Introdução à Cronoanálise
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- Benedito Carneiro Esteves
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1 Introdução à Cronoanálise Prof. Rafael H. P. Lima Blog Aprendendo Gestão
2 Introdução à Cronoanálise O que é cronoanálise? A cronoanálise é a abordagem mais popular para a realização de estudos de tempos, se baseando na cronometragem para determinar o tempo padrão de uma operação O que é estudo de tempos? O estudo de tempos é usado na determinação do tempo necessário para uma pessoa qualificada e bem treinada, trabalhando em ritmo normal, executar uma tarefa especificada. Este tempo é denominado o tempo padrão da operação.
3 Introdução à Cronoanálise Tipos de Cronômetros Há basicamente dois tipos de cronômetro que podem ser usados na cronoanálise Cronômetro tradicional: mede o tempo em segundos, minutos e horas; mais barato, porém torna difícil calcular estatísticas de tempo; Cronômetro decimal: mede o tempo em frações de minutos ou horas A medição do tempo em minutos decimais facilita a realização de cálculos de médias e de desvios padrão
4 Introdução à Cronoanálise Etapas de um estudo de tempos usando cronoanálise Estudo da operação e divisão em elementos para medição Verificar a estabilidade das medições e o tamanho da amostra estudada Escolha do operador que participará da medição de tempos Avaliar o ritmo do operador e determinar tolerâncias Observar o operador e registrar os tempos ao longo de uma amostra de ciclos Calcular o tempo padrão da operação
5 Considere a seguinte situação... Um operador é responsável pela separação de pedidos a serem atendidos. O sistema de informação possui a relação de todos os pedidos pendentes. Para cada pedido o operador separa os itens solicitados, coloca-os numa caixa, imprime uma etiqueta com o destinatário e coloca a caixa em uma esteira. Qual é o primeiro passo para fazermos um estudo de cronoanálise neste processo?
6 Primeiro passo: dividir a atividade em elementos para medição do tempo Elemento 1 2 Descrição Procurar no sistema o próximo pedido; Ler o conteúdo que deve ser colocado na caixa Pegar uma caixa e colocar os itens do pedido dentro da caixa 3 Fechar a caixa com fita adesiva 4 5 Preparar e colar na caixa uma etiqueta com os dados do destinatário Colocar a caixa na esteira rolante e informar no sistema que o pedido foi preparado e despachado
7 Segundo passo: escolha do operador O supervisor da operação deve apontar um funcionário com desempenho médio em comparação com os demais O funcionário escolhido deve ser bem treinado no método a ser estudado O responsável pelo estudo deve explicar ao funcionário o objetivo do estudo de tempos e deve certificar-se que ele compreendeu o objetivo Funcionários que já participaram de outros estudos podem ser escolhidos A abordagem com o funcionário deve ser amigável e todos os questionamentos esclarecidos
8 Terceiro passo: realizar a medição de tempo ao longo de alguns ciclos. Para estudos iniciais, 10 a 20 ciclos são o bastante Elementos Ciclos ,58 1,01 0,29 0,50 0,20 2 0,44 1,37 0,26 0,54 0,20 3 0,46 1,22 0,32 0,64 0,18 4 0,48 1,08 0,25 0,60 0,22 5 0,62 1,36 0,30 0,56 0,21 6 0,60 1,23 0,29 0,53 0,18 7 0,54 1,33 0,28 0,44 0,18 8 0,53 1,14 0,27 0,43 0,18 9 0,49 1,32 0,31 0,58 0, ,54 1,12 0,33 0,47 0,18
9 Quarto passo: avaliação do ritmo do operador, tomando como base que um operador em ritmo normal deveria receber avaliação 100% Em nosso exemplo, vamos considerar que o operador trabalho um pouco mais lento que o normal e recebeu avaliação 95% Vamos adotar 10% de tolerância para necessidades pessoais e descanso Quinto passo: cálculo do tempo padrão da operação Medições de tempo Avaliação de Ritmo (%) Tolerâncias (%) Tempo Observado da Operação Tempo Normal Tempo Padrão
10 Elementos Ciclos ,58 1,01 0,29 0,50 0,20 2 0,44 1,37 0,26 0,54 0,20 3 0,46 1,22 0,32 0,64 0,18 4 0,48 1,08 0,25 0,60 0,22 5 0,62 1,36 0,30 0,56 0,21 6 0,60 1,23 0,29 0,53 0,18 7 0,54 1,33 0,28 0,44 0,18 8 0,53 1,14 0,27 0,43 0,18 9 0,49 1,32 0,31 0,58 0, ,54 1,12 0,33 0,47 0,18 Tempo médio 0,528 1,218 0,290 0,529 0,195 Tempo Observado da Operação (TO) 2,76 minutos
11 Cálculo do Tempo Normal O tempo normal é obtido aplicando o fator de avaliação de ritmo (R) TN = TO R 100 TN = 2, = 2,622 Observação 1: Se o ritmo for menor que 100%, o tempo normal (TN) será menor que o tempo observado (TO), pois um funcionário em ritmo normal (100%) faria a tarefa mais rapidamente (demoraria menos tempo) Observação 2: Se o ritmo for maior que 100%, o tempo normal (TN) será maior que o tempo observado (TO), pois um funcionário em ritmo normal (100%) faria a tarefa mais lentamente (demoraria mais tempo)
12 Cálculo do Tempo Padrão O Tempo Padrão (TP) é obtido aplicando as tolerâncias (T) ao Tempo Normal (TN) TP = TN 1 + T 100 TP = 2, = 2,8842 O tempo padrão para processar um pedido é de 2,8842 minutos, o que é equivalente a 2:53 (2 minutos e 53 segundos)
13 Determinação da Capacidade Produtiva Suponha que o operador trabalhe 8 horas por dia nessa operação. A capacidade (C) deste processo é de: C = 480 2,8842 = 166,42 Um funcionário trabalhando em ritmo normal e com tolerância de 10% para descanso e necessidades pessoais conseguirá processar 166 pedidos por dia Se a empresa tem pedidos por dia, precisará de 11 funcionários nesta operação Qtd Funcionarios = = 10,84
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