"O verdadeiro é o todo." Georg Hegel
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- Rui de Andrade Cruz
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1 "O verdadeiro é o todo." Georg Hegel Hegel: o evangelista do absoluto By zéck
2 Biografia Georg Wilhelm F. Hegel ( ) 1831) Nasceu em Stuttgart. Foi colega de Schelling. Influências Spinoza, Kant e Rousseau. Era também fascinado pela Revolução Francesa.
3 Principais obras A Fenomenologia do Espírito (1806); A ciência da Lógica (1812); A Filosofia da História (1818); e a Filosofia do Direito 1821).
4 Teoria Suas obras de fato são difíceis de serem lidas. Hegel não apreciava a clareza de pensamento, da qual era crítico. Para ele, a totalidade (o infinito, a coisa-em em-si) era necessariamente obscura, daí a conclusão de que a clareza não era adequada para conceituar o objeto.
5 Filósofo da Totalidade Em certo sentido, a filosofia de Hegel pode ser vista como uma fusão das filosofias de Fichte e de Schelling. Como Schelling, Hegel via a realidade como uma unidade orgânica, uma unidade que não estava numa condição estável, mas num constante processo de desenvolvimento;
6 meta final desse desenvolvimento, segundo Hegel e Schelling, era a obtenção do auto-reconhecimento e do auto- entendimento. A Contudo, Hegel discordava de Schelling ao afirmar que a essência deste processo era espiritual e não material: O real é racional, o racional é real.
7 Noutras palavras, a mente ou espírito não é um produto do processo da natureza, mas é a sua própria realidade constituinte. Assim, o Espírito (Geist) é o sujeito do processo histórico que constitui a realidade.
8 Geist Geist é uma palavra que designa algo entre a mente e o espírito. É a existência mesmo. A essência última do ser: e o processo histórico inteiro que constitui a realidade é desenvolvimento de Geist rumo à autoconsciência e ao autoconhecimento. Essa posição ficou idealismo absoluto. conhecida como
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10 A Lei da Mudança Hegel, assim como Heráclito, via tudo como tendo se desenvolvido. Tudo o que existe é o resultado de um processo; portanto pensava ele, entender, em qualquer área ampla da realidade, envolve sempre entender um processo de mudança. Esta mudança é sempre inteligível, nunca totalmente arbitrária.
11 Todo estado de coisas contém em si elementos conflitantes, e estes elementos são desestabilizadores. Estes conflitos têm de se processar até alcançarem uma solução, e esta constituirá então um novo estado de coisas. Hegel denominou dialético. este processo de
12 A Dialética Tese estado de coisas inicial; Antítese reação que a tese sempre provoca, são as forças que se contrapõem à tese; Síntese a tensão ou o conflito entre a tese e a antítese resultam numa nova situação que elimina elementos de ambas, mas retém também elementos de ambas.
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14 A Síntese Mas, o novo estado de coisas gerado pela síntese contém em germe novos conflitos, e se torna o início de uma nova tríade de tese, antítese e síntese. É por isso, diz Hegel, que nada permanece o mesmo, e tudo está sempre mudando: ideias, religião, artes, ciências, economia, etc...
15 Zeitgeist Mudanças são o produto de forças históricas, portanto, nós enquanto indivíduos nada podemos fazer para dirigi- las. Cabe-nos humildemente obedecer o Zeitgeist, o espírito do tempo.
16 A alienação A alienação é um processo de estranhamento em relação a algo com que deveríamos nos identificar. Por exemplo as instituições sociais.
17 O fim da história A única coisa que poderia por fim ao processo de desenvolvimento seria uma situação livre de conflitos. Segundo Hegel, este estado ideal ocorreria quando o indivíduo comportar-se harmoniosamente em relação à totalidade orgânica social.
18 Esta situação livre de conflito ocorrerá quando o indivíduo livrar-se do seu estado de alienação, isto é, quando o Geist vier a se conhecer a si mesmo como a realidade última, e se aperceber de que tudo o que até então ele tinha considerado como alheio a si mesmo é de fato uma parte de si mesmo, não em conflito consigo mesmo.
19 O culto do Estado Do ponto de vista histórico e social, esta situação livre de conflitos foi interpretada pelos hegelianos de direita (C. F. Göschel, J. E. Erdmann) como sendo a monarquia constitucional da Prússia do século XIX. Estes intérpretes utilizam a razão hegeliana para justificar as verdades religiosas. Isto vai desembocar em uma espécie de culto do Estado que culminará com a ascensão de Adolf Hitler, no século XX.
20 A esquerda hegeliana Os hegelianos de esquerda (Max Stirner, Ludwig Feuerbach, Karl Marx) acreditavam que era necessária uma mudança radical, revolucionária, antes que a sociedade ideal pudesse ser alcançada. Como sabemos, Karl Marx vai afirmar que o fim da história ocorreria quando a sociedade Comunista fosse alcançada.
21 Três ideias-chave 1. A realidade é um processo histórico que, portanto, só pode ser entendido em termos de como vem a ser o que é, e também de como, neste exato momento, está se tornando algo diferente.
22 2. A história do mundo tem uma estrutura racional e que a chave para entender a estrutura é a lei da mudança, em outras palavras, a dialética.
23 3. A alienação ohomem, no processo de construção de sua própria civilização, cria toda sorte de instituições e regras e ideias (Estado, Religião, Escola, etc) que então se tornam coerções sobre ele, externas a ele, apesar de terem sido sua própria invenção.
24 O legado de Hegel O grau de influência da filosofia de Hegel no pensamento posterior pode ser demonstrado pelo fato de que muito que foi escrito depois foi, ou um desdobramento de suas ideias, ou uma reação a elas. Assim, enquanto que o existencialismo de Kierkegaard pode ser visto como uma virulenta reação a Hegel, o marxismo pode ser visto como uma interessante interpretação do hegelianismo.
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