Comunicação e linguagem
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- Mario Franca
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1 Comunicação e linguagem Prof. Me. Leandro Moura Tópico 2
2 Tópico 2 Comunicação e linguagem Objetivo(s) de aprendizagem Conhecer a variação linguística; Comparar as variações sincrônicas; Elaborar hipóteses a partir de exemplos práticos; Refletir sobre o preconceito linguístico; Relembrar a noção de texto. 2
3 Neste Tópico: Introdução...4 Variação linguística... 5 Variação regional...10 Variação social...13 Variação ligada ao meio (oral e escrito) Variação de registro (formal e informal)...17 O preconceito linguístico Noções de texto...28 Coesão...34 Como melhorar a coesão textual...36 Coerência...38 Considerações finais Síntese
4 Tópico 2 Comunicação e linguagem INTRODUÇÃO A utilização adequada de uma língua é tema de discussão permanente nos mais variados países. De uma região a outra, ou de uma pessoa a outra, cada um tem uma forma de se expressar, dependente de alguns fatores. Além disso, questões vinculadas a melhor maneira de se comunicar também podem ser levantadas: Como me comunicar melhor? Como aproveitar o melhor uso de um idioma? A forma como nos comunicamos, as palavras que utilizamos para nos fazer entender, depende muito de onde vivemos, com quem convivemos e como nos apropriamos do mundo que nos cerca. Vamos aprofundar os conhecimentos sobre as riquezas da língua portuguesa a nosso favor? 4
5 VARIAÇÃO LINGUÍSTICA Oxe Pila Rango Cambito Xibé Mina Bá Lindeiro Figura 1: Expressões de diversas regiões do Brasil. Vamos fazer uma viagem no tempo? Imagine que estamos em outra época da história. As pessoas se comportam de uma maneira diferente da qual você está acostumado. Você tenta se comunicar com algum conhecido pelo telefone. Desista, ninguém está usando celular. Por aqui, ainda se lê com frequência o jornal impresso. Então, você decide comprar um jornal para conhecer o dia a dia daquelas pessoas, quando, de repente, se depara com o seguinte anúncio: 5
6 Sabão hygienico Capadocia Quereis manter-se aseiado e prottegido de molestias da pelle? Compre o sabão hygienico Capadocia: o ideal para elle e para ella. À venda nas pharmacias! Se você tivesse recebido essa mensagem pelo celular hoje, provavelmente acharia que é um engano. Talvez você entendesse algumas palavras, mas saberia que esse tipo de escrita não é a mesma que usamos atualmente. Bem, a sociedade mudou bastante com o passar dos anos. No século XIX, de onde veio esse anúncio, as pessoas tinham costumes completamente diferentes dos nossos. Um exemplo disso é que era possível vender de tudo nessa época desde sabonetes, casas, roupas até escravos! Hoje, essa ideia parece absurda, já que os escravos foram libertados, mas quando fazemos referência a costumes do século XIX, estamos falando de um período histórico de nosso país em que o modo de produção era escravista e que era comum e aceitável o comércio de escravos para realizar todo tipo de trabalho forçado. Assim como nossas crenças e costumes mudaram, nossa forma de expressão a língua também mudou. Observe no anúncio que, antigamente, as con- 6
7 soantes eram duplicadas, como o L de elle e ella ; o som da letra f era representado pelas letras ph; palavras que muitos desconhecem ou não se usam mais com tanta frequência, eram comuns, como aseiado (que quer dizer asseado ou limpo) e molestia (enfermidade ou doença). Naquela época, a língua portuguesa utilizada pelos europeus colonizadores que vieram para o Brasil tinha características diferentes da que usamos hoje. Aos poucos, ela foi sendo modificada pela cultura, história e crenças de um povo, diferente daquele que nos colonizou, com sua própria identidade o povo brasileiro. É por isso que dizemos que a nossa língua é viva: nela, acontecem transformações motivadas por aspectos históricos, sociais, políticos e econômicos que determinam a identidade de um povo. É como se a língua fosse o código de barras de uma sociedade. Podcast 1 As variações linguísticas são um fenômeno comum às línguas, pois seus falantes estabelecem relações sociais no tempo e no espaço com diferentes pessoas, culturas e histórias. O modo de se comunicar se transforma pela influência desses aspectos. Verifique o que diz a autora Thelma Guimarães: As línguas mudam junto com a sociedade que as utilizam, tanto do ponto de vista diacrônico (ao longo do tempo), como sob o ponto de vista sincrônico (em um 7
8 mesmo momento do tempo). Essas mudanças recebem o nome de variações linguísticas. (GUIMARÃES, T., 2012, p. 24, grifo do autor). À mudança que ocorreu entre as palavras usadas no anúncio antigo e as palavras que usamos hoje, chamamos de variação diacrônica ou histórica, pois nossa língua evoluiu ao longo da história, do tempo. É esse aspecto temporal que explica a mudança do pronome você, que antes era utilizado vossa mercê, passou a ser vosmecê, depois você e, nos tempos de hoje, usamos vc para digitar mensagens. Já as expressões que mudam em um mesmo momento do tempo ou da história, como as gírias, os sotaques, os jargões, por exemplo, caracterizam a variação sincrônica. Para Guimarães (2013), a variação sincrônica se divide em algumas categorias. São as variações: Regional; Social; Do meio (oral e escrito); De registro (formal e informal). Verifique na figura a seguir, como essas variações são divididas: 8
9 Variação Linguística diacrônica ou histórica sincrônica regional social do meio do registro Figura 2: Distribuição das classificações da linguística considerando o critério temporal. 9
10 VARIAÇÃO REGIONAL Tente se lembrar do modo como você fala. Você pronuncia o r mais forte? Coloca a língua entre os dentes quando fala tia? Observe que como você fala é característico do lugar em que você nasceu ou mora. O Brasil é um país de vasta extensão continental e em cada região (ou mesmo dentro da própria região), as pessoas falam de modo diferente. Verifique esse exemplo: Ingridienti: 5 den di ái 3 cuié di ói 1 cabêss di repôi 1 cuié di mastumati sali a gosto Mé qui fais?! Casca u ái, pica u ái e soca o ái cum sali. Quenta o ói; foga o ái no ói quentinho. 10
11 Pica o repôi bem finin, foga o repôi. Poim a mastumati, mexi ca cuié pra fazê o moi. Prontim! Entendeu alguma coisa? Você consegue descobrir de onde é o autor dessa receita? Se você respondeu Minas Gerais, acertou! Os mineiros costumam encurtar as palavras, reduzindo suas terminações, além de juntarem várias palavras numa só, como mastumati, que é a junção de massa de tomate. Saiba mais O modo de falar de algumas regiões (dialetos) pode possuir tantas características próprias que é possível encontrar dicionários locais, como: dicionário de mineirês, de gauchês, de nordestinês. Acesse a reportagem do Jornal Hoje Falares do Brasil e veja como pessoas de diferentes regiões do país se comunicam: Por isso, dizemos que a variação regional é o uso que se faz da língua em uma determinada região. Podemos encontrar essa variação: Na pronúncia das palavras (sotaque): o r puxado do interior de São Paulo é diferente do r carioca; No vocabulário: para os gaúchos, a palavra piá significa criança, no Pará, égua não é apenas a 11
12 fêmea do cavalo, mas uma expressão usada em várias situações, como poxa vida ; Na conjugação de verbos e construção de frases: no Nordeste, é comum falawwr tu visse (em vez de tu vistes ), assim como a expressão sei, não (em vez de não sei ). (GUIMARÃES, 2012, p.26) Podcast 2 12
13 VARIAÇÃO SOCIAL A linguagem dos médicos, dos surfistas, dos tatuadores, da internet, dos roqueiros, do futebol. O que elas têm em comum? Todas elas têm em comum o contato social que seus grupos estabelecem durante a comunicação. Algumas formas de variação social estão relacionadas a: Grupos profissionais: o modo de se expressar de um grupo profissional é chamado de jargão. Geralmente, é usado para facilitar a comunicação entre os profissionais de um mesmo setor, mas para quem é de fora do grupo, o chamado leigo, a comunicação pode se tornar um grande empecilho. Grupos sociais: os grupos profissionais também se formam social, mas existem outros tipos de grupos, como os surfistas, os jovens, os idosos, os fãs de uma série, os amigos do futebol. Estes grupos compartilham escolhas linguísticas em comum, assim como outras características, tais como gostos musicais, esportivos. 13
14 VARIAÇÃO LIGADA AO MEIO (ORAL E ESCRITO) Após uma conversa ou apresentação de um trabalho, você já teve a impressão de que não falou tudo o que precisava ter dito? Que se tivesse feito uma colinha no papel teria se saído melhor? Esta é uma situação pela qual todos podem passar, mas você sabe por que isso acontece? Falar e escrever são ações comunicativas, mas existem algumas características que as diferenciam. Repare que o momento de produção e de recepção de um texto é bem diferente nessas situações: nos textos orais, esses momentos ocorrem simultaneamente os interlocutores falam e ouvem ao mesmo tempo. Contudo, nos textos escritos, há uma defasagem temporal entre o momento em que se produz e se recebe uma mensagem. (GUIMARÃES, 2013, p. 28). Falar ou escrever: existe uma forma melhor ou pior de se expressar? Na verdade, existem vantagens e desvantagens ao usarmos um ou outro meio. Na comunicação oral, podemos: negociar o sentido das palavras: - O que isso significa? 14
15 - Significa que... corrigir nossa fala: - Não importa o que aconteça, eu não vou sair daqui quer dizer, nós não vamos sair! A comunicação pela oralidade não acontece apenas pela linguagem verbal. Nossos gestos, expressões faciais, entonação, olhares nos auxiliam durante a fala, ou seja, a linguagem não-verbal complementa os sentidos durante a comunicação oral. Quando um professor pergunta aos alunos se todos entenderam sua explicação e alguns deles expressam uma cara de dúvida, isso indica que o professor precisará esclarecer algum ponto da matéria. Se a linguagem não-verbal ajuda a comunicação oral a ser mais clara já ouviu falar que nada é melhor que uma boa conversa cara a cara? a comunicação escrita, por sua vez, não apresenta a vantagem de colocar em contato os polos mais importantes da mensagem: seus interlocutores. Ao escrever um texto, o emissor não sabe exatamente como ele será recebido, qual o conhecimento do receptor sobre o que está escrito e nem a sua condição, disposição e ânimo naquele momento. Do outro lado, ao receber a mensagem, o receptor possui apenas o recurso da escrita para tentar compreender o que o emissor quis dizer ele não pode contar 15
16 com gestos, olhares ou correções para esclarecer alguma dúvida. Entretanto, é justamente por isso pela falta de sincronia que a escrita permite que seus interlocutores tenham mais tempo para editar seus textos. Isso significa que eles podem pensar antes de escrever, planejar sua comunicação, escolher as palavras mais adequadas e corrigir seus textos antes de enviá-los. Além disso, o tempo da escrita permite que o autor pesquise e adicione informações ao seu texto. Fique atento Afinal, por que conhecer a linguagem e seus elementos é tão importante para nós? Para nos comunicarmos com os outros, seja na faculdade, no trabalho, em casa ou na rua, utilizamos textos orais ou escritos. Quando produzimos um trabalho escrito para a faculdade, podemos pesquisar informações, planejar a sequência lógica do texto, ler e reler várias vezes, reescrever pontos que não ficaram muito claros. Por outro lado, numa reunião de trabalho, temos apenas nossa memória, inteligência e menos tempo para recuperar os principais assuntos: para ajudar, anote os pontos mais importantes que gostaria de discutir na reunião, bem como sugestões e propostas de melhoria para a equipe. A oralidade e a escrita são produzidas pelos interlocutores em dois tipos de situações: formais e informais. E é sobre isso que falaremos no próximo item. 16
17 VARIAÇÃO DE REGISTRO (FORMAL E INFORMAL) Leia o exemplo: Aline foi pedida em namoro por um garoto da escola. Ela sempre foi apaixonada por ele. Por isso, o chama carinhosamente de crush. Só tem um problema: Aline ainda não pediu autorização dos pais para namorar. Chegando da escola, ao entrar em casa, a garota encontra mãe. Com medo, Aline anuncia: Ô manhê, quero te contar uma coisa. A mãe, sentindo cheiro de encrenca no ar, responde: Filha, o que você aprontou? Nada, mãe. É coisa boba. Eu só queria te contar que estou namorando... a garota complementa apreensiva. O quê!? Como assim? Isso é sério? Com quem? a mãe entra em pânico. Se acalma, mãe. Ele é o meu crush. Aline, já disse que não quero que fale palavrão em casa! Rindo bastante, Aline esclarece: 17
18 Mãe, crush não é palavrão. É a pessoa de quem a gente gosta, se apaixona. Agora ficou claro! É que na minha época, a gente chamava os garotos bonitos de pão. Pão? Fala sério, mãe! Falo sim: quero conhecer o tal do crush. Vamos organizar um jantar! Oba! Valeu, mãe! Figura 3: Acesso em: 01 dez Fique atento Usamos a palavra Crush quando queremos nos referir a alguém que gostamos ou sentimos atra- 18
19 ção. Do inglês to crush ou, literalmente, colidir esmagar, a gíria é muito usadas nas redes sociais e representa a paixão esmagadora que sentimos pela outra pessoa. A situação acima nos mostra que Aline e sua mãe fizeram escolhas linguísticas diferentes: embora entenda quase todas as palavras sem dificuldade, a mãe de Aline não compreendeu o termo crush, gerando um ruído na comunicação. Isso nos revela alguns aspectos: a diferença de idade entre Aline e sua mãe, a escolha de palavras característica de um grupo, e o uso de um tom mais informal durante a conversa. Em uma situação formal, por exemplo, Aline precisa se expressar de outra forma. Você diria que ela está errada por se expressar assim? Veja o que acontece em outra situação, uma entrevista de emprego: Com tantos candidatos competentes para a vaga, por que eu deveria contratá-lo? Vixe... pera aí um minutinho... Figura 4: Situação de entrevista de emprego, em que o entrevistador faz perguntas ao candidato. 19
20 Será que esse candidato respondeu o que se esperava? Qual impressão ele pode ter passado ao entrevistador? Você já deve ter participado de uma entrevista ou conhece alguém que passou por isso. Sabemos que se trata de uma situação formal de comunicação, mas o que isso quer dizer? O que se espera de quem está se candidatando a uma vaga de emprego é que se expresse com clareza e que evite gírias ou expressões informais, como vixe e pera aí. Então, é errado se expressar assim? Não, mas a variação informal (ou norma coloquial) da língua é considerada menos privilegiada que a variação ou norma culta. Por isso, se pensarmos que a entrevista era uma situação mais formal de comunicação, a escolha de palavras do candidato foi inadequada para aquele momento. No exemplo de Aline, ela e a mãe participam de um contexto mais informal de comunicação foi esse contexto que permitiu o tom casual adequado para a conversa. Claro que, quando estiver entre amigos ou com a família, o candidato também poderá usar expressões coloquiais, que estarão adequadas a um contexto informal. Você sabe por que isso acontece? De acordo com Guimarães: Nenhum de nós usa o idioma da mesma maneira o tempo todo. Independentemente de sermos mais ou 20
21 menos escolarizados, de morarmos nessa ou naquela região, de sermos jovens ou velhos, homens ou mulheres, surfistas ou roqueiros, todos nós mudamos nossa maneira de falar e escrever conforme o grau de formalidade da situação comunicativa. (GUIMARÃES, T., 2013, p.30, grifo do autor). Dessa forma, a variação formal é o conjunto de regras e combinações que obedece ou se aproxima da gramática normativa são as chamadas regras gramaticais. São aquelas regras que você aprendeu na escola. Por ser mais valorizada socialmente, esta variação é usada em contextos de maior prestígio, como discursos políticos, acadêmicos, profissionais, jornalísticos, jurídicos etc. Já a variação informal é o conjunto de usos linguísticos organizados e combinados de uma maneira conhecida pelos integrantes de um grupo e que faz sentido para eles. Nesta variação, pronomes, verbos, acentuação, ortografia, concordância de palavras podem ser muito diferentes da variação formal. Em uma situação informal, quando você escolher dizer E aí, tudo bem?, ao invés de Olá, como vai?, é provável que o interlocutor entenda sem dificuldade que você quer saber como ele está. Você deve estar se perguntando: com tantos modos de falar, existe um melhor ou pior que o outro? 21
22 Fique atento Não existem formas melhores ou piores de se falar, mas modos diferentes que usamos para comunicar algo. Esses modos podem ser adequados ou inadequados, mas isso vai depender da situação em que a comunicação acontece. Olhando à primeira vista, parece uma questão simples, não é? Então, olhe mais de perto: mesmo em situações informais, você já ouviu frases como ela não sabe falar direito ou ele maltrata a língua portuguesa? Vamos pensar um pouco sobre isso: se a língua de um povo é a sua identidade como estudamos antes como pode ser considerada um erro? 22
23 O PRECONCEITO LINGUÍSTICO Além de conhecer nossa própria cultura, ao entrarmos em contato com diferentes variedades linguísticas, conhecê-las também pode ser uma forma de combater o preconceito. É isso mesmo! Você deve estar pensando: já ouvi falar de outros tipos de preconceito, como o preconceito contra mulheres, nordestinos, negros, homossexuais, mas contra a língua? Ainda não! O preconceito linguístico é a discriminação de uma pessoa pelo seu modo de se expressar, socialmente considerado incorreto ou inferior, se comparado à língua que segue as regras gramaticais. Como diz o linguista Marcos Bagno, Nós somos a língua que falamos. (BAGNO, 2003, p. 17). Em outras palavras, como todo preconceito, quando discriminamos alguém pelo seu modo de se expressar, não julgamos a língua em si, mas os aspectos socioculturais e econômicos de quem a fala qual a sua origem, como se veste, onde estudou, qual seu nível de renda etc. Você já deve ter ouvido comentários pejorativos sobre a fala de quem mora no interior, por exemplo. Fatos como esse acontecem com mais frequência do que imaginamos porque, na maioria das vezes, são vistos como piadas ou brincadeiras, mas não como manifestações de preconceito. 23
24 A língua não é homogênea, pois, como verificamos antes, ela é formada pela diversidade de falares que carregam histórias de vida, cultura e valores de um povo. Sendo assim, quando as pessoas se manifestam por meio da língua, elas mostram seus valores culturais, a forma como vivem e a sua própria história. Por mais que você corra, irmão Pra sua guerra vão nem se lixar Esse é o xis da questão Já viu eles chorar pela cor do orixá? E os camburão o que são? Negreiros a retraficar Favela ainda é senzala, Jão! Bomba relógio prestes a estourar EMICIDA. Boa esperança. Disponível em br/emicida/boa-esperanca/ Acesso em 9 dez A música do rapper Emicida apresenta expressões linguísticas coloquiais como pra, se lixar, eles chorar, os camburão, Jão, mesmo assim, entendemos seu objetivo: falar sobre as marcas do racismo deixadas pela escravidão e sentidas até hoje, como encontramos no trecho Favela ainda é senzala, Jão!. A linguagem informal e as gírias são algumas das marcas linguísticas que compõem o universo das 24
25 letras de rap e que caracterizam, entre outros aspectos, o discurso das comunidades. Essas marcas representam a realidade de grupos (em sua maioria, menos favorecidos socialmente), suas experiências e a forma como se comunicam. O rap, assim como o funk, são estilos musicais com vasta presença da oralidade e apelo popular, mas que sofrem preconceito linguístico e, em função disso, artístico. Saiba mais Quer conhecer um pouco mais sobre a história do rap? Se a música fosse escrita de outra forma, além de comprometer a sonoridade das palavras, talvez não causasse a mesma intensidade em seus ouvintes, por não retratar a realidade de um problema social considerando o discurso de quem o enfrenta. Quer dizer que podemos usar expressões informais em qualquer situação? Não, pois assim como usamos roupas diferentes para cada ocasião, devemos usar nossa linguagem adaptando-a às diferentes situações comunicativas. A norma culta é a variação exigida em situações formais de comunicação: para que você consiga se comunicar com clareza em todos os contextos, é essencial que você saiba adequar seu discurso a eles. Já pensou se você escrevesse um ao seu chefe da mesma forma como fala? A nossa fala 25
26 tem pausas, entonações, hesitações, repetições e autocorreções que só fazem sentido na dinâmica da própria fala, no acordo que estabelecemos com o outro. A escrita é uma espécie de versão editada da comunicação, pois, quando escrevemos, podemos escolher palavras, ler o texto, corrigi-lo antes de enviar, enfim, usar os mais variados recursos que vão tornar nosso discurso mais claro para o outro. Saiba mais A língua falada é uma rica fonte de cultura de um povo. Acesse o vídeo do professor Ataliba de Castilho para conhecer suas múltiplas possibilidades. Precisamos adaptar nossa comunicação ao contexto e a quem recebe nossa mensagem, não como forma de superioridade, mas de estabelecer contato com pessoas, histórias e culturas distintas. Como um fator que colabora para a exclusão social, o preconceito linguístico deve ser combatido começando pelo respeito ao modo de falar do outro e, por consequência, à sua cultura e modo de vida. Fique atento Ser um bom comunicador envolve não só o conhecimento das regras gramaticais, mas da forma como nos relacionamos com os outros. 26
27 Bom, como observamos, a linguagem é muito dinâmica, mas você sabe como ela se manifesta? Convido você a desvendar esse mistério em nosso próximo tópico. 27
28 NOÇÕES DE TEXTO Diariamente, todos nós precisamos lidar com textos. Assistir a um filme, escrever um , enviar uma mensagem, dar um recado, fazer uma lista: o tempo todo estamos produzindo ou recebendo diferentes tipos de texto. Mas o que é um texto? Você já parou para pensar, de fato, nisso? Costumamos definir o texto como um conjunto de frases feito para ser lido. Será que é isso mesmo? Vamos fazer um exercício: leia as frases abaixo separadamente: A casa é de madeira. Eu moro com minha família numa casa. No final deste ano, viajarei com minha família para Minas Gerais. Minha avó mora em Minas Gerais. Ao ler as frases separadamente, você deve ter compreendido o que elas querem dizer, mas observe que, quando lidas juntas, elas não fazem sentido, ou seja, elas não se complementam, não constituem uma unidade. Podemos dizer que continuam sendo apenas frases soltas e não um texto. 28
29 Então, já sabemos que um texto não é só um conjunto de frases, mas o que, afinal, é o texto? Imagine que você está vendo sua série de TV favorita quando, de repente, a palavra MADEIRA aparece na tela, sozinha, à frente de um fundo preto. Pode ser que você fique intrigado ou, simplesmente, não dê importância. Agora, imagine que você está no meio de um temporal, procurando um lugar para se abrigar, quando ouve um grito: MADEEEEEIRAAAAA!. Se você pretende se salvar, com certeza vai sair correndo. Isso acontece porque, nessa situação, você interpreta que o grito é um sinal de alerta. Esse exemplo nos leva a algumas conclusões sobre os textos: que eles não são apenas palavras escritas, também podem ser orais como um grito ou uma conversa; que eles precisam fazer sentido, serem entendidos por quem os recebe. Bom, considerando o que sabemos até aqui, [...] o texto pode ser concebido como resultado parcial de nossa atividade comunicativa, que compreende processos, operações e estratégias que têm lugar na mente humana, e que são postos em ação em situações concretas de interação social. (KOCH, 2011, p. 26) Como verificamos anteriormente, a comunicação é um processo de interação entre seus participantes. Dessa forma, o texto é a materialização deste 29
30 contato, ou seja, a expressão linguística produzida por indivíduos em uma situação comunicativa. O bom funcionamento das condições dessa situação emissor, receptor, mensagem, código, canal e contexto é fundamental, tanto para a produção do texto, quanto para a sua compreensão. Observe a obra a seguir: Figura 5: Obra Cinco Moças de Guaratinguetá. Fonte: In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São 30
31 Paulo: Itaú Cultural, 2018.Disponível em: < itaucultural.org.br/obra2592/cinco-mocas-de-guaratingueta>. Acesso em: 09 de Dez Verbete da Enciclopédia. ISBN: A obra Cinco moças de Guaratinguetá é de Di Cavalcanti, um renomado artista brasileiro, que viveu entre 1897 e Junto com outros reconhecidos artistas, como Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Graça Aranha, contribuiu para o movimento modernista e para a Semana de Arte Moderna de Você diria que esta pintura pode ser considerada um texto? Sabemos que o código pode ser verbal e não-verbal. Quer dizer que, assim como as palavras, as imagens, os sons, os gestos também podem ser textos, como a fotografia, a pintura, os desenhos, um vídeo em LIBRAS, uma mensagem em braile. Existem textos que mesclam os dois recursos, verbal e não-verbal: filmes, histórias em quadrinhos, propagandas, diálogos. Fique atento O mais importante na comunicação é que o texto poder ser interpretado e compreendido por um determinado grupo. Vamos voltar à pintura de Di Cavalcanti: e agora, você a considera um texto? Ainda que não conheçamos o contexto histórico da época, as influências e o estilo do autor, percebemos que a obra retrata uma situa- 31
32 ção cotidiana de um grupo de mulheres. Chegamos a essa conclusão porque a pintura pode ser interpretada e entendida a partir do seu sentido. O que leva um texto a fazer sentido? Observe o exemplo: Figura 6: Acesso em: 21 de jan Quando não entendemos o que um texto quer dizer, dizemos que ele não faz sentido, não é mesmo? É o caso dessa placa: a ordem é para jogar lixo no lixeiro, ou seja, no profissional que trabalha recolhendo o lixo. Isso seria um ato de agressividade! A falta de relação entre as palavras gerou um texto desconexo, sem coesão. A frase correta seria Jogue 32
33 lixo na lixeira, ou seja, no local adequado para descarte do lixo. Mesmo quando postamos algo nas redes sociais ou enviamos uma mensagem pelo celular, para que um texto faça sentido, alguns fatores são importantes, como a coesão e a coerência. 33
34 COESÃO Júlio não tem carro. Ele é azul. A frase parece estranha para você? Se Júlio não possui carro, como ele seria azul? Observe que a segunda oração não retoma o item carro da primeira, ou seja, não estabelece relação com ela. Nesse caso, faltou coesão, prejudicando o entendimento da frase. Para Fávero (2009), a coesão refere-se às relações de sentido que se estabelecem entre os enunciados que compõem o texto; assim, a interpretação de um elemento depende da interpretação do outro. (FÁVERO, 2009, p.9). A coesão é o elo que permite conectarmos as ideias dentro de um texto. Um texto coeso é aquele que possui um encadeamento adequado de ideias. De acordo com Fávero, isso acontece no nível microtextual, ou seja, no nível das palavras (FÁVERO, 2009, p. 10). Por meio da coesão ligamos palavras, orações, frases, parágrafos numa sequência lógica que atua na construção do texto. As palavras que unem as partes de um texto são chamadas elementos coesivos. Se imaginarmos que o texto é um muro, os elementos coesivos são o cimento que liga um bloco a outro. Os elementos coesivos servem para retomar, referenciar, substituir ou confirmar informações de um texto. São eles: 34
35 pronomes; terminações verbais; advérbios; locuções adverbiais; preposições; conjunções sinônimos. Exemplo: As reportagens jornalísticas prezam pelo bom vocabulário e pelo uso correto das normas gramaticais. Por outro lado, os sites com notícias falsas ou mensagens divulgadas pelo WhatsApp tendem a apresentar uma escrita fora do padrão, com erros de português ou quantidade exagerada de adjetivos. Os manuais sérios dos grandes jornais orientam o jornalista a não adjetivar quando fizer uma reportagem, explica Tai. Se você está diante de um site de notícias falsas, já tem adjetivo no título. Existe uma linguagem que é muito particular do jornalista que não é utilizada em um site de notícia falsa. Senso crítico é arma para combater fake news. Por Marina Dayrell, Matheus Riga e Pedro Ramos. Jornal Estadão. Disponível em: com.br/focas/politico-em-construcao/materia/senso- -critico-e-arma-para-combater-fake-news 9 dez Acesso em: 10 dez (grifos nossos). A falta dos elementos coesivos em destaque poderia prejudicar o entendimento do texto. Por isso, quando produzimos um texto com elementos coesivos 35
36 adequados, facilitamos sua compreensão. E como se faz isso? Fique de olho nessas dicas! Como melhorar a coesão textual 1. Use conjunções coordenativas: com elas você poderá explicar, confirmar, contrapor ou concluir uma ideia. Estas estratégias tornam o texto mais articulado e interessante. Exemplos de cada tipo de conjunção: Aditivas: e, nem, também, bem como, não só... mas também; Alternativas: ou, ou...ou, já...já, ora...ora, quer...quer, seja...seja; Adversativas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto; Explicativas: que, porque, pois, isto é, pois (antes do verbo); Conclusivas: logo, pois, portanto, assim, por isso, por conseguinte, por consequência, pois (depois do verbo). 2. Use palavras sinônimas: ao utilizar termos diferentes que possuem o mesmo significado, você evita que o texto fique repetitivo e se torne cansativo. 36
37 Para aumentar seu repertório de palavras, você pode utilizar o dicionário de sinônimos. Exemplos: Prédio = edifício Casa = residência/lar Conhecimento = saber Finalidade = objetivo 3. Escolha palavras simples: o uso de termos complicados pode dificultar a compreensão do seu texto. Isso não significa que seu texto deva ser superficial. O rebuscamento linguístico não é sinônimo de comunicação eficiente. Para adotar termos especificamente técnicos ou acadêmicos, observe se este uso cabe no contexto. Do contrário, simplifique menos pode ser mais. É importante que conheçamos outro mecanismo importante para a elaboração e compreensão de textos: a coerência. Você já deve ter presenciado seu professor do ensino fundamental ou médio dizendo: Falta coerência! Vamos relembrar? 37
38 COERÊNCIA Quando um texto não faz sentido para nós, costumamos dizer que ele é incoerente. Isso acontece porque a coerência faz com que um texto tenha sentido para quem o recebe. Se a coesão ocorre no nível microtextual da articulação de elementos gramaticais, a coerência se manifesta de maneira mais global, no nível macrotextual, da relação lógica entre as ideias de um texto. Fique atento A coerência não se relaciona apenas com o que está dentro do texto, mas também com o que é externo a ele. Ela está ligada aos interlocutores e às condições em que a situação comunicativa acontece, ou seja, ao contexto. Observe a tirinha: Figura 7: Acesso em: 9 dez
39 Você notou alguma incoerência? As palavras podem ter diferentes significados para as pessoas, principalmente para as crianças que, em fase de aprendizado, compreendem os significados de modo bastante literal (ao pé da letra). É o que acontece na tirinha de Armandinho: a expressão educação vem de casa é popularmente usada em seu sentido figurado, ou seja, que a educação também se constrói no ambiente familiar. Como o garoto relacionou casa a um objeto da realidade, para ele, quem mora em apartamento deve enfrentar sérios problemas com a Educação. Para que um texto seja coerente, existem fatores que devem ser levados em conta. Koch e Travaglia (2010) apontam os conhecimentos necessários para a construção da coerência textual, dos quais destacamos alguns: Linguístico: conhecer as palavras e a estrutura sintática empregadas num texto; De mundo: conhecimento que adquirimos durante a vida, com as experiências que vivenciamos; Compartilhado: para que um texto seja compreendido, os interlocutores precisam ter algum conhecimento em comum. Quanto maior for este percentual, menor a necessidade de esclarecimentos; Inferências: são os acréscimos de informações que o receptor faz no texto. De acordo com o conhecimento que adquiriu das experiências de vida, o receptor deduz elementos que não estão explícitos 39
40 no texto, isto é, preenche suas lacunas textuais. É o mesmo que ler nas entrelinhas. Fatores de contextualização: elementos que dão pistas sobre uma determinada situação comunicativa. O nome do autor, a data, o local de publicação, uma assinatura, um carimbo ou qualquer outro elemento gráfico ajudam a identificar o contexto de produção da mensagem. Expressões como era uma vez, há muito tempo também facilitam a interpretação do texto. Situacionalidade: a situação em que um texto circula interfere em seu sentido. Em outras palavras, a relação entre um texto e seu contexto de produção é chamada de situacionalidade. Se alguém lhe disser que a bola acertou onde a coruja dorme, quer dizer que alguém chutou a bola no ângulo entre a trave e o travessão do gol, sem chance de defesa para o goleiro. Perceba que o sentido desta expressão está diretamente ligado ao contexto do futebol. Sem esta relação, a expressão seria incoerente. Observe os exemplos a seguir e tente identificar a incoerência existente: 1. Anote aí: banana, maçã, morango, uva. Acho que já temos tudo para o churrasco! Como assim? Nosso conhecimento de mundo nos permite supor que, com esses ingredientes, seria feita uma bela salada de frutas, mas um churrasco? 40
41 2. Quando os convidar para o jantar, não se esqueça de que eles são vegetarianos. Nosso último jantar foi um fiasco! O que será que aconteceu? A frase não deixa claro, mas, em princípio, os convidados não apreciam um cardápio carnívoro. Além disso, parece que, no jantar anterior, um dos anfitriões serviu carne e acabou cometendo um deslize. Para chegar a essas conclusões, precisamos fazer inferências, ou seja, deduzir fatos que não aparecem no texto. Só assim é possível entender completamente o seu sentido. Figura 8: -mais-engracadas-e-confusas-do-jornalismo-brasileiro/ Acesso 9 dez Bom, se não for um ataque de zumbis, diríamos que a frase em destaque não faz sentido. Embora a tecno- 41
42 logia tenha avançado bastante, ainda não é possível encontrar mortos andando por aí. Depois de tudo o que aprendemos sobre a importância da coerência na produção textual, como fazer para que nossos textos sejam claros e tenham sentido? Dicas para produzir textos mais coerentes: Desenhe seu texto antes de produzi-lo. Isso mesmo! antes de começar a escrever, faça um mapa mental onde possa identificar o que você pretende falar no texto, qual o seu público-alvo e o objetivo da sua história. Podcast 3 Organize suas ideias. Para que um texto tenha coerência, ele precisa ter começo, meio e fim. Você pode pensar na ideia geral do texto e, depois, ir definindo melhor a cada parágrafo. Não caia em contradição. Para construir um texto coerente, você precisa mostrar que suas ideias se complementam. Quando isso não acontece, temos uma incoerência. É como afirmar a importância da igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho, mas defender o pagamento desigual de salário entre eles. Tenha empatia. Se coloque no lugar de quem vai receber seu texto e se pergunte: estas informações estão suficientemente claras? Tudo o que precisarei 42
43 deduzir faz parte das minhas experiências de vida? Existem pistas necessárias que me permitem chegar até a conclusão esperada? Releia seu texto e/ou peça para outra pessoa ler. Quando escrevemos um texto, podemos ter algumas dificuldades iniciais para organizar nossas ideias. A releitura nos permite substituir informações, acrescentar novas ideias, excluir os excessos, dar mais equilíbrio à produção textual. Aproveite o exercício para rever com atenção aspectos gramaticais, ortográficos. Lembre-se: antes de entregar seu texto a alguém, verifique se tudo o que você pretendia dizer está nele! Ao ter esses cuidados e criando o hábito de leitura e escrita, seus textos ganharão um novo formato. Saiba mais Veja como fazer um mapa mental. Ele é importante e ajudará no planejamento que antecede a escrita. 43
44 CONSIDERAÇÕES FINAIS Os desafios de se utilizar a língua portuguesa de forma assertiva perpassam os conhecimentos sobre a própria língua como instrumento vivo, que se molda no decorrer dos anos, na composição da sociedade, que é construída no social. Espera-se que ao conhecer as variações da língua portuguesa, as noções de textos e seus espaços de interação, os preconceitos são extintos, dando lugar a espaços que permitem a construção de novas ideias, ampliando repertórios éticos e estéticos. 44
45 Síntese Regional Social Variação Linguística Oral e Escrita Registro Discriminação pelo modo de expressão Diversidade da Língua Preconceito Linguístico Noções Textuais Definição de texto Código verbal e não-verbal Elo entre ideias Elementos coesivos Uso de coesão textual Coesão Articulação de elementos gramaticais Coerência Conhecimentos para construção textual
46 Referências BAGNO, Marcos. A norma oculta: Língua & poder na sociedade brasileira. São Paulo: Parábola Editorial, FÁVERO, L. Lopes. Coesão e coerência textuais. 11. ed. São Paulo: Ática, GUIMARÃES, Thelma de Carvalho. Comunicação e linguagem. São Paulo: Pearson, (Disponível em Biblioteca Virtual. Acesso em 13 de outubro de 2018.) KOCH, Ingedore. Grunfeld Villaça. O texto e a construção dos sentidos. 10. ed. São Paulo: Contexto, KOCH, Ingedore. Grunfeld Villaça. Desvendando os segredos do texto. 7. ed. São Paulo: Cortez, KOCH, Ingedore. Grunfeld Villaça. O texto e a construção dos sentidos. 10. ed. São Paulo: Contexto, KOCH, Ingedore; TRAVAGLIA, L. A coerência textual. 18. Ed. São Paulo: Contexto,
47
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