MATERIAL DE APOIO À TURMA TP3
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- Ana Lívia Raminhos Wagner
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1 Teoria da Produção e Custos 1 Produção período curto MATERIAL DE APOIO À TURMA TP3 1 - Uma função de produção mostra a relação técnica entre os factores de produção utilizados e o montante de produção obtido. Ambos os factores de produção e produto são avaliados em termos físicos. É uma relação eficiente na medida em que, para uma dada combinação de factores o volume de produção obtido é máximo. 2 - No período curto a oferta de alguns factores de produção é fixa. 3 - A duração de período curto e período longo varia de indústria para indústria. 4 O comportamento da produção, em período curto, depende da produtividade marginal do factor variável. Enquanto a produtividade marginal for crescente, a produção cresce a ritmos crescentes; quando a produtividade marginal for decrescente, mas positiva, a produção total continua a crescer mas a ritmos decrescentes. Quando a produtividade marginal for negativa, então a produção total decresce. 5- Produção em período curto está sujeita a rendimentos decrescentes. À medida que maior quantidade de factor variável é utilizada, cada unidade adicional de factor variável adicionará menos à produção do que prévias unidades adicionais: produtividade marginal de factor variável diminuirá e a produção total crescerá a um ritmo cada vez mais lento. 6 - Enquanto a produtividade marginal for superior à produtividade média, a produtividade média é crescente. Uma vez que a produtividade marginal seja inferior à produtividade média, a produtividade média decresce. 7 - O empresário estará em equilíbrio (em princípio) em período curto (isto é, maximizará o seu lucro) se produzir no segundo estágio da produção. Corresponde ao intervalo de produção onde a produtividade média do trabalho é máxima e a produtividade média do factor capital é máxima (produtividade marginal do factor capital é igual a zero e a produção total é máxima). Neste estágio da produção, a produtividade média do factor variável é decrescente enquanto que a produtividade média do factor fixo é crescente. A decisão de produzir um determinado montante de produção depende dos preços relativos doa factores de produção. 8- Não confundir produtividade marginal do factor variável decrescente com produtividade marginal negativa. O empresário produz já quando a produtividade marginal do factor trabalho é decrescente porque a produção total cresce (se bem que a ritmo decrescentes) à medida que unidades de factores trabalho são adicionadas ao processo produtivo. Quando a produtividade marginal de factor trabalho é negativa a produção total é decrescente, significando que é possível produzir mais com um menor número de trabalhadores. 9- Cada função produção é definida para uma dada tecnologia.
2 Teoria da Produção e Custos 2
3 Teoria da Produção e Custos 3
4 Teoria da Produção e Custos 4
5 Teoria da Produção e Custos 5 TRABALHO DE CASA PRODUÇÃO Período curto Suponha as seguintes funções de produção em período curto Qx = 20L Q y= 20 L - L 2 a) Deduza as expressões analíticas das funções produção total, média e marginal do factor variável b) Represente as funções graficamente, justificando o seu andamento.
6 Teoria da Produção e Custos 6 Exercício n. 1 Produção: Recicla
7 Teoria da Produção e Custos 7
8 Teoria da Produção e Custos 8 Produção período longo ISOQUANTA: As isoquantas são negativamente inclinadas: Significado: quando aumenta a quantidade de um factor diminui a quantidade de outro factor Pressuposto: montantes adicionais de L e K aumenta Q (PmgL>0, PmgK>0) Substitutibilidade de factores As isoquantas não se cruzam: uma determinada combinação de factores produtivos não pode proporcionar dois níveis distintos de produção Quanto mais afastada da origem, maior é a produção associada à isoquanta: PmgL>o, PmgK>0, produz-se mais com maior quantidade de ambos os factores As isoquantas são convexas TMST de K por L diminui à medida que L substitui K, ao longo da mesma isoquanta
9 Teoria da Produção e Custos 9 Generalizando: TMST = x x2 2, x TMST 1 x1 Taxa marginal de substituição técnica de x 2 por x 1 : mede a redução na quantidade do factor produtivo x 2 por acréscimo unitário na do factor x 1, de modo a ser obtido o mesmo nível de produção (em termos discretos). Num caso bi-dimensional, e em termos geométricos, a taxa marginal de substituição técnica é o declive da isoquanta num arco (caso discreto) ou num ponto (caso contínuo) PmgL TMST = PmgK decrescente à medida que o processo de substituição de K por L tem lugar MAPA DE PRODUÇÃO - diferentes volumes de produção, correspondendo a montantes físicos de produto. Pressuposto: uma dada tecnologia - economicamente relevantes enquanto são negativamente inclinadas
10 Teoria da Produção e Custos 10 Isocusto: o lugar geométrico das combinações dos factores produtivos que acarretam o mesmo custo total. CT = p L L + p K K K = CT p K p p L K L Mapa de isocustos: diferentes isocustos, correspondendo a diferentes níveis de despesa em factores de produção. Pressuposto: os preços dos factores são constantes Condição de equilíbrio 1- Maximizar o produto, dada uma restrição orçamental
11 Teoria da Produção e Custos 11 K CT p K K * Q 3 Q 2 Q 1 O L * CT p L L Pmg L TMS = = Pmg K p L. p K
12 Teoria da Produção e Custos 12 Condição de equilíbrio 2- Minimizar o orçamento a aplicar na produção, dada a intenção de produzir um determinado nível de produção. K CT 3 p K CT 2 p K CT 1 p K K * Q O L * CT 1 p L CT 2 p L CT 3 p L L Pmg L TMS = = Pmg K p L. p K Conclusão: a condição de optimização é a mesma para os dois casos. Pmg Pmg L K = p p L K A empresa deve adquirir os seus inputs por forma a obter um igual acréscimo de produto por unidade monetária gasta na última unidade adicional de cada um dos factores. Pmg p L L = Pmg p K K
13 Teoria da Produção e Custos Planeamento do produtor
14 Teoria da Produção e Custos 14 RENDIMENTOS À ESCALA - produção aumenta quando aumentam ambos os factores: PmgL>0 e PmgK>0 Q aumenta Quanto? Quando variam todos os factores produtivos na mesma proporção, varia a escala de produção, temos então rendimentos à escala Rendimentos à escala: % ( quantidade produto) % (quantidade todos factores)
15 Teoria da Produção e Custos 15 Rendimentos crescentes à escala: Indivisibilidades técnicas: para escalas de produção reduzidas, a empresa pode ser forçada a utilizar factores produtivos de forma menos eficiente: não é possível adquirir meio computador ou meia máquina. Divisão do trabalho/especialização: à medida que a escala de produção aumenta, pode ser possível especializar o factor trabalho, com ganhos de eficiência e redução nos desperdícios de alternar entre tarefas. Relações geométricas: por exemplo, duplicar as paredes de um armazém, quadruplica a área disponível. Rendimentos decrescentes à escala: Limitação de recursos ou do output: (exemplo: indústrias extractivas ou pesca). Excesso de divisão do trabalho Dificuldades de supervisão/gestão: à medida que a escala de produção aumenta, a hierarquia de supervisores tende a aumentar e a respectiva eficiência a diminuir.
16 Teoria da Produção e Custos 16 Uma função f(x,y) diz-se homogénea de grau n se f (λx, λy) = λn f(x,y), para todo o λ ( λ0). As funções Cobb-Douglas têm esta propriedade que é particularmente apelativa para o estudo do tipo de rendimentos à escala. proporção φ: Assim, se a escala de produção variar na proporção λ e a quantidade produzida na Q = L α K β Q1 = λ (L) α (K) β = (λl) α (λk) β Q1= λ α+β Q α+β >1 Rendimentos crescentes à escala α+β =1 Rendimentos constantes à escala α+β <1 Rendimentos decrescentes à escala Capital Capital Capital O A B C Trabalho O B A C Trabalho O A A C B Trabalho 30 OA=AB=BC OA>AB>BC OA<AB<BC Rendimentos constantes à escala Rendimentos crescentes à escala Rendimentos decrescentes à escala
17 Teoria da Produção e Custos 17 TRABALHO DE CASA: Exercício para discussão (adaptado de Lichtenberg, 1993, THE OUTPUT CONTRIBUTIONS OF COMPUTER EQUIPMENT AND PERSONNEL: A FIRM LEVEL ANALYSIS, NBER WP 4540, pp ) Uma companhia operadora de telefones Americana decidiu automatizar o serviço de apoio a clientes, utilizando para o efeito computadores existentes na empresa e contratando 9 trabalhadores altamente qualificados com conhecidos em informática (que custam por ano 30000USD cada) e despedindo 75 trabalhadores não qualificados (que custavam por ano USD cada), verificando-se que o número de clientes que recorreu a este serviço não sofreu alterações. a) Determine a TMST de trabalhadores não qualificados por trabalhadores qualificados, explicando o seu significado. b) Como explica que tantos trabalhadores (75) tenham sido substituídos por tão poucos (9), mantendo-se inalterada a quantidade de serviços prestados? c) Um estudo indicou se fosse adquirido um novo programa de gestão de clientes, seriam necessários não 9, mas 7 trabalhadores qualificados para substituir os 75 e manter o nível de prestação de serviços. Qual o impacto previsível da aquisição desse programa sobre a eficiência desse factor? Resolução: Aspectos genéricos: 2 factores variáveis: trabalhadores qualificados e não qualificados e 1 factor fixo: computadores.entre os factores variáveis, é possível recorrer ao conceito de TMST. a)75/9,ouseja,8,3(3). b) A pmgl dos que são contratados é superior à dos que são despedidos. Neste caso, o trabalho não é um factor homogéneo. c) Estamos perante um caso típico em que aumentos num factor tido como constante provoca alterações na Pmd (sinónimo de eficiência) e Pmg de um factor variável. Tal como um cozinheiro quando passa a ter mais um fogão consegue cozinhar mais almoços, estes trabalhadores, com este novo programa (segundo o estudo, é benéfico), passam a ter uma maior Pmds e Pmg, pelo que, nestas novas condições, precisos ainda menos trabalhadores para substituir os 75. Notas: Salientar que estamos a falar de novas funções da Pmd e Pmg, de deslocações para cima dessas funções para os trabalhadores qualificados. Salientar que esses conceitos assumem que as quantidades de todos os outros factores estão constantes.
18 Teoria da Produção e Custos 18 TRABALHO PARA CASA 1- Defina elasticidade de substituição de um factor por outro e diga qual o seu significado. 2- Indique que valores deverá assumir a elasticidade de substituição de um factor por outro a) no caso em que os factores produtivos são usados em proporções fixas; b) no caso em que os factores produtivos são substitutos perfeitos. Tópicos de resolução: 1- À medida que nos movemos de forma descendente ao longo da isoquanta o rácio K/L ; a TMST também diminui pois quanto menos factor K dispõe o produtor, menos está disposto a dispensar por mais uma unidade do factor L. A elasticidade de substituição indica qual a variação relativa do rácio K/L quando a TMST varia numa dada percentagem. σ = K % L % TMST Em termos técnicos, a TMST é igual ao declive da isoquanta (em módulo), e o ráciok/l é dado pelo raio vector que liga a origem a cada ponto da isoquanta. Trata-se de um indicador de substituibilidade dos factores, ligado à rapidez com que a TMST se altera na isoquanta. Se as isoquantas forem mais flats é de esperar que σ>1 e se forem mais inclinadas é de esperar que 0<σ<1. Este comportamento percebe-se sobretudo pelo comportamento da TMST. Com isoquantas flat a TMST pouco varia, pelo que o denominador na fórmula de σ é pequeno. Pelo contrário, com isoquantas muito inclinadas a substituibilidade é difícil, a TMST varia muito ao longo da isoquanta e σ torna-se pequeno. 2- a) No caso de uma tecnologia de proporções fixas. A TMSTde K por L assume o valor 0, se for de L por K será infinito ou um valor indeterminado no vértice da isoquanta. O valor da elasticidade será infinito, zero ou indeterminado, respectivamente Como a combinação de factores de equilíbrio será necessáriamente a correspondente ao vértice, pode concluir-se que o valor da elasticidade é indeterminada. b) no caso de factores substitutos perfeitos a TMST não se altera, logo o denominador é 0. O numerador não é nulo pois
19 Teoria da Produção e Custos 19 α β α α β α β α = = + = L Q L K L Q K L K Q 1 e por isso existe alteração no numerador da elasticidade. (uma outra forma era dizer que o raio vector é diferente em cada ponto). Assim sendo σ é infinita.
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23 Teoria da Produção e Custos 23 Linha de expansão de período longo K CT 2 /p k CT 1 /p k Linha de Expansão: conjunto das combinações de longo prazo dos factores produtivos que, dados os preços dos factores produtivos, minimizam o custo total, para os vários volumes de produção. CT 0 /p k Q0 Q 1 Q 2 Linha de expansão de período longo Inclinação = -p L /p k CT 0 /p L CT 1 /p L CT 2 /p L Microeconomia II L Linha de expansão de período curto K CT 2 /p k CT 1 /p k Suponha que a empresa quer produzir Q 0, com o menor custo possível. Se não houvesse restrições, utilizaria uma combinação de L e K dada pela tangência entre a isoquanta e a linha de isocusto marcada (ponto pertencente à linha de expansão de longo prazo). O custo seria CT 1. Se estiver condicionada a uma determinada quantidade de factor fixo, essa restrição aumentaria o custo para CT 2 pelo aumento da utilização de L (e apesar da redução de K). K Q 0 Linha de expansão de período curto CT 1 /p L CT 2 /p L L Microeconomia II
24 Teoria da Produção e Custos 24 Linha de expansão de período curto K Se a empresa pretender produzir Q 0, Q 1, Q 2, utilizaria combinações pertencentes à linha de expansão de longo prazo. CT 2 CT 1 CT 2 Se a empresa estiver limitada à quantidade de capital que minimiza o custo de produzir Q 1, então os custos de produzir Q 0 e Q 2 aumentariam. K 2 K 1 K 0 Q 2 CT 0 Q 0 Linha de expansão de período longo Q 1 Linha de expansão de período curto CT 0 L 0 L 0 L 1 L 2 L 2 L Microeconomia II Linha de expansão de período curto K CT 2 CT 1 CT 2 Enquanto que as linhas de expansão de longo prazo indicam todas as combinações de L e K de mínimo custo para produzir diferentes volumes de produção, a linha de expansão de curto prazo apenas indica um ponto de mínimo custo (onde CT pl = CT pc ). Os CT pc são sempre maiores que os CT pl com excepção para um volume de produção, em que são iguais, porque em período curto o empresário está na dimensão mais adequada para produzir esse volume de produção. K 2 K 1 K 0 Q 2 CT 0 Q 0 Linha de expansão de período longo Q 1 Linha de expansão de período curto CT 0 L 0 L 0 L 1 L 2 L 2 L Microeconomia II
25 Teoria da Produção e Custos 25 Linha de expansão de período curto K Se a empresa pretender produzir Q 0, Q 1, Q 2, utilizaria combinações pertencentes à linha de expansão de longo prazo. CT 2 CT 1 CT 2 Se a empresa estiver limitada à quantidade de capital que minimiza o custo de produzir Q 1, então os custos de produzir Q 0 e Q 2 aumentariam. K 2 K 1 K 0 Q 2 CT 0 Q 0 Linha de expansão de período longo Q 1 Linha de expansão de período curto CT 0 L 0 L 0 L 1 L 2 L 2 L Microeconomia II A Função Custo Total de Período Longo K 0 CT CT 1 =p L L 1 +p K K 1 CT 0 =p L L 0 +p K K 0 K 1 Q 0 K 0 Q 1 L 0 L 1 CT 0 CT 1 CT PL L Cada ponto da função custo de período longo estabelece uma relação entre o custo total e o nível de produção: é um ponto em que o custo total é mínimo, no sentido em que a combinação de factores é a mais eficiente para produzir um dado volume de produção (porque podemos fazer variar a quantidade de ambos os factores), com preços de factores constantes. 0 Q 0 Q 1 Q Microeconomia II
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27 Teoria da Produção e Custos 27 Custos de período curto Custo variável total (CVT) O formato da curva de CVT é determinada pela curva de Produtividade Total (PT). Figura 1 apresenta a função de produtividade total ou produto total (PT) de periodo curto. Para derivar a curva de CVT é necessário redesenhar a curva de PT indicando o produto no eixo horizontal e o trabalho (L) no eixo vertical (figura 2). Ambas as figuras representam a mesma relação entre factores de produção e produto. Supõe-se em seguida que a empresa paga por cada unidade de factor variável um dado preço (pl). A curva de produtividade total é transformada numa curva de custo multiplicando L no eixo vertical pela taxa salarial (pl). A curva de custo na Figura 3 é chamada de custo variável total (CVT) porque establece uma relação entre o nível de produção e o custom com o montante de factores variáveis necessários para produzir tal nível de produção. Dado que a curva de CVT é deduzida a partir da curva de PT o seu formato revela a lei dos rendimentos decrescentes. O seu formato está sistemáticamente relacionado com o formato da função de produção de período curto. A função de produção em período curto indica o montante de factor variável (trabalho) necessário para produzir um dado nível de produto. Esse montante de factor variável multiplicado pela taxa salarial dá o custo variável de produção. Portanto, o CVT primeiro cresce a ritmos decrescentes à medida que unidades adicionais de factores são uilizadas. A partir do momento em que o produto cresce para além do ponto de inflexão, (início dos rendimentos decrescentes), os acréscimos de produto em termos de factor variável são cada vez menores, e os custos variáveis totais começam a crescer a um ritmo cada vez mais rápido. O ritmo de crescimento da curva de CVT é o resultado das características de produtividade marginal crescente e decrescente. Outras características: Tem início desde a origem. Em período curto os custos variáveis são iguais a zero para montantes nulos de produto e de factor variável utilizado. Existe uma curva dos CVT para cada curva de PT. Se a curva de PT variar a curva de CVT também varia. Uma curva de CVT é válida para cada taxa salarial. Figura 3 mostra duas outras curvas de CVT na hipótese de um aumento da taxa salarial (CVT2) ou de uma diminuição na taxa salarial (CVT3).
28 Teoria da Produção e Custos 28
29 Teoria da Produção e Custos 29
30 Teoria da Produção e Custos 30 Custo Fixo Total (CFT) Custo fixo total tem duas características essenciais: (i) não podem ser evitados em período curto (ii) não se alteram devido a variações de produto. Como os custos fixos são independentes do volume de produção, o CFT é representado por ums linha horizontal paralela ao eixo dos xxs. Custo Total (CT) Custo total (CT) é a soma das componentes dos custos variável e fixo: Custo To tal (CT) = CVT + CFT A curva de CT é simplesmente a CVT deslocada verticalmente para cima no montante de CFT INTRODUCTION Assim, é a função custo variável total que comanda o andamento da função custo total, pois acréscimos de produção só são possíveis com acréscimos do factor variável: CT(Q)=CVT(Q)+CFT u.m. CT(Q, K 0 ) p K K 0 CVT(Q, K 0 ) CFT p K K 0 Microeconomia II Q Custos médio e marginal Custo médio (CTM) é o custo por unidade de produto: CTM = CT/Q Se o custo total de produzir unidades de produto então o CTM é.
31 Teoria da Produção e Custos 31 Dado que o CT tem duas componentes de custo CVT e CFT, é possível definir custo varável médio (CVM) e custo fixo médio (CFM). Assim CTM = CVM + CFM Sendo CFM = CFT/Q = pk*k/q Custo fixo médio é o custo de obtenção dos factores fixos necessários à produção por unidade de produto. e CVM = CVT/Q = pl*l/q Custo variável médio (CVM) é o custo de obtenção dos factores variável necessários à produção por unidade de produto. Custo marginal é o custo adicional de produzir uma unidade extra de produto. Cmg = CT/ Q Verifica-se que o custo marginal (Cmg) é dado pelo acréscimo do custo variável total (CVT) porque por definição não se pode verificar um acréscimo de custos fixos à medida que o produto cresce. Assim Cmg = CVT/ Q. Formato das curvas de CTM, Cmg, CVM, CFM Custo variável médio (CVM) Geométricamente CVM é o declive do raio vector desenhado a partir da origem até a um ponto considerado na curva de CVM. Imaginando sucessivos raios vectores desenhados, conclue-se que CVM decresce à medida que o produto cresce, assume um valor mínimo no ponto de tangência do raio vector com a curva de CVT, e cresce a partir deste ponto. A curva de CVM tem o formato em U.
32 Teoria da Produção e Custos 32 Custo fixo médio (CFM) Geométricamente CFM é definido como o declive do raio vector desenhado a partir da origem até a um ponto considerado na curva de CFT. Desenhando sucessivos raios vectores para montantes mais elevados de produção, verifica-se que os declives dos raios vectores decrescem continuamente. Portanto a curva de CFM continua a decrescer a aproxima-se assintóticamente do eixo horizontal. 1 Custo Total Médio (CTM) Custo total médio obtém-se por simples soma vertical das curvas de CVM e CFM para cada nível de produto. O CTM decresce para níveis mais baixos de produção porque as curvas de CVM e CFM também estão a decrescer. O CTM continua a decrescer para além do nível de produção correspondente ao valor mínimo de CVM. Porque o CFM continua a decrescer para além do ponto em que o CVM atinge o mínimo o CTM tem que continuar a decrescer. Entre os volumes de produção Q=6 e Q=8 o CFM decresce a um ritmo mais rápido do que ao que CVM está a crescer. O decrescimento de CFM mais do que compensa o crescimento de CVM. No volume de produção Q=7 o CVM está a crescer à mesma taxa que CFM está a decrescer. Quando isso acontece o CTM atinge o seu mínimo. Para além de Q=8, o crescimento de CVM excede o decrescimento de CFM e portanto CTM cresce. 1 A curva de CFM é uma hiperbole rectangular
33 Teoria da Produção e Custos 33 INTRODUCTION Ao contrário da função Custo Fixo Total (CFT), o Custo Fixo Médio (CFM) depende do volume de produção: é o custo fixo por unidade de produto, necessariamente decrescente à medida que o volume de produção aumenta, tendendo para 0 à medida que a quantidade aumenta. Em termos geométricos, cada ponto da função CFM é dado pela inclinação da recta que une a origem ao ponto em questão na função CFT. u.m. u.m. CFT CFM Q1 Q2 Q3 Q Microeconomia II Q1 Q2 Q3 Q Exemplo (caso discreto) - Custos no Curto Prazo Q CFT CVT CT Cmg CFM CVM CTM Microeconomia II
34 Teoria da Produção e Custos 34 Exemplo (caso discreto) - Custos no Curto Prazo u.m Qtd u.m b B a A CT CVT CFT Cmg CTM CVM CFM Qtd Como a diferença entre as funções CTM e CVM é decrescente com o volume de produção, as duas funções tendem a aproximar-se, embora, como é lógico, o CTM esteja sempre acima do CVM. Numa 1ª fase, tanto o CVM como o CFM são decrescentes, logo também o CTM o será. Numa 2ª fase, o CFM continua a decrescer, mas o CVM já começou a aumentar, só que ainda não compensa o 1º efeito pelo que o CTM continua a decrescer. Só quando o 2º efeito compensa o 1º é que o CTM começa a decrescer. O Cmg é a variação do custo total (ou do custo variável total, pois os custos fixos totais não se alteram com o volume de produção) que resulta da produção de uma unidade adicional de produto. O Cmg é menor do que o CVM (CTM) na fase descendente do CVM (CTM); igual ao CVM (CTM), no mínimo destes; maior do que o CVM (CTM) na sua fase descendente. Microeconomia II Relações entre os Custos de Período Curto e os de Período Longo K i é a quantidade de capital minimizadora do custo de longo prazo para Q i ; i = 1,2,3. u.m. CT(Q,K 1 ) CT(Q,K 2 ) CT(Q,K 3 ) CT pl (Q) Q 1 Q 2 Q 3 Microeconomia II Q
35 Teoria da Produção e Custos 35 Relações entre os Custos de Período Curto e os de Período Longo u.m. 0 Cmd pl (Q) Cmg pl (Q) O mínimo custo unitário de produzir CMg(Q,K 3 ) um determinado produto (Volume de Produção Típico) numa dada dimensão não corresponde ao mínimo CTM dessa dimensão, a não ser que CTM(Q,K 3 ) estejamos na dimensão óptima. Se no curto prazo, a empresa utilizar uma dimensão que origina um CTM situado CMg(Q,K 1 ) na fase de economias (deseconomias) de escala, terá que produzir o VPT para estar a produzir esse volume de produção ao mínimo custo possível, como em Q 1 (Q 3 ). Se produzir no mínimo do custo total médio, o empresário não está a produzir esse volume de produção ao mínimo custo possível; basta aumentar (diminuir se a dimensão estiver em deseconomias de CMg(Q,K 2 ) escala) um pouco a dimensão para a Q 1 Q 2 Q 3 Q empresa produzir ao mínimo custo. Microeconomia II CTM(Q,K 1 ) CTM(Q,K 2 ) Caso especial u.m. Quando o custo total de período longo cresce a ritmos constantes CT(Q,K 2 ) CT(Q,K 3 ) CT pl (Q) CT(Q,K 1 ) 0 Q 1 Q 2 Microeconomia II Q 3 Q
36 Teoria da Produção e Custos 36 Caso especial u.m. O custo médio (e marginal) de período longo é uma constante. CMg(Q,K 1 ) CMg(Q,K 2 ) CMg(Q,K 3 ) CTM(Q,K 1 ) CTM(Q,K 2 ) CTM(Q,K 3 ) CMd pl (Q)=CMg pl (Q) 0 Q 1 Q 2 Microeconomia II Q 3 Q
37 Teoria da Produção e Custos 37
38 Teoria da Produção e Custos 38
39 Teoria da Produção e Custos 39
40 Teoria da Produção e Custos 40
41 Teoria da Produção e Custos 41
42 Teoria da Produção e Custos 42 ESTRUTURA PERFEITAMENTE CONCORRÊNCIAL Estrutura de mercado Concorrência perfeita Concorrência Monopolísta Oligopólio Monopólio Exemplos N.º de Tipo de Poder da produtores produto empresa sobre o preço Barreiras à Concorrência entrada extra preço Algumas indústrias agrícolas Muitos Homogéneo Nenhum Não existem Nenhum Comércio Muitos Diferenciado Algum Não Publicidade e a retalho existem diferenciação do produto Computad Alguns Homogéneo Algum Elevada Publicidade e ores, ou diferenciação petróleo, diferenciado do produto aço, cerveja Empresa Poucos Produto considerável existem Publicidade de único electricida de
43 Teoria da Produção e Custos 43
44 Teoria da Produção e Custos 44
45 Teoria da Produção e Custos 45 Decisão de produção no curto prazo Unidades Preço Receita Custo Custo Custo Lucr de produto (euros) total (euros) fixo total variável total total (euros) total (euros) (euros) (euro
46 Teoria da Produção e Custos 46
47 Teoria da Produção e Custos 47
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Exame Final (70%) Microeconomia II 1GE
AVAIAÇÃO Avaliação Exame Final 1º Mini-teste (15%) Avaliação Continuada 2º Mini-teste (15%) Exame Final (70%) NOTA MÍNIMA DE 5 VAORES CACUO DE NOTA FINA max (média ponderada da avaliação contínua e exame
UNIVERSIDADE DO PORTO FACULDADE DE ECONOMIA LICENCIATURA EM ECONOMIA MICROECONOMIA II
UNIVERSIDADE DO PORTO FACUDADE DE ECONOMIA ICENCIATURA EM ECONOMIA MICROECONOMIA II Nuno Alexandre Meneses Bastos Moutinho Gabinete 614 [email protected] PROGRAMA 1. A Empresa 1.1.Tecnologia e produção.
Microeconomia II LGE108. 1º Mini-teste (10%) Case-study (10%) 2º Mini-teste (10%) Exame Final (70%)
INFORMAÇÕES ÚTEIS BIBIOGRAFIA Microeconomia, Robert S. Pindyck and Daniel. Rubinfeld. Prentice-Hall, Inc. New Jersey, 5ª. Ed. 2000. (Já saiu a 6ª edição em Inglês há na Biblioteca E(a) 911) BIBIOGRAFIA
L Q PMe L PMg L / / / / / /7-2
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