... 3 2.2 Diagrama SVAJ................................................

Leia mais

Disciplina de Mecânica Geral II. CINEMÁTICA e DINÂMICA de CORPOS RÍGIDOS

Disciplina de Mecânica Geral II. CINEMÁTICA e DINÂMICA de CORPOS RÍGIDOS isciplina de Mecânica Geral II CINEMÁTIC e INÂMIC de CORPOS RÍGIOS CINEMÁTIC é o estudo da geometria em movimento, utilizada para relacionar as grandezas de deslocamento, velocidade, aceleração e tempo.

Leia mais

Capítulo 11 Rotações e Momento Angular

Capítulo 11 Rotações e Momento Angular Capítulo 11 Rotações e Momento Angular Corpo Rígido Um corpo rígido é um corpo ideal indeformável de tal forma que a distância entre 2 pontos quaisquer do corpo não muda nunca. Um corpo rígido pode realizar

Leia mais

Curso de Geomática Aula 2. Prof. Dr. Irineu da Silva EESC-USP

Curso de Geomática Aula 2. Prof. Dr. Irineu da Silva EESC-USP Curso de Geomática Aula Prof. Dr. Irineu da Silva EESC-USP Sistemas de Coordenadas Determinar a posição de um ponto, em Geomática, significa calcular as suas coordenadas. Calcular as coordenadas de um

Leia mais

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I ROTAÇÃO. Prof.

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I ROTAÇÃO. Prof. CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I ROTAÇÃO Prof. Bruno Farias Introdução Neste capítulo vamos aprender: Como descrever a rotação

Leia mais

Mecânica 1. Resumo e Exercícios P3

Mecânica 1. Resumo e Exercícios P3 Mecânica 1 Resumo e Exercícios P3 Conceitos 1. Dinâmica do Ponto 2. Dinâmica do Corpo Rígido 1. Dinâmica do Ponto a. Quantidade de Movimento Linear Vetorial Instantânea Q = m v b. Quantidade de Movimento

Leia mais

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I ROTAÇÃO. Prof.

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I ROTAÇÃO. Prof. CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I ROTAÇÃO Prof. Bruno Farias Introdução Neste capítulo vamos aprender: Como descrever a rotação

Leia mais

1) O vetor posição de uma partícula que se move no plano XZ e dado por: r = (2t 3 + t 2 )i + 3t 2 k

1) O vetor posição de uma partícula que se move no plano XZ e dado por: r = (2t 3 + t 2 )i + 3t 2 k 1) O vetor posição de uma partícula que se move no plano XZ e dado por: r = (2t + t 2 )i + t 2 k onde r é dado em metros e t em segundos. Determine: (a) (1,0) o vetor velocidade instantânea da partícula,

Leia mais

CAPÍTULO 2 CÁLCULO VECTORIAL Grandezas escalares e vectoriais. Noção de Vector. As grandezas físicas podem ser escalares ou vectoriais.

CAPÍTULO 2 CÁLCULO VECTORIAL Grandezas escalares e vectoriais. Noção de Vector. As grandezas físicas podem ser escalares ou vectoriais. CAPÍTULO CÁLCULO VECTORIAL.1. Grandeas escalares e vectoriais. Noção de Vector. As grandeas físicas podem ser escalares ou vectoriais. As grandeas massa, comprimento, tempo ficam completamente definidas

Leia mais

Lista 7. Campo magnético, força de Lorentz, aplicações

Lista 7. Campo magnético, força de Lorentz, aplicações Lista 7 Campo magnético, força de Lorentz, aplicações Q28.1) Considere a equação da força magnética aplicada sobre uma partícula carregada se movendo numa região com campo magnético: F = q v B. R: Sim,

Leia mais

Considerando a variação temporal do momento angular de um corpo rígido que gira ao redor de um eixo fixo, temos:

Considerando a variação temporal do momento angular de um corpo rígido que gira ao redor de um eixo fixo, temos: Segunda Lei de Newton para Rotações Considerando a variação temporal do momento angular de um corpo rígido que gira ao redor de um eixo fixo, temos: L t = I ω t e como L/ t = τ EXT e ω/ t = α, em que α

Leia mais

CAPÍTULO 11 ROTAÇÕES E MOMENTO ANGULAR

CAPÍTULO 11 ROTAÇÕES E MOMENTO ANGULAR O que vamos estudar? CAPÍTULO 11 ROTAÇÕES E MOMENTO ANGULAR Seção 11.1 Cinemática do corpo rígido Seção 11.2 Representação vetorial das rotações Seção 11.3 Torque Seção 11.4 Momento angular Seção 11.5

Leia mais

Física Geral I. 1º semestre /05. Nas primeiras seis perguntas de escolha múltipla indique apenas uma das opções

Física Geral I. 1º semestre /05. Nas primeiras seis perguntas de escolha múltipla indique apenas uma das opções Física Geral I 1º semestre - 2004/05 2 TESTE DE AVALIAÇÃO 2668 - ENSINO DE FÍSICA E QUÍMICA 1487 - OPTOMETRIA E OPTOTECNIA - FÍSICA APLICADA 9 de Dezembro 2004 Duração: 2 horas + 30 min tolerância Nas

Leia mais

As variáveis de rotação

As variáveis de rotação Capítulo 10 Rotação Neste capítulo vamos estudar o movimento de rotação de corpos rígidos sobre um eixo fixo. Para descrever esse tipo de movimento, vamos introduzir os seguintes conceitos novos: -Deslocamento

Leia mais

Halliday & Resnick Fundamentos de Física

Halliday & Resnick Fundamentos de Física Halliday & Resnick Fundamentos de Física Mecânica Volume 1 www.grupogen.com.br http://gen-io.grupogen.com.br O GEN Grupo Editorial Nacional reúne as editoras Guanabara Koogan, Santos, Roca, AC Farmacêutica,

Leia mais

Prova P1 Física para Engenharia II, turma set. 2014

Prova P1 Física para Engenharia II, turma set. 2014 Exercício 1 Um ventilador, cujo momento de inércia é 0,4 kg m 2, opera em 600 rpm (rotações por minuto). Ao ser desligado, sua velocidade angular diminui uniformemente até 300 rpm em 2 s, e continua assim

Leia mais

Observação: i.e. é abreviação da expressão em latim istum est, que significa isto é.

Observação: i.e. é abreviação da expressão em latim istum est, que significa isto é. Um disco de raio R rola, sem deslizar, com velocidade angular ω constante ao longo de um plano horizontal, sendo que o centro da roda descreve uma trajetória retilínea. Suponha que, a partir de um instante

Leia mais

FEP Física Geral e Experimental para Engenharia I

FEP Física Geral e Experimental para Engenharia I FEP2195 - Física Geral e Experimental para Engenharia I Prova Substitutiva - Gabarito 1. Dois blocos de massas 4, 00 kg e 8, 00 kg estão ligados por um fio e deslizam para baixo de um plano inclinado de

Leia mais

Capítulo 9 - Rotação de Corpos Rígidos

Capítulo 9 - Rotação de Corpos Rígidos Aquino Lauri Espíndola 1 1 Departmento de Física Instituto de Ciências Exatas - ICEx, Universidade Federal Fluminense Volta Redonda, RJ 27.213-250 1 de dezembro de 2010 Conteúdo 1 e Aceleração Angular

Leia mais

PROGRAMA DE NIVELAMENTO ITEC/PROEX - UFPA EQUIPE FÍSICA ELEMENTAR DISCIPLINA: FÍSICA ELEMENTAR CONTEÚDO: VETORES

PROGRAMA DE NIVELAMENTO ITEC/PROEX - UFPA EQUIPE FÍSICA ELEMENTAR DISCIPLINA: FÍSICA ELEMENTAR CONTEÚDO: VETORES PROGRAMA DE NIVELAMENTO ITEC/PROEX - UFPA EQUIPE FÍSICA ELEMENTAR DISCIPLINA: FÍSICA ELEMENTAR CONTEÚDO: VETORES DURANTE AS AULAS DE VETORES VOCÊ APRENDERÁ: Diferença entre grandezas escalares e vetoriais

Leia mais

MOVIMENTO 3D: REFERENCIAL EM TRANSLAÇÃO

MOVIMENTO 3D: REFERENCIAL EM TRANSLAÇÃO MOVIMENTO 3D: REFERENCIAL EM TRANSLAÇÃO INTRODUÇÃO ESTUDO DE CASO À medida que o caminhão da figura ao lado se retira da obra, o trabalhador na plataforma no topo do braço gira o braço para baixo e em

Leia mais

MESTRADO INTEGRADO EM ENG. INFORMÁTICA E COMPUTAÇÃO 2015/2016

MESTRADO INTEGRADO EM ENG. INFORMÁTICA E COMPUTAÇÃO 2015/2016 MESTRADO INTEGRADO EM ENG. INFORMÁTICA E COMPUTAÇÃO 015/016 EIC0010 FÍSICA I 1o ANO, o SEMESTRE 1 de junho de 016 Nome: Duração horas. Prova com consulta de formulário e uso de computador. O formulário

Leia mais

Lista 8 : Cinemática das Rotações NOME:

Lista 8 : Cinemática das Rotações NOME: Lista 8 : Cinemática das Rotações NOME: Turma: Prof. : Matrícula: Importante: i. Nas cinco páginas seguintes contém problemas para se resolver e entregar. ii. Ler os enunciados com atenção. iii. Responder

Leia mais

Física II (Química) FFCLRP USP Prof. Antônio Roque Aula 9

Física II (Química) FFCLRP USP Prof. Antônio Roque Aula 9 591036 Física II (Química) FFCLRP USP Prof. Antônio Roque Aula 9 A Equação de Onda em Uma Dimensão Ondas transversais em uma corda esticada Já vimos no estudo sobre oscilações que os físicos gostam de

Leia mais

Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro / PUC-Rio Departamento de Engenharia Mecânica. ENG1705 Dinâmica de Corpos Rígidos.

Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro / PUC-Rio Departamento de Engenharia Mecânica. ENG1705 Dinâmica de Corpos Rígidos. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro / PUC-Rio Departamento de Engenharia Mecânica ENG1705 Dinâmica de Corpos Rígidos (Período: 2016.1) Notas de Aula Capítulo 1: VETORES Ivan Menezes [email protected]

Leia mais

Física 2 - Aula 3. frof. Afonso Henriques Silva Leite. 1 de setembro de Nesta aula, serão apresentados os seguintes conceitos:

Física 2 - Aula 3. frof. Afonso Henriques Silva Leite. 1 de setembro de Nesta aula, serão apresentados os seguintes conceitos: Física 2 - Aula 3. frof. Afonso Henriques Silva Leite 1 de setembro de 2016 1 Plano da aula. Nesta aula, serão apresentados os seguintes conceitos: Determinação do torque pelos métodos da decomposição

Leia mais

Notas de aula resumo de mecânica. Prof. Robinson RESUMO DE MECÂNICA

Notas de aula resumo de mecânica. Prof. Robinson RESUMO DE MECÂNICA RESUMO DE MECÂNICA Ano 2014 1 1. DINÂMICA DE UMA PARTÍCULA 1.1. O referencial inercial. O referencial inercial é um sistema de referência que está em repouso ou movimento retilíneo uniforme ao espaço absoluto.

Leia mais

Cinemática de Mecanismos

Cinemática de Mecanismos inemática de Mecanismos. nálise de Velocidades Paulo Flores J.. Pimenta laro Universidade do Minho Escola de Engenharia Guimarães 007 ÍNDIE. nálise de Velocidades..... Definição..... Movimento urvilíneo.....

Leia mais

Observação: i.e. é abreviação da expressão em latim istum est, que significa isto é.

Observação: i.e. é abreviação da expressão em latim istum est, que significa isto é. Um disco de raio R rola, sem deslizar, com velocidade angular ω constante ao longo de um plano horizontal, sendo que o centro da roda descreve uma trajetória retilínea. Suponha que, a partir de um instante

Leia mais

Múltipla escolha [0,5 cada]:

Múltipla escolha [0,5 cada]: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - INSTITUTO DE FÍSICA P de Física I - EQN - 015- Prof.: Gabriel Bié Alves Versão: A Nas questões em que for necessário, considere que: todos os fios e molas são ideais;

Leia mais

Geometria Analítica e Vetorial - Daniel Miranda, Rafael Grisi, Sinuê Lodovici

Geometria Analítica e Vetorial - Daniel Miranda, Rafael Grisi, Sinuê Lodovici Geometria Analítica e Vetorial - Daniel Miranda, Rafael Grisi, Sinuê Lodovici 5 Â N G U LO S E D I ST Â N C I A 5.1 ângulos No capítulo anterior nos concentramos no estudo da posição relativa entre dois

Leia mais

Física I para a Escola Politécnica ( ) - P3 (24/06/2016) [16A7]

Física I para a Escola Politécnica ( ) - P3 (24/06/2016) [16A7] Física I para a Escola Politécnica (330) - P3 (/0/0) [A] NUSP: 0 0 0 0 0 0 0 3 3 3 3 3 3 3 8 8 8 8 8 8 8 9 9 9 9 9 9 9 Instruções: preencha completamente os círculos com os dígitos do seu número USP (um

Leia mais

Nesta aula, continuaremos a estudar a parte da física que analisa o movimento, mas agora podem ser em duas ou três dimensões.

Nesta aula, continuaremos a estudar a parte da física que analisa o movimento, mas agora podem ser em duas ou três dimensões. Parte 1 Movimento em 2 ou 3 dimensões Nesta aula, continuaremos a estudar a parte da física que analisa o movimento, mas agora podem ser em duas ou três dimensões. 1 - Posição e Deslocamento A localização

Leia mais

Mecânica I (FIS-14) Prof. Dr. Ronaldo Rodrigues Pelá Sala 2602A-1 Ramal 5785

Mecânica I (FIS-14) Prof. Dr. Ronaldo Rodrigues Pelá Sala 2602A-1 Ramal 5785 Mecânica I (FIS-14) Prof. Dr. Ronaldo Rodrigues Pelá Sala 2602A-1 Ramal 5785 [email protected] www.ief.ita.br/~rrpela Onde estamos? Nosso roteiro ao longo deste capítulo A equação do movimento Equação do movimento

Leia mais

Universidade Federal do Rio de Janeiro Instituto de Física Oficinas de Física 2015/1 Gabarito Oficina 8 Dinâmica Angular

Universidade Federal do Rio de Janeiro Instituto de Física Oficinas de Física 2015/1 Gabarito Oficina 8 Dinâmica Angular Universidade Federal do Rio de Janeiro Instituto de Física Oficinas de Física 2015/1 Gabarito Oficina 8 Dinâmica Angular 1) (a) A energia mecânica conserva-se pois num rolamento sem deslizamento a força

Leia mais

Figura 9.1: Corpo que pode ser simplificado pelo estado plano de tensões (a), estado de tensões no interior do corpo (b).

Figura 9.1: Corpo que pode ser simplificado pelo estado plano de tensões (a), estado de tensões no interior do corpo (b). 9 ESTADO PLANO DE TENSÕES E DEFORMAÇÕES As tensões e deformações em um ponto, no interior de um corpo no espaço tridimensional referenciado por um sistema cartesiano de coordenadas, consistem de três componentes

Leia mais

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I EQUILÍBRIO. Prof.

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I EQUILÍBRIO. Prof. CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I EQUILÍBRIO Prof. Bruno Farias Introdução Neste capítulo vamos aprender: As condições que

Leia mais

1.6 Dinâmica da Rotação: Torque e Momento Angular

1.6 Dinâmica da Rotação: Torque e Momento Angular 1.6 Dinâmica da Rotação: Torque e Momento Angular Até o momento havíamos considerado o movimento de corpos rígidos sem nos preocupar com o que causava tal movimento. Nos limitamos apenas à descrever o

Leia mais

a unidade de θ em revoluções e do tempo t em segundos (θ(rev.) t(s)). Também construa o gráfico da velocidade angular ω em função do tempo (ω( rev.

a unidade de θ em revoluções e do tempo t em segundos (θ(rev.) t(s)). Também construa o gráfico da velocidade angular ω em função do tempo (ω( rev. 30195-Física Geral e Exp. para a Engenharia I - 3 a Prova - 8/06/01 Nome: N o USP: Professor: Turma: A duração da prova é de horas. Material: lápis, caneta, borracha, régua. O uso de calculadora é proibido

Leia mais

FEP Física Geral e Experimental para Engenharia I

FEP Física Geral e Experimental para Engenharia I FEP2195 - Física Geral e Experimental para Engenharia I Prova P1-10/04/2008 - Gabarito 1. A luz amarela de um sinal de transito em um cruzamento fica ligada durante 3 segundos. A largura do cruzamento

Leia mais

Capítulo 10. Rotação. Copyright 2014 John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved.

Capítulo 10. Rotação. Copyright 2014 John Wiley & Sons, Inc. All rights reserved. Capítulo 10 Rotação Copyright 10-1 Variáveis Rotacionais Agora estudaremos o movimento de rotação Aplicam-se as mesmas leis Mas precisamos de novas variáveis para expressá-las o o Torque Inércia rotacional

Leia mais

Vibrações e Dinâmica das Máquinas Aula - Cinemática. Professor: Gustavo Silva

Vibrações e Dinâmica das Máquinas Aula - Cinemática. Professor: Gustavo Silva Vibrações e Dinâmica das Máquinas Aula - Cinemática Professor: Gustavo Silva 1 Cinemática do Movimento Plano de um Corpo Rígido 1 Movimento de um corpo rígido; 2 Translação; 3 Rotação em torno de um eixo

Leia mais

Parte 2 - P3 de Física I NOME: DRE Gabarito Teste 1. Assinatura:

Parte 2 - P3 de Física I NOME: DRE Gabarito Teste 1. Assinatura: Parte - P3 de Física I - 018-1 NOME: DRE Gabarito Teste 1 Assinatura: Questão 1 - [,7 pontos] Uma barra de comprimento L e massa M pode girar livremente, sob a ação da gravidade, em torno de um eixo que

Leia mais

Mecânica Clássica Curso - Licenciatura em Física EAD. Profº. M.Sc. Marcelo O Donnell Krause ILHÉUS - BA

Mecânica Clássica Curso - Licenciatura em Física EAD. Profº. M.Sc. Marcelo O Donnell Krause ILHÉUS - BA Mecânica Clássica Curso - Licenciatura em Física EAD Profº. M.Sc. Marcelo O Donnell Krause ILHÉUS - BA Aula 1 : Cinemática da partícula Aula 1 : Cinemática da partícula Exemplos Um tubo metálico, retilíneo

Leia mais

Universidade de São Paulo

Universidade de São Paulo Universidade de São Paulo Uma volta no carrossel Instituto de Física da USP Física I para a Escola Politécnica 2016 Uma criança de 25 kg, em um playground, corre com uma velocidade escalar inicial de 2,

Leia mais

d) [1,0 pt.] Determine a velocidade v(t) do segundo corpo, depois do choque, em relação à origem O do sistema de coordenadas mostrado na figura.

d) [1,0 pt.] Determine a velocidade v(t) do segundo corpo, depois do choque, em relação à origem O do sistema de coordenadas mostrado na figura. 1) Uma barra delgada homogênea de comprimento L e massa M está inicialmente em repouso como mostra a figura. Preso a uma de suas extremidades há um objeto de massa m e dimensões desprezíveis. Um segundo

Leia mais

Física I Prova 1 6/09/2014

Física I Prova 1 6/09/2014 Nota Física I Prova 1 6/09/2014 NOME MATRÍCULA TURMA PROF. Lembrete: A prova consta de 6 questões discursivas (que deverão ter respostas justificadas, desenvolvidas e demonstradas matematicamente) e 8

Leia mais

EME 311 Mecânica dos Sólidos

EME 311 Mecânica dos Sólidos 2 ESTÁTICA DOS CORPOS RÍGIDOS EME 311 Mecânica dos Sólidos - CAPÍTULO 2 - Profa. Patricia Email: [email protected] IEM Instituto de Engenharia Mecânica UNIFEI Universidade Federal de Itajubá 2.1

Leia mais

Conceitos de vetores. Decomposição de vetores

Conceitos de vetores. Decomposição de vetores Conceitos de vetores. Decomposição de vetores 1. Introdução De forma prática, o conceito de vetor pode ser bem assimilado com auxílio da representação matemática de grandezas físicas. Figura 1.1 Grandezas

Leia mais

Parte 2 - P2 de Física I Nota Q Nota Q2 NOME: DRE Teste 1

Parte 2 - P2 de Física I Nota Q Nota Q2 NOME: DRE Teste 1 Parte 2 - P2 de Física I - 2017-2 Nota Q1 88888 Nota Q2 NOME: DRE Teste 1 Assinatura: AS RESPOSTAS DAS QUESTÕES DISCURSIVAS DEVEM SER APRESENTADAS APENAS NAS FOLHAS GRAMPE- ADAS DE FORMA CLARA E ORGANIZADA.

Leia mais

Vetores e Geometria Analítica

Vetores e Geometria Analítica Vetores e Geometria Analítica Vetores ECT2102 Prof. Ronaldo Carlotto Batista 28 de março de 2016 Sistema de coordenadas e distâncias Nesse curso usaremos o sistema de coordenadas cartesiano destro em três

Leia mais

Cap. 9 - Rotação do Corpo Rígido. 1 Posição, Velocidade e Aceleração Angulares

Cap. 9 - Rotação do Corpo Rígido. 1 Posição, Velocidade e Aceleração Angulares Universidade Federal do Rio de Janeiro Instituto de Física Física I IGM1 2014/1 Cap. 9 - Rotação do Corpo Rígido Prof. Elvis Soares Para nós, um corpo rígido é um objeto indeformável, ou seja, nesse corpo

Leia mais

Mecânica 1. Guia de Estudos P2

Mecânica 1. Guia de Estudos P2 Mecânica 1 Guia de Estudos P2 Conceitos 1. Cinemática do Ponto Material 2. Cinemática dos Sólidos 1. Cinemática do Ponto Material a. Curvas Definição algébrica: A curva parametriza uma função de duas ou

Leia mais

TÓPICO. Fundamentos da Matemática II INTRODUÇÃO AO CÁLCULO VETORIAL. Licenciatura em Ciências USP/ Univesp. Gil da Costa Marques

TÓPICO. Fundamentos da Matemática II INTRODUÇÃO AO CÁLCULO VETORIAL. Licenciatura em Ciências USP/ Univesp. Gil da Costa Marques INTRODUÇÃO AO CÁLCULO VETORIAL Gil da Costa Marques TÓPICO Fundamentos da Matemática II.1 Introdução. Funções vetoriais de uma variável. Domínio e conjunto imagem.4 Limites de funções vetoriais de uma

Leia mais

ESPAÇO PARA RESPOSTA COM DESENVOLVIMENTO

ESPAÇO PARA RESPOSTA COM DESENVOLVIMENTO Parte 2 - P2 de Física I - 2016-2 NOME: DRE Teste 1 Nota Q1 Assinatura: Questão 1 - [2,4 ponto] Dois pequenos discos (que podem ser considerados como partículas), de massas m e 2m, se deslocam sobre uma

Leia mais

FEP Física Geral e Experimental para Engenharia I

FEP Física Geral e Experimental para Engenharia I FEP195 - Física Geral e Experimental para Engenharia I Prova P3 - Gabarito 1. Três partículas de massa m estão presas em uma haste fina e rígida de massa desprezível e comprimento l. O conjunto assim formado

Leia mais

O equilíbrio ESTÁTICO, quando o corpo permanece em repouso. O equilíbrio DINÂMICO, quando o corpo permanece em movimento retilíneo uniforme.

O equilíbrio ESTÁTICO, quando o corpo permanece em repouso. O equilíbrio DINÂMICO, quando o corpo permanece em movimento retilíneo uniforme. 1- OÇA: orça é uma grandeza vetorial (caracterizado por um módulo ou intensidade, uma direção e um sentido) capaz de produzir em um, uma deformação e /ou uma variação em sua velocidade vetorial. 1.1- LEIS

Leia mais

Apresentação Outras Coordenadas... 39

Apresentação Outras Coordenadas... 39 Sumário Apresentação... 15 1. Referenciais e Coordenadas Cartesianas... 17 1.1 Introdução... 17 1.2 O Espaço Físico... 18 1.3 Tempo... 19 1.3.1 Mas o Tempo é Finito ou Infinito?... 21 1.3.2 Pode-se Viajar

Leia mais

2º Exame de Mecânica Aplicada II

2º Exame de Mecânica Aplicada II 2º Exame de Mecânica Aplicada II Este exame é constituído por 4 perguntas e tem a duração de três horas. Justifique convenientemente todas as respostas apresentando cálculos intermédios. Responda a cada

Leia mais

Mini_Lista11: Rotação de Corpos Rígidos: Eixo Fixo

Mini_Lista11: Rotação de Corpos Rígidos: Eixo Fixo Mini_Lista11: Rotação de Corpos Rígidos: Eixo Fixo Lembrete 11.1 Em equações rotacionais, deve usar ângulos expressos em radianos. Lembrete 11.2 Na resolução de problemas de rotação, deve especificar um

Leia mais

Mecânica I (FIS-14) Prof. Dr. Ronaldo Rodrigues Pelá Sala 2602A-1 Ramal 5785

Mecânica I (FIS-14) Prof. Dr. Ronaldo Rodrigues Pelá Sala 2602A-1 Ramal 5785 Mecânica I (FIS-14) Prof. Dr. Ronaldo Rodrigues Pelá Sala 2602A-1 Ramal 5785 [email protected] www.ief.ita.br/~rrpela Onde estamos? Nosso roteiro ao longo deste capítulo A equação do movimento Equação do movimento

Leia mais

ESPAÇO PARA RESPOSTA COM DESENVOLVIMENTO

ESPAÇO PARA RESPOSTA COM DESENVOLVIMENTO Parte 2 - P3 de Física I - 2018-1 NOME: DRE Teste 0 Assinatura: Questão 1 - [2,5 pontos] Um bloco de massamestá pendurado por um fio ideal que está enrolado em uma polia fixa, mas que pode girar em torno

Leia mais

DINÂMICA APLICADA. Livro Texto adotado: Dinâmica: Mecânica para Engenheiros R.C. Hibbeler.

DINÂMICA APLICADA. Livro Texto adotado: Dinâmica: Mecânica para Engenheiros R.C. Hibbeler. DINÂMICA APLICADA Livro Texto adotado: Dinâmica: Mecânica para Engenheiros R.C. Hibbeler. Samuel Sander de Carvalho [email protected] Juiz de Fora MG Introdução: Objetivo: Desenvolver

Leia mais

FASORES E NÚMEROS COMPLEXOS

FASORES E NÚMEROS COMPLEXOS Capítulo FSORES E NÚMEROS COMPLEXOS. Introdução.1 Fasor.1.1 Representação Fasorial de uma Onda Senoidal e Co-senoidal.1. Diagramas Fasoriais. Sistema de Números Complexos..1 Plano Complexo.. Operador j.3

Leia mais

PMR-EPUSP PMR-EPUSP PMR-EPUSP PMR-EPUSP PMR-EPUSP

PMR-EPUSP PMR-EPUSP PMR-EPUSP PMR-EPUSP PMR-EPUSP 2D de Mecanismos 1 Problema de Determinação da Posição 2017v1 Um problema típico encontrado na análise de mecanismos é o seguinte. onsidere um mecanismo plano de 4 elos (barras) articulado por 4 juntas

Leia mais

Física para Zootecnia

Física para Zootecnia Física para Zootecnia Rotação - I 10.2 As Variáveis da Rotação Um corpo rígido é um corpo que gira com todas as partes ligadas entre si e sem mudar de forma. Um eixo fixo é um eixo de rotação cuja posição

Leia mais

Física 1. Rotação e Corpo Rígido Resumo P3

Física 1. Rotação e Corpo Rígido Resumo P3 Física 1 Rotação e Corpo Rígido Resumo P3 Fórmulas e Resumo Teórico Momento Angular - Considerando um corpo de massa m a um momento linear p, temos: L = r p = r mv Torque - Considerando uma força F em

Leia mais

EXEMPLOS FORÇA CENTRÍFUGA AULA 23. Prof a Nair Stem Instituto de Física da USP

EXEMPLOS FORÇA CENTRÍFUGA AULA 23. Prof a Nair Stem Instituto de Física da USP EXEMPLOS FORÇA CENTRÍFUGA AULA 3 Prof a Nair Stem Instituto de Física da USP FORÇA CENTRÍFUGA Forças que aparecem em um referencial S em rotação uniforme em relação a um referencial S. Como por exemplo

Leia mais

UNIDADE 2 VETORES E FÍSICA. Exercícios 1 Vetores

UNIDADE 2 VETORES E FÍSICA. Exercícios 1 Vetores 1 UNIDADE 2 VETORES E FÍSICA Exercícios 1 Vetores 1. Na figura abaixo está representada, vista do alto, uma sala quadrada de paredes com 5 metros de comprimento. Você entra na sala pela porta, em A, e

Leia mais

Corpos Rígidos MOMENTO ANGULAR. Mecânica II (FIS-26) Prof. Dr. Ronaldo Rodrigues Pelá IEFF-ITA. 5 de março de R.R.Pelá

Corpos Rígidos MOMENTO ANGULAR. Mecânica II (FIS-26) Prof. Dr. Ronaldo Rodrigues Pelá IEFF-ITA. 5 de março de R.R.Pelá MOMENTO ANGULAR Mecânica II (FIS-26) Prof. Dr. Ronaldo Rodrigues Pelá IEFF-ITA 5 de março de 2013 Roteiro 1 Roteiro 1 Quando todas as partículas de um corpo rígido se movem ao longo de trajetórias que

Leia mais

Exercícios desafiadores de Dinâmica da Partícula

Exercícios desafiadores de Dinâmica da Partícula Exercícios desafiadores de Dinâmica da Partícula Stevinus setembro 2009 2 Dinâmica da Partícula 2.1 Sejam Espertos! Como tratar de um problema de dinâmica de um número finito de partículas? Separar as

Leia mais

Fís. Leonardo Gomes (Guilherme Brigagão)

Fís. Leonardo Gomes (Guilherme Brigagão) Semana 11 Leonardo Gomes (Guilherme Brigagão) Este conteúdo pertence ao Descomplica. Está vedada a cópia ou a reprodução não autorizada previamente e por escrito. Todos os direitos reservados. CRONOGRAMA

Leia mais

Cap. 0. Cálculo tensorial

Cap. 0. Cálculo tensorial Cap. 0. Cálculo tensorial 1. Quantidades físicas 1.1 ipos das quantidades físicas 1. Descrição matemática dos tensores 1.3 Definição dos tensores. Álgebra tensorial 3. ensores cartesianos em D simétricos

Leia mais

MECÂNICA GERAL VETORES POSIÇÃO E FORÇA

MECÂNICA GERAL VETORES POSIÇÃO E FORÇA MECÂNICA GERAL VETORES POSIÇÃO E FORÇA Prof. Dr. Daniel Caetano 2019-1 Objetivos Recordar o conceito de vetor posição Recordar o conceito de vetor força Recordar as operações vetoriais no plano Atividade

Leia mais

Transformações Geométricas 3D

Transformações Geométricas 3D Transformações Geométricas 3D Introdução Transformações 3D são uma etensão dos métodos 2D, incluindo-se a coordenada Z. Especificação de vetores em 3D translação: vetor de translação 3D escalonamento:

Leia mais