Validade em Estudos Epidemiológicos II
|
|
|
- Walter Figueira Beretta
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Universidade Federal do Rio de Janeiro Programa de Pós P s Graduação em Saúde Coletiva Validade em Estudos Epidemiológicos II - Confundimento e Interação - Confundimento ou situação de confusão ocorre quando parte do efeito observado de um fator de exposição resulta da presença de uma ou mais variáveis, que estão relacionadas tanto com a doença sob estudo quanto com a exposição de interesse na base populacional. Esta(s) variável(is) é(são) denominada(s) variável(is) de confundimento, confundidora(s), ou de confusão. A situação de confusão ocorre devido a uma inerente falta de comparabilidade entre populações expostas e não-expostas no que diz respeito aos riscos de adoecer. Exemplo: Um estudo encontrou uma associação entre vitamina C e risco de câncer colon-retal. Explicação alternativa: indivíduos que consomem mais vit. C tendem a ter um estilo de vida mais saudável em geral e estariam expostos a fatores realmente protetores (outros itens da dieta, exercícios físicos, não fumar, etc.) que seriam confundidores. 1
2 Confundimento: Propriedades básicas 1. Deve ser um fator de risco independente para a doença sob estudo (entre os não-expostos); 2. Deve estar associada com a exposição na base populacional (na coorte, em estudos de coorte, e nos controles, em estudos caso-controle); 3. Não ser intermediária na relação causal entre a exposição e doença, ou consequência do desfecho sob estudo.? Condições Mínimas E= Exposição D= Desfecho C= Fator de confusão E D C Ex. Estudo hipotético da associação entre gênero como fator de risco para infecção por malária OR= 1,71 Casos Controles Total Homens Mulheres Total Ocupação em área externa Homens Malária? Ocupação Externa Exposição 9% (13/144) das mulheres 43,6% (68/156) dos homens OR=7,8 Desfecho 12% (18/150) dos controles 42% (63/150) dos casos OR=5,3 2
3 Fator intermediário E= Exposição D= Desfecho C= Fator de confusão E C D Não há confundimento: não existe associação entre C e D independente de E Fator Intermediário E= Exposição D=Desfecho C= Fator de confusão E D C Não há confundimento: não existe associação entre C e D independente de E 1. Estratégias preventivas Restrição Randomização Pareamento 2. Estratégias analíticas Estratificação Padronização Análise multivariada 3
4 1. Estratégias preventivas Restrição restringe a admissão no estudo a participantes com determinada característica. Ex. Só mulheres, só idosos, etc. Não ocorrerá confundimento se não houver variação da característica que se quer controlar. Limita a generalização Reduz o número de indivíduos elegíveis 1. Estratégias preventivas Randomização alocação aleatória dos participantes às categorias de exposição. Visa criar grupos de comparação comparáveis balanceando a distribuição dos determinantes do desfecho (conhecidos ou não!). Funciona melhor em estudos com amostras grandes. A alocação não pode ser modificada (perdas). 1. Estratégias preventivas Pareamento - estratégia de seleção de participantes de forma a garantir que a distribuição da potencial variável de confundimento tenha distribuição similar nos grupos de comparação. Problemas operacionais para encontrar pares Estratégia de análise pareada em caso-controle Super-pareamento (overmatching) 4
5 2. Estratégias analíticas Estratificação - compara-se o valor da medida de efeito de interesse (ex. odds ratio) levando-se em consideração o potencial fator de confundimento (odds ratio ajustado) ou ignorando-o (odds ratio não-ajustado, bruto). Se diferentes então há confundimento Quão diferentes?! Ocupação Externa Casos Controles Homens Mulheres 3 Total OR= 1,06 OR Bruto= 1,71 Ocupação Interna Casos Controles Homens Mulheres Total OR= 1,00 Confundimento: Estratificação E = contraceptivo D = infarto C = idade D+ D- E E OR = 25 x x 203 = 2,33 5
6 Confundimento: Estratificação E = contraceptivo D = infarto C = idade Idade (30-39) Idade (40-49) D+ D- D+ D- E E E E OR = 13 x 720 = 3,53 12 x x 45 OR = 14 x = 3,60 2. Estratégias analíticas Padronização Direta ou Indireta Análise Multivariada modelos matemáticos utilizados para lidar com as limitações numéricas (diversas variáveis de confundimento) dos métodos mais simples. O efeito (associação) da variável de exposição (E) no desfecho (D) em questão varia substancialmente de acordo com os níveis de uma outra variável (C). D+ D- E OR= 1,83 E
7 C + C - D+ D- D+ D- E E E E OR= 0,96 OR= 0,45 O que fazer? Apresentar o OR por estrato da variável de interação Parâmetros de modelos de Cox para arritmia ventricular esforçoinduzida em pacientes com cardiopatia Chagásica Modelos RR (95% CI) P-value 1 1,84 (0,91-3,71) 0,09 2 ICT 0,50 4,3 (1,6-11,4) 0,004 ICT < 0,50 0,79 (0,23-2,7) 0,71 Modelo 1= ajustado por idade Modelo 2 = ajustado por idade e com termo de interação (AVEI*ICT) ICT Índice Cardiotorácico Ex. Existe interação entre fumo e asbestos em relação a câncer respiratório? O efeito da exposição ao asbestos no câncer respiratório é modificado pelo tabagismo, sendo mais forte entre fumantes do que entre não fumantes. É possível haver mais do que uma variável modificadora de efeito independentes. Ex. hipotético: diabetes seria um fator de risco para doença coronariana mais forte entre as mulheres do que entre os homens entre indivíduos idosos. 7
8 Definição com base na homogeneidade / heterogeneidade do efeito Existe associação entre a Exposição e a Doença? Sim É devida a confundimento ou viés? Sim Confundimento ou Associação espúria Não A associação é de magnitude semelhante entre subgrupos da população? Não Sim Interação ou modificação de efeito presente Não há interação Definição com base na comparação entre o efeito combinado entre exposição (A) e variável modificadora de efeito (Z) observado e o esperado Risco Relativo de Y (/ 00) Risco Relativo de Y (/ 00) 0 80 Z Z A- A Z+ 20 Z- 15 A- A+ SZklo, 2007 Risco Relativo de Y (/ 00) Risco Relativo de Y (/ 00) A- A+ 15 Z A- A+ 90 Z- Z+ 20 Z- Interação Aditiva Interação Multiplicativa Definição com base na comparação entre efeito combinado observado e esperado Interação Aditiva A + Z = A + Z = A + Z A + Z Esperado Observado * Excesso devido a interação positiva 8
9 Definição com base na comparação entre efeito combinado observado e esperado Interação Multiplicativa A X Z = A X Z = A X Z A X Z Esperado Observado * Excesso devido a interação positiva Ex. Em um estudo prospectivo sobre a relação entre o vírus da hepatite C no desenvolvimento de carcinoma hepatocelular, os autores examinaram a interação entre álcool e vírus da hepatite C (HCV). A tabela a seguir é baseada nos resultados deste estudo: Ingestão de bebida alcoólica Ausente HCV Negativo Número de pessoas 8968 Número de casos 65 Taxa de Incidência (por 0.000) 78,7 Risco Relativo Referência Risco Atribuível (nos expostos) Referência Ausente Presente Presente Positivo Negativo Positivo ,1 309,7 384,9 1,6 3,9 4,9 48,4 231,0 306,2 Risco relativo esperado: 1,6 x 3,9 = 6,2 Risco atribuível esperado: 48, ,0 = 279,4 Efeitos Observados 9
VALIDADE EM ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE FACULDADE DE MEDICINA -DEPARTAMENTO DE MEDICINA PREVENTIVA NÚCLEO DE ESTUDOS EM SAÚDE COLETIVA DISCIPLINA DE EPIDEMIOLOGIA 1º semestre
Principais Delineamentos de Pesquisa. Lisia von Diemen
Principais Delineamentos de Pesquisa Lisia von Diemen Tipos de Estudos Observacionais Descritivos Analíticos Instante Período de Tempo Experimentais Randomizado Não-Randomizado Observacionais Descritivos
Seqüência comum dos estudos
FMRP - USP Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente Seqüência comum dos estudos Relatos de casos Reconhecem o problema ESTUDOS DE CASO-CONTROLE Masirisa Mus 2017 Estudos descritivos
Estudos de Coorte. Estudos de Coorte: Definição. São conduzidos para: Programa de Pós P
Universidade Federal do Rio de Janeiro Programa de Pós P s Graduação em Saúde Coletiva Estudos de Coorte Estudos de Coorte: Definição São estudos observacionais onde os indivíduos são classificados (ou
METODOLOGIA EPIDEMIOLOGICA
METODOLOGIA EPIDEMIOLOGICA CLASSIFICAÇÃO DOS ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS: ESTUDOS DESCRITIVOS Os estudos descritivos objetivam informar sobre a distribuição de um evento, na população, em termos quantitativos.
Estudos Caso-Controle
Universidade Federal do Rio de Janeiro Centro de Ciências da Saúde Faculdade de Medicina / Instituto de Estudos em Saúde Coletiva - IESC Departamento Medicina Preventiva Disciplina de Epidemiologia Caso-controle
Estudos Epidemiológicos Analíticos: Definição, tipologia, conceitos. Prof. Dr.Ricardo Alexandre Arcêncio
Estudos Epidemiológicos Analíticos: Definição, tipologia, conceitos Prof. Dr.Ricardo Alexandre Arcêncio Estudos epidemiológicos analíticos Estudo transversal Exposição (Causa) Coorte Caso-controle Doença
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Epidemiologia Geral HEP 141. Maria Regina Alves Cardoso
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Epidemiologia Geral HEP 141 Maria Regina Alves Cardoso 2017 INTERPRETAÇÃO DE DADOS EPIDEMIOLÓGICOS Vamos considerar... Causa: uma característica ou evento que produz ou influencia
Vieses e Confundimento. Prof. Dr. Octavio Marques Pontes Neto
Vieses e Confundimento Prof. Dr. Octavio Marques Pontes Neto Tipos de Erros em Pesquisa Clínica Explicações alternabvas para os resultados encontrados: Erro de precisão: Erro randômico, aleatório. Erro
ESTUDOS SECCIONAIS. Não Doentes Expostos. Doentes Expostos. Doentes Não Expostos. Não Doentes Não Expostos
ESTUDOS SECCIONAIS ESTUDOS SECCIONAIS Doentes Expostos Doentes Não Expostos Não Doentes Expostos Não Doentes Não Expostos Frequencias de doença e exposição observadas em um estudo seccional Frequencias
Desenho de Estudos. Enrico A. Colosimo/UFMG enricoc. Depto. Estatística - ICEx - UFMG 1/28
1/28 Introdução à Bioestatística Desenho de Estudos Enrico A. Colosimo/UFMG http://www.est.ufmg.br/ enricoc Depto. Estatística - ICEx - UFMG 2/28 Perguntas Relevantes Os grupos são comparáveis? As variáveis
n Sub-títulos n Referências n Métodos: n O que você fez desenho do estudo n Em qual ordem n Como você fez n Por que você fez n Preparação
Como redigir artigos científicos Antônio Augusto Moura da Silva SEXTA AULA n O que você fez, como fez para responder à pergunta n Detalhes avaliar o trabalho e repeti-lo n Idéia geral dos experimentos
Gabarito: Letra B. I é falso porque fumo é uma causa contributiva (componente) e III é falso porque o RR seria igual a 1.
Questão 1 (0,5 ponto): Com base nas seguintes afirmações, responda: I) Fumar aumenta o risco de câncer de pulmão. Entretanto, nem todos os fumantes desenvolvem câncer e alguns não-fumantes o desenvolvem.
Análise de Dados Longitudinais Desenho de Estudos Longitudinais
1/40 Análise de Dados Longitudinais Desenho de Estudos Longitudinais Enrico A. Colosimo-UFMG www.est.ufmg.br/ enricoc 2/40 Estudo Científico Pergunta Desenho Estudo Validade externa Validade interna(confundimento,
Medidas de Associação-Efeito. Teste de significância
Medidas de Associação-Efeito Teste de significância 1 O método Epidemiológico estudos descritivos Epidemiologia descritiva: Observação da frequência e distribuição de um evento relacionado à saúde-doença
Estrutura, Vantagens e Limitações dos. Principais Métodos
Estrutura, Vantagens e Limitações dos Principais Métodos 1) Ensaio clínico Randomizado 2) Estudo de coorte 3) Estudo de caso controle 4) Estudo transversal 5) Estudo ecológico 1) Ensaio clínico Randomizado
Tipos de Estudos Epidemiológicos
Pontifícia Universidade Católica de Goiás Escola de Ciências Agrárias e Biológicas Epidemiologia e Saúde Pública Tipos de Estudos Epidemiológicos Prof. Macks Wendhell Gonçalves Msc. Quando recorrer às
Princípios de Bioestatística Desenho de Estudos Clínicos
1/47 Princípios de Bioestatística Desenho de Estudos Clínicos Enrico A. Colosimo/UFMG Depto. Estatística - ICEx - UFMG 2/47 Pesquisa Clínica Pergunta Tipo de Desenho Desenho Estudo Efeitos (coorte, idade,
ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS. Lúcio Botelho Sérgio Freitas
ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS Lúcio Botelho Sérgio Freitas ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO CONCEITO: Todo aquele que focaliza a ocorrência de um fenômeno numa população ou amostra representativa. Se baseia na observação
Bioestatística F Desenho de Estudos na Área da Saúde
1/24 Bioestatística F Desenho de Estudos na Área da Saúde Enrico A. Colosimo/UFMG Depto. Estatística - ICEx - UFMG 2/24 Perguntas Relevantes Os grupos são comparáveis? As variáveis de confusão foram medidas/controladas?
MEDIDAS DE ASSOCIAÇÃO
EPIDEMIOLOGIA UNIDADE IV FINALIDADE: provar a existência de uma associação entre uma exposição e um desfecho. 1 RISCO RELATIVO (RR) Expressa uma comparação matemática entre o risco de adoecer em um grupo
Método epidemiológico aplicado à avaliação de intervenções (ênfase em vacinas)
Universidade de São Paulo Faculdade de Saúde Pública Departamento de Epidemiologia Método epidemiológico aplicado à avaliação de intervenções (ênfase em vacinas) ANA PAULA SAYURI SATO Como medir efeitos
aula 12: estudos de coorte estudos de caso-controle
ACH-1043 Epidemiologia e Microbiologia aula 12: estudos de coorte estudos de caso-controle Helene Mariko Ueno [email protected] Estudo epidemiológico observacional experimental dados agregados dados individuais
Ajustar Técnica usada na análise dos dados para controlar ou considerar possíveis variáveis de confusão.
Glossário Ajustar Técnica usada na análise dos dados para controlar ou considerar possíveis variáveis de confusão. Análise de co-variância: Procedimento estatístico utilizado para análise de dados que
Exercícios de fixação de conhecimentos
Exercícios de fixação de conhecimentos Curso de Medicina Baseada em Evidências Prof. Robespierre Queiroz da Costa Ribeiro MBE Exercícios DESENHOS & VIÉSES Questões 1 a 4: Para cada situação descrita abaixo
Desenhos dos estudos de Epidemiologia Nutricional Analítica
Desenhos dos estudos de Epidemiologia Nutricional Analítica Estudo experimental ou de intervenção Estudo transversal ou seccional. Estudo caso-controle. Estudo de coorte ou longitudinal. ESTUDO EXPERIMENTAL
Causalidade e inferência em epidemiologia. Fábio Raphael Pascoti Bruhn Disciplina: Epidemiologia e Ecologia
Causalidade e inferência em epidemiologia Fábio Raphael Pascoti Bruhn Disciplina: Epidemiologia e Ecologia UFPel 2016 Epidemiologia Conceito: epi (sobre) + demo (povo) Estudo da distribuição e dos determinantes
Tipo de estudos epidemiológicos
Tipo de estudos epidemiológicos Observacionais: A causa (exposição) e o efeito (desfecho) são mensurados em um único momento no tempo. Parte-se da exposição (presente/ausente) e, em pelo menos em um momento
EPIDEMIOLOGIA ANALÍTICA: Validade em estudos epidemiológicos observacionais
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE DEPARTAMENTO DE EPIDEMIOLOGIA E BIOESTATÍSTICA EPIDEMIOLOGIA ANALÍTICA: Validade em estudos epidemiológicos observacionais 2018 - I www.epi.uff.br Prof Cynthia Boschi Validade
Delineamentos de estudos. FACIMED Investigação científica II 5º período Professora Gracian Li Pereira
Delineamentos de estudos FACIMED 2012.1 Investigação científica II 5º período Professora Gracian Li Pereira Delineamentos de estudos Estudos descritivos Relato de caso Série de casos Transversal Ecológico
diferença não aleatória na distribuição dos fatores de risco entre os dois grupos
Confundimento erro devido a uma diferença não aleatória na distribuição dos fatores de risco entre os dois grupos. A variável de confundimento está distribuída desigualmente entre os grupos comparados.
EPIDEMIOLOGIA ANALÍTICA: ESTUDOS DE COORTE
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE DEPARTAMENTO DE EPIDEMIOLOGIA E BIOESTATÍSTICA EPIDEMIOLOGIA ANALÍTICA: ESTUDOS DE COORTE 2018 - I www.epi.uff.br Prof Cynthia Boschi O que são estudos epidemiológicos Estudos
Métodos Empregados em Epidemiologia
Métodos Empregados em Epidemiologia Para avaliar: conhecimento da saúde da população, fatores que determinam a saúde, a evolução do processo da doença, impacto das ações propostas para alterar o seu curso.
Estudos de Caso-Controle
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Estudos de Caso-Controle Prof. Fredi Alexander Diaz Quijano Departamento Epidemiologia FSP E-mail: [email protected] Estudos de Caso-Controle Comparação de grupos de pessoas selecionadas
RESPONDA AS PERGUNTAS 1 E 2, UTILIZANDO AS OPÇÕES APRESENTADAS A SEGUIR.
RESPONDA AS PERGUNTAS 1 E 2, UTILIZANDO AS OPÇÕES APRESENTADAS A SEGUIR. (a) Incidência cumulativa (b) Densidade de incidência (c) Prevalência (d) Odds ratio (e) Risco relativo Qual é a medida de ocorrência
Medidas de efeito e associação em epidemiologia
Medidas de efeito e associação em epidemiologia Objetivo central da pesquisa epidemiológica: identificação de relações causais entre exposições (fatores de risco ou proteção) e desfechos (doenças ou medidas
EPIDEMIOLOGIA ANALÍTICA: ESTUDOS TRANSVERSAIS
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE DEPARTAMENTO DE EPIDEMIOLOGIA E BIOESTATÍSTICA EPIDEMIOLOGIA ANALÍTICA: ESTUDOS TRANSVERSAIS 2018 - I www.epi.uff.br Prof Cynthia Boschi Epidemiologia analítica Objetivos:
PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Cód. 35. Entende-se por comportamento endêmico de uma doença quando:
8 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Cód. 35 QUESTÃO 17 Entende-se por comportamento endêmico de uma doença quando: a) apresenta uma variação sazonal bem definida. b) ocorre em grande número de países
TABAGISMO E CÂNCER DE PULMÃO * Manual do Instrutor
1 05/06 TABAGISMO E CÂNCER DE PULMÃO * Manual do Instrutor OBJETIVOS discutir os elementos do delineamento da pesquisa e as vantagens e desvantagens de estudos tipo caso-controle versus estudos prospectivos
Epidemiologia. Tipos de Estudos Epidemiológicos. Curso de Verão 2012 Inquéritos de Saúde
Epidemiologia Tipos de Estudos Epidemiológicos Curso de Verão 2012 Inquéritos de Saúde TIPOS DE ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS Observacionais Experimental x Observacional Relatos de Casos Série de casos Transversal
MÓDULO 4 1- CONCEITOS BÁSICOS UTILIZADOS EM ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS.
MÓDULO 4 1- CONCEITOS BÁSICOS UTILIZADOS EM ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS. 2 - ESTUDOS OBSERVACIONAIS (DESCRITIVOS E ANALÍTICOS) 2.1- ESTUDOS TRANSVERSAIS (CAUSA E EFEITO) 2.2- ESTUDOS ECOLÓGICOS (P/AGREGADOS)
Epidemiologia Analítica. Estudos transversais 2017-II Site:
Epidemiologia Analítica Estudos transversais 2017-II Site: www.epi.uff.br O método Epidemiológico estudos descritivos Epidemiologia descritiva: Observação da frequência e distribuição de um evento relacionado
Vigilância Epidemiológica, Sanitária e Ambiental
Saúde Pública Vigilância Epidemiológica, Sanitária e Ambiental Tema 8 Estudos em Epidemiologia Bloco 1 Danielle Cristina Garbuio Objetivo da aula Apresentar os principais desenhos de pesquisa em epidemiologia.
Delineamento de Estudos Epidemiológicos
Universidade de São Paulo Faculdade de Saúde Pública Departamento de Epidemiologia Delineamento de Estudos Epidemiológicos ANA PAULA SAYURI SATO 2016 Conteúdo Classificação de tipo de estudos epidemiológicos
Aula 6 Delineamento de estudos epidemiológicos Epidemiologia analítica
Faculdade de Saúde Pública Departamento de Epidemiologia HEP142 Epidemiologia Aula 6 Delineamento de estudos epidemiológicos Epidemiologia analítica Rossana V. Mendoza López Lembrando da aula anterior
Desenhos de Estudos Epidemiológicos
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE INSTITUTO DE ESTUDOS EM SAÚDE COLETIVA DESENHOS DE ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS Desenhos de Estudos Epidemiológicos Profª. Amanda de Moura
18fev2016/CÉLIA COLLI FBA 417 Apresentação Do Curso Importância Do Estudo Da Nutrição GRUPO DE NUTRIÇÃO ALIMENTOS E NUTRIÇÃO II/ FBA 417
18fev2016/CÉLIA COLLI FBA 417 Apresentação Do Curso Importância Do Estudo Da Nutrição GRUPO DE NUTRIÇÃO ALIMENTOS E NUTRIÇÃO II/ FBA 417 Grupo de Nutrição do B14 Célia Colli Minerais em nutrição Silvia
Fundamentos de Biologia para matemáticos. Minicurso Renata Campos Azevedo
Fundamentos de Biologia para matemáticos Minicurso Renata Campos Azevedo Epidemiologia Reconhecimento das epidemias ocorreu antes do reconhecimento do agente viral (patológico) A medicina passou muito
Viés, confusão e modificação de efeito. David A. González Chica
Viés, confusão e modificação de efeito David A. González Chica Perguntas 1. Qual a diferença entre o viés de seleção e o viés de informação? 2. Quais são os 3 critérios mencionados no texto para ser um
DEPTO. DE ALIMENTOS E NUTRIÇÃO EXPERIMENTAL B14 Célia Colli. intervenções preventivas no início da vida trazem benefícios para a vida inteira
1 NUTRIÇÃO E SAÚDE DEPTO. DE ALIMENTOS E NUTRIÇÃO EXPERIMENTAL B14 Célia Colli 2 GRUPO DE NUTRIÇÃO ALIMENTOS E NUTRIÇÃO II/ FBA 417 Célia Colli Minerais em nutrição Fernando Salvador Moreno Dieta, nutrição
13/06/2011 ESTUDOS ECOLÓGICOS. Introdução a Epidemiologia. Introdução a Epidemiologia. Epidemiologia. Estudos epidemiológicos
Universidade Federal do Rio de janeiro Programa de Pós Graduação em Saúde Coletiva ESTUDOS ECOLÓGICOS Mario Vianna Vettore Epidemiologia Estudo da ocorrência e distribuição de estados ou eventos relacionados
ESTUDOS SECCIONAIS. Graduação. em Saúde Coletiva. Programa de Pós P. Estudos epidemiológicos. Epidemiologia
Universidade Federal do Rio de janeiro Programa de Pós P Graduação em Saúde Coletiva ESTUDOS SECCIONAIS Mario Vianna Vettore Epidemiologia Estudo da ocorrência e distribuição de estados ou eventos relacionados
Quando utilizar a pesquisa quantitativa?
Quando utilizar a pesquisa quantitativa? Utilizar pesquisa quantitativa Existem dados numéricos assecíveis e que possam ser medidos; Quando os dados numéricos parecem ser a resposta correta e óbvia; Há
TIPOS DE ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS. Profa. Carla Viotto Belli Maio 2019
TIPOS DE ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS Profa. Carla Viotto Belli Maio 2019 ESTUDOS DE CASO Características: Primeira abordagem Avaliação inicial de problemas mal conhecidos Formulação da hipóteses Enfoque em
Questões epidemiológicas relacionadas
Questões epidemiológicas relacionadas Ronir Raggio Luiz Claudio José Struchiner SciELO Books / SciELO Livros / SciELO Libros LUIZ, RR., and STRUCHINER, CJ. Inferência causal em epidemiologia: o modelo
HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA
HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA História Natural da Doença Identificação das causas envolvidas e da forma como participam no processo da doença, a fim de elaborar um modelo descritivo compreendendo as inter-relações
Tipos de Estudos Clínicos: Classificação da Epidemiologia. Profa. Dra. Maria Meimei Brevidelli
Tipos de Estudos Clínicos: Classificação da Epidemiologia Profa. Dra. Maria Meimei Brevidelli Roteiro da Apresentação 1. Estrutura da Pesquisa Científica 2. Classificação dos estudos epidemiológicos 3.
Questão clínica: Tratamento/prevenção. Estudos de intervenção (experimentais) Ensaios clínicos randomizados Aula 1
Questão clínica: Tratamento/prevenção Estudos de intervenção (experimentais) Ensaios clínicos randomizados Aula 1 Questões referentes a tratamento e prevenção Diante do uso de um novo tratamento ou uma
Estudos Caso-Controle. efeito > causa??? Casos. Expostos. (doentes) Coorte hipotética ou real. Não-expostos. Expostos. Controles (não - doentes)
efeito > causa??? Coorte hipotética ou real Casos (doentes) Controles (não - doentes) Expostos Não-expostos Expostos Não-expostos Classificação da exposição Tabela 2 x 2 caso controle exposto a b? não
Estudos de Intervenção
Universidade Federal do Rio de Janeiro Centro de Ciências da Saúde Instituto de Estudos em Saúde Coletiva Desenhos de Estudo Epidemiológico Estudos de Intervenção Profª. Amanda de Moura Souza Sumário Definição
O estudo certo para o problema: qualitativos x quantitativos. Murilo Britto
O estudo certo para o problema: qualitativos x quantitativos Murilo Britto Conceito E. quantitativo: segue rigorosamente um plano previamente estabelecido (baseado em hipóteses e objetivos explícitos)
Medidas de efeito e impacto em Epidemiologia Nutricional
Medidas de efeito e impacto em Epidemiologia Nutricional Profª. Drª Marly Augusto Cardoso Departamento de Nutrição, Faculdade de Saúde Pública, USP e-maile mail: marlyac@usp usp.br Delineamento dos Estudos
Princípios de Bioestatística
Universidade Federal de Minas Gerais Instituto de Ciências Exatas Departamento de Estatística Princípios de Bioestatística Aula 3: Medidas de Associação entre Variáveis Qualitativas: Risco Relativo Razão
DISCIPLINA ERM-0202 EPIDEMIOLOGIA (2016) Docentes: Prof. Dr. Ricardo Alexandre Arcêncio. Exercícios 2 Medidas de Ocorrência da doença: Mortalidade
1 DISCIPLINA ERM-0202 EPIDEMIOLOGIA (2016) Docentes: Prof. Dr. Ricardo Alexandre Arcêncio Exercícios 2 Medidas de Ocorrência da doença: Mortalidade 1. Em um país asiático com uma população de 6 milhões
Fase Pré- Clínica. Fase Clínica HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA
niversidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ nstituto de Estudos em Saúde Coletiva IESC urso de Graduação em Saúde Coletiva - Disciplina: Bases Conceituais de Vigilância em Saúde Início da exposição a
Estudos de Coorte. FACIMED Investigação científica II 5º período Professora Gracian Li Pereira
Estudos de Coorte FACIMED 2012.1 Investigação científica II 5º período Professora Gracian Li Pereira Estudo de coorte Delineamento de estudo em que determinado grupo de pessoas, com características definidas,
Epidemiologia Analítica
Epidemiologia Analítica Validade interna dos estudos observacionais Site: www.epi.uff.br Tipo de estudos epidemiológicos observacionais A) Transversal: causa (exposição) e efeito (desfecho) são mensurados
AVALIAÇÃO DA QUALIDADE EM CARDIOLOGIA DE INTERVENÇÃO: A IMPORTÂNCIA DO AJUSTAMENTO PELO RISCO NA ANÁLISE DE RESULTADOS
AVALIAÇÃO DA QUALIDADE EM CARDIOLOGIA DE INTERVENÇÃO: A IMPORTÂNCIA DO AJUSTAMENTO PELO RISCO NA ANÁLISE DE RESULTADOS Paulo Sousa, António Sousa Uva; Fausto Pinto, em nome dos Investigadores do Registo
Cálculo de Taxas e Ajuste por Idade
Cálculo de Taxas e Ajuste por Idade Introdução Este exercício enfoca o uso de taxas no estudo de características da doença em populações. Na primeira seção, as taxas de mortalidade ajustadas por idade
Epidemiologia Básica. 2 a edição. R. Bonita R. Beaglehole T. Kjellström
Epidemiologia Básica 2 a edição R. Bonita R. Beaglehole T. Kjellström Capítulo 3 Tipos de estudo Mensagens-chave A escolha de um delineamento apropriado para um estudo é um passo crucial em uma investigação
A Importância do Apoio do Pai do. adequado na Gravidez de Adolescentes
A Importância do Apoio do Pai do Recém-nascido na Realização de um Pré-natal adequado na Gravidez de Adolescentes Vania Cristina Costa Chuva Silvana Granado Nogueira da Gama Ana Glória Godói Vasconcelos
Delineamento de estudo caso-controle
Delineamento de estudo caso-controle EXPOSTOS EXPOSIÇÃO AO FATOR DE RISCO CASOS/CONTROLES POPULAÇÃO SIM NÃO SIM NÃO TEMPO PESQUISA CASOS (Apresentam a doença) CONTROLES (Não apresentam a doença) Estimativa
Desenhos de Estudo do Método Epidemiológico de Pesquisa MEP
Desenhos de Estudo do Método Epidemiológico de Pesquisa MEP Descritivos MEP (não testam hipóteses) Experimentais Analíticos (testam hipóteses) Observacionais Transversais (seccionais) Coorte (exposição
Tipos de Estudos Científicos e Níveis de Evidência
Tipos de Estudos Científicos e Níveis de Evidência Francisco Batel Marques, PhD Professor, School of Pharmacy, University of Coimbra Director, CHAD Centro de Avaliação de Tecnologias em Saúde e Investigação
