AS PROPOSIÇÕES PRESCRITIVAS - VII

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "AS PROPOSIÇÕES PRESCRITIVAS - VII"

Transcrição

1 AS PROPOSIÇÕES PRESCRITIVAS - VII I. Um ponto de vista formal/norma como proposição: - o objeto do estudo a ser desenvolvido será a norma jurídica, na sua estrutura lógico-lingüistica, ou seja, que tipo de proposições são as normas jurídicas, se são proposições prescritivas e em que classe compreendem; - o autor considera que uma norma é uma proposição, e um Código, uma Constituição, são um conjunto de proposições, e que elas pertencem à categoria geral das proposições prescritivas; - Por proposições deveremos entender um conjunto de palavras que possuem um significado em sua unidade. Sua forma mais comum é o que se chama juízo, ou seja, uma proposição composta de um sujeito e um predicado: ex.: S é P ; - Já o enunciado deve ser entendido como a forma gramatical ou lingüística pelo qual determinado significado é expresso. Por isso a mesma proposição pode ter enunciados diversos, quando se altera a forma gramatical: ex.: Mário ama Maria e Maria é amada por Mário, têm o mesmo significado o que muda é apenas a expressão; e o mesmo enunciado pode exprimir proposições diversas: ex.: quando digo voltado para um amigo gostaria de beber uma limonada, pretendo exprimir um desejo, se, entretanto dirijo as mesmas palavras a uma pessoa que está atrás do balcão de um bar, não pretendo exprimir um desejo ou dar-lhe uma informação, mas impor uma determinada conduta. Assim se o amigo responde eu também, a mesma resposta por parte do segundo interlocutor, seria quase que uma ofensa; - Quando dizemos que uma norma jurídica é uma proposição, queremos dizer que é um conjunto de palavras que têm um significado. Assim pelo que acima foi dito, a mesma proposição normativa pode ser formulada com enunciados diversos. O que interessa ao jurista, quando interpreta uma lei é o seu significado. Como uma proposição em geral pode ter um significado, mas ser falsa, também uma proposição normativa pode ter um significado e ser não digamos falsa mas inválida ou injusta; - Há vários tipos de proposições, podendo distingui-los com base em dois critérios: a) a forma gramatical: com base nas formações gramáticas as proposições se distinguem em declarativas, interrogativas, imperativas e exclamativas; b) a função: com respeito às funções as proposições se distinguem em afirmações, perguntas, comandos e exclamações: 1

2 Exemplos: c) Chove: proposições declarativas, com função de asserção: d) Chove?: proposição interrogativa, com a função de pergunta; e) Pegue o guarda-chuva: proposição imperativa, com a função de comando; f) Como você está molhado!: proposição exclamativa, com a função de exclamação. - freqüentemente a forma gramatical e função se correspondem, como nos exemplos acima: um comando vem habitualmente expresso em forma imperativa, mas os dois critérios se distinguem, porque o primeiro diz respeito ao modo com o qual a proposição é expressa, e o segundo ao fim a que se propõe alcançar aquele que a pronuncia; - entre todos os tipos de proposições nos interessa os comandos, ou seja, aquelas proposições cuja função é influir sobre o comportamento alheio para modificálo. Os comandos (funções) podem ser expressos em todas as formas gramaticais acima mencionadas, sendo a mais comum à imperativa, como: a) as constituídas de um verbo auxiliar dever: ex.: você deve estudar ; b) comandos expressos na forma declarativa, como ocorre na maioria dos artigos das leis, mesmo tendo função imperativa: ex.: ao pai e à mãe sucedem os filhos legítimos em partes iguais (art. 566/CCI). A intenção não é dar uma informação, mas impor uma série de comportamentos; c) quando a proposição é interrogativa, mas a função é de induzir ao destinatário a fazer alguma coisa, ou seja, a de um comando: ex. quando o pai dirige-se ao filho e lhe diz com um tom ameaçador você não acha que a tarefa está cheia de erros?. A proposição é interrogativa, mas a função é de induzir o destinatário a corrigir a tarefa; d) exclamativa: ex.: quando passando em frente de um portão de uma casa lê-se um cartaz assim descrito: cuidado com o cão!. A compreensão é de que se deve passar longe, a exclamação deve-se entender como um convite à prudência; - dentre as três funções da linguagem: a descritiva (científica: consiste em dar informações; na transmissão do saber); a expressiva (poética: consiste em fazer conhecer a linguagem poética, evidenciando sentimentos) e a prescritiva, própria da linguagem normativa, a qual consiste em dar comandos de influenciar o comportamento alheio e modificá-los, em suma de fazer; - existem determinados tipos de discursos que podem ser utilizados para combinar dois ou mais tipos de linguagem: ex.: o pronunciamento de um advogado de defesa é quase sempre uma combinação de informações (ex.: a figura moral e intelectual do imputado), de evocação de sentimentos (emoção 2

3 afetiva) e da prescrição (pedido de absolvição). Assim para que a pessoa a quem se dirige a prescrição possa agir, nem sempre basta o pronunciamento do comando, também se faz necessário, às vezes, que ela conheça certos fatos e deseje certas circunstâncias, fazendo-se necessário transmitir certas informações para suscitar-lhe um determinado estado de espírito: ex. amor à pátria; II Características das proposições prescritivas: - Distinção entre proposições descritivas e prescritivas. Poderemos resumir as características diferenciais em três pontos: a) em relação à função: com a descrição queremos informar outrem; com a prescrição modificar o seu comportamento; b) em relação ao comportamento do destinatário: na proposição descritiva, pode-se falar em consentimento do destinatário, quando este crê que a proposição é verdadeira. Em uma proposição prescritiva, ao contrário o consentimento do destinatário se manifesta pelo fato de que a executa. A prova da aceitação de uma informação é a crença (um comportamento mental) e a prova da aceitação de uma prescrição é a execução (um comportamento prático); c) em relação ao critério de valorização: sobre as proposições descritivas, pode-se dizer que são verdadeiras ou falsas; sobre as prescritivas, não são verdadeiras nem falsas, no sentido em que não estão sujeitas à valorização de verdade ou falsidade. Ex. Não há sentido perguntar se o preceito: Pede-se para limpar os sapatos antes de entrar é verdadeiro ou falso. Verdadeiro ou falso não são atributos das proposições prescritivas, mas somente das descritivas. Sobre as normas jurídicas falamos em valorização segundo a justiça e a injustiça e segundo a validade ou invalidade, então diremos que, enquanto não tem sentido perguntar-se se um preceito é verdadeiro ou falso, tem sentido perguntar-se se é justo ou injusto ou válido ou inválido; - o autor entende não ser possível a redução das proposições prescritivas às proposições descritivas e expressivas, por ter cada qual o seu status; 3

4 III Tipos diversos de prescrições: - o autor nas considerações anteriores procurou mostrar a especificidade da categoria das proposições prescritivas em confronto com as duas outras categorias de proposições, descritivas e expressivas. Neste tópico tenta precisar melhor seu caráter, distinguindo tipos diversos de prescrições; - a categoria das prescrições é vastíssima, como as regras morais; gramaticais; jurídicas e as prescrições de um médico. Assim faz-se necessário distinguir tipos diversos de prescrições. Para tanto são utilizados três critérios de distinção: 1. Imperativos autônomos e heterônomos: com respeito à relação entre sujeito ativo e passivo da prescrição: nos imperativos autônomos uma pessoa é quem formula e executa a norma, enquanto que nos imperativos heterônomos, quem formula a norma e a executa são pessoas diversas. Assim para Kant os imperativos autônomos dizem respeito às normas morais, e são autônomos porque a moral consiste em comandos que o homem dá a si mesmo e não os recebe de nenhuma outra autoridade que não a própria razão, seguindo imperativos próprios. Sustenta, pois, que a moral constitui imperativos autônomos e o direito em imperativos heterônomos, porque na primeira não obedecemos a ninguém senão a nós mesmos, enquanto que na segunda, ao contrário, agimos juridicamente, obedecendo às leis que nos são impostas por outros, visto que o legislador moral é interno e o jurídico é externo; 2. Imperativos categóricos e imperativo hipotéticos: com respeito à forma, uma outra distinção, e que também foi utilizada para distinguir o direito da moral, é aquela existente entre imperativos categóricos e imperativos hipotéticos, ou seja, a forma em que o comando é expresso, ou melhor, se é expresso por um juízo categórico ou hipotético. Imperativos categóricos são aqueles que prescrevem uma ação boa em sentido absoluto, que deve ser cumprida incondicionalmente. Ex.: não se deve mentir. Os imperativos categóricos seriam próprios das normas morais. Imperativos hipotéticos são aqueles que prescrevem uma ação boa para atingir um fim, isto é, uma ação que não é boa em sentido absoluto, mas boa somente quando se deseja ou se deve atingir um fim determinado e, assim, é cumprida condicionalmente para a obtenção do fim. Ex.: se você quiser sarar do resfriado, deve tomar aspirina ; se você quiser fazer uma doação, deve realizar um ato público. Os imperativos hipotéticos seriam próprios das normas jurídicas. Assim, para estes imperativos não se impõe uma ação boa em si mesma, mas atribui-se a uma determinada ação (meio) uma certa conseqüência (fim); 4

5 3. Comandos e Conselhos: o último critérios de distinção, no âmbito das proposições prescritiva diz respeito à força vinculante. Os imperativos (ou comandos), são aquelas prescrições que têm maior força vinculante, ou seja, o comportamento previsto pelo imperativo é obrigatório, gerando obrigação à pessoa a que se dirige. Imperativo e obrigação são dois termos correlativos. Mas nem todas as proposições com as quais procuramos determinar o comportamento humano, implicam em obrigações. Existem modos mais brandos ou menos vinculante de influenciar o comportamento alheio, como os conselhos e as instâncias: a) Conselhos: estes possuem um conteúdo não obrigatório, embora constituem um meio recomendado para se atingir algo. A distinção entre comando e conselho, também serve para distinguir o direito da moral, onde temos que só o direito obriga e a moral se limita a aconselhar e a dar recomendação, deixando as pessoas livres para segui-la ou não. b) Os conselhos no Direito: nem todas as prescrições existentes num ordenamento jurídico são comandos, pois ao lado dos órgãos deliberativos, há os chamados órgãos consultivos, dos quais não emanam ordens, mas sim conselhos, portanto possuem autoridade menor ou secundária, em relação aos órgãos com função imperativa, tem menor força vinculante que o comando; c) Comandos e instâncias: as instâncias são consideradas um outro tipo de proposição prescritiva, distingue-se dos comandos por uma menor força vinculante, através das quais nós pretendemos fazer com que alguém faça alguma coisa em nosso favor, porém sem vinculá-lo, são as rezas, as suplicas, as invocações, os pedidos; As diferenças existentes entre: a) comando: se exprime como um querer por parte do sujeito ativo e um dever referente ao sujeito passivo; b) conselho: abstrai-se do querer, e referente ao sujeito passivo se exprime como um deveria ; c) instância: abstrai-se do dever e se exprime por parte do sujeito ativo como um quereria. BOBBIO, Norberto. Teoria da Norma Jurídica, Bauru, SP: EDIPRO, 2001, p

Prof. Talles D. Filosofia do Direito A Teoria da Norma Jurídica

Prof. Talles D. Filosofia do Direito A Teoria da Norma Jurídica Prof. Talles D. Filosofia do Direito A Teoria da Norma Jurídica Os pontos elencados são tópicos da obra de Norberto Bobbio, sempre presente nas provas dos concursos públicos, o que provavelmente se repetirá

Leia mais

NOÇÕES DE DIREITO. Curso JB preparatório para o Instituto Rio Branco Não é permitida a reprodução deste material.

NOÇÕES DE DIREITO. Curso JB preparatório para o Instituto Rio Branco Não é permitida a reprodução deste material. NOÇÕES DE DIREITO BETINA GÜNTHER SILVA Professora da Graduação em Direito do UniCEUB. Mestre em Direito Público pela PUC/Minas. MBA em Direito da Economia e da Empresa pela FGV. Especialista em MESC s.

Leia mais

APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO Profª Marianne Rios Martins

APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO Profª Marianne Rios Martins APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO Profª Marianne Rios Martins NOÇÕES GERAIS O que é o direito? Qual a importância do direito? Direito é justiça?

Leia mais

1. Quanto às afirmações abaixo, marque a alternativa CORRETA : I O direito é autônomo, enquanto a moral é heterônoma.

1. Quanto às afirmações abaixo, marque a alternativa CORRETA : I O direito é autônomo, enquanto a moral é heterônoma. P á g i n a 1 PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA GERAL DO DIREITO 1. Quanto às afirmações abaixo, marque a alternativa CORRETA : I O direito é autônomo, enquanto a moral é heterônoma. II O valor jurídico

Leia mais

AS PRESCRIÇÕES E O DIREITO VIII. I A imperatividade do direito:

AS PRESCRIÇÕES E O DIREITO VIII. I A imperatividade do direito: AS PRESCRIÇÕES E O DIREITO VIII I A imperatividade do direito: - A Teoria da Imperatividade do Direito, ou das Normas Jurídicas como Comandos (ou imperatividade): estabelece que as proposições que compõem

Leia mais

Norberto Bobbio. Prof. Nogueira

Norberto Bobbio. Prof. Nogueira Norberto Bobbio Prof. Nogueira Norberto Bobbio 3 e 4 Teoria da Norma Jurídica (item 3 do edital) Teoria do Ordenamento Jurídico (item 4 do edital) Variedade e Multiplicidade das Normas 3.1 Além das normas

Leia mais

Ficha de filosofia. A necessidade de fundamentação da moral Análise comparativa de duas perspectivas filosóficas. Fundamento e critérios da moralidade

Ficha de filosofia. A necessidade de fundamentação da moral Análise comparativa de duas perspectivas filosóficas. Fundamento e critérios da moralidade Ficha de filosofia A necessidade de fundamentação da moral Análise comparativa de duas perspectivas filosóficas Fundamento e critérios da moralidade Ética deontológica Ética consequencialista Respeito

Leia mais

1ª Fase PROVA OBJETIVA TEORIA GERAL DO DIREITO

1ª Fase PROVA OBJETIVA TEORIA GERAL DO DIREITO 1ª Fase PROVA OBJETIVA TEORIA GERAL DO DIREITO QUESTÃO 1 - Sobre o positivismo é CORRETO dizer que: P á g i n a 1 A. Para o positivismo a teoria do direito deve ser caracterizada por propriedades valorativas,

Leia mais

ÉTICAS DEONTOLÓGICAS (Do Dever - Formais):

ÉTICAS DEONTOLÓGICAS (Do Dever - Formais): Para que possamos fazer uma fundamentação da Moral, é necessário fazermos (previamente) uma distinção entre éticas Deontológicas (Dever) e éticas Teleológicas (Fins): ÉTICAS TELEOLÓGICAS (Materiais / Consequencialistas)

Leia mais

LINGUAGEM E ARGUMENTAÇÃO JURÍDICA

LINGUAGEM E ARGUMENTAÇÃO JURÍDICA AULA 1 PG 1 Este material é parte integrante da disciplina Linguagem e Argumentação Jurídica oferecido pela UNINOVE. O acesso às atividades, as leituras interativas, os exercícios, chats, fóruns de discussão

Leia mais

manifestações científicas, gêneros literários (provérbio, poesia, romance) etc. AULA GÊNEROS DISCURSIVOS: NOÇÕES - CONTINUAÇÃO -

manifestações científicas, gêneros literários (provérbio, poesia, romance) etc. AULA GÊNEROS DISCURSIVOS: NOÇÕES - CONTINUAÇÃO - AULA GÊNEROS DISCURSIVOS: NOÇÕES - CONTINUAÇÃO - Texto Bakhtin (2003:261-305): Introdução Campos da atividade humana ligados ao uso da linguagem O emprego da língua se dá em formas de enunciados o Os enunciados

Leia mais

LABORATÓRIO GRAMATICAL

LABORATÓRIO GRAMATICAL Nome Ano Turma O que já sabes: LABORATÓRIO GRAMATICAL Os sinais de pontuação permitem reproduzir, no texto escrito, as pausas e a entoação da fala. São absolutamente indispensáveis à clareza do texto.

Leia mais

LINGUAGEM E ARGUMENTAÇÃO JURÍDICA

LINGUAGEM E ARGUMENTAÇÃO JURÍDICA AULA 4 PG 1 Este material é parte integrante da disciplina Linguagem e Argumentação Jurídica oferecido pela UNINOVE. O acesso às atividades, as leituras interativas, os exercícios, chats, fóruns de discussão

Leia mais

Ontologia da Linguagem

Ontologia da Linguagem Ontologia da Linguagem Fundamentos para a competência conversacional Maria de Fátima Ramos Brandão 09/2015 1 1 A LINGUAGEM é AÇÃO A linguagem não só descreve as coisas como também faz com que se sucedam

Leia mais

ELEMENTOS BÁSICOS DA COMUNICAÇÃO & FUNÇÕES DA LINGUAGEM. Prof. Andriza M. Becker

ELEMENTOS BÁSICOS DA COMUNICAÇÃO & FUNÇÕES DA LINGUAGEM. Prof. Andriza M. Becker ELEMENTOS BÁSICOS DA COMUNICAÇÃO & FUNÇÕES DA LINGUAGEM. Prof. Andriza M. Becker OS SEIS ELEMENTOS BÁSICOS DA COMUNICAÇÃO FALHAS NA COMUNICAÇÃO... E NA COMUNICAÇÃO ESCRITA??? QUE INTERPRETAÇÃO VOCÊ FAZ

Leia mais

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA GERAL DO DIREITO

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA GERAL DO DIREITO PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA GERAL DO DIREITO P á g i n a 1 Questão 1. Hans Kelsen em sua obra Teoria Pura do Direito : I. Define a Teoria Pura do Direito como uma teoria do Direito positivo

Leia mais

Introdução à Lógica Proposicional Sintaxe

Introdução à Lógica Proposicional Sintaxe Bacharelado em Ciência e Tecnologia BC&T Introdução à Lógica Proposicional Sintaxe PASSOS PARA O ESTUDO DE LÓGICA Prof a Maria das Graças Marietto [email protected] 2 ESTUDO DE LÓGICA O estudo

Leia mais

9 Considerações Finais

9 Considerações Finais 9 Considerações Finais Depois desta longa jornada, onde diversos aspectos concernentes à definição da norma jurídica na Teoria Pura do Direito foram devidamente analisados, é possível apresentar algumas

Leia mais

FILOSOFIA - ENADE 2005 PADRÃO DE RESPOSTAS QUESTÕES DISCURSIVAS

FILOSOFIA - ENADE 2005 PADRÃO DE RESPOSTAS QUESTÕES DISCURSIVAS FILOSOFIA - ENADE 2005 PADRÃO DE RESPOSTAS QUESTÕES DISCURSIVAS QUESTÃO - 36 Esperava-se que o estudante estabelecesse a distinção entre verdade e validade e descrevesse suas respectivas aplicações. Item

Leia mais

ÉTICA E MORAL. O porquê de uma diferenciação? O porquê da indiferenciação? 1

ÉTICA E MORAL. O porquê de uma diferenciação? O porquê da indiferenciação? 1 ÉTICA E MORAL O porquê de uma diferenciação? O porquê da indiferenciação? 1 Ética e Moral são indiferenciáveis No dia-a-dia quando falamos tanto usamos o termo ética ou moral, sem os distinguirmos. Também

Leia mais

10.º ano Maria Serafina Roque

10.º ano Maria Serafina Roque 10.º ano 2011-2012 Maria Serafina Roque As palavras e a linguagem têm um enorme poder nas nossas vidas, uma vez que, quando comunicamos, interagimos com os outros. Na maior parte das situações comunicativas,

Leia mais

RACIOCÍNIO ANALÍTICO COMUNICAÇÃO EFICIENTE DE ARGUMENTOS - LINGUAGEM- Professor Josimar Padilha

RACIOCÍNIO ANALÍTICO COMUNICAÇÃO EFICIENTE DE ARGUMENTOS - LINGUAGEM- Professor Josimar Padilha RACIOCÍNIO ANALÍTICO COMUNICAÇÃO EFICIENTE DE ARGUMENTOS - LINGUAGEM- Professor Josimar Padilha I SENTENÇAS Expressão de um pensamento completo. São compostas por um sujeito (algo que se declara) e por

Leia mais

PARALELO ENTRE MORALIDADE E LEGALIDADE SEGUNDO O PENSAMENTO DE KANT

PARALELO ENTRE MORALIDADE E LEGALIDADE SEGUNDO O PENSAMENTO DE KANT PARALELO ENTRE MORALIDADE E LEGALIDADE SEGUNDO O PENSAMENTO DE KANT Celso Vanderlei Navarro Balbo Acadêmico do 4 ano da Faculdade de Direito de Bauru - ITE MORALIDADE E LEGALIDADE Este assunto trata do

Leia mais

Interação Social e Vida Cotidiana. Giddens Capítulo 4

Interação Social e Vida Cotidiana. Giddens Capítulo 4 Interação Social e Vida Cotidiana Giddens Capítulo 4 Interação Social Processo pelo qual agimos e reagimos em relação àqueles que estão ao nosso redor "Olhar do Turista" Papel da nossa vida cotidiana na

Leia mais

Lógica Matemática e Computacional. 3.1 Relações lógicas de Euler

Lógica Matemática e Computacional. 3.1 Relações lógicas de Euler Lógica Matemática e Computacional 3.1 Relações lógicas de Euler Lógica Ciência dos argumentos; tem por objeto de estudo os argumentos, procurando elaborar procedimentos que permitam distinguir os argumentos

Leia mais

2 A Concepção Moral de Kant e o Conceito de Boa Vontade

2 A Concepção Moral de Kant e o Conceito de Boa Vontade O PRINCÍPIO MORAL NA ÉTICA KANTIANA: UMA INTRODUÇÃO Jaqueline Peglow Flavia Carvalho Chagas Universidade Federal de Pelotas 1 Introdução O presente trabalho tem como propósito analisar a proposta de Immanuel

Leia mais

ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO

ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO FUNÇÕES DA LINGUAGEM ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO Emissor emite, codifica a mensagem Receptor recebe, decodifica a mensagem Mensagem- conteúdo transmitido pelo emissor Código conjunto de signos usado na transmissão

Leia mais

ELEMENTOS BÁSICOS DA COMUNICAÇÃO & FUNÇÕES DA LINGUAGEM. Prof. Andriza M. Becker

ELEMENTOS BÁSICOS DA COMUNICAÇÃO & FUNÇÕES DA LINGUAGEM. Prof. Andriza M. Becker ELEMENTOS BÁSICOS DA COMUNICAÇÃO & FUNÇÕES DA LINGUAGEM. Prof. Andriza M. Becker OS SEIS ELEMENTOS BÁSICOS DA COMUNICAÇÃO FALHAS NA COMUNICAÇÃO... E NA COMUNICAÇÃO ESCRITA??? QUE INTERPRETAÇÃO VOCÊ FAZ

Leia mais

FUNÇÕES DA LINGUAGEM

FUNÇÕES DA LINGUAGEM FUNÇÕES DA LINGUAGEM ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO Emissor emite, codifica a mensagem Receptor recebe, decodifica a mensagem Mensagem- conteúdo transmitido pelo emissor Código conjunto de signos usado na transmissão

Leia mais

Lógica Proposicional. 1- O que é o Modus Ponens?

Lógica Proposicional. 1- O que é o Modus Ponens? 1- O que é o Modus Ponens? Lógica Proposicional R: é uma forma de inferência válida a partir de duas premissas, na qual se se afirma o antecedente do condicional da 1ª premissa, pode-se concluir o seu

Leia mais

Revisão para o simulado

Revisão para o simulado Revisão para o simulado LÍNGUA PORTUGUESA Patrícia Lopes São as variações que uma língua apresenta, de acordo com as condições sociais, culturais, regionais e históricas em que é utilizada. Variedade linguística

Leia mais

Mapa Mental de Português Verbos Haver e Reaver

Mapa Mental de Português Verbos Haver e Reaver Mapa Mental de Português Verbos Haver e Reaver Mapa Mental de Português Verbos Haver e Reaver Mapa Mental de Português - Verbos Haver e Reaver Mapa Mental de Português Verbos Mapa Mental de Português Verbos

Leia mais

Por Fernanda Cintra Lauriano Silva. 1 Ética

Por Fernanda Cintra Lauriano Silva. 1 Ética Analisa a ética enquanto influenciadora da conduta ideal e da conduta real dos indivíduos. Demonstra divergência doutrinária entre os conceitos de moral e ética, juízo de fato e juízo de valor e analisa

Leia mais

Proposições e argumentos. Proposições tem de ter as seguintes características:

Proposições e argumentos. Proposições tem de ter as seguintes características: Ser uma frase declarativa (afirmativa ou negativa) Ter sentido Proposições e argumentos Proposições tem de ter as seguintes características: Ter um valor de verdade( ser verdadeira ou falsa) possível determinável

Leia mais

ATENÇÃO! Material retirado da Internet, que eu considero de fonte segura e confiável. Os endereços estão no fim de cada assunto. INTRODUÇÃO À SINTAXE Frase Frase é todo enunciado de sentido completo, podendo

Leia mais

LINGUAGEM E ARGUMENTAÇÃO JURÍDICA

LINGUAGEM E ARGUMENTAÇÃO JURÍDICA AULA 20 PG 1 Este material é parte integrante da disciplina Linguagem e Argumentação Jurídica oferecido pela UNINOVE. O acesso às atividades, as leituras interativas, os exercícios, chats, fóruns de discussão

Leia mais

QUESTÕES DE FILOSOFIA DO DIREITO

QUESTÕES DE FILOSOFIA DO DIREITO QUESTÕES DE FILOSOFIA DO DIREITO QUESTÃO 1 Considere a seguinte afirmação de Aristóteles: Temos pois definido o justo e o injusto. Após distingui-los assim um do outro, é evidente que a ação justa é intermediária

Leia mais

TEMA-PROBLEMA A comunicação e a construção do indivíduo

TEMA-PROBLEMA A comunicação e a construção do indivíduo TEMA-PROBLEMA 1.3. A comunicação e a construção do indivíduo Comunicação communicare pôr em comum, estar em relação com os outros, conviver. Tal implica que os indivíduos em comunicação possuam a mesma

Leia mais

FUNÇÕES DE LINGUAGEM

FUNÇÕES DE LINGUAGEM AULAS 1 À 4 Prof. Sabrina Moraes FUNÇÕES DE LINGUAGEM As funções de linguagem são recursos utilizados pelo emissor ou destinatário (pessoa que fala ou escreve) no momento de transmitir uma mensagem, com

Leia mais

Matemática Régis Cortes. Lógica matemática

Matemática Régis Cortes. Lógica matemática Lógica matemática 1 INTRODUÇÃO Neste roteiro, o principal objetivo será a investigação da validade de ARGUMENTOS: conjunto de enunciados dos quais um é a CONCLUSÃO e os demais PREMISSAS. Os argumentos

Leia mais

Lógica: Quadrado lógico:

Lógica: Quadrado lógico: Lógica: 1. Silogismo aristotélico: Podemos encara um conceito de dois pontos de vista: Extensão a extensão é um conjunto de objectos que o conceito considerado pode designar ou aos quais ele se pode aplicar

Leia mais

EFA NS C P 5 _ D E O N T O L O G I A E P R I N C Í P I O S É T I C O S

EFA NS C P 5 _ D E O N T O L O G I A E P R I N C Í P I O S É T I C O S Ética e Moral EFA NS C P 5 _ D E O N T O L O G I A E P R I N C Í P I O S É T I C O S 2009/2010 Valores No mundo contemporâneo o Homem já não segue valores modelos mas cria os seus próprios valores em função

Leia mais

CASA TRIBUNAIS RACIOCÍNIO LÓGICO

CASA TRIBUNAIS RACIOCÍNIO LÓGICO CASA TRIBUNAIS RACIOCÍNIO LÓGICO Proposição Prof. Bruno Villar www.acasadoconcurseiro.com.br Raciocínio Lógico PROPOSIÇÃO TEMA: PROPOSIÇÃO A proposição lógica é o alicerce na construção do conhecimento

Leia mais

Hans Kelsen. Prof. Nogueira. O que é Justiça?

Hans Kelsen. Prof. Nogueira. O que é Justiça? Hans Kelsen Prof. Nogueira O que é Justiça? Biografia Básica 1881 1973 Austríaco Judeu Biografia Básica 1 ed. Teoria Pura do Direito 1934 O que é Justiça? 1957 2 ed. Teoria Pura do Direito 1960 Histórico

Leia mais

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA II ESPANHOL / FRANCÊS 3º CICLO 80% A- Domínio linguístico comunicativo (80%)

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA II ESPANHOL / FRANCÊS 3º CICLO 80% A- Domínio linguístico comunicativo (80%) A- Domínio linguístico comunicativo (80%) CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA II ESPANHOL / FRANCÊS 3º CICLO COMPETÊNCIAS INSTRUMENTOS PERCENTAGEM 1. COMPREENDER (Quadro 1 e 2) 1.1. Compreensão

Leia mais

Língua Portuguesa. Funções da Linguagem. Prof. Luquinha

Língua Portuguesa. Funções da Linguagem. Prof. Luquinha Língua Portuguesa Funções da Linguagem Prof. Luquinha Qual o objetivo de um texto? Por meio da linguagem, realizamos diferentes ações: transmitimos informações tentamos convencer o outro a fazer (ou dizer)

Leia mais

Grelha de Avaliação Oral (a preencher pelo professor)

Grelha de Avaliação Oral (a preencher pelo professor) 1 Grelha de Avaliação Oral (a preencher pelo professor) Compreende as instruções do professor Compreende enunciados orais simples Compreende enunciados orais complexos Escuta atentamente COMPREENSÃO O

Leia mais

AULA 1 Frases, proposições e sentenças 3. AULA 2 Conectivos lógicos e tabelas-verdade 5. AULA 3 Negação de proposições 8

AULA 1 Frases, proposições e sentenças 3. AULA 2 Conectivos lógicos e tabelas-verdade 5. AULA 3 Negação de proposições 8 Índice AULA 1 Frases, proposições e sentenças 3 AULA 2 Conectivos lógicos e tabelas-verdade 5 AULA 3 Negação de proposições 8 AULA 4 Tautologia, contradição, contingência e equivalência 11 AULA 5 Argumentação

Leia mais

Cotações. Prova Escrita de Filosofia. 10.º Ano de Escolaridade Março de Duração da prova: 90 minutos. 3 Páginas

Cotações. Prova Escrita de Filosofia. 10.º Ano de Escolaridade Março de Duração da prova: 90 minutos. 3 Páginas Prova Escrita de Filosofia Versão A 10.º Ano de Escolaridade Março de 2016 Duração da prova: 90 minutos 3 Páginas Leia atentamente o enunciado Para cada resposta, identifique o grupo e o item. Apresente

Leia mais

Ética deontológica (do dever) de I. Kant. Influências

Ética deontológica (do dever) de I. Kant. Influências Ética deontológica (do dever) de I. Kant Influências Ética Kantiana Influências Iluminismo* Séc. XVII/XVIII ( 1650-1790) Revolução francesa Séc. XVIII (1789) Pietismo** Séc. XVII Física Newtoniana Sec.

Leia mais

BIZU PARA POLÍCIA FEDERAL PROFESSOR: GUILHERME NEVES

BIZU PARA POLÍCIA FEDERAL PROFESSOR: GUILHERME NEVES Olá, pessoal! Meu nome é Guilherme Neves e estou ministrando o curso de Raciocínio Lógico para o concurso da Polícia Federal que será realizado pelo CESPE-UnB. Vamos, de uma maneira sucinta, fazer uma

Leia mais

CURRÍCULO DA DISCIPLINA DE PORTUGUÊS/ CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO 2013/2014

CURRÍCULO DA DISCIPLINA DE PORTUGUÊS/ CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO 2013/2014 1º Ciclo Metas/Domínios Objetivos gerais Conteúdos Programáticos Critérios 3º Ano Oralidade O3 Comprensão do oral Expressão oral Escutar para aprender e construir conhecimentos Produzir um discurso oral

Leia mais

GRATUITO RACIOCÍNIO LÓGICO - EBSERH. Professor Paulo Henrique PH Aula /

GRATUITO RACIOCÍNIO LÓGICO - EBSERH. Professor Paulo Henrique PH Aula / 1 www.romulopassos.com.br / www.questoesnasaude.com.br GRATUITO RACIOCÍNIO LÓGICO - EBSERH Professor Paulo Henrique PH Aula 02 R A C I O C Í N I O L Ó G I C O E B S E R H a u l a 0 2 Página 1 2 www.romulopassos.com.br

Leia mais

Teoria da Comunicação. Professor Marlos Pires Gonçalves

Teoria da Comunicação. Professor Marlos Pires Gonçalves Teoria da Comunicação Professor Marlos Pires Gonçalves O processo da comunicação Em todo ato de comunicação estão envolvidos vários elementos : 1. Emissor ou remetente: é aquele que codifica e envia a

Leia mais

Filosofia (aula 20) Dimmy Chaar Prof. de Filosofia. SAE

Filosofia (aula 20) Dimmy Chaar Prof. de Filosofia. SAE Filosofia (aula 20) Prof. de Filosofia SAE [email protected] Teorias Éticas - Antropocentrismo; - Reflexão Filosófica; - Ascensão da Burguesia; - Surgimento do Capitalismo; - Visa tornar-se senhor da

Leia mais

PERFIL DE APRENDIZAGENS 5ºANO

PERFIL DE APRENDIZAGENS 5ºANO 5ºANO No final do 5º ano, o aluno deverá ser capaz de: No domínio da Oralidade: -Exprimir-se oralmente com progressiva autonomia e clareza em função de objetivos diversos. - Comunicar oralmente tendo em

Leia mais

2013 COTAÇÕES. Prova Escrita de Filosofia. 11.º Ano de Escolaridade. Prova 714/1.ª Fase. Critérios de Classificação GRUPO I GRUPO II GRUPO III

2013 COTAÇÕES. Prova Escrita de Filosofia. 11.º Ano de Escolaridade. Prova 714/1.ª Fase. Critérios de Classificação GRUPO I GRUPO II GRUPO III EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto-Lei n.º 9/202, de de julho Prova Escrita de Filosofia.º Ano de Escolaridade Prova 74/.ª Fase Critérios de Classificação Páginas 20 COTAÇÕES GRUPO I.... pontos

Leia mais

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE DIREITO

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE DIREITO INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE DIREITO AULA 1 MORAL, ÉTICA E DIREITO OBJETIVO Distinguir Direito, de Ética e de Moral MECANISMOS DE CONTROLE SOCIAL - MORAL - ÉTICA - REGRAS DE TRATO SOCIAL - RELIGIÃO SÓ DESCREVEM

Leia mais

MATRIZ DE CONTEÚDOS E DE PROCEDIMENTOS CONTEÚDOS PROCEDIMENTOS Nº DE BLOCOS

MATRIZ DE CONTEÚDOS E DE PROCEDIMENTOS CONTEÚDOS PROCEDIMENTOS Nº DE BLOCOS Agrupamento de Escolas General Humberto Delgado Sede na Escola Secundária/3 José Cardoso Pires Santo António dos Cavaleiros 2º Ciclo Planificação Anual 2015-2016 Português 5º ano MATRIZ DE CONTEÚDOS E

Leia mais

Língua Portuguesa. Profª. Lenise

Língua Portuguesa. Profª. Lenise Língua Portuguesa Profª. Lenise Qual o objetivo de um texto? Por meio da linguagem, realizamos diferentes ações: transmitimos informações tentamos convencer o outro a fazer (ou dizer) algo assumimos compromissos

Leia mais

PROPOSIÇÃO TRANSMISSÃO. Patriarcado de Lisboa DA FÉ JUAN AMBROSIO PAULO PAIVA 2º SEMESTRE ANO LETIVO PRESSUPOSTOS 2.

PROPOSIÇÃO TRANSMISSÃO. Patriarcado de Lisboa DA FÉ JUAN AMBROSIO PAULO PAIVA 2º SEMESTRE ANO LETIVO PRESSUPOSTOS 2. PROPOSIÇÃO E TRANSMISSÃO DA FÉ 1. PRESSUPOSTOS 2. QUESTÕES 3. PROPOSIÇÃO E TRANSMISSÃO DA FÉ 4. TPC JUAN AMBROSIO PAULO PAIVA 2º SEMESTRE ANO LETIVO 2013 2014 Patriarcado de Lisboa Instituto Diocesano

Leia mais

Valores e valoração Fontes: páginas 87 à 99 do manual

Valores e valoração Fontes: páginas 87 à 99 do manual Valores e valoração Fontes: páginas 87 à 99 do manual 1- Qual a relação entre a ação e o valor? Para agir temos de decidir, e decidir implica escolher. Para escolher temos de preferir umas opções a outras,

Leia mais

22/08/2014. Tema 7: Ética e Filosofia. O Conceito de Ética. Profa. Ma. Mariciane Mores Nunes

22/08/2014. Tema 7: Ética e Filosofia. O Conceito de Ética. Profa. Ma. Mariciane Mores Nunes Tema 7: Ética e Filosofia Profa. Ma. Mariciane Mores Nunes O Conceito de Ética Ética: do grego ethikos. Significa comportamento. Investiga os sistemas morais. Busca fundamentar a moral. Quer explicitar

Leia mais

MATEMÁTICA Questões comentadas Daniela Arboite

MATEMÁTICA Questões comentadas Daniela Arboite MATEMÁTICA Questões comentadas Daniela Arboite TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. É vedada a reprodução total ou parcial deste material, por qualquer meio ou processo. A violação de direitos autorais é punível

Leia mais

Imperativo categórico no contexto ENEM. 3º Ano do Ensino Médio INTENSIVO ENEM PROFESSOR UILSON FERNANDES

Imperativo categórico no contexto ENEM. 3º Ano do Ensino Médio INTENSIVO ENEM PROFESSOR UILSON FERNANDES Imperativo categórico no contexto ENEM. 3º Ano do Ensino Médio INTENSIVO ENEM PROFESSOR UILSON FERNANDES Kant: O formalismo moral e a deontologia. Immanuel Kant (1724-1804), além da Crítica da razão pura,

Leia mais

Linguagem, Teoria do Discurso e Regras

Linguagem, Teoria do Discurso e Regras Linguagem, Teoria do Discurso e Regras FMP FUNDAÇÃO ESCOLA SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO FACULDADE DE DIREITO LINGUAGEM, TEORIA DO DISCURSO E REGRAS DA ARGUMENTAÇÃO PRÁTICA OS JOGOS DE LINGUAGEM (SPRACHSPIELEN)

Leia mais

AULA 11. Sintaxe da oração e do período MINISTÉRIO DA FAZENDA

AULA 11. Sintaxe da oração e do período MINISTÉRIO DA FAZENDA AULA 11 Sintaxe da oração e do período MINISTÉRIO DA FAZENDA Professor Marlus Geronasso Frase, período e oração Frase é todo enunciado suficiente por si mesmo para estabelecer comunicação. Expressa juízo,

Leia mais

TEORIA DA LINGUAGEM Prof ª Giovana Uggioni Silveira

TEORIA DA LINGUAGEM Prof ª Giovana Uggioni Silveira TEORIA DA LINGUAGEM Prof ª Giovana Uggioni Silveira COMUNICAÇÃO LINGUAGEM LÍNGUA FALA ESCRITA DISCURSO Forma de linguagem escrita (texto) ou falada (conversação no seu contexto social, político ou cultural).

Leia mais

Silogismos Categóricos e Hipotéticos

Silogismos Categóricos e Hipotéticos Silogismos Categóricos e Hipotéticos Resumo elaborado por Francisco Cubal Apenas para publicação em Resumos.tk Primeiros objectivos a alcançar: Reconhecer os quatro tipos de proposições categóricas. Enunciar

Leia mais

Ao utilizarmos os dados do problema para chegarmos a uma conclusão, estamos usando o raciocínio lógico.

Ao utilizarmos os dados do problema para chegarmos a uma conclusão, estamos usando o raciocínio lógico. CENTRO UNVERSITÁRIO UNA NOÇÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO Professor: Rodrigo Eustáquio Borges A disciplina Lógica Matemática tem como objetivo capacitar o aluno a reconhecer e aplicar os conceitos fundamentais

Leia mais

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO Disciplina: Português

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO Disciplina: Português CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO Disciplina: Português Ensino Básico Ano letivo: 16/17 5º ANO Perfil de Aprendizagens Específicas O aluno é capaz: Domínios Interpretar discursos orais breves (Referir

Leia mais

EXERCÍCIOS DE LÓGICA - INSTRUÇÕES GERAIS. Vai encontrar aqui um conjunto de exercícios de lógica cujo objetivo é facilitar-lhe o estudo autónomo.

EXERCÍCIOS DE LÓGICA - INSTRUÇÕES GERAIS. Vai encontrar aqui um conjunto de exercícios de lógica cujo objetivo é facilitar-lhe o estudo autónomo. EXERCÍCIOS DE LÓGICA - INSTRUÇÕES GERAIS Caro aluno, Vai encontrar aqui um conjunto de exercícios de lógica cujo objetivo é facilitar-lhe o estudo autónomo. Estes exercícios irão estar disponíveis num

Leia mais

O PRINCIPIO DA BOA-FÉ E A FUNÇÃO SOCIAL DOS CONTRATOS

O PRINCIPIO DA BOA-FÉ E A FUNÇÃO SOCIAL DOS CONTRATOS O PRINCIPIO DA BOA-FÉ E A FUNÇÃO SOCIAL DOS CONTRATOS Caroline Dias Raimundo 1 RESUMO: Este trabalho se propõe a levantar e analisar os conceitos que delineiam os princípios da boa-fé, a importância destes

Leia mais

Ética e Organizações EAD 791. Prof. Wilson Amorim 30/Agosto/2017 FEA USP

Ética e Organizações EAD 791. Prof. Wilson Amorim 30/Agosto/2017 FEA USP Ética e Organizações EAD 791 Prof. 30/Agosto/2017 FEA USP Aula de Hoje 30/08 1) Origens da Ética (Sócrates, Aristóteles) 2) Razão, Necessidade, Desejo, Vontade 3) Ética e Psicanálise Referências CHAUÍ,

Leia mais

HANS KELSEN ( )

HANS KELSEN ( ) HANS KELSEN (1881-1973) TEORIA PURA DO DIREITO Contextualização: O Movimento para o Direito Livre estava em plena ascensão na Alemanha e parecia que o formalismo jurídico havia sido superado. A diversidade

Leia mais

SISTEMAS JURÍDICOS NA VISÃO DE JUSFILÓSOFOS

SISTEMAS JURÍDICOS NA VISÃO DE JUSFILÓSOFOS SISTEMAS JURÍDICOS NA VISÃO DE JUSFILÓSOFOS Prof. Dr. João Carlos Medeiros de Aragão Currículo Lattes: Lattes.cnpq.br/49114444160 OBJETIVOS Objetiva-se apresentar a definição de Sistema Jurídico, com base

Leia mais

POLÍCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA ESCOLA PRÁTICA / TORRES NOVAS. Curso de Formação de Agentes_08 NOÇÕES GERAIS DE DIREITO CÓDIGO DISCIPLINA: 09

POLÍCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA ESCOLA PRÁTICA / TORRES NOVAS. Curso de Formação de Agentes_08 NOÇÕES GERAIS DE DIREITO CÓDIGO DISCIPLINA: 09 POLÍCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA ESCOLA PRÁTICA / TORRES NOVAS VISTO 20ABR2011 Curso de Formação de Agentes_08 Duração: 50 minutos A NOÇÕES GERAIS DE DIREITO CÓDIGO DISCIPLINA: 09 RECOMENDAÇÕES PRÉVIAS: Identifique-se

Leia mais

Currículo das Áreas Disciplinares/Critérios de Avaliação

Currículo das Áreas Disciplinares/Critérios de Avaliação Currículo das Áreas Disciplinares/Critérios de Avaliação Metas Curriculares: Domínios/Objetivos 6º Ano Disciplina: Português Conteúdos Programáticos Critérios de Avaliação Instrumentos de Avaliação Oralidade

Leia mais

Acção de formação. Lógica e Filosofia nos Programas de 10.º e 11.º Anos. Formador. Desidério Murcho ALGUMAS NOÇÕES DE LÓGICA

Acção de formação. Lógica e Filosofia nos Programas de 10.º e 11.º Anos. Formador. Desidério Murcho ALGUMAS NOÇÕES DE LÓGICA CENTRO DE FORMAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DE ESCOLAS BRAGA/SUL Acção de formação Lógica e Filosofia nos Programas de 10.º e 11.º Anos Formador Desidério Murcho ALGUMAS NOÇÕES DE LÓGICA António Aníbal Padrão Braga,

Leia mais

Elementos da comunicação e Funções da linguagem. Profª Michele Arruda Literatura Brasileira

Elementos da comunicação e Funções da linguagem. Profª Michele Arruda Literatura Brasileira Elementos da comunicação e Funções da linguagem Profª Michele Arruda Literatura Brasileira Funções da linguagem são recursos de ênfase que atuam segundo a intenção do produtor da mensagem, cada qual abordando

Leia mais

Resumo de Filosofia. Preposição frase declarativa com um certo valor de verdade

Resumo de Filosofia. Preposição frase declarativa com um certo valor de verdade Resumo de Filosofia Capítulo I Argumentação e Lógica Formal Validade e Verdade O que é um argumento? Um argumento é um conjunto de proposições em que se pretende justificar ou defender uma delas, a conclusão,

Leia mais

Raciocínio lógico matemático: proposições, conectivos, equivalência e implicação lógica, argumentos válidos. PART 01

Raciocínio lógico matemático: proposições, conectivos, equivalência e implicação lógica, argumentos válidos. PART 01 Raciocínio lógico matemático: proposições, conectivos, equivalência e implicação lógica, argumentos válidos. PART 01 PROPOSIÇÕES Denomina-se proposição a toda frase declarativa, expressa em palavras ou

Leia mais

Kant e o Princípio Supremo da Moralidade

Kant e o Princípio Supremo da Moralidade Kant e o Princípio Supremo da Moralidade ÉTICA II - 2017 16.03.2018 Hélio Lima LEITE, Flamarion T. 10 Lições sobre Kant. Petrópolis: Vozes, 2013 O Sistema kantiano Estética Transcendental Experiência Lógica

Leia mais

EXAME NACIONAL PROVA DE INGRESSO VERSÃO 1

EXAME NACIONAL PROVA DE INGRESSO VERSÃO 1 EXAME NACIONAL PROVA DE INGRESSO 10.º/11.º anos de Escolaridade (Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março) PROVA 714/10 Págs. Duração da prova: 120 minutos 2007 1.ª FASE PROVA ESCRITA DE FILOSOFIA VERSÃO

Leia mais

QUESTIONÁRIO SOBRE OS VALORES PESSOAIS

QUESTIONÁRIO SOBRE OS VALORES PESSOAIS QUESTIONÁRIO SOBRE OS VALORES PESSOAIS Shalom H. Schwartz; Tradução e Adaptação: Menezes & Campos, 989 Recriação: Prioste, Narciso, & Gonçalves (00) Neste questionário deve perguntar-se a si próprio: "Que

Leia mais

Pensamento e linguagem

Pensamento e linguagem Pensamento e linguagem Função da linguagem Comunicar o pensamento É universal (há situações que nem todos sabem fazer), mas todos se comunicam Comunicação verbal Transmissão da informação Características

Leia mais

I Noções e Problemas Elementares

I Noções e Problemas Elementares Introdução ao Estudo do Direito I 1.º Ano Noite, 2015/ 2016 Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa PROGRAMA 1 I Noções e Problemas Elementares 1. Primeiros olhares; ideias geralmente associadas ao «direito»

Leia mais

O caminho moral em Kant: da transição da metafísica dos costumes para a crítica da razão prática pura

O caminho moral em Kant: da transição da metafísica dos costumes para a crítica da razão prática pura O caminho moral em Kant: da transição da metafísica dos costumes para a crítica da razão prática pura Jean Carlos Demboski * A questão moral em Immanuel Kant é referência para compreender as mudanças ocorridas

Leia mais

MODOS VERBAIS indicativo subjuntivo imperativo

MODOS VERBAIS indicativo subjuntivo imperativo VERBOS MODOS VERBAIS Três são os modos: indicativo, subjuntivo e imperativo. Normalmente, o indicativo exprime certeza e é o modo típico das orações coordenadas e principais; o subjuntivo exprime incerteza,

Leia mais