A Segunda Lei da Termodinâmica
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- Martín Bennert Arantes
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1 A A segunda lei da termodinâmica é essencialmente diferente da primeira lei, pois ela trata de uma uestão sobre a ual a primeira lei nada diz, ue é a da direção tomada por um processo natural. Nem toda mudança física ue ocorre em um sistema e ue é consistente com o princípio da conservação da energia satisfaz também a condição adicional imposta pela segunda lei. Em outras palavras, para ue a termodinâmica possa fazer uma descrição única dos fenômenos naturais uma outra lei da natureza teve ue ser descoberta para ser adicionada à primeira lei. Esta outra lei é a ue foi cristalizada com o nome de segunda lei da termodinâmica e é sobre ela ue trata esta aula. A segunda lei da termodinâmica foi formulada de diferentes maneiras por Clausius em 1850, por Kelvin em 1852 e, posteriormente, por outros cientistas. Mas as suas bases foram lançadas pelo menos 25 anos antes, em 1824, no livro do físico e engenheiro militar francês Sadi Carnot ( ), intitulado Reflexões sobre a força motriz do fogo e sobre as máuinas apropriadas para desenvolver essa força. Nesse livro, Carnot faz uma análise de máuinas térmicas e introduz vários conceitos ue serão de importância fundamental para o desenvolvimento da termodinâmica, como o de ciclo termodinâmico e o de processo reversível. 1
2 Na sua análise, Carnot conclui ue o fato experimental de ue o calor sempre flui de um corpo a uma temperatura maior para um corpo a uma temperatura menor (e não vice-versa) é o responsável pela ineficiência das máuinas térmicas. Isto pode ser considerado como uma antecipação da segunda lei da termodinâmica. O livro de Carnot era, em algumas passagens, muito confuso e difícil de ser lido e poucas pessoas se interessaram por ele. Um dos poucos ue o leram foi o também físico e engenheiro francês Benoît Clapeyron ( ) ue, em 1834, publicou um artigo no ual apresentou uma análise do ciclo de Carnot com o auxílio de representações gráficas e de uma formulação matemática adeuada. O artigo de Clapeyron foi importante porue foi através dele ue Kelvin e Clausius tomaram conhecimento do trabalho de Carnot e puderam desenvolver a termodinâmica. Carnot viveu em plena era da Revolução Industrial, fortemente impulsionada pela invenção da máuina a vapor. O objetivo de Carnot em seu trabalho era tentar construir uma teoria científica para as máuinas a vapor ue permitisse responder à seguinte uestão: O poder motor do calor é limitado ou ilimitado? Em termos concretos, o objetivo de Carnot era saber ual a máxima uantidade de trabalho mecânico ue poderia ser obtida a partir de uma dada uantidade de calor. 2
3 Embora em seu livro Carnot tenha feito uma análise de uma máuina térmica geral, vamos considerar aui como caso concreto de máuina térmica o cilindro acoplado a um pistão móvel com um gás em seu interior (veja abaixo). O cilindro está em contato térmico com um reservatório à temperatura T ue fornece uma uantidade de calor para o gás em seu interior, o ual se expande movimentando o pistão para cima e realizando um trabalho w. Como a temperatura é constante ao longo do processo, o trabalho feito pode ser calculado como a área abaixo da curva isotérmica ue representa o processo no diagrama P-V (figura a seguir). 3
4 Supondo ue o gás no interior do cilindro é um gás ideal, a sua energia interna depende apenas da temperatura, U = U(T), o ue implica ue a energia interna permanece constante ao longo do processo de expansão isotérmica do gás, isto é ΔU = 0. Sendo assim, a primeira lei da termodinâmica nos dá ue, ΔU = w = 0 = w, ou seja, todo o calor fornecido pelo reservatório ao gás é transformado em trabalho. Até aui, a eficiência deste processo é total (100 %), mas devemos nos perguntar, como fez Carnot, se este é um processo ue pode continuar indefinidamente. A resposta é não. Se o gás continuar se expandindo e realizando trabalho, vai chegar uma hora em ue o pistão chegará ao fim do cilindro e não poderá mais se mover. Para ue o sistema composto pelo cilindro, pistão e gás possa ser considerado uma máuina, isto é, algo capaz de realizar trabalho de uma forma contínua, é necessário ue o pistão retorne à situação inicial para ue uma nova expansão do gás o movimente e mais trabalho seja realizado. Portanto, é necessário ue após a expansão do gás até ue ele ocupe o volume total do cilindro, o gás seja comprimido até retornar ao volume inicial. Ou seja, é necessário ue o sistema opere de forma cíclica. Se, a cada ciclo de operação, o sistema realizar um trabalho W e ele operar continuamente a uma taxa de n ciclos por segundo, a uantidade de trabalho feita por segundo, ou potência do sistema, será dada por nw. 4
5 Um ciclo termodinâmico pode ser representado em um diagrama P-V como na figura abaixo. A figura mostra um ciclo operando continuamente entre os pontos a e b no sentido horário. Quando o sistema vai de a para b ele se expande e realiza trabalho mecânico. Quando o sistema vai de b para a completando o ciclo, trabalho é feito sobre ele. O trabalho total feito pelo sistema durante um ciclo é dado pela área pintada no interior do ciclo. Este trabalho é positivo. Como no final do ciclo o sistema retorna ao estado inicial, a variação da sua energia interna é nula: ΔU = 0. Isto implica ue ao trabalho total W feito pelo sistema no fim de um ciclo está associada uma uantidade líuida de calor absorvida pelo sistema dada por Q = W. O ciclo mostrado acima é um ciclo reversível, ou seja, ele pode ser operado no modo reverso. Para isto, basta inverter os sentidos das setas na figura fazendo o sentido do movimento ser o sentido anti-horário (veja a figura a seguir). 5
6 Agora o ciclo continua operando entre os mesmos dois pontos, a e b, só ue no sentido anti-horário. Quando o sistema vai de b para a ele se contrai e recebe trabalho mecânico para tal. Já uando o sistema vai de a para b completando o ciclo ele se expande e realiza trabalho. O trabalho total feito pelo sistema durante um ciclo é dado pelo negativo da área pintada no interior do ciclo. Como este trabalho é negativo, isto indica ue, de forma líuida, trabalho foi feito sobre o sistema ao final do ciclo. Como ΔU = 0 ao fim do ciclo, temos novamente ue Q = W. Só ue agora, como W é negativo, Q também é negativo. Isto implica ue a uantidade líuida de calor trocada pelo sistema durante o ciclo é negativa, ou seja, o sistema perdeu calor. Esta análise nos diz ue um sistema operando de forma cíclica e reversível pode, dependendo do sentido do ciclo, executar dois tipos de tarefas. Quando o ciclo opera no sentido horário, o sistema absorve calor do ambiente e realiza trabalho sobre ele: ele é um motor. Quando o ciclo opera no sentido anti-horário, trabalho é feito sobre o sistema e ele perde calor para o ambiente: o sistema atua como um refrigerador. 6
7 Ao analisar máuinas trabalhando de forma cíclica, Carnot percebeu ue um sistema não pode operar ciclicamente a uma única temperatura. De fato, imagine ue um ciclo como o da figura abaixo pudesse estar sempre à mesma temperatura T. Então, para dados valores fixos de T e V teríamos dois valores possíveis de P (veja a figura abaixo). Isto é incompatível com a euação de estado de um gás ideal, PV = nrt, e, portanto, é impossível. Carnot concluiu ue para ue exista trabalho feito em um ciclo é necessário ue exista uma diferença de temperatura entre partes do ciclo. E o menor número de partes de um ciclo entre as uais há uma diferença de temperatura é dois: uma parte operando a uma temperatura mais alta e a outra parte operando a uma temperatura mais baixa. Isto implica ue podemos pensar ue o sistema opera de forma cíclica entre dois reservatórios térmicos a temperaturas T 1 e T 2, com T 1 > T 2. 7
8 Quando o sistema opera como um motor, isto é, no sentido horário, na parte do ciclo em ue ele está em contato térmico com o reservatório à temperatura T 1 ele se expande de forma isotérmica realizando trabalho. Já na parte do ciclo em ue ele está em contato térmico com o reservatório à temperatura T 2, ele é comprimido de forma isotérmica pela realização de trabalho sobre ele (veja a figura abaixo; note ue em um diagrama P-V as isotermas de temperaturas mais altas estão acima das isotermas de temperaturas mais baixas). Falta agora propor algum tipo de processo para ligar as duas partes isotérmicas e completar o ciclo. Carnot propôs ue as duas isotermas fossem ligadas por curvas adiabáticas, como na figura abaixo. 8
9 Entre os estados indicados por a e b, o sistema realiza uma expansão isotérmica à temperatura T 1. A partir de b, o sistema continua se expandindo, mas sem trocar calor com o ambiente, isto é, de uma forma adiabática. Nesta expansão adiabática, ele se resfria até atingir a temperatura T 2 (estado c). Ao atingir essa temperatura, o sistema entra de novo em contato com um reservatório térmico e agora trabalho é feito sobre ele de maneira a comprimi-lo isotermicamente até ue ele atinja o estado d. Deste estado ele retorna ao estado inicial a de uma forma adiabática, continuando a se comprimir sem trocar calor com o ambiente. Este é o ciclo de Carnot, proposto por ele em 1824 como um modelo de máuina térmica. O ciclo é reversível, de maneira ue pode ser operado no sentido inverso ao mostrado aui, em cujo caso ele seria um refrigerador. O ciclo de Carnot é completamente geral, independente dos sistemas físicos usados como reservatórios térmicos e da substância ue absorve e perde calor e realiza trabalho. Vamos chamar esta substância aui de substância de trabalho. Em seu livro, Carnot argumentou ue, dados dois reservatórios térmicos a temperaturas diferentes, nenhuma máuina térmica operando entre os dois reservatórios poderia ser mais eficiente do ue a máuina operando conforme o ciclo proposto por ele e de forma reversível. Esta conclusão, conhecida como princípio de Carnot, está correta, mas só foi provada matematicamente mais de vinte anos depois por Kelvin e Clausius. 9
10 Uma análise matemática do ciclo de Carnot permite ue se calcule a sua eficiência. Vamos considerar o ciclo operando no sentido horário, como uma máuina térmica (veja abaixo). O ciclo consiste de uatro processos: o processo 1 é uma expansão isotérmica à temperatura do reservatório mais uente, T Q ; o processo 2 é uma expansão adiabática em ue o sistema não troca calor com o ambiente; o processo 3 é uma compressão isotérmica à temperatura do reservatório frio, T F ; e o processo 4 é uma compressão adiabática sem troca de calor com o ambiente. O trabalho total (líuido) feito pelo sistema ao fim do ciclo é dado pela área dentro do ciclo. Vamos designar este trabalho por w. Esse trabalho é positivo. Durante o processo 1, o sistema absorve uma uantidade de calor 1 do reservatório uente. No processo 3 o sistema perde uma uantidade de calor 2 para o reservatório frio. 10
11 O calor 2 trocado entre o sistema e o reservatório frio é negativo, pois ele é um calor liberado pelo sistema. Porém, aui estaremos interessados apenas no módulo dessa grandeza. Para não sobrecarregar as euações seguintes, não vamos escrever este módulo como 2, mas simplesmente como 2. Portanto, a uantidade líuida de calor absorvida pelo sistema durante o ciclo é: =. 1 2 Ao fim do ciclo o sistema retorna ao estado inicial. Portanto, a variação da sua energia interna é nula: ΔU = 0. Aplicando a primeira lei da termodinâmica a este processo, ΔU = 0 = w w = 1 = w O trabalho feito em um ciclo é igual à diferença entre o calor recebido no processo 1 e o calor liberado no processo A eficiência e (ou rendimento) do ciclo é definida como a razão entre o trabalho feito e o calor ue teve ue ser fornecido ao sistema durante o ciclo. O calor ue teve ue ser fornecido ao sistema é apenas o calor 1. Portanto, e w = = = A euação acima mostra ue a eficiência só pode valer 1, correspondendo a 100% de eficiência, se o calor 2 liberado pelo sistema para o reservatório mais frio for nulo. 11
12 Essa euação pode ser reescrita apenas em termos das temperaturas T Q e T F dos dois reservatórios. Para mostrar isto, vou torturar vocês mais um pouco fazendo algumas contas (ue vocês podem pular, se uiserem). Vamos considerar ue no processo 1 o gás se expande do volume V A para o volume V B, no processo 2 ele se expande de V B para V C, no processo 3 ele é comprimido de V C para V D e no processo 4 ele é comprimido de V D para V A. O processo 1 é um processo isotérmico. Portanto, o trabalho feito é dado por (euação 3 da aula 12): w AB = = nrt V ln V 1 Q B, A onde o trabalho foi igualado ao calor absorvido do reservatório uente porue a energia interna do sistema (um gás ideal) não varia durante o processo isotérmico. Da mesma forma, o trabalho feito sobre o sistema no processo isotérmico 3 é (note ue este trabalho é negativo e proporcional a ln(v D /V C ), ue é um número negativo igual a ln(v C /V D ), pois V C é maior ue V D ): w CD = = nrt V ln V 2 F C. D 12
13 Dividindo estas duas expressões: 2 = 1 T T F Q ln ln ( VC VD ) ( V V ) B A. Para obtermos a expressão ue ueremos, temos ue encontrar uma maneira de escrever a razão entre os logaritmos acima apenas em função das temperaturas. Isto pode ser feito usando as euações para os processos adiabáticos 2 e 4. Vimos na aula passada (euação 7) ue em um processo adiabático, γ PV = constante, onde γ = c p /c v. Substituindo nesta euação a euação de estado do gás ideal, P = nrt/v, γ V nrt = constante TV γ 1 = constante. V Aplicando esta condição aos processos adiabáticos 2 e 4: T V = T V e T V = T V. Q γ 1 B F γ 1 C Q γ 1 A Dividindo a euação da esuerda pela da direita: V V B A γ 1 γ 1 V = V C D V V B A F V = V C D γ 1 D Esta igualdade implica ue ln(v C /V D ) = ln(v B /V A ), ue substituída na euação para a razão entre o calor liberado para o reservatório frio e o calor absorvido do reservatório uente nos dá, 2 = 1 T T F Q.. 13
14 Substituindo esta expressão na expressão da eficiência da máuina de Carnot, e T F = 1 T. Q A eficiência de um ciclo de Carnot para um gás ideal é função apenas da razão entre as temperaturas do reservatório frio e do reservatório uente. Quando Kelvin obteve esta relação, ele percebeu ue ela poderia ser usada para se definir uma escala absoluta de temperatura, ue não fizesse referência a ualuer material usado para medir temperatura. Isto porue as propriedades do ciclo de Carnot são independentes da substância de trabalho sendo usada. Esta escala é conhecida atualmente como escala de temperatura absoluta, ou escala Kelvin. Para se determinar a temperatura de uma substância ualuer usando esta escala deve-se proceder da seguinte maneira: (1) coloca-se essa substância como a substância de trabalho do ciclo de Carnot; (2) um dos reservatórios térmicos está a uma temperatura de referência T ref e o outro está à temperatura T ue se uer medir; (3) durante o ciclo, mede-se o calor ref absorvido ou liberado pela substância uando ela estiver em euilíbrio térmico com o reservatório à temperatura T ref e o calor absorvido ou liberado uando ela estiver em contato com o reservatório à temperatura T; (4) após as medidas feitas, a temperatura T é obtida usando-se a relação / ref = T/T ref : 14
15 T = T ref ref. Por convenção, a temperatura de referência para a escala Kelvin é a temperatura na ual podem coexistir em euilíbrio gelo, água líuida e vapor d água, um estado conhecido como ponto triplo da água. O valor atribuído para esta temperatura de referência é arbitrário. Segundo convenção internacional o seu valor é de 273,16 K. A escala Celsius de temperatura ue usamos no dia-a-dia utiliza intervalos entre os seus graus de mesma magnitude ue a escala Kelvin. Porém, o seu valor medido para o ponto triplo da água à pressão de 1 atm é de 0,01 C. Isto implica ue a conversão entre uma temperatura em graus Celsius e uma temperatura em graus Kelvin é dada por: ( C) = T( K) 273, 15 T!. A fórmula para a eficiência do ciclo de Carnot mostra ue ela só pode ser igual a 1 se a temperatura do reservatório frio for de 0 K. Se isto fosse possível, ualuer máuina de Carnot operando entre um reservatório uente a uma temperatura T Q e um reservatório frio a T F = 0 converteria todo o calor recebido do reservatório uente em trabalho. 15
16 Usando esta idéia, Kelvin definiu o zero absoluto da seguinte maneira: O zero absoluto é a temperatura de um reservatório em contato com o ual uma máuina de Carnot não perde calor. Experimentalmente, não é possível atingir o zero absoluto. Em 1995, os físicos norte-americanos Eric Cornell e Carl Wieman conseguiram congelar átomos, usando lasers e campos magnéticos, a uma temperatura da ordem de 10-9 K. Esta é a temperatura mais baixa ue já se conseguiu em laboratório (acredita-se ue ela é a mais baixa jamais produzida em toda a história do universo) e eles ganharam o prêmio Nobel de física de 2001 por isso. O ue eles conseguiram com o congelamento dos átomos foi criar pela primeira vez um estado da matéria conhecido como condensado de Bose-Einstein. Para saber mais detalhes sobre isto, consulte o site O fato de ue se pode chegar perto do zero absoluto de temperatura, mas nunca atingi-lo é conhecido como a terceira lei da termodinâmica. 16
17 As primeiras formulações da segunda lei da termodinâmica foram feitas por Clausius e Kelvin a partir das suas análises do ciclo de Carnot. Para entendê-las, vejamos os diagramas a seguir para o ciclo de Carnot sendo usado (a) como um motor, e (b) como um refrigerador. Figuras retiradas do site: A primeira figura mostra um ciclo de Carnot sendo usado como um motor. Como a sua eficiência não é 100%, parte do calor absorvido do reservatório uente é liberada para o reservatório frio. Este é um fato experimental. Ele foi expresso pela primeira vez por Kelvin em 1851 e refinado posteriormente pelo físico alemão Max Planck ( ), resultando no chamado enunciado de Kelvin-Planck da segunda lei da termodinâmica: Nenhum processo pode ter como único efeito a retirada de calor de uma fonte a uma temperatura fixa e a realização de um trabalho euivalente. 17
18 A segunda figura mostra um ciclo de Carnot sendo usado como um refrigerador. No ciclo de refrigeração, é necessário ue se faça trabalho sobre o sistema para ue este leve calor do reservatório frio para o uente. Este também é um fato experimental e foi reconhecido pela primeira vez por Clausius em O enunciado de Clausius da segunda lei da termodinâmica foi a primeira formulação dela na história: Nenhum processo pode ter como único efeito transferir calor de um corpo para outro a uma temperatura mais elevada. Pode-se mostrar ue os dois enunciados são euivalentes. Para fazer isto, deve-se mostrar ue a contradição de um enunciado implica na contradição do outro e vice-versa. Vamos mostrar aui ue a contradição do enunciado de Clausius contradiz o enunciado de Kelvin-Planck (veja a figura abaixo) e deixar como exercício a demonstração de ue a contradição do enunciado de Kelvin-Planck implica na contradição do enunciado de Clausius. 18
19 Na figura acima temos, do lado esuerdo, um refrigerador perfeito. Ele retira uma uantidade de calor 2 do reservatório frio e a transfere integralmente para o reservatório uente, sem ue seja feito trabalho sobre ele. Portanto, ele contradiz o enunciado de Clausius da segunda lei da termodinâmica. Do lado direito, temos um motor ue opera conforme o enunciado de Kelvin-Planck. Ele retira uma uantidade de calor 1 do reservatório uente, realiza um trabalho w e libera uma uantidade de calor 2 para o reservatório frio. O conjunto das duas máuinas térmicas viola o enunciado de Kelvin- Planck, pois como o calor 2 liberado pelo motor da direita para o reservatório frio volta completamente para o reservatório uente pela ação do refrigerador perfeito, o ue o conjunto das duas máuinas faz é retirar uma uantidade de calor 1 2 do reservatório uente e transformá-la inteiramente em trabalho w = 1 2. As duas formas de enunciar a segunda lei da termodinâmica mostradas aui estão formuladas em termos de máuinas térmicas. Na próxima aula, veremos como ela pode ser enunciada em termos de uma grandeza física fundamental, independente de referências a motores e refrigeradores. 19
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