Introdução aos Escoamentos Compressíveis

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Introdução aos Escoamentos Compressíveis"

Transcrição

1 Introdução aos Escoamentos Compressíveis José Pontes, Norberto Mangiavacchi e Gustavo R. Anjos GESAR Grupo de Estudos e Simulações Ambientais de Reservatórios UERJ Universidade do Estado do Rio de Janeiro 3 de julho a 5 de agosto de 27

2 Conteúdo da aula Resolução Numérica de Escoamentos Compressíveis. Acústica. Formulação no domínio da freqüência; Condições de contorno Ressonância Solução com forçagem: resposta em freqüência.2 Formulação no domínio do tempo 2. Dinâmica dos Fluidos Computacional 2. Equação de Euler Lei de Conservação D 2D 2

3 Acústica. Formulação no domínio do tempo: c 2 2 p t 2 = 2 p γp c = Para ondas acústicas adiabáticas propagando em ar a o C proximo ao nível do mar, γ =.4, ρ =, 29 [kg/m 3 ], e P =, 5 [N/m 2 ], que resulta em c = 33[m/s]. ρ 3

4 Formulação no domínio da freqüência ˆp = p e jωt, onde ˆp é o campo escalar de pressão no domínio do tempo, p no domínio da frequencia, e j =. c 2 ω 2 p = 2 p () κ 2 p + 2 p = ; (2) onde κ 2 = c 2 ω 2 é o número de onda ao quadrado. 4

5 Formulação do problema de autovalor real em D No caso unidimensional, a equação se reduz a: κ 2 p + D 2 p = onde D = d dx Vamos considerar o caso em que temos uma cavidade fechada em um extremo e aberta no outro, e pretendemos encontrar a freqüência de ressonância (próxima a uma freqüência de interesse ω = 2πf ) e o modo ou modos associados. Temos que, na forma dimensional, κ = 2πf ondef = f f é a frequência de ressonância adimensional. Eliminando os e abusando da notação, o problema de autovalor-autofunção é dado por: D 2 p = ω 2 p (3) 5

6 Os autovalores ω = κ representam as frequências (angulares) c 2 de ressonância adimensionais da cavidade. As auto-funções correspondem aos modos naturais do operador Laplaciano em uma dimensão na cavidade, que estão associadas a ondas estacionárias da solução transiente. Sobre uma superfície rígida, com direção normal n as condições de contorno podem ser expressas em notação vetorial como: n p = (4) No caso d, como no caso de um extremo de um tubo fechado em x = as condições de contorno se reduzem a 6 p (x = ) = x Para um extremo aberto em x = L para a atmosfera podemos considerar p(l) =

7 Formulação discreta do problema de autovalor real D por diferenças finitas A discretização do problema de autovalor real por diferenças finitas se obtêm pela substituição da derivada espacial por uma aproximação consistente por diferenças finitas. Considerando pontos igualmente espaçados, uma aproximação para a segunda derivada no ponto x i = x + x i, i =,, 2,..., n x é dada por d 2 p dx 2 = p i 2p i + p i+i x 2 + O( x 2 ) (5) 7

8 Substituindo a aproximação acima para a segunda derivada, obtém-se o seguinte sistema linear, expresso na forma matricial: Ap h = κ 2 Mp h onde as matrizes A e M, que possuem elementos não nulos dados por: A(i, i ) = x 2 ; A(i, i) = 2 x 2 ; A(i, i + ) = x 2 ; M(i, i) = ; 8 são matrizes associadas a rigidez e de massa, respectivamente e p h representa a pressão nos nós computacionais.

9 Ressonância em um tubo Autofunções associadas a uma onda estacionária em um tubo aberto à esquerda e fechado à direita, mostrando a correção do método. Resultado da simulação, mostrando vários modos, mostra que as autofunções são modos de Fourier que satisfazem as condições de contorno Dirichlet homogêneas no contorno à esquerda e de Neumann à direita.

10 Cavidade retangular O método implementado pode ser testado em uma cavidade de seção retangular. O domínio retangular possui lados de comprimento adimensional L x = 2, e L y = de forma que a cavidade possui, teoricamente, modos com frequência de ressonância adimensional f =, /2 associadas a um modo modos, e f =, 2, 3 associadas aos modos unidimensionais, com dois modos para cada freqüência, além dos modos bidimensionais f = (f 2 x + f 2 y ). Pressure field f= Velocity field f=

11 Pressure field f= Velocity field f= Pressure field f= Velocity field f= Figura : Resultados numéricos em malha com apenas 2 nós computacionais, mostrando dois modos unidimensionais e um modo bidimensional. Esquerda: campo de pressão, direita: campo de.2

12 Tabela : Resultados do teste com cavidade de seção retangular L x = 2, L y = n x n y f f 2 f 3 f 4 f Os resultados apresentam convergência satisfatória para a solução analítica. 2

13 Apresentamos aqui a implementação do método para o problema com forçagem. Este problema corresponde á resposta no domínio das freqüências de um sistema para uma frequência determinada pelas condições de contorno. Considera-se que uma região da fronteira do domínio se encontra excitada por uma forçagem periódica com amplitude e frequência determinadas. 2 κ 2 p + 2 p = onde κ 2 = ω2 é o número de onda ao quadrado. Neste caso ω c 2 é conhecido e determinado pelas condições no contorno forçado Γ f, que no domínio do tempo se expressa: ˆp(Γ f, t) = p e jωt. Na próximas seções iremos discutir os resultados da implementação da discretização de Elementos Finitos em uma e duas dimensões do problema forçado. Vamos considerar o caso em que temos uma cavidade fechada, salvo por uma região onde ocorre a forçagem com

14 freqüência fixa, ω = 2πf. No caso unidimensional, a equação se reduz a: (κ 2 + D 2 )p = com condição de contorno (forçagem) p() = A formulação de Galerkin da forma (DG) do problema forçado consiste em escolher as funções de base e de ponderação em espaços de dimensão finita E h e W h. O problema discretizado se torna: Encontrar P h P h e ω R tal que para todo W h W h (DP h, DW h ) = (κp h, κw h ) Utilizando bases canônicas de Elementos Finitos em coordenadas cartesianas para os espaços acima, obtem-se o seguinte sistema linear, expresso na forma matricial: 2 AP = M κ P

15 onde A = (DP h, DW h ); M = (κp h, κw h ) são matrizes associadas a rigidez e de massa, respectivamente e p h representa a pressão nos nós computacionais. Observa-se que κ é em geral complexo e varia de elemento para elemento. Para o sistema linear acima ter solução única, é necessário completar a definição do problema aplicando as condições de contorno na forma discreta, como descrito abaixo. No caso de um contorno não reflexiva deseja-se que as ondas se propaguem apenas na direção da normal externa, de forma que não ocorra reflexão de ondas para o interior do domínio. Esta condição pode ser expressa como: 2 p + cn p =

16 Para o caso da solução no domínio das freqüência, essa condição pode ser expressa como jωp + cn p = onde c representa a velocidade de propagação da onda no meio. Pode-se generalizar esta condição de contorno para o caso de uma parede parcialmente reflexiva. Neste caso teremos: jαωp + cn p = 3 Para α = obtemos a condição de fronteira não reflexiva, e no caso de α = temos uma fronteira totalmente reflexiva (parede rígida). Valores intermediários de α correspondem a fronteiras parcialmente reflexivas (ou parcialmente absorventes). Esta condição de contorno corresponde a uma condição mista (tipo Robin).

17 cavidade com forçagem e fronteira parcialmente reflexiva em duas geometrías em função da freqüência de excitação. A primeira geometria é um canal retangular com Lx = e Ly =., de modo que a resposta é essencialmente idêntica ao caso unidimensional. A segunda geometria corresponde a um canal com largura variável, produzido por um mapeamento descrito por: Y = Y. ( +.5 sin(x 2 pi)) Figura : Geometrias e malhas utilizadas nos testes com forçagem. A

18 a) amax b) amax f f 4 Figura : Resposta em freqüência para cavidades forçadas, com forçagem na fronteira da esquerda e uma fronteira semi-reflexiva à direita. Resultados numéricos em malha com apenas 2 6 nós computacionais. À esquerda (a), resultado com geometria retangular. À direita (b), geometria modificada. As curvas traçadas com linha sólida, linha tracejada e traço-ponto representam resultados para uma fronteira semi-reflexiva com α =.25,.25 e.5 respectivamente. Observa-se que na cavidade retangular as freqüências de ressonância são igualmente espaçadas, se encontram em f =.25,.75,.25. Os máximos das respostas para todas as P

19 Solução no domínio do tempo 5 Vamos apresentar a solução do problema no domínio do tempo como a solução do sistema: p t + c2 (ρu) = (6) ρu + p = t Para o caso unidimensional, podemos escrever este sistema como: U t + F x = em Ω [, T max] (7) onde Ω R e t [, T max ]. O vetor de variáveis conservativas U e o vetor de fluxos F são dados por U = { } p, F = ρu { } c 2 ρu p (8)

20 No caso d, como no caso de um extremo de um tubo fechado em x = as condições de contorno se reduzem a p (x = ) = x Para um extremo aberto em x = L para a atmosfera podemos considerar p(l) = 6

21 Solução no domínio do tempo por diferenças finitas de sistemas de equações de conservação hiperbólicos lineares em d Método de solução das equações de onda lineares no domínio do tempo como um sistema de equações de conservação hiperbólico linear e apresentar um exemplo computacional utilizando o método de MacCormack com adição do termo de viscosidade artificial de Lapidus. 7

22 Método de MacCormack O método de MacCormack é um método de segunda ordem, de dois passos, que pode ser descrito da seguinte forma: U n+ i Ũ n+ i = ( U n i + U n+ 2 i = U n i t ( F n x i+ F n ) i ) t ( ) F n+ 2 x i F n+ i Estes dois passos definem o método de MacCormack. Usualmente, um termo de viscosidade artificial é adicionado como um passo fracionário adicional, conforme proposto por Lapidus: U n+ i = Ũn+ i + ν t ( ] 2 x Ũ n+ i Ũ n+ i (9) () () onde Ũ n i = Ũn i Ũn i 8

23 Solução do problema de Riemann: tubo de choque (linear) t R cauda W* L W* R frente W L W R x Figura : Construção de um problema de Riemann: um tubo de choque. Choque λ 3 S 3 ; contato C 2, e rarefação λ (R ). 9

24 x x x 4 5 x Figura : Solução do problema de um tubo de choque linear, usando o método de MacCormack em uma malha regular de 5 pontos (esquerda) e de pontos (direita). Linha sólida: solução numérica. Linha pontilhada: solução exata (Cap. 4). Para cada caso, são plotados ρ, u, p, e u 2 /2, e /(γ )log(p/ρ γ ). 2

25 Para o problema de valor inicial de Riemann temos U (x) = { UL, para x <, U R, para x >, (2) Para a equação de ondas existem duas famílias de características ao longo das retas λ = dx/dt = ±c. As equações de Euler compressíveis possuem três campos caraterísticos λ = u c, λ 2 = u, λ 3 = u + c 2

26 As equações de onda (ou as eq. Euler) podem ser re-escritas como U t + A U x = U(x, ) = U (x) (3) onde A ij = F i / U j [ ] c 2 A =, (4) [ ] p U =, ρu (5) 22

27 Se A for diagonalizável P AP = Λ P = (α α 2 ) é matriz dos autovetores à direita de A. Aα = λ α ; Aα 2 = λ α 2 L = P é matriz dos autovetores à esquerda de A. 23

28 O sistema pode ser diagonalizado multiplicando pela esquerda por L L U + LA U t x = (6) onde L U t + ΛL U x = (7) [ ] λ Λ =, (8) λ 2 24

29 Portanto V = LU satisfaz V t + Λ V x = (9) ou seja V é constante sobre as curvas características, e é denominado invariante de Riemann. 25

30 Equação característica Autovetores à direita Autovetores à esquerda λ 2 c 2 = ; λ = c ; λ 2 = c ; P = L = [ ] c c, (2) [ 2c 2 2c 2 ], (2) 26

31 V = LU = [ U = PV = 2c 2 2c 2 [ c c ] [ ] [ ] p p/2c + /2ρu = ρu p/2c + /2ρu ] [ ] v = v 2 [ ] c (v v 2 ) (v + v 2 ) (22) (23) 27

32 Usando UPWIND ( a ordem) v + c v = t v 2 c v 2 = t v n+ i v n i t v n+ 2 i v2 n i t Em geral + c v n i v n i x c v n 2 i+ v n 2 i x = ; Euler Regressivo = ; Euler Progressivo v n+ k i v n i t + λ k + λ k vk n i vk n i 2 x + λ k λ k vk n i+ vk n i 2 x = 28

33 Dinâmica dos fluidos computacional Análise de métodos numéricos para EDPs: Consistência e precisão Estabilidade Aspectos computacionais Modelagem computacional de escoamentos compressíveis: Oscilações, especialmente perto de regiões de choque Resultados mais precisos e estáveis podem ser obtidos utilizando formulações estabilizadas, tanto lineares como não lineares. formulação de variáveis conservativas, que apresenta vantagens na implementação numérica. 29

34 Formulação de variáveis primitivas conservativas As equações de Euler em variáveis conservativas podem ser escritas como U t + F i x i = em Ω [, T max ] (24) onde Ω R 3 e t [, T max ]. O vetor de variáveis conservativas U e o vetor de fluxos F i são dados por u u δ i U = ρ u 2, F i = ρu i u 2 + p δ 2i (25) u 3 u 3 δ 3i e e onde ρ é a densidade, u = [u, u 2, u 3 ] T é o vetor velocidade, e é a densidade de energia interna total, p é a pressão, e δ ij é o delta de Kronecker. A equação de estado para um gas ideal u i 3 p = (γ )(ρe 2 ρv 2 ) (26)

35 Formulação do problema em D Para o caso de um problema unidimensional, as equações de Euler se restringem a 3 U + F t x = em Ω [, T max] (28) onde Ω R e t [, T max ]. O vetor de variáveis conservativas U e o vetor de fluxos F são dados por U = ρ u, F = ρu u + p (29) e e No caso D, como no caso de um extremo de um tubo fechado em x = as condições de contorno se reduzem a p (x = ) = x Para um extremo aberto em x = L para a atmosfera podemos considerar p(l) = u

36 Solução por diferenças finitas de sistemas de equações de conservação hiperbólicos não-lineares em D Diversos métodos foram desenvolvidos para a solução de sistemas de equações do tipo descrito por eq. 28. Uma excelente revisão é encontrada em Sod (978) métodos de Godunv, Hyman, Lax-Wendroff (2 passos), MacCormack, Rusanov, Upwind, o método híbrido de Harten and Zwas, o método antidifusão de Boris e Book, o método de compressibilidade artificial de Harten, e o método de Glimm. Exemplo computacional utilizando o método de MacCormack com adição do termo de viscosidade artificial de Lapidus. 32

37 Método de MacCormack O método de MacCormack é um método de segunda ordem, de dois passos, que pode ser descrito da seguinte forma: U n+ i Ũ n+ i = ( U n i + U n+ 2 i = U n i t ( F n x i+ F n ) i ) t ( ) F n+ 2 x i F n+ i Estes dois passos definem o método de MacCormack. Usualmente, um termo de viscosidade artificial é adicionado como um passo fracionário adicional, conforme proposto por Lapidus: U n+ i = Ũn+ i + ν t ( ] 2 x Ũ n+ i Ũ n+ i (3) (3) (32) onde Ũ n i = Ũn i Ũn i 33

38 Solução numérica do problema do tubo de choque Figura : Solução do problema de um tubo de choque, usando o método de MacCormack em uma malha regular de pontos (esquerda) e de pontos (direita). Linha sólida: solução numérica. Linha pontilhada: solução exata (Cap. 4). Para cada caso, são plotados ρ, u, p, e u 2 /2, e /(γ )log(p/ρ γ ).

39 Método baseado em características As equações de Euler podem ser re-escritas como U t + A U x = U(x, ) = U (x) (33) onde A ij = F i / U j A = ( (γ 3)u 2 /2 (3 γ)u γ ), (34) γ 2 u2 H u H + ( γ)u 2 γu ρ U = ρu, H = e + p (35) ρ ρe 35

40 Se A for diagonalizável P AP = Λ P = (α α 2 α 3 ) é matriz dos autovetores à direita de A. Aα = λ α ; Aα 2 = λ α 2 Aα 3 = λ 3 α 3 L = P é matriz dos autovetores à esquerda de A. 36

41 O sistema pode ser diagonalizado multiplicando pela esquerda por L L U + LA U t x = (36) onde L U t + ΛL U x = (37) λ Λ = λ 2, (38) λ 3 37

42 Portanto V = LU satisfaz V t + Λ V x = (39) ou seja V é constante sobre as curvas características (invariante de Riemann). Usando UPWIND ( a ordem) v n+ k i v n i t + λ k + λ k vk n i vk n i 2 x + λ k λ k vk n i+ vk n i 2 x = 38

43 LAP = Λ A = PΛL u c Λ = u, (4) u + c P = u c u u + c, (4) H uc u 2 /2 H + uc L = 2 2 ( ) γ u 2 + u 2c 2 c γ ( γ 2c 2 u 2 u c 2c 2 u 2 ) 2 2 ( γ 2c 2 u + c γ u 2 2c 2 ( γ 2c 2 u c ) ) γ 2c 2 γ u 2 2c 2 γ 2c 2, (42) 39

44 Formulação do problema em 2D 4 Para o caso de um problema bidimensional, as equações de Euler se restringem a U t + F x + G y = em Ω [, T max] (43) onde Ω R 2 e t [, T max ]. O vetor de variáveis conservativas U e o vetor de fluxos F e G são dados por u U = ρ u, F = ρu u +p 2 u 2 e e u u G = ρu 2 +p u 2 e u 2 (44) A definição do problema é completada pela definição das condições iniciais e de contorno adequadas.

45 Método de MacCormack U n+ ij = U n ij t ( F n x i+ j F n ) t ( ij G n y i j+ G n ) ij (45) Ũ n+ i = ( U n i + U n+ i 2 ) t ( ) F n+ ij F n+ i j 2 x t 2 y ( G n+ ij G n+ i j ) (46) termo de viscosidade artificial é adicionado como um passo fracionário adicional, conforme proposto por Lapidus: U n+ ij = Ũn+ ij + ν t ( ) 2 x x xũn+ i+ j xũn+ i+ j + ν t 2 y y ( yũn+ ij+ ) yũn+ ij+ (47) 4 onde xũn ij = Ũn ij Ũn i j e yũn ij = Ũn ij Ũn i j

46 Problema de um choque oblícuo, usando o método de MacCormack M 2 tan θ = 2 cot β sin2 β M 2(γ + cos 2β) + 2 (48) 42

47 Figura : Curvas de nível de pressão no choque oblíquo, obtidas pelo código de diferenças finitas (método de MacCormack com viscosidade artificial) Esquerda: Mach=2, usando uma malha de 6 6 pontos. Direita: Mach=3, usando uma malha de 6 6 pontos. 43

Introdução aos Métodos Numéricos

Introdução aos Métodos Numéricos Métodos Numéricos para Mecânica dos Fluidos Introdução aos Métodos Numéricos Introdução aos Métodos Numéricos Bibliografia: J. H. Ferziger and M. Peric, 'Computational Methods for Fluid Dynamics', Springer

Leia mais

0.5 setgray0 0.5 setgray1. Mecânica dos Fluidos Computacional. Aula 4. Leandro Franco de Souza. Leandro Franco de Souza p.

0.5 setgray0 0.5 setgray1. Mecânica dos Fluidos Computacional. Aula 4. Leandro Franco de Souza. Leandro Franco de Souza p. Leandro Franco de Souza [email protected] p. 1/1 0.5 setgray0 0.5 setgray1 Mecânica dos Fluidos Computacional Aula 4 Leandro Franco de Souza Leandro Franco de Souza [email protected] p. 2/1 A pressão

Leia mais

diferenças finitas. Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Cascavel - PR - Brasil

diferenças finitas. Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Cascavel - PR - Brasil Solução numérica do problema de interação fluido-estrutura de cavidades acústicas bidimensionais pelo método das diferenças finitas Suzana P. Martos 1, Bruno Belorte 2, Claúdia B. Rizzi 3, Rogério L. Rizzi

Leia mais

Aula 3 Volumes Finitos

Aula 3 Volumes Finitos Universidade Federal do ABC Aula 3 Volumes Finitos EN3224 Dinâmica de Fluidos Computacional Duas metodologias Leis de Conservação Integrais EDPs O Método dos Volumes Finitos (MVF) Leis de Conservação Integrais

Leia mais

Escoamento potencial

Escoamento potencial Escoamento potencial J. L. Baliño Escola Politécnica - Universidade de São Paulo Apostila de aula 2017, v.1 Escoamento potencial 1 / 26 Sumário 1 Propriedades matemáticas 2 Escoamento potencial bidimensional

Leia mais

Matrizes Semelhantes e Matrizes Diagonalizáveis

Matrizes Semelhantes e Matrizes Diagonalizáveis Diagonalização Matrizes Semelhantes e Matrizes Diagonalizáveis Nosso objetivo neste capítulo é estudar aquelas transformações lineares de R n para as quais existe pelo menos uma base em que elas são representadas

Leia mais

Aula 4 Otimização e Discretização

Aula 4 Otimização e Discretização Universidade Federal do ABC Aula 4 Otimização e Discretização EN3224 Dinâmica de Fluidos Computacional Forma adimensional das equações Motivação: às vezes, as equações são normalizadas para: facilitar

Leia mais

sica- Matemática tica e a equação diferencial parcial que descreve o fluxo de calor

sica- Matemática tica e a equação diferencial parcial que descreve o fluxo de calor A Equação de Calor Uma das EDP s clássica da FísicaF sica- Matemática tica e a equação diferencial parcial que descreve o fluxo de calor em um corpo sólido. s E uma aplicação mais recente é a que descreve

Leia mais

Capítulo 4 Condução Bidimensional em Regime Estacionário. Prof. Dr. Santiago del Rio Oliveira

Capítulo 4 Condução Bidimensional em Regime Estacionário. Prof. Dr. Santiago del Rio Oliveira Capítulo 4 Condução Bidimensional em Regime Estacionário Prof. Dr. Santiago del Rio Oliveira 4. Considerações Gerais A distribuição de temperaturas é caracterizada por duas coordenadas espaciais, ou seja:

Leia mais

FUNDAMENTOS DE SISTEMAS LINEARES PARTE 1

FUNDAMENTOS DE SISTEMAS LINEARES PARTE 1 FUNDAMENTOS DE SISTEMAS LINEARES PARTE 1 Prof. Iury V. de Bessa Departamento de Eletricidade Faculdade de Tecnologia Universidade Federal do Amazonas Revisão O que é um corpo (campo)? O que é um espaço

Leia mais

étodos uméricos RESOLUÇÃO NUMÉRICA DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS (Continuação) Prof. Erivelton Geraldo Nepomuceno

étodos uméricos RESOLUÇÃO NUMÉRICA DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS (Continuação) Prof. Erivelton Geraldo Nepomuceno étodos uméricos RESOLUÇÃO NUMÉRICA DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS (Continuação) Prof. Erivelton Geraldo Nepomuceno PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA UNIVERSIDADE DE JOÃO DEL-REI PRÓ-REITORIA DE

Leia mais

Cinemática da partícula fluida

Cinemática da partícula fluida Cinemática da partícula fluida J. L. Baliño Escola Politécnica - Universidade de São Paulo Apostila de aula 2017, v.1 Cinemática da partícula fluida 1 / 16 Sumário 1 Descrição do movimento 2 Cinemática

Leia mais

P4 de Álgebra Linear I de junho de 2005 Gabarito

P4 de Álgebra Linear I de junho de 2005 Gabarito P4 de Álgebra Linear I 25.1 15 de junho de 25 Gabarito 1) Considere os pontos A = (1,, 1), B = (2, 2, 4), e C = (1, 2, 3). (1.a) Determine o ponto médio M do segmento AB. (1.b) Determine a equação cartesiana

Leia mais

Estudo analítico e numérico do espalhamento acústico

Estudo analítico e numérico do espalhamento acústico Universidade Federal de São João Del-Rei MG 26 a 28 de maio de 21 Associação Brasileira de Métodos Computacionais em Engenharia Estudo analítico e numérico do espalhamento acústico M.E. Maria 1 ; E.N.M.

Leia mais

ASPECTOS MATEMÁTICOS DAS EQUAÇÕES

ASPECTOS MATEMÁTICOS DAS EQUAÇÕES ASPECTOS MATEMÁTICOS DAS EQUAÇÕES Classificações: Ordem: definida pela derivada de maior ordem Dimensão: em função de x, y e z (Ex. 1D, D ou 3D) Tipos de fenômenos 1. Transiente; e. Estacionário, ou permanente.

Leia mais

Lista 3 - FIS Relatividade Geral Curvatura, campos de Killing, fluidos, eletromagnetismo.

Lista 3 - FIS Relatividade Geral Curvatura, campos de Killing, fluidos, eletromagnetismo. Lista 3 - FIS 404 - Relatividade Geral Curvatura, campos de Killing, fluidos, eletromagnetismo. 2 quadrimestre de 2017 - Professor Maurício Richartz Leitura sugerida: Carroll (seções 3.1-3.4,3.6-3.8),

Leia mais

Fundamentos da Mecânica dos Fluidos

Fundamentos da Mecânica dos Fluidos Fundamentos da Mecânica dos Fluidos 1 - Introdução 1.1. Algumas Características dos Fluidos 1.2. Dimensões, Homogeneidade Dimensional e Unidades 1.2.1. Sistemas de Unidades 1.3. Análise do Comportamentos

Leia mais

Geração de aproximações de diferenças finitas em malhas não-uniformes para as EDPs de Laplace e Helmholtz

Geração de aproximações de diferenças finitas em malhas não-uniformes para as EDPs de Laplace e Helmholtz Proceeding Series of the Brazilian Society of Applied and Computational Mathematics, Vol. 5, N., 7. Trabalho apresentado no CNMAC, Gramado - RS, 6. Proceeding Series of the Brazilian Society of Computational

Leia mais

Parte 3 - Produto Interno e Diagonalização

Parte 3 - Produto Interno e Diagonalização Parte 3 - Produto Interno e Diagonalização Produto Escalar: Sejam u = (u 1,..., u n ) e v = (v 1,..., v n ) dois vetores no R n. O produto escalar, ou produto interno euclidiano, entre esses vetores é

Leia mais

Métodos Numéricos para Leis de Conservação

Métodos Numéricos para Leis de Conservação Métodos Numéricos para Leis de Conservação Débora de Jesus Bezerra Universidade Metodista de São Paulo, FACET Rua Do Sacramento, 23 964-, São Bernardo do Campo, SP E-mail: [email protected] José

Leia mais

Escoamentos não isotérmicos

Escoamentos não isotérmicos Escoamentos não isotérmicos Profa. Mônica F. Naccache 1 Condições de contorno: paredes sólidas e interfaces Tipos: Fronteira livre Fronteira limitada: paredes ou interfaces Condição cinemáeca conservação

Leia mais

Unidade 22 - Teorema espectral para operadores simétricos, reconhecimento de cônicas. A. Hefez e C. S. Fernandez Resumo elaborado por Paulo Sousa

Unidade 22 - Teorema espectral para operadores simétricos, reconhecimento de cônicas. A. Hefez e C. S. Fernandez Resumo elaborado por Paulo Sousa MA33 - Introdução à Álgebra Linear Unidade 22 - Teorema espectral para operadores simétricos, reconhecimento de cônicas A. Hefez e C. S. Fernandez Resumo elaborado por Paulo Sousa PROFMAT - SBM 10 de agosto

Leia mais

5 Análise dos Resultados

5 Análise dos Resultados 5 Análise dos Resultados Neste capítulo é apresentada a análise dos resultados obtidos mediante o uso do código computacional existente, levando-se em conta as modificações que foram feitas. Nesta análise

Leia mais

Equações de Navier-Stokes

Equações de Navier-Stokes Equações de Navier-Stokes Para um fluido em movimento, a pressão (componente normal da força de superfície) é diferente da pressão termodinâmica: p " # 1 3 tr T p é invariante a rotação dos eixos de coordenadas,

Leia mais

Fenômenos de Transferência FEN/MECAN/UERJ Prof Gustavo Rabello 2 período 2014 lista de exercícios 06/11/2014. Conservação de Quantidade de Movimento

Fenômenos de Transferência FEN/MECAN/UERJ Prof Gustavo Rabello 2 período 2014 lista de exercícios 06/11/2014. Conservação de Quantidade de Movimento Fenômenos de Transferência FEN/MECAN/UERJ Prof Gustavo Rabello 2 período 2014 lista de exercícios 06/11/2014 Conservação de Quantidade de Movimento 1. A componente de velocidade v y de um escoamento bi-dimensional,

Leia mais

06 - VIBRAÇÕES DA REDE CRISTALINA: FÔNONS

06 - VIBRAÇÕES DA REDE CRISTALINA: FÔNONS 06 - VIBRAÇÕES DA REDE CRISTALINA: FÔNONS PROF. CÉSAR AUGUSTO DARTORA - UFPR E-MAIL: [email protected] CURITIBA-PR Roteiro do Capítulo: Vibrações da Rede Cristalina Modelo Clássico das Vibrações

Leia mais

Um breve estudo sobre Dinâmica dos Fluidos Computacional

Um breve estudo sobre Dinâmica dos Fluidos Computacional Um breve estudo sobre Dinâmica dos Fluidos Computacional Lucia Catabriga [email protected] March 9, 2016 Lucia Catabriga (UFES) ANII e CC DI/PPGI/PPGEM March 9, 2016 1 / 17 Aspectos Gerais - Definição

Leia mais

FEP Física para Engenharia II

FEP Física para Engenharia II FEP2196 - Física para Engenharia II Prova P1-25/10/2007 - Gabarito 1. Um corpo de massa 50 g está preso a uma mola de constante k = 20 N/m e oscila, inicialmente, livremente. Esse oscilador é posteriormente

Leia mais

6 MÉTODO DE ELEMENTOS FINITOS - MEF

6 MÉTODO DE ELEMENTOS FINITOS - MEF 6 MÉTODO DE ELEMENTOS FINITOS - MEF O Método de Elementos Finitos é uma técnica de discretização de um problema descrito na Formulação Fraca, na qual o domínio é aproximado por um conjunto de subdomínios

Leia mais

Aula 5 O Método dos Volumes Finitos

Aula 5 O Método dos Volumes Finitos Universidade Federal do ABC Aula 5 O Método dos Volumes Finitos EN3224 Dinâmica de Fluidos Computacional Método dos volumes finitos (MVF) Origens: mecânica estrutural, cálculo das variações para condições

Leia mais

Capítulo 1. INTRODUÇÃO

Capítulo 1. INTRODUÇÃO Capítulo 1. INTRODUÇÃO A simulação numérica de problemas de engenharia ocupa atualmente uma posição de destaque no cenário mundial de pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias. O crescente interesse,

Leia mais

MAT2458 ÁLGEBRA LINEAR PARA ENGENHARIA II 2 a Prova - 2 o semestre de T ( p(x) ) = p(x + 1) p(x), (a) 8, (b) 5, (c) 0, (d) 3, (e) 4.

MAT2458 ÁLGEBRA LINEAR PARA ENGENHARIA II 2 a Prova - 2 o semestre de T ( p(x) ) = p(x + 1) p(x), (a) 8, (b) 5, (c) 0, (d) 3, (e) 4. MAT2458 ÁLGEBRA LINEAR PARA ENGENHARIA II 2 a Prova - 2 o semestre de 218 Q1. Considere a transformação linear T : P 3 (R) P 2 (R), dada por T ( p(x) ) = p(x + 1) p(x), para todo p(x) P 3 (R), e seja A

Leia mais

SIMULAÇÃO DE UM ESCOAMENTO BIFÁSICO ÓLEO- ÁGUA EM RESERVATÓRIO DE PETRÓLEO

SIMULAÇÃO DE UM ESCOAMENTO BIFÁSICO ÓLEO- ÁGUA EM RESERVATÓRIO DE PETRÓLEO SIMULAÇÃO DE UM ESCOAMENTO BIFÁSICO ÓLEO- ÁGUA EM RESERVATÓRIO DE PETRÓLEO T. B. FORTUNATO 1, J. C. S. DUTRA 2 e W. B. da SILVA 3 LAMCES Laboratório de Métodos Computacionais, Controle e Estimação Universidade

Leia mais

Ondas Eletromagnéticas

Ondas Eletromagnéticas Capítulo 11 Ondas Eletromagnéticas 11.1 Equação de Onda Mecânica: Corda Considere um pulso de onda que se propaga em uma corda esticada com extremidades fixas. Podemos obter a equação de ondas nesse caso

Leia mais

Comentários sobre a densidade de operação

Comentários sobre a densidade de operação Comentários sobre a densidade de operação A densidade de operação, ou densidade de referência, no software ANSYS CFD, tem grande importância na robustez e convergência de uma simulação de fluidodinâmica

Leia mais

2 Modelagem Matemática do Problema

2 Modelagem Matemática do Problema 2 Modelagem Matemática do Problema O escoamento de uma gota imersa em um fluido através de um capilar é um problema transiente, não linear, bifásico com superfície livre e descrito pela equação de Navier

Leia mais

Física para Engenharia II

Física para Engenharia II Física para Engenharia II 430196 (FEP196) Turma 01111 Sala C-13 3as 15h00 / 5as 9h0. Prof. Antonio Domingues dos Santos Depto. Física Materiais e Mecânica IF USP Ed. Mário Schemberg, sala 05 [email protected]

Leia mais

MAE125 Álgebra Linear /1 Turmas EQN/QIN

MAE125 Álgebra Linear /1 Turmas EQN/QIN MAE25 Álgebra Linear 2 205/ Turmas EQN/QIN Planejamento (última revisão: 0 de junho de 205) Os exercícios correspondentes a cada aula serão cobrados oralmente na semana seguinte à aula e valem nota Todas

Leia mais

Diagonalização de Operadores. Teorema Autovetores associados a autovalores distintos de um operador linear T : V V são linearmente independentes.

Diagonalização de Operadores. Teorema Autovetores associados a autovalores distintos de um operador linear T : V V são linearmente independentes. Teorema Autovetores associados a autovalores distintos de um operador linear T : V V são linearmente independentes. Teorema Autovetores associados a autovalores distintos de um operador linear T : V V

Leia mais

7 Exemplos Numéricos do Caso Não-Linear

7 Exemplos Numéricos do Caso Não-Linear 84 7 Exemplos Numéricos do Caso Não- Neste capítulo é apresentada uma série de exemplos numéricos mostrando a influência da não-linearidade da fundação na resposta do sistema, tanto para o caso de resposta

Leia mais

Capítulo 6: Escoamento Externo Hidrodinâmica

Capítulo 6: Escoamento Externo Hidrodinâmica Capítulo 6: Escoamento Externo Hidrodinâmica Conceitos fundamentais Fluido É qualquer substância que se deforma continuamente quando submetido a uma tensão de cisalhamento, ou seja, ele escoa. Fluidos

Leia mais

4 Modelagem Numérica. 4.1 Método das Diferenças Finitas

4 Modelagem Numérica. 4.1 Método das Diferenças Finitas 4 Modelagem Numérica Para se obter a solução numérica das equações diferenciais que regem o processo de absorção de CO 2,desenvolvido no capitulo anterior, estas precisam ser transformadas em sistemas

Leia mais

Método de Diferenças Finitas

Método de Diferenças Finitas Método de Diferenças Finitas Câmpus Francisco Beltrão Disciplina: Professor: Jonas Joacir Radtke Aplicações Quase todos os problemas em ciências físicas e engenharia podem ser reduzidos a uma equação diferencial.

Leia mais

Algoritmos Numéricos I. Lucia Catabriga 1

Algoritmos Numéricos I. Lucia Catabriga 1 Algoritmos Numéricos I Problema de Valor no Contorno (PVC) Método das Diferenças Finitas Lucia Catabriga 1 1 DI/UFES - Brazil Novembro 2014 Introdução Introdução A solução de Problemas de Valor no Contorno

Leia mais

G4 de Álgebra Linear I

G4 de Álgebra Linear I G4 de Álgebra Linear I 20122 Gabarito 7 de Dezembro de 2012 1 Considere a transformação linear T : R 3 R 3 definida por: T ( v = ( v (1, 1, 2 (0, 1, 1 a Determine a matriz [T ] ε da transformação linear

Leia mais

Dinâmica de gases. Capítulo 04 Choques oblíquos e ondas de expansão

Dinâmica de gases. Capítulo 04 Choques oblíquos e ondas de expansão Dinâmica de gases Capítulo 04 Choques oblíquos e ondas de expansão 4. Introdução Choques normais são um caso especial de uma família de ondas oblíquas que ocorrem em escoamentos supersônicos. Choques oblíquos

Leia mais

Lei de Fourier. Considerações sobre a lei de Fourier. A lei de Fourier é fenomenológica, isto é, desenvolvida de fenômenos observados.

Lei de Fourier. Considerações sobre a lei de Fourier. A lei de Fourier é fenomenológica, isto é, desenvolvida de fenômenos observados. Condução de Calor Lei de Fourier A lei de Fourier é fenomenológica, isto é, desenvolvida de fenômenos observados Considerações sobre a lei de Fourier q x = ka T x Fazendo Δx 0 q taxa de calor [J/s] ou

Leia mais

Comparação entre métodos de resolução de sistemas aplicados à discretização da equação de Poisson via diferenças finitas exponencial

Comparação entre métodos de resolução de sistemas aplicados à discretização da equação de Poisson via diferenças finitas exponencial Comparação entre métodos de resolução de sistemas aplicados à discretização da equação de Poisson via diferenças finitas exponencial Beatriz Liara Carreira; Analice Costacurta Brandi Departamento de Matemática

Leia mais

LOM Teoria da Elasticidade Aplicada

LOM Teoria da Elasticidade Aplicada Departamento de Engenharia de Materiais (DEMAR) Escola de Engenharia de orena (EE) Universidade de São Paulo (USP) OM3 - Teoria da Elasticidade Aplicada Parte 4 - Análise Numérica de Tensões e Deformações

Leia mais

FEP Física para Engenharia II

FEP Física para Engenharia II FEP96 - Física para Engenharia II Prova P - Gabarito. Uma plataforma de massa m está presa a duas molas iguais de constante elástica k. A plataforma pode oscilar sobre uma superfície horizontal sem atrito.

Leia mais

Métodos Iterativos para a Solução da Equação de Poisson

Métodos Iterativos para a Solução da Equação de Poisson Métodos Iterativos para a Solução da Equação de Poisson Valdirene da Rosa Rocho, Dagoberto Adriano Rizzotto Justo, Programa de Pós-Graduação em Matemática Aplicada, PPGMap, UFRGS, 91509-900, Porto Alegre,

Leia mais

Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica Aerodinâmica 1º Semestre 2016/17

Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica Aerodinâmica 1º Semestre 2016/17 Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica Aerodinâmica º Semestre 6/ Exame de ª época, 4 de Janeiro de Nome : Hora : 8: Número: Duração : 3 horas ª Parte : Sem consulta ª Parte : Consulta limitada a livros

Leia mais

3 Implementação Computacional

3 Implementação Computacional 3 Implementação Computacional Neste trabalho considerou-se o estudo da instabilidade elástica e inelástica de estruturas planas como vigas, colunas, pórticos e arcos. No estudo deste tipo de estruturas

Leia mais

Ressonador de Helmholtz.

Ressonador de Helmholtz. Ressonador de Helmholtz. Modelo mecânico do ressonador de Helmholtz O ressonador é composto por um volume V, esférico no caso mostrado na figura, e um gargalo de seção reta S e comprimento l. A primeira

Leia mais

Transferência de Calor

Transferência de Calor Transferência de Calor Convecção Natural - Parte 1 Filipe Fernandes de Paula [email protected] Departamento de Engenharia de Produção e Mecânica Faculdade de Engenharia Universidade Federal

Leia mais

VERIFICAÇÃO DAS EQUAÇÕES DE NAVIER-STOKES UTILIZANDO FORMULAÇÃO TOTALMENTE IMPLÍCITA EM MALHA ADAPTATIVA BLOCO-ESTRUTURADA

VERIFICAÇÃO DAS EQUAÇÕES DE NAVIER-STOKES UTILIZANDO FORMULAÇÃO TOTALMENTE IMPLÍCITA EM MALHA ADAPTATIVA BLOCO-ESTRUTURADA Faculdade de Engenharia Mecânica Universidade Federal de Uberlândia 1 e 2 de Dezembro, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil VERIFICAÇÃO DAS EQUAÇÕES DE NAVIER-STOKES UTILIZANDO FORMULAÇÃO TOTALMENTE IMPLÍCITA

Leia mais

MÉTODO DE ELEMENTOS FINITOS (MEF) -UMA INTRODUÇÃO-

MÉTODO DE ELEMENTOS FINITOS (MEF) -UMA INTRODUÇÃO- MÉTODO DE ELEMENTOS FINITOS (MEF) -UMA INTRODUÇÃO- Curso de Transferência de Calor 1 - FEN03-5190 Prof. Gustavo R. Anjos [email protected] 17 e 23 de junho de 2015 EXEMPLOS - VÍDEOS Escoamento de fluido

Leia mais

Álgebra Linear I - Aula Matriz de uma transformação linear em uma base. Exemplo e motivação

Álgebra Linear I - Aula Matriz de uma transformação linear em uma base. Exemplo e motivação Álgebra Linear I - Aula 19 1. Matriz de uma transformação linear em uma base. Exemplo e motivação 2. Matriz de uma transformação linear T na base β 1 Matriz de uma transformação linear em uma base. Exemplo

Leia mais

Departamento de Engenharia Mecânica. ENG Fenômenos de Transporte I

Departamento de Engenharia Mecânica. ENG Fenômenos de Transporte I Departamento de Engenharia Mecânica ENG1011 - Fenômenos de Transporte I Aula 1: Introdução e Manometria O que é um fluido? Área de aplicação da Mecânica de Fluidos Formulação (leis de conservação; leis

Leia mais

pelo sistema de coordenadas Cartesianas. Podemos utilizar também o sistema de coordenadas

pelo sistema de coordenadas Cartesianas. Podemos utilizar também o sistema de coordenadas A. Coordenadas Curvilineares. Teorema de Gauss em coordenadas curvilineares Para especificar a posição, utilizamos a base e x, e y, e z e x r = y z pelo sistema de coordenadas Cartesianas. Podemos utilizar

Leia mais

EUF. Exame Unificado

EUF. Exame Unificado EUF Exame Unificado das Pós-graduações em Física Para o segundo semestre de 016 Respostas esperadas Parte 1 Estas são sugestões de possíveis respostas Outras possibilidades também podem ser consideradas

Leia mais

Estudo de Bocal em escoamento compressível bidimensional usando as equações de Euler

Estudo de Bocal em escoamento compressível bidimensional usando as equações de Euler Estudo de Bocal em escoamento compressível bidimensional usando as equações de Euler Alexandre Roitman Rosset Escola Politécnica da Universidade de São E-mail : [email protected] Resumo. O presente

Leia mais

GAAL - Exame Especial - 12/julho/2013. Questão 1: Considere os pontos A = (1, 2, 3), B = (2, 3, 1), C = (3, 1, 2) e D = (2, 2, 1).

GAAL - Exame Especial - 12/julho/2013. Questão 1: Considere os pontos A = (1, 2, 3), B = (2, 3, 1), C = (3, 1, 2) e D = (2, 2, 1). GAAL - Exame Especial - /julho/3 SOLUÇÕES Questão : Considere os pontos A = (,, 3), B = (, 3, ), C = (3,, ) e D = (,, ) (a) Chame de α o plano que passa pelos pontos A, B e C e de β o plano que passa pelos

Leia mais

CSE-MME Revisão de Métodos Matemáticos para Engenharia

CSE-MME Revisão de Métodos Matemáticos para Engenharia CSE-MME Revisão de Métodos Matemáticos para Engenharia Engenharia e Tecnologia Espaciais ETE Engenharia e Gerenciamento de Sistemas Espaciais L.F.Perondi Engenharia e Tecnologia Espaciais ETE Engenharia

Leia mais

Um modelo do Método dos Volumes Finitos com malha não estruturada

Um modelo do Método dos Volumes Finitos com malha não estruturada Trabalho apresentado no III CMAC - SE, Vitória-ES, 015. Proceeding Series of the Brazilian Society of Computational and Applied Mathematics Um modelo do Método dos Volumes Finitos com malha não estruturada

Leia mais

Na crista da onda Velocity of propagation Velocidade de propagação 6.4 The motion of water elements on the surface of deep water in Em nenhum destes processos há transporte de matéria... mas há transporte

Leia mais

Funções ortogonais e problemas de Sturm-Liouville. Prof. Rodrigo M. S. de Oliveira UFPA / PPGEE

Funções ortogonais e problemas de Sturm-Liouville. Prof. Rodrigo M. S. de Oliveira UFPA / PPGEE Funções ortogonais e problemas de Sturm-Liouville Prof. Rodrigo M. S. de Oliveira UFPA / PPGEE Série de Fourier Soma de funções ortogonais entre si Perguntas: -existem outras bases ortogonais que podem

Leia mais

Eletromagnetismo Aplicado Propagação de Ondas Eletromagnéticas

Eletromagnetismo Aplicado Propagação de Ondas Eletromagnéticas Eletromagnetismo Aplicado Propagação de Ondas Eletromagnéticas (Revisão) Heric Dênis Farias [email protected] PROPAGAÇÃO DE ONDAS ELETROMAGNÉTICAS Ondas Eletromagnéticas são uma forma de transportar energia

Leia mais

MAE125 Álgebra Linear /2 Turmas EQN/QIN

MAE125 Álgebra Linear /2 Turmas EQN/QIN MAE25 Álgebra Linear 2 205/2 Turmas EQN/QIN Planejamento (última revisão: 26 de outubro de 205) Os exercícios correspondentes a cada aula serão cobrados oralmente na aula seguinte e valem nota Todas as

Leia mais