Matemática Discreta - 04
|
|
|
- Eliza Duarte Câmara
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Universidade Federal do Vale do São Francisco Curso de Engenharia da Computação Matemática Discreta - 04 Prof. Jorge Cavalcanti [email protected] 1
2 Técnicas de demonstração Teoremas e Demonstrações Informais Os argumentos lógicos formais tem a forma P Q, onde P e Q podem representar proposições compostas. Temos que demonstrar a validade do argumento. As vezes temos que provar argumentos que não são universalmente verdadeiros, sendo apenas em certos contextos. Temos que provar que, se P é verdadeiro nesse contexto, Q também o é. Se pudermos provar essa condição, então P Q torna-se um teorema sobre aquele assunto. Os teoremas podem ser enunciados e demonstrados de maneira menos formal do que usando argumentos da lógica formal. 2
3 Técnicas de demonstração Um teorema é uma proposição que é garantida por uma prova. Um axioma é uma proposição que se assume como verdadeira e que não precisa de prova. Uma conjectura é uma proposição que ainda não foi provada e nem refutada. 3
4 Técnicas de demonstração Provar ou Não Provar Raciocínio indutivo Algo que se conclui baseado na experiência. Por exemplo, observando que, em diversos casos nos quais sempre P é verdade, Q também o é, formula-se uma conjectura: Quanto mais verifica-se que Q segue de P, mais confiante que a conjectura é verdadeira. Raciocínio dedutivo Verificação de fato se a conjectura é verdadeira. Produzir uma demonstração que P Q, transformando a conjectura em um teorema. Ou encontrando um contra-exemplo, mostrando que a conjectura está errada, com um caso onde P é verdadeiro e Q é falso. Não é simples a decisão de qual a abordagem: provar ou buscar um contra-exemplo. 4
5 Técnicas de demonstração Provar ou Não Provar Ex. 01: Para um inteiro positivo n, n! é definido com sendo n(n-1)(n-2)...1. Prove ou encontre um contra-exemplo para a conjectura para todo inteiro positivo n, n! n 2. Testa-se alguns casos: n n! n 2 n! n V V V Até agora a conjectura foi sempre verdadeira. O caso seguinte: n n! n 2 n! n F Os casos verdadeiros não provam a validade Esse caso é suficiente para provar a falsidade 5
6 Técnicas de demonstração Demonstração exaustiva Encontrar um contra-exemplo pode não ser simples. Então o caminho para provar uma conjectura é usar métodos para demonstrá-la. Quando temos uma conjectura sobre uma coleção finita, ela pode ser provada verificando se ela é válida para cada elemento da coleção. Uma demonstração por exaustão significa que foram exauridos todos os casos possíveis. Ex.02: Provar a conjectura: Se um inteiro entre 1 e 20 é divisível por 6, então também é divisível por 3. Como existe um número finito de casos, a conjectura pode ser provada mostrando que é verdadeira para todos os inteiros de 1 a 20, por exemplo, usando uma tabela. 6
7 Técnicas de demonstração Demonstração exaustiva Ex.03: Provar a conjectura: Para qualquer inteiro positivo menor ou igual a 5, o quadrado do inteiro é menor ou igual à soma de 10 mais 5 vezes o inteiro. Ex.04: Dê um contra-exemplo para a conjectura: Para qualquer inteiro positivo, o quadrado do inteiro é menor ou igual à soma de 10 mais 5 vezes o inteiro. 7
8 Demonstração Direta Uma demonstração ou prova é dita direta quando pressupões verdadeira a hipótese e, a partir desta, prova ser verdadeira a tese. Ex.05: Considere a seguinte conjectura: A soma de dois números pares é um número par. Podemos efetuar a demonstração direta a partir dos seguintes passos: 1. Reescrevendo na forma P Q: Se n e m são dois números pares quaisquer, então n+m é um número par. 2. Lembrando que um numero par n pode ser definido por n=2r, onde r é um numero inteiro qualquer. 3. Se n e m são pares, então existem r, s tais que: n=2r e m=2s, então: n+m=2r+2s => 2(r+s), como r+ s é um número inteiro, logo, n+m é um número par. 8
9 Demonstração Direta Ex.06: Considere a seguinte conjectura: O produto de dois números inteiros pares é um número par. Faça a demonstração direta (informal) da mesma. 9
10 Contraposição Se a demonstração direta P Q, não foi atingida, pode-se tentar algumas variantes da técnica de demonstração direta. Se puder provar o teorema Q P, pode-se concluir que P Q, usando a tautologia (Q P ) (P Q). Q P é a contrapositiva de P Q A técnica de provar P Q através de uma demonstração direta de Q P é chamada de demonstração por contraposição. A tautologia (Q P ) (P Q) vem da regra de inferência onde P Q pode ser deduzida de Q P. 10
11 Contraposição Ex. 07: Prove o seguinte teorema (n ): n! > (n+1) n>2 Por equivalência, pode-se demonstrar por contraposição, que: n 2 n! (n+1) Testando a proposição para n=0, 1 e 2. n n! n
12 Contraposição Ex.08: Mostre que se n + 1 senhas diferentes foram distribuídas para n alunos, então algum aluno recebe 2 senhas. A contrapositiva é Se todo aluno recebe < 2 senhas, então não foram distribuídas n + 1 senhas. 12
13 Demonstração por absurdo Quando a demonstração de P Q, consiste em supor a hipótese P, supor a negação de Q e concluir uma contradição (em geral Q Q ), a demonstração é chamada de por absurdo. Lembrando que uma contradição é uma fbf cujo valor lógico é sempre Falso. Ela pode ser denotada por 0. Por exemplo, a fbf A A tem sempre valor falso. Para provar P Q, podemos levar em conta a seguinte fbf: (P Q 0) (P Q). Construindo a tabela verdade, concluímos a que a fbf é uma tautologia. Então se provarmos que P Q 0, isto implicará em P Q 13
14 Demonstração por absurdo Portanto, na demonstração por absurdo, assumese o oposto do que se quer provar, ao chegar a uma contradição, a prova é finalizada. Ex.10: Demonstrar por absurdo a proposição: Se um número somado a ele mesmo é igual a ele mesmo, então esse número é 0. Representando x por um numero qualquer. A hipótese é x+x=x e a conclusão é x=0. Para demonstrar por absurdo, supomos que x+x=x e x 0. Então 2x=x e x 0. Dividindo ambos os lados da eq. 2x=x por x, obtém-se 2=1, uma contradição, que buscamos. Portanto, (x+x=x) (x=0) 14
15 Demonstração por absurdo Ex.11: Demonstrar por absurdo que o produto de inteiros ímpares não é par. 15
16 Resumo das técnicas de demonstração Técnica Exaustão Abordagem para provar P Q Demonstre P Q para todos os casos possíveis Observações Pode ser usada para provar um número finito de casos. Direta Suponha P, deduza Q Abordagem padrão o que se deve tentar em geral. Contraposição Suponha Q, deduza P Use a técnica se Q parece dar mais munição que P. Por Absurdo Suponha P Q, deduza uma contradição Use essa técnica quando Q disser que alguma coisa não é verdade. 16
1. Métodos de prova: Construção; Contradição.
Universidade Estadual de Santa Cruz Departamento de Ciências Exatas e Tecnológicas Bacharelado em Ciência da Computação Fundamentos Matemáticos para Computação 1. Métodos de prova: Construção; Contradição.
Técnicas de Demonstração. Raquel de Souza Francisco Bravo 17 de novembro de 2016
Técnicas de Demonstração e-mail: [email protected] 17 de novembro de 2016 Técnicas de Demonstração O que é uma demonstração? É a maneira pela qual uma proposição é validada através de argumentos formais.
Bases Matemáticas. Como o Conhecimento Matemático é Construído. Aula 2 Métodos de Demonstração. Rodrigo Hausen. Definições Axiomas.
1 Bases Matemáticas Aula 2 Métodos de Demonstração Rodrigo Hausen v. 2012-9-21 1/15 Como o Conhecimento Matemático é Construído 2 Definições Axiomas Demonstrações Teoremas Demonstração: prova de que um
Matemática Discreta. Prof. Nilson Costa 2014
1 Matemática Discreta Prof. Nilson Costa [email protected] 2014 Definições Importantes 2 Proposição: É qualquer afirmação, verdadeira ou falsa, mas que faça sentido. Exemplos: A: Todo número maior
Matemática Discreta - 05
Universidade Federal do Vale do São Francisco Curso de Engenharia da Computação Matemática Discreta - 05 Prof. Jorge Cavalcanti [email protected] www.univasf.edu.br/~jorge.cavalcanti www.twitter.com/jorgecav
Análise de Algoritmos
Análise de Algoritmos Técnicas de Prova Profa. Sheila Morais de Almeida DAINF-UTFPR-PG julho - 2015 Técnicas de Prova Definição Uma prova é um argumento válido que mostra a veracidade de um enunciado matemático.
Referências e materiais complementares desse tópico
Notas de aula: Análise de Algoritmos Centro de Matemática, Computação e Cognição Universidade Federal do ABC Profa. Carla Negri Lintzmayer Conceitos matemáticos e técnicas de prova (Última atualização:
Demonstrações. Terminologia Métodos
Demonstrações Terminologia Métodos Técnicas de Demonstração Uma demonstração é um argumento válido que estabelece a verdade de uma sentença matemática. Técnicas de Demonstração Demonstrações servem para:
1 Conjuntos, Números e Demonstrações
1 Conjuntos, Números e Demonstrações Definição 1. Um conjunto é qualquer coleção bem especificada de elementos. Para qualquer conjunto A, escrevemos a A para indicar que a é um elemento de A e a / A para
Indução Matemática. George Darmiton da Cunha Cavalcanti CIn - UFPE
Indução Matemática George Darmiton da Cunha Cavalcanti CIn - UFPE Introdução Qual é a fórmula para a soma dos primeiros n inteiros ímpares positivos? Observando os resultados para um n pequeno, encontra-se
Demonstrações, Recursão e Análise de Algoritmo
Demonstrações, Recursão e Análise de Algoritmo Objetivos do Capítulo Após estudar este capítulo, você estará apto a: Realizar demonstrações de conjecturas, usando técnicas de demonstração direta, demonstração
INE5403 FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA DISCRETA
INE5403 FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA DISCRETA PARA A COMPUTAÇÃO PROF. DANIEL S. FREITAS UFSC - CTC - INE Prof. Daniel S. Freitas - UFSC/CTC/INE/2007 p.1/26 3 - INDUÇÃO E RECURSÃO 3.1) Indução Matemática 3.2)
No. Try not. Do... or do not. There is no try. - Master Yoda, The Empire Strikes Back (1980)
Cálculo Infinitesimal I V01.2016 - Marco Cabral Graduação em Matemática Aplicada - UFRJ Monitor: Lucas Porto de Almeida Lista A - Introdução à matemática No. Try not. Do... or do not. There is no try.
n. 18 ALGUNS TERMOS...
n. 18 ALGUNS TERMOS... DEFINIÇÃO Uma Definição é um enunciado que descreve o significado de um termo. Por exemplo, a definição de linha, segundo Euclides: Linha é o que tem comprimento e não tem largura.
Para Computação. Aula de Monitoria - Miniprova
Para Computação Aula de Monitoria - Miniprova 1 2013.1 Roteiro Provas e Proposições Conjuntos Provas e Proposições Proposição - Sentença que ou é verdadeira ou é falsa. ex: Hoje é sábado. -> É uma proposição.
INE5403 FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA DISCRETA
INE5403 FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA DISCRETA PARA A COMPUTAÇÃO PROF. DANIEL S. FREITAS UFSC - CTC - INE Prof. Daniel S. Freitas - UFSC/CTC/INE/2007 p.1/81 1 - LÓGICA E MÉTODOS DE PROVA 1.1) Lógica Proposicional
Aula 1: Introdução ao curso
Aula 1: Introdução ao curso MCTA027-17 - Teoria dos Grafos Profa. Carla Negri Lintzmayer [email protected] Centro de Matemática, Computação e Cognição Universidade Federal do ABC 1 Grafos Grafos
Seminário Semanal de Álgebra. Técnicas de Demonstração
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS CÂMPUS CATALÃO Seminário Semanal de Álgebra Técnicas de Demonstração Catalão, 26/11/2013. Universidade Federal de Goiás Campus Catalão Seminário Semanal de Álgebra Orientador:
Matemática Discreta - 01
Universidade Federal do Vale do São Francisco Curso de Engenharia da Computação Matemática Discreta - 01 Prof. Jorge Cavalcanti [email protected] www.univasf.edu.br/~jorge.cavalcanti www.twitter.com/jorgecav
Lista 1 - Bases Matemáticas
Lista 1 - Bases Matemáticas Elementos de Lógica e Linguagem Matemática Parte I 1 Atribua valores verdades as seguintes proposições: a) 5 é primo e 4 é ímpar. b) 5 é primo ou 4 é ímpar. c) (Não é verdade
Lista 2 - Bases Matemáticas
Lista 2 - Bases Matemáticas (Última versão: 14/6/2017-21:00) Elementos de Lógica e Linguagem Matemática Parte I 1 Atribua valores verdades as seguintes proposições: a) 5 é primo e 4 é ímpar. b) 5 é primo
Gabarito da lista de Exercícios sobre Técnicas de Demonstração
Universidade Federal Fluminense Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Fundamentos Matemáticos para Computação Professora: Raquel Bravo Gabarito da lista de Exercícios sobre Técnicas de Demonstração
Para provar uma implicação se p, então q, é suficiente fazer o seguinte:
Prova de Implicações Uma implicação é verdadeira quando a verdade do seu antecedente acarreta a verdade do seu consequente. Ex.: Considere a implicação: Se chove, então a rua está molhada. Observe que
LFA. Provas formais; Indução; Sintaxe e Semântica Teoria dos Conjuntos
LFA Provas formais; Indução; Sintaxe e Semântica Teoria dos Conjuntos Técnicas de Demonstração Um teorema é uma proposição do tipo: p q a qual, prova-se, é verdadeira sempre que: p q Técnicas de Demonstração
Prof. Jorge Cavalcanti
Universidade Federal do Vale do São Francisco Curso de Engenharia da Computação Matemática Discreta - 01 Prof. Jorge Cavalcanti [email protected] www.univasf.edu.br/~jorge.cavalcanti www.twitter.com/jorgecav
Fundamentos da Computação 1. Introdução a Argumentos
Fundamentos da Computação 1 Introdução a s Se você tem um senha atualizada, então você pode entrar na rede Você tem uma senha atualizada Se você tem um senha atualizada, então você pode entrar na rede
Lógica Proposicional Métodos de Validação de Fórmulas. José Gustavo de Souza Paiva. Introdução
Lógica Proposicional Métodos de Validação de Fórmulas José Gustavo de Souza Paiva Introdução Análise dos mecanismos que produzem e verificam os argumentos válidos apresentados na linguagem da lógica Três
Semana 3 MCTB J Donadelli. 1 Técnicas de provas. Demonstração indireta de implicação. indireta de. Demonstração por vacuidade e trivial
Semana 3 por de por de 1 indireta por de por de Teoremas resultados importantes, Os rótulos por de por de Teoremas resultados importantes, Os rótulos Proposições um pouco menos importantes, por de por
Introdução à Lógica Matemática
Introdução à Lógica Matemática Disciplina fundamental sobre a qual se fundamenta a Matemática Uma linguagem matemática Paradoxos 1) Paradoxo do mentiroso (A) Esta frase é falsa. A sentença (A) é verdadeira
Estruturas Discretas INF 1631
Estruturas Discretas INF 1631 Thibaut Vidal Departamento de Informática, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Rua Marquês de São Vicente, 225 - Gávea, Rio de Janeiro - RJ, 22451-900, Brazil
Dedução Indução Contra-exemplos Contradição Contrapositiva Construção Diagonalização
Dedução Indução Contra-exemplos Contradição Contrapositiva Construção Diagonalização 1 Provas, lemas, teoremas e corolários Uma prova é um argumento lógico de que uma afirmação é verdadeira Um teorema
PCC104 - Projeto e Análise de Algoritmos
PCC104 - Projeto e Análise de Algoritmos Marco Antonio M. Carvalho Departamento de Computação Instituto de Ciências Exatas e Biológicas Universidade Federal de Ouro Preto 7 de outubro de 2016 Marco Antonio
Dedução Natural e Sistema Axiomático Pa(Capítulo 6)
Dedução Natural e Sistema Axiomático Pa(Capítulo 6) LÓGICA APLICADA A COMPUTAÇÃO Professor: Rosalvo Ferreira de Oliveira Neto Estrutura 1. Definições 2. Dedução Natural 3. Sistemas axiomático Pa 4. Lista
Unidade 1 - Elementos de Lógica e Linguagem Matemáticas. Exemplo. O significado das palavras. Matemática Básica linguagem do cotidiano
A Pirâmide de aprendizagem de William Glasser Unidade 1 - Elementos de Lógica e Linguagem Matemáticas Matemática Básica Departamento de Matemática Aplicada Universidade Federal Fluminense 2018.1 Segundo
Cálculo proposicional
O estudo da lógica é a análise de métodos de raciocínio. No estudo desses métodos, a lógica esta interessada principalmente na forma e não no conteúdo dos argumentos. Lógica: conhecimento das formas gerais
Matemática Discreta. Lógica Proposicional. Profa. Sheila Morais de Almeida. agosto DAINF-UTFPR-PG
Matemática Discreta Lógica Proposicional Profa. Sheila Morais de Almeida DAINF-UTFPR-PG agosto - 2016 Tautologias Tautologia é uma fórmula proposicional que é verdadeira para todos os possíveis valores-verdade
Matemática Discreta - 07
Universidade Federal do Vale do São Francisco Curso de Engenharia da Computação Matemática Discreta - 07 Prof. Jorge Cavalcanti [email protected] www.univasf.edu.br/~jorge.cavalcanti www.twitter.com/jorgecav
Notas de Aula 2: Métodos de Prova
IFMG Campus Formiga Matemática Discreta Notas de Aula 2: Métodos de Prova Prof. Diego Mello 2o. Semestre 2012 Sumário 1 Introdução 2 2 Conceitos 2 3 Teoremas 4 4 Métodos de Prova 6 4.1 Prova Direta........................................
Matemática Discreta - 06
Universidade Federal do Vale do São Francisco Curso de Engenharia da Computação Matemática Discreta - 06 Prof. Jorge Cavalcanti [email protected] www.univasf.edu.br/~jorge.cavalcanti www.twitter.com/jorgecav
Lógica Proposicional Parte II. Raquel de Souza Francisco Bravo 25 de outubro de 2016
Lógica Proposicional Parte II e-mail: [email protected] 25 de outubro de 2016 Argumento Válido Um argumento simbólica como: pode ser ser representado em forma P 1 P 2 P 3 P n Q Onde P 1, P 2,,P n são proposições
Introdução ao Curso. Área de Teoria DCC/UFMG 2019/01. Introdução à Lógica Computacional Introdução ao Curso Área de Teoria DCC/UFMG /01 1 / 22
Introdução ao Curso Área de Teoria DCC/UFMG Introdução à Lógica Computacional 2019/01 Introdução à Lógica Computacional Introdução ao Curso Área de Teoria DCC/UFMG - 2019/01 1 / 22 Introdução: O que é
Aula 1 Aula 2. Ana Carolina Boero. Página:
Elementos de lógica e linguagem matemática E-mail: [email protected] Página: http://professor.ufabc.edu.br/~ana.boero Sala 512-2 - Bloco A - Campus Santo André Linguagem matemática A linguagem matemática
Errata da lista 1: Na página 4 (respostas), a resposta da letra e da questão 13 é {2, 3, 5, 7, 11, 13, 17} (faltou o número 17)
Errata da lista 1: Na página 4 (respostas), a resposta da letra e da questão 13 é {2, 3, 5, 7, 11, 13, 17} (faltou o número 17) Lista 1 - Bases Matemáticas Elementos de Lógica e Linguagem Matemática 1
Lógica Formal. Matemática Discreta. Prof Marcelo Maraschin de Souza
Lógica Formal Matemática Discreta Prof Marcelo Maraschin de Souza Implicação As proposições podem ser combinadas na forma se proposição 1, então proposição 2 Essa proposição composta é denotada por Seja
Indução Matemática. Matemática Discreta. Indução Matemática. Mayara Midori Omai e Sheila Morais de Almeida UTFPR-PG. Abril
Matemática Discreta Indução Matemática Mayara Midori Omai e Sheila Morais de Almeida UTFPR-PG Abril - 2017 Indução Matemática Se desejamos provar que A(n) B(n) é verdade para números inteiros k maiores
Recursividade e relações de recorrência
Universidade Federal do Vale do São Francisco Curso de Engenharia da Computação Matemática Discreta - 06 Prof. Jorge Cavalcanti [email protected] www.univasf.edu.br/~jorge.cavalcanti www.twitter.com/jorgecav
MD Lógica de Proposições Quantificadas Cálculo de Predicados 1
Lógica de Proposições Quantificadas Cálculo de Predicados Antonio Alfredo Ferreira Loureiro [email protected] http://www.dcc.ufmg.br/~loureiro MD Lógica de Proposições Quantificadas Cálculo de Predicados
impossível conclusão falso premissas verdadeiro
Argumento Definição: Um argumento é uma sequência de enunciados(proposições) na qual um dos enunciados é a conclusão e os demais são premissas, as quais servem para provar ou, pelo menos, fornecer alguma
X Encontro da Olimpíada Regional de Matemática
completa X Encontro da Olimpíada Regional de Matemática Florianópolis, 28 de Março de 2015. completa Demonstrando igualdades Seja n um número natural qualquer maior do que 1. Qual será o valor da soma
Indução Matemática. Profa. Sheila Morais de Almeida. junho DAINF-UTFPR-PG
Indução Matemática Profa. Sheila Morais de Almeida DAINF-UTFPR-PG junho - 2018 Sheila Almeida (DAINF-UTFPR-PG) Indução Matemática junho - 2018 1 / 38 Este material é preparado usando como referências os
Aula 1 Aula 2 Aula 3. Ana Carolina Boero. Página:
Elementos de lógica e linguagem matemática E-mail: [email protected] Página: http://professor.ufabc.edu.br/~ana.boero Sala 512-2 - Bloco A - Campus Santo André Linguagem matemática A linguagem matemática
Lógica. Fernando Fontes. Universidade do Minho. Fernando Fontes (Universidade do Minho) Lógica 1 / 65
Lógica Fernando Fontes Universidade do Minho Fernando Fontes (Universidade do Minho) Lógica 1 / 65 Outline 1 Introdução 2 Implicações e Equivalências Lógicas 3 Mapas de Karnaugh 4 Lógica de Predicados
Matemática Discreta - 07
Universidade Federal do Vale do São Francisco Curso de Engenharia da Computação Matemática Discreta - 07 Prof. Jorge Cavalcanti [email protected] www.univasf.edu.br/~jorge.cavalcanti www.twitter.com/jorgecav
FUNDAMENTOS DE LÓGICA UIA 4 DEMONSTRAÇÃO E INDUÇÃO
VERSÃO PARA IMPRESSÃO FUNDAMENTOS DE LÓGICA UIA 4 DEMONSTRAÇÃO E INDUÇÃO 2 Este material é destinado exclusivamente aos alunos e professores do Centro Universitário IESB, contém informações e conteúdos
Uma proposição é uma frase que pode ser apenas verdadeira ou falsa. Exemplos:
1 Noções Básicas de Lógica 1.1 Proposições Uma proposição é uma frase que pode ser apenas verdadeira ou falsa. 1. Os sapos são anfíbios. 2. A capital do Brasil é Porto Alegre. 3. O tomate é um tubérculo.
Demonstrações Matemáticas Parte 2
Demonstrações Matemáticas Parte 2 Nessa aula, veremos aquele que, talvez, é o mais importante método de demonstração: a prova por redução ao absurdo. Também veremos um método bastante simples para desprovar
LÓGICA EM COMPUTAÇÃO
CEC CENTRO DE ENGENHARIA E COMPUTAÇÃO UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PETRÓPOLIS LÓGICA EM COMPUTAÇÃO TAUTOLOGIA - EQUIVALÊNCIA E INFERÊNCIA VERSÃO: 0.1 - MARÇO DE 2017 Professor: Luís Rodrigo E-mail: [email protected]
Lógica Texto 11. Texto 11. Tautologias. 1 Comportamento de um enunciado 2. 2 Classificação dos enunciados Exercícios...
Lógica para Ciência da Computação I Lógica Matemática Texto 11 Tautologias Sumário 1 Comportamento de um enunciado 2 1.1 Observações................................ 4 2 Classificação dos enunciados 4 2.1
OS DIFERENTES TIPOS DE DEMONSTRAÇÕES: UMA REFLEXÃO PARA OS CURSOS DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA
Revista da Educação Matemática da UFOP, Vol I, 2011 - XI Semana da Matemática e III Semana da Estatística, 2011 ISSN 2237-809X OS DIFERENTES TIPOS DE DEMONSTRAÇÕES: UMA REFLEXÃO PARA OS CURSOS DE LICENCIATURA
Cálculo proposicional
O estudo da lógica é a análise de métodos de raciocínio. No estudo desses métodos, a lógica esta interessada principalmente na forma e não no conteúdo dos argumentos. Lógica: conhecimento das formas gerais
19 AULA. Princípio da Boa Ordem LIVRO. META Introduzir o princípio da boa ordem nos números naturais e algumas de suas conseqüências.
LIVRO Princípio da Boa Ordem META Introduzir o princípio da boa ordem nos números naturais e algumas de suas conseqüências. OBJETIVOS Ao fim da aula os alunos deverão ser capazes de: Aplicar o princípio
Elementos de Lógica Matemática. Uma Breve Iniciação
Elementos de Lógica Matemática Uma Breve Iniciação Proposições Uma proposição é uma afirmação passível de assumir valor lógico verdadeiro ou falso. Exemplos de Proposições 2 > 1 (V); 5 = 1 (F). Termos
Matemática Discreta - 09
Universidade Federal do Vale do São Francisco Curso de Engenharia da Computação Matemática Discreta - 09 Prof. Jorge Cavalcanti [email protected] www.univasf.edu.br/~jorge.cavalcanti www.twitter.com/jorgecav
n. 20 INDUÇÃO MATEMÁTICA
n. 20 INDUÇÃO MATEMÁTICA Imagine uma fila com infinitos dominós, um atrás do outro. Suponha que eles estejam de tal modo distribuídos que, uma vez que um dominó caia, o seu sucessor na fila também cai.
MD Métodos de Prova 1
Métodos de Prova Antonio Alfredo Ferreira Loureiro [email protected] http://www.dcc.ufmg.br/~loureiro MD Métodos de Prova 1 Introdução Objetivo: ter precisão de pensamento e linguagem para obter a certeza
3.3 Cálculo proposicional clássico
81 3.3 Cálculo proposicional clássico 3.3.1 Estrutura dedutiva Neste parágrafo serão apresentados, sem preocupação com excesso de rigor e com riqueza de detalhes, alguns conceitos importantes relativos
Bases Matemáticas. Aula 1 Elementos de Lógica e Linguagem Matemática. Prof. Rodrigo Hausen. 24 de junho de 2014
Aula 1 Elementos de Lógica e Linguagem Matemática Prof. Rodrigo Hausen 24 de junho de 2014 Definição Uma proposição é uma sentença declarativa que é verdadeira ou falsa, mas não simultaneamente ambas.
Fundamentos de Matemática. Lista de Exercícios Humberto José Bortolossi Argumentos e Exercícios de Revisão
GMA DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA APLICADA Fundamentos de Matemática Lista de Exercícios Humberto José Bortolossi http://www.professores.uff.br/hjbortol/ 04 Argumentos e Exercícios de Revisão [01] (Exercício
Departamento de Engenharia Informática da Universidade de Coimbra
Departamento de Engenharia Informática da Universidade de Coimbra Estruturas Discretas 2013/14 Folha 1 - TP Lógica proposicional 1. Quais das seguintes frases são proposições? (a) Isto é verdade? (b) João
Unidade II. A notação de que a proposição P (p, q, r,...) implica a proposição Q (p, q, r,...) por:
LÓGICA Objetivos Apresentar regras e estruturas adicionais sobre o uso de proposições. Conceituar implicação lógica, tautologias, e as propriedade sobre proposições. Apresentar os fundamentos da dedução,
Um pouco de história. Ariane Piovezan Entringer. Geometria Euclidiana Plana - Introdução
Geometria Euclidiana Plana - Um pouco de história Prof a. Introdução Daremos início ao estudo axiomático da geometria estudada no ensino fundamental e médio, a Geometria Euclidiana Plana. Faremos uso do
Lógica Proposicional
Lógica Proposicional Lógica Proposicional As notações lógicas formais representam proposições em forma simbólica fbf Lembrando: fbf: fórmula bem formulada; Essas fbfs também são chamadas de fbfs proposicionais
n. 6 Equivalências Lógicas logicamente equivalente a uma proposição Q (p, q, r, ), se as tabelas-verdade destas duas proposições são idênticas.
n. 6 Equivalências Lógicas A equivalência lógica trata de evidenciar que é possível expressar a mesma sentença de maneiras distintas, preservando, o significado lógico original. Def.: Diz-se que uma proposição
Lógica Computacional
Aula Teórica 13: Dedução Natural em Lógica Proposicional António Ravara Simão Melo de Sousa Departamento de Informática, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa Departamento de
Pré-Cálculo. Humberto José Bortolossi. Aula 2 13 de agosto de Departamento de Matemática Aplicada Universidade Federal Fluminense
Pré-Cálculo Humberto José Bortolossi Departamento de Matemática Aplicada Universidade Federal Fluminense Aula 2 13 de agosto de 2010 Aula 2 Pré-Cálculo 1 Problemas de organização e erros frequentes Problemas
Introdução ao pensamento matemático
Introdução ao pensamento matemático Lisandra Sauer Geometria Euclidiana UFPel Uma das principais características da Matemática é o uso de demonstrações (provas) para justificar a veracidade das afirmações.
LÓGICA EM COMPUTAÇÃO
CEC CENTRO DE ENGENHARIA E COMPUTAÇÃO UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PETRÓPOLIS LÓGICA EM COMPUTAÇÃO TAUTOLOGIA - EQUIVALÊNCIA E INFERÊNCIA VERSÃO: 4 - ABRIL DE 2018 Professor: Luís Rodrigo E-mail: [email protected]
Análise Real. IF Sudeste de Minas Gerais. Primeiro semestre de Prof: Marcos Pavani de Carvalho. Marcos Pavani de Carvalho
IF Sudeste de Minas Gerais Prof: Primeiro semestre de 2014 Proposição: É uma afirmação que pode ser classificada em verdadeira ou falsa, mas que faça sentido. Exemplo: Sejam as proposições: A: A soma dos
2013/1S EP33D Matemática Discreta Avaliação 01
013/1S EP33D Matemática Discreta Avaliação 01 Data: 10/07/013 Início: 13h00min Duração: 03 aulas h30min) OBSERVAÇÕES: i) a prova é individual; ii) qualquer forma de consulta não autorizada acarretará no
Lógica Computacional Aulas 8 e 9
Lógica Computacional Aulas 8 e 9 DCC/FCUP 2017/18 Conteúdo 1 Lógica proposicional 1 11 Integridade e completude dum sistema dedutivo D 1 111 Integridade do sistema de dedução natural DN 1 112 3 12 Decidibilidade
Negação. Matemática Básica. Negação. Negação. Humberto José Bortolossi. Parte 3. Regras do Jogo. Regras do Jogo
Matemática Básica Humberto José Bortolossi Departamento de Matemática Aplicada Universidade Federal Fluminense Parte 3 Parte 3 Matemática Básica 1 Parte 3 Matemática Básica 2 Qual é a negação do predicado
INE5403 FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA DISCRETA
INE5403 FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA DISCRETA PARA A COMPUTAÇÃO PROF. DANIEL S. FREITAS UFSC - CTC - INE Prof. Daniel S. Freitas - UFSC/CTC/INE/2007 p.1/10 3 - INDUÇÃO E RECURSÃO 3.1) Indução Matemática 3.2)
Fundamentos de Lógica Matemática
Webconferência 3-01/03/2012 Inferência Lógica Prof. L. M. Levada http://www.dc.ufscar.br/ alexandre Departamento de Computação (DC) Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) 2012/1 Objetivos Análise
INE5403 FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA DISCRETA
INE5403 FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA DISCRETA PARA A COMPUTAÇÃO PROF. DANIEL S. FREITAS UFSC - CTC - INE Prof. Daniel S. Freitas - UFSC/CTC/INE/2007 p.1/81 1 - LÓGICA E MÉTODOS DE PROVA 1.1) Lógica Proposicional
Lógica predicados. Lógica predicados (continuação)
Lógica predicados (continuação) Uma formula está na forma normal conjuntiva (FNC) se é uma conjunção de cláusulas. Qualquer fórmula bem formada pode ser convertida para uma FNC, ou seja, normalizada, seguindo
4 Princípios de Indução Finita e demonstrações por indução
4 Princípios de Indução Finita e demonstrações por indução Vimos que o Princípio da Boa Ordem (PBO) todo A N não-vazio tem um menor elemento e, como consequência (provado na página 81), todo A Z não vazio
Lógica Matemática - Indução
Lógica Matemática - Indução Prof. Elias T. Galante - 017 Breve introdução losóca à indução Raciocinar é inferir, ou seja, passar do que já se conhece de algum modo ao que ainda não se conhece. Este processo
Os números naturais. Capítulo Operações em N
Capítulo 1 Os números naturais O conjunto dos números naturais, denotado por N, é aquele composto pelos números usados para contar. Na verdade, o mais correto seria dizer que é o conjunto dos números usados
