COENZIMAS E FUNÇÃO COEZIMÁTICA

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2 I - Introdução COENZIMAS E FUNÇÃO COEZIMÁTICA As vitaminas hidrossolúveis são compostos com atuação essencial em muitos aspectos metabólicos, incluindo o metabolismo de carboidratos, lipídios e aminoácidos. Essas vitaminas atuam como coenzimas, sendo o grupo prostético de enzimas responsáveis por reações bioquímicas essenciais. Têm como características comuns o fato de não apresentarem valor calórico, não contribuírem para aumento da massa corpórea e que sendo hidrossolúveis, são armazenadas em pequena quantidade no organismo. Porém, as vitaminas do complexo B são particularmente importantes nos aspectos relacionados à produção de energia. Entre suas múltiplas funções, a vitamina C tem a capacidade de ceder e receber elétrons, o que lhe confere papel antioxidante significativo. De um modo geral, as vitaminas hidrossolúveis são compostos necessários à manutenção, crescimento e ao funcionamento adequado do organismo. A deficiência das vitaminas hidrossolúveis está associada à várias doenças, como por exemplo a pelagra, beribéri, escorbuto e anemia megaloblástica e que, sendo hidrossolúveis, são armazenadas em pequena quantidade no organismo são fontes de calorias Função Coenzimática Muitas enzimas requerem componentes químicos não protéicos para sua função, que pode ser uma molécula orgânica denominada de coenzima ou componente inorgânico como íons, tais como Fe 2+, Mg 2+, Mn 2+ ou Zn 2+. Algumas enzimas requerem ambos, uma coenzima e um ou mais íons metálicos para exibirem sua atividade.

3 Uma coenzima (ou íon metálico) que está covalentemente ligada à parte protéica da enzima é chamada de grupo prostético. As coenzimas funcionam como transportadoras transitórias de alguns grupos funcionais específicos derivados do substrato. Muitas vitaminas são precursoras das coenzimas. As vitaminas podem ser definidas como compostos orgânicos que são exigidos nutricionalmente em pequenas quantidades. A ausência ou deficiência relativa de vitamina na dieta conduz a estados característicos de deficiência e doenças. As deficiências são prevenidas pelo consumo de grande variedade de alimentos em quantidades adequadas. II. Classificação das Vitaminas Com base na solubilidade nos lipídios e nos solventes orgânicos ou em água, as vitaminas são classificadas em dois grandes grupos que são: 1) Vitaminas hidrossolúveis: São solúveis em água e neste grupo incluem-se as vitaminas B essenciais na nutrição humana: tiamina (B 1 ), riboflavina (B 2 ), niacina (ácido nicotínico, nicotinamida B 3 ), pantotânico (B 5 ) Vitamina B 6 (pirodixina, pirodoxal, pirodoxamina), biotina, vitamina B 12 (cobalamina) e ácido fólico. Estas vitaminas normalmente não são armazenadas no organismo, o que exige um abastecimento quase que diário. Devido À solubilidade em água, o excesso é liberado através de urina e raramente se acumulam em concentrações tóxicas. Por não estarem associada à fração lipídica, os fatores que afetam a absorção das gorduras não afetam a absorção de vitaminas hidrossolúveis.

4 2. Vitaminas lipossolúveis. Solúveis nas gorduras são moléculas apolares e hidrofóbicas, derivados do isopreno (H 2 C = C - C CH 2 ). CH 2 Não são sintetizadas pelo organismo em quantidade adequadas e devem, portanto ser suportadas na dieta. Para serem absorvidas, eficientemente, necessitam que ocorra a absorção normal de gordura. Uma vez absorvidas, são transportadas no sangue e ligadas às lipoproteínas. Vitaminas Hidrossolúveis Normalmente, esse grupo de vitaminas é precursor de coenzimas em alguns sistemas enzimáticos que transportam grupos funcionais específicos (Tabela 1). Vitamina Coenzima Grupos Funcionais Transferidos Tipo de reação o processo catalisador Tiamina Tiamina pirofosfato Aldeídos Descarboxilação de α-cetácidos Riboflavina FMN, FAD Elétrons Reações de óxidoredução Ácido nicotínico NAD, NADP Íons hidreto (:H - ) Reações de óxidoredução Ácido pantotênico Coenzima A Grupos acila Piridoxina Piridoxal-fosfato Grupo amino Biotina Biocitina CO 2 Ácido fólico (folato) Tetraidrofólico Unidades monocarbônicas Vitamina B 12 Desoxiadenosil Átomos de hidrogênio Ácido ascórbico Desconhecida Reações da hidroxilação.

5 Tiamina (Vitamina B1) a) Estrutura e Função A tiamina consiste em dois anéis, um pirimidínico e outro tiazólico unidos por uma ponte metilênica (Figura 1). A tiamina na forma de tiamina pirofosfato atua como coenzimas de diversos sistemas enzimáticos, nos quais grupos aldeídos são transferidos de um doador (substrato) para uma molécula receptadora. Em tais reações a tiamina-pirofosfato serve como transportador intermediário do grupo aldeído, ele é covalentemente ligado ao anel tiazólico (parte funcional da tiamina pirofosfato). Figura 1- Tiamina e suas formas ativas Um exemplo é a reação catalisada pelo com plexo da piruvato desidrogenase que participa da via principal de oxidação dos

6 carboidratos. Nessa reação ocorre uma descarboxilação oxidativa do piruvato (produto final da glicólise), no qual o grupo carboxila é removido do piruvato na forma de CO 2, e o restante da molécula de piruvato, acetaldeído, que está ligado no C-2 do anel, forma-se o seu derivado hidroxietil-tpp, é clivado da coenzima liberando acetaldeído (Figura 1A). Este composto tornará o grupo acetila do acetil-coa. Outras enzimas, como pivurato descarboxiliase e a α- cetuglutarato desidrogenese, requerem a tiamina pirofosfato como coenzima. Figura 1A Descarboxilação enzimática do pivurato pela pivurato desidrogenase. b) Deficiência em Tiamina A deficiência em tiamina na dieta humana reduz o beribéri. O beribéri no homem é um estágio avançado de deficiência em tiamina e se caracteriza por alterações do sistema nervoso periférico causado pelo acúmulo do piruvato.

7 A tiamina se encontra em quase todas as plantas e tecidos animais comumente usados como alimento. Os grãos de cereais não refinados e carnes são ótimas fontes da vitamina. O beribéri ocorre em forma mais edêmica nas regiões onde o arroz polido e/ou alimentos refinados, tais como açúcares e farinhas constituem a base da alimentação humana. Os sintomas incluem acúmulo de fluidos corporais (inchaço), dores, paralisia, volume aumentado do coração, e última instância, morte. 2) Riboflavina (Vitamina B 2 ) a) Estrutura e função A Riboflavina consiste de um anel heterocíclico da isoaloxasina unido ao ribitol, um álcool derivado de açúcar. A riboflavina é componente de suas coenzimas intimamente relacionadas: flavina-monocleotídeo (FMN) e a flavina-adeninadinucleotídeo (FAD). Elas funcionam como grupos prostéticos ligados a molécula de desidrogenase conhecida como flavoproteínas, enzimas que catalisam reações de óxido-redução. Muitas flavoproteínas contêm um ou mias metais, molibdênio e ferro, como cofatores essenciais (Figura 2). Figura 2 Riboflavina (vitamina B 2 ) e suas formas coenzímicas.

8 Flavoproteínas enzimáticas encontram-se amplamente distribuídas e são importantes no metabolismo de mamíferos, por exemplo, α-aminoáciodos-oxida se na desaminação de aminoácido, succinato-desidrogenase o ciclo do ácido cítrico, acil-coadesidrogenase e as flavoprotéinas transportadoras de elétrons na oxidação de ácidos-graxos, NADH-desidrogenase o principal componentes de cadeia respiratória na mitocôndria. Todos esses sistemas enzimáticos são prejudicados na deficiência de riboflavina. Durante as reações catalisadas por essas enzimas o anel de isoaloxazina dos nucleotídeos da flavina sofre a redução reversível, recebendo de um substrato reduzindo um ou dois elétrons na forma de átomos de hidrogênio, as formas reduzidas são abreviadas por FADH, e FMNH 2 (Figura 2A). Figura 2A - A transferência de um par de átomos de hidrogênio do substrato para o anel de isoaloxasina do FMN ou do FAD por uma flavina-desidrogenase. b) Deficiência da Riboflavina No homem a deficiência de riboflavina caracteriza-se por sintomas epidêmicos e oftálmicos. Nos indivíduos carentes observase: pele áspera e sulcos em torno da boca, denominados queilose, dermatite e vascularização córnea.

9 3) Ácido Nicotínico a) Estrutura e Função Niacina é o nome genérico que engloba o ácido nicotínico e a nicotinamida que atuam como fonte de vitamina na dieta. O ácido nicotínico caracteriza-se por apresentar um núcleo peiridínico com um radical carboxílico no carbono-3. Se a hidroxila do radical carboxílico for substituída por um radical amínico (NH2), temse a nicotinamida. A nicotinamida é um componente de duas coezimas relacionadas, nicotinamioda-adenina-dinucleotídeo (NAD) e nicotinamida-adenina-dinucleotídeo-fosfato (NADP). A nicotinamida-adenina-dinucleotídeo (NAD + ) na sua forma oxidada e o seu análogo nicotinamida-adenina-dinucleotídeo-fosfato (NADP + ). São compostos de dois nucleotídeos unidos através de seus grupos fosfatos por uma ligação de anidrido de ácido fosfórico (Figura 3).

10 Figura 3 - As estruturas de suas formas coenzímicas ativas, nicotinamida-adenina dinucleotídeo-fosfato (NAD) e nicotinamida-adenina-dinucleotídeofosfato (NADP). Ambas as coenzimas sofrem redução reversível do anel nicotinamida. Como uma molécula de substrato (MH 2 ) sofre oxidação (desidrogenação), liberando dois átomos de hidrogênio, a forma oxidada do nucleotídeo (NAD + ou NADP + ) recebe um íon hidreto (:H -, o equivalente de um próton e dois elétrons) e é transformada na sua forma reduzida NADH ou (NADPH). O segundo H + removido do substrato é liberado para o solvente aquoso (Figura 3A). Figura 3A Reação genérica mostrando como NAD + como coenzima em reações enzimáticas de desidrogenação. O componente de nicotinamida destas coenzimas serve como transportador temporário do íon hidreto que é removido enzimaticamente da molécula do substrato pela ação de certas desidrogenases. Um exame de tal reação enzimática é a catalisada pelo malato-desidrogenase: nela o malato é desidrogenado para formar oxaloacetato, um passo metabólico na oxidação de carboidratos e de ácidos graxos. Esta enzima catalisa a transferência reversível de um íon hidreto ao NAD +, formando NADH; outro átomo de hidrogênio deixa o grupo hidroxila do melato e aparece com hidrogênio livre: L malato + NAD + oxaloacetato + NADH + H+

11 São conhecidas muitas desidrogenases desse tipo, cada uma delas especificamente para um determinado substrato. Papel Bioquímico da Niacina O NAD e o NADP participam nas seguintes reações do metabolismo bioquímico dos animais. 1) Metabolismo dos carboidratos a) Oxidação aneróbica e aeróbica da glicose b) Ciclo do ácido cítrico. 2) Metabolismo de proteínas e de aminoácidos a) degradação e síntese de aminoácido. b) oxidação de cadeias de carbono via ciclo do ácido cítrico. 3) Metabolismo dos lipídios a) síntese e degradação do glicerol. b) síntese e oxidação de ácidos graxos. c) síntese de esteroides. d) oxidação de unidades de 2C via ciclo do ácido cítrico. b) Deficiência A falta de niacina causa pelagra, cujos sintomas incluem ulceração na boca, dermatite das áreas expostas à luz solar, náuseas e diarreias. São frequentes os distúrbios do sistema nervoso central que conduzem o individuo à demência. A síntese de niacina ocorre em todos os seres viços. Todavia, o estabelecimento do teor de niacina dos alimentos deve considerar o fato de que o triptófano, aminoácido essencial, pode ser convertido a NAD +.

12 Normalmente a pelagra aparece nas populações que tem o milho como base de sua alimentação. De fato, no milho existe niacina, porém de forma combinada não disponível. A niacitina, da qual a niacina pode ser liberada por pré-tratamento com álcali. O triptofano contribui para um suprimento adequado de niacina ao organismo, entretanto, muitas das dietas causadoras de pelagra, além de serem deficientes em niacina, são também deficientes de triptofano. Outras condições que conduzem aos sintomas da pelagra incluem a síndrome carcinóide maligna na qual o metabolismo ao triptofano é dirigido a serotonina e na doença de Hartnup, quando a absorção de triptofano é prejudicada. 4) Ácido Pantotênico a) Estrutura e função: O ácido pantotênico é um componente da coezima A, a qual é composta por adenosina 3 -fosfota-5 -pirofosdato, unida em ligação éster à vitamina ácido pantotênico, que por sua vez, é ficada à β- mercapto-etilamina por uma ligação amida. A fração mercaptoetilamina apresenta um grupo rativo tiol (-SH) e a ele liga-se covalentemente o grupo acila formando tioéster (éster de tiol). Desta maneira, ocorre a formação de molécula de acetil-coenzima A ou abreviada, acetil-coa (Figura 4).

13 Figura 4- A estrutura da coenzima. A figura 4A mostra como o grupo tiol da coenzima A funciona transportando grupamento acila. Na primeira relação forma-se acetil- CoA iniciando a descarboxilação oxidativa ao piruvato pelo complexo enzimático da piruvato desidrogenese. Na segunda reação, o grupo acetil da acetil-coa, é transferido para o oxaloacetato. Esta reação é a primeira do ciclo do ácido cítrico, a via central da degradação oxidativa dos carboidratos nas células aeróbicas.

14 Figura 4A - Papel da coenzima A nas reações do complexo da piruvato desidrogenase e da citrato sintase. A Figura 4B mostra os aspectos do metabolismo do grupo acetil da acetil-coa.

15 Figura 4B - Aspectos do metabolismo do grupo acetil b) Deficiência A deficiência do ácido pantotênico é rara porque é amplamente encontrado nos alimentos, sendo particularmente em abundância em tecidos animais, grãos integrais, de cereais e legumes. 5) Piridoxina (Vitamina B 6 ) a) Estrutura e função: O grupo da vitamina B 6 consiste de três compostos relacionados: piridoxina, piridoxal e piridoxamina, os quais são, biologicamente, facilmente interconvertíveis. A forma ativa da vitamina B 6 é o pirodoxal-fosfato, ocorrendo também sua amínica, a pirodoxamina-fosfato (Figura 5).

16 Figura 5 - formas da vitamina B 6 O pirodoxal-fosfato é o grupo prostético de numerosas enzimas que catalisam reações de aminoácidos, e está firmemente ligado à sua parte protéica. Destas reações as mais comuns e melhores conhecidas são as transaminações. As enzimas que catalisam estas reações são chamadas transaminases ou aminotransferases onde o piridoxal-fosfato liga-se firmemente a elas e serve como transportador transitório do grupo amino do doador, aminoácido, ao receptor deste grupo amino, o α-cetoácido. Durante o ciclo catalítico das aminotransferrases, o grupo, do aminoácido é transferido para o piridoxal ligado à enzima. O grupo amino derivado de coenzima o piridoxal-fosfato ligado à enzima. O grupo amino derivado da coenzima piridoxamina-fosfato, doa, agora, esse grupo amino para o segundo substrato, α-cetoácido, e a coenzima reverte à sua forma piridoxal-fosfato. Transaminações desse tipo podem ocorrer entre qualquer um de muitos aminoácidos diferentes para o α-

17 cetoglutarato, que age como aceptor comum de grupos amino, formando ácido glutâmico, um metabólico central no mecanismo dos grupos amino (Figura 5A). Figura 5A - Reação de transaminação. O pirodoxal age como transportador intermediário de grupos no sítio da enzima b) Deficiência A deficiência isolada de vitamina B6 é rara e, usualmente, faz parte da deficiência de vitaminas do complexo B. Uma possibilidade de deficiência ocorre nos recém-nascidos cujas mães estão deficientes de vitamina devido a uso prolongado de contraceptivos orais. 6. Biotina a) Estrutura e Função A Biotina é um derivado imidazólico (Figura 6). Nas enzimas dependentes de biotina a molécula da vitamina está convalentemente ligada à cadeia polipeptídica da enzima através de uma ligação amida formada com um grupo α-amino de um resíduo específico de lisina

18 existente no sítio ativo. A biotina é uma transportadora de grupos carboxila (-COOH) em um grande número de reações enzimáticas de carboxilação que requerem ATP. O grupo carboxila é transitoriamente ligado ao átomo de nitrogênio do anel duplo da biotina. Um exemplo de reação de carboxilação dependente da biotina pé catalisada pela piruvato carboxilase, enzima que produz oxaloacetato pela carboxilação do piruvato, durante o processo de gliconeogênese (formação de glicose a partir principalmente de piruvato). Figura 6 - Papel da biotina na reação catalisada pela piruvato carboxilase. a) Deficiência O consumo de ovos crus pode causar deficiência de biotina, pois a clara de ovo contém avidina, uma proteína termolábil, que se combina firmemente com a biotina e assim previne sua absorção. Os sintomas incluem: depressão, alucinação, dor muscular. 7. Ácido Fólico

19 a) Estrutura e função O ácido fólico ou folato consiste de uma base: a pteridina, ligada a uma molécula de ácido p-aminobenzóico (PABA) e ácido glutâmico (Figura 7). Os animais são incapazes de sintetizar PABA ou unir o glutamato ao ácido pteróico e, portanto necessitam do folato nas suas dietas. O ácido fólico não tem atividade coenzimática por si próprio, entretanto ele é reduzido enzimaticamente nos tecidos a ácido tetraidrofólico (FH 4 ) que é forma coenzimaticamente ativa. Gráfico Estas reações, que ocorrem nas células intestinais, são catalisadas pela folato-redutase, funcionando o NADPH 2, como doador de equivalentes redutoras. Os quatros átomos de H adicionados ao ácido fólico para formar o ácido tetraidrofólico ligam-se ao nitrogênios 5 e 8 e aos carbonos 6 e 7 (Figura 7). O tetraidrofolato atua como um transportador intermediário de unidades man carbônicas em uma série de reações enzimáticas complexas nas quais as seguintes unidades são transferidas de uma molécula de subtrato para outra: metil (-CH 3 ), metileno (-CH 2 -), formil (-CHO) e formimino (-CH=NH).

20 Figura 7. O Ácido fólico com suas formas coenzímicas tetradrofolato e N 5, N 10 metilenotetraidrofolato. Estas são: 1)Interconversão de reações de serina em glicina A serina é a principal fonte de uma unidade carbônica na forma de grupo metileno que reversivelmente transferido para tetraidrofolato (H 4 -folato) formando glicina e N 5, N 10 metileno tetraidrofolato, que desempenha papel central no metabolismo de unidades de um carbono (Figura 7A).

21 Figura 7A Conversão de unidade monocarbônica no tetraidrofolato. 2) Síntese das bases purinas e pirimidinas Na síntese das purinas (A e G) ocorre transferência enzimática dos grupos formil, empregando, geralmente N 10 -formil-tetraidrofolato (Figura 7B). Figura 7B N 10 -formil-tetraidrofolato, doador dos carbonos 2 e 8 do anel das purinas

22 O N 5, N 10 metileno H 4 -folato fornece o grupo metila durante a formação do timidilato (síntese da tiamina) precursor necessário na síntese de DNA (Figura 7C). Figura 7C - Função do N 5, N 10 -metilenotetraldrofolato, como doador de um grupo de metila na formação enzimática do ácido timidílico, unidade fundamental do DNA. b) Deficiência A anormalidade mais importante na deficiência do ácido fólico é o bloqueio da síntese do DNA nuclear em todas as células e também as hematopoéticas na medula óssea. Estes distúrbios levam o aparecimento de hemácias bastante maiores do que as normais, imperfeitas e muito frágeis, bem como em número reduzido.

23 Desta maneira, no homem a deficiência de ácido fólico causa uma anemia macrocítica. Diarreia, lesões gastrointestinais e má absorção intestinal acompanham a anemia macrocítica. 8) Vitamina B12 a) Estrutura e função A vitamina B 12 é formada de dois componentes característicos. O primeiro apresenta uma estrutura semelhante ao nucleotídeo diferindo deste por apresentar como base, 5,6-dimetil benzemidazol que se liga com a D-ribose, a qual apresenta um fosfato na posição 3 O segundo componente, que é a parte mais característica da molécula de vitamina B 12, é um sistema cíclico da corrina, que assemelha às porfirinas. Este sistema cíclico é formado de quatro anéis pirólicos. No interior da corrina ligação a quatro átomos de nitrogênio existe um átomo de cobalto. A quinta ligação do átomo de cobalto dá-se diretamente com um nitrogênio do 5,6- dimetilbenzimidazol. A sexta ligação do cobalto pode ser ocupada por diversos componentes. Assim, dependendo do radical preso à sexta posição do cobalto têm-se diversos análogos da vitamina B 12 (Figura 8). Na forma de coenzimas da vitamina B 12, chamada 5 - desoxiadenosilcobalamina (coenzima B 12 ), o grupo cianeto (cianocobalamina forma mais comum) é constituída pelo grupo 5 - desoxiadenosil.

24 Figura 8 Vitamina B12 e sua forma coenzímica. A coenzima B 12 participa de reações onde ocorre o deslocamento de um átomo de hidrogênio de um carbono adjacente na troca com um grupo X promovido por enzimas dependentes da coenzima B 12.

25 A metilcobalamina, outra forma coenzimática da vitamina B 12 participa de algumas reações enzimáticas envolvendo transferência de grupos metila. b) Deficiência Os animais e vegetais são incapazes de sintetizar a vitamina B12 sendo somente sintetizada por micro-organismos, em particular, por bactérias anaeróbicas. Os mamíferos absorvem a cobalamina utilizando um sistema especializado de transporte. O estômago secreta glicoproteína, chamadas de fator intrínseco (Fl), que se liga à cobalamina na luz intestinal. O complexo cobalamina Fl, resistente a proteólise pelas enzimas digestivas no intestino, é captado por um receptador especifico no epitélio do íleo. A vitamina é liberada do Fl dentro da célula eptelial e, então transportada através do lado oposto da a membrana citoplasmática para dentro da corrente sanguínea. A cobalamina liga-se em seguida à transcobalamina II, que permite quer ela penetre no fígado e no sistema hematopoiético (formador do sangue). A anemia perniciosa é causada por uma deficiência do fator intrínseco o que leva um bloqueio na absorção da cobalamina. Em consequência, a síntese de purinas e de tiamina, que dependem de cobalamina, é prejudicada. O sistema hematopoético é, de modo especial, vulnerável à deficiência dessa vitamina e de ácido fólico porque as células sanguíneas renovam-se de modo muito rápido. Desta forma, são produzidas hemácias estruturalmente anormais, levando ao aparecimento de anemia macrocítica e de lesões típicas no sistema nervoso. Uma vez absorvida pelo trato gastro intestinal, a vitamina B 12 é armazenada em grande quantidade pelo trato gastrointestinal no

26 fígado e depois liberada lentamente, à medida que solicitada pela medula óssea e por outros tecidos do organismo. Vitamina C a) Estrutura e função Existem diversas substâncias que apresentam atividade semelhante a vitamina C, das quais a mais importante é o ácido L- ascórbico. Os carbonos 2 e 3 do L-ácido ascórbico é sensível a oxidação, transformando-o em grupos cetônicos. O ácido deidro-lascórbico assim formado tem igualmente atividade em vitamina C, pois sofrendo redução, produz novamente o ácido L-ascórbico (Figura 9). Figura 9 - Estrutura molecular do ácido L-ascórbico e do ácido deidroascórbico.

27 O ácido ascórbico é agente redutor, podendo reduzir compostos como: oxigênio molecular, nitrato e citocromos a e b. O mecanismo de ação do ácido ascórbico, em muitas de suas atividades, não está esclarecido. No entanto, alguns processos vêm documentados que requerem o ácido é a hidroxilação enzimática de resíduos de prolina do colágeno dos tecido conjutivo de vertebrados, formando resíduos de 4-hidroxiprolina, que estabiliza a hélice tripla do colágeno. A hidroxilação da prolina é catalisada pela prolil hidroxilase, que requer além do substrato, oxigênio molecular, ácido ascórbico, Fe 2+ e α-cetuglutarato (Figura 9A). Um átomo de oxigênio une-se C 4 da prolina. O outro de oxigênio do O 2. O outro átomo de oxigênio do O 2 é capacitado pelo α- cetoglutarato que assim converte-se em succinato. Figura 9A Hidroxilação da prolina em C-4 por ação da proli hidroxilase.

28 b) Deficiência O escoburto é a síndrome clássica de deficiência de vitamina C. Está relacionadas às fibras anormais formadas por colágeno insuficientemente hidroxilado que contribuem para as lesões cutâneas, afrouxamento dos dentes, modificação na integridade dos capilares com hemorragias subcutâneas e edemas. O depósito normal de vitamina C é suficiente elo menos por 3-4 meses antes que aparecem sinais de escorbuto.

29 Fontes alimentares: a) Tiamina A tiamina está amplamente distribuída nos alimentos, mas poucos alimentos possuem elevado teor dessa vitamina. Dos alimentos, geralmente, consumidos, o músculo de porco contém a maior quantidade de tiamina. AS nozes são boas fontes, como são as gemas de carnes de órgão, como o fígado, coração e miolo. O levedo seco de cerveja e o germe de trigo são fontes concentradas da tiamina, porém são poucos consumidos. O teor de tiamina de alguns alimentos é dado na Tabela 2. Tabela 2 Teor de tiamina de vários alimentos (MG/100g) Alimento Tiamina Castanha do Pará 10,9 Castanha de Caju 0,85 Carne de porco (assada) 0,63 Farinha de soja 0,59 Presunto (cozido) 0,44 Ervilha verde (cozida) 0,28 Fígado (bife) 0,26 Amendoim 0,25 Ovo/gema 0,22 Batata Frita 0,21 Uva passa 0,12 Feijão (cozido) 0,11 Abacate 0,11 Ovo inteiro 0,11 Couve (cozida) 0,10 Laranja 0,09 Espinafre 0,07 Leite 0,04 Arroz (cozido) 0,02

30 b) Riboflavina As melhores fontes de riboflavina são leite, fígado, coração e hortaliças de folhas, como couve e espinafre, o músculo de boi, e aves, e o tomate. As relativamente pobres são: peixes, cereais e legumes, mas quando esses alimentos são ingeridos em quantidades relativamente altas, tornam-se boas fontes. O levedo, a fonte natural mais rica de riboflavinas, não é normalmente consumido. Alguns exemplos estão apresentados na Tabela 3 Tabela 3: Teor de riboflavina de vários alimentos (µg/100g) Alimento Riboflavina Fígado (bife frito) 4,19 Coração, bife (cozido) 1,22 Ovo (cozido) 0,28 Bide (moído) (cozido) 0,23 Leite integral 0,21 Brócolis (cozido) 0,20 Couve (cozida) 0,18 Espinafre 0,14 Acelga (cozida) 0,11 Feijão (cozido) 0,06 Laranja 0,03 Arroz (cozido) 0,01

31 c) Ácido Nicotinico O ácido nicotínico está presente em vários alimentos, sendo particularmente importantes: fígado, carnes, peixe e trigo integral. (Tabela 4). Tabela 4 Teor de Niacina de vários alimentos (µg/100) Alimento Niacina Amendoim 16,8 Bife de fígado 16,5 Frango, carne branca (assado) 11,7 Castanha-do-Pará 7,7 Bife de carne moída (cozida) 6,0 Ervilha verde (cozida) 2,3 Couve (cozida) 1,6 Farinha de milho 1,4 Tomate (cozido) 0,8 Farinha de mandioca 0,7 Feijão (cozido) 0,7 Vagem (cozida) 0,5 Arroz (cozido) 0,4 Laranja 0,2 Ovo (cozido) 0,1 Leite 0,1

32 d) Vitamina B6 Está amplamente distribuída entre os alimentos de origem animal e vegetal, mas as melhores fontes são as carnes, as nozes e os cereais de grão integral (Tabela 5). Tabela 5 Teor de piridoxina de alguns alimentos. Alimento Piridoxina (um/100g) Fígado (cru) 840 Galinha (crua) carne branca 683 Carne escuro 325 Carne de porco (crua) 350 Carne bovina (crua) 330 Salmão enlatado 300 Ovos, clara 2 Gema 300 Inteiro 100 Leite integral 40 Banana (crua) 510 Abacate 420 Amendoim Torrado 400 Ameixa preá 240 Passas 240 Batata (crua) 218 Couve-flor (crua) 210 Ervilhas verdes (cruas) 160

33 e) Ácido fólico: Os folatos estão muitos espalhados na natureza e presentes em quase todos os alimentos naturais.o espinafre e outros vegetais de folhas verdes são ricos em ácido fólico. Outros alimentos que são boas fontes de ácido fólico são fígado, e o levedo, e os que contêm pouco folato são leite, carne e aves (Tabela 6). Tabela 6 Teor de ácido fólico em alguns alimentos Alimento Ácido fólico Alface, fresca 2,00 Laranja fresca 0,45 Sardinha enlatada 0,32 Ovo (cozido) 0,30 Espinafre 0,29 Banana, fresca 0,27 Tomate enlatado 0,26 Amendoim 0,25 Tomate fresco 0,18 Pepino fresco 0,14 Repolho (cozido) 0,11 Leite pasteurizado 0,085 Ervilha enlatada 0,08 Galinha (grelhada) 0,07 Carne bovina (grelhada) 0,03 Cenoura (cozida) 0,03 Arroz (cozido) 0,03 Abacaxi enlatado 0,02

34 f) Vitamina B 12 A única fonte de vitamina B 12 conhecida na natureza é a obtida pela síntese por micro-organismos. As plantas não contêm vitaminas B 12, exceto quando são contaminadas pelos micro-organismos. AS frutas, os vegetais, os grãos e os produtos de grãos são geralmente destituídos de vitamina B 12 e devem obtê-la direta ou indiretamente das fontes bacterianas (Tabela 7). Tabela 7 Teor de vitaminas B 12 de alguns alimentos. Alimento Vitamina B12 Fígado, Bife 80,00 Ostra 18,00 Coração 11,00 Sardinha, enlatada em óleo 10,00 Salmão enlatado 6,89 Ovo, gema 6,00 Miolos 4,00 Ovo inteiro 2,00 Bacalhau seco 3,60 Carne bovina, magra 1,80 Queijo suíço 1,80 Vitela Magra 1,75 Queijo provolone 1,25 Camarão 0,90 Carne de porco magra 0,70 Lagosta 0,50 Galinha, carne branca 0,45 Carne escura 0,40 Leite integral 0,40 Ovo, Clara 0,10

35 g) Ácido Pantotênico As melhores fontes de ácido pantotênico são fígado, levedo, gema de ovo e vegetais frescos. O leite também é boa fonte. A Tabela 8 incida o teor de ácido pantotênico de vários alimentos. Tabela 8: Teor de ácido pantotênico de vários alimentos Alimento Ácido pantotênico (mg) Levedo, cervejaria 12,00 Padaria 11,00 Fígado, bife (cru) 7,00 Ovo, gema (cru) 4,40 Amendoim (torrado) 2,10 Ovo, inteiro *cru) 1,60 Lagosta (crua) 1,50 Lentilha, seca 1,36 Brócolis (cru) 1,17 Abacate (cru) 1,07 Couve (crua) 1,00 Galinha, carne escura 1,00 (crua) Sardinha enlatada em óleo 0,85 Galinha, carne branca 0,80 (crua) Carne de porco (crua) 0,60 Arroz seco 0,55 Feijão seco 0,50 Carne bovina crua 0,470 Café solúvel 0,400 Leite integral, líquido 0,340 Morango ( natural) 0,340 Tomate (cru) 0,330 Espinafre (cru) 0,300 Camarão (cru) 0,280 Cenoura (crua) 0,280 Pepino (cru) 0,250 Laranja (natural) 0,250 Mamão (natural) 0,218 Repolho (cru) 0,205 Mel 0,200 Alface (crua) 0,200 Feijão, verde (cru) 0,190 Abacaxi (natural) 0,160 Manga (natural) 0,150

36 h) Biotina A Biotina é encontrada nos alimentos de ambas as origens, animal e vegetal. O fígado tem elevado teor de biotina, mas o músculo (boi e porco) tem baixa concentração. A gema de ovo é uma fonte de biotina. A tabela 9 indica o teor de biotina de uma variedade de alimentos. Tabela 9 Teor de biotina de vários alimentos Alimento Biotina (µg/100g) Fígado de porco 100,0 de boi 96,0 Soja em grão 61,0 Ovo, gema 52,0 Amendoim torrado 34,00 Ovo inteiro 22,5 Lentilhas 13,2 Galinha, carne branca 11,3 carne escura 10,0 Ervilhas verdes, fresca 9,4 Ovo, clara 7,0 Espinafre fresco 6,9 Lombo de porco 5,2 Arroz (cozido) 5,0 Leite integral 4,7 Uva passa sem sementes 4,5 Banana 4,4 Tomate fresco 4,0 Melancia 3,6 Alface 3,1 Carne bovina 2,6 Cenoura fresca 2,5 Repolho fresco 2,4 Laranja 1,9

37 Literatura consultada LEHNINGER, A.L. NELDOSN, D.L., COX, M.M. Princípios de bioquímica. Ed Sarvier, 2010, 839p. LEHNINGER, A.L. NELDOSN, D.L., COX, M.M. Princípios de bioquímica. Ed Sarvier, 1995, 735p. MURRAY, R.K. GRANNER, D.K., MAYES, P.A. HARPER: Bioquímica. 7ª Edição, Editora Atheneu, p. OLIVEIRA, J.E.D., SANTOS, A.C. WILSON, E.D. Nutrição Básica. Ed. Sarvier, p. OLIVEIRA, J.E.D.; MARCHINI, J.S. Ciências Nutricionais. 1 a. edição, Editora Sarvier, p. STRYER, L. Bioquímica. 4ª. edição, Editora Guanabara, p.

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