O processo do conhecimento humano em Tomás de Aquino
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- Raphael Ferretti Carvalhal
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1 ÁGORA FILOSÓFICA O processo do conhecimento humano em Tomás de Aquino The Process of Human Knowledge in Thomas Aquinas Prof. Dr. Marcos Roberto Nunes Costa 1 Resumo Na Suma Teológica, especialmente nas questões 75 a 78, inspirado no De Anima de Aristóteles, Tomás de Aquino distingue três tipos de vidas: vegetativa, sensitiva e intelectiva. A cada classe de vida, correspondem tipos de almas, com funções ou potências diferentes, de forma que a planta tem alma vegetativa; o animal, sensitiva, que inclui em si as funções vegetativas e, o homem, acrescenta a estas a intelectiva. No que se refere ao conhecimento humano, o Aquinate diz que o mesmo tem início no nível sensitivo, que é a base ou condição de todo conhecimento, passando, em seguida, ao intelectivo, conforme se verá no presente artigo. Palavras-chave: Tomás de Aquino Conhecimento sensitivo Conhecimento intelectivo. Abstract In the Summa Theologica, especially in issues 75-78, inspired by the De Anima of Aristotle, Aquinas distinguishes three types of lives: vegetative, sensitive and intellectual. Each class of life, corresponding types of souls, with different functions or powers so that the plant is vegetative soul, the animal, sensitive, which embraces the vegetative functions, and the man, adds to these the intellectual. With regard to human knowledge, Aquinas says that it starts at a sensitive level, which is the basis or condition of all knowledge, passing then to the intellective, as we shall see in this article. Keywords: Thomas Aquinas - Knowledge sensitive - Knowledge intellectual. 1 Professor/coordenador da Graduação em Filosofia da UFPE. Professor do Programa de Pós-graduação (mestrado e doutorado integrado) em Filosofia da UFPE/UFPB/UFRN. [email protected] Ano 11 n. 2 jul./dez
2 DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA 1 A sensação: primeiro nível do conhecimento humano 1.1 Os sentidos externos: primeiro momento da sensação Para Tomás de Aquino, nossos sentidos externos ou corpóreos são passivos ou estão, potencialmente, aptos a receberem as informações, advindas do mundo exterior e registrá-las nos nossos sentidos internos que, por sua vez, vão ser a base ou substrato do qual o intelecto, em potência, irá extrair os dados, em potência e transformá-los em ato, conforme diz Carlos Mattos, comentado Tomás de Aquino:...o aperfeiçoamento sucessivo de nosso conhecimento se faz pela ação dos objetos sobre nós, isto é, pela experiência. Não podemos conhecer, sem que nossa inteligência tenha sido despertada por uma coisa apreendida como objeto de sensação, e que determina nosso ato intelectivo. Logo, antes de toda experiência, nosso intelecto estava em pura potência, sem determinação alguma 2. Tomás diz que nossos sentidos externos podem receber ou serem afetados por dois tipos de estímulos, que causam impressões diferentes nos nossos sentidos internos. A essas duas ações dos objetos sobre nossos sentidos externos, chama de sentido próprio e sentido comum. O primeiro, o sentido próprio é o resultado da ação de um objeto sobre um sentido particular, ou seja, sobre um dos nossos cinco sentidos corpóreos. Assim, numa conotação inversa, sentido próprio é a capacidade ou potência que tem cada um dos nossos sentidos de receber ou captar objetos que lhe são próprios, conforme diz Boehner e Gilson, comentando Tomas de Aquino: 2 MATTOS, Carlos Lopes. Um capítulo da história do tomismo (I). Revista de História. São Paulo, n. 35, p , jul./set. 1958a.p UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO
3 ÁGORA FILOSÓFICA Sentidos próprios são todos os sentidos particulares, que possuem, cada qual, um objeto exclusivamente. Cada sentido particular é influenciado de modo imediato pelo objeto sensível; isto se dá pela espécie, que procede do objeto material sob a forma de cor, som etc; esta espécie é recebida pelo respectivo sentido particular, que a recebe em forma imaterial 3. Aqui, baseado no princípio de que quanto mais imaterial for a ação da espécie sobre um sentido particular, mais sublime é a sua função, Tomás faz uma hierarquia de valores entre os sentidos, que vai do tato à visão, conforme se constata, de forma invertida, na Suma Teológica: O sentido da visão, porém, que não precisa de nenhuma mutação natural do órgão e do objeto é, dentre todos os sentidos, o mais espiritual, perfeito e comum; em seguida, vem o sentido da audição, e depois, o olfato, que sofrem mutação natural por parte do objeto. E, quanto ao movimento de alteração, é anterior a este, como já se provou. Sendo o tato e o gosto os sentidos mais materiais, de cuja distinção a seguir se tratará (S. Th. I, q. 78, a. 3. ). Já o sentido comum é o resultado da mutação, provocada por um objeto sobre mais de um sentido, ao mesmo tempo, ou, de forma inversa, quando um objeto é captado por mais de um sentido, ao mesmo tempo. E dentre as informações resultantes de tais ações dos objetos sobre os sentidos comuns, Tomás aponta as noções de tamanho, figura, número, movimento e repouso. A que reduz tudo à quantidade: De fato as coisas sensíveis comuns se reduzem à quantidade (S. Th. I, q. 78, a, 2.) 3 BOEHNER, Philotheus ; GILSON, Etienne. História da filosofia cristã: desde as origens até Nicolau de Cusa. 5. ed. Trad. de Raimundo Vier. Petrópolis: Vozes, p Ano 11 n. 2 jul./dez
4 DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA 1.2 Os sentidos internos: segundo momento da sensação Nossa atividade cognoscitível se estende além da percepção imediata produzida pelos objetos, sobre os sentidos externos. Daí que, como complemento dessa, Tomás destaca o papel dos sentidos internos, classificados por ele em quatro tipos: sentido comum, imaginação, memória, estimativa ou cognitiva, encarregadas pelas funções de conservar, reproduzir, associar e comparar as sensações advindas dos sentidos externos. O primeiro deles, o sentido comum, é uma espécie de sentido central, que serve como ponto de convergência ou intermediário entre os sentidos externos e os internos, recebendo as informações, advindas dos diversos sentidos, comparando-os e julgando-os em sua diversidade 4. Mas não basta receber todas as informações, é necessário, também, conservá-las, para que sejam percebidas ou reproduzidas depois, quando da ausência do objeto. Conforme diz Boehner e Gilson: As espécies recebidas pelos sentidos próprios e pelo sentido comum têm de ser conservadas; pois, a par da apreensão das coisas sensíveis presentes, o ser sensitivo necessita percebê-las também quando ausentes. Donde a necessidade de uma outra faculdade, capaz de reter, com a força representativa, as imagens das coisas sensíveis 5. 4 A esse respeito diz SERTILLANGES, A. D. As grandes teses da filosofia tomista. Trad. de L. G. Ferreira da Silva. Braga: Livraria Cruz, p. 272: O sentido comum é o núcleo da sensibilidade espalhada por to do o ser vivo, o centro donde provêm os sentidos próprios, onde voltam as impressões deles e são sintetizadas. Igualmente, GILSON, Étienne. El tomismo: introduciión a la filosofía de Santo Tomás de Aquino. Trad. de Alberto Oteiza Quirno. Buenos Aires: Ediciones Desclée, p. 290: Devemos considerar, pois, necessariamente, um sentido comum, al qual seriam referidas, como a seu término comum, todas as apreensões dos sentidos, a fim de que julgue e as discirna umas das outras. 5 BOEHNER ; GILSON, 1995, p UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO
5 ÁGORA FILOSÓFICA Esse é o papel da imaginação ou fantasma, que tem a função ou potência de abstrair as impressões sensoriais (fantasmas, imagens ou abstrações 6 ) para que sejam utilizadas, no futuro. O fantasma é a matéria-prima indispensável para que haja os momentos seguintes. Daí Tomás de Aquino chamá-lo de tesouro das formas recebidas pelos sentidos (S. Th., q. 78, a. 4.). Entretanto, para que as imagens ou fantasmas não se percam, é necessária uma terceira função, chamada de memória ou reminiscência, capaz de armazenar e conservar essas informações. Finalmente, Tomás aponta uma quarta função dos sentidos internos, ao que chama de estimativa ou instintiva 7, nos animais e homens, e, cognitiva 8, só identificada no homem. Essas têm a capacidade não só de julgar as informações recebidas, advindas pelos sentidos e armazenadas na memória, em forma de fantasmas, mas de ir além, comparando-as e criando novas situações ou informações que não tenham, necessariamente, relação com a realidade. Assim sendo, diferentemente das funções dos sentidos internos precedentes, que são, eminentemente, passivas, as funções estimativa e cognitiva são quase que ativas, especialmente, essa última, no homem. Conforme diz Hernst Rüppel: A estimativa. O último sentido interno, alias subdividido em dois: a estimativa nos animais, e a cognitiva no 6 Falando acerca dos fantasmas, MATTOS, Carlos Lopes Um capítulo da história do tomismo (II). Revista de História. São Paulo, n. 36, p , out./dez.1958b. p. 313, diz: O fantasma constitui a fonte de onde o intelecto deve haurir o conteúdo de seu objeto propriamente dito. 7 LALANDE, André. Vocabulário técnico e crítico da filosofia. Trad. de Fátima Sá Correia et al. São paulo: Martins Fontes, p. 1259, assim define a função estimativa: Entre os escolásticos, em particular em Santo Tomás, faculdade instintiva e quase orgânica de julgar e de escolher, no seio da experiência. Comum ao animal e ao homem. 8 Ibid., p. 1245, assim define a função cognitiva: Sobretudo entre os escolásticos. No sentido amplo: parte da alma dotada da faculdade de imaginar e de pensar. Ano 11 n. 2 jul./dez
6 DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA homem, tem uma peculiaridade que precisa ser muito bem entendida. Ao passo que os três sentidos internos precedentes não conhecem nenhum objeto novo, mas reunem, conservam e novamente evocam os mesmos objetos percebidos pelos sentidos externos, a estimativa e a cognitiva conhecem um novo objeto, um novo aspecto do objeto conhecido. A estimativa do animal conhece a conveniência ou desconveniência; por exemplo, a ovelha conhece o lobo como perigoso para ele. E o homem, pela cognitiva, conhece coisas ainda mais altas 9. Entretanto, apesar de conseguir dar um passo adiante, as funções estimativas e cognitivas, ainda, não trabalham com o universal, mas, apenas, com o particular. Este o universal vai ser papel do intelecto agente, conforme se verá, mais adiante. De qualquer forma, as funções estimativas e cognitivas são imprescindíveis, ao prepararem o fantasma para abstração do universal. Conforme afirma Tomás, na Suma Contra os Gentios: Para entender, a alma precisa também da faculdade que prepara os fantasmas para estes se tornarem inteligíveis em ato; essas faculdades são a cognitiva e a memória (S.C.G. II, 60, n. 1370b ). Portanto, cabe à faculdade cognitiva preparar os fantasmas (particulares), fazendo-os mais perfeitos e ricos de conteúdo em potência, para que sejam transformados em ato (universal), pelo intelecto agente. O sentido cognitivo tem, pois, uma função intermediária entre os sentidos internos e o intelecto. 2 O conhecimento intelectivo: segundo momento do conhecimento humano Como se viu, até aqui, as imagens ou fantasmas dos particulares são captados, armazenados e preparados, progressivamente, pelos sentidos externos e internos, respectivamente. Cabe, 9 RÜPPEL, Ernest. A captação da realidade segundo São Tomás de Aquino. Braga: Livraria Cruz, p UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO
7 ÁGORA FILOSÓFICA agora, ao intelecto, ir até eles e extrair ou abstrair, desses, a sua essência (quididade), que passa a ser o objeto próprio de sua atividade, conforme diz o próprio Tomás: O intelecto humano, unido ao corpo, tem como objeto próprio a quididade ou a natureza existente na coisa corpórea [...] que ele abstrai dos fantasmas... (S. Th., q. 84, a. 7/85, a. 8). Portanto, como acentua Claudir Zuchi, o fantasma é indispensável para intelecção. Pois, assim como o sentido não pode sentir sem o objeto sensível, a alma não pode entender sem o fantasma. Sem ele, como objeto, não pode haver conhecimento. Ele é a fonte de onde o intelecto deve haurir o conteúdo de seu objeto, propriamente, dito 10. E para que nosso intelecto vá até os fantasmas, abstraia as imagens em potência e as transforme em ato, que é o conhecimento propriamente dito, Tomás aponta dois caminhos, ou melhor dizendo, que o intelecto possui duas funções, a que chama de intelecto agente e intelecto possível. 2.2 O intelecto agente: primeiro momento do conhecimento intelectivo O intelecto agente é, eminentemente, ativo e tem duas funções: primeiro, a de extrair a natureza universal dos fantasmas, que se encontra em potência, e, segundo, atualizá-lo, para que seja impresso no intelecto possível ou passivo, agora já em forma de ato, conforme diz o próprio Tomás: É necessário admitir-se uma virtude, no intelecto, que atualize os inteligíveis, abstraindo as espécies das condições materiais. É essa a necessidade de se admitir um intelecto agente (S. Th. I, q. 79, a. 30) ZUCHI, Claudir Miguel. O processo do conhecimento abstrato em santo Tomás de Aquino. Porto Alegre: 1999 (Dissertação de Mestrado). p A esse respeito diz ZUCHI, 1999, p. 82: O intelecto agente é um princípio Ano 11 n. 2 jul./dez
8 DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA Portanto, o intelecto agente tem o papel ativo de extrair a essência (quididade) dos fantasmas particulares, que em si mesmos são apenas inteligíveis em potência, e transformá-los em universais ou inteligíveis em ato. É por isso que muitos comentadores de Tomás falam do intelecto agente, como de uma espécie de luz, capaz de iluminar os fantasmas (inteligíveis em potência), transformando os inteligíveis em ato, como diz, por exemplo, H. D. Gardiel: Assim como as cores, objeto da vista, tornam- -se visíveis só graças à iluminação, assim o inteligível, contido em potência nas imagens, torna-se atual, se for semelhantemente iluminado pelo intelecto agente O intelecto possível: último momento do conhecimento intelectivo Apesar de ativo, o intelecto agente ainda não constitui o ato do conhecimento, propriamente, dito: esse atua, apenas, na preparação deste, que será concretizado no intelecto possível, que, enquanto sujeito passivo, recebe as informações em forma de inteligíveis em ato. Conforme resume Claudir Zuchi: Na interpretação de Tomás de Aquino, a alma humana possui, além do intelecto agente, uma outra potência intelectiva que é o intelecto possível. Ambos devem ser entendidos como perfeições da própria alma humana. O primeiro é a própria capacidade que a inteligência possui de abstrair, das imagens da fantasia, as formas inteligíativo e espiritual distinto da nossa inteligência em potência. Tem ele como tarefas básicas abstrair o universal e imprimir a espécie inteligível no intelecto potencial. Ambas tarefas dão-se ao mesmo tempo e são dois aspectos duma única ação. 12 GARDIEL, H. D. Iniciação à filosofia de São Tomás de Aquino. Trad. de Augusto J. Chiavegato. São paulo: Duas Cidades, Tomo II. p Igualmente diz, MATTOS, 1958a, p. 35: Esses inteligíveis em potência uma vez iluminados, informados pela luz do intelecto agente, tornam-se inteligíveis em ato UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO
9 ÁGORA FILOSÓFICA veis. O segundo, o intelecto possível, é a própria inteligência enquanto possui a capacidade de apreender essas formas 13. Portanto, é no nível do intelecto possível que se fecha o processo do conhecimento humano, no qual se concretiza o universal, lugar da ciência ou do conhecimento propriamente dito. De qualquer forma, vale salientar: esse não anula os momentos anteriores, antes, pelo contrário, pressupõem-nos, principalmente o primeiro e mais distante: a sensação - próprio dos sentidos externos, condição sem a qual não haveria último, mantendo a máxima aristotélico-tomista de que nada existe no intelecto que antes não tenha passado pelos sentidos 14, que vai ser a base da teoria do conhecimento, no empirismo moderno. Referências AQUINO, Tomás de. Suma contra gentios. Trad. de Odilão Moura, Ludgero Jasper e Luis Alberto de Boni. Porto Alegre: SULINA, EST, UCS, vols. I e II.. Suma teológica parte I, questões de In: DE BONI, Luis Alberto. Textos (sel. e trad.). Porto alegre: Edipucrs, 2000, p BOEHNER, Philotheus ; GILSON, Etienne. História da filosofia cristã: desde as origens até Nicolau de Cusa. 5. ed. Trad. de Raimundo Vier. Petrópolis: Vozes, p GARDIEL, H. D. Iniciação à filosofia de São Tomás de Aquino. Trad. de Augusto J. Chiavegato. São Paulo: Duas Cidades, Tomo II. 13 ZUCHI, 1999, p Dentre as várias passagens de Aristóteles em que Tomás de Aquino fundamenta esta concepção, destacamos: ARISTÓTELES, III Sobre a Alma, 4, 430a I. apud S. Th. q. 74, a 3; I Metafísica I, 98a 2. e II Analíticos Posteriores 15, 100a 3. apud S. Th. q. 74, a 6. Ano 11 n. 2 jul./dez
10 DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA GILSON, Étienne. El tomismo: introduciión a la filosofía de Santo Tomás de Aquino. Trad. de Alberto Oteiza Quirno. Buenos Aires: Ediciones Desclée, LALANDE, André. Vocabulário técnico e crítico da filosofia. Trad. de Fátima Sá Correia et al. São paulo: Martins Fontes, MATTOS, Carlos Lopes. Um capítulo da história do tomismo (I). Revista de História. São Paulo, n. 35, p , jul./set. 1958a.p Um capítulo da história do tomismo (II). Revista de História. São Paulo, n. 36, p , out./dez.1958b. RÜPPEL, Ernest. A captação da realidade segundo São Tomás de Aquino. Braga: Livraria Cruz, SERTILLANGES, A. D. As grandes teses da filosofia tomista. Trad. de L. G. Ferreira da Silva. Braga: Livraria Cruz, ZUCHI, Claudir Miguel. O processo do conhecimento abstrato em santo Tomás de Aquino. Porto Alegre: 1999 (Dissertação de Mestrado) UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO
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