Delineamento de Estudos Epidemiológicos
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- Rosângela Bentes Branco
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1 Universidade de São Paulo Faculdade de Saúde Pública Departamento de Epidemiologia Delineamento de Estudos Epidemiológicos ANA PAULA SAYURI SATO 2016
2 Conteúdo Classificação de tipo de estudos epidemiológicos Estudos Observacionais Ecológico Transversal Coorte Caso-controle - Exemplos - Medidas de Ocorrência - Medidas de Associação - Medidas de Impacto Estudos Experimentais
3 Etapas do Raciocínio Epidemiológico 1) A partir da observação clínica, de pesquisas de laboratório, análises descritivas ou mesmo de especulações teóricas pode surgir uma hipótese a respeito de uma possível associação entre um fator e a ocorrência da doença 2) O teste dessa hipótese é efetuado mediante estudos epidemiológicos que incluem um grupo apropriado de comparação 3) O estudo é efetuado mediante a coleta sistemática de dados e a análise correspondente com o objetivo de determinar a existência ou não de associação estatística entre a exposição e o desfecho de interesse 3
4 Etapas do Raciocínio Epidemiológico 4) Em seguida é necessário avaliar a validade das possíveis associações estatísticas observadas, excluindo o acaso, o erro sistemático na coleta ou interpretação dos dados (viés) ou o efeito de outras variáveis que podem ser responsáveis pela associação observada, efeito conhecido como fator de confusão 5) Finalmente, o julgamento focaliza a existência de uma associação de causa e efeito levando-se em consideração critérios de avaliação da associação causal, entre eles: força da associação, consistência dos resultados obtidos, efeito dose resposta, plausibilidade biológica, entre outros (Hennekens & Buring, 1987). 4
5 Raciocínio Epidemiológico Determinar se existe associação estatística entre um fator de risco presumido e a doença Elaborar inferências considerando como possível associação causal as associações estatísticas encontradas 5
6 I- Anatomia da Pesquisa (o que é feito) 1. Definição da questão a ser pesquisada 2. Relevância do tema 3. Desenho ou tipo de estudo 4. Definição da população de estudo 5. Definição das variáveis 6. Plano do manejo e análise dos dados 6
7 O objetivo do pesquisador é definir esses elementos de tal forma que o desenvolvimento da pesquisa seja rápido, de baixo custo e simples de operacionalizar 7
8 1. Definição da questão a ser pesquisada Geralmente inicia-se de forma um tanto vaga tornando-se progressivamente mais específica Ex: As pessoas deveriam comer mais peixe? 1. As taxas de ataque do Ebola são mais altas na vila onde o hospital está localizado - Com que frequência os brasileiros comem peixe? - Comer peixe diminui o risco de desenvolver doença cardiovascular? - Existe um risco aumentado de intoxicação por mercúrio quando as pessoas idosas passam a comer mais peixe? - Os 3. suplementos O momento de da óleo introdução de peixe têm de os medidas mesmos que efeitos interrompem sobre a doença a cardiovascular transmissão que do o vírus peixe diminui presente as na taxas dieta? da doença? 2. Qual(ais) os fatores estão associados à transmissão do Ebola Deve contribuir para a ampliação do conhecimento Deve ser viável 8
9 2. Relevância do Estudo 1. O que é conhecido a respeito do tema 2. Porque a questão a ser pesquisada é importante 3. Qual(ais) tipos de resposta serão oferecidas pelos estudos 4. Deve tornar claro como os resultados do estudo proposto resolverão ou diminuirão as incertezas a respeito do tema e influenciarão políticas públicas ou as condutas clínicas 9
10 3. Desenho ou tipo de estudo Estudos Ecológicos Estudos Experimentais Estudos Transversais Estudos Caso-controle Estudos de Coorte
11 Classificação de tipo de estudos Unidade de Análise: Indivíduo X Grupo de pessoas Interferência do investigador: Observacional X Experimental Número de mensurações de cada unidade: Transversal X Longitudinal Analítico X Descritivo Grupo Controle
12 Unidade de Análise Indivíduo: Transversal, ECR, Coorte, Caso-controle Grupo de pessoas: Estudos ecológicos Médias de municípios, IDH, prevalências, incidências, porcentagens (Ex: % de mães adolescentes), Coeficiente de mortalidade infantil ao longo dos anos, etc... Lugar ou Tempo
13 Classificação de tipo de estudos Unidade de Análise: Indivíduo X Grupo de pessoas Interferência do investigador: Observacional X Experimental Número de mensurações de cada unidade: Transversal X Longitudinal Analítico X Descritivo Grupo Controle
14 Interferência do investigador Dois Tipos Experimental Observacional Envolve decisões: a) Não intervir nos eventos (estudos observacionais) b) Testar o efeito de uma intervenção (estudos experimentais) 14
15 Experimento / Observação Definir a Exposição Exposto Não exposto Ocorrência da Doença Se a exposição é prejudicial ao homem, não é ético promover um experimento 15
16 Classificação de tipo de estudos Unidade de Análise: Indivíduo X Grupo de pessoas Interferência do investigador: Observacional X Experimental Número de mensurações de cada unidade: Transversal X Longitudinal Analítico X Descritivo Grupo Controle
17 Número de mensuracões Estudos Observacionais Mensuração num único momento: corte transversal Mensuração durante um período estudo longitudinal Estudar exclusivamente eventos passados estudo retrospectivo 17
18 Classificação de tipo de estudos Unidade de Análise: Indivíduo X Grupo de pessoas Interferência do investigador: Observacional X Experimental Número de mensurações de cada unidade: Transversal X Longitudinal Analítico X Descritivo Grupo Controle
19 Descritivos vs Analíticos O uso de grupos de comparação A investigação da associação entre uma exposição e um efeito pressupõe uma comparação entre dois grupos, um exposto e outro não Estudo Analítico Na ausência do grupo de comparação, temos um estudo descritivo 19
20 Características Unidade de observação/ análise Posição do investigador quanto à exposição Referência temporal Existência de comparação de grupos Agregados (grupo de indivíduos) Individual Ativa Passiva Uma única mensuração Duas ou mais mensurações do mesmo indivíduo/unidade Ausência Presença Tipos de Estudos Ecológico Demais estudos Experimental Intervenção Observacional Transversal Longitudinal Descritivo Analítico (Grimes e Schulz , Almeida Filho e Barreto, ).
21 4. Definição da população de estudo Neste tópico temos duas decisões importantes: a) Especificar os critérios de seleção e elegibilidade (inclusão e exclusão) b) Estabelecer a amostra: processo pelo qual identificamos a parcela da população que será efetivamente estudada Capacidade de generalização e representatividade VS tamanho de amostra 21
22 5. Definição das variáveis Em estudos analíticos verifica-se a associação entre duas ou mais variáveis com vistas a entender determinados efeitos e elaborar inferências a respeito de causa e efeito Neste caso temos as variáveis de desfecho ou efeito (variável dependente, status de doença) e as variáveis preditoras (independentes, explanatórias, explicativas, confusão, status de intervenção) Em estudos experimentais temos um tipo especial de variável preditora, que expressa a intervenção que é induzida pelo investigador 22
23 5. Definição das variáveis Nos estudos observacionais e experimentais essa fase sempre inclui o componente teste de hipótese, especificando previamente a principal hipótese Ex: A desnutrição é um fator de risco para a gravidade do sarampo - Estudos descritivos não requerem hipótese pois seu objetivo é principalmente estudar como as variáveis se distribuem e não como elas estão associadas entre si - Frequentemente fundamentos em estudos descritivos formulam-se hipóteses 23
24 6. Manejo e análise dos dados -Descritivo -Hipótese - Análise ajustada e não ajustada 24
25 País Distribuição etária Mortalidade Café Tabagismo Ca Pulmão
26 Os estudos são úteis a medida que permitem inferências válidas para: Eventos que ocorram na amostra estudada (validade interna) Generalizações desses eventos para a população externa ao estudo (validade externa) 26
27 Validade Interna: é o grau em que as conclusões do pesquisador descrevem corretamente o que realmente ocorreu no estudo Validade Externa: o grau em que essas conclusões apresentadas são apropriadas quando aplicadas para o universo externo ao estudo No desenvolvimento de um estudo necessitamos ter em mente tanto a validade interna como a externa, com o principal objetivo de maximizar esses atributos no final do estudo 27
28 Funções Tradicionais do Epidemiologista Descrever magnitude e distribuição de enfermidades e fatores de risco na população alvo; Investigar etiologia; Avaliar estratégias preventivas e curativas e Colaborar com os responsáveis pelas políticas de saúde, a fim de facilitar planejamento baseado em evidências. Boas perguntas / questões de pesquisa Moyses Szklo, Leon Gordis
29 Correlação entre o tamanho da população de Oldenburg no final de cada ano e o número de cegonhas observados no mesmo ano, (Ornitholigische Monatsberichte 1936;44(2)
30 Referências Gordis L. Epidemiology. W.B. Sauders Company, Philadelfia, Almeida Filho & Barreto ML. Epidemiologia & Saúde. Fundamentos, Métodos, Aplicações. Rio de Janeiro. Gen/Guanabara Koogan Hulley SB et al. Delineando a Pesquisa Clínica: uma abordagem epidemiológica. Trad. Duncan MS. Proto Alegre: Artmed, 2008.
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