Regressão linear múltipla

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Regressão linear múltipla"

Transcrição

1 Pós-Graduação em Agronomia - CPGA-Solos Análise Multivariada Aplicada as Ciências Agrárias Regressão linear múltipla Carlos Alberto Alves Varella

2 Objetivo da disciplina Ensinar modelagem estatística de fenômenos naturais aos alunos de pósgraduação utilizando técnicas da estatística multivariada.

3 Ementa da disciplina Regressão linear múltipla Regressão linear múltipla para dados repetidos Validação da predição Correlação múltipla Análise de componentes principais Análise discriminante de Fisher Análise de variância multivariada - MANOVA Análise de variáveis canônicas

4 Avaliações Uma Prova Trabalhos semanais Trabalho final: Cada aluno deverá apresentar um seminário e um trabalho escrito sobre aplicações de técnicas da estatística multivariada em sua tese.

5 Recursos computacionais SAS: recomendado para análises estatísticas multivariadas por Revistas de nível internacional.

6 Local para baixar arquivos da disciplina pela Internet multivariada.htm

7 Modelos Lineares (revisão) Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro CPGA-CS

8 Modelos lineares Seja Y a variável que queremos predizer a partir de um conjunto de variáveis preditoras X, X,..., X p. Então podemos escrever: Y f X,X,,X, Y representa a resposta; X,X,..., X p são as variáveis estudadas; ε representa outro conjunto de variáveis não consideradas no estudo; p

9 Requisitos da função f Deve prestar-se ao tratamento matemático; Deve ser adequada para o conjunto de dados em estudo; Deve ser simples ou pelo menos mais simples dentre as concorrentes.

10 Condição para que um modelo seja linear Um modelo para as observações Y será linear se: (Y ) Vamos estudar o caso em que os erros são normalmente distribuídos, independentes e homocedásticos. Y, ~ N, Este modelo é definido como Modelo Linear de Gauss-Markov-Normal.

11 A superfície de resposta É a superfície gerada pelos valores da variável de resposta. O modelo linear para uma única variável de resposta Y com p variáveis preditoras é: Y i X i X i p X pi e i i,,,n. Y i = superfície de resposta n = número de observações; p = número de variáveis preditoras. O modelo linear é a chave do negócio, isto é, tem inúmeras aplicações na estatística multivariada.

12 Conseqüências da estimação Duas situações são encontradas na modelagem. A matriz X X de variáveis preditoras X é de posto coluna completo. Neste caso o modelo é chamado de posto completo ou modelo de regressão. É o modelo que estamos estudando;. A matriz X X de variáveis preditoras X é de posto coluna incompleto. Neste caso o modelo é chamado de posto incompleto é o modelo da ANOVA (ANalysis Of VAriance)

13 Conseqüências da estimação Posto ou Rank de matrizes Número de linhas ou colunas linearmente independentes de uma matriz. Em nosso caso, o posto é o número de colunas linearmente independentes da matriz X X, sendo X a matriz dos valores das variáveis preditoras ou independentes No programa computacional MATLAB o comando rank faz uma estimativa do posto de matrizes.

14 Conseqüências da estimação Condições para que a matriz X X seja de posto coluna completo O posto ou rank da matriz X X deve ser igual a p+, ou seja: posto X' X p p é o número de variáveis preditoras estudas no modelo.

15 Conseqüências da estimação Condições para que a matriz X X tenha inversa (X X) - As matrizes que possuem inversa são chamadas NÃO SINGULARES. Somente matrizes quadradas podem ser não singulares. Contudo, nem toda matriz quadrada é não singular;

16 Conseqüências da estimação Quando uma matriz quadrada é singular? Seu determinante é nulo; det(x X) Ao menos uma de suas raízes características é nula. As raízes características são os autovalores da matriz; eig(x X) Seu posto é menor que p; rank(x X) Não é definida positiva ou negativa.

17 Conseqüências da estimação Matriz definida positiva (negativa) Quando todos os autovalores são positivos (negativos).

18 Regressão Linear Múltipla

19 Introdução É uma técnica da estatística multivariada utilizada para a predição de valores de uma ou mais variáveis de resposta (dependentes) a partir de diversas variáveis preditoras ou independentes. JOHNSON, R. A.; WICHERN, D. W. Applied multivariate statistical analysis. 5th ed. Upper Saddle River, New Jersey: Prentice-Hall,, 767 p.

20 Introdução (Cont.) Pode também ser utilizada para estudar o efeito dos preditores sobre as variáveis de resposta. Primeiro trabalho sobre o assunto: Regression Towards Mediocrity in Heredity Stature. Journal of the Anthropological Institute, 5 (885) Mediocridade em função da estatura hereditária Estatística UNIVARIADA. Segundo JOHNSON & WICHERN () nesse artigo o autor não percebeu a importância da técnica para análises multivariadas.

21 Modelagem da Regressão Linear

22 Pressuposições da modelagem O modelo utilizado é o de Gauss-Markov-Normal Pressupõe que a resposta apresenta uma média. Pressupõe ainda que essa média contem erros provenientes de medições aleatórias e de outras fontes não explicitadas pelo modelo. O erro, e conseqüentemente a resposta, são tratados como variáveis aleatórias, que o comportamento é caracterizado assumindo-se uma distribuição NORMAL para os dados experimentais.

23 Estimadores dos parâmetros pelo método dos mínimos quadrados Este método consiste em se determinar o estimador que minimiza a soma do quadrado das diferenças entre valores observados e valores preditos pelo modelo. Y X é o modelo linear Queremos determinar ˆ o estimador de

24 O erro do modelo na forma matricial é: X Y p pn n n p p n n, X X X X X X X X X X, Y Y Y,Y e e e O problema consiste em se ajustar um modelo de regressão. O erro da modelagem Estimadores dos parâmetros pelo método dos mínimos quadrados

25 Modelo de regressão O estimador de beta é chamado de beta chapéu e pode ser determinado por outros métodos de minimização do erro, como por exemplo o método da máxima verossimilhança.,n.,,,i X ˆ X ˆ X ˆ ˆ Ŷ pi p i i i p ˆ ˆ ˆ ˆ Estimadores dos parâmetros pelo método dos mínimos quadrados

26 Estimadores dos parâmetros pelo método dos mínimos quadrados O método dos mínimos quadrados Sabendo que o erro do modelo é: Y X Então o somatório ao quadrado das diferenças dos erros pode ser representado na forma matricial por: Z Y X De acordo com o método temos que minimizar Z

27 Estimadores dos parâmetros pelo método dos mínimos quadrados Minimização da função Z Z Y X Z ' Y X Y X Z Y' ' X' Y X Z Y' Y Y' X ' X' Y ' X' X As matrizes Y Xβ e β X Y uma é a transposta da outra e são de dimensão x, então as matrizes são iguais.

28 Estimadores dos parâmetros pelo método dos mínimos quadrados Diferenciando a função Z Z Y' Y ' X' Y ' X' X dz d' X' Y d' X' X ' X' X d As matrizes (dβ )X Xβ e β X X(dβ) uma é a transposta da outra e são de dimensão x, então as matrizes são iguais. dz dz d' X' Y d' X' d' X' X X' Y X

29 Estimadores dos parâmetros pelo método dos mínimos quadrados Fazendo com que a diferencial de Z seja igual a zero dz Para que a diferencial de Z seja zero d' X' X X' Y Para que dz seja zero, (X Xβ-X Y) deve ser igual a zero. X' X ˆ X' Y

30 Estimadores dos parâmetros pelo método dos mínimos quadrados O beta chapéu Assim é chamado o vetor estimador dos parâmetros de beta. O vetor beta chapéu é determinado resolvendo-se o sistema de equações normais: X' X ˆ X' Y

31 Estimadores dos parâmetros pelo método dos mínimos quadrados Solução do sistema de equações normais Multiplicando-se ambos os membros do sistema de equações por X' X ˆ X' Y X' X Temos: X' X X' X' X X' Y X ˆ X' X X' Y ˆ O modelo de regressão pressupõe um beta chapéu único não tendencioso (blue). Mas isso precisa de ser testado.

32 Regressão Linear Múltipla Conseqüências da estimação O modelo que estamos estudando é o Linear de Gauss-Markov-Normal. Y X, ~ N, Y X este é o erro do modelo

33 Conseqüências da estimação da A média do modelo linear Y população, média' X '. é a esperança matemática também conhecido como Quando trabalhos com dados experimentais assumimos que o estimador da média x barra pode representar a média μ da população. Mas depois precisamos testar se isso é verdadeiro.

34 Conseqüências da estimação Os valores preditos pelo modelo Ŷ em X ˆ modelo, isto é, valores obtidos função são os valores de uma combinação linear de valores de variáveis estimador de,o ˆ. preditos para Y preditoras pelo X e do Quando trabalhos com dados experimentais determinamos o beta chapéu a partir de amostras da população. Por isso é que precisamos testar se esse beta é mesmo estimador não tendencioso.

35 Conseqüências da estimação O erro do modelo de regressão ˆ Y Ŷ ajustado, também chamado de resíduo ou desvio. Y X ˆ é o erro do modelo Este é o erro que calculamos quando trabalhamos com dados experimentais. É um vetor que descreve a distribuição dos dados experimentais. Muitas inferências sobre nossos dados podem ser feitas analisando-se esse vetor.

36 Conseqüências da estimação O que queremos modelar Y Y Ŷ ˆ : é o fenômeno que queremos modelar; Ŷ : é a modelagem do ˆ : é o erro na modelagem do fenômeno estudado; fenômeno. Quando trabalhos com dados experimentais assumimos que nossas observações são capazes de modelar o fenômeno, e depois testamos.

37 Prática Na tabela abaixo apresentamos os valores de uma amostra de 6 observações das variáveis Y i, X i e X i. Y i X i X i,5 6,5, 4,,5 4 6,5 3 6 Fonte: Apostila de INF 664 Modelos Lineares. Adair José Regazzi,UFV, Viçosa,.

38 Montar do sistema de equações normais X Quando a regressão é com intercepto adicionados uma coluna de uns na matriz de dados. X com intercepto X X sem intercepto 6,5,5,, 6,5,5 Y Resposta Y Prática

39 Obtenção da matriz X X Esta matriz é obtida multiplicando-se a transposta da matriz X por ela mesma X X' Prática

40 Obtenção da matriz X Y Esta matriz é obtida multiplicando-se a transposta da matriz X pelo vetor Y. 57 6,5,5,, 6,5, Y X' Prática

41 Prática Sistema de equações normais Estimativa de beta pelos método dos mínimos quadrados Bˆ Bˆ Bˆ ˆ : é o intercepto da equação de regressão; Y i e : são os regressores. 3X i X i : é a equação de regressão

42 Programa na linguagem MATLAB

43 Exemplos de comandos do Programa computacional MATLAB

44 Vetor de parâmetros Resultados obtidos no Programa computacional MATLAB Posto da matriz Determinante da matriz Autovalores da matriz

45 Análise de Variância da Regressão Linear

46 Análise de variância da regressão linear A análise de variância da regressão é a estatística utilizada para testar os regressores. A hipótese nula é que todos os regressores são iguais e zero. Caso isso não ocorra o resultado da análise é significativo, isto é, rejeita-se a hipótese nula. A análise de variância não testa o intercepto. H : p

47 Algumas Pressuposições do Modelo Beta chapéu é um estimador não tendencioso: ˆ A esperança do erro do modelo é zero e a esperança da variância dos erros é constante: e V I

48 Variâncias e Covariâncias do Vetor Estimador dos Parâmetros O vetor estimador dos parâmetros é beta chapéu: A covariância deste vetor é: Cov ( ˆ) [( ˆ ) ( ˆ ) ' ] (X'X) ˆ) Cov( ˆ) ( X ' X ) s ( ( ' ) Cov X X ˆ s é o Quadrado médio do resíduo.

49 Soma de Quadrado do Resíduo Soma dos quadrados dos desvios entre os valores observados e os estimados pela equação de regressão. SQ Re s n i Y i Ŷ i Escrito na forma matricial é: SQ Re s Y' Y ˆ' X' Y

50 Soma de Quadrado Total SQTotal n i Y i n i Y n i Matricialmente podemos escrever: SQTotal Y' Y c c n Y' u u' u é um vetor de s de dimensão n x. Y

51 Soma de Quadrado da Regressão SQ Re g n i Ŷ i Y Na forma matricial escrevemos: SQ Re g ˆ' X' Y n Y' uu' Y

52 Esquema da análise de variância Causa de variação da regressão GL SQ QM F Regressão p ˆ ' X ' Y c SQReg/p Resíduo n-p- Y ' Y ˆ ' X ' Y SQRes/n-p- Total n- Y ' c n =número de observações; p =número de variáveis Análise para dados não repetidos Y QM Re g QM Re s

53 Teste F dos parâmetros F é utilizado para testar a hipótese: H : p É o mesmo que testar se: p Se os erros e i têm distribuição normal e se o quociente F QM Re g QM Re s tem distribuição F (central) com p e n-p- graus de liberdade.

54 Quando o teste F é significativo? Quando F é maior que o tabelado; Quando rejeitamos a hipótese nula; Contudo não é possível concluir quais parâmetros são significativos; Exceto para o caso particular de p=.

55 Teste t dos parâmetros Utilizado para testar hipótese a respeito dos parâmetros da regressão. A estatística utilizada é: t ˆ i i s( ˆ ) i, associado a (n - p -) gl. O teste é significativo quando t é maior que o valor tabelado.

56 Hipóteses a Respeito dos Parâmetros no Modelo Linear A hipótese de nulidade pode ser construída a partir de m combinações lineares independentes H : c' c é uma matriz com m linhas e p+ colunas c' [c c c c p ]

57 θ é um vetor m-dimensional de constantes conhecidas. m

58 Estatística F usada para testar a hipótese H :c =θ Estatística de Wald Para teste F simultâneo dos parâmetros F(H ) (C' ˆ )' [C'(X' X) m ˆ C] (C' ˆ ) Sendo verdadeira a hipótese de nulidade a estatística F(H ) tem distribuição F com m e n-posto[x]=n-p- graus de liberdade.

59 Exemplo: testar a hipótese H : = = Posto [c ]=m= e : H : c' H 3 3 ˆ ' c 3 3 ˆ ' c

60 Exemplo: testar a hipótese H : = = c'(x' x) c c'(x' x) c , 5

61 Exemplo: testar a hipótese H : = = ˆ s QMR y' y n ˆ' x' y p 6 3,, 5,5 F(H ) 6, 75 ** F (;3) 3, 8 (,) % Rejeita-se a hipótese H : = =

62 Estatística t usada para testar a hipótese H :c =θ Podemos usar t para testar hipóteses a respeito de combinações lineares dos parâmetros t c' ˆ c', Vˆ( c' ˆ) associado a (n - p -) gl. n p n posto(x) GLR

63 Teste Simultâneo dos Parâmetros Testa uma única hipótese; Testa um vetor de betas; Não é o mesmo que testar os betas separadamente. Isto é, testar H : e H : Não é o mesmo que testar H : ou H :

64 Programa SAS (reg_cap.sas) proc reg data=sas.ind_v9; /*ndvi rnir gnir arvi savi gndvi*/ model N = gndvi; output out=p p=yhat r=resid; print p; run; quit; proc reg; model yhat=n; test N=, intercept=; run; plot yhat*n; run; quit;

65 Output do SAS Análise de variância do modelo de regressão The SAS System 3:5 Thursday, October 7, 9 5 The REG Procedure Model: MODEL Dependent Variable: N N Analysis of Variance Sum of Mean Source DF Squares Square F Value Pr > F Model Error Corrected Total 4 7 Root MSE 8.48 R-Square.767 Dependent Mean 6. Adj R-Sq.593 Coeff Var

66 Teste t dos beta-chapéu do modelo de regressão Parameter Estimates Parameter Standard Variable Label DF Estimate Error t Value Pr > t Intercept Intercept NDVI NDVI RNIR RNIR GNIR GNIR ARVI ARVI SAVI SAVI GNDVI GNDVI

67 Níveis de N preditos pelo modelo Dependent Predicted Obs Variable Value Residual Sum of Residuals E- Sum of Squared Residuals Predicted Residual SS (PRESS) 8335

68 Gráfico: Predito x Observado

69 Conclusão O modelo de regressão multivariado proposto não pode ser utilizado para predizer níveis de N aplicados no solo.

70 Exemplo de regressão linear múltipla com duas vaiáveis independentes Y X X,5 6,5 4,5 4 6,5 3 6

71 Programa SAS

72 Resumo do Stepwise

73 Valores preditos

74 Regressão entre predito e observado

75 Validação da predição

Variável dependente Variável independente Coeficiente de regressão Relação causa-efeito

Variável dependente Variável independente Coeficiente de regressão Relação causa-efeito Unidade IV - Regressão Regressões Lineares Modelo de Regressão Linear Simples Terminologia Variável dependente Variável independente Coeficiente de regressão Relação causa-efeito Regressão correlação Diferença

Leia mais

BIOESTATÍSTICA. Análise de regressão

BIOESTATÍSTICA. Análise de regressão BIOESTATÍSTICA Análise de regressão Análise de correlação Existe uma associação estatística entre duas variáveis? As duas variáveis são independentes ( ou seja, qual o grau da variação das duas juntas)?

Leia mais

i j i i Y X X X i j i i i

i j i i Y X X X i j i i i Mario de Andrade Lira Junior lira.pro.br\wordpress lira.pro.br\wordpress Diferença Regressão - equação ligando duas ou mais variáveis Correlação medida do grau de ligação entre duas variáveis Usos Regressão

Leia mais

TÉCNICAS EXPERIMENTAIS APLICADAS EM CIÊNCIA DO SOLO

TÉCNICAS EXPERIMENTAIS APLICADAS EM CIÊNCIA DO SOLO TÉCNICAS EXPERIMENTAIS APLICADAS EM CIÊNCIA DO SOLO Mario de Andrade Lira Junior lira.pro.br\wordpress REGRESSÃO X CORRELAÇÃO Diferença Regressão - equação ligando duas ou mais variáveis Correlação medida

Leia mais

Modelo de Regressão Múltipla

Modelo de Regressão Múltipla Modelo de Regressão Múltipla Modelo de Regressão Linear Simples Última aula: Y = α + βx + i i ε i Y é a variável resposta; X é a variável independente; ε representa o erro. 2 Modelo Clássico de Regressão

Leia mais

Técnicas Experimentais Aplicadas

Técnicas Experimentais Aplicadas Técnicas Experimentais Aplicadas em Ciência do Solo Mario de Andrade Lira Junior lira.pro.br/wordpress 7/4/010 1 Principais delineamentos Inteiramente casualizado Segundo mais comum Blocos completos Normalmente

Leia mais

Ralph S. Silva

Ralph S. Silva ANÁLISE ESTATÍSTICA MULTIVARIADA Ralph S Silva http://wwwimufrjbr/ralph/multivariadahtml Departamento de Métodos Estatísticos Instituto de Matemática Universidade Federal do Rio de Janeiro Sumário Revisão:

Leia mais

ANÁLISE MULTIVARIADA APLICADA AS CIÊNCIAS AGRÁRIAS PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA CIÊNCIA DO SOLO: CPGA-CS

ANÁLISE MULTIVARIADA APLICADA AS CIÊNCIAS AGRÁRIAS PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA CIÊNCIA DO SOLO: CPGA-CS ANÁLISE MULTIVARIADA APLICADA AS CIÊNCIAS AGRÁRIAS PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA CIÊNCIA DO SOLO: CPGA-CS ANÁLISE DE VARIÁVEIS CANÔNICAS Carlos Alberto Alves Varella 1 ÍNDICE INTRODUÇÃO... 2 DIMENSIONALIDADE

Leia mais

Capacitação em R e RStudio PROJETO DE EXTENSÃO. Software R: capacitação em análise estatística de dados utilizando um software livre.

Capacitação em R e RStudio PROJETO DE EXTENSÃO. Software R: capacitação em análise estatística de dados utilizando um software livre. UFFS Universidade Federal da Fronteira Sul Campus Cerro Largo PROJETO DE EXTENSÃO Software R: capacitação em análise estatística de dados utilizando um software livre Fonte: https://www.r-project.org/

Leia mais

TÉCNICAS EXPERIMENTAIS APLICADAS EM CIÊNCIA DO SOLO

TÉCNICAS EXPERIMENTAIS APLICADAS EM CIÊNCIA DO SOLO 1 TÉCNICAS EXPERIMENTAIS APLICADAS EM CIÊNCIA DO SOLO Mario de Andrade Lira Junior lira.pro.br/wordpress os direitos autorais. ANÁLISE DA VARIÂNCIA Desdobramento da variância total em seus componentes

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL Campus CERRO LARGO. PROJETO DE EXTENSÃO Software R: de dados utilizando um software livre.

UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL Campus CERRO LARGO. PROJETO DE EXTENSÃO Software R: de dados utilizando um software livre. UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL Campus CERRO LARGO PROJETO DE EXTENSÃO Software R: Capacitação em análise estatística de dados utilizando um software livre. Fonte: https://www.r-project.org/ Módulo

Leia mais

REGRESSÃO LINEAR Parte I. Flávia F. Feitosa

REGRESSÃO LINEAR Parte I. Flávia F. Feitosa REGRESSÃO LINEAR Parte I Flávia F. Feitosa BH1350 Métodos e Técnicas de Análise da Informação para o Planejamento Julho de 2015 Onde Estamos Para onde vamos Inferência Esta5s6ca se resumindo a uma equação

Leia mais

Correlação e Regressão

Correlação e Regressão Correlação e Regressão Vamos começar com um exemplo: Temos abaixo uma amostra do tempo de serviço de 10 funcionários de uma companhia de seguros e o número de clientes que cada um possui. Será que existe

Leia mais

Análise de Regressão Linear Simples e

Análise de Regressão Linear Simples e Análise de Regressão Linear Simples e Múltipla Carla Henriques Departamento de Matemática Escola Superior de Tecnologia de Viseu Introdução A análise de regressão estuda o relacionamento entre uma variável

Leia mais

ANÁLISE DE REGRESSÃO

ANÁLISE DE REGRESSÃO ANÁLISE DE REGRESSÃO Lucas Santana da Cunha http://www.uel.br/pessoal/lscunha/ Universidade Estadual de Londrina 09 de janeiro de 2017 Introdução A análise de regressão consiste na obtenção de uma equação

Leia mais

CORRELAÇÃO E REGRESSÃO

CORRELAÇÃO E REGRESSÃO CORRELAÇÃO E REGRESSÃO Permite avaliar se existe relação entre o comportamento de duas ou mais variáveis e em que medida se dá tal interação. Gráfico de Dispersão A relação entre duas variáveis pode ser

Leia mais

Análise Multivariada Aplicada à Contabilidade

Análise Multivariada Aplicada à Contabilidade Mestrado e Doutorado em Controladoria e Contabilidade Análise Multivariada Aplicada à Contabilidade Prof. Dr. Marcelo Botelho da Costa Moraes www.marcelobotelho.com [email protected] Turma: 2º / 2016 1 Agenda

Leia mais

Predição do preço médio anual do frango por intermédio de regressão linear

Predição do preço médio anual do frango por intermédio de regressão linear Predição do preço médio anual do frango por intermédio de regressão linear João Flávio A. Silva 1 Tatiane Gomes Araújo 2 Janser Moura Pereira 3 1 Introdução Visando atender de maneira simultânea e harmônica

Leia mais

Análise de Dados Longitudinais Modelos de Regressão - Perspecitva Histórica

Análise de Dados Longitudinais Modelos de Regressão - Perspecitva Histórica 1/41 Análise de Dados Longitudinais Modelos de Regressão - Perspecitva Histórica Enrico A. Colosimo/UFMG http://www.est.ufmg.br/ enricoc/ Revisão para Dados Transversais 1 Características Informações amostrais

Leia mais

Estatística Aplicada II. } Regressão Linear

Estatística Aplicada II. } Regressão Linear Estatística Aplicada II } Regressão Linear 1 Aula de hoje } Tópicos } Regressão Linear } Referência } Barrow, M. Estatística para economia, contabilidade e administração. São Paulo: Ática, 007, Cap. 7

Leia mais

Associação entre duas variáveis

Associação entre duas variáveis Associação entre duas variáveis Questões de interesse: Será que duas variáveis são independentes ou pelo contrário dependentes? E se forem dependentes, qual o tipo e grau de dependência? Existem diversas

Leia mais

Disciplina de Modelos Lineares Professora Ariane Ferreira

Disciplina de Modelos Lineares Professora Ariane Ferreira Disciplina de Modelos Lineares 2012-2 Regressão Logística Professora Ariane Ferreira O modelo de regressão logístico é semelhante ao modelo de regressão linear. No entanto, no modelo logístico a variável

Leia mais

Planejamento de Experimentos

Planejamento de Experimentos Planejamento de Experimentos 1 6.4 Os Modelos fatoriais 2 k : o caso geral. O modelo estatístico para um plano 2 k inclui k ( k 2 ( k ) ) efeitos principais efeitos de interação de ordem 2 efeitos de interação

Leia mais

Modelos de Regressão Linear Simples - parte III

Modelos de Regressão Linear Simples - parte III 1 Modelos de Regressão Linear Simples - parte III Erica Castilho Rodrigues 20 de Setembro de 2016 2 3 4 A variável X é um bom preditor da resposta Y? Quanto da variação da variável resposta é explicada

Leia mais

AULAS 17 E 18 Análise de regressão múltipla: estimação

AULAS 17 E 18 Análise de regressão múltipla: estimação 1 AULAS 17 E 18 Análise de regressão múltipla: estimação Ernesto F. L. Amaral 22 e 24 de outubro de 2013 Avaliação de Políticas Públicas (DCP 046) Fonte: Cohen, Ernesto, e Rolando Franco. 2000. Avaliação

Leia mais

Regressão linear múltipla

Regressão linear múltipla Regressão linear múltipla Universidade Estadual de Santa Cruz Ivan Bezerra Allaman Introdução A regressão múltipla é uma generalização da regressão simples, visto que, há mais de uma variável explicativa

Leia mais

REGRESSÃO LINEAR SIMPLES E MÚLTIPLA

REGRESSÃO LINEAR SIMPLES E MÚLTIPLA REGRESSÃO LINEAR SIMPLES E MÚLTIPLA Curso: Agronomia Matéria: Metodologia e Estatística Experimental Docente: José Cláudio Faria Discente: Michelle Alcântara e João Nascimento UNIVERSIDADE ESTADUAL DE

Leia mais

Aula 2 Uma breve revisão sobre modelos lineares

Aula 2 Uma breve revisão sobre modelos lineares Aula Uma breve revisão sobre modelos lineares Processo de ajuste de um modelo de regressão O ajuste de modelos de regressão tem como principais objetivos descrever relações entre variáveis, estimar e testar

Leia mais

DELINEAMENTO EM BLOCOS CASUALIZADOS COM REPETIÇÕES. Profª. Sheila Regina Oro

DELINEAMENTO EM BLOCOS CASUALIZADOS COM REPETIÇÕES. Profª. Sheila Regina Oro DELINEAMENTO EM BLOCOS CASUALIZADOS COM REPETIÇÕES Profª. Sheila Regina Oro Delineamento em Blocos Casualizados com Repetições (DBCr) Utilizado quando temos mais de uma repetição de cada tratamento dentro

Leia mais

Prof. Lorí Viali, Dr.

Prof. Lorí Viali, Dr. Prof. Lorí Viali, Dr. [email protected] http://www.mat.ufrgs.br/~viali/ Em muitas situações duas ou mais variáveis estão relacionadas e surge então a necessidade de determinar a natureza deste relacionamento.

Leia mais

H 0 : m 1 = m 2 =... = m I = 0 H a : pelo menos m u m k, para algum u k (u,k=1,2,...,i)

H 0 : m 1 = m 2 =... = m I = 0 H a : pelo menos m u m k, para algum u k (u,k=1,2,...,i) Em um experimento ao se comparar as médias de tratamentos ou dos níveis de um fator de tratamentos, inicialmente, formula-se a seguintes hipóteses: H 0 : m = m =... = m = 0 H a : pelo menos m u m k, para

Leia mais

AULA 03 Análise de regressão múltipla: estimação

AULA 03 Análise de regressão múltipla: estimação 1 AULA 03 Análise de regressão múltipla: estimação Ernesto F. L. Amaral 17 de julho de 2013 Análise de Regressão Linear (MQ 2013) www.ernestoamaral.com/mq13reg.html Fonte: Cohen, Ernesto, e Rolando Franco.

Leia mais

EXERCÍCIO SOBRE TESTE T

EXERCÍCIO SOBRE TESTE T EXERCÍCIO SOBRE TESTE T 1 Exercício Um estudo para avaliar a influência de um estímulo visual sobre a pressão sistólica em homens foi realizado com 12 indivíduos. Com os dados a seguir definir as hipóteses

Leia mais

Análise de Dados Longitudinais Aula

Análise de Dados Longitudinais Aula 1/35 Análise de Dados Longitudinais Aula 08.08.2018 José Luiz Padilha da Silva - UFPR www.docs.ufpr.br/ jlpadilha 2/35 Sumário 1 Revisão para dados transversais 2 Como analisar dados longitudinais 3 Perspectiva

Leia mais

Análise de Regressão Prof. MSc. Danilo Scorzoni Ré FMU Estatística Aplicada

Análise de Regressão Prof. MSc. Danilo Scorzoni Ré FMU Estatística Aplicada Aula 2 Regressão Linear Simples Análise de Regressão Prof. MSc. Danilo Scorzoni Ré FMU Estatística Aplicada Conceitos Gerais A análise de regressão é utilizada para explicar ou modelar a relação entre

Leia mais

Instituto Federal Goiano

Instituto Federal Goiano Instituto Federal Goiano Conteúdo 1 2 A correlação mede apenas o grau de associação entre duas variáveis, mas não nos informa nada sobre a relação de causa e efeito de uma variável sobre outra Na correlação,

Leia mais

M l u t l i t c i oli l n i e n arid i a d de

M l u t l i t c i oli l n i e n arid i a d de Multicolinearidade 1 Multicolinearidade Quando existem relação linear exata entre as variáveis independentes será impossível calcular os estimadores de MQO. O procedimento MQO utilizado para estimação

Leia mais

Técnicas Multivariadas em Saúde

Técnicas Multivariadas em Saúde Roteiro Técnicas Multivariadas em Saúde Lupércio França Bessegato Dep. Estatística/UFJF 1. Introdução 2. Distribuições de Probabilidade Multivariadas 3. Representação de Dados Multivariados 4. Testes de

Leia mais

Regressão linear simples

Regressão linear simples Regressão linear simples Universidade Estadual de Santa Cruz Ivan Bezerra Allaman Introdução Foi visto na aula anterior que o coeficiente de correlação de Pearson é utilizado para mensurar o grau de associação

Leia mais

Multicolinariedade e Autocorrelação

Multicolinariedade e Autocorrelação Multicolinariedade e Autocorrelação Introdução Em regressão múltipla, se não existe relação linear entre as variáveis preditoras, as variáveis são ortogonais. Na maioria das aplicações os regressores não

Leia mais

Análise de Regressão Linear Múltipla III

Análise de Regressão Linear Múltipla III Análise de Regressão Linear Múltipla III Aula 6 Hei et al., 4 Capítulo 3 Suposições e Propriedades Suposições e Propriedades MLR. O modelo de regressão é linear nos parâmetros O modelo na população pode

Leia mais

INTRODUÇÃO A ECONOMETRIA

INTRODUÇÃO A ECONOMETRIA INTRODUÇÃO A ECONOMETRIA Análise de regressão e uso do Eviews Introdução O modelo de regressão linear se utiliza para estudar a relação que existe entre uma variável dependente e uma ou várias variáveis

Leia mais

Prof. Dr. Marcone Augusto Leal de Oliveira UFJF CURSO INTRODUTÓRIO DE 12 HORAS OFERECIDO PARA A PÓS-GRADUAÇÃO DA UFABC EM NOVEMBRO DE 2017

Prof. Dr. Marcone Augusto Leal de Oliveira UFJF CURSO INTRODUTÓRIO DE 12 HORAS OFERECIDO PARA A PÓS-GRADUAÇÃO DA UFABC EM NOVEMBRO DE 2017 Prof. Dr. Marcone Augusto Leal de Oliveira UFJF CURSO INTRODUTÓRIO DE 2 HORAS OFERECIDO PARA A PÓS-GRADUAÇÃO DA UFABC EM NOVEMBRO DE 207 SUMÁRIO - BREVE DESCRIÇÃO, FUNDAMENTOS, CONCEITOS, CARACTERÍSTICAS,

Leia mais

AULA 12 - Normalidade e Inferência em Regressão Múltipla - Parte 2

AULA 12 - Normalidade e Inferência em Regressão Múltipla - Parte 2 AULA 12 - Normalidade e Inferência em Regressão Múltipla - Parte 2 Susan Schommer Econometria I - IE/UFRJ Testes de hipóteses sobre combinação linear dos parâmetros Na aula passada testamos hipóteses sobre

Leia mais

Delineamento inteiramente casualizado. Mario A. Lira Junior Estatística Aplicada à Agricultura UFRPE

Delineamento inteiramente casualizado. Mario A. Lira Junior Estatística Aplicada à Agricultura UFRPE Delineamento inteiramente casualizado Mario A. Lira Junior Estatística Aplicada à Agricultura UFRPE Características especiais Ambiente é homogêneo Ou na ausência de informação sobre heterogeneidade Delineamento

Leia mais

Esquema Fatorial. Esquema Fatorial. Lucas Santana da Cunha 06 de outubro de 2018 Londrina

Esquema Fatorial. Esquema Fatorial. Lucas Santana da Cunha   06 de outubro de 2018 Londrina Lucas Santana da Cunha http://www.uel.br/pessoal/lscunha 06 de outubro de 2018 Londrina Nos experimentos mais simples comparamos níveis (tratamentos) de apenas um fator; Nos experimentos mais simples comparamos

Leia mais

b) Teste a hipótese de efeito significante do tamanho da população sobre a venda do produto, na presença de renda per capita

b) Teste a hipótese de efeito significante do tamanho da população sobre a venda do produto, na presença de renda per capita Exemplo 1 (continuação a Estime por intervalo de 95% de confiança, o aumento do número médio de lotes vendidos devido a 1000 pessoas a mais na população, mantendo a renda per capita fixa b Teste a hipótese

Leia mais

AULAS 14 E 15 Modelo de regressão simples

AULAS 14 E 15 Modelo de regressão simples 1 AULAS 14 E 15 Modelo de regressão simples Ernesto F. L. Amaral 30 de abril e 02 de maio de 2013 Avaliação de Políticas Públicas (DCP 046) Fonte: Wooldridge, Jeffrey M. Introdução à econometria: uma abordagem

Leia mais

INTRODUÇÃO A MODELOS MISTOS

INTRODUÇÃO A MODELOS MISTOS INTRODUÇÃO A MODELOS MISTOS Delineamento experimental ou desenho experimental, de uma forma bastante simples, é a forma em que os tratamentos (níveis de um fator ou combinações de níveis de fatores) são

Leia mais

Capítulo 3. O Modelo de Regressão Linear Simples: Especificação e Estimação

Capítulo 3. O Modelo de Regressão Linear Simples: Especificação e Estimação Capítulo 3 O Modelo de Regressão Linear Simples: Especificação e Estimação Introdução Teoria Econômica Microeconomia: Estudamos modelos de oferta e demanda (quantidades demandadas e oferecidas dependem

Leia mais

Esse material foi extraído de Barbetta (2007 cap 13)

Esse material foi extraído de Barbetta (2007 cap 13) Esse material foi extraído de Barbetta (2007 cap 13) - Predizer valores de uma variável dependente (Y) em função de uma variável independente (X). - Conhecer o quanto variações de X podem afetar Y. Exemplos

Leia mais

REGRESSÃO E CORRELAÇÃO

REGRESSÃO E CORRELAÇÃO REGRESSÃO E CORRELAÇÃO A interpretação moderna da regressão A análise de regressão diz respeito ao estudo da dependência de uma variável, a variável dependente, em relação a uma ou mais variáveis explanatórias,

Leia mais

Teste F-parcial 1 / 16

Teste F-parcial 1 / 16 Teste F-parcial Ingredientes A hipótese nula, H 0, define o modelo restrito. A hipótese alternativa, H a : H 0 é falsa, define o modelo irrestrito. SQR r : soma de quadrado dos resíduos associada à estimação

Leia mais

Estatística - Análise de Regressão Linear Simples. Professor José Alberto - (11) sosestatistica.com.br

Estatística - Análise de Regressão Linear Simples. Professor José Alberto - (11) sosestatistica.com.br Estatística - Análise de Regressão Linear Simples Professor José Alberto - (11 9.7525-3343 sosestatistica.com.br 1 Estatística - Análise de Regressão Linear Simples 1 MODELO DE REGRESSÃO LINEAR SIMPLES

Leia mais

Teste F-parcial 1 / 16

Teste F-parcial 1 / 16 Teste F-parcial A hipótese nula, H 0, define o modelo restrito. Ingredientes SQR r : soma de quadrado dos resíduos sob H 0. R 2 r: coeficiente de determinação sob H 0. g: número de restrições a serem testadas

Leia mais

BIE5782. Unidade 7: INTRODUÇÃO AOS MODELOS LINEARES

BIE5782. Unidade 7: INTRODUÇÃO AOS MODELOS LINEARES BIE5782 Unidade 7: INTRODUÇÃO AOS MODELOS LINEARES ROTEIRO 1.Motivação 2. Método dos mínimos quadrados 3. Ajuste no R: função lm 4. Resultado no R: objeto lm 5. Premissas, interpretação e diagnóstico 6.

Leia mais

Comparando equações de regressão em dados de saúde

Comparando equações de regressão em dados de saúde Comparando equações de regressão em dados de saúde Terezinha Aparecida Guedes*, Ivan Ludgero Ivanqui e Ana Beatriz Tozzo Martins Departamento de Estatística, Universidade Estadual de Maringá, Av Colombo,

Leia mais

Estatística Experimental

Estatística Experimental Estatística Experimental Prof. Dr. Evandro Bona [email protected] paginapessoal.utfpr.edu.br/ebona Bibliografia Recomendada Barros Neto, B.; Scarminio, I. S.; Bruns, R. E. Como Fazer Experimentos. 4ª

Leia mais

Análise de regressão linear simples. Diagrama de dispersão

Análise de regressão linear simples. Diagrama de dispersão Introdução Análise de regressão linear simples Departamento de Matemática Escola Superior de Tecnologia de Viseu A análise de regressão estuda o relacionamento entre uma variável chamada a variável dependente

Leia mais

PREVISÃO. Prever o que irá. acontecer. boas decisões com impacto no futuro. Informação disponível. -quantitativa: dados.

PREVISÃO. Prever o que irá. acontecer. boas decisões com impacto no futuro. Informação disponível. -quantitativa: dados. PREVISÃO O problema: usar a informação disponível para tomar boas decisões com impacto no futuro Informação disponível -qualitativa Prever o que irá acontecer -quantitativa: dados t DEI/FCTUC/PGP/00 1

Leia mais

Aula Prática 02 Estatística Experimental DELINEAMENTO CASUALIZADO EM BLOCOS. *Planejamento do Experimento Delineamento Casualizado em Blocos (DBC);

Aula Prática 02 Estatística Experimental DELINEAMENTO CASUALIZADO EM BLOCOS. *Planejamento do Experimento Delineamento Casualizado em Blocos (DBC); Aula Prática 02 Estatística Experimental DELINEAMENTO CASUALIZADO EM BLOCOS *Planejamento do Experimento Delineamento Casualizado em Blocos (DBC); proc plan; factors blocos=3 ordered parcelas=9 ordered;

Leia mais

Análise da Regressão. Prof. Dr. Alberto Franke (48)

Análise da Regressão. Prof. Dr. Alberto Franke (48) Análise da Regressão Prof. Dr. Alberto Franke (48) 91471041 O que é Análise da Regressão? Análise da regressão é uma metodologia estatística que utiliza a relação entre duas ou mais variáveis quantitativas

Leia mais

Tratamento Estatístico de Dados em Física Experimental

Tratamento Estatístico de Dados em Física Experimental Tratamento Estatístico de Dados em Física Experimental Prof. Zwinglio Guimarães o semestre de 06 Tópico 7 - Ajuste de parâmetros de funções (Máxima Verossimilhança e Mínimos Quadrados) Método da máxima

Leia mais

NOÇÕES SOBRE EXPERIMENTOS FATORIAIS

NOÇÕES SOBRE EXPERIMENTOS FATORIAIS 3 NOÇÕES SOBRE EXPERIMENTOS FATORIAIS Planejamento de Experimentos Design of Experiments - DOE Em primeiro lugar devemos definir o que é um experimento: Um experimento é um procedimento no qual alterações

Leia mais

Correlação e Regressão Linear

Correlação e Regressão Linear Correlação e Regressão Linear Prof. Marcos Vinicius Pó Métodos Quantitativos para Ciências Sociais CORRELAÇÃO LINEAR Coeficiente de correlação linear r Mede o grau de relacionamento linear entre valores

Leia mais

Disciplina de Modelos Lineares

Disciplina de Modelos Lineares Disciplina de Modelos Lineares 2012-2 Seleção de Variáveis Professora Ariane Ferreira Em modelos de regressão múltipla é necessário determinar um subconjunto de variáveis independentes que melhor explique

Leia mais

ESQUEMA FATORIAL. Lucas Santana da Cunha Universidade Estadual de Londrina Departamento de Estatística

ESQUEMA FATORIAL. Lucas Santana da Cunha   Universidade Estadual de Londrina Departamento de Estatística ESQUEMA FATORIAL Lucas Santana da Cunha http://www.uel.br/pessoal/lscunha Universidade Estadual de Londrina Departamento de Estatística 22 de julho de 2017 Esquema Fatorial Nos experimentos mais simples

Leia mais

Universidade Federal de Viçosa Departamento de Estatística

Universidade Federal de Viçosa Departamento de Estatística Universidade Federal de Viçosa Departamento de Estatística Prova Seletiva para o Programa de Pós-Graduação em Estatística Aplicada e Biometria. Nível Doutorado - 22/nov/2013 Nome: Assinatura:. Número do

Leia mais

Experimentos Fatoriais

Experimentos Fatoriais Experimentos Fatoriais Lucas Santana da Cunha http://www.uel.br/pessoal/lscunha 14 de março de 2019 Londrina Nos experimentos mais simples comparamos níveis (tratamentos) de apenas um fator; Nos experimentos

Leia mais

Procedimento Complementar para Validação de Métodos Analíticos e Bioanalíticos usando Análise de Regressão Linear

Procedimento Complementar para Validação de Métodos Analíticos e Bioanalíticos usando Análise de Regressão Linear Procedimento Complementar para Validação de Métodos Analíticos e Bioanalíticos usando Análise de Regressão Linear Rogério Antonio de Oliveira 1 Chang Chiann 2 1 Introdução Atualmente, para obter o registro

Leia mais

Modelos de Regressão Múltipla - Parte VII

Modelos de Regressão Múltipla - Parte VII 1 Modelos de Regressão Múltipla - Parte VII Erica Castilho Rodrigues 26 de Janeiro de 2016 2 3 Vimos como ajustar um modelo não linear fazendo transformações das variáveis, como, por exemplo Y = exp{β

Leia mais

Delineamento e Análise Experimental Aula 4

Delineamento e Análise Experimental Aula 4 Aula 4 Castro Soares de Oliveira ANOVA Significativa Quando a aplicação da análise de variância conduz à rejeição da hipótese nula, temos evidência de que existem diferenças entre as médias populacionais.

Leia mais

Modelagem do comportamento da variação do índice IBOVESPA através da metodologia de séries temporais

Modelagem do comportamento da variação do índice IBOVESPA através da metodologia de séries temporais Modelagem do comportamento da variação do índice IBOVESPA através da metodologia de séries temporais João Eduardo da Silva Pereira (UFSM) [email protected] Tânia Maria Frighetto (UFSM) [email protected]

Leia mais

Estudar a relação entre duas variáveis quantitativas.

Estudar a relação entre duas variáveis quantitativas. Estudar a relação entre duas variáveis quantitativas. Exemplos: Idade e altura das crianças Tempo de prática de esportes e ritmo cardíaco Tempo de estudo e nota na prova Taxa de desemprego e taxa de criminalidade

Leia mais

Análise da Regressão múltipla: Inferência. Aula 4 6 de maio de 2013

Análise da Regressão múltipla: Inferência. Aula 4 6 de maio de 2013 Análise da Regressão múltipla: Inferência Revisão da graduação Aula 4 6 de maio de 2013 Hipóteses do modelo linear clássico (MLC) Sabemos que, dadas as hipóteses de Gauss- Markov, MQO é BLUE. Para realizarmos

Leia mais

Pesquisador. Planejamento de Experimentos Design of Experiments - DOE NOÇÕES SOBRE EXPERIMENTOS FATORIAIS. 1 - Fixar T e variar P até > Pureza

Pesquisador. Planejamento de Experimentos Design of Experiments - DOE NOÇÕES SOBRE EXPERIMENTOS FATORIAIS. 1 - Fixar T e variar P até > Pureza 3 NOÇÕES SOBRE EXPERIMENTOS FATORIAIS Planeamento de Experimentos Design of Experiments - DOE Em primeiro lugar devemos definir o que é um experimento: Um experimento é um procedimento no qual alterações

Leia mais

Estatística II Licenciatura em Gestão. Parte I

Estatística II Licenciatura em Gestão. Parte I Estatística II Licenciatura em Gestão 1 o semestre 2015/2016 ER - 03/02/2016 09:00 Nome N o Espaço reservado a classificações A utilização do telemóvel, em qualquer circunstância, é motivo suficiente para

Leia mais

Mario de Andrade Lira Junior - Reservados todos os direitos autorais.

Mario de Andrade Lira Junior   - Reservados todos os direitos autorais. Mario de Andrade Lira Junior www.lira.pro.br todos os direitos autorais. 27/6/2010 1 Caso especial do fatorial, com todas as características do mesmo Principal diferença é o uso de parcelas diferentes

Leia mais