Negação em Logical Forms.
|
|
|
- Ângelo Osório Amado
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Negação em Logical Forms 125 Oswaldo Chateaubriand 1 Negação em Logical Forms Negação em Logical Forms. Oswaldo Chateaubriand Resumo Neste artigo enumero e discuto brevemente algumas teses centrais de meu livro Logical Forms que dizem respeito às noções de negação, forma lógica, verdade e falsidade, e à algumas interconexões entre elas. Palavras chave: Negação. Forma lógica. Predicação. Verdade. Falsidade Abstract In this paper I briefly discuss some central theses of my book Logical Forms concerning the notions of negation, logical form, truth, and falsity, and some of their interconnections. Key-words: Negation. Logical form. Predication. Truth. Falsity A negação tem um papel central nos dois volumes de meu livro Logical Forms, mas não há um tratamento unificado de suas propriedades. Neste breve artigo enumerarei algumas teses importantes salientadas no livro e indicarei sua relação com a negação. Quase todas estas teses já estão formuladas no primeiro capítulo de Logical Forms, que é uma introdução geral às questões relacionadas à verdade e à falsidade, e são discutidas em detalhe em vários capítulos posteriores, assim como em alguns artigos listados nas referências bibliográficas. Tanto o livro como os artigos contêm referências às obras dos autores que são discutidos. 1 Professor do Departamento de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Pesquisador do CNPq. [email protected] O que nos faz pensar nº23, junho de 2008
2 126 Oswaldo Chateaubriand Tese I. A negação sentencial tem propriedades diferentes da negação predicativa. 2 2 A distinção entre negação sentencial e negação predicativa é fundamental para meus propósitos. A negação sentencial se expressa prefixando locuções como não é o caso que ou não é verdade que a uma sentença S. A negação predicativa de uma sentença S se expressa negando o predicado de S. Assim a negação sentencial de é (1) O menor número par é primo, (1 S ) Não é o caso que o menor número par é primo, enquanto que sua negação predicativa é (1 P ) O menor número par não é primo. Em geral as duas formas de negação são tratadas como sendo equivalentes, mas quando consideramos sentenças que não são nem verdadeiras nem falsas as condições de verdade diferem. Consideremos a sentença (2) O maior número par é primo. Dado que a expressão o maior número par é um termo singular sem denotação, temos, seguindo Frege, que (2) não é nem verdadeira nem falsa. Portanto (2) não é o caso (não é verdadeira) e sua negação sentencial (2 S ) Não é o caso que o maior número par é primo, é verdadeira. Por outro lado, sua negação predicativa (2 P ) O maior número par não é primo, tem o mesmo valor de verdade que (2), não sendo nem verdadeira nem falsa. Esta tese é discutida em quase todos os capítulos de LF I e há também uma discussão resumida em Chateaubriand (2004).
3 Negação em Logical Forms 127 É importante notar, porém, que a distinção entre negação sentencial e negação predicativa não é realmente uma distinção entre dois tipos diferentes de negação. A negação sentencial é de fato a negação predicativa do predicado x é verdadeira (ou x é o caso ) aplicado a uma sentença. Mas a importância da distinção está associada a outras teses defendidas em Logical Forms que discutirei a seguir. Tese II. Toda sentença (formal ou informal) tem estrutura lógica predicativa. 3 Esta tese deriva de duas idéias fundamentais de Frege; a análise de sentenças em termos de função e argumentos e a análise dos quantificadores como propriedades de ordem superior. Como aponta Frege, não há uma estrutura predicativa única associada a cada sentença, mas uma diversidade de leituras em termos predicativos. Por exemplo, a sentença (3) 5 < 7, pode ser analisada das seguintes formas: (3a) [x < y](5, 7), (3b) [x < 7](5), (3c) [5 < y](7), (3d) [5 Z 7]([x < y]), onde as partes entre colchetes representam funções (predicados) e os argumentos (sujeitos, que também podem ser funções) são listados a seguir entre parêntesis. No caso de uma sentença quantificada como (4) Todo numero primo maior que 2 é impar, ou, em símbolos, 3 As discussões principais estão nos capítulos 1, 6, 8, 11 e 12 de LF I. Há também uma discussão abreviada em Chateaubriand (2007).
4 128 Oswaldo Chateaubriand (4 ) x((x é primo x > 2) x é impar), temos também várias leituras. A mais natural, neste caso, é (4 a) [ x(zx Wx)]([(x é primo x > 2)], [x é impar]), onde o predicado (de segunda ordem) é a relação de subordinação extensional e os argumentos são os predicados (de primeira ordem) [(x é primo x > 2)](x) e [x é impar](x). Mas podemos ter também as seguintes leituras: (4 b) [ xzx]([(x é primo x > 2) x é impar]), (4 c) [ x((x é primo x > y) x é impar)](2), (4 d) [ x((zx x > 2) x é impar)]([x é primo]), (4 e) [ x((zx x > y) x é impar)]([x é primo], 2), assim como várias outras. Dadas certas suposições usuais na lógica (toda sentença é verdadeira ou falsa, todo termo denota, etc.) não haverá diferença de valor de verdade entre as diferentes leituras. Mas sem estas suposições pode haver diferenças de valor de verdade. Consideremos a sentença (5) Feynman raciocina como Sherlock Holmes. Se interpretamos a estrutura lógica de (5) como a predicação (5a) [x raciocina como y](feynman, Sherlock Holmes), temos uma sentença que não é nem verdadeira nem falsa, porque o nome (argumento) Sherlock Holmes não denota. Por outro lado, se interpretamos a estrutura lógica de (5) como a predicação (5b) [x raciocina como Sherlock Holmes](Feynman), temos uma sentença que pode ser verdadeira ou falsa, porque o predicado x raciocina como Sherlock Holmes possui condições de verdade determinadas pelos raciocínios descritos nas novelas de Conan Doyle.
5 Negação em Logical Forms 129 Tese III. Há sentenças que não são nem verdadeiras nem falsas. No que diz respeito às linguagens naturais esta tese também deriva de Frege. Em particular, Frege mantém que sentenças que contém termos que não denotam não são nem verdadeiras nem falsas. Como é bem sabido, porém, Frege considera que em uma linguagem científica não deve haver termos sem denotação e toda sentença deve ser verdadeira ou falsa. Minha posição é que não há nenhuma maneira razoável de excluir sentenças sem valor de verdade, seja na linguagem natural, seja em linguagens científicas. A estratégia mais comum para evitar sentenças sem valor de verdade resultantes de ocorrências de termos singulares sem denotação é utilizar a teoria de descrições de Russell combinada com alguma teoria abreviativa (Russell) ou eliminativa (Quine) de nomes próprios. Assim, a sentença (2) acima é interpretada pela teoria das descrições de Russell como a quantificação existencial falsa (2R) x(((x é par y(y é par x > y)) z((z é par w(w é par z > w)) x = z)) x é primo). Para sentenças que contêm nomes sem denotação, como por exemplo (6) Pégaso voa, ou bem se elimina o nome através de uma descrição (6R) o cavalo alado capturado por Belerofonte voa, como faz Russell, ou bem se introduz um predicado ad hoc (6Q) o objeto que pegaseia voa, como faz Quine, aplicando-se a seguir a teoria das descrições de Russell. Mesmo sendo estas soluções formalmente corretas, não as considero adequadas nem num caso nem no outro, como argumento em detalhe nos capítulos 3 e 18 de LF e nos artigos de 2002 e Esta tese está discutida em quase todos os capítulos de LF I (especialmente nos capítulos 2, 3 e 6) e em vários capítulos de LF II. Ver também Chateaubriand (2002, 2005b e 2007).
6 130 Oswaldo Chateaubriand Tese IV. O esquema (T) de Tarski não é adequado como guia para uma definição de verdade. O esquema (T) de Tarski é formulado para uma linguagem específica L assim: X é verdadeira se, e somente se, S, onde S é uma sentença de L e X é um nome ou designador de S. Supostamente todas as instâncias de (T) são verdadeiras e uma definição adequada de verdade para a linguagem L deveria tê-las como conseqüência. Mas isto pressupõe que todas as sentenças de L são verdadeiras ou falsas, pois em caso contrário teremos instâncias de (T) que não são verdadeiras. Consideremos, por exemplo, uma instância para a sentença (2), supondo que o maior número par é um termo singular que não denota: O maior número par é primo é verdadeira se, e somente se, o maior número par é primo. Como (2) não é uma sentença verdadeira o lado esquerdo do bi-condicional é falso; mas como (2) não é uma sentença falsa o lado direito do bi-condicional não é nem verdadeiro nem falso. Portanto, o bi-condicional não é verdadeiro. Uma das causas de confusão em relação às instancias do esquema (T) é que as sentenças são logicamente equivalentes, no sentido de que cada uma é conseqüência lógica da outra. Mas isto somente garante que se uma for verdadeira a outra também será, e não elimina a possibilidade de uma ser falsa e a outra nem verdadeira nem falsa, como no exemplo acima. Tese V. Dada uma definição de verdade a falsidade pode ser definida usando a negação predicativa. 5 6 Se aceitarmos a tese que há sentenças que não são nem verdadeiras nem falsas, uma definição de verdade não nos dá uma definição de falsidade, já que as sentenças falsas não podem ser definidas simplesmente como aquelas que Esta tese é discutida inicialmente no capítulo 2 de LF I em relação à Frege, mas a discussão principal está nos capítulos 7 e 12. Esta tese está discutida principalmente nos capítulos 1, 11 e 12 de LF I e também em Chateaubriand (2007).
7 Negação em Logical Forms 131 não são verdadeiras. Mas se toda sentença tem estrutura predicativa a negação predicativa está sempre definida e, portanto, podemos definir uma sentença falsa como aquela cuja negação predicativa é verdadeira. Tese VI. A definição de negação de Frege em Grundgesetze é circular. A definição de negação na lógica de Grundgesetze está baseada nos objetos o Verdadeiro e o Falso que são introduzidos como primitivos. A negação do Verdadeiro é o Falso e a negação do Falso é o verdadeiro. O problema é que sem ter a negação na base do sistema Frege não tem como assegurar que o Verdadeiro é diferente do Falso. Se o Verdadeiro for idêntico ao Falso, a negação é a função de identidade e tudo o que Frege postula e prova em Grundgesetze não altera este fato. Postular (ou provar) a negação da identidade (7) O Verdadeiro = O Falso, não mostra que o Verdadeiro seja diferente do Falso, porque para que a negação definida por Frege expresse diferença temos que pressupor que o Verdadeiro é diferente do Falso. Temos, portanto, uma circularidade na lógica de Grundgesetze que não pode ser eliminada. Minha conclusão é que não é possível formular as noções lógicas denotacionalmente, como se propõe Frege. Tese VII. A negação na lógica proposicional clássica é puramente extensional. Do ponto de vista dos modelos da lógica proposicional clássica o que é fundamental é que a negação de uma sentença verdadeira seja falsa e a negação de uma sentença falsa seja verdadeira, mas não é necessário que haja qualquer conexão intrínseca entre uma sentença e sua negação. Qualquer sentença falsa nega qualquer sentença verdadeira, e vice-versa. É por esta razão que podemos interpretar a lógica proposicional clássica em termos de valores de verdade. Evidentemente isto não é possível em uma teoria da dedução onde tem que haver uma conexão estrutural entre a sentença que nega e a sentença negada. Neste sentido, em uma teoria da dedução as relações lógicas entre sentenças não são puramente extensionais. 7 8 Esta é uma tese central do capítulo 8 de LF I e está recapitulada em Chateaubriand (2003). Esta é uma das teses centrais do capítulo 16 de LF II.
8 132 Oswaldo Chateaubriand Referências Bibliográficas Chateaubriand, O Logical Forms. Part I: Truth and Description. Part I: Truth and Description. Coleção CLE, Unicamp Descriptions: Frege and Russell combined. Synthese 130, How is it determined that the True is not the same as the False. Manuscrito 26, pp Negation and negative properties: reply to Richard Vallée. Manuscrito 27, pp a. Logical Forms. Part II: Logic, Language, and Knowledge. Coleção CLE, Unicamp b. Deconstructing On Denoting. In: On Denoting: , edited by B. Linsky and G. Imaguire, Munich: Philosophia Verlag, The truth of thoughts: variations on Fregean themes. Grazer Philosophische Studien 75, pp
Introdução à Lógica de Predicados
Introdução à Lógica de Predicados Matemática Discreta I Rodrigo Ribeiro Departamento de Ciências Exatas e Aplicadas Universidade de Federal de Ouro Preto 10 de dezembro de 2012 Motivação (I) Considere
Aula 1 Aula 2 Aula 3. Ana Carolina Boero. Página:
Elementos de lógica e linguagem matemática E-mail: [email protected] Página: http://professor.ufabc.edu.br/~ana.boero Sala 512-2 - Bloco A - Campus Santo André Linguagem matemática A linguagem matemática
Aula 1 Aula 2. Ana Carolina Boero. Página:
Elementos de lógica e linguagem matemática E-mail: [email protected] Página: http://professor.ufabc.edu.br/~ana.boero Sala 512-2 - Bloco A - Campus Santo André Linguagem matemática A linguagem matemática
Argumentação em Matemática período Prof. Lenimar N. Andrade. 1 de setembro de 2009
Noções de Lógica Matemática 2 a parte Argumentação em Matemática período 2009.2 Prof. Lenimar N. Andrade 1 de setembro de 2009 Sumário 1 Condicional 1 2 Bicondicional 2 3 Recíprocas e contrapositivas 2
MD Lógica de Proposições Quantificadas Cálculo de Predicados 1
Lógica de Proposições Quantificadas Cálculo de Predicados Antonio Alfredo Ferreira Loureiro [email protected] http://www.dcc.ufmg.br/~loureiro MD Lógica de Proposições Quantificadas Cálculo de Predicados
01/09/2014. Capítulo 1. A linguagem da Lógica Proposicional
Capítulo 1 A linguagem da Lógica Proposicional 1 Introdução O estudo da Lógica é fundamentado em: Especificação de uma linguagem Estudo de métodos que produzam ou verifiquem as fórmulas ou argumentos válidos.
MÓDULO II - PARTE II LÓGICA DOS PREDICADOS
MÓDULO II - PARTE II LÓGICA DOS PREDICADOS Quantificadores Professora Dr. a Donizete Ritter 26 de julho de 2017 Ritter, D. (UNEMAT/DEAD/SI) LÓGICA 26 de julho de 2017 1 / 18 Sumário 1 INTRODUÇÃO 2 TIPOS
Gestão Empresarial Prof. Ânderson Vieira
NOÇÕES DE LÓGICA Gestão Empresarial Prof. Ânderson ieira A maioria do texto apresentado neste arquivo é do livro Fundamentos de Matemática Elementar, ol. 1, Gelson Iezzi e Carlos Murakami (eja [1]). Algumas
Enunciados Quantificados Equivalentes
Enunciados Quantificados Equivalentes Renata de Freitas e Petrucio Viana IME, UFF Junho de 2014 Sumário Equivalência de enunciados quantificados. Aplicação da noção de interpretação para decidir quando
Fundamentos 1. Lógica de Predicados
Fundamentos 1 Lógica de Predicados Predicados e Quantificadores Estudamos até agora a lógica proposicional Predicados e Quantificadores Estudamos até agora a lógica proposicional A lógica proposicional
Lógica de Predicados
Lógica de Predicados Rosen 47 6) Considere N(x) como o predicado x visitou Dakota do Norte, em que o domínio são os estudantes de sua escola. Expresse cada uma dessas quantificações em português. a) x
1 Lógica de primeira ordem
1 Lógica de primeira ordem 1.1 Sintaxe Para definir uma linguagem de primeira ordem é necessário dispor de um alfabeto. Este alfabeto introduz os símbolos à custa dos quais são construídos os termos e
Introdução à Lógica Matemática
Introdução à Lógica Matemática Disciplina fundamental sobre a qual se fundamenta a Matemática Uma linguagem matemática Paradoxos 1) Paradoxo do mentiroso (A) Esta frase é falsa. A sentença (A) é verdadeira
A Negação como uma Operação Formal
143 Rogério Saucedo Corrêa 1 A Negação como uma Operação Formal A Negação como uma Operação Formal Rogério Saucedo Corrêa Resumo A distinção entre operação e operação de verdade permite esclarecer o caráter
Introdução à Lógica Proposicional Sintaxe
Bacharelado em Ciência e Tecnologia BC&T Introdução à Lógica Proposicional Sintaxe PASSOS PARA O ESTUDO DE LÓGICA Prof a Maria das Graças Marietto [email protected] 2 ESTUDO DE LÓGICA O estudo
1 TEORIA DOS CONJUNTOS
1 TEORIA DOS CONJUNTOS Definição de Conjunto: um conjunto é uma coleção de zero ou mais objetos distintos, chamados elementos do conjunto, os quais não possuem qualquer ordem associada. Em outras palavras,
A LÓGICA EPISTÊMICA DE HINTIKKA E A DEFINIÇÃO CLÁSSICA DE CONHECIMENTO. Resumo
A LÓGICA EPISTÊMICA DE HINTIKKA E A DEFINIÇÃO CLÁSSICA DE CONHECIMENTO Autor: Stanley Kreiter Bezerra Medeiros Departamento de Filosofia UFRN Resumo Em 1962, Jaako Hintikka publicou Knowledge and Belief:
Capítulo 3 Lógica de Primeira Ordem
Capítulo 3 Lógica de Primeira Ordem Lógica para Programação LEIC - Tagus Park 1 o Semestre, Ano Lectivo 2007/08 c Inês Lynce and Luísa Coheur Bibliografia Martins J.P., Lógica para Programação, Capítulo
Fundamentos de Lógica Matemática
Webconferência 6-29/03/2012 Introdução à Lógica de Predicados Prof. L. M. Levada http://www.dc.ufscar.br/ alexandre Departamento de Computação (DC) Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) 2012/1 Introdução
2 Lógica Fuzzy. 2 Lógica Fuzzy. Sintaxe da linguagem
2 Lógica Fuzzy 2.1 Cálculo proposicional (lógica proposicional) 2.2 Lógica de Predicados 2.3 Lógica de múltiplos valores 2.4 Lógica Fuzzy Proposições fuzzy Inferência a partir de proposições fuzzy condicionais
Lógica Proposicional-2
Lógica Proposicional-2 Conetivas Booleanas Provas informais e formais com conetivas Booleanas Referência: Language, Proof and Logic Dave Barker-Plummer, Jon Barwise e John Etchemendy, 2011 Capítulos: 3-4-5-6
DEUS: CONCEITO NÃO-DISTRIBUTIVO DE SEGUNDA ORDEM?
DEUS: CONCEITO NÃO-DISTRIBUTIVO DE SEGUNDA ORDEM? Edgar Marques UERJ/CNPq Abstract: In this paper I argue against Guido Imaguire s attempt of solving the christian mistery of the trinity by considering
Conteúdo. Correção de Exercício Quantificadores Rosen (pg 33) Tradução Português Lógica Rosen (pg 42)
Conteúdo Correção de Exercício Quantificadores Rosen (pg 33) Tradução Português Lógica Rosen (pg 42) Correção exercicios 11) P(x) = x = x 2 P(0) P(1) P(2) 12) Q(x) = x + 1 = 2x Q(0) Q(-1) Q(1) Correção
traço de inferência, premissas conclusão rrt
Introdução Como vimos antes, quando da exposição informal, uma das importantes noções lógicas é a de regra de inferência. gora introduziremos essa noção de maneira formal (mais precisamente, considerando
Enunciados Quantificados Equivalentes
Lógica para Ciência da Computação I Lógica Matemática Texto 15 Enunciados Quantificados Equivalentes Sumário 1 Equivalência de enunciados quantificados 2 1.1 Observações................................
Cálculo de Predicados
Cálculo de Predicados (Lógica da Primeira Ordem) Prof. Tiago Semprebom, Dr. Eng. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Santa Catarina - Campus São José [email protected] 18 de maio de 2013
Elementos de Lógica Matemática p. 1/2
Elementos de Lógica Matemática Uma Breve Iniciação Gláucio Terra [email protected] Departamento de Matemática IME - USP Elementos de Lógica Matemática p. 1/2 Vamos aprender a falar aramaico? ǫ > 0 ( δ
Para provar uma implicação se p, então q, é suficiente fazer o seguinte:
Prova de Implicações Uma implicação é verdadeira quando a verdade do seu antecedente acarreta a verdade do seu consequente. Ex.: Considere a implicação: Se chove, então a rua está molhada. Observe que
Programação em Lógica. UCPEL/CPOLI/BCC Lógica para Ciência da Computação Luiz A M Palazzo Maio de 2010
Programação em Lógica UCPEL/CPOLI/BCC Lógica para Ciência da Computação Luiz A M Palazzo Maio de 2010 Roteiro Introdução Conceitos Básicos Linguagens Lógicas Semântica de Modelos Semântica de Prova Programação
Lógica de primeira ordem (Capítulo 8 - Russell) Inteligência Artificial
Lógica de primeira ordem (Capítulo 8 - Russell) Inteligência Artificial Estrutura 1- Contextualização 2- Definições 3- Lista de exercício 4- Prolog 5- Regras em Prolog - Mundo Wumpus 6- Aplicação do Mundo
Dedução Natural para Lógica Proposicional
Dedução Natural para Lógica Proposicional Matemática Discreta I Rodrigo Ribeiro Departamento de Ciências Exatas e Aplicadas Universidade de Federal de Ouro Preto 11 de dezembro de 2012 Motivação (I) Considere
A LINGUAGEM DO DISCURSO MATEMÁTICO E SUA LÓGICA
MAT1513 - Laboratório de Matemática - Diurno Professor David Pires Dias - 2017 Texto sobre Lógica (de autoria da Professora Iole de Freitas Druck) A LINGUAGEM DO DISCURSO MATEMÁTICO E SUA LÓGICA Iniciemos
Resumo de Filosofia. Preposição frase declarativa com um certo valor de verdade
Resumo de Filosofia Capítulo I Argumentação e Lógica Formal Validade e Verdade O que é um argumento? Um argumento é um conjunto de proposições em que se pretende justificar ou defender uma delas, a conclusão,
Cálculo proposicional
O estudo da lógica é a análise de métodos de raciocínio. No estudo desses métodos, a lógica esta interessada principalmente na forma e não no conteúdo dos argumentos. Lógica: conhecimento das formas gerais
SENTIDOS E PROPRIEDADES 1. Abílio Azambuja Rodrigues Filho 2
Abstracta 1:1 pp. 40 51, 2004 SENTIDOS E PROPRIEDADES 1 Abílio Azambuja Rodrigues Filho 2 Abstract: This article proposes an interpretation of the sense/reference distinction, especially regarding predicates.
Lógica Formal. Matemática Discreta. Prof Marcelo Maraschin de Souza
Lógica Formal Matemática Discreta Prof Marcelo Maraschin de Souza Implicação As proposições podem ser combinadas na forma se proposição 1, então proposição 2 Essa proposição composta é denotada por Seja
Lógica Matemática - Quantificadores
Lógica Matemática - Quantificadores Prof. Elias T. Galante - 2017 Quantificador Universal Seja p(x) uma sentença aberta em um conjunto não-vazio A e seja V p o seu conjunto verdade: V p = {x x A p(x)}.
Lógica Proposicional Parte 2
Lógica Proposicional Parte 2 Como vimos na aula passada, podemos usar os operadores lógicos para combinar afirmações criando, assim, novas afirmações. Com o que vimos, já podemos combinar afirmações conhecidas
Questões de Concursos Aula 02 CEF RACIOCÍNIO LÓGICO. Prof. Fabrício Biazotto
Questões de Concursos Aula 02 CEF RACIOCÍNIO LÓGICO Prof. Fabrício Biazotto Raciocínio Lógico 1. Considere as afirmações: I. A camisa é azul ou a gravata é branca. II. Ou o sapato é marrom ou a camisa
3 Cálculo Proposicional
3 Cálculo Proposicional O Cálculo Proposicional é um dos tópicos fundamentais da Lógica e consiste essencialmente da formalização das relações entre sentenças (ou proposições), de nidas como sendo frases
1. = F; Q = V; R = V.
ENADE 2005 e 2008 Nas opções abaixo, representa o condicional material (se...então...), v representa a disjunção (ou um, ou outro, ou ambos) e ~ representa a negação (não). Com o auxílio de tabelas veritativas,
A Teoria das descrições de Bertrand Russell
A Teoria das descrições de Bertrand Russell CERQUEIRA, João Luiz Cosmi [1] CERQUEIRA, João Luiz Cosmi. A Teoria das Descrições de Bertrand Russell. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento.
Aula 1: Introdução ao curso
Aula 1: Introdução ao curso MCTA027-17 - Teoria dos Grafos Profa. Carla Negri Lintzmayer [email protected] Centro de Matemática, Computação e Cognição Universidade Federal do ABC 1 Grafos Grafos
Predicados e Quantificadores
Predicados e Quantificadores Profa. Sheila Morais de Almeida DAINF-UTFPR-PG junho - 2018 Sheila Almeida (DAINF-UTFPR-PG) Predicados e Quantificadores junho - 2018 1 / 57 Este material é preparado usando
Os Fundamentos: Lógica de Predicados
Os Fundamentos: Lógica de Predicados Área de Teoria DCC/UFMG Introdução à Lógica Computacional 2019/01 Introdução à Lógica Computacional Os Fundamentos: Lógica de Predicados Área de Teoria DCC/UFMG - 2019/01
Lógica. História da Lógica
1 Lógica História da Lógica A história da lógica começa com os trabalhos do filósofo grego Aristóteles (384-322 a.c.) de Estagira (hoje Estavro), na Macedônia, não se conhecendo precursores de sua obra,
INE5403 FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA DISCRETA
INE5403 FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA DISCRETA PARA A COMPUTAÇÃO PROF. DANIEL S. FREITAS UFSC - CTC - INE Prof. Daniel S. Freitas - UFSC/CTC/INE/2007 p.1/59 1 - LÓGICA E MÉTODOS DE PROVA 1.1) Lógica Proposicional
Introdu c ao ` a L ogica Matem atica Ricardo Bianconi
Introdução à Lógica Matemática Ricardo Bianconi Capítulo 4 Dedução Informal Antes de embarcarmos em um estudo da lógica formal, ou seja, daquela para a qual introduziremos uma nova linguagem artificial
Expandindo o Vocabulário. Tópicos Adicionais. Autor: Prof. Francisco Bruno Holanda Revisor: Prof. Antônio Caminha Muniz Neto. 12 de junho de 2019
Material Teórico - Módulo de INTRODUÇÃO À LÓGICA MATEMÁTICA Expandindo o Vocabulário Tópicos Adicionais Autor: Prof. Francisco Bruno Holanda Revisor: Prof. Antônio Caminha Muniz Neto 12 de junho de 2019
Linguagem com sintaxe e semântica precisas: lógica. Mecanismo de inferência: derivado da sintaxe e da
istemas de Apoio à Decisão Clínica, 09-1 1 Linguagem com sintaxe e semântica precisas: lógica. Mecanismo de inferência: derivado da sintaxe e da semântica. Importante: distinguir entre os fatos e sua representação
Elementos de Lógica Matemática. Uma Breve Iniciação
Elementos de Lógica Matemática Uma Breve Iniciação Proposições Uma proposição é uma afirmação passível de assumir valor lógico verdadeiro ou falso. Exemplos de Proposições 2 > 1 (V); 5 = 1 (F). Termos
Unidade II. A notação de que a proposição P (p, q, r,...) implica a proposição Q (p, q, r,...) por:
LÓGICA Objetivos Apresentar regras e estruturas adicionais sobre o uso de proposições. Conceituar implicação lógica, tautologias, e as propriedade sobre proposições. Apresentar os fundamentos da dedução,
Usando as regras de Morgan, de a negação das proposições:
LÓGICA MATEMÁTICA Prof. Esp. Fabiano Taguchi [email protected] http://fabianotaguchi.wordpress.com EXERCÍCIOS Usando as regras de Morgan, de a negação das proposições: a) É falso que não está frio
INF1009.3WB: Lógica para computação
INF1009.3WB: Lógica para computação Aula 13: A sintaxe da lógica de primeira ordem (cont.) Cecília Englander Guilherme F. Lima Edward Hermann Lab. TecMF, Dep. Informática, PUC-Rio 2017.2 INF1009.3WB: Lógica
MATEMÁTICA DISCRETA CONCEITOS PRELIMINARES
MATEMÁTICA DISCRETA CONCEITOS PRELIMINARES Newton José Vieira 21 de agosto de 2007 SUMÁRIO Teoria dos Conjuntos Relações e Funções Fundamentos de Lógica Técnicas Elementares de Prova 1 CONJUNTOS A NOÇÃO
Inteligência Artificial IA II. LÓGICA DE PREDICADOS PARA REPRESENTAÇÃO DO CONHECIMENTO
Inteligência Artificial IA Prof. João Luís Garcia Rosa II. LÓGICA DE PREDICADOS PARA REPRESENTAÇÃO DO CONHECIMENTO 2004 Representação do conhecimento Para representar o conhecimento do mundo que um sistema
Aula 2, 2014/2 Sintaxe da Lógica dos Conectivos
Notas de aula de Lógica para Ciência da Computação Aula 2, 2014/2 Sintaxe da Lógica dos Conectivos Renata de Freitas e Petrucio Viana Departamento de Análise, IME UFF 27 de agosto de 2014 Sumário 1 Sintaxe
Matemática Discreta. Fundamentos e Conceitos da Teoria dos Números. Universidade do Estado de Mato Grosso. 4 de setembro de 2017
Matemática Discreta Fundamentos e Conceitos da Teoria dos Números Professora Dr. a Donizete Ritter Universidade do Estado de Mato Grosso 4 de setembro de 2017 Ritter, D. (UNEMAT) Matemática Discreta 4
A sintaxe do cálculo de predicados (I), cap. 6 de Introdução à Lógica (Mortari 2001) Luiz Arthur Pagani
A sintaxe do cálculo de predicados (I), cap. 6 de Introdução à Lógica (Mortari 2001) Luiz Arthur Pagani 1 1 Símbolos individuais alfabeto & gramática: para caracterizar uma linguagem formal necessitamos,
INTRODUÇÃO À LÓGICA MATEMÁTICA
INTRODUÇÃO À LÓGICA MATEMÁTICA Matemática Aplicada a Computação rofessor Rossini A M Bezerra Lógica é o estudo dos princípios e métodos usados para distinguir sentenças verdadeiras de falsas. Definição
Ao utilizarmos os dados do problema para chegarmos a uma conclusão, estamos usando o raciocínio lógico.
CENTRO UNVERSITÁRIO UNA NOÇÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO Professor: Rodrigo Eustáquio Borges A disciplina Lógica Matemática tem como objetivo capacitar o aluno a reconhecer e aplicar os conceitos fundamentais
A linguagem da Lógica de Predicados. (Capítulo 8) LÓGICA APLICADA A COMPUTAÇÃO. Professor: Rosalvo Ferreira de Oliveira Neto
A linguagem da Lógica de Predicados (Capítulo 8) LÓGICA APLICADA A COMPUTAÇÃO Professor: Rosalvo Ferreira de Oliveira Neto Estrutura 1. Contextualização 2. Definições 3. Exemplos 4. Lista 3 O que não é
Interpretações, cap. 8 de Introdução à Lógica (Mortari 2001) Luiz Arthur Pagani
Interpretações, cap. 8 de Introdução à Lógica (Mortari 2001) Luiz Arthur Pagani 1 1 Signicado e verdade condições para verdadeiro ou falso: Como um argumento é (intuitivamente) válido se não é possível
Afirmações Matemáticas
Afirmações Matemáticas Na aula passada, vimos que o objetivo desta disciplina é estudar estruturas matemáticas, afirmações sobre elas e como provar essas afirmações. Já falamos das estruturas principais,
Nota sobre os Argumentos Modais. por João Branquinho
Nota sobre os Argumentos Modais por João Branquinho Discutimos aqui diversos tipos de réplica aos chamados argumentos modais habitualmente aduzidos contra as teorias descritivistas do sentido e da referência
SCC Capítulo 2 Lógica de Predicados
SCC-630 - Capítulo 2 Lógica de Predicados João Luís Garcia Rosa 1 1 Departamento de Ciências de Computação Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação Universidade de São Paulo - São Carlos http://www.icmc.usp.br/~joaoluis
Noções básicas de Lógica
Noções básicas de Lógica Consideremos uma linguagem, com certos símbolos. Chamamos expressão a uma sequências de símbolos. Uma expressão pode ser uma expressão com significado expressão sem significado
RACIOCÍNIO LÓGICO. Quantificadores. Prof. Renato Oliveira
RACIOCÍNIO LÓGICO. Prof. Renato Oliveira Os quantificadores são proposições categóricas que transformam sentenças abertas em proposições lógicas, pela quantificação das variáveis. Exemplo: x + 2 > 4 não
Teoria dos Conjuntos MATEMÁTICA DISCRETA CONCEITOS PRELIMINARES. Fundamentos de Lógica Técnicas Elementares de Prova A NOÇÃO DE CONJUNTO
SUMÁRIO MATEMÁTICA DISCRETA CONCEITOS PRELIMINARES Teoria dos Conjuntos Relações e Funções Fundamentos de Lógica Técnicas Elementares de Prova Newton José Vieira 21 de agosto de 2007 1 A NOÇÃO DE CONJUNTO
Capítulo 8 Lógica de primeira Ordem
Capítulo 8 Lógica de primeira Ordem Tópicos 1. Contextualização 2. Definições 3. Exemplos 4. Questão desafio! 2 O que não é possível expressar em Lógica Proposicional? Todo tricolor é um campeão. Roberto
Renato Matoso Ribeiro Gomes Brandão. O Problema da Falsidade no Discurso. Ontologia e Linguagem em Parmênides e Platão. Dissertação de Mestrado
Renato Matoso Ribeiro Gomes Brandão O Problema da Falsidade no Discurso Ontologia e Linguagem em Parmênides e Platão Dissertação de Mestrado Dissertação apresentada como requisito parcial para obtenção
Quine e Davidson. Tradução radical, indeterminação, caridade, esquemas conceituais e os dogmas do empirismo
Quine e Davidson Tradução radical, indeterminação, caridade, esquemas conceituais e os dogmas do empirismo Historiografia e Filosofia das Ciências e Matemática ENS003 Prof. Valter A. Bezerra PEHFCM UFABC
Os Teoremas da Incompletude de Gödel Uma Introdução Informal
Os Teoremas da Incompletude de Gödel Uma Introdução Informal Daniel Durante Pereira Alves Os Teoremas de Gödel Qualquer formalização da aritmética de primeira ordem (de Peano - AP) através de qualquer
Parte da disciplina a cargo de Alberto Oliva
Disciplina: Lógica I (FCM 700 /FCM 800) Docentes: Guido Imaguire /Alberto Oliva Horário: terça-feira, das 14:00h às 17:00h Tema: Lógica Parte da disciplina a cargo de Alberto Oliva 1) Programa Conhecimento:
