MANUAL OPERATIVO SIMPLIFICADO
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- Alessandra de Figueiredo Sequeira
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1 MANUAL OPERATIVO SIMPLIFICADO MODALIDADE COMPRA COM DOAÇÃO SIMULTÂNEA TIVO
2 GOVERNO DO ESTADO DO TOCANTINS Marcelo de Carvalho Miranda SECRETÁRIO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA Clemente Barros Neto PRESIDENTE DO INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO RURAL DO TOCANTINS Pedro Dias Corrêa DIRETOR DE EMPRENDEDORISMO RURAL Adenieux Rosa Santana COORDENAÇÃO DO PROGRAMA DE AQUISIÇÃO DE ALIMENTOS Ila Raquel de Mello Cardoso Irismar Leopoldino Leão Mauriceia Pereira Santos Erlane da Rocha Fernandes Helio Tavares de Oliveira Maria Lusimeire Moreira Ribeiro
3 Sumário PROGRAMA DE AQUISIÇÃO DE ALIMENTOS PAA... 4 Como funciona o Programa de Aquisição de Alimentos PAA... 4 Qual o objetivo do PAA... 4 Qual o público beneficiário do PAA... 4 a) fornecedores... 4 b) consumidores... 4 Quem pode vender para o PAA... 5 Quem pode receber alimentos do PAA... 5 Quais são as modalidades do PAA... 6 Quais produtos podem ser adquiridos e a legislação sanitária específica para cada produto fornecido... 6 Quais são os limites de participação em cada modalidade do PAA... 9 ADESÃO AO PROGRAMA ª Etapa Adesão, Formalização do Plano Operacional ª Etapa Elaboração da Proposta ª Etapa Execução do Programa PASSO A PASSO PARA A EXECUÇÃO DO SISPAA ª Etapa Qualificação dos Benificiários ª Etapa Aquisição e Doação dos Produtos ª Etapa Pagamento dos Produtos DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA... 14
4 PROGRAMA DE AQUISIÇÃO DE ALIMENTOS PAA Como funciona o Programa de Aquisição de Alimentos PAA? O PAA é coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SESAN) do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), executado em parceria com Estados e municípios. O Programa compra alimentos produzidos pela agricultura familiar, com dispensa de licitação. Esses alimentos são distribuídos gratuitamente a pessoas ou famílias que se encontra em situação de insegurança alimentar ou nutricionais e precisam de suplementação. No caso da execução pelo RURALTINS estas pessoas serão atendidas por meio de entidades que compõem a rede publica de ensino e de assistência social, além dos restaurantes populares, cozinhas comunitárias, bancos de alimentos, entre outros. Qual o objetivo do PAA? Entre os principais objetivos do Programa de Aquisição de Alimentos PAA estão: fortalecer a agricultura familiar; fortalecer circuitos locais e regionais e também as redes de comercialização; valorizar a biodiversidade e a produção orgânica e agroecológica de alimentos; incentivar hábitos alimentares saudáveis; e estimular a organização dos agricultores familiares em cooperativas e associações. Qual o público beneficiário do PAA? O Programa de Aquisição de Alimentos PAA tem como público beneficiário: a) fornecedores: agricultores familiares que vendem/fornecem seus produtos ao Programa, individualmente ou por meio de suas organizações, como associações e cooperativas; b) consumidores: indivíduos em situação de insegurança alimentar e nutricional e os que são atendidos pela rede socioassistencial e pelos equipamentos de segurança alimentar e nutricional, como os restaurantes populares e as cozinhas comunitárias.
5 Quem pode vender para o PAA? Os beneficiários fornecedores do PAA, são os agricultores familiares, assentados da reforma agrária, silvicultores, aquicultores, extrativistas, pescadores artesanais, indígenas, quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais, que atendam aos requisitos previstos no art. 3º da Lei nº , de 24 de julho de Para vender ao PAA, o agricultor deve possuir a DAP Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar PRONAF, instrumento que qualifica a família como sendo agricultora familiar. Também podem vender para o PAA as organizações fornecedoras, que são as cooperativas e outras organizações formalmente constituídas que detenham a DAP Especial Pessoa Jurídica. No caso das aquisições feitas pelo RURALTINS, estas ocorrerão de forma individual, ou seja, diretamente do agricultor, estando ele ou não vinculado a sua Organização. Quem pode receber alimentos do PAA? As Unidades Recebedoras são as entidades que recebem os alimentos e os distribuem aos beneficiários consumidores. Estas entidades podem ser: Centro de Referência de Assistência Social CRAS; Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua Centro POP; Equipamento que oferte o serviço de acolhimento a famílias e/ou indivíduos com vínculos familiares rompidos ou fragilizados, a fim de garantir proteção integral; Entidade e organização de assistência social sem fins lucrativos que, isolada ou cumulativamente, prestem atendimento e assessoramento aos beneficiários da Assistência Social, bem como atuem na defesa e garantia de direitos, e que obrigatoriamente estejam inscritas no conselho municipal de assistência social - CMAS; Centro de Referência Especializado em Assistência Social CREAS; Equipamentos de segurança alimentar e nutricional:
6 Restaurantes Populares; Cozinhas Comunitárias; Bancos de Alimentos; Estruturas públicas que produzam e disponibilizem refeições a beneficiários consumidores, no âmbito das redes públicas de educação, conforme regulamento do Programa Nacional de Alimentação Escolar PNAE, de justiça e de segurança; Redes públicas e serviços públicos de saúde que ofertem serviços de saúde básicos, ambulatoriais e hospitalares por meio do Sistema Único de Saúde SUS, e estabelecimentos de saúde de direito privado sem fins lucrativos que possuam Certificado de Entidade Beneficente da Assistência Social CEBAS, que produzam e disponibilizem refeições a beneficiários consumidores. Quais são as modalidades do PAA? I. Compra com Doação Simultânea II. Compra Direta III. Apoio à Formação de Estoques IV. Incentivo à Produção e ao Consumo de Leite PAA Leite V. Compra Institucional VI. Aquisição de Sementes Quais produtos podem ser adquiridos e a legislação sanitária específica para cada produto fornecido? Por meio da modalidade do PAA Compra com Doação Simultânea poderão ser adquiridos alimentos diversos, desde que observados os normativos de controle sanitário e de qualidade expedidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento MAPA, ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária e pelos demais órgãos responsáveis pela inspeção e fiscalização sanitária em âmbito federal, estadual, distrital e municipal.
7 PRODUTO REGRA DOCUMENTO Para produtos de origem animal, como animais destinados à matança, seus produtos e subprodutos e matérias-primas; o pescado e seus derivados; o ovo e seus derivados; o mel e a cera de abelhas e seus derivados; e o leite e seus derivados, como doce de leite, iogurte, bebida láctea, manteiga e queijo. Para bebidas, como polpa de frutas, suco, néctar, refresco, bebida de fruta, chá, mate, água de coco, além de outras descritas no Decreto N.º 6.871/2009 e na Lei N.º 7.678/1988. Para produtos minimamente processados de origem vegetal como fruta ou hortaliça, ou combinação destas, que tenha sido fisicamente alterada, mas que permaneça no estado O estabelecimento deve estar registrado no Serviço de Inspeção Federal (SIF), Serviço de Inspeção Estadual (SIE), Sistema de Inspeção Municipal (SIM) ou registrado pelos serviços de inspeção que aderiram ao Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária por meio do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI/POA). Portanto, deve ser exigida obrigatoriamente a cópia do registro desse estabelecimento, sendo que durante a execução do projeto deve ser exigida a cópia da renovação do registro, caso expire a validade desse documento recebido anteriormente à formalização da proposta de participação. O estabelecimento e a bebida devem ter registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Portanto, devem ser exigidas obrigatoriamente a cópia do registro desse estabelecimento e a cópia do registro da bebida específica, sendo que durante a execução do projeto deve ser exigida a cópia da renovação desses registros, caso expire a validade desses documentos recebidos anteriormente à formalização da proposta de participação. O estabelecimento deve ter Alvará Sanitário ou Licença de Funcionamento, observando a validade desses documentos. Portanto, deve ser exigida obrigatoriamente a cópia do Alvará Cópia do registro do estabelecimento e Declaração conforme modelo em anexo Cópia do registro do estabelecimento e Cópia do registro da bebida específica e Declaração conforme modelo em anexo. Cópia do Alvará Sanitário ou Licença de Funcionamento do Estabelecimento e Declaração
8 fresco, ou seja, que tenham sido lavados, sanitizados, cortados, fatiados, ralados, picados, descascados, torneados ou na forma de cubos, que são enquadrados como produto de frutas ou produto de vegetais (RDC N.º 272/2005 ANVISA). Para produtos como doce de frutas, farinha, pão, bolo, biscoito, bolacha. Sanitário ou Licença de Funcionamento do estabelecimento, sendo que durante a execução do projeto deve ser exigida a cópia da renovação do alvará sanitário, caso expire a validade do documento recebido anteriormente à formalização da proposta de participação. O estabelecimento deve ter Alvará Sanitário ou Licença de Funcionamento, sendo que alguns desses produtos devem também ter registro, conforme os anexos I e II da RDC N.º 27/2010 da ANVISA. Portanto, deve-se exigir obrigatoriamente a cópia do Alvará Sanitário ou Licença de Funcionamento do estabelecimento e a cópia do registro do produto, nos casos cabíveis, sendo que durante a execução do projeto devem ser exigidas as cópias da renovação desses documentos, caso expire a validade dos documentos recebidos anteriormente à formalização da proposta de participação. conforme modelo em anexo. Entre tosos os casos, Cópia do Alvará Sanitário ou Licença de Funcionamento do Estabelecimento, e, nos casos cabíveis, cópia do registro do produto e Declaração conforme modelo em anexo.
9 Organização Individual Quais são os limites de participação em cada modalidade do PAA? O Decreto nº 8.293/2014 trouxe novos limites para a participação dos agricultores familiares no PAA, seja individualmente ou em organizações, conforme quadro a seguir. MODALIDADE LIMITES Compra com Doação Simultânea Obs.: modalidade executada pelo RURALTINS Doação Simultânea (via organização) 6.500, ,00 PAA Leite 8.000,00 Sendo R$ 4.000,00/semestre Compra Direta 8.000,00 Apoio à Formação de Estoques 8.000,00 Compra Institucional ,00 Por órgão comprador, por ano. Aquisição de Sementes ,00 Doação Simultânea ,00 Apoio à Formação de Estoques ,00 Sendo a primeira operação limitada à R$ ,00 Compra Direta ,00 Compra Institucional ,00 Realizada por meio de chamada pública Aquisição de Sementes ,00 As operações com valor superior a R$ ,00 deverão ser realizadas por meio de chamada pública.
10 ADESÃO AO PROGRAMA 1ª Etapa Adesão, Formalização do Plano Operacional A adesão ao Programa ocorre entre o Governo do Estado do Tocantins e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome MDS. Este Instrumento estabelece o compromisso e a obrigação entre as partes, além de identificar o Órgão responsável pela execução e os responsáveis pelo Programa no âmbito Estadual. Após adesão do Estado ao Programa, o RURALTINS na condição de Órgão Executor, apresenta anualmente o plano operacional ao MDS, constando a estimativa de beneficiários (agricultores e entidades), produtos a serem adquiridos e os recursos necessários, submetendo-os a Coordenação do Programa, sediada na Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional SESAN/MDS para análise. 2ª Etapa Elaboração da Proposta Aprovado o Plano Operacional, a SESAN autoriza a elaboração da proposta, que ocorre no sistema do programa de aquisição de alimentos do PAA, denominado SISPAA. Esta proposta consiste no detalhamento do que foi previsto no Plano Operacional, neste momento, os técnicos das Unidades do RURALTINS responsável pelo Programa do seu respectivo município, identificam, selecionam e qualificam todos os beneficiários que participarão do Programa naquele exercício. Em se tratando de agricultor, é preenchido o Termo de compromisso qualificando o beneficiário, discriminando os produtos e os quantitativos a serem comercializados. No caso das Entidades, também é celebrado um termo de compromisso qualificando a entidade, o responsável legal e seus substitutos, bem como os produtos a serem recebidos. Vencida esta etapa, a documentação produzida é encaminhada a Coordenação do Programa para os procedimentos de alimentação do SISPAA, onde são inseridos os
11 beneficiários, produtos ofertados, quantitativo a ser adquirido e os preços a serem praticados durante os doze meses; 3ª Etapa Execução do Programa Aprovada a proposta pelo Ministério, os técnicos do RURALTINS, acompanhados do controle social, COMSEA municipal, adquirem os produtos dos agricultores familiares e os destinam as Centrais de Recebimento e Distribuição dos Produtos ou diretamente as Entidades contempladas na proposta de participação, momento em que os mesmos são conferidos e recebidos. Concluída a aquisição, o responsável pela operação do Programa no munícipio providencia a juntada de toda a documentação produzida (termo de recebimento e doação dos produtos, nota fiscal, documentos referentes à certificação e termo de recebimento e aceitabilidade), e encaminha-os a Coordenação Central do Programa em Palmas, para os procedimentos de analise e pagamento dos produtos. Concluída esta etapa, é autorizado ao MDS via SISTEMA, o pagamento ao agricultor familiar, que ocorre por meio de um cartão bancário próprio para o recebimento dos recursos do PAA.
12 PASSO A PASSO PARA A EXECUÇÃO DO SISPAA 1ª Etapa Qualificação dos Benificiários 1. Identificar as entidades que estão cadastradas no SISPAA para o respectivo município, verificando a demanda e a discriminação dos produtos planejados para o recebimento. 2. Preencher e assinar os termos de compromisso da unidade recebedora, anexando cópias do CNPJ e documentos pessoais (RG e CPF) dos representantes legais das entidades; 3. Preencher e assinar os termos de compromisso dos beneficiários fornecedores, anexando cópias do CPF e extrato da DAP dos produtores. 4. Certificar se os produtos ofertados atendem aos normativos de controle sanitário e de qualidade expedidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento MAPA, ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária e pelos demais órgãos responsáveis pela inspeção e fiscalização sanitária em âmbito federal, estadual e municipal. 2ª Etapa Aquisição e Doação dos Produtos 1. Gerar por meio do SISPAA os TERMOS DE RECEBIMENTO E ACEITABILIDADE e assinar por extenso juntamente com o produtor, conforme recomendação do Programa; 2. Entregar o Termo de Recebimento e Aceitabilidade ao produtor para que adote as providências de emissão da NOTA FISCAL; 3. Certificar a quantidade e qualidade dos produtos e se os mesmos atendem aos normativos de controle sanitário e de qualidade expedidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento MAPA, ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária e pelos demais órgãos responsáveis pela inspeção e fiscalização sanitária em âmbito federal, estadual, distrital e municipal;
13 4. Inserir o número e data de emissão da NOTA FISCAL no SISPAA e em seguida gerar os TERMOS DE DOAÇÃO; 5. Acompanhar a entrega dos produtos nas Centrais de Recebimento e de Distribuição ou diretamente na Unidade Recebedora, conforme o caso; 6. Atestar juntamente com o responsável pela entidade beneficiada a doação dos produtos, com assinatura por extenso nos TERMOS DE DOAÇÃO; 7. Encaminhar na primeira semana de cada mês à Coordenação do Programa em Palmas, toda a documentação produzida durante a transação de aquisição e doação. 3ª Etapa Pagamento dos Produtos 1. Após aferição da documentação pela coordenação do Programa em Palmas, as notas fiscais são fechadas pelo Coordenador do Programa; 2. Posteriormente ao fechamento das notas, os documentos são apresentados ao Gestor (Presidente do RURALTINS), para fechamento das mesmas no SISPAA, que consiste na autorização de pagamento efetuado pelo SESAM/MDS, via Banco do Brasil; 3. O pagamento ao agricultor familiar ocorre mensalmente e em conta específica para Programa no Banco do Brasil S/A., movimentada por meio do Cartão do PAA.
14 ANEXO MODELO DE DECLARAÇÃO DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA A empresa, inscrita no CNPJ:, com número (informar número de inscrição ou registro do SIM, SIE, SIF, MAPA ou Alvará Sanitário), com sede no município, endereço, neste ato legalmente representada pelo Representante Legal (nome), RG: e CPF: e Representante Técnico (nome), RG:, CPF:, inscrito(a) no: (conselho profissional) sob n (informar o número). Declara que foi processado (nome do alimento), no período de (data do processamento), a quantidade de ( quantidades do alimento em kg), de acordo com a solicitação do produtor ( nome do produtor), CPF: e DAP:. Cidade, / / Assinatura do Responsável Legal (CARIMBO) Assinatura do Responsável Técnico (CARIMBO)
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