MANUTENÇÃO DE PAVIMENTOS
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- Bárbara Bastos Balsemão
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1 GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS DE SINOP FACULDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGICAS MANUTENÇÃO DE PAVIMENTOS Conservação de vias urbanas Elevado nível de deterioração Pavimentos de Baixo Custo para Vias Urbanas Villibor, D.F. et al., 2 a edição, São Paulo: Arte & Ciência, 2009 Curso: Engenharia Civil - 9º Semestre Professor: Eng.º Civil Cássio Fernando Simioni Ausência de manutenção preventiva Falta de política de conservação Defeitos Malha viária das cidades de médio e grande porte situação caótica Envelhecimento da rede Grande quantidade de valas abertas Remendos mal executados pelas concessionárias de serviços públicos Aparecimento intenso de trincas Evolução para panelas Ruptura em alguns pontos localizados da rede Aceleração do processo de deterioração da malha viária 1
2 Aceleração do processo de deterioração da malha viária Manutenção adequadade vias públicas Aumento substancial nos serviços emergenciais de conservação Servços de tapa-buraco Tráfego elevado devido a ineficiência dos transportes coletivos Alteração frequente da classe funcional das vias Número insuficiente de vias expressas e rotas de fluxo exclusivas para tráfego pesado, como anéis periféricos circulares Associação com os seguintes fatores Idade elevada dos pavimentos urbanos, muitas vezes superior a 30 anos; Sistemática atual, praticamente somente de serviços de tapa-buraco; Falta de intervenções em serviços de rejuvenescimento e recapeamento em pavimentos em processo de deterioração e recuperação pesada nos pavimentos degradados; Falta de recursos financeiros para um eficiente serviço de manutenção de vias Inexistência de Plano de Gerência de Pavimentos SGP Encadeamento de atividades Planejamento Projeto ATIVIDADES Implantação de pavimentos novos Manutenção e conservação da rede existente 2
3 Sistema de Gerência de Pavimentos (SGP) Sistema de Gerência de Manutenção Viária Ferramenta que pode ser utilizada pelos tomadores de decisão Informações para a análise e comparação de soluções alternativas Análise de custos e benefícios de várias alternativas viáveis, que envolvem os serviços de pavimentação Determinação das necessidades futuras da rede Estrutura do pavimento existente e tipo de tráfego Condições superficiais do pavimento Informações de drenagem do subleito, etc Sistema de Gerência de Manutenção Viária Avaliação das condições superficiais do pavimento Espelhamdiretamenteas condiçõesfuncionaise subjetivamente as estruturais É usualmente apresentada na forma de um índice de serventia do pavimento Atribui conceitos quanto à intensidade e ao grau de severidade dos defeitos superficiais Mecanismos de análise das condições do pavimento Sistema de Gerência de Pavimentos É fundamentado em Modelos de avaliação de prioridades Otimização da rede 3
4 A evolução dos defeitos dos pavimentos ocorre de maneira gradativa até um determinado estágio, a partir do qual o pavimento sofre uma degradação acelerada, ocasionando a ruína de toda a sua estrutura em um curto intervalo de tempo Portanto, torna-se necessário o conhecimento do momento oportuno de intervenção para reestabelecer a serventia a níveis aceitáveis em termos de segurança e conforto aos usuários Plano de Gestãode Manutenção de Pavimentos Urbanos Plano para manter em níveis aceitáveis a serventia dos pavimentos Melhoria dos serviços emergenciais de tapa-buraco, através de uma nova sistemática e adoção de novos materiais; Introdução de uma metodologia de avaliação de pavimentos urbanos; Adoção de novas soluções de recuperação através de novos procedimentos construtivos e materiais, associados à nova metodologia de avaliação; Equacionamento dos recursos financeiros, priorizando os serviços a serem realizados, balizados no índice de serventia urbano proposto. Melhoria dos Serviços Emergenciais de Tapa-Buraco Idade avançada dos pavimentos urbanos Elevado trincamento e oxidação do ligante betuminoso Grande n o de valasabertasporconcession. de serviços públicos, reparadas inadequadequadamente Aceleração do processo de degradação dos pavimentos urbanos, resultando na formação de buracos 4
5 Plano de Gestão Construção e restauração de pavimentos urbanos Serviço de tapa-buraco principal prioridade Metodologia utilizada para rodovias Execução de remendos de qualidade com alta durabilidade Destinação dos recursos financeiros, até então desperdiçados, para outros tipos de manutenção preventiva Apresentam tráfego de fluxo contínuo de veículos e altas velocidades Vias urbanas Geometria irregular Semáforos Interseções não semaforizadas Interferências de serviços públicos Tráfego opera com fluxo descontínuo Baixa velocidade operacional Como função dessas características, torna-se fundamental um estudo mais criterioso de novas alternativas econômicas e técnicas para a manutenção de vias urbanas, evitando ao máximo a manutenção corretiva ou mesmo uma restauração. No entanto, esta exige um conhecimento mais detalhado das condições funcional e estrutural do pavimento, principalmente da condição da superfície do revestimento, obtida por meio de um índice de serventia urbano (ISU), para que se defina o momento mais oportuno para uma determinada intervenção. 5
6 Uso do índice de serventia rodoviário Recomendado pela AASHTO PSI (Present Serviceability Index) Reconstrução de grande parte da malha viária das cidades de médio e grande porte, devido, principalmente, pelo número elevado de intervenções realizadas inadequadamente por concessionárias de serviços públicos, Resultando em valores de irregularidade longitudinal extremamente elevados e, consequentemente, em baixos índices de serventia No caso de vias urbanas, a irregularidade longitudinal deixa de ser o fator principal, pois a velocidade operacional dos veículos é baixa. Se adotado o PSI, que prevê a reconstrução de parte dos pavimentos urbanos, torna-se inconcebível do ponto de vista prático, econômico é técnico Motivo: o sistema viário acha-se em uso e ainda atendendo, mesmo com certo desconforto, aos usuários Utilização de uma metodologia simplificada para o levantamento dos defeitos superficiais Os pavimentosurbanosmerecemum tratamento diferenciado Problemas de treinamento de pessoal Custos mais elevados Para o casode ser adotadauma metodologia complexa Existe uma grande quantidade de procedimentos de levantamento e métodos de avaliação de defeitos superficiais de pavimentos, contudo, sua identificação (precisão e objetividade) não é a mesma alcançada por outras medidas em engenharia. Visando minimizar a adoção de soluções de recuperação derivadas de leventamentos subjetivos, criam-se catálogos de defeitos (em diversos países), com material fotográfico detalhado, a fim de padronizar os tipos de defeitos e severidade dos mesmos. Catalogaçãode defeitostípicos de pavimentos urbanos Padronização dos inventários de levantamento de superfície Primeiropassoparaa implantaçãode um Plano de Gestãode Manutenção Viária 6
7 Na cidade de São Paulo, foram catalogados os defeitos e padronizados os inventários de levantamento de superfície. As avaliações foram realizadas por amostragem, nas diversas regiões da cidade. Foram verificados os defeitos de superfície mais incidentes e mais representativos: trincas de diversos graus de severidade, remendos mal executados, panelas e ondulações, etc. Seu procedimento consiste nos seguintes passos: Separação dos defeitos em no máximo três categorias: Remendos; Panelas/Ondulações e Trincamento Separação da área de incidência em no máximo três categorias: Baixa; Média e Alta Separação da severidade do defeito em três categorias: Baixa; Média e Alta SEVERIDADE DOS DEFEITOS MATRIZ DO PRODUTO DA SEVERIDADE PELA ÁREA DE INCIDÊNCIA Tem por finalidade exprimir o grau de deterioração 7
8 FATORES DE PONDERAÇÃO (F) Cada tipo de defeito representa uma condição peculiar quanto à degradação do pavimento e ao desconforto causado aos usuários 100 ISU = 100 G F + G F + G F 90 Sendo: ( ) R R T T P P - G R, G T e G P = Grau de deterioração para: remendos, trincas e panelas, respectivamente - F R, F T e F P = Fator de ponderação para: remendos, trincas e panelas, respectivamente Considerando que uma via apresente os seguintes defeitos: - Ocorrênciadepanelasem5% daárea,combaixaseveridade Intervalos para o ISU e respectivas Condições do Pavimento - Presençadetrincasem40%daárea,comalta severidade - Incidência de remendos em 20% da área, com média severidade 8
9 1º Passo: Obtenção das categorias quanto à incidência e severidade dos defeitos: - Panelas, categoria A1 para a incidência e categoria S1 para a severidade - Trincas,categoriaA2paraa incidênciae S3paraa severidade - Remendos,categoriaA2 para aincidência es2 paraaseveridade 2º Passo: Obtenção dos graus de deterioração dos defeitos: - GP=1parapanelas - GT =6paratrincas - Gr=4pararemendos 3ºPasso:Cálculo doisu 100 ISU = 100 G F + G F + G F 90 ( ) R R T T P P 100 ISU = 100 ( ) = º Passo: Conclusão Condiçãodo Pavimento: Regular 9
10 GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS DE SINOP FACULDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGICAS MANUTENÇÃO DE PAVIMENTOS Curso: Engenharia Civil - 9º Semestre Professor: Eng.º Civil Cássio Fernando Simioni 10
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