competitividade com base no padrão de concorrência
|
|
|
- Suzana Domingos Salgado
- 10 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1
2 A metodologia de avaliação de empresas: uma sistemática para avaliar ativos intangíveis e competitividade com base no padrão de concorrência 9 Adriano Dias Mendes João Paulo Carneiro de H. Braga 1 A atuação do BNDES é, tradicionalmente, associada ao financiamento de empresas. Essa atividade representa o maior montante de seus desembolsos, mesmo que a atuação com outros beneficiários (como estados e municípios) também seja representativa. No ano de 2009, 88% dos desembolsos do BNDES 2 foram para esse tipo de cliente. Na carteira do Banco, há empresas de diferentes portes, estruturas organizacionais e setores de atividade. Isso evidencia a diversidade das firmas brasileiras e impõe um desafio para a instituição, especialmente no que tange ao seu papel como indutor de desenvolvimento econômico. Para responder a esse desafio, o Banco precisa conhecer bem as empresas de sua carteira e utilizar esse conhecimento para guiar a decisão de financiamento. Tradicionalmente, a abordagem bancária do processo de apoio financeiro 3 está voltada à estruturação de projetos de investimento e baseia-se, essencialmente, em ativos físicos. Da mesma forma, a análise de crédito tradicional é feita com base em indicadores financeiros associados a uma estrutura de garantias suficiente para reduzir a probabilidade de default. 1 Respectivamente, gerente da Área de Crédito e gerente da Área de Planejamento. Os autores agradecem a leitura e os comentários de João Carlos Ferraz, Eduardo Rath Fingerl, Fabio Giambiagi, Ana Cláudia Além e Helena Tenório Veiga de Almeida. 2 Em um montante de desembolso total de R$ 136,3 bilhões. 3 Incluindo operações de renda variável, análise de projetos e avaliação de crédito.
3 152 O BNDES EM UM BRASIL EM TRANSIÇÃO Todavia, essa abordagem passa ao largo de alguns elementos qualitativos importantes para a avaliação de empresas, que podem garantir sua competitividade no longo prazo. Uma empresa é formada por ativos tangíveis e intangíveis. Estes últimos também devem ser levados em conta. Ademais, deve ser considerada uma análise de estratégia e competitividade em um dado mercado de atuação. A Metodologia de Avaliação de Empresas (MAE) iniciativa da qual trata este capítulo busca construir novo instrumento para sistematizar essas informações qualitativas para as empresas beneficiárias do BNDES. Apesar de o Banco já considerar os aspectos qualitativos em suas análises, não os faz de forma sistematizada e com um instrumento único. Essa sistematização permitirá reflexão contínua sobre a empresa, de modo a identificar suas potencialidades e fragilidades por ocasião da tomada de decisão acerca do apoio financeiro. O presente capítulo apresenta essa iniciativa, com base em uma reflexão sobre os elementos importantes para avaliação de uma empresa, e aponta como está sendo internalizada às atividades do BNDES. A segunda seção dividida em três subseções introduz, por meio de uma reflexão sobre o conceito relevante de empresa, alguns elementos a serem contemplados em uma avaliação qualitativa. A terceira seção apresenta a MAE e aponta sua relevância para a atuação do Banco. Por último, incluem-se as conclusões. Uma sistemática para avaliação de empresas Dividida em três subseções, esta seção apresenta conceitos importantes a serem considerados na avaliação qualitativa de uma empresa. A primeira busca definir melhor o objeto de análise com base em uma reflexão sobre o conceito de empresa. Na segunda e na terceira, são introduzidas as noções de ativos intangíveis e de padrão de concorrência, respectivamente. Empresa: definição do objeto A empresa é um objeto complexo, cuja definição não é simples e tampouco única. O IBGE 4 define a empresa como a unidade jurídica caracterizada por uma firma ou razão social (conforme registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica CNPJ), formada por uma ou mais unidades locais de produção (ou estabelecimentos). É a unidade de decisão, de existência jurídica e que está à frente das transações de mercado. Essa definição ajuda na delimitação do objeto-empresa. Todavia, não é suficiente para identificar a diversidade e compreender as especificidades. As estruturas organizacionais e societárias, por exemplo, são variáveis e podem influenciar diretamente na avaliação de uma empresa. 4 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2007).
4 9 A metodologia de avaliação de empresas 153 Algumas firmas são tão diversificadas, que podem atuar em diferentes setores, sendo compostas por mais de uma unidade de negócio (UN). Outras, mesmo não diversificadas, podem estar submetidas a grupos econômicos. Para a avaliação de uma empresa, é fundamental que a diversidade organizacional seja percebida e considerada, conforme exposto na Figura 1. Figura 1: Empresa: possíveis estruturas organizacionais estrutura 1 estrutura 2 grupo econômico un1 un2 unn empresas empresas empresas grupo econômico empresa 1 empresa 2 empresan uns (1,..n) uns (1,...n) uns (1,...n) estrutura 3 estrutura 4 un1 empresa un2 unn empresa = unidade de negócio Fonte: Elaboração própria. O conceito de empresa é longamente debatido também na literatura econômica, e as abordagens são diversas. A visão neoclássica, associada à microeconomia tradicional, toma a firma como uma função de produção, na qual são alocados diferentes fatores de produção de forma eficiente. Nessa visão, a firma seria responsável por maximizar lucros e minimizar custos. Essa visão é coerente com o modelo neoclássico, baseado em uma empresa representativa e no acesso à informação perfeita, mas essa hipótese desconsidera a diversidade existente na indústria (como o caso da empresa diversificada e verticalizada) e o papel ativo da empresa como possível indutor de transformações no mercado (como na introdução de inovações disruptivas). Conforme Tigre, 5 a própria existência da firma parecia nebulosa na teoria neoclássica diante da onipotência atribuída ao mercado. Segundo o autor, duas linhas de investigação abordam essa questão e propõem um novo enfoque para a empresa. A primeira, iniciada por Coase e Williamson, explica a existência da firma em função de falhas de mercado: os custos de transação na aquisição de fatores. Os custos de transação são os custos de coletar informações, de negociação e de realizar contratos. 6 Esses custos explicam a existência da empresa, na medida em que não é racional recorrer continuamente ao mercado. Dentro da sua hierarquia, a empresa monta estrutura de contratos, de modo a aumentar sua eficiência. 7 5 Tigre (1998, p. 15). 6 Coase (1937). 7 Williamson (1979).
5 154 O BNDES EM UM BRASIL EM TRANSIÇÃO A segunda vê a firma como um espaço de produção. Esta seria o locus de criação de riqueza e inovação. Pode-se dizer que a firma começa a ganhar vida própria com essa abordagem. Nesse sentido, o trabalho de Edith Penrose 8 é representativo, na medida em que cada empresa passa a ser vista como um conjunto de recursos produtivos específicos combináveis (como seu capital físico e financeiro, de fácil mensuração, e outros como seus recursos humanos e organizacionais). A natureza da firma seria dada, internamente, pela quantidade de recursos de cada tipo que é utilizada e a empresa passa a ser vista como um agente capaz de crescer e desenvolver-se através do tempo. Diferente da empresa neoclássica, a empresa de Penrose se diferenciaria conforme os recursos que a compõem. Destaca-se, na teoria econômica, a adoção dessa nova abordagem da firma pela microeconomia evolucionária. Nelson e Winter rejeitam os pressupostos da firma maximizadora e racional, enfatizando as capacitações e habilidades internas. 9 As regras de decisão nas diversas esferas da empresa seriam guiadas por rotinas, acumuladas durante sua trajetória de crescimento. Essas rotinas poderiam ser aperfeiçoadas, ou modificadas significativamente, na medida em que outras práticas tornam-se relevantes no mercado ou em um processo de aprendizado interno à empresa. Nesse sentido, é desenhado um mecanismo endógeno de mudança econômica, em que a empresa é ativa e agente central de transformação também no mercado. Deve preceder à avaliação da empresa a definição do objeto a ser analisado. As firmas são diferenciadas e há diversos esforços de conceituação. A escolha do conceito utilizado depende do uso que se deseja dar a ele. Para a atuação de um banco de desenvolvimento, é fundamental que sejam analisadas mais a fundo as principais capacitações da firma e suas relações com o mercado. Os recursos internos à empresa: avaliação de ativos intangíveis Já que as empresas não devem ser tratadas de forma homogênea, é fundamental, para a atuação do BNDES, compreender suas especificidades e avaliar os recursos de que dispõem para crescer e competir. A reflexão precedente acerca do conceito de empresa apontou que esta é formada por recursos tangíveis como o capital físico e sua estrutura financeira e por suas capacitações, habilidades e rotinas, de difícil mensuração. Estes últimos são seus capitais intangíveis, os quais Penrose denominava recursos produtivos. Os ativos intangíveis são ativos não monetários internos à empresa, sem substância física, fundamentais para o fornecimento de bens e serviços, e dos quais são esperados benefícios 8 Penrose (1959). 9 Nelson e Winter (1982).
6 9 A metodologia de avaliação de empresas 155 econômicos para a empresa. 10 São exemplos de intangíveis de uma empresa sua capacidade de formular estratégia, sua capacidade inovativa, seu capital intelectual, sua cultura organizacional ou as alianças e redes de relacionamento formadas. 11 Podem ser destacadas três fontes primárias de geração de ativos intangíveis: inovação, práticas organizacionais e recursos humanos. Segundo Baruch Lev, quase sempre os intangíveis são criados por combinações entre as fontes supramencionadas (...) vinculados a ativos tangíveis e a recursos humanos (conhecimento tácito dos funcionários, por exemplo). 12 Esses ativos são fundamentais para a criação de valor nas empresas. Criar valor significa gerar riqueza, riqueza esta relacionada a diversas esferas de atuação de uma empresa. 13 Na esfera econômica, significa tornar a empresa mais lucrativa e com maior retorno do investimento ao acionista. Na estratégica, obter vantagens competitivas para alavancagem financeira futura. Na social, garantir o bem-estar do cidadão e do funcionário. Na ambiental, reduzir externalidades negativas associadas a suas atividades. A criação de valor é, portanto, ligada a diferentes ativos intangíveis e resulta da interação entre esses ativos e os demais. Essa noção é ilustrada na Figura 2, em um esquema de comparação de duas empresas que solicitariam apoio ao BNDES em um dado momento no tempo (momento 4). A Empresa A, nesse momento, está com indicadores financeiros piores, mas investe em intangíveis. A Empresa B está com indicadores melhores, mas não investe. A figura sugere que, no tempo, a Empresa A teria evolução positiva em seus resultados e a B, evolução negativa. Figura 2: Evolução de empresa e despesas com intangíveis 14 lucro/ despesas com intangíveis bsc bsc erp p&d bsc erp p&d design crm bsc erp p&d design crm mkt empresa A empresa b 4 Fonte: Rath Fingerl (2004b). solicitação de apoio financeiro 10 International Accouting Standard Board (2004). 11 Rath Fingerl (2004a) faz extensa revisão bibliográfica acerca do tema. 12 Baruch Lev apud Rath Fingerl (2004a, p.13). 13 Conforme reflexão apresentada em Gonçalves (2009). 14 O gráfico se refere às seguintes despesas com intangíveis: Balanced Scorecard (BSC, instrumento para acompanhamento de estratégia), Enterprise Resource Planning (ERP, instrumento para gestão), Customer Relationship Management (CRM, sistema para gestão da carteira de clientes), Pesquisa e Desenvolvimento (P&D, atividade de inovação), investimentos em aperfeiçoamento de design (Design) e investimentos em esforços de venda e marketing (Mkt).
7 156 O BNDES EM UM BRASIL EM TRANSIÇÃO Vale destacar que os ativos intangíveis são críticos, na medida em que podem garantir à empresa capacidade de levar à frente sua estratégia. As capacitações devem ser coerentes com a estratégia de posicionamento da empresa e, portanto, devem ser aperfeiçoadas e revistas no tempo, conforme o conceito de capacitações dinâmicas. 15 As capacitações dinâmicas estão relacionadas à capacidade da firma de identificar oportunidades em seu ambiente externo e interno, avaliálas e, principalmente, reconfigurar seus ativos intangíveis e tangíveis, quando necessário. Este conceito é importante, uma vez que há certo rompimento da abordagem estática da firma. Esforço mais detalhado para tal será relatado, na próxima seção, com a inserção de uma abordagem setorial-específica e esforço de melhor delimitação do ambiente externo e os impactos na empresa. Os fatores externos à empresa: padrão de concorrência A avaliação de ativos intangíveis é de extrema relevância já que apresenta um retrato das capacitações da empresa no presente, reflete sua trajetória de desenvolvimento e aponta sua capacidade de crescer no futuro. Todavia, a empresa não está isolada, já que suas decisões devem ser tomadas tendo em vista o ambiente externo. Seu sucesso competitivo depende da consistência entre sua estratégia, seus recursos e o mercado de atuação. A empresa deve aperfeiçoar ou modificar suas rotinas e capacitações conforme as sinalizações do mercado. Nesse sentido, a estratégia e os ativos intangíveis da firma devem ser coerentes com os fatores críticos necessários para o sucesso competitivo. Isso posto, as empresas buscariam adotar, em cada instante, estratégias (gastos em aumento de eficiência produtiva, qualidade, inovação, marketing etc.) voltadas para capacitá-las a concorrer em preço, esforço de venda ou diferenciação de produtos em consonância com o padrão de concorrência vigente. 16 O padrão de concorrência (PdC) seria o conjunto de fatores-chave de sucesso competitivo no mercado de atuação da empresa. É influenciado pelas características do ambiente competitivo referentes às exigências do mercado/setor de atuação e ao sistema econômico (como disponibilidade de infraestrutura e de recursos humanos). O PdC deve fornecer insumos para as decisões estratégicas das empresas. Dessa forma, esse instrumento pode ser utilizado, quando na avaliação de uma empresa, tanto na identificação dos ativos intangíveis relevantes para a competição, como também para uma análise de sua competitividade. 15 Este conceito é apresentado por Teece et al. (1997). 16 Ferraz et al. (1996, p. 7). O conceito de padrão de concorrência, a seguir, é também amplamente discutido pelos autores.
8 9 A metodologia de avaliação de empresas 157 Por competitividade, entende-se a capacidade da empresa de formular e implementar estratégias concorrenciais, que lhe permitam ampliar ou conservar, de forma duradoura, uma posição sustentável no mercado. 17 Essa abordagem sugere que a competitividade não é uma característica de um produto, firma ou país, mas o resultado da adequação das estratégias das empresas individuais ao PdC vigente em um mercado específico em um dado momento no tempo. Dessa forma, como determinante de competitividade, poderia ser apontado um conjunto de fatores que não se restringem ao nível da firma, conforme a Figura 3. Figura 3: Fatores determinantes de competitividade FAtores internos À empresa FAtores sistêmicos estratégia e gestão capacitação para inovação capacitação produtiva setores FAtores estruturais (setoriais) mercado configuração da indústria concorrência macro econômicos políticos institucionais legaisregulatórios infraestruturais recursos HumAnos sociais internacionais Fonte: Coutinho e Ferraz (1994). No nível microeconômico, estão indicados os fatores internos à empresa (ou fatores empresariais ). Pode-se dizer que, na presente abordagem, este está representado pelos ativos intangíveis e pela estratégia da empresa. No nível de mercado e setor, são apontados os fatores estruturais, ou seja, aqueles sobre os quais a capacidade de intervenção da empresa é limitada, representada pelo ambiente competitivo em que está inserida. Estes estão diretamente relacionados ao padrão de concorrência, abrangendo características da demanda e da oferta e a influência de regimes de incentivo e regulação da concorrência. Em um terceiro nível, são apontados os que podem ser chamados de fatores sistêmicos, sobre os quais a empresa detém pouca ou nenhuma possibilidade de intervenção e que devem ser sempre considerados em seu processo de decisão. Como exemplo, podem-se citar indicadores macroeconômicos, políticas de incentivo, aspectos legais e regulatórios, a qualidade da infraestrutura disponível, sistema de educação e tendências do comércio internacional. 17 Ferraz et al. (1996, p. 3).
9 158 O BNDES EM UM BRASIL EM TRANSIÇÃO O BNDES e a metodologia de avaliação de empresas Considerar a avaliação de ativos intangíveis e competitividade na análise de projetos e empresas é uma transformação nas práticas bancárias tradicionais. Especificamente quanto ao BNDES, tal avaliação já é contemplada em parte de sua análise para a concessão de apoio financeiro. O Banco é referência por incluir variáveis não financeiras para subsidiar a decisão de concessão de financiamento. Todavia, estas não são consideradas de forma sistematizada com base em metodologia única e disseminada. A MAE busca disponibilizar instrumento único para sistematizar essas informações qualitativas para as empresas beneficiárias do BNDES. Essas informações seriam utilizadas, de forma sistemática, em todas as etapas de apoio financeiro: desde a análise e aprovação de um financiamento até a mensuração do risco de crédito, reforçando a utilização de indicadores não financeiros. A metodologia sugere que a avaliação de uma empresa deve levar em conta os fatores-chave de sucesso competitivo no mercado, os ativos intangíveis, a competitividade e a consistência destes com a estratégia da empresa. A base da avaliação da empresa é a determinação do padrão de concorrência (PdC) com que ela se defronta. A análise da competitividade é feita em relação ao PdC e considera-se que a firma deve ter os ativos intangíveis necessários para competir em seu mercado de atuação. Para a análise específica da firma, as competências e habilidades da empresa são organizadas em seis capitais intangíveis e são propostos critérios para análise de competitividade. São avaliados itens como governança corporativa, relacionamento com clientes, capacidade inovativa, marca e sustentabilidade socioambiental. Para cada item, há questões direcionadoras que apontam os principais aspectos a serem respondidos. Com base nessas questões, foi também construída uma estrutura de parametrização, para avaliar a empresa em uma escala de cinco pontos. A avaliação é feita com base nas capacidades e habilidades da empresa, bem como no esforço que ela apresenta para atingir patamares mais elevados. Vale destacar que a disponibilização desse instrumento é complementada com a preocupação de unificar as visões das diferentes áreas do Banco sobre a mesma empresa. Essa avaliação deverá ser realizada de forma colegiada, com base em consenso, de modo a ampliar a visão comum sobre o mesmo objeto.
10 9 A metodologia de avaliação de empresas 159 A MAE está em processo final de implantação no BNDES, envolvendo diferentes áreas de suporte e aquelas que utilizarão diretamente a metodologia para apoio aos seus processos. O processo iniciou-se, ainda em 2007, tendo em vista a construção de método para mensuração de ativos intangíveis, com a coordenação da Área de Mercado de Capitais e participação ativa da Área de Crédito. A partir daí, outras áreas do Banco foram envolvidas, com destaque para a Área de Planejamento e para o treinamento de 50 técnicos do BNDES, já em março de A estimativa é que a entrada em operação desse instrumento envolverá, diretamente, cerca de 400 funcionários do Banco. Para tal, será necessário amplo esforço de capacitação e ajustes em TI, já em andamento. Esse esforço vai garantir o melhor resultado na utilização da metodologia, tendo em vista a necessidade de construção de nova cultura institucional. Ao compreender a empresa para além do projeto e de seus resultados financeiros, o BNDES aumenta sua capacidade de selecionar beneficiários com maior potencial de crescimento sustentável, de modo a preservar seus ativos e fazer apostas em empresas que não teriam acesso ao Banco caso fossem avaliadas apenas pelos tangíveis. Essa abordagem também permite que o Banco, de forma mais abrangente, utilize seus instrumentos para financiar o desenvolvimento de capacitações e garantir a competitividade da firma no longo prazo. Conclusão A abordagem bancária tradicional de apoio financeiro está voltada à estruturação de projetos de investimento e baseia-se, essencialmente, em ativos físicos. Já é parte do papel do BNDES avaliar a empresa beneficiária e, associado a indicadores financeiros, contemplar também aspectos qualitativos quando na decisão de financiamento. De fato, para a atuação de um banco de desenvolvimento, é fundamental que sejam analisadas mais a fundo as principais capacitações da firma e suas relações com o mercado. Uma empresa é formada por ativos tangíveis e intangíveis. Estes também devem ser considerados. Ademais, deve ser levada em conta uma análise de estratégia e competitividade em relação ao padrão de concorrência. Considerando esses fatores, a MAE busca disponibilizar instrumento único para sistematizar essas informações qualitativas para as empresas beneficiárias do BNDES. Essas informações seriam utilizadas, de forma sistemática, em todas as etapas de apoio financeiro: desde a análise e aprovação de um financiamento até a mensuração do risco de crédito, reforçando a utilização de indicadores não financeiros.
11 160 O BNDES EM UM BRASIL EM TRANSIÇÃO Na ótica do BNDES, a avaliação específica e sistematizada dos ativos intangíveis e da competitividade das empresas da sua carteira, por meio de instrumento único, e o uso dessas informações por todos os atores no processo de concessão de apoio financeiro representam uma transformação na tradicional prática de análise de projetos e empresas. Os ajustes dos procedimentos para avaliação desses aspectos aumentam, substancialmente, a capacidade do Banco de financiar empresas com maior potencial de crescimento sustentável no longo prazo. Da mesma forma, essa avaliação inovadora incrementa sua capacidade de atuar no fortalecimento das capacitações das empresas de sua carteira. Essa abordagem legitima sua atuação como Banco e como agente de política de desenvolvimento, reforçando cada uma de suas missões, subentendidas em sua sigla. 18 Referências Co a s e, Ronald. The nature of the firm. Economica, v. 4, p , Co u t i n h o, Luciano; Fe r r a z, João Carlos. Estudo da competitividade da indústria brasileira. Campinas: Papirus/Unicamp, Fe r r a z, João Carlos et al. Made in Brazil: desafios competitivos para a indústria brasileira. Rio de Janeiro: Campus, Gon ç a lv e s, Lidiane Delersderrier. Desafios na economia do conhecimento o caso do BNDES. Rio de Janeiro: Ebape/FGV, 2009 (Dissertação de Mestrado). Ins t i t u to Br a s i l e i r o d e Ge o g r a f i a e Es tat ís t i c a IBGE. Pesquisa Industrial Anual: Publicação Completa, v. 26, n. 1. Rio de Janeiro: IBGE, In t e r n at i o n a l Ac c o u n t i ng Sta n d a r d Bo a r d. In t e r n at i o n a l Ac c o u n t i ng Sta n d a r d, n. 38, 2a revisão da norma. Londres: IASB, Ne l s o n, Richard; Wi n t e r, Sidney. An evolutionary theory of economic change. Cambridge: Belknap Press, Pe n r o s e, Edith. The theory of the growth of the firm. 3a ed. Oxford: Basil Blackwell, Ra t h Fi n g e r l, Eduardo. Considerando os intangíveis: Brasil e BNDES. Rio de Janeiro: Coppe/UFRJ, 2004a (Dissertação de Mestrado). 18 Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, conforme reflexão de Tenório (2009).
12 9 A metodologia de avaliação de empresas 161 (2004b).. Considerando os intangíveis: Brasil e BNDES. Apresentação de Dissertação de Mestrado, jun Te e c e, David et al. Dynamic capabilities and strategic management. Strategic Management Journal, v. 18, n. 7, p , Te n ó r i o, Helena. IP Financing: the Brazilian experience with the Brazilian Development Bank BNDES. Meeting on IP Financing of the World Intellectual Property Organization. Genebra: WIPO, Ti g r e, Paulo Bastos. Inovação e teoria da firma em três paradigmas. Revista de Economia Contemporânea, v. 3, p , Williamson, Oliver. Transaction-cost economics: the governance of contractual relations. The Journal of Law and Economics, v. 22, n. 2, p , 1979.
Avaliando Competitividade de Empresas Através de Ativos Intangíveis: a abordagem de análise qualitativa do BNDES
Avaliando Competitividade de Empresas Através de Ativos Intangíveis: a abordagem de análise qualitativa do BNDES 1 AGENDA I. Antecedentes II. A Metodologia de Avaliação de Competitividade de Empresas III.
Rumos do Desenvolvimento: Estratégia Empresarial, Inovação e Visão sobre Intangíveis
Rumos do Desenvolvimento: Estratégia Empresarial, Inovação e Visão sobre Intangíveis Seminário FIRJAN / COPPE "Inteligência Estratégica: modismo ou imperativo? 22/08/08 Helena Tenório Veiga de Almeida
APRESENTAÇÃO INOVAÇÃO COM DESIGN POR QUÊ E COMO?
APRESENTAÇÃO INOVAÇÃO COM DESIGN POR QUÊ E COMO? Por quê o design pode inovar? O design é forte elemento de competitividade empresarial, em especial para os segmentos pressionados pela concorrência internacional...
Estratégia de TI. Posicionamento Estratégico da TI: como atingir o alinhamento com o negócio. Conhecimento em Tecnologia da Informação
Conhecimento em Tecnologia da Informação Conhecimento em Tecnologia da Informação Estratégia de TI Posicionamento Estratégico da TI: como atingir o alinhamento com o negócio 2011 Bridge Consulting Apresentação
Risco na medida certa
Risco na medida certa O mercado sinaliza a necessidade de estruturas mais robustas de gerenciamento dos fatores que André Coutinho, sócio da KPMG no Brasil na área de Risk & Compliance podem ameaçar a
Estruturando o modelo de RH: da criação da estratégia de RH ao diagnóstico de sua efetividade
Estruturando o modelo de RH: da criação da estratégia de RH ao diagnóstico de sua efetividade As empresas têm passado por grandes transformações, com isso, o RH também precisa inovar para suportar os negócios
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS
APRESENTAÇÃO ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS Breve histórico da instituição seguido de diagnóstico e indicadores sobre a temática abrangida pelo projeto, especialmente dados que permitam análise da
www.dehterakm.com [email protected]
www.dehterakm.com [email protected] Quem somos? A BEATRIZ DEHTEAR KM apresenta a seus clientes uma proposta totalmente inovadora para implementar a Gestão do Conhecimento Organizacional. Nosso objetivo
MÓDULO 14 Sistema de Gestão da Qualidade (ISO 9000)
MÓDULO 14 Sistema de Gestão da Qualidade (ISO 9000) Ao longo do tempo as organizações sempre buscaram, ainda que empiricamente, caminhos para sua sobrevivência, manutenção e crescimento no mercado competitivo.
CURSO FERRAMENTAS DE GESTÃO IN COMPANY
CURSO FERRAMENTAS DE GESTÃO IN COMPANY Instrumental e modular, o Ferramentas de Gestão é uma oportunidade de aperfeiçoamento para quem busca conteúdo de qualidade ao gerenciar ações sociais de empresas
Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da
Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da Informação e Documentação Disciplina: Planejamento e Gestão
Pós-Graduação em GESTÃO DO AGRONEGÓCIO
Pós-Graduação em GESTÃO DO AGRONEGÓCIO Ingresso agosto de 2016 Informações: (51) 3218-1355 [email protected] O Curso tem por objetivo capacitar os participantes na utilização de práticas contemporâneas
22/02/2009. Supply Chain Management. É a integração dos processos do negócio desde o usuário final até os fornecedores originais que
Supply Chain Management SUMÁRIO Gestão da Cadeia de Suprimentos (SCM) SCM X Logística Dinâmica Sugestões Definição Cadeia de Suprimentos É a integração dos processos do negócio desde o usuário final até
Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr.
A Chave para o Sucesso Empresarial José Renato Sátiro Santiago Jr. Capítulo 1 O Novo Cenário Corporativo O cenário organizacional, sem dúvida alguma, sofreu muitas alterações nos últimos anos. Estas mudanças
Análise do Ambiente estudo aprofundado
Etapa 1 Etapa 2 Etapa 3 Etapa 4 Etapa 5 Disciplina Gestão Estratégica e Serviços 7º Período Administração 2013/2 Análise do Ambiente estudo aprofundado Agenda: ANÁLISE DO AMBIENTE Fundamentos Ambientes
A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE CUSTOS NA ELABORAÇÃO DO PREÇO DE VENDA
553 A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE CUSTOS NA ELABORAÇÃO DO PREÇO DE VENDA Irene Caires da Silva 1, Tamires Fernanda Costa de Jesus, Tiago Pinheiro 1 Docente da Universidade do Oeste Paulista UNOESTE. 2 Discente
ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS
ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS Administração 5ª Série Administração de Recursos Humanos I A atividade prática supervisionada (ATPS) é um método de ensinoaprendizagem desenvolvido por meio de um conjunto
Promover um ambiente de trabalho inclusivo que ofereça igualdade de oportunidades;
POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE OBJETIVO Esta Política tem como objetivos: - Apresentar as diretrizes de sustentabilidade que permeiam a estratégia e a gestão; - Fomentar e apoiar internamente as inovações
Planejamento Estratégico Setorial para a Internacionalização
Unidade de Projetos de Termo de Referência para elaboração e desenvolvimento de Planejamento Estratégico Setorial para a Internacionalização Agosto de 2009 Elaborado em: 4/8/2009 Elaborado por: Apex-Brasil
Novos Negócios Farma
Novos Negócios Farma *Estudos Pré-Clínicos no Brasil: atual cenário e oportunidades *P&D de Novas Moléculas no Brasil *Parcerias ICTs & Empresas: barreiras e oportunidades *Oportunidades e desafios do
EXECUTIVE GESTÃO ESTRATÉGICA. www.executivebc.com.br. 071 3341-4243 [email protected]
EXECUTIVE GESTÃO ESTRATÉGICA www.executivebc.com.br 071 3341-4243 [email protected] GESTÃO ESTRATÉGICA O presente documento apresenta o modelo de implantação do sistema de gestão estratégica da
TERMO DE REFERÊNCIA PARA A AUDITORIA DE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DO PRODAF
TERMO DE REFERÊNCIA PARA A AUDITORIA DE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DO PRODAF Introdução 1. O Estado do Piauí celebrou com o Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID, em 22 de outubro de 2010, o Contrato
Módulo 15 Resumo. Módulo I Cultura da Informação
Módulo 15 Resumo Neste módulo vamos dar uma explanação geral sobre os pontos que foram trabalhados ao longo desta disciplina. Os pontos abordados nesta disciplina foram: Fundamentos teóricos de sistemas
POLÍTICAS DE GESTÃO PROCESSO DE SUSTENTABILIDADE
POLÍTICAS DE GESTÃO PROCESSO DE SUSTENTABILIDADE 1) OBJETIVOS - Apresentar de forma transparente as diretrizes de sustentabilidade que permeiam a estratégia e a gestão; - Fomentar e apoiar internamente
Análise exploratória da Inovação Tecnológica nos Estados, Regiões e. no Brasil com base na Pesquisa de Inovação Tecnológica PINTEC
USCS UNIVERSIDADE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL PROGRAMA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA Guilherme Yukihiro Dallaido Shibata Análise exploratória da Inovação Tecnológica nos Estados, Regiões e no Brasil com
Gerenciamento de Projetos Modulo VIII Riscos
Gerenciamento de Projetos Modulo VIII Riscos Prof. Walter Cunha [email protected] http://waltercunha.com Bibliografia* Project Management Institute. Conjunto de Conhecimentos em Gerenciamento
Oficina de Gestão de Portifólio
Oficina de Gestão de Portifólio Alinhando ESTRATÉGIAS com PROJETOS através da GESTÃO DE PORTFÓLIO Gestão de portfólio de projetos pode ser definida como a arte e a ciência de aplicar um conjunto de conhecimentos,
Sustentabilidade nas instituições financeiras Os novos horizontes da responsabilidade socioambiental
Sustentabilidade nas instituições financeiras Os novos horizontes da responsabilidade socioambiental O momento certo para incorporar as mudanças A resolução 4.327 do Banco Central dispõe que as instituições
Questionário para Instituidoras
Parte 1 - Identificação da Instituidora Base: Quando não houver orientação em contrário, a data-base é 31 de Dezembro, 2007. Dados Gerais Nome da instituidora: CNPJ: Endereço da sede: Cidade: Estado: Site:
COMISSÃO DE COORDENAÇÃO DE CURSO INTRA-UNIDADE
PROJETO PEDAGÓGICO I. PERFIL DO GRADUANDO O egresso do Bacharelado em Economia Empresarial e Controladoria deve ter sólida formação econômica e em controladoria, além do domínio do ferramental quantitativo
1 Introdução. 1.1. A motivação e o problema da pesquisa
1 Introdução O objetivo desse capítulo é propiciar uma visão abrangente do estudo aqui desenvolvido. Dessa forma, ele foi estruturado com as seguintes seções: A motivação e o problema da pesquisa: baseada
CEAHS CEAHS. Grupo Disciplinas presenciais Créditos Mercado da Saúde Ética e aspectos jurídicos 1
CEAHS Breve descrição das disciplinas Grupo Disciplinas presenciais Créditos Mercado de Saúde 2 Mercado da Saúde Ética e aspectos jurídicos 1 Economia da Saúde 1 Processos e Sistemas em Saúde 2 Negócios
Rafael Vargas Presidente da SBEP.RO Gestor de Projetos Sociais do Instituto Ágora Secretário do Terceiro Setor da UGT.RO
Abril/2014 Porto Velho/Rondônia Rafael Vargas Presidente da SBEP.RO Gestor de Projetos Sociais do Instituto Ágora Secretário do Terceiro Setor da UGT.RO Terceiro Setor É uma terminologia sociológica que
Deve ser claro, conciso e conter de forma resumida o assunto a ser pesquisado.
MODELODEPROJETODEPESQUISA (Form_pesq_01) TÍTULO DO PROJETO Deve ser claro, conciso e conter de forma resumida o assunto a ser pesquisado. AUTORES Relacionar todos os autores participantes do projeto: coordenador,
Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras
Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras Setembro de 2010 Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras DECLARAÇÃO Nós, das empresas Eletrobras, comprometemo-nos a contribuir efetivamente
CURSO. Master in Business Economics 1. vire aqui
CURSO MASTER In Business Economics Master in Business Economics 1 vire aqui DISCIPLINAs O aluno poderá solicitar a dispensa das disciplinas básicas: Matemática Básica, Estatística Aplicada e Contabilidade.
Empresa como Sistema e seus Subsistemas. Professora Cintia Caetano
Empresa como Sistema e seus Subsistemas Professora Cintia Caetano A empresa como um Sistema Aberto As organizações empresariais interagem com o ambiente e a sociedade de maneira completa. Uma empresa é
Modelo de Plano de Negócios
EDITAL DE SELEÇÃO PÚBLICA CONJUNTA ANEEL / BNDES / FINEP DE APOIO À INOVAÇÃO TECNOLÓGICA NO SETOR ELÉTRICO INOVA ENERGIA 01/2013 Modelo de Plano de Negócios Junho - 2013-1 - Introdução Este documento tem
CONCORRÊNCIA AA Nº 05/2009 BNDES ANEXO X PROJETO BÁSICO: DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TI
CONCORRÊNCIA AA Nº 05/2009 BNDES ANEXO X PROJETO BÁSICO: DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TI 1. PI06 TI 1.1. Processos a serem Atendidos pelos APLICATIVOS DESENVOLVIDOS Os seguintes processos do MACROPROCESSO
BuscaLegis.ccj.ufsc.br
BuscaLegis.ccj.ufsc.br Marketing jurídico: desafios e oportunidades no Brasil Marco Antônio P. Gonçalves * Em março de 1999, o The New York Law Journal publicou o artigo How to Get Past Basic Promotion
11 de maio de 2011. Análise do uso dos Resultados _ Proposta Técnica
11 de maio de 2011 Análise do uso dos Resultados _ Proposta Técnica 1 ANÁLISE DOS RESULTADOS DO SPAECE-ALFA E DAS AVALIAÇÕES DO PRÊMIO ESCOLA NOTA DEZ _ 2ª Etapa 1. INTRODUÇÃO Em 1990, o Sistema de Avaliação
www.pwc.com.br Gerenciamento de capital e ICAAP
www.pwc.com.br Gerenciamento de capital e ICAAP Como desenvolver uma abordagem eficaz de gerenciamento de capital e um processo interno de avaliação da adequação de capital (ICAAP) A crise financeira de
Unidade I FINANÇAS EM PROJETOS DE TI. Prof. Fernando Rodrigues
Unidade I FINANÇAS EM PROJETOS DE TI Prof. Fernando Rodrigues Nas empresas atuais, a Tecnologia de Informação (TI) existe como uma ferramenta utilizada pelas organizações para atingirem seus objetivos.
Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras
Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras 1. DECLARAÇÃO Nós, das empresas Eletrobras, comprometemo-nos a contribuir efetivamente para o desenvolvimento sustentável, das áreas onde atuamos e
Gerenciamento de Projeto: Planejando os Recursos. Prof. Msc Ricardo Britto DIE-UFPI [email protected]
Gerenciamento de Projeto: Planejando os Recursos Prof. Msc Ricardo Britto DIE-UFPI [email protected] Sumário Planejar as Aquisições Desenvolver o Plano de Recursos Humanos Planejar as Aquisições É o
POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL
POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL 1/9 Sumário 1. Introdução... 3 2. Objetivo... 3 3. Princípios... 4 4. Diretrizes... 4 4.1. Estrutura de Governança... 4 4.2. Relação com as partes interessadas...
GESTÃO ESTRATÉGICA DE NEGÓCIOS NÚCLEO COMUM
GESTÃO ESTRATÉGICA DE NEGÓCIOS NÚCLEO COMUM DISCIPLINA: Gestão de Pessoas EMENTA: O sistema clássico de estruturação da gestão de recursos humanos e suas limitações: recrutamento e seleção, treinamento
Desenvolve Minas. Modelo de Excelência da Gestão
Desenvolve Minas Modelo de Excelência da Gestão O que é o MEG? O Modelo de Excelência da Gestão (MEG) possibilita a avaliação do grau de maturidade da gestão, pontuando processos gerenciais e resultados
POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL
POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL Banco Cooperativo Sicredi S.A. Versão: Julho/2015 Página 1 de 1 1 INTRODUÇÃO O Sicredi é um sistema de crédito cooperativo que valoriza a
EDITAL SENAI SESI DE INOVAÇÃO. Caráter inovador projeto cujo escopo ainda não possui. Complexidade das tecnologias critério de avaliação que
ANEXO II Caráter inovador projeto cujo escopo ainda não possui registro em base de patentes brasileira. Também serão considerados caráter inovador para este Edital os registros de patente de domínio público
Gerenciamento do Risco de Crédito
Gerenciamento do Risco de Crédito Documento TESTE INTRODUÇÃO O Conselho Monetário Nacional (CMN), por intermédio da Resolução no. 3.721 do Banco Central do Brasil (BACEN), determinou às instituições financeiras
EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO MESTRADO e DOUTORADO
1 EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO MESTRADO e DOUTORADO MESTRADO: A) DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS DAS LINHAS 1 e 2: Organizações e Estratégia e Empreendedorismo e Mercado
Código de prática para a gestão da segurança da informação
Código de prática para a gestão da segurança da informação Edição e Produção: Fabiano Rabaneda Advogado, professor da Universidade Federal do Mato Grosso. Especializando em Direito Eletrônico e Tecnologia
As Organizações e a Teoria Organizacional
Página 1 de 6 As Organizações e a Teoria Organizacional Autora: Sara Fichman Raskin Este texto é totalmente baseado no primeiro capítulo do livro Organizational theory: text and cases, do autor Jones Gareth,
MODELO DE CRM PARA EMPRESAS FAMILIARES PRESTADORAS DE SERVIÇOS
MODELO DE CRM PARA EMPRESAS FAMILIARES PRESTADORAS DE SERVIÇOS Roni Antonio Garcia da Silva (GPACI/CNPq-UNICENTRO), Antonio Costa Gomes Filho (GPACI/CNPq-UNICENTRO), Cesar Augusto Zimmermann (GPACI/CNPq-UNICENTRO)
RELATÓRIO SOBRE A GESTÃO DE RISCO OPERACIONAL NO BANCO BMG
SUPERINTENDÊNCIA DE CONTROLE GERÊNCIA DE CONTROLE DE TESOURARIA ANÁLISE DE RISCO OPERACIONAL RELATÓRIO SOBRE A GESTÃO DE RISCO OPERACIONAL NO BANCO BMG Belo Horizonte 01 de Julho de 2008 1 SUMÁRIO 1. Introdução...02
Importância da normalização para as Micro e Pequenas Empresas 1. Normas só são importantes para as grandes empresas...
APRESENTAÇÃO O incremento da competitividade é um fator decisivo para a maior inserção das Micro e Pequenas Empresas (MPE), em mercados externos cada vez mais globalizados. Internamente, as MPE estão inseridas
DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS:
DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS: Contabilidade de Custos e Gerencial CIC 816 Carga Horária: 60 Créditos: 04 Coordenador: Prof. Poueri do Carmo Mário Teoria de Custos (abordagem econômica e contábil). Métodos
Universidade de Brasília Faculdade de Ciência da Informação Profa. Lillian Alvares
Universidade de Brasília Faculdade de Ciência da Informação Profa. Lillian Alvares Existem três níveis distintos de planejamento: Planejamento Estratégico Planejamento Tático Planejamento Operacional Alcance
GESTÃO E OTIMIZAÇÃO DE PROCESSOS. Vanice Ferreira
GESTÃO E OTIMIZAÇÃO DE PROCESSOS Vanice Ferreira 12 de junho de 2012 GESTÃO E OTIMIZAÇÃO DE PROCESSOS: conceitos iniciais DE QUE PROCESSOS ESTAMOS FALANDO? GESTÃO E OTIMIZAÇÃO DE PROCESSOS: conceitos iniciais
OS CONHECIMENTOS DE ACADÊMICOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA IMPLICAÇÃO PARA A PRÁTICA DOCENTE
OS CONHECIMENTOS DE ACADÊMICOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA IMPLICAÇÃO PARA A PRÁTICA DOCENTE Maria Cristina Kogut - PUCPR RESUMO Há uma preocupação por parte da sociedade com a atuação da escola e do professor,
A estratégia do PGQP frente aos novos desafios. 40ª Reunião da Qualidade 09-10-2006 Eduardo Guaragna
A estratégia do PGQP frente aos novos desafios 40ª Reunião da Qualidade 09-10-2006 Eduardo Guaragna PROCESSO DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO MACROFLUXO ENTRADAS PARA O PROCESSO - Análise de cenários e conteúdos
ESCOLA PAULISTA DE NEGOCIOS DISCIPLINA: ESTRATÉGIA E PLANEJAMENTO CORPORATIVO PROFESSOR: CLAUDEMIR DUCA VASCONCELOS ALUNOS: BRUNO ROSA VIVIANE DINIZ
ESCOLA PAULISTA DE NEGOCIOS DISCIPLINA: ESTRATÉGIA E PLANEJAMENTO CORPORATIVO PROFESSOR: CLAUDEMIR DUCA VASCONCELOS ALUNOS: BRUNO ROSA VIVIANE DINIZ INTRODUÇÃO Estratégia é hoje uma das palavras mais utilizadas
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO MBA em Gestão Estratégica de Esportes
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO MBA em Gestão Estratégica de Esportes Coordenação Acadêmica: Ana Ligia Nunes Finamor CÓDIGO: 1 OBJETIVO Desenvolver visão estratégica, possibilitando ao
A Sustentabilidade na perspectiva de gestores da qualidade
A Sustentabilidade na perspectiva de gestores da qualidade Realização Patrocínio Objetivo da pesquisa Captar a perspectiva dos gestores e professores de gestão da qualidade sobre: 1. Os conceitos de sustentabilidade
Como vai a Governança de TI no Brasil? Resultados de pesquisa com 652 profissionais
Fórum de Governança Tecnologia e Inovação LabGTI/UFLA Como vai a Governança de TI no Brasil? Resultados de pesquisa com 652 profissionais Pamela A. Santos [email protected] Paulo H. S. Bermejo [email protected]
GESPÚBLICA. Brasília ǀ 25 de Setembro de 2012
GESPÚBLICA Brasília ǀ 25 de Setembro de 2012 Resultados Decisões Estratégicas Informações / Análises O PROCESSO DE GESTÃO ESTRATÉGICA Ideologia Organizacional Missão, Visão,Valores Análise do Ambiente
Processos Técnicos - Aulas 4 e 5
Processos Técnicos - Aulas 4 e 5 Trabalho / PEM Tema: Frameworks Públicos Grupo: equipe do TCC Entrega: versão digital, 1ª semana de Abril (de 31/03 a 04/04), no e-mail do professor ([email protected])
O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais,
A Resolução CFC n.º 1.329/11 alterou a sigla e a numeração da NBC T 1 citada nesta Norma para NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL. RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.213/09 Aprova a NBC TA 320 Materialidade no Planejamento e
ATIVIDADES DE LINHA E DE ASSESSORIA
1 ATIVIDADES DE LINHA E DE ASSESSORIA SUMÁRIO Introdução... 01 1. Diferenciação das Atividades de Linha e Assessoria... 02 2. Autoridade de Linha... 03 3. Autoridade de Assessoria... 04 4. A Atuação da
DEMOCRÁTICA NO ENSINO PÚBLICO
O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO ROSINALDO PANTOJA DE FREITAS [email protected] DEMOCRÁTICA NO ENSINO PÚBLICO RESUMO: Este artigo aborda o Projeto político pedagógico e também
2.1 - Proponente. Grupo Econômico CNAE principal Faturamento / Rec. Oper. Bruta de 2014. Endereço Telefone Geral Endereço Eletrônico Institucional
SUMÁRIO EXECUTIVO Linha Temática PN solicita Recursos Não - Reembolsáveis 1 1 - Título do Plano de Negócio 2 - Cadastramento: 2.1 - Proponente Razão Social CNPJ Grupo Econômico CNAE principal Faturamento
FUNÇÕES MOTORAS (Produtos e Serviços)
FUNÇÕES MOTORAS (Produtos e Serviços) 1. MÉTODO MENTOR - Modelagem Estratégica Totalmente Orientada para Resultados Figura 1: Método MENTOR da Intellectum. Fonte: autor, 2007 O método MENTOR (vide o texto
ESTRATÉGIAS DE NÍVEL EMPRESARIAL. Administração Estratégica Conceitos. Autores Peter Wright Mark J. Kroll John Parnell
Administração Estratégica Conceitos Autores Peter Wright Mark J. Kroll John Parnell Alternativas Estratégicas É a estratégia que a alta administração formula para toda a empresa. Reestruturação Empresarial
Estratégia de Operações - Modelos de Formulação - Jonas Lucio Maia
Estratégia de Operações - Modelos de Formulação - Jonas Lucio Maia Processo de EO Procedimentos que são, ou podem ser, usados para formular as estratégias de operações que a empresa deveria adotar (SLACK,
COLETA DE INFORMAÇÕES E PREVISÃO DE DEMANDA
COLETA DE INFORMAÇÕES E PREVISÃO DE DEMANDA 1) Quais são os componentes de um moderno sistema de informações de marketing? 2) Como as empresas podem coletar informações de marketing? 3) O que constitui
GESTÃO DE PROJETOS PARA A INOVAÇÃO
GESTÃO DE PROJETOS PARA A INOVAÇÃO Indicadores e Diagnóstico para a Inovação Primeiro passo para implantar um sistema de gestão nas empresas é fazer um diagnóstico da organização; Diagnóstico mapa n-dimensional
Ministério do Desenvolvimento Agrário Secretaria de Desenvolvimento Territorial. Sistema de Gestão Estratégica. Documento de Referência
Ministério do Desenvolvimento Agrário Secretaria de Desenvolvimento Territorial Sistema de Gestão Estratégica Brasília - 2010 SUMÁRIO I. APRESENTAÇÃO 3 II. OBJETIVOS DO SGE 4 III. MARCO DO SGE 4 IV. ATORES
CURSO DE PSICOLOGIA. Trabalho de Conclusão de Curso Resumos 2011.2
CURSO DE PSICOLOGIA Trabalho de Conclusão de Curso Resumos 2011.2 COORDENADORA DO CURSO: Prof.ª Mônica Ramos Daltro SALVADOR TEMA: Contribuições da Teoria do Pensamento Complexo Para a Área da Psicologia
Governança de TI. ITIL v.2&3. parte 1
Governança de TI ITIL v.2&3 parte 1 Prof. Luís Fernando Garcia [email protected] ITIL 1 1 ITIL Gerenciamento de Serviços 2 2 Gerenciamento de Serviços Gerenciamento de Serviços 3 3 Gerenciamento de Serviços
Abordagem de Processo: conceitos e diretrizes para sua implementação
QP Informe Reservado Nº 70 Maio/2007 Abordagem de Processo: conceitos e diretrizes para sua implementação Tradução para o português especialmente preparada para os Associados ao QP. Este guindance paper
Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI
Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI Planejamento do Gerenciamento das Comunicações (10) e das Partes Interessadas (13) PLANEJAMENTO 2 PLANEJAMENTO Sem 1 Sem 2 Sem 3 Sem 4 Sem 5 ABRIL
Notas metodológicas. Objetivos
Notas metodológicas Objetivos Qual é a população de empresa em um determinado ano? Esta é aparentemente uma pergunta simples, entretanto, existem inúmeras questões envolvidas na definição, identificação
POLÍTICA DE SEGURANÇA POLÍTICA DA QUALIDADE POLÍTICA AMBIENTAL POLÍTICA DE SEGURANÇA, SAÚDE E BEM-ESTAR NO TRABALHO
POLÍTICA DE SEGURANÇA POLÍTICA DA QUALIDADE POLÍTICA AMBIENTAL POLÍTICA DE SEGURANÇA, SAÚDE E BEM-ESTAR NO TRABALHO Política de SEGURANÇA Política de SEGURANÇA A visão do Grupo Volvo é tornar-se líder
15/09/2015. Gestão e Governança de TI. Modelo de Governança em TI. A entrega de valor. A entrega de valor. A entrega de valor. A entrega de valor
Gestão e Governança de TI Modelo de Governança em TI Prof. Marcel Santos Silva PMI (2013), a gestão de portfólio é: uma coleção de projetos e/ou programas e outros trabalhos que são agrupados para facilitar
Existem três categorias básicas de processos empresariais:
PROCESSOS GERENCIAIS Conceito de Processos Todo trabalho importante realizado nas empresas faz parte de algum processo (Graham e LeBaron, 1994). Não existe um produto ou um serviço oferecido por uma empresa
MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO
MATRIZ CURRICULAR Curso: Graduação: Regime: Duração: CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO DE S (ÁREA: GESTÃO) TECNÓLOGO SERIADO ANUAL - NOTURNO 3 (TRÊS) ANOS LETIVOS Integralização:A) TEMPO TOTAL - MÍNIMO
CP 013/14 Sistemas Subterrâneos. Questões para as distribuidoras
CP 013/14 Sistemas Subterrâneos Questões para as distribuidoras 1) Observa-se a necessidade de planejamento/operacionalização de atividades entre diversos agentes (distribuidoras, concessionárias de outros
Carreira: definição de papéis e comparação de modelos
1 Carreira: definição de papéis e comparação de modelos Renato Beschizza Economista e especialista em estruturas organizacionais e carreiras Consultor da AB Consultores Associados Ltda. [email protected]
Universidade Estadual do Centro-Oeste Reconhecida pelo Decreto Estadual nº 3.444, de 8 de agosto de 1997
RESOLUÇÃO Nº 1-CEPE/UNICENTRO, DE 27 DE JANEIRO DE 2014. Aprova o Curso de Especialização em MBA em Gestão Estratégica de Negócios, modalidade regular, a ser ministrado no Campus de Irati, da UNICENTRO.
QFD: Quality Function Deployment QFD: CASA DA QUALIDADE - PASSO A PASSO
QFD: CASA DA QUALIDADE - PASSO A PASSO 1 - INTRODUÇÃO Segundo Akao (1990), QFD é a conversão dos requisitos do consumidor em características de qualidade do produto e o desenvolvimento da qualidade de
Implementação rápida do modelo Balanced Scorecard (BSC) nas empresas de seguros
Implementação rápida do modelo Balanced Scorecard (BSC) nas empresas de seguros Uma evolução nos sistemas de controle gerencial e de planejamento estratégico Francisco Galiza Roteiro Básico 1 SUMÁRIO:
Gestão de Relacionamento com o Cliente CRM
Gestão de Relacionamento com o Cliente CRM Fábio Pires 1, Wyllian Fressatti 1 Universidade Paranaense (Unipar) Paranavaí PR Brasil [email protected] [email protected] RESUMO. O projeto destaca-se
Como implementar a estratégia usando Remuneração e Reconhecimento
Como implementar a estratégia usando Remuneração e Reconhecimento De Luís Cláudio S. Pinho As organizações buscam continuamente gerar valor para maximizar a riqueza no longo prazo e, conseqüentemente,
Curso Superior de Tecnologia em Gestão Comercial. Conteúdo Programático. Administração Geral / 100h
Administração Geral / 100h O CONTEÚDO PROGRAMÁTICO BÁSICO DESTA DISCIPLINA CONTEMPLA... Administração, conceitos e aplicações organizações níveis organizacionais responsabilidades Escola Clássica história
