Referências e materiais complementares desse tópico
|
|
|
- Ronaldo Palha
- 6 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Notas de aula: Análise de Algoritmos Centro de Matemática, Computação e Cognição Universidade Federal do ABC Profa. Carla Negri Lintzmayer Conceitos matemáticos e técnicas de prova (Última atualização: 12 de fevereiro de 2019) Referências e materiais complementares desse tópico PDF O que é uma prova matemática, do prof. Paulo Feofiloff, da USP. PDF Matemática discreta para computação, dos profs. Anamaria Gomide e Jorge Stolfi, da Unicamp. Livro Cormen, T. H.; Leiserson, C. E.; Rivest, R. L.; Stein, C.. Introduction to Algorithms. 2nd ed. MIT Press Capítulo 3.2, A, B, C. Sumário 1 Lógica matemática 1 2 Miscelânea 2 3 Prova ou demonstração 3 4 Métodos de prova 3 5 Indução 7 6 Exercícios 9 1 Lógica matemática Como ter certeza que nosso raciocínio é correto? Como transmitir aos outros essa certeza? Começamos por axiomas: fatos simples que todos concordam que são verdade. Desenvolvemos um raciocínio a partir deles usando regras de inferência. Usamos: Proposições: sentenças declarativas que são verdadeiras ou falsas Conectivos: conjunção, disjunção, negação, implicação, equivalência Contrapositiva: P Q Q P Quantificadores:, 1
2 2 Miscelânea Conjuntos: Notações básicas:, /,,, Conjuntos especiais: Z, N, R, Cardinalidade: A Operações:,, \ Somatórios: a 1 + a a n = n k=1 a k onde a 1, a 2,..., a n é uma sequência de n números n k=1 (ca k +b k ) = c n k=1 a k + n k=1 b k para qualquer c real e quaisquer duas sequências de números n k=1 k = n = n(n+1) 2 n k=0 xk = 1 + x + x x n = xn+1 1 x 1 para x 1 Funções: dados dois conjuntos A e B, uma função f é uma relação binária em A B tal que, para a A, existe exatamente um b B tal que (a, b) f. Também escrevemos f : A B e, se (a, b) f, escrevemos b = f(a). Contagem: Número de permutações de n elementos: n! Número de permutações de k elementos de um conjunto de n elementos: n! (n k)! Número de combinações de k elementos de um conjunto de n elementos: n! k!(n k)! Pisos e tetos: x 1 < x x x < x + 1 n/2 + n/2 = n para qualquer inteiro n Exponenciais: para todo a 0, m e n reais, a 0 = 1, a 1 = 1, a 1 = 1/a (a m ) n = (a n ) m = a mn a n a m = a n+m Logaritmos: para todo a > 0, b > 0, c > 0 e n real, log n = log 2 n log k a n = (log a n) k a = b log b a log c (ab) = log c a + log c b log b a n = n log b a log b a = log c a log c b a log b c = c log b a 2
3 3 Prova ou demonstração Uma prova é uma argumentação precisa que procura convencer o leitor de que uma certa proposição, previamente enunciada, está correta. É uma história escrita em linguagem humana e feita de sentenças completas. É uma sequência de afirmações organizada da seguinte maneira: cada afirmação é consequência simples das afirmações anteriores e das hipóteses da proposição em discussão a última afirmação é a proposição que se deseja provar. Exemplo: Teorema 1. Se m e n são números inteiros pares, então m + n é par. Demonstração. 1. Suponha que m é par (hipótese). 2. Então existe inteiro r tal que m = 2r (por definição de par ). 3. Suponha que n é par (hipótese). 4. Então existe inteiro s tal que n = 2s (por definição de par ). 5. Podemos escrever, portanto m + n = 2r + 2s = 2(r + s) (usando 2 e 4 acima e álgebra). 6. Então existe t tal que m + n = 2t (tome, por exemplo, t = r + s). 7. Logo, por definição, m + n é par. Terminologias: Teorema Uma afirmação devidamente demonstrada. Lema Um teorema que é demonstrado apenas para ajudar na prova de outro teorema. Corolário Um teorema que é consequência de um outro, cuja demonstração é relativamente simples. Conjectura Uma afirmação para a qual ainda não existe prova (mas em geral, há suspeita de que seja verdadeira). Ou provamos uma conjectura e ela se torna um teorema, ou a refutamos. Enquanto isso, ela está em aberto. 4 Métodos de prova Prova direta Supomos que vale a hipótese e usamos uma sequência de deduções até chegar na conclusão. Prova contrapositiva Para provar resultados do tipo P Q, supomos que Q é falso e provamos que P é falso ( Q P ). Prova por contradição Supomos que a hipótese vale e que a conclusão não vale e usamos uma sequência de deduções que termina em uma contradição. 3
4 Prova por análise de casos Particionamos o universo de possibilidades em um número finito de casos e provamos a veracidade de cada um deles. Prova por construção Alguns teoremas afirmam a existência de certos objetos. Um método para prová-lo é exibir um tal objeto. Prova de afirmações se e somente se Para provar A B, dividimos a demonstração em duas partes. A primeira prova a ida (A B) e a segunda prova a volta (B A). Prova por contra-exemplo minimal Supomos que o resultado é falso e consideramos uma estrutura de menor tamanho possível em que o resultado é falso. Mostramos que existe uma estrutura menor em que o resultado é falso, obtendo contradição. Prova por indução Seja P (n) é uma sentença que depende de uma variável natural n. Provamos que P (1) vale e que se P (k) vale todo 1 k < n, então P (n) vale. 4.1 Exemplo de prova direta Teorema 2. Se m e n são números inteiros pares, então m + n é par. Demonstração. 1. Suponha que m é par (hipótese). 2. Então existe inteiro r tal que m = 2r (por definição de par ). 3. Suponha que n é par (hipótese). 4. Então existe inteiro s tal que n = 2s (por definição de par ). 5. Podemos escrever, portanto m + n = 2r + 2s = 2(r + s) (usando 2 e 4 acima e álgebra). 6. Então existe t tal que m + n = 2t (tome, por exemplo, t = r + s). 7. Logo, por definição, m + n é par. 4.2 Exemplo de prova contrapositiva Teorema 3. Se m e n são números inteiros pares, então m + n é par. Demonstração. 1. Vamos provar por contrapositiva que se m + n é ímpar, então m é ímpar ou n é ímpar. 2. Suponha que m + n é ímpar. 3. Então existe inteiro k tal que m + n = 2k Se n é ímpar, então o resultado vale. 5. Assuma que n é par. 6. Então existe inteiro r tal que n = 2r. 7. Temos que m = 2k + 1 n = 2k + 1 2r = 2(k r) Como k r é inteiro, então concluímos que m é ímpar. 4
5 4.3 Exemplo de prova por contradição Teorema 4. Se m e n são números inteiros pares, então m + n é par. Demonstração. ímpar. 1. Para fins de contradição, assuma que m e n são pares e que m + n é 2. Por definição, existem inteiros r e s tais que m = 2r e n = 2s. 3. Também por definição, existe inteiro k tal que m + n = 2k Logo, 2r + 2s = 2k + 1, ou seja, 2(r + s k) = Mas isso é uma contradição, pois r + s k é um inteiro e 1 é ímpar. 6. Então m + n deve ser par. 4.4 Exemplo de prova por contra-exemplo minimal Teorema 5. Se m e n são números inteiros pares, então m + n é par. Demonstração. 1. Seja m o menor número par tal que m + n é ímpar (m 2). 2. Então existe inteiro k tal que m + n = 2k Se tomarmos o número m = m 2, temos que m +n = m 2+n = 2k+1 2 = 2(k 1)+1 4. Mas então m não era o menor número par que somado com n dava um número ímpar. 4.5 Exemplo de prova por indução Teorema 6. Se m e n são números inteiros pares, então m + n é par. Demonstração. 1. Supondo m e n pares, então existem inteiros r e s tais que m = 2r e n = 2s, respectivamente. 2. Vamos provar por indução em r que m + n é par. 3. Base: quando r = 1 temos m = 2 e n + 2 = 2s + 2 = 2(s + 1) é par. 4. Hipótese: n + m é par, onde m = 2r, para 1 r < r. 5. Passo: seja que m = 2r, com r > 1. Note que 2r = 2r = 2(r 1) + 2. Por hipótese de indução, n + 2(r 1) é par. Então n + 2(r 1) = 2k para algum inteiro k. Como n + m = n + 2(r 1) + 2 = 2k + 2 = 2(k + 1), temos que n + m é par. 5
6 4.6 Exemplo de prova por análise de casos Teorema 7. Se p é um número primo, então p 2 1 é divisível por 3. Demonstração. Temos três casos a considerar, dependendo do resto da divisão de p por 3: 1. Resto 0. Então p = 3k, o que não é possível pois p não seria primo. 2. Resto 1. Então p = 3k + 1 e p 2 1 = (3k + 1) 2 1 = 9k 2 + 6k = 3(3k 2 + 2k) é de fato divisível por Resto 2. Então p = 3k + 2 e p 2 1 = 9k k + 3 = 3(3k 2 + 4k + 1) é de fato divisível por Exemplo de prova se e somente se Teorema 8. Os inteiros m e n são ambos ímpares se, e somente se, mn é ímpar. Demonstração. Ida: Se m e n são ímpares, então mn é ímpar. 1. Suponha que m e n são ímpares. 2. Então existem inteiros r e s tais que m = 2r + 1 e n = 2s Assim, mn = (2r + 1)(2s + 1) = 4rs + 2r + 2s + 1 = 2(2rs + r + s) + 1, que é ímpar. Volta: Se mn é ímpar, então m e n são ímpares. 1. Provaremos por contrapositiva que se m ou n são pares, então mn é par. (a) Se m é par, então existe inteiro r tal que m = 2r. Então mn = (2r)n = 2(rn) é par (pois rn é inteiro). (b) Se n é par, então existe inteiro s tal que n = 2s. Então mn = m(2s) = 2(ms) é par (pois ms é inteiro). 4.8 Exemplo de prova por construção Teorema 9. Para todo número natural n, se 2 n 1 é primo, então n é primo. Demonstração. Seja n natural. Vamos provar a contrapositiva: se n não é primo, então 2 n 1 não é primo. Claramente, se n = 0 ou n = 1, a afirmação vale. Podemos supor então que n > 1 e n não é primo, ou seja, existem r e s maiores que 1 e menores que n tais que n = rs. Basta mostrar que existe algum inteiro x que divide 2 n 1, com x 1, 2 n 1. 6
7 Tome x = 2 s 1 e y = s + 2 2s (r 1)s. Temos xy = (2 s 1)(1 + 2 s + 2 2s (r 1)s ) = 2 s (1 + 2 s + 2 2s (r 1)s ) (1 + 2 s + 2 2s (r 1)s ) = (2 s + 2 2s rs ) (1 + 2 s + 2 2s (r 1)s ) = 2 rs 1 = 2 n. Como 1 < s < n e x = 2 s 1, então < x < 2 n 1. Logo, x é divisor de 2 n 1 diferente de 1 e de 2 n 1 e, portanto, 2 n 1 não é primo. 5 Indução Se n N, então n 2 + n + 41 é primo? Vale para n = 1, 2,..., 39 mas = 41 2, que não é primo. Se n é inteiro positivo, então 991n não é quadrado perfeito? Não vale para x = mas vale para todos os números n < x. A soma dos n primeiros números ímpares é n 2? Note que 1 = 1 2, = 2 2, = 3 2, = 4 2 e = 5 2, mas é possível que seja apenas uma coincidência. Teorema 10. A soma dos n primeiros naturais ímpares é n 2. Demonstração. Vamos provar por indução em n. Base: quando n = 1, o primeiro natural ímpar é 1, que é igual a 1 2. Hipótese: a soma dos k primeiros naturais ímpares é k 2, para qualquer 1 k < n. Passo: vamos verificar se a soma dos n primeiros naturais ímpares ( (2n 3) + (2n 1)) é n 2. Note que (2n 3) = (n 1) 2, por hipótese de indução. Então (2n 3) + (2n 1) = (n 1) 2 + (2n 1) = n 2 2n n 1 = n 2. Teorema 11. Seja n um inteiro positivo. Todo tabuleiro de damas de tamanho 2 n 2 n com um quadrado removido pode ser ladrilhado por triminós em forma de L. Demonstração. Vamos provar por indução em n. 7
8 Base: quando n = 1, o tabuleiro 2 2 certamente pode ser coberto por um triminó, independente de onde está o quadrado removido. Hipótese: todo tabuleiro de tamanho 2 k 2 k com um quadrado removido pode ser ladrilhado por triminós, para 1 k < n. Passo: suponha que temos um tabuleiro 2 n 2 n com um quadrado removido. Podemos dividir o tabuleiro em 4 subtabuleiros menores de tamanho 2 n 1 2 n 1 cada. Suponha, s.p.g., que o quadrado removido do tabuleiro original está no subtabuleiro superior esquerdo. Por hipótese, o subtabuleiro superior esquerdo pode ser ladrilhado. Escolhemos quadrados específicos para remover nos outros três subtabuleiros (as casas centrais) 1. Por hipótese, podemos cobrir os outros três subtabuleiros. Os quadrados removidos podem ser ladrilhados por um triminó extra. Então o tabuleiro original pode ser totalmente ladrilhado. Teorema 12. Para todo natural n 1, vale que n < 1. Demonstração. Vamos provar por indução em n. Base: quando n = 1, a soma é 1, que é obviamente menor do que 1. 2 Hipótese: k < 1 para todo 1 k < n. Passo: vamos verificar se n é menor do que 1. Note que = 1 ( 1 n ) 2 n 1 Por hipótese, < n 1 Então = 1 ( 1 n ) < 1 2 n 1 2 Assim, n < = 1. 1 Por que fizemos isso? Por que não podemos simplesmente usar a hipótese nos outros três subtabuleiros, que são menores do que o tabuleiro inicial? 8
9 6 Exercícios 1. Escreva explicitamente os elementos dos seguintes conjuntos: (a) A = {x: x Z e x 2 2x + 1 0} (b) B = {x: x Z, 2 x 20 e x é primo} 2. Considere o conjunto A = {, {2, 3}, {2, 4}, {2, 4, 7}}. Escreva quais são os elementos de A e escreva todos os subconjuntos de A. 3. Prove que para todos os números reais a e b, se a < b e b < 0, então a 2 > b Prove que se x, y e z são números reais, então pelo menos um deles é maior ou igual à média aritmética dos três. 5. Prove que para todo n natural, 2 n > n. 6. Prove que 2 2n 1 = 4 n 1 é divisível por 3 para todo n Prove que n 3 = ( n) 2 para todo n Seja (a n ) uma sequência de números reais positivos tal que a 1 = 1 e a a a 3 n = (a 1 + a a n ) 2, para todo n 1. Mostre que a n = n para todo n Encontre o erro da prova por indução a seguir: Teorema 13. Em um conjunto de n cavalos, todos têm a mesma cor. 2 Demonstração. Vamos provar por indução em n. Base: para n = 1, obviamente o resultado vale. Hipótese de indução: suponha que em todo conjunto com k cavalos, para 1 k < n, todos têm a mesma cor. Passo: considere um conjunto C = {c 1, c 2,..., c n } com n cavalos. Podemos escrever C = C C onde C = {c 1,..., c n 1 } e C = {c 2,..., c n }. Por hipótese de indução, todos os cavalos de C têm a mesma cor. Da mesma forma, todos os cavalos de C têm a mesma cor. Como c 2 C e c 2 C, então os cavalos de C têm a mesma cor dos cavalos de C. Concluímos que todos os cavalos em C têm a mesma cor. 2 Falso. 9
Aula 1: Introdução ao curso
Aula 1: Introdução ao curso MCTA027-17 - Teoria dos Grafos Profa. Carla Negri Lintzmayer [email protected] Centro de Matemática, Computação e Cognição Universidade Federal do ABC 1 Grafos Grafos
Técnicas de Demonstração. Raquel de Souza Francisco Bravo 17 de novembro de 2016
Técnicas de Demonstração e-mail: [email protected] 17 de novembro de 2016 Técnicas de Demonstração O que é uma demonstração? É a maneira pela qual uma proposição é validada através de argumentos formais.
Demonstrações. Terminologia Métodos
Demonstrações Terminologia Métodos Técnicas de Demonstração Uma demonstração é um argumento válido que estabelece a verdade de uma sentença matemática. Técnicas de Demonstração Demonstrações servem para:
Análise de Algoritmos
Análise de Algoritmos Técnicas de Prova Profa. Sheila Morais de Almeida DAINF-UTFPR-PG julho - 2015 Técnicas de Prova Definição Uma prova é um argumento válido que mostra a veracidade de um enunciado matemático.
Matemática Discreta - 04
Universidade Federal do Vale do São Francisco Curso de Engenharia da Computação Matemática Discreta - 04 Prof. Jorge Cavalcanti [email protected] www.univasf.edu.br/~jorge.cavalcanti www.twitter.com/jorgecav
Semana 3 MCTB J Donadelli. 1 Técnicas de provas. Demonstração indireta de implicação. indireta de. Demonstração por vacuidade e trivial
Semana 3 por de por de 1 indireta por de por de Teoremas resultados importantes, Os rótulos por de por de Teoremas resultados importantes, Os rótulos Proposições um pouco menos importantes, por de por
INE5403 FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA DISCRETA
INE5403 FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA DISCRETA PARA A COMPUTAÇÃO PROF. DANIEL S. FREITAS UFSC - CTC - INE Prof. Daniel S. Freitas - UFSC/CTC/INE/2007 p.1/26 3 - INDUÇÃO E RECURSÃO 3.1) Indução Matemática 3.2)
1 Conjuntos, Números e Demonstrações
1 Conjuntos, Números e Demonstrações Definição 1. Um conjunto é qualquer coleção bem especificada de elementos. Para qualquer conjunto A, escrevemos a A para indicar que a é um elemento de A e a / A para
Matemática Discreta. Fundamentos e Conceitos da Teoria dos Números. Universidade do Estado de Mato Grosso. 4 de setembro de 2017
Matemática Discreta Fundamentos e Conceitos da Teoria dos Números Professora Dr. a Donizete Ritter Universidade do Estado de Mato Grosso 4 de setembro de 2017 Ritter, D. (UNEMAT) Matemática Discreta 4
INE5403 FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA DISCRETA
INE5403 FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA DISCRETA PARA A COMPUTAÇÃO PROF. DANIEL S. FREITAS UFSC - CTC - INE Prof. Daniel S. Freitas - UFSC/CTC/INE/2007 p.1/81 1 - LÓGICA E MÉTODOS DE PROVA 1.1) Lógica Proposicional
Indução Matemática. George Darmiton da Cunha Cavalcanti CIn - UFPE
Indução Matemática George Darmiton da Cunha Cavalcanti CIn - UFPE Introdução Qual é a fórmula para a soma dos primeiros n inteiros ímpares positivos? Observando os resultados para um n pequeno, encontra-se
Bases Matemáticas. Como o Conhecimento Matemático é Construído. Aula 2 Métodos de Demonstração. Rodrigo Hausen. Definições Axiomas.
1 Bases Matemáticas Aula 2 Métodos de Demonstração Rodrigo Hausen v. 2012-9-21 1/15 Como o Conhecimento Matemático é Construído 2 Definições Axiomas Demonstrações Teoremas Demonstração: prova de que um
Introdução à Lógica Matemática
Introdução à Lógica Matemática Disciplina fundamental sobre a qual se fundamenta a Matemática Uma linguagem matemática Paradoxos 1) Paradoxo do mentiroso (A) Esta frase é falsa. A sentença (A) é verdadeira
Dedução Indução Contra-exemplos Contradição Contrapositiva Construção Diagonalização
Dedução Indução Contra-exemplos Contradição Contrapositiva Construção Diagonalização 1 Provas, lemas, teoremas e corolários Uma prova é um argumento lógico de que uma afirmação é verdadeira Um teorema
Unidade 1 - Elementos de Lógica e Linguagem Matemáticas. Exemplo. O significado das palavras. Matemática Básica linguagem do cotidiano
A Pirâmide de aprendizagem de William Glasser Unidade 1 - Elementos de Lógica e Linguagem Matemáticas Matemática Básica Departamento de Matemática Aplicada Universidade Federal Fluminense 2018.1 Segundo
Lógica. Fernando Fontes. Universidade do Minho. Fernando Fontes (Universidade do Minho) Lógica 1 / 65
Lógica Fernando Fontes Universidade do Minho Fernando Fontes (Universidade do Minho) Lógica 1 / 65 Outline 1 Introdução 2 Implicações e Equivalências Lógicas 3 Mapas de Karnaugh 4 Lógica de Predicados
Demonstrações Matemáticas Parte 2
Demonstrações Matemáticas Parte 2 Nessa aula, veremos aquele que, talvez, é o mais importante método de demonstração: a prova por redução ao absurdo. Também veremos um método bastante simples para desprovar
No. Try not. Do... or do not. There is no try. - Master Yoda, The Empire Strikes Back (1980)
Cálculo Infinitesimal I V01.2016 - Marco Cabral Graduação em Matemática Aplicada - UFRJ Monitor: Lucas Porto de Almeida Lista A - Introdução à matemática No. Try not. Do... or do not. There is no try.
Introdução ao Curso. Área de Teoria DCC/UFMG 2019/01. Introdução à Lógica Computacional Introdução ao Curso Área de Teoria DCC/UFMG /01 1 / 22
Introdução ao Curso Área de Teoria DCC/UFMG Introdução à Lógica Computacional 2019/01 Introdução à Lógica Computacional Introdução ao Curso Área de Teoria DCC/UFMG - 2019/01 1 / 22 Introdução: O que é
Para Computação. Aula de Monitoria - Miniprova
Para Computação Aula de Monitoria - Miniprova 1 2013.1 Roteiro Provas e Proposições Conjuntos Provas e Proposições Proposição - Sentença que ou é verdadeira ou é falsa. ex: Hoje é sábado. -> É uma proposição.
Os números inteiros. Álgebra (Curso de CC) Ano lectivo 2005/ / 51
Os números inteiros Abordaremos algumas propriedades dos números inteiros, sendo de destacar o Algoritmo da Divisão e o Teorema Fundamental da Aritmética. Falaremos de algumas aplicações como sejam a detecção
1. Métodos de prova: Construção; Contradição.
Universidade Estadual de Santa Cruz Departamento de Ciências Exatas e Tecnológicas Bacharelado em Ciência da Computação Fundamentos Matemáticos para Computação 1. Métodos de prova: Construção; Contradição.
Uma proposição é uma frase que pode ser apenas verdadeira ou falsa. Exemplos:
1 Noções Básicas de Lógica 1.1 Proposições Uma proposição é uma frase que pode ser apenas verdadeira ou falsa. 1. Os sapos são anfíbios. 2. A capital do Brasil é Porto Alegre. 3. O tomate é um tubérculo.
é uma proposição verdadeira. tal que: 2 n N k, Φ(n) = Φ(n + 1) é uma proposição verdadeira. com n N k, tal que:
Matemática Discreta 2008/09 Vítor Hugo Fernandes Departamento de Matemática FCT/UNL Axioma (Princípio da Boa Ordenação dos Números Naturais) O conjunto parcialmente (totalmente) ordenado (N, ), em que
Os números naturais. Capítulo Operações em N
Capítulo 1 Os números naturais O conjunto dos números naturais, denotado por N, é aquele composto pelos números usados para contar. Na verdade, o mais correto seria dizer que é o conjunto dos números usados
n. 18 ALGUNS TERMOS...
n. 18 ALGUNS TERMOS... DEFINIÇÃO Uma Definição é um enunciado que descreve o significado de um termo. Por exemplo, a definição de linha, segundo Euclides: Linha é o que tem comprimento e não tem largura.
a = bq + r e 0 r < b.
1 Aritmética dos Inteiros 1.1 Lema da Divisão e o Algoritmo de Euclides Recorde-se que a, o módulo ou valor absoluto de a, designa a se a N a = a se a / N Dados a, b, c Z denotamos por a b : a divide b
Lista 2 - Bases Matemáticas
Lista 2 - Bases Matemáticas (Última versão: 14/6/2017-21:00) Elementos de Lógica e Linguagem Matemática Parte I 1 Atribua valores verdades as seguintes proposições: a) 5 é primo e 4 é ímpar. b) 5 é primo
Notas de Aula 2: Métodos de Prova
IFMG Campus Formiga Matemática Discreta Notas de Aula 2: Métodos de Prova Prof. Diego Mello 2o. Semestre 2012 Sumário 1 Introdução 2 2 Conceitos 2 3 Teoremas 4 4 Métodos de Prova 6 4.1 Prova Direta........................................
Lista 1 - Bases Matemáticas
Lista 1 - Bases Matemáticas Elementos de Lógica e Linguagem Matemática Parte I 1 Atribua valores verdades as seguintes proposições: a) 5 é primo e 4 é ímpar. b) 5 é primo ou 4 é ímpar. c) (Não é verdade
O que é uma prova? Paulo Feofiloff
O que é uma prova? Paulo Feofiloff http://www.ime.usp.br/~pf/amostra-de-prova/ Em matemática, uma prova é uma argumentação precisa que procura convencer o leitor de que uma certa proposição, previamente
Gabarito da lista de Exercícios sobre Técnicas de Demonstração
Universidade Federal Fluminense Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Fundamentos Matemáticos para Computação Professora: Raquel Bravo Gabarito da lista de Exercícios sobre Técnicas de Demonstração
Afirmações Matemáticas
Afirmações Matemáticas Na aula passada, vimos que o objetivo desta disciplina é estudar estruturas matemáticas, afirmações sobre elas e como provar essas afirmações. Já falamos das estruturas principais,
Errata da lista 1: Na página 4 (respostas), a resposta da letra e da questão 13 é {2, 3, 5, 7, 11, 13, 17} (faltou o número 17)
Errata da lista 1: Na página 4 (respostas), a resposta da letra e da questão 13 é {2, 3, 5, 7, 11, 13, 17} (faltou o número 17) Lista 1 - Bases Matemáticas Elementos de Lógica e Linguagem Matemática 1
Demonstrações, Recursão e Análise de Algoritmo
Demonstrações, Recursão e Análise de Algoritmo Objetivos do Capítulo Após estudar este capítulo, você estará apto a: Realizar demonstrações de conjecturas, usando técnicas de demonstração direta, demonstração
Elementos de Matemática Finita
Elementos de Matemática Finita Exercícios Resolvidos - Princípio de Indução; Algoritmo de Euclides 1. Seja ( n) k n! k!(n k)! o coeficiente binomial, para n k 0. Por convenção, assumimos que, para outros
MD Métodos de Prova 1
Métodos de Prova Antonio Alfredo Ferreira Loureiro [email protected] http://www.dcc.ufmg.br/~loureiro MD Métodos de Prova 1 Introdução Objetivo: ter precisão de pensamento e linguagem para obter a certeza
19 AULA. Princípio da Boa Ordem LIVRO. META Introduzir o princípio da boa ordem nos números naturais e algumas de suas conseqüências.
LIVRO Princípio da Boa Ordem META Introduzir o princípio da boa ordem nos números naturais e algumas de suas conseqüências. OBJETIVOS Ao fim da aula os alunos deverão ser capazes de: Aplicar o princípio
Programa Combinatória Aritmética Racional MATEMÁTICA DISCRETA. Patrícia Ribeiro. Departamento de Matemática, ESTSetúbal 2018/ / 52
1 / 52 MATEMÁTICA DISCRETA Patrícia Ribeiro Departamento de Matemática, ESTSetúbal 2018/2019 2 / 52 Programa 1 Combinatória 2 Aritmética Racional 3 Grafos 3 / 52 Capítulo 1 Combinatória 4 / 52 Princípio
Matemática Discreta. Prof. Nilson Costa 2014
1 Matemática Discreta Prof. Nilson Costa [email protected] 2014 Definições Importantes 2 Proposição: É qualquer afirmação, verdadeira ou falsa, mas que faça sentido. Exemplos: A: Todo número maior
PCC104 - Projeto e Análise de Algoritmos
PCC104 - Projeto e Análise de Algoritmos Marco Antonio M. Carvalho Departamento de Computação Instituto de Ciências Exatas e Biológicas Universidade Federal de Ouro Preto 7 de outubro de 2016 Marco Antonio
O REI MALIGNO E A PRINCESA GENEROSA: SOBRE BASES NUMÉRICAS E CRITÉRIOS DE DIVISIBILIDADE
O REI MALIGNO E A PRINCESA GENEROSA: SOBRE BASES NUMÉRICAS E CRITÉRIOS DE DIVISIBILIDADE ANA PAULA CHAVES AND THIAGO PORTO 1. Introdução Os temas centrais deste texto - bases numéricas e critérios de divisibilidade
Seminário Semanal de Álgebra. Técnicas de Demonstração
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS CÂMPUS CATALÃO Seminário Semanal de Álgebra Técnicas de Demonstração Catalão, 26/11/2013. Universidade Federal de Goiás Campus Catalão Seminário Semanal de Álgebra Orientador:
Para provar uma implicação se p, então q, é suficiente fazer o seguinte:
Prova de Implicações Uma implicação é verdadeira quando a verdade do seu antecedente acarreta a verdade do seu consequente. Ex.: Considere a implicação: Se chove, então a rua está molhada. Observe que
MA21: Resolução de Problemas - gabarito da primeira prova
MA21: Resolução de Problemas - gabarito da primeira prova Problema 1 (2 pontos) Prove que a maior área dentre todos os retângulos de perímetro 1 é atingida por um quadrado. Dificuldade: MUITO FÁCIL Sejam
Aritmética dos Restos. Pequeno Teorema de Fermat. Tópicos Adicionais
Aritmética dos Restos Pequeno Teorema de Fermat Tópicos Adicionais Aritmética dos Restos Pequeno Teorema de Fermat 1 Exercícios Introdutórios Exercício 1. Encontre os restos da divisão de 2 24 por a) 5
Bases Matemáticas. Aula 1 Elementos de Lógica e Linguagem Matemática. Prof. Rodrigo Hausen. 24 de junho de 2014
Aula 1 Elementos de Lógica e Linguagem Matemática Prof. Rodrigo Hausen 24 de junho de 2014 Definição Uma proposição é uma sentença declarativa que é verdadeira ou falsa, mas não simultaneamente ambas.
Roteiro da segunda aula presencial - ME
PIF Enumerabilidade Teoria dos Números Congruência Matemática Elementar Departamento de Matemática Universidade Federal da Paraíba 29 de outubro de 2014 PIF Enumerabilidade Teoria dos Números Congruência
Fundamentos de Matemática. Lista de Exercícios Humberto José Bortolossi
GMA DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA APLICADA Fundamentos de Matemática Lista de Exercícios Humberto José Bortolossi http://www.professores.uff.br/hjbortol/ 02 Demonstração direta, demonstração por absurdo e
MÓDULO II - PARTE II LÓGICA DOS PREDICADOS
MÓDULO II - PARTE II LÓGICA DOS PREDICADOS Quantificadores Professora Dr. a Donizete Ritter 26 de julho de 2017 Ritter, D. (UNEMAT/DEAD/SI) LÓGICA 26 de julho de 2017 1 / 18 Sumário 1 INTRODUÇÃO 2 TIPOS
Tópicos de Matemática Elementar
Tópicos de Matemática Elementar 2 a série de exercícios 2004/05. A seguinte prova por indução parece correcta, mas para n = 6 o lado esquerdo é igual a 2 + 6 + 2 + 20 + 30 = 5 6, enquanto o direito é igual
X Encontro da Olimpíada Regional de Matemática
completa X Encontro da Olimpíada Regional de Matemática Florianópolis, 28 de Março de 2015. completa Demonstrando igualdades Seja n um número natural qualquer maior do que 1. Qual será o valor da soma
DISCIPLINA: MATEMÁTICA DISCRETA I PROFESSOR: GISLAN SILVEIRA SANTOS CURSO: SISTEMAS DE INFORMAÇÃO SEMESTRE: TURNO: NOTURNO
DISCIPLINA: MATEMÁTICA DISCRETA I PROFESSOR: GISLAN SILVEIRA SANTOS CURSO: SISTEMAS DE INFORMAÇÃO SEMESTRE: 2018-2 TURNO: NOTURNO ALUNO a): 1ª Lista de Exercícios - Introdução à Lógica Matemática, Teoria
Números Inteiros Algoritmo da Divisão e suas Aplicações
Números Inteiros Algoritmo da Divisão e suas Aplicações Diferentemente dos números reais (R), o conjunto dos inteiros (Z) não é fechado para a divisão. Esse não-fechamento faz com que a divisão entre inteiros
Elementos de Matemática Finita
Elementos de Matemática Finita Exercícios Resolvidos 1 - Algoritmo de Euclides; Indução Matemática; Teorema Fundamental da Aritmética 1. Considere os inteiros a 406 e b 654. (a) Encontre d mdc(a,b), o
a = bq + r e 0 r < b.
1 Aritmética dos Inteiros 1.1 Lema da Divisão e o Algoritmo de Euclides Recorde-se que a, o módulo ou valor absoluto de a, designa a se a N a = a se a / N Dados a, b Z denotamos por a b : a divide b ou
Definição. Diremos que um número inteiro d é um divisor de outro inteiro a, se a é múltiplo de d; ou seja, se a = d c, para algum inteiro c.
Divisores Definição. Diremos que um número inteiro d é um divisor de outro inteiro a, se a é múltiplo de d; ou seja, se a = d c, para algum inteiro c. Quando a é múltiplo de d dizemos também que a é divisível
NÚMEROS INTEIROS. Álgebra Abstrata - Verão 2012
NÚMEROS INTEIROS PROF. FRANCISCO MEDEIROS Álgebra Abstrata - Verão 2012 Faremos, nessas notas, uma breve discussão sobre o conjunto dos números inteiros. O texto é basicamente a seção 3 do capítulo 1 de
Matemática Discreta - 01
Universidade Federal do Vale do São Francisco Curso de Engenharia da Computação Matemática Discreta - 01 Prof. Jorge Cavalcanti [email protected] www.univasf.edu.br/~jorge.cavalcanti www.twitter.com/jorgecav
MD Métodos de Prova 1
Métodos de Prova Antonio Alfredo Ferreira Loureiro [email protected] http://www.dcc.ufmg.br/~loureiro MD Métodos de Prova 1 Introdução Objetivo: ter precisão de pensamento e linguagem para obter a certeza
Fundamentos de Matemática. Lista de Exercícios Humberto José Bortolossi Argumentos e Exercícios de Revisão
GMA DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA APLICADA Fundamentos de Matemática Lista de Exercícios Humberto José Bortolossi http://www.professores.uff.br/hjbortol/ 04 Argumentos e Exercícios de Revisão [01] (Exercício
Teoria Combinatória dos Números
Teoria Combinatória dos Números Samuel Feitosa, Yuri Lima, Davi Nogueira 27 de fevereiro de 2004 O objetivo deste artigo é mostrar algumas propriedades dos números inteiros, que combinadas podem originar
Polos Olímpicos de Treinamento. Aula 7. Curso de Teoria dos Números - Nível 2. Aula de Revisão e Aprofundamento. Prof.
Polos Olímpicos de Treinamento Curso de Teoria dos Números - Nível 2 Prof. Samuel Feitosa Aula 7 Aula de Revisão e Aprofundamento Observação 1. É recomendável que o professor instigue seus alunos a pensarem
1 Congruências e aritmética modular
1 Congruências e aritmética modular Vamos considerar alguns exemplos de problemas sobre números inteiros como motivação para o que se segue. 1. O que podemos dizer sobre a imagem da função f : Z Z, f(x)
Números naturais e cardinalidade
Números naturais e cardinalidade Roberto Imbuzeiro M. F. de Oliveira 5 de Janeiro de 2008 Resumo 1 Axiomas de Peano e o princípio da indução Intuitivamente, o conjunto N dos números naturais corresponde
LISTA DE EXERCÍCIOS. Demonstrações diretas e por absurdo
LISTA DE EXERCÍCIOS Matemática Básica Humberto José Bortolossi http://www.professores.uff.br/hjbortol/ 02 Demonstrações diretas e por absurdo Diga se cada uma das sentenças abaixo é verdadeira ou falsa.
Análise I Solução da 1ª Lista de Exercícios
FUNDAÇÃO EDUCACIONAL SERRA DOS ÓRGÃOS CENTRO UNIVERSITÁRIO SERRA DOS ÓRGÃOS Centro de Ciências e Tecnologia Curso de Graduação em Matemática Análise I 0- Solução da ª Lista de Eercícios. ATENÇÃO: O enunciado
Aula 7: Dedução Natural 2
Lógica para Computação Segundo Semestre, 2014 DAINF-UTFPR Aula 7: Dedução Natural 2 Prof. Ricardo Dutra da Silva -introdução Dada uma premissa A, nós podemos concluir A B para qualquer fórmula B. A justificativa
Matemática - Geometria Caderno 1: Ângulos triédricos
Programa PIBID/CAPES Departamento de Matemática Universidade de Brasília Matemática - Geometria Caderno 1: Objetivos Desenvolver e formalizar o raciocínio lógico do aluno. Conteúdos abordados Reconhecimento
MA14 - Aritmética Unidade 1 Resumo. Divisibilidade
MA14 - Aritmética Unidade 1 Resumo Divisibilidade Abramo Hefez PROFMAT - SBM Julho 2013 Aviso Este material é apenas um resumo de parte do conteúdo da disciplina e o seu estudo não garante o domínio do
Dedução Natural e Sistema Axiomático Pa(Capítulo 6)
Dedução Natural e Sistema Axiomático Pa(Capítulo 6) LÓGICA APLICADA A COMPUTAÇÃO Professor: Rosalvo Ferreira de Oliveira Neto Estrutura 1. Definições 2. Dedução Natural 3. Sistemas axiomático Pa 4. Lista
Aula 1 Aula 2. Ana Carolina Boero. Página:
Elementos de lógica e linguagem matemática E-mail: [email protected] Página: http://professor.ufabc.edu.br/~ana.boero Sala 512-2 - Bloco A - Campus Santo André Linguagem matemática A linguagem matemática
TEOREMA FUNDAMENTAL DA ARITMÉTICA: APLICAÇÕES
4. TEOREMA FUNDAMENTAL DA ARITMÉTICA: APLICAÇÕES 1). Achando os divisores de um número natural 2). Quantidade de divisores de um número natural 3). Decidindo se um número natural divide outro 4). Extrema
Negação. Matemática Básica. Negação. Negação. Humberto José Bortolossi. Parte 3. Regras do Jogo. Regras do Jogo
Matemática Básica Humberto José Bortolossi Departamento de Matemática Aplicada Universidade Federal Fluminense Parte 3 Parte 3 Matemática Básica 1 Parte 3 Matemática Básica 2 Qual é a negação do predicado
Introdução à Teoria dos Números - Notas 4 Tópicos Adicionais II
1 Introdução à Teoria dos Números - Notas 4 Tópicos Adicionais II 1 O Anel dos Inteiros Módulo n Consideremos um número natural n 2 fixado Para cada número inteiro a definimos a = {x Z; x a mod n} Como
Indução Matemática. Profa. Sheila Morais de Almeida. junho DAINF-UTFPR-PG
Indução Matemática Profa. Sheila Morais de Almeida DAINF-UTFPR-PG junho - 2018 Sheila Almeida (DAINF-UTFPR-PG) Indução Matemática junho - 2018 1 / 38 Este material é preparado usando como referências os
Polos Olímpicos de Treinamento. Aula 1. Curso de Teoria dos Números - Nível 2. Divisibilidade I. Samuel Barbosa Feitosa
Polos Olímpicos de Treinamento Curso de Teoria dos Números - Nível 2 Samuel Barbosa Feitosa Aula 1 Divisibilidade I Teorema 1. (Algoritmo da Divisão) Para quaisquer inteiros positivos a e b, existe um
Prof. Jorge Cavalcanti
Universidade Federal do Vale do São Francisco Curso de Engenharia da Computação Matemática Discreta - 01 Prof. Jorge Cavalcanti [email protected] www.univasf.edu.br/~jorge.cavalcanti www.twitter.com/jorgecav
Polos Olímpicos de Treinamento. Aula 6. Curso de Teoria dos Números - Nível 2. Congruências II. Prof. Samuel Feitosa
Polos Olímpicos de Treinamento Curso de Teoria dos Números - Nível 2 Prof. Samuel Feitosa Aula 6 Congruências II Na aula de hoje, aprenderemos um dos teoremas mais importantes do curso: o pequeno teorema
2016 / Nome do aluno: N.º: Turma:
Teste de Matemática A 2016 / 2017 Teste N.º 1 Matemática A Duração do Teste: 90 minutos 10.º Ano de Escolaridade Nome do aluno: N.º: Turma: Grupo I Os cinco itens deste grupo são de escolha múltipla. Em
NHI Lógica Básica (Lógica Clássica de Primeira Ordem)
NHI2049-13 (Lógica Clássica de Primeira Ordem) página da disciplina na web: http://professor.ufabc.edu.br/~jair.donadelli/logica O assunto O que é lógica? Disciplina que se ocupa do estudo sistemático
Capítulo 1. Os Números. 1.1 Notação. 1.2 Números naturais não nulos (inteiros positivos) Última atualização em setembro de 2017 por Sadao Massago
Capítulo 1 Os Números Última atualização em setembro de 2017 por Sadao Massago 1.1 Notação Números naturais: Neste texto, N = {0, 1, 2, 3,...} e N + = {1, 2, 3, }. Mas existem vários autores considerando
Argumentação em Matemática período Prof. Lenimar N. Andrade. 1 de setembro de 2009
Noções de Lógica Matemática 2 a parte Argumentação em Matemática período 2009.2 Prof. Lenimar N. Andrade 1 de setembro de 2009 Sumário 1 Condicional 1 2 Bicondicional 2 3 Recíprocas e contrapositivas 2
Lógica Computacional DCC/FCUP 2017/18
2017/18 Raciocínios 1 Se o André adormecer e alguém o acordar, ele diz palavrões 2 O André adormeceu 3 Não disse palavrões 4 Ninguém o acordou Será um raciocínio válido? Raciocínios Forma geral do raciocínio
Mais uma aplicação do teorema de isomorfismo. Sejam G um grupo, H um subgrupo de G e N um subgrupo normal de
Obs: tem exercícios na página 6. Mais uma aplicação do teorema de isomorfismo. Sejam G um grupo, H um subgrupo de G e N um subgrupo normal de G. Seja HN = {hn : h H, n N}. Então HN G, H N H e H/H N = HN/N.
ALGORITMO DE EUCLIDES
Sumário ALGORITMO DE EUCLIDES Luciana Santos da Silva Martino lulismartino.wordpress.com [email protected] PROFMAT - Colégio Pedro II 25 de agosto de 2017 Sumário 1 Máximo Divisor Comum 2 Algoritmo
a) Falsa. Por exemplo, para n = 2, temos 3n = 3 2 = 6, ou seja, um número par.
Matemática Unidade I Álgebra Série - Teoria dos números 01 a) Falsa. Por exemplo, para n =, temos 3n = 3 = 6, ou seja, um número par. b) Verdadeira. Por exemplo, para n = 1, temos n = 1 =, ou seja, um
MATEMÁTICA DISCRETA CONCEITOS PRELIMINARES
MATEMÁTICA DISCRETA CONCEITOS PRELIMINARES Newton José Vieira 21 de agosto de 2007 SUMÁRIO Teoria dos Conjuntos Relações e Funções Fundamentos de Lógica Técnicas Elementares de Prova 1 CONJUNTOS A NOÇÃO
