5 Exemplos. 5.1 Exemplo 1
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- Vítor Gabriel Ramalho Gameiro
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1 96 5 Exemplos Neste capítulo serão mostrados alguns exemplos que foram simulados com o STENO. Primeiramente será mostrada a simulação da formação das parasseqüências. Depois, será mostra uma simulação realística utilizando como embasamento de um trecho da bacia de Campos. No terceiro exemplo é mostrada a simulação de um rio chegando na costa marítima. No último exemplo a batimetria da área da simulação foi modificada de forma a simular os ambientes plataformais, de talude e bacia mostrando principalmente alguns canyons no final da plataforma início do talude um rio chegando na costa marítima, corrente no sopé do talude e alguns domos de sal na bacia. 5.1 Exemplo 1 Este exemplo mostra a simulação da formação dos conjuntos das parasseqüências. Segundo Van Wagoner et al. (1988), parasseqüências e conjuntos de parasseqüências são os blocos básicos das seqüências deposicionais. Uma parasseqüência é uma sucessão concordante de camadas ou conjunto de camadas geneticamente relacionadas limitadas por uma discordância e uma superfície de inundação. Um conjunto de parasseqüências é definido como uma sucessão de parasseqüências geneticamente relacionadas, formando um padrão de empilhamento característico e limitado por superfícies de inundação máxima (de expressão regional) ou suas superfícies correlatas. O padrão de empilhamento das parasseqüências pode ser progradacional, retrogradacional e agradacional (processo de preenchimento vertical da bacia), dependendo da razão entre a taxa de deposição e a taxa de acomodação (figura 5.1). Como no STENO o módulo referente à erosão ainda não está implementado (este é um dos trabalhos futuros sugeridos), a simulação será efetuada no trecho da curva eustática onde ocorre subida no nível do mar. Logo, pretende-se simular o trecho mostrado na figura 5.2.
2 97 Figura 5.1: Conjunto de parasseqüências, de acordo com Van Wagoner et al (1998). p Trecho da curva Eustática utilizado Para fazer a simulação Figura 5.2: Trecho utilizado para fazer a simulação das parasseqüências, correspondente ao TST. Neste trecho, o nível relativo do mar atinge sua posição mais baixa, tem-se então o final do Trato de Sistemas de Mar Baixo TSMB (Lowstand System Tract
3 98 LST). O nível do mar começa a subir, gerando seqüências do tipo retrogradacionais. Este trecho de subida é chamado de Trato de Sistema Transgressivo TST (Transgressive System Tract TST). No ponto de inflexão, ponto P da figura 5.2, as seqüências geradas são do tipo agradacionais com desenvolvimento de bacia faminta. A partir desde ponto (final do TST), são geradas seqüências progradacionais. Iniciando-se o Trato de Sistemas de Mar Alto TSMA (Highstand System Tract HST). Depois o ciclo se repete e novamente tem-se TSMB. Os TSMA e TSMB correspondem ao trecho onde o nível relativo do mar está em queda. No TSMB ocorre o fenômeno de erosão, módulo que ainda não está implementado no STENO. A figura 5.3 mostra os tratos de sistemas descritos acima. Trato de Sistemas de mar alto (TSMA) Trato de Sistemas Transgressivos (TST) Trato de Sistemas de mar baixo (TSMB) Figura 5.3: Tratos de sistemas associados à curva eustática (adaptado de Posamentier & Vail, 1998). Este exemplo foi simulado utilizando um grid plano de 100 km ao longo da linha de costa e 300 km bacia adentro com 40 células em cada direção. A subsidência foi mantida constante e igual a zero. Logo, o espaço disponível será função apenas da variação da curva eustática. O tempo total da simulação é de 2 Ma (milhões de anos) com passo de 0.25 Ma. Foi adotada uma curva eustática
4 99 senoidal com amplitude de 100 m. Para melhor visualizar os resultados, foi feito um corte longitudinal perpendicular a linha de costa (50 km). O aporte foi definido em cada passo da simulação sendo função do espaço disponível para deposição. A figura 5.4 mostra o início da simulação. Até o ponto P, (figuras 5.5, 5.6) pode-se observar seqüências retrogradacionais, ou seja, tem-se taxa deposição menor que a taxa de acomodação. As seqüências do tipo agradacionais (taxa de deposição igual à taxa de criação de espaço para acomodação) podem ser vistas nas figura 5.7 e 5.8. Na figura 5.9 tem-se início as seqüências progradacionais (taxa de deposição maior que a taxa de acomodação). Estas seqüências também podem ser vista nas figuras 5.10 e A figura 5.12 mostra o aspecto final da seção depois da simulação, mostrando os três tipos de parasseqüências. Figura 5.4: Passo um, início da simulação.
5 100 Figura 5.5: Passo dois, seqüência retrogradacional. Figura 5.6: Passo três, seqüência retrogradacional.
6 101 Figura 5.7: Passo quatro, seqüência retrogradacional com alguma característica de agradação. Figura 5.8: Passo cinco, agradacional.
7 102 Figura 5.9: Passo seis, início de seqüências progradacional. Figura 5.10: Passo sete, seqüência progradacional.
8 103 Figura 5.11: Passo oito, seqüência progradacional. Figura 5.12: Aspecto final da seção depois da simulação. 5.2 Exemplo 2 Esta segunda simulação é um exemplo realístico onde é mostrado o processo de sedimentação implementado em uma região de 100 km ao longo da linha de costa e 60 km bacia adentro. A batimetria desta área corresponde a um trecho da bacia de Campos, localizada no norte Estado do Rio de Janeiro.
9 104 Os parâmetros iniciais utilizados na simulação estão mostrados na figura O tempo inicial foi de -265 Ma, o tempo final foi de -230 Ma. O passo escolhido foi de 5 Ma, totalizando uma simulação de 7 passos. Figura 5.13: Parâmetros iniciais utilizados na simulação. Os pontos onde se conhece como se varia à subsidência ao longo da simulação estão definidos na tabela da figura Os pontos escolhidos podem ser visualizados na figura Figura 5.14: Definição da curva de subsidência.
10 105 Figura 5.15: Visualização dos pontos onde se conhece a variação da subsidência. O aporte foi considerado constante, para cada fração litológica, ao longo da linha de costa. Para cada passo da simulação foram considerados os seguintes volumes: volume de areia (124.8 km 3 ), volume de silte (378.3 km 3 ) e o volume de argila (374.4 km 3 ). Como da linha de costa serão calculadas 39 linhas de correntes, cada uma receberá o seguinte volume de sedimentos: 3.2 km 3 para areia, 9.7 km 3 para o silte e 9.6 km 3 para a argila, como mostra a figura Figura 5.16: Função de aporte utilizada nesta simulação. Definido os parâmetros de entrada da simulação, como o embasamento se modificará devido à subsidência e dos valores do aporte de sedimentos por litologia, restando definir as velocidades de aporte e de corrente. Neste exemplo
11 106 foi definida a velocidade de aporte como sendo o dobro da velocidade de corrente. A figura 5.17 mostra as velocidades de contorno. Figura 5.17: Velocidades de contorno utilizadas para determinar o campo de velocidades e as linhas de correntes. As figuras 5.18, 5.19, 5.20, 5.21, 5.22, 5.23, 5.24 mostram os passos gerados pela análise da simulação de sedimentação. A figura 5.25 mostra a configuração final depois do processo de sedimentação. Figura 5.18: Passo um da simulação.
12 107 Figura 5.19: Passo dois da simulação Figura 5.20: Passo três da simulação.
13 108 Figura 5.21: Passo quatro da simulação. Figura 5.22: Passo cinco da simulação.
14 109 Figura 5.23: Passo seis da simulação. Figura 5.24: Passo sete da simulação.
15 110 Figura 5.25: Visualização final da bacia após a simulação. 5.3 Exemplo 3 Este terceiro exemplo mostra o processo de sedimentação em uma região de 100 km ao longo da linha de costa e 60 km bacia adentro. A batimetria desta área corresponde a um trecho da bacia de Campos, localizada no norte Estado do Rio de Janeiro. Os parâmetros iniciais utilizados na simulação estão mostrados na figura O tempo inicial foi de -265 Ma, o tempo final foi de -230 Ma. O passo escolhido foi de 7 Ma, totalizando uma simulação de 5 passos. Figura 5.26: Parâmetros iniciais utilizados na simulação.
16 111 O aporte de sedimentos utilizado está mostrado na figura Ao longo da linha de costa existe uma região onde os volumes de sedimentos para cada litologia são 5 vezes maiores do que os volumes das outras regiões da linha de costa. Com isso pretende-se simular um rio chegando na costa marítima. As figuras 5.28, 5.29, 5.30, 5.31, 5.32, 5.33, 5.34, 5.35, 5.36, 5.37, 5.38, 5.39, 5.40, 5.41 e 5.42 mostram para cada passo, os sedimentos depositados, as linhas de correntes calculadas e os horizontes geológicos. Aporte de sedimentos Figura 5.27: Aporte de sedimentos utilizado no exemplo 3. Figura 5.28: Primeiro passo da simulação.
17 112 Figura 5.29: Linhas de correntes da análise do primeiro passo da simulação. Figura 5.30: Horizonte geológico do primeiro passo da simulação.
18 113 Figura 5.31: Segundo passo da simulação. Figura 5.32: Linhas de correntes do segundo passo da simulação.
19 114 Figura 5.33: Horizonte geológico do segundo passo da simulação. Figura 5.34: Terceiro passo da simulação.
20 115 Figura 5.35: Linhas de correntes do terceiro passo da simulação. Figura 5.36: Horizonte geológico do terceiro passo da simulação.
21 116 Figura 5.37: Quarto passo da simulação. Figura 5.38: Linhas de correntes do quarto passo da simulação.
22 117 Figura 5.39: Horizonte geológico do quarto passo da simulação. Figura 5.40: Quinto passo da simulação.
23 118 Figura 5.41: Linhas de correntes do quinto passo da simulação. Figura 5.42: Horizonte geológico do quinto passo da simulação. 5.4 Exemplo 4 Este quarto exemplo mostra o processo de sedimentação em uma região de 100 km ao longo da linha de costa e 250 km bacia adentro. A batimetria desta área foi modificada de forma a simular os ambientes plataformais, de talude e bacia
24 119 mostrando principalmente alguns canyons no final da plataforma início do talude um rio chegando na costa marítima, corrente no sopé do talude e alguns domos de sal na bacia (figura 5.43). Função de aporte canyons corrente no sopé do talude domos de sal Figura 5.43: Batimetria e características do exemplo 4. O tempo inicial da simulação foi de -265 Ma, o tempo final foi de -230 Ma. O passo escolhido foi de 4 Ma, totalizando uma simulação de 8 passos. As figuras 5.44 e 5.45 mostram respectivamente o primeiro passo da simulação e suas linhas de correntes. As figuras 5.46, 5.47, 5.48, 5.49, 5.50, 5.51 e 5.52 mostram os próximos passos da simulação com os sedimentos depositados.
25 120 Figura 5.44: Primeiro passo da simulação. Figura 5.45: Linhas de correntes do primeiro passo da simulação.
26 121 Figura 5.46: Segundo passo da simulação. Figura 5.47: Terceiro passo da simulação.
27 122 Figura 5.48: Quarto passo da simulação. Figura 5.49: Quinto passo da simulação.
28 123 Figura 5.50: Sexto passo da simulação. Figura 5.51: Sétimo passo da simulação.
29 Figura 5.52: Oitavo passo da simulação. 124
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