ESTATÍSTICA COMPUTACIONAL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ESTATÍSTICA COMPUTACIONAL"

Transcrição

1 ESTATÍSTICA COMPUTACIONAL Ralph dos Santos Silva Departamento de Métodos Estatísticos Instituto de Matemática Universidade Federal do Rio de Janeiro

2 Sumário

3 Motivação Por exemplo, queremos analisar a série de vendas mensais de um certo tipo doce no Reino Unido de janeiro de 1976 a dezembro de 1981 e, se possível, utilizar a série de preços, na escala do logaritmo, deste doce como variável explicativa. Tendência? Sazonalidade? Variáveis causais (explicativas)? Vendas Preços Mês (a) Vendas Mês (b) Preços Figura: Vendas e logaritmo dos preços mensais de um certo tipo doce no Reino Unido de janeiro de 1976 a dezembro de 1981.

4 A maioria das análises estatísticas utiliza modelos estáticos: modelos com uma descrição fixa (através de parâmetros fixos) ao longo das unidades de observação. Por exemplo: Análise de regressão, Modelos ARMA, y t = α + βx t + ε t, ε t N (0, σ 2 ); e y t = α+φ 1 y t 1 + +φ py t p +θ 1 ε t 1 + +θ qε t q +ε t, ε t N (0, σ 2 ). Em séries temporais, essa hipótese muitas vezes é violada: as estruturas mudam com a passagem do tempo. Séries temporais ligados às atividades humanas são alvos de mudanças: Abruptas - devido a grandes mudanças, hecatombes, novas leis; Graduais.

5 Aqui, todos os modelos são dinâmicos: A descrição (os parâmetros) muda com a passagem do tempo. Neste curso em especial, os modelos dinâmicos nos permitem a modelagem da tendência (média) e variância (volatilidade). Eles incluem como casos particulares os modelos estáticos. Normalmente, a passagem do tempo traz observações e aumenta o nosso conhecimento. Em modelos dinâmicos temos também perda de informação devido à passagem do tempo. Exemplo: o nível de vendas mês passado é mais relevante hoje que o nível de vendas em janeiro passado. Construção do modelo dinâmico é feita em duas etapas: 1 a : Qualitativa; 2 a : Quantitativa de uma forma local. Em modelos estáticos, a mesma quantificação é válida globalmente.

6 O modelo de regressão usual Em um modelo de regressão temos uma variável resposta y que é explicada por um conjunto de variáveis explicativas x 1,..., x p através da relação y = θ 0 + θ 1 x θ px p + ε. Em geral, assume-se que o ε tem distribuição N (0, σ 2 ). A equação acima pode ser mais compactamente escrita como: y = x θ + ε, sendo x = 1 x 1. x p e θ = θ 0 θ 1. θ p.

7 A natureza das variáveis explicativas ou regressoras é bastante ampla. Podendo assim, utilizar-se qualquer variável quantificável. Os coeficientes de regressão θ 1,..., θ p informam sobre a influência que os regressores têm sobre a resposta y. Na prática, seus valores são desconhecidos e estimados a partir de uma coleção de observações feitas sobre o modelo acima. Observamos respostas y 1,..., y n com seus respectivos regressores x 1,..., x n. Simbolicamente, temos: y t = x tθ + ε t, t = 1,..., n.

8 Definição do modelo de espaço de estados Em modelos dinâmicos os parâmetros mudam com o passar do tempo. O modelo de regressão é estendido para Note a indexação de θ. y t = x tθ t + ε t, t = 1,..., n. A formulação acima cria uma profusão de parâmetros a serem estimados. O modelo acima necessita de mais informação. Essa informação vem do fato que os parâmetros sucessivos estão intimamente relacionados. Em geral, um parâmetro é igual ao seu antecessor mais uma pequena perturbação causada pelas mudanças às quais o sistema está sujeito. Se o sistema é estático, como em regressão, temos: θ t = θ t 1 = θ.

9 Em modelos dinâmicos, vamos admitir a forma mais geral θ t = G tθ t 1 + w t, sendo que G t contém valores conhecidos (ou parâmetros fixos) e w t é uma perturbação aleatória. A equação acima é conhecida como equação do sistema. A matriz de evolução G t controla a parte determinística da evolução do sistema e estabelece a propagação do sistema ao longo do tempo. A perturbação w t é responsável pela introdução de incertezas devidas à passagem do tempo e consequente perda de informação. Note que se G t = I e w t = 0, o modelo se reduz ao caso estático.

10 Exemplo Se observamos uma série de vendas explicada pela respectiva série de preços através de uma relação estável teremos: vendas t = µ t + β tpreço t + v t µ t = µ t 1 + w 1t β t = β t 1 + w 2t. As vendas são explicadas pelo preço em uma regressão dinâmica. A maior (ou menor) estabilidade dessa relação será controlada pela magnitude dos incrementos (erros) w 1t e w 2t.

11 Modelo linear dinâmico O modelo linear dinâmico pode então ser definido como: Equação das observações: y t = F tθ t + v t, v t N (0, V t) Equação do sistema: θ t = G tθ t 1 + w t, w t N (0, W t) No exemplo acima, y t = venda t, F t = (1, preço t ) ( ) ( ) µt 1 0 θ t =, G t = I 2 = 0 1 β t e w t = ( w1t w 2t )

12 Exemplo Vamos analisar a série de vendas mensais de um certo tipo doce no Reino Unido de janeiro de 1976 a dezembro de Também utilizaremos a série de preços, na escala do logaritmo, deste doce como variável explicativa. Vendas Preços Mês (a) Vendas Mês (b) Preços Figura: Vendas e logaritmo dos preços mensais de um certo tipo doce no Reino Unido de janeiro de 1976 a dezembro de 1981.

13 Alguns modelos Consideraremos três modelos. Modelo de tendência estável. É composto apenas de um nível que varia segundo um passeio aleatório. vendas t = µ t + v t, v t N (0, V t) µ t = µ t 1 + w t, w t N (0, W t). Segundo esse modelo, o nível permanece localmente constante, mas varia quando se considera longos períodos de tempo. Usualmente, a variação das observações em torno dos níveis (medida por V t) é bem maior que as variações temporais do nível ao longo do tempo (medidas por W t). O modelo de tendência estável é obtido ao particularizar o modelo dinâmico com F t = 1 e G t = 1. Para a série de vendas de doce faremos V t = V e W t = W para todo t (variâncias constantes ao longo do tempo).

14 Observações importantes Consideraremos a análise somente após observar toda a série. Isto é, a análise suavizada. É possível considerar a análise sequencial no tempo. Para uma subclasse dos modelos dinâmicos (lineares e com erros normais) é possível aplicar o filtro de Kalman na análise sequencial. Por exemplo, os três modelos que veremos para os dados de vendas do doce. O filtro de Kalman também pode ser empregado nestes modelos para a análise por máxima verossimilhança. Nós consideraremos somente a análise bayesiana. Precisaremos descrever o modelo e a distribuição priori dos parâmetros. Utilizaremos o OpenBUGS para fazer a análise. Podemos calcular o Critério de Informação do Desvio (DIC) para comparar modelos. Mostrar exemplo no OpenBUGS: doce_modelo_01.odc

15 Modelo de tendência linear. Isso é quantificado através de um parâmetro adicional. vendas t = µ t + v t, v t N (0, V t) µ t = µ t 1 + β t 1 + w 1t β t = β t 1 + w 2t, sendo w t = (w 1t, w 2t ) N (0, W t). ( 1 Esse modelo é obtido com F t = 0 ) ( 1 1 e G t = 0 1 Aqui, o nível permanece localmente linear, mas a forma da reta pode variar com o tempo. ( ) σ 2 Para a série de vendas de doce faremos V t = V e W t = W = σ2 2 para todo t (independência e variâncias constantes ao longo do tempo). Mostrar exemplo no OpenBUGS: doce_modelo_02.odc ).

16 Modelo de regressão dinâmica. Introduzimos variáveis explicativas com coeficientes variando no tempo. vendas t = µ t + β tpreço t + v t, v t N (0, V t) µ t = µ t 1 + w 1t β t = β t 1 + w 2t, sendo w t = (w 1t, w 2t ) N (0, W t). ) (, F t = ) e G t = I. ( µt 1 Esse modelo é obtido com θ t = β t preço t ( ) σ 2 Para a série de vendas de doce faremos V t = V e W t = W = σ2 2 para todo t (independência e variâncias constantes ao longo do tempo). Mostrar exemplo no OpenBUGS: doce_modelo_03.odc

17 Modelo de efeitos sazonais. Considere o modelo y t = γ t + v t, sendo γ t a componente de sazonalidade. Seja s o número de períodos nos dados. Por exemplo, s = 12 para dados mensais; s = 4 para dados trimestrais; e s = 7 para dados diários e modelagem de padrões semanais. A maneira mais simples de modelar efeitos sazonais é utilizando variáveis binárias. A soma dos efeitos do período devem ser igual a zero, s 1 γ t = γ t j. Para permitir que o padrão mude ao longo do tempo, introduzimos um novo termo de erro, j=1 j=1 s 1 γ t = γ t j + w t, w t N (0, σ 2 ). O valor esperado da soma dos efeitos sazonais é zero.

18 Previsão Estamos interessados na previsão de horizonte h na origem t, y t+h. Podemos considerar o conjunto {y t+1, y t+2,..., y t+h } como não observados (dados faltantes). Do ponto de vista bayesiano, devemos estimar estas quantidades condicional aos dados. Este procedimento é facilmente implementado no OpenBUGS. Em geral, tomamos a média a posterior de y t+h como a previsão (pontual). Temos também o intervalo de previsão (intervalo de credibilidade) de y t+h. Mostrar exemplos no OpenBUGS: doce_modelo_01_b.odc e doce_modelo_02_b.odc

19 Superposição de modelos Estamos interessados em uma forma geral para estruturar e acomodar as várias componentes intervenientes em um modelo dinâmico. Por exemplo, variáveis causais e sazonalidade. Muitas séries temporais exibem um comportamento bastante complexo. Ao identificarmos as características mais marcantes, estamos caminhando na direção de formular um modelo. A série ilustrada na figura a seguir é um exemplo típico. A tendência global parece ser de uma variação suave do nível. Se agora nos concentramos na variação em torno desse nível, podemos detectar um comportamento cíclico. Essa inspeção permitiu identificar as duas componentes do modelo: uma componente para a tendência e outro para a sazonalidade.

20 Exemplo Vendas Mês Figura: Venda de carros nos EUA de janeiro de 1960 a dezembro de 1968.

21 A estrutura dos modelos dinâmicos é apropriada para isto, pois permite que as componentes sejam modeladas separadamente e depois integradas em um modelo. No caso mais comum de duas componentes: tendência e sazonalidade, estruturamos a equação das observações com dois termos: y t = y Nt + y St + v t. Cada um dos termos é descrito na dinâmica a seguir. y Nt = F Ntθ Nt θ Nt = G Ntθ Nt 1 + w Nt e y St = F Stθ St θ St = G Stθ St 1 + w St.

22 Se agora integramos esses termos, obtemos a equação das observações Y t = F tθ t + v t sendo F t = ( FNt F St ) e θ t = ( θnt Similarmente, a equação do sistema (integrado) fica θ St ). θ t = G tθ t 1 + w t, w t N (0, W t) sendo ( GNt 0 G t = 0 G St ) ( WNt 0 e W t = 0 W St ). Modelos com mais componentes são construídos da mesma forma: cada termo contribui para a equação das observações e com um bloco de parâmetros para a equação do sistema.

23 Exemplo (superposição: tendência linear e sazonalidade) Vamos analisar a série de venda de carros nos EUA. Note a tendência linear e a sazonalidade. Mostrar exemplo no OpenBUGS: carro_modelo_01.odc Exercício Agora, como exercício da Lista 06, analise a série vendas mensais de vinho na Austrália de janeiro de 1980 a dezembro de Arquivo vinho_openbugs.txt Dica: note a presença de tendência linear, sazonalidade e variância crescente ao longo do tempo.

24 Modelos condicionalmente heterocedásticos O objetivo é a modelagem da volatilidade do retorno de um ativo. Os modelos são chamados de condicionalmente heterocedásticos. A volatilidade é um fator importante na negociação de opções (por exemplo, fórmula de Black-Scholes). A volatilidade significa a variância (ou desvio padrão) condicional do retorno de um ativo. A modelagem da volatilidade de uma série temporal pode melhorar a eficiência na estimação dos parâmetros e na precisão do intervalo de previsão. Veremos o seguinte modelo: SV: volatilidade estocástica. Existem muitos outros. Por exemplo, ARCH e GARCH.

25 Características da volatilidade A volatilidade de uma ação não é diretamente observável. Isto implica que é difícil avaliar a performance de previsão nos modelos condicionalmente heterocedásticos. Existem conglomerados de volatilidade (períodos de alta e de baixa). A volatilidade muda de forma contínua através do tempo. A volatilidade não diverge para o infinito. Logo, a volatilidade é geralmente estacionária. A volatilidade parece reagir diferentemente para um aumento grande de preço ou uma queda grande de preço, conhecido como efeito de influência (leverage effect).

26 Log Retorno Dias Figura: Log retornos diários do IBOVESPA de 3 de janeiro de 2000 a 26 de abril de 2013.

27 ACF ACF Defasagem (a) Log retornos Defasagem (b) Valor absolutos log retornos ACF Defasagem PACF Defasagem (c) Quadrados dos log retornos (d) Quadrados dos log retornos Figura: ACF e PACF amostral para algumas funções do log retornos diários do IBOVESPA de 3 de janeiro de 2000 a 26 de abril de 2013.

28 Modelo de volatilidade estocástica Estamos interessados em modelar a volatilidade. Este modelo também está na classe dos modelos dinâmicos (não lineares). O modelo: r t = exp{h t/2}ε t, ε t N (0, 1) h t = α + φ(h t 1 α) + ω t, ω t N (0, σ 2 ), para t = 1, 2,..., T. r t é o log retorno, isto é, r t = ln(p t) ln(p t 1 ); h t é a log volatilidade; α é o intercepto (constante); φ é o parâmetro de persistência; e σ 2 é a variância das log volatilidades.

29 Inferência bayesiana Para este modelo, utilizaremos a abordagem bayesiana para inferir sobre as quantidades desconhecidas do modelo. Construimos a função de verossimilhança utilizando as equações das observações e do estado. Completamos o modelo com a distribuição a priori. Distribuição a posteriori: p(α, φ, σ 2, h 1:T y) [ T ] [ T ] p(y t h t) p(h t h t 1, α, φ, σ 2 ) t=1 sendo p(α, φ, σ 2 ) a distribuição a priori. t=2 p(h 1 α, φ, σ 2 )p(α, φ, σ 2 ), Em geral, assumimos que p(α, φ, σ 2 ) = p(α)p(φ)p(σ 2 ). Temos a restrição φ < 1. Vamos impor que 0 φ < 1.

30 Distribuição a priori: h 1 N ( ) σ 2 α, 1 φ 2 α N (0; 10000) φ Beta(20; 1, 5) σ 2 IG(2, 5; 0, 025) (inversa gama).

31 Exemplo: Retornos do Reino Unido (MSCI) Retornos Semanas Figura: Retornos semanais do Reino Unido (MSCI) de 6/jan/2000 a 28/jan/2010 (T=526).

32 Resultados Mostrar exemplo no OpenBUGS: volatilidade_01.odc Previsão Parâmetro Média D.P. 2,5% Mediana 97,5% α -7,534 0,4505-8,282-7,545-6,713 φ 0,966 0,0171 0,927 0,968 0,993 σ 2 0,056 0,0256 0,021 0,052 0,120 A previsão segue o padrão mostrado para os modelos dinâmicos. Mostrar exemplo no OpenBUGS: volatilidade_02.odc Superposição de modelos A equação da média com estrutura de tendência estável: r t = γ t + exp{h t/2}ε t e γ t = γ t 1 + ξ t, ξ t N (0, δ 2 ). Podemos incluir o retorno defasado como um AR, por exemplo r t = γ + βr t 1 + exp{h t/2}ε t.

33 Resultados do modelo r t = γ + βr t 1 + exp{h t/2}ε t h t = α + φ(h t 1 α) + ω t. Mostrar exemplo no OpenBUGS: volatilidade_03.odc Parâmetro Média D.P. 2,5% Mediana 97,5% α -7,575 0,3852-8,2750-7,5800-6,8450 φ 0,960 0,0190 0,9165 0,9623 0,9899 σ 2 0,068 0,0299 0,0254 0,0624 0,1380 γ 0,002 0,0009 0,0002 0,0020 0,0038 β -0,014 0,0297-0,0973-0,0022 0,0233

Econometria em Finanças e Atuária

Econometria em Finanças e Atuária Ralph S. Silva http://www.im.ufrj.br/ralph/especializacao.html Departamento de Métodos Estatísticos Instituto de Matemática Universidade Federal do Rio de Janeiro Maio-Junho/2013 Motivação Motivação Por

Leia mais

Econometria em Finanças e Atuária

Econometria em Finanças e Atuária Ralph S. Silva http://www.im.ufrj.br/ralph/especializacao.html Departamento de Métodos Estatísticos Instituto de Matemática Universidade Federal do Rio de Janeiro Maio-Junho/2013 Modelos condicionalmente

Leia mais

Análise Multivariada Aplicada à Contabilidade

Análise Multivariada Aplicada à Contabilidade Mestrado e Doutorado em Controladoria e Contabilidade Análise Multivariada Aplicada à Contabilidade Prof. Dr. Marcelo Botelho da Costa Moraes www.marcelobotelho.com [email protected] Turma: 2º / 2016 1 Agenda

Leia mais

4 Modelos de Regressão Dinâmica

4 Modelos de Regressão Dinâmica 4 Modelos de Regressão Dinâmica Nos modelos de regressão linear (Johnston e Dinardo, 1998) estudados comumente na literatura, supõe-se que os erros gerados pelo modelo possuem algumas características como:

Leia mais

Metodologia de Box-Jenkins. Metodologia de Box-Jenkins. Metodologia de Box-Jenkins

Metodologia de Box-Jenkins. Metodologia de Box-Jenkins. Metodologia de Box-Jenkins Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção Análise de séries temporais: Modelos de Box-Jenkins Profa. Dra. Liane Werner Metodologia de Box-Jenkins Para os modelos de decomposição e os modelos

Leia mais

1. Avaliação de impacto de programas sociais: por que, para que e quando fazer? (Cap. 1 do livro) 2. Estatística e Planilhas Eletrônicas 3.

1. Avaliação de impacto de programas sociais: por que, para que e quando fazer? (Cap. 1 do livro) 2. Estatística e Planilhas Eletrônicas 3. 1 1. Avaliação de impacto de programas sociais: por que, para que e quando fazer? (Cap. 1 do livro) 2. Estatística e Planilhas Eletrônicas 3. Modelo de Resultados Potenciais e Aleatorização (Cap. 2 e 3

Leia mais

AULA 09 Regressão. Ernesto F. L. Amaral. 17 de setembro de 2012

AULA 09 Regressão. Ernesto F. L. Amaral. 17 de setembro de 2012 1 AULA 09 Regressão Ernesto F. L. Amaral 17 de setembro de 2012 Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FAFICH) Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Fonte: Triola, Mario F. 2008. Introdução à

Leia mais

AULAS 14 E 15 Modelo de regressão simples

AULAS 14 E 15 Modelo de regressão simples 1 AULAS 14 E 15 Modelo de regressão simples Ernesto F. L. Amaral 18 e 23 de outubro de 2012 Avaliação de Políticas Públicas (DCP 046) Fonte: Wooldridge, Jeffrey M. Introdução à econometria: uma abordagem

Leia mais

IND 1115 Inferência Estatística Aula 6

IND 1115 Inferência Estatística Aula 6 Conteúdo IND 5 Inferência Estatística Aula 6 Setembro de 004 A distribuição Lognormal A distribuição Beta e sua relação com a Uniforme(0,) Mônica Barros mbarros.com mbarros.com A distribuição Lognormal

Leia mais

Aula 2 Tópicos em Econometria I. Porque estudar econometria? Causalidade! Modelo de RLM Hipóteses

Aula 2 Tópicos em Econometria I. Porque estudar econometria? Causalidade! Modelo de RLM Hipóteses Aula 2 Tópicos em Econometria I Porque estudar econometria? Causalidade! Modelo de RLM Hipóteses A Questão da Causalidade Estabelecer relações entre variáveis não é suficiente para a análise econômica.

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 X 39,0 39,5 39,5 39,0 39,5 41,5 42,0 42,0 Y 46,5 65,5 86,0 100,0 121,0 150,5 174,0 203,0 A tabela acima mostra as quantidades, em milhões

Leia mais

Modelos ARCH e GARCH Aula 8. Morettin e Toloi, 2006, Capítulo 1 e 14 Morettin, 2011, Capítulo 1 e 5 Bueno, 2011, Capítulo 8

Modelos ARCH e GARCH Aula 8. Morettin e Toloi, 2006, Capítulo 1 e 14 Morettin, 2011, Capítulo 1 e 5 Bueno, 2011, Capítulo 8 Modelos ARCH e GARCH Aula 8 Morettin e Toloi, 2006, Capítulo 1 e 14 Morettin, 2011, Capítulo 1 e 5 Bueno, 2011, Capítulo 8 Motivação Pesquisadores que se dedicam a prever séries temporais, tais como preços

Leia mais

Exercícios Selecionados de Econometria para Concursos Públicos

Exercícios Selecionados de Econometria para Concursos Públicos 1 Exercícios Selecionados de Econometria para Concursos Públicos 1. Regressão Linear Simples... 2 2. Séries Temporais... 17 GABARITO... 20 2 1. Regressão Linear Simples 01 - (ESAF/Auditor Fiscal da Previdência

Leia mais

Nessa situação, a média dessa distribuição Normal (X ) é igual à média populacional, ou seja:

Nessa situação, a média dessa distribuição Normal (X ) é igual à média populacional, ou seja: Pessoal, trago a vocês a resolução da prova de Estatística do concurso para Auditor Fiscal aplicada pela FCC. Foram 10 questões de estatística! Não identifiquei possibilidade para recursos. Considero a

Leia mais

Econometria em Finanças e Atuária

Econometria em Finanças e Atuária Ralph S. Silva http://www.im.ufrj.br/ralph/especializacao.html Departamento de Métodos Estatísticos Instituto de Matemática Universidade Federal do Rio de Janeiro Maio-Junho/2013 Tópicos Tópicos Séries

Leia mais

Introdução ao modelo de Regressão Linear

Introdução ao modelo de Regressão Linear Introdução ao modelo de Regressão Linear Prof. Gilberto Rodrigues Liska 8 de Novembro de 2017 Material de Apoio e-mail: [email protected] Local: Sala dos professores (junto ao administrativo)

Leia mais

REGRESSÃO LINEAR Parte I. Flávia F. Feitosa

REGRESSÃO LINEAR Parte I. Flávia F. Feitosa REGRESSÃO LINEAR Parte I Flávia F. Feitosa BH1350 Métodos e Técnicas de Análise da Informação para o Planejamento Julho de 2015 Onde Estamos Para onde vamos Inferência Esta5s6ca se resumindo a uma equação

Leia mais

ECONOMETRIA. Prof. Patricia Maria Bortolon, D. Sc.

ECONOMETRIA. Prof. Patricia Maria Bortolon, D. Sc. ECONOMETRIA Prof. Patricia Maria Bortolon, D. Sc. Cap. 9 Modelos de Regressão com Variáveis Binárias Fonte: GUJARATI; D. N. Econometria Básica: 4ª Edição. Rio de Janeiro. Elsevier- Campus, 2006 Variáveis

Leia mais

Introdução a Inferência Bayesiana

Introdução a Inferência Bayesiana Introdução a Inferência Bayesiana Helio S. Migon IM and COPPE - UFRJ [email protected] 2006 Conteúdo 1. Conceitos Básicos da Inferência 2. Distribuição a Priori 3. Sumariazação 4. Inferência Preditiva 1

Leia mais

Módulo 2 AVALIAÇÃO DA DEMANDA EM TRANSPORTES

Módulo 2 AVALIAÇÃO DA DEMANDA EM TRANSPORTES Módulo 2 AVALIAÇÃO DA DEMANDA EM TRANSPORTES Conceitos Iniciais Prever é a arte e a ciência de predizer eventos futuros, utilizandose de dados históricos e sua projeção para o futuro, de fatores subjetivos

Leia mais

Introdução ao Planejamento e Análise Estatística de Experimentos 1º Semestre de 2013 Capítulo 3 Introdução à Probabilidade e à Inferência Estatística

Introdução ao Planejamento e Análise Estatística de Experimentos 1º Semestre de 2013 Capítulo 3 Introdução à Probabilidade e à Inferência Estatística Introdução ao Planejamento e Análise Estatística de Experimentos Capítulo 3 Introdução à Probabilidade e à Inferência Estatística Introdução ao Planejamento e Análise Estatística de Experimentos Agora,

Leia mais

Modelos Lineares Generalizados - Modelos log-lineares para tabelas de contingência

Modelos Lineares Generalizados - Modelos log-lineares para tabelas de contingência Modelos Lineares Generalizados - Modelos log-lineares para tabelas de contingência Erica Castilho Rodrigues 12 de Agosto Introdução 3 Vimos como usar Poisson para testar independência em uma Tabela 2x2.

Leia mais

MAE Introdução à Probabilidade e Estatística II Resolução Lista 5

MAE Introdução à Probabilidade e Estatística II Resolução Lista 5 MAE 229 - Introdução à Probabilidade e Estatística II Resolução Lista 5 Professor: Pedro Morettin e Profa. Chang Chian Exercício 1 (a) De uma forma geral, o desvio padrão é usado para medir a dispersão

Leia mais

A Metodologia de Box & Jenkins

A Metodologia de Box & Jenkins A Metodologia de Box & Jenins Aula 03 Bueno, 0, Capítulo 3 Enders, 009, Capítulo Morettin e Toloi, 006, Capítulos 6 a 8 A Metodologia Box & Jenins Uma abordagem bastante utilizada para a construção de

Leia mais

INTRODUÇÃO À INFERÊNCIA ESTATÍSTICA

INTRODUÇÃO À INFERÊNCIA ESTATÍSTICA UFPE - Universidade Federal de Pernambuco Departamento de Estatística Disciplina: ET-406 Estatística Econômica Professor: Waldemar A. de Santa Cruz Oliveira Júnior INTRODUÇÃO À INFERÊNCIA ESTATÍSTICA Podemos

Leia mais

Probabilidade e Estatística. Estimação de Parâmetros Intervalo de Confiança

Probabilidade e Estatística. Estimação de Parâmetros Intervalo de Confiança Probabilidade e Estatística Prof. Dr. Narciso Gonçalves da Silva http://páginapessoal.utfpr.edu.br/ngsilva Estimação de Parâmetros Intervalo de Confiança Introdução A inferência estatística é o processo

Leia mais

Correlação e Regressão Linear

Correlação e Regressão Linear Correlação e Regressão Linear Prof. Marcos Vinicius Pó Métodos Quantitativos para Ciências Sociais CORRELAÇÃO LINEAR Coeficiente de correlação linear r Mede o grau de relacionamento linear entre valores

Leia mais

Determinantes da Demanda de Óleo Diesel no Brasil. Niágara Rodrigues UFF Luciano Losekann UFF Getúlio Borges UFRJ

Determinantes da Demanda de Óleo Diesel no Brasil. Niágara Rodrigues UFF Luciano Losekann UFF Getúlio Borges UFRJ Determinantes da Demanda de Óleo Diesel no Brasil Niágara Rodrigues UFF Luciano Losekann UFF Getúlio Borges UFRJ Gramado Setembro de 2016 ESTRUTURA Introdução Objetivo Metodologia Resultados Conclusões

Leia mais

Definição. Os valores assumidos pelos estimadores denomina-se estimativas pontuais ou simplesmente estimativas.

Definição. Os valores assumidos pelos estimadores denomina-se estimativas pontuais ou simplesmente estimativas. 1. Inferência Estatística Inferência Estatística é o uso da informção (ou experiência ou história) para a redução da incerteza sobre o objeto em estudo. A informação pode ou não ser proveniente de um experimento

Leia mais

Inferência Estatística:

Inferência Estatística: Universidade Federal de Minas Gerais Instituto de Ciências Exatas Departamento de Estatística Inferência Estatística: Princípios de Bioestatística decidindo na presença de incerteza Aula 8: Intervalos

Leia mais

4 Modelos Lineares Generalizados

4 Modelos Lineares Generalizados 4 Modelos Lineares Generalizados Neste capítulo, serão apresentados arcabouços teóricos dos modelos lineares generalizados (MLGs) e como casos particulares desses modelos são aplicáveis ao problema da

Leia mais

Capítulo 3: Elementos de Estatística e Probabilidades aplicados à Hidrologia

Capítulo 3: Elementos de Estatística e Probabilidades aplicados à Hidrologia Departamento de Engenharia Civil Prof. Dr. Doalcey Antunes Ramos Capítulo 3: Elementos de Estatística e Probabilidades aplicados à Hidrologia 3.1 - Objetivos Séries de variáveis hidrológicas como precipitações,

Leia mais

Introdução a Modelos ARCH

Introdução a Modelos ARCH Introdução a Modelos ARCH Henrique Dantas Neder - Professor Associado Universidade Federal de Uberlândia July 24, 2014 A volatilidade de uma série não é constante ao longo do tempo; períodos de volatilidade

Leia mais

UMA ANÁLISE ECONOMÉTRICA DO ICMS *

UMA ANÁLISE ECONOMÉTRICA DO ICMS * UMA ANÁLISE ECONOMÉTRICA DO ICMS * Carlos Eduardo S. Marino ** * Trabalho de conclusão da disciplina de Econometria I, ministrada pelos professores Ivan Castelar e Vitor Monteiro, realizada no primeiro

Leia mais

ECONOMETRIA. Prof. Patricia Maria Bortolon, D. Sc.

ECONOMETRIA. Prof. Patricia Maria Bortolon, D. Sc. ECONOMETRIA Prof. Patricia Maria Bortolon, D. Sc. Cap. 6 Extensões do Modelo de Regressão Linear de Duas Variáveis Fonte: GUJARATI; D. N. Econometria Básica: 4ª Edição. Rio de Janeiro. Elsevier- Campus,

Leia mais

Conceitos Básicos de Séries Temporais para Modelagem Macroeconômica

Conceitos Básicos de Séries Temporais para Modelagem Macroeconômica Conceitos Básicos de Séries Temporais para Modelagem Macroeconômica Material de apoio à aula de RBC Referencia bibliográfica: Introduction to Econometrics G S Maddala e Kajal Lahiri 4a. Edição, John Wiley

Leia mais

AULA 11 Heteroscedasticidade

AULA 11 Heteroscedasticidade 1 AULA 11 Heteroscedasticidade Ernesto F. L. Amaral 30 de julho de 2012 Análise de Regressão Linear (MQ 2012) www.ernestoamaral.com/mq12reg.html Fonte: Wooldridge, Jeffrey M. Introdução à econometria:

Leia mais

3 Modelos Comparativos: Teoria e Metodologia

3 Modelos Comparativos: Teoria e Metodologia 3 Modelos Comparativos: Teoria e Metodologia Para avaliar o desempenho do modelo STAR-Tree, foram estimados os modelos Naive, ARMAX e Redes Neurais. O ajuste dos modelos ARMAX e das redes neurais foi feito

Leia mais

ECONOMETRIA. Prof. Patricia Maria Bortolon, D. Sc.

ECONOMETRIA. Prof. Patricia Maria Bortolon, D. Sc. ECONOMETRIA Prof. Patricia Maria Bortolon, D. Sc. Cap. 10 Multicolinearidade: o que acontece se os regressores são correlacionados? Fonte: GUJARATI; D. N. Econometria Básica: 4ª Edição. Rio de Janeiro.

Leia mais

AULA 30 16/06/2009 Econometria. Bibliografia:Introdução do livro: GUJARATI, D. Econometria Básica. São Paulo: Makron Books, 2000.

AULA 30 16/06/2009 Econometria. Bibliografia:Introdução do livro: GUJARATI, D. Econometria Básica. São Paulo: Makron Books, 2000. AULA 30 16/06/2009 Econometria. Bibliografia:Introdução do livro: GUJARATI, D. Econometria Básica. São Paulo: Makron Books, 2000. O que é econometria? Definição do grego: Oikonomia - economia Metron medida.

Leia mais

Revisão de Modelos de regressão. Prof. Thais C O Fonseca - DME, UFRJ

Revisão de Modelos de regressão. Prof. Thais C O Fonseca - DME, UFRJ Revisão de Modelos de regressão Prof. Thais C O Fonseca - DME, UFRJ Conteúdo Regressão linear simples Regressão linear múltipla Método de Mínimos Quadrados Introdução a Inferência Bayesiana em Regressão

Leia mais

Séries Temporais e Modelos Dinâmicos. Econometria. Marcelo C. Medeiros. Aula 4

Séries Temporais e Modelos Dinâmicos. Econometria. Marcelo C. Medeiros. Aula 4 em Econometria Departamento de Economia Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Aula 4 O Processo Média-Móvel Muitas vezes, a estrutura auto-regressiva não é suficiente para descrever totalmente

Leia mais

Análise de séries temporais financeiras

Análise de séries temporais financeiras Séries Temporais Financeiras Aula -1 Análise de séries temporais financeiras Em princípio, não haveria diferenças entre a análise de séries temporais financeiras e aquelas ocorrendo em outras áreas, como

Leia mais

Sumário. CAPÍTULO 1 Conceitos preliminares 1. CAPÍTULO 2 Descrição de dados: análise monovariada 47

Sumário. CAPÍTULO 1 Conceitos preliminares 1. CAPÍTULO 2 Descrição de dados: análise monovariada 47 CAPÍTULO 1 Conceitos preliminares 1 Introdução........................................................1 O que é estatística?.................................................. 4 Papel dos microcomputadores.........................................

Leia mais

EXAME NACIONAL DE SELEÇÃO 2010

EXAME NACIONAL DE SELEÇÃO 2010 EXAME NACIONAL DE SELEÇÃO 2010 PROVA DE ESTATÍSTICA 1 o Dia: 30/09/2009 - QUARTA FEIRA HORÁRIO: 10h 30m às 12h 45m (horário de Brasília) EXAME NACIONAL DE SELEÇÃO 2010 PROVA DE ESTATÍSTICA 1º Dia: 30/09

Leia mais

Universidade Federal de Viçosa Departamento de Estatística

Universidade Federal de Viçosa Departamento de Estatística Universidade Federal de Viçosa Departamento de Estatística Prova Seletiva para o Programa de Pós-Graduação em Estatística Aplicada e Biometria. Nível Doutorado - 22/nov/2013 Nome: Assinatura:. Número do

Leia mais

Investigação Operacional 2º Semestre 2002/2003 Problema Resolvido

Investigação Operacional 2º Semestre 2002/2003 Problema Resolvido º Semestre 00/003 Problema Resolvido Resolução do problema 3 Comecemos por traçar o gráfico da série cronológica 10 140 130 10 Yt 110 100 0 4 6 8 10 1 14 16 18 0 a) Caracterizar uma série é dizer se ela

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS CESPE/UnB FUB/03 fa 5 4 3 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 60 As distribuições B e C possuem os mesmos valores para os quartis Q e Q, e o quartil superior em B corresponde ao quartil central (Q ) da distribuição

Leia mais

Paulo Jorge Silveira Ferreira. Princípios de Econometria

Paulo Jorge Silveira Ferreira. Princípios de Econometria Paulo Jorge Silveira Ferreira Princípios de Econometria FICHA TÉCNICA TÍTULO: Princípios de Econometria AUTOR: Paulo Ferreira ISBN: 978-84-9916-654-4 DEPÓSITO LEGAL: M-15833-2010 IDIOMA: Português EDITOR:

Leia mais

Modelos de Regressão Linear Simples - Análise de Resíduos

Modelos de Regressão Linear Simples - Análise de Resíduos Modelos de Regressão Linear Simples - Análise de Resíduos Erica Castilho Rodrigues 1 de Setembro de 2014 3 O modelo de regressão linear é dado por Y i = β 0 + β 1 x i + ɛ i onde ɛ i iid N(0,σ 2 ). O erro

Leia mais

Distribuição Amostral e Estimação Pontual de Parâmetros

Distribuição Amostral e Estimação Pontual de Parâmetros Roteiro Distribuição Amostral e Estimação Pontual de Parâmetros 1. Introdução 2. Teorema Central do Limite 3. Conceitos de Estimação Pontual 4. Métodos de Estimação Pontual 5. Referências População e Amostra

Leia mais

Procedimento Complementar para Validação de Métodos Analíticos e Bioanalíticos usando Análise de Regressão Linear

Procedimento Complementar para Validação de Métodos Analíticos e Bioanalíticos usando Análise de Regressão Linear Procedimento Complementar para Validação de Métodos Analíticos e Bioanalíticos usando Análise de Regressão Linear Rogério Antonio de Oliveira 1 Chang Chiann 2 1 Introdução Atualmente, para obter o registro

Leia mais

Distribuições Amostrais e Estimação Pontual de Parâmetros

Distribuições Amostrais e Estimação Pontual de Parâmetros Distribuições Amostrais e Estimação Pontual de Parâmetros ESQUEMA DO CAPÍTULO 7.1 INTRODUÇÃO 7.2 DISTRIBUIÇÕES AMOSTRAIS E TEOREMA DO LIMITE CENTRAL 7.3 CONCEITOS GERAIS DE ESTIMAÇÃO PONTUAL 7.3.1 Estimadores

Leia mais

Carteiras de Variância Mínima no Brasil

Carteiras de Variância Mínima no Brasil no Brasil Itaú-Unibanco Abril de 2012 no Brasil Agenda Conceitos básicos em Finanças 1 Conceitos básicos em Finanças 2 3 4 5 no Brasil Seleção de carteiras de investimento Suponha N ativos de risco, com

Leia mais

DISTRIBUIÇÃO DOS RETORNOS DE UM ÍNDICE DE AÇÕES COM VOLATILIDADE ESTOCÁSTICA

DISTRIBUIÇÃO DOS RETORNOS DE UM ÍNDICE DE AÇÕES COM VOLATILIDADE ESTOCÁSTICA DISTRIBUIÇÃO DOS RETORNOS DE UM ÍNDICE DE AÇÕES COM VOLATILIDADE ESTOCÁSTICA Isabel Cristina Ribeiro (BIC/CNPq-UEPG) e-mail: [email protected] José Tadeu Teles Lunardi (Orientador) e-mail: [email protected]

Leia mais

Aula 2. ESTATÍSTICA E TEORIA DAS PROBABILIDADES Conceitos Básicos

Aula 2. ESTATÍSTICA E TEORIA DAS PROBABILIDADES Conceitos Básicos Aula 2 ESTATÍSTICA E TEORIA DAS PROBABILIDADES Conceitos Básicos 1. DEFINIÇÕES FENÔMENO Toda modificação que se processa nos corpos pela ação de agentes físicos ou químicos. 2. Tudo o que pode ser percebido

Leia mais

Introdução aos Proc. Estocásticos - ENG 430

Introdução aos Proc. Estocásticos - ENG 430 Introdução aos Proc. Estocásticos - ENG 430 Fabrício Simões IFBA 16 de novembro de 2015 Fabrício Simões (IFBA) Introdução aos Proc. Estocásticos - ENG 430 16 de novembro de 2015 1 / 34 1 Motivação 2 Conceitos

Leia mais

Inferência Estatística: Conceitos Básicos II

Inferência Estatística: Conceitos Básicos II Inferência Estatística: Conceitos Básicos II Distribuição Amostral e Teorema do Limite Central Análise Exploratória de dados no SPSS Flávia F. Feitosa BH1350 Métodos e Técnicas de Análise da Informação

Leia mais

Métodos Quantitativos

Métodos Quantitativos Métodos Quantitativos Unidade 4. Estatística inferencial Parte II 1 Sumário Seção Slides 4.1 Correlação entre variáveis quantitativas 03 11 4.2 Teste de significância 12 19 4.3 Regressão linear 20 27 4.4

Leia mais

Gestão de Stocks. Estudo realizado por: Dulce Varandas e Lídia Teixeira. Orientação:

Gestão de Stocks. Estudo realizado por: Dulce Varandas e Lídia Teixeira. Orientação: Implementação de um Sistema de Gestão Empresarial (ERP) numa empresa do sector metalúrgico Gestão de Stocks Estudo realizado por: Orientação: Dulce Varandas e Lídia Teixeira Prof. Jorge Pinho de Sousa

Leia mais

Uso de séries temporais na análise da temperatura média mensal da cidade de Mossoró, RN

Uso de séries temporais na análise da temperatura média mensal da cidade de Mossoró, RN Uso de séries temporais na análise da temperatura média mensal da cidade de Mossoró, RN Ben Dêivide de Oliveira Batista 1 2 Tales Jesus Fernandes 2 Thelma Sáfadi 2 Wesley de Oliveira Santos 3 1 Introdução

Leia mais

Estatística - Análise de Regressão Linear Simples. Professor José Alberto - (11) sosestatistica.com.br

Estatística - Análise de Regressão Linear Simples. Professor José Alberto - (11) sosestatistica.com.br Estatística - Análise de Regressão Linear Simples Professor José Alberto - (11 9.7525-3343 sosestatistica.com.br 1 Estatística - Análise de Regressão Linear Simples 1 MODELO DE REGRESSÃO LINEAR SIMPLES

Leia mais

Exercícios de programação

Exercícios de programação Exercícios de programação Estes exercícios serão propostos durante as aulas sobre o Mathematica. Caso você use outra linguagem para os exercícios e problemas do curso de estatística, resolva estes problemas,

Leia mais

Inferência Bayesiana - Aula 1 -

Inferência Bayesiana - Aula 1 - Inferência Bayesiana - Aula 1 - Márcia D Elia Branco Universidade de São Paulo Instituto de Matemática e Estatística www.ime.usp.br/ mbranco - sala 295-A - Paradigmas Bayesiano Introdução Fazer inferência

Leia mais

2 Medida de Incertezas: Fundamentos

2 Medida de Incertezas: Fundamentos 2 Medida de Incertezas: Fundamentos 2. Introdução O resultado de um processo de medição fornece uma determinada informação que usualmente é chamada de conhecimento. A fim de quantificar quão completo é

Leia mais

AULAS 25 E 26 Heteroscedasticidade

AULAS 25 E 26 Heteroscedasticidade 1 AULAS 25 E 26 Heteroscedasticidade Ernesto F. L. Amaral 10 e 15 de junho de 2010 Métodos Quantitativos de Avaliação de Políticas Públicas (DCP 030D) Fonte: Wooldridge, Jeffrey M. Introdução à econometria:

Leia mais

Econometria Semestre

Econometria Semestre Econometria Semestre 2010.01 174 174 21.4. PROCESSOS ESTOCÁSTICOS INTEGRADOS O passeio aleatório é apenas um caso particular de uma classe de processos estocásticos conhecidos como processos integrados.

Leia mais

Distribuição de frequências. Prof. Dr. Alberto Franke

Distribuição de frequências. Prof. Dr. Alberto Franke Distribuição de frequências Prof. Dr. Alberto Franke E-mail: [email protected] 1 Distribuição de frequências Há necessidade de distinguir entre: Distribuição observada Distribuição verdadeira Distribuição

Leia mais

Estimação e Testes de Hipóteses

Estimação e Testes de Hipóteses Estimação e Testes de Hipóteses 1 Estatísticas sticas e parâmetros Valores calculados por expressões matemáticas que resumem dados relativos a uma característica mensurável: Parâmetros: medidas numéricas

Leia mais

Inferência Estatística:

Inferência Estatística: Inferência Estatística: Amostragem Estatística Descritiva Cálculo de Probabilidade Inferência Estatística Estimação Teste de Hipótese Pontual Por Intervalo Conceitos básicos Estimação É um processo que

Leia mais

Econometria. Regressão Linear Simples Lista de Exercícios

Econometria. Regressão Linear Simples Lista de Exercícios Econometria Regressão Linear Simples Lista de Exercícios 1. Formas funcionais e coeficiente de explicação Um corretor de imóveis quer compreender a relação existente entre o preço de um imóvel e o tamanho,

Leia mais

Opções Reais. Modelagem do Ativo Básico. Processos Estocásticos. Modelando Incerteza. Processos Estocásticos. IAG PUC-Rio

Opções Reais. Modelagem do Ativo Básico. Processos Estocásticos. Modelando Incerteza. Processos Estocásticos. IAG PUC-Rio Opções Reais Modelagem do Ativo Básico Prof. Luiz Brandão [email protected] IAG PUC-Rio Processos Estocásticos Modelando Incerteza Processos Estocásticos A incerteza em um projeto pode ter mais do

Leia mais

Econometria - Lista 5

Econometria - Lista 5 Econometria - Lista 5 Professores: Hedibert Lopes, Priscila Ribeiro e Sérgio Martins Monitores: Gustavo Amarante e João Marcos Nusdeo Exercício 1 Utilizando a base de dados disponível em TEMCOPROD.wtf1,

Leia mais

Homocedasticidade? Exemplo: consumo vs peso de automóveis

Homocedasticidade? Exemplo: consumo vs peso de automóveis REGRESSÃO Análise de resíduos Homocedasticidade? Exemplo: consumo vs peso de automóveis 60 50 Consumo (mpg) 40 30 0 10 0 1500 000 500 3000 3500 4000 4500 Peso 0 Diagrama de resíduos 15 10 Resíduos 5 0-5

Leia mais

ECONOMETRIA AVANÇADA Prova Intermediária - 09/04/2015

ECONOMETRIA AVANÇADA Prova Intermediária - 09/04/2015 ECONOMETRIA AVANÇADA Prova Intermediária - 09/04/2015 Solução Questão I (2,0 pontos): Para o modelo y t = 0, 7y t 1 + ɛ t, com ruído branco ɛ t (0, 1), (a) (0,5) Obtenha a previsão h-passos a frente, ŷ

Leia mais

AULA 01 Principais Conceitos em Econometria

AULA 01 Principais Conceitos em Econometria 1 AULA 01 Principais Conceitos em Econometria Ernesto F. L. Amaral 02 de março de 2010 Métodos Quantitativos de Avaliação de Políticas Públicas (DCP 030D) Fonte: Wooldridge, Jeffrey M. Introdução à econometria:

Leia mais

Séries de Tempo. José Fajardo. Agosto Fundação Getulio Vargas-EBAPE. José Fajardo (FGV-EBAPE) Fundamentos Estatísticos Agosto / 49

Séries de Tempo. José Fajardo. Agosto Fundação Getulio Vargas-EBAPE. José Fajardo (FGV-EBAPE) Fundamentos Estatísticos Agosto / 49 Séries de Tempo José Fajardo Fundação Getulio Vargas-EBAPE Agosto 2011 José Fajardo (FGV-EBAPE) Fundamentos Estatísticos Agosto 2011 1 / 49 Definição de esperança não condicional ou incondicional Considere

Leia mais

M l u t l i t c i oli l n i e n arid i a d de

M l u t l i t c i oli l n i e n arid i a d de Multicolinearidade 1 Multicolinearidade Quando existem relação linear exata entre as variáveis independentes será impossível calcular os estimadores de MQO. O procedimento MQO utilizado para estimação

Leia mais

Modelos Lineares Generalizados - Componentes do Modelo

Modelos Lineares Generalizados - Componentes do Modelo Modelos Lineares Generalizados - Componentes do Modelo Erica Castilho Rodrigues 01 de Abril de 2014 3 Vejamos agora quais as componentes de um Modelo Linear Generalizado. Temos um conjunto de variáveis

Leia mais

Aplicação da metodologia Box & Jenkins para previsão de vendas de emulsificante

Aplicação da metodologia Box & Jenkins para previsão de vendas de emulsificante Aplicação da metodologia Box & Jenkins para previsão de vendas de emulsificante Eduardo Campana Barbosa1 Carlos Henrique Osório Silva2 Resumo: Utilizou-se a metodologia Box & Jenkins para previsão da demanda

Leia mais

Regressão de Poisson e parentes próximos

Regressão de Poisson e parentes próximos Janeiro 2012 Família Exponencial Seja Y uma variável aleatória. A distribuição de probabilidade de Y pertence à família exponencial se a sua função densidade de probabilidade é da forma ( ) yθ b(θ) f (y

Leia mais

étodos uméricos AJUSTE DE FUNÇÕES Prof. Erivelton Geraldo Nepomuceno PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA

étodos uméricos AJUSTE DE FUNÇÕES Prof. Erivelton Geraldo Nepomuceno PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA étodos uméricos AJUSTE DE FUNÇÕES Prof. Erivelton Geraldo Nepomuceno PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA UNIVERSIDADE DE JOÃO DEL-REI PRÓ-REITORIA DE PESQUISA CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA

Leia mais

AULAS 28 E 29 Análise de Regressão Múltipla com Informações Qualitativas

AULAS 28 E 29 Análise de Regressão Múltipla com Informações Qualitativas 1 AULAS 28 E 29 Análise de Regressão Múltipla com Informações Qualitativas Ernesto F. L. Amaral 07 e 09 de dezembro de 2010 Metodologia de Pesquisa (DCP 854B) Fonte: Wooldridge, Jeffrey M. Introdução à

Leia mais

Correlação Serial e Heterocedasticidade em Regressões de Séries Temporais. Wooldridge, Cap. 12

Correlação Serial e Heterocedasticidade em Regressões de Séries Temporais. Wooldridge, Cap. 12 Correlação Serial e Heterocedasticidade em Regressões de Séries Temporais Wooldridge, Cap. 1 Porto Alegre, 11 de novembro de 010 1 CORRELAÇÃO SERIAL Ocorrência Conseqüência Análise gráfica Autocorrelação

Leia mais

Anexo 1 - Revisões de Teoria das Probabilidades e Processos Estocásticos

Anexo 1 - Revisões de Teoria das Probabilidades e Processos Estocásticos 1 Anexo 1 - Revisões de Teoria das Probabilidades e Processos Estocásticos Documento auxiliar à disciplina de Modelação, Identificação e Controlo Digital Alexandre Bernardino IST-Secção de Sistemas e Controlo

Leia mais

ANOVA - parte I Conceitos Básicos

ANOVA - parte I Conceitos Básicos ANOVA - parte I Conceitos Básicos Erica Castilho Rodrigues 9 de Agosto de 2011 Referências: Noções de Probabilidade e Estatística - Pedroso e Lima (Capítulo 11). Textos avulsos. Introdução 3 Introdução

Leia mais

Resolução da Prova de Matemática Financeira e Estatística do ISS Teresina, aplicada em 28/08/2016.

Resolução da Prova de Matemática Financeira e Estatística do ISS Teresina, aplicada em 28/08/2016. de Matemática Financeira e Estatística do ISS Teresina, aplicada em 8/08/016. 11 - (ISS Teresina 016 / FCC) Joana aplicou todo seu capital, durante 6 meses, em bancos ( e Y). No Banco, ela aplicou 37,5%

Leia mais

FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE FEA/USP. Lista 7 - Econometria I

FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE FEA/USP. Lista 7 - Econometria I FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE FEA/USP São Paulo - Nov/2017 Lista 7 - Econometria I Professora: Paula Pereda EAE0324 Monitores: Bernardo Ostrovski e Igor Barreto ALUNO: ATENÇÃO: A

Leia mais

Medidas de Dispersão. Prof.: Joni Fusinato

Medidas de Dispersão. Prof.: Joni Fusinato Medidas de Dispersão Prof.: Joni Fusinato [email protected] [email protected] 1 Dispersão Estatística As medidas de posição (média, mediana, moda) descrevem características dos valores numéricos

Leia mais

Introdução à Inferência Estatística

Introdução à Inferência Estatística Introdução à Inferência Estatística Capítulo 10, Estatística Básica (Bussab&Morettin, 7a Edição) 2a AULA 02/03/2015 MAE229 - Ano letivo 2015 Lígia Henriques-Rodrigues 2a aula (02/03/2015) MAE229 1 / 16

Leia mais

MOQ-13 PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA. Professor: Rodrigo A. Scarpel

MOQ-13 PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA. Professor: Rodrigo A. Scarpel MOQ-13 PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA Professor: Rodrigo A. Scarpel [email protected] www.mec.ita.br/~rodrigo Programa do curso: Semanas 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 e 16 Introdução à probabilidade (eventos,

Leia mais

INE 7001 Estatística para Administradores I Turma Prática 1 15/08/2016 GRUPO:

INE 7001 Estatística para Administradores I Turma Prática 1 15/08/2016 GRUPO: INE 7001 Estatística para Administradores I Turma 02301 - Prática 1 15/08/2016 No arquivo Prática_em_planilhas.xlsx, procurar pela planilha Prática1. Usando o primeiro conjunto de dados (dados sobre os

Leia mais

Distribuições derivadas da distribuição Normal. Distribuição Normal., x real.

Distribuições derivadas da distribuição Normal. Distribuição Normal., x real. Distribuições derivadas da distribuição Normal Distribuição Normal Uma variável aleatória X tem distribuição normal com parâmetros µ e σ, quando sua densidade de probabilidade é f ( x) π σ e ( x µ ) σ,

Leia mais

ANÁLISE DOS RESÍDUOS. Na análise de regressão linear, assumimos que os erros E 1, E 2,, E n satisfazem os seguintes pressupostos:

ANÁLISE DOS RESÍDUOS. Na análise de regressão linear, assumimos que os erros E 1, E 2,, E n satisfazem os seguintes pressupostos: ANÁLISE DOS RESÍDUOS Na análise de regressão linear, assumimos que os erros E 1, E 2,, E n satisfazem os seguintes pressupostos: seguem uma distribuição normal; têm média zero; têm variância σ 2 constante

Leia mais

Técnicas econométricas para avaliação de impacto O uso de métodos de regressão e introdução aos métodos de diferençasdas-diferenças

Técnicas econométricas para avaliação de impacto O uso de métodos de regressão e introdução aos métodos de diferençasdas-diferenças Técnicas econométricas para avaliação de impacto O uso de métodos de e introdução aos métodos de diferençasdas-diferenças Bruno César Araújo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada IPEA Brasília, 30 de

Leia mais